Nosso corpo possui uma infinidades de hormônios que ajudam no funcionamento dele. A prolactina é um hormônio que regula a produção do leite. Apesar de ser mais ativo durante a fase de gravidez e pós parto, ele está presente no sangue, em pequena quantidade, e não apenas no corpo da mulher, mas também no do homem.
Prolactina no corpo

Caso haja algum desequilíbrio no funcionamento do corpo, a hipófise pode se confundir e estimular o aumento no nível de prolactina fora do período gestacional, o que irá atrapalhar as tentativas de engravidar, pois o corpo trabalha como se já houvesse uma gravidez, de forma que há a inibição da ovulação.
O aumento da prolactina no corpo é denominado de hiperprolactinemia e tem efeito diferente no homem e na mulher. No entanto, é mais comum em mulheres de 20 a 50 anos.
Causa da hiperprolactinemia
Além da gestação ou amamentação, que é quando seu aumento é normal, o alto nível de prolactina pode ser causado por uso de medicamentos como antipsicóticos, os antieméticos, os antidepressivos, a ranitidina e a cimetidina, os opiáceos, os anti-hipertensivos, os estrógenos (o que inclui alguns anticoncepcionais), dentre outros, incluindo drogas de uso ilícito. O estresse e distúrbios do sono também podem causa aumento nos níveis de prolactina, bem como hipotireoidismo, síndrome de ovários policísticos, doenças renais, alterações na molécula da prolactina, e doenças que acometem o sistema nervoso central como traumas, infecções e tumores.
Sintomas da hiperprolactinemia


Um sintoma que pode aparecer, tanto no homem quanto na mulher, mas que não é um fator determinante para diagnóstico, é a presença de leite das mamas (excluindo claro, mulheres com gestação em curso ou amamentando), onde é mais notada no homem. Outros sintomas como fadiga, ansiedade, irritabilidade, instabilidade emocional e depressão também podem ser sintomas do alto nível de prolactina.
Como detectar e tratar alterações da prolactina?
A verificação de alterações no nível de prolactina é feita com exame de sangue. O paciente deve estar a mais de 8h em jejum, e deve passar por um período de repouso (cerca de 30min) antes do exame, para que os níveis hormonais se estabilizem no corpo. Os valores de referências são entre 3,4 e 24,1ng/ml, valores que não se encaixem nesse intervalo deverão ser avaliados pelo médico.
O tratamento depende da causa, mas quase sempre é feita com uso de medicamentos que estabilizam os níveis de prolactina, como a cabergolina (Dostinex) e a bromocriptina (Parlodel). Quando há a ocorrência de tumores, o tratamento é feito com uso de medicamentos ou casos específicos com a cirurgia hipofisária e radioterapia que normalizam os níveis de prolactina, reduzem o tumor e restabelecem as funções sexuais e reprodutivas em aproximadamente 80% dos casos.
É muito importante avaliar os níveis de prolactina quando estamos tentando engravidar. Como alguns sintomas podem ser confundidos com outras causas, poderá haver alteração na ovulação e não se conhecerá a causa sem que se faça um exame hormonal. Por isso, é muito importante que peça ao médico essa avaliação, ainda que ele ache desnecessária (muitos médicos não gostam de pacientes informadas), insista pois é melhor ter todos os fatores que possam atrasar o positivo sob controle. Espero que tenham gostado e boa sorte!
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