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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O riso ajuda a engravidar



O estresse e a ansiedade são sentimentos constantemente presentes na vida da mulher que tenta engravidar (na maioria delas pelo menos!). Há preocupação com o ciclo regular, o período fértil, quando é o melhor momento para engravidar, quanto tempo vai levar para conseguir... Algumas vezes, essas preocupações todas podem afetar negativamente até a vida do casal. Já falei aqui sobre como o estresse atrapalha engravidar, mas afinal, há algo a mais que se possa fazer a respeito? Quase todo mundo já ouviu aquela frase que diz que "Rir é o melhor remédio". E a grande maravilha dessa afirmação é que isso também pode ser aplicado para aquelas mulheres que desejam engravidar. Mas como isso é possível? Entenda os efeitos do riso no organismo e passe a utilizar mais essa ferramenta em busca do tão sonhado positivo.

Por que nós rimos?


O riso é um comportamento emocional que tem como função comunicar o nosso estado de espírito, além de nos permitir uma conexão com os nossos interlocutores durante uma conversa. É uma mensagem que nós enviamos às outras pessoas, comunicando disposição para brincar, ligar-se a elas, ficarmos felizes e fazê-las felizes, mostrarmos que somos pacíficos, promovendo efeitos positivos em nossos contatos sociais. Contudo, mais do afetar nossas relações sociais, o riso também tem um efeito muito positivo em nosso corpo. 

O efeito do riso no organismo



O riso inicia uma série de reações fisiológicas por todo corpo. No cérebro, o hipotálamo, centro de controle situado na base do cérebro, libera do organismo endorfina, com propriedades analgésicas e calmantes. No nariz e na garganta, o ar proveniente dos pulmões bate nas cordas vocais, e são responsáveis pelos sons mais engraçados já ouvidos!. Os músculos do rosto se contraem, especialmente o risório e o zigomático. O coração bate mais rápido. Após terem se estreitado, as artérias se dilatam, provocando uma sensação de bem-estar. Os pulmões expelem enormes quantidades de ar, a grande velocidade. O diafragma se move, provocando fortes espasmos respiratórios em toda a caixa torácica. Os músculos abdominais se contraem com força, o que é bom para a vesícula. Às vezes, o esfíncter se relaxa, sendo responsável pelo uso da frase "Mijei de tanto rir". Os músculos das pernas relaxam e a pessoa se curva de tanto rir. Até os dedos dos pés se agitam!

Lendo toda essa descrição parece até uma minimaratona ocorrendo dentro de você sem que se tenha dado conta disso. 

O riso ajuda também a reduzir os riscos de doenças cardíacas, aumenta os níveis de HDL (colesterol bom) no sangue, promove a diminuição da pressão arterial em paralelo com a limpeza dos vasos sanguíneos, ajudando na desintoxicação do organismo. Melhora a digestão e trabalha o ritmo cardíaco o que aumenta a oxigenação de todas as células. Ele também é responsável por baixar os chamados "hormônios do estresse" (cortisol e adrenalina) ajudando o corpo a produzir mais células de defesa, fortalecendo o  sistema imunológico e blindando o organismo contra doenças.

O riso também atua como um exercício físico. Isso mesmo! Vinte segundos de risada equivalem a pouco mais de três minutos de exercício intenso. Durante o processo, nosso corpo exercita mais de 400 músculos simultaneamente.

Então, alguns podem se perguntar o que isso tem a ver com as tentativas para engravidar? 

O riso e as tentativas para engravidar



Como falei anteriormente, o estresse costuma está presente no dia a dia da tentante. Infelizmente, isso traz inúmeros efeitos negativos para o corpo da mulher, já que provoca a liberação no corpo de hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação, arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades na digestão e irritabilidade... e mais importante, pode afetar seu ciclo menstrual, pois o estresse libera também maior quantidade de cortisol, dificultando até mesmo a ovulação! Não é a toa que muitas mulheres dizem que engravidaram quando relaxaram nas tentativas. 

Como se não bastasse todos os efeitos positivos já mencionados, um estudo realizado em Israel e publicado na revista "Fertility and Sterility" (Fertilidade e Esterilidade) com 219 mulheres, sendo que 110 delas fizeram fertilização in vitro, revelou que o riso aumenta em 15% as chances de engravidar.

Incorporando o riso no dia a dia


Depois de todas essas informações, é natural que esteja disposta a incorporar o riso no seu cotidiano, não é verdade? (Se respondeu não, releia o texto novamente rs!) Comece pela manhã com umas boas gargalhadas. Ainda que seja um Ha!Ha!Ha! sem vontade. Se ainda não está com humor para isso, dê apenas um belo sorriso para o espelho. Mesmo sem vontade, esse simples gesto já irá mudar todo o seu humor. Se preferir, separe uns minutos do seu dia e "force" um sorriso! Ria por 3, 5 ou 10 minutos onde estiver. Veja filmes, séries, escute uma boa música! O importante é levar o riso para o seu cotidiano. E o melhor de tudo isso, é que não há contraindicação nem riscos, apenas o risco de levar uma vida muito mais leve e feliz até a chegada da tão desejada gravidez! Até a próxima!

Texto feito com base nas informações obtidas em Guia Infantil e Psique.

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O que é sangramento de escape?


Ter controle sobre o ciclo menstrual é o que toda mulher quer. Quando se possui um ciclo regular isso não costuma ser um problema. Mas algumas vezes podemos ser surpreendidas pelo sangramento fora do período normal. Essa ocorrência pode deixar muitas mulheres preocupadas, mas será que é preciso se preocupar com esse tipo de sangramento? O que fazer se acontecer? Entenda melhor sobre esse assunto.

O que é sangramento de escape?


O escape menstrual ou sangramento de escape é um sangramento irregular que ocorre fora do período menstrual. A principal característica do escape é que ele é mínimo, muito menor do que o fluxo normal e embora não seja uma regra, costuma ter uma aparência amarronzada. Também pode ser chamado de sangramento intermenstrual (entre um ciclo e outro) ou Spotting (termo em inglês). 


Diferença entre menstruação e sangramento de escape


O que difere o sangramento de escape da menstruação normal é que o spotting aparece de forma inesperada e imprevisível e cessa espontaneamente.


A consistência, a aparência e a coloração do sangue dos escapes são diferentes da menstruação, bem como a duração que normalmente dura entre 1 ou 2 dias, diferentemente do da menstruação.

O que causa o escape?


Esse sangramento pode ser ocasionado por diversos fatores conhecidos das mulheres, dentre eles estão: 

Anticoncepcional - O uso de anticoncepcional de maneira inadequada pode ocasionar os sangramentos fora de hora. Muitas vezes o ritmo agitado do dia a dia pode fazer com que a mulher esqueça de tomar a pílula ou tomá-la em horário errado. Outras vezes, o remédio não é compatível com seu organismo, resultando em sangramentos. Nesses casos o melhor é conversar com o médico para a adequação do medicamento ou mesmo sua troca.


É normal que ocorram escapes durante a troca de anticoncepcionais, pois o corpo leva um tempo para se reajustar ao novo medicamento. Assim que o corpo se adapta, essas intercorrências deixam de ocorrer.

Estresse - Por ter o ciclo menstrual regido pelos hormônios, qualquer situação que afetem o equilíbrio hormonal afeta o ciclo. Ansiedade e estresse são situações que podem desequilibrar significativamente o funcionamento do organismo. A melhor forma de combater o estresse é com atividades físicas relaxantes ou passatempos divertidos. Saiba aqui como o estresse pode afetar o ciclo menstrual.

Gravidez - No início da gravidez pode ocorrer um pequeno sangramento decorrente da implantação do embrião, é o que chamamos de Nidação e dura até 3 dias, não havendo motivos para preocupação. No caso de escapes após o período inicial da gravidez, a mãe deve acompanhar junto ao médico com cuidado pois pode ser sinal de aborto. Os escapes nas primeiras semanas também podem indicar uma gravidez ectópica. Com a gravidez em estágio avançado, o colo do útero fica sensível, podendo sangrar até mesmo com o exame de toque ou com a ecografia transvaginal.
Outras causas - Existem outras condições que podem ter o escape como sintomas, são elas: Endometriose, Pólipos e miomas, anomalias uterinas, câncer de endométrio ou colo do útero, uso de DIU, HPV, hipotireoidismo, infecções e inflamações ou lesões provocadas durante o ato sexual. 

Os sangramentos de escape devem preocupar?


Sangramento de escape, quando ocorre esporadicamente é algo comum e não deve ser motivo de preocupação. Contudo, em casos repetitivos ou quando ocorrem durante a gravidez, o melhor é o médico ginecologista o quanto antes. 

Para identificar corretamente a causa do sangramento irregular é necessário fazer uma avaliação médica e fazer o tratamento adequado. Até a próxima!

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Por que grávidas sentem tanto calor?


Quem nunca sofreu com a chegada do verão? É verdade que para quem gosta de praia essa é a melhor estação do ano. Contudo, se você estiver grávida é bem provável que o calor seja sentido de maneira muito mais intensa. Mas afinal, grávida sente mais o calor? Sim! isso é a mais pura verdade e vamos listar aqui o que faz com que as futuras mamães sofram mais com as temperaturas elevadas.

Por que as grávidas sentem mais calor?


A culpa dessa sensibilidade toda é nada mais nada menos do que dos hormônios da gravidez. As variações nos níveis hormonais, especialmente as quedas do estrogênio, são responsáveis pelas ondas de calor que fazem muitas grávidas prefiram o ar condicionado gelando tudo mesmo que seja inverno.

O estrogênio é encarregado de favorecer dilatação dos vasos sanguíneos para fazer chegar mais sangue necessário para o bebê.

Com a dilatação das veias e artérias, a temperatura corporal durante a gravidez pode aumentar cerca de meio grau. Isso faz com que a gestante sinta mais calor, transpire mais e tenha alguma dificuldade em suportar os dias mais quentes de verão.

Essas ondas de calor ocorrem durante toda a gravidez?


As ondas de calor na gravidez costumam ocorrer com mais frequência no segundo e terceiro trimestres de gestação. Sendo agravadas no verão, quando a temperatura do ambiente está naturalmente mais acentuada.

Além disso, alterações de glicemia também podem causar os famosos calores, por isso a gestante deve evitar ficar muitas horas sem comer ou comer quantidades muito grandes de doce de uma só vez.


Quais cuidados ter durante o verão?


Para ajudar a passar pelo verão a mamãe pode adotar algumas medidas como:

Vestir roupas leves e fáceis de tirar – Essa é a dica mais fácil para que as gestantes consigam lidar com as altas temperaturas do verão. As roupas leves garantem frescor e, como o calor pode surgir em ondas que vão e voltam, o ideal é apostar nas peças que não sejam muito difíceis para tirar.

Beber muito líquido – Tomar água durante a gestação é essencial para as futuras mamães e até para o desenvolvimento do bebê. Porém, também é possível apostar em bebidas isotônicas e água de coco, para repor eletrólitos perdidos com o suor e evitar a queda de pressão.

Alimentação saudável, leve e equilibrada – Consumir alimentos leves e mais saudável é importante não apenas para o feto, mas também ajudará com a digestão evitando que o metabolismo acelerado possa provocar ainda mais calor.

Eleve os pés – Grávidas sofrem com pernas mais inchadas e pesadas e isso pode se agravar nos dias mais quentes. Seguindo algumas dicas para diminuir o inchaço na gravidez, é possível reverter esse problema. Além de usar roupas confortáveis e meias de compressão, o repouso com a elevação das pernas estimula a circulação sanguínea.

Cuidado com os cremes para refrescar – Há mulheres que usam hidratantes para refrescar a pele e sentir menos calor. Porém, é preciso ficar atenta ao produto. Esses cremes que dão sensação de frescor podem contém substâncias proibidas para grávidas. Consulte um médico e procure por cremes próprios para gestantes.

Riscos do calor excessivo


O calor excessivo pode provocar queda de pressão, aumento da frequência cardíaca e até mesmo quadros de rinite.

É importante também ficar atenta para diferenciar um calor desses que vai e vem de uma febre, que eleva de fato a temperatura do seu corpo. As febres são sinal de uma infecção e quando estão altas podem ser perigosas para a gestação. Se a gestante tiver febre acima de 37,7 graus, o melhor a fazer é contatar seu médico para maiores orientações.

Lembre-se de manter-se hidratada e em ambientes ventilados, aumentando a ingestão de líquidos e alimentos leves. Assim, a mamãe garantirá um verão mais tranquilo (dentro do possível) para ela e o bebê! Até a próxima!

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Perfume pode causar alergia em bebês


Existe coisa mais gostosa que cheirinho de bebê? Hoje em dia, há uma grande variedade de produtos para o bebê como xampus, sabonetes, perfumes, loções, cremes e hidrantes... Um mais cheiroso que o outro... Embora muitas marcas ofereçam produtos feitos especialmente para o seu bebê, deve-se ter muito cuidado, inclusive com os produtos que a mamãe e o papai usam, pois ainda assim a criança pode sofrer com alergias aos perfumes e maquiagens! 

Qual o problema de usar perfume?


O bebê é ainda sensível, mesmo o cheiro do perfume da mãe pode desencadear processos alérgicos. O uso de perfumes deve ser evitado enquanto estiver amamentando, já que o cheiro do produto pode atrapalhar a mamada. Caso não esteja amamentando, o uso do perfume pode ser feito desde que em pequenas quantidades e cuidando para não passar em áreas que entrem em contato com o bebê. O uso de desodorante e cosméticos devem ser feitos distante da criança, pelo menos até ela completar 3 meses, sendo 6 meses um período mais seguro. 

Os cuidados também se estendem para os produtos de limpeza, já que os aromas artificiais podem causar intoxicação. Da mesma forma, amaciantes com cheiro também podem causar reação respiratória ou na pele.

O que pode acontecer?


A reação de um bebê pequenininho ao contato com perfumes fortes e maquiagem por parte da pessoa que o segura no colo depende muito de cada criança. Pode simplesmente não acontecer nada ao bebê, na maioria dos casos. Em alguns casos ele pode apresentar alguma manifestação alérgica ao perfume ou maquiagem (tosse, chiado no peito, espirros, coriza ou manchas vermelhas na pele).

Há casos em que o bebê não apresenta nenhuma manifestação alérgica em um primeiro contato (ou vários contatos), mas ficar sensibilizado à alguma substância da maquiagem ou do perfume, podendo manifestar alguma reação alérgica em qualquer contato futuro do bebê com a mesma substância.

Cabe ressaltar que bebês com antecedentes alérgicos na família têm mais chances de desenvolver manifestações alérgicas. 

Além da questão da alergia, há que se considerar que o olfato do recém-nacido é muito sensível, e ele pode estranhar cheiros fortes a que não esteja acostumado.

Sinais de possível reação alérgica



Entre os principais sintomas de alergia estão congestão nasal, irritação na garganta, tosse, chiado no peito, dificuldade respiratória por fechamento da glote, diarreia (algumas vezes com sangue nas fezes, principalmente se for alergia à proteína do leite de vaca), coceira no nariz e nos olhos e lesões de pele (urticária).

Mesmo os produtos específicos para crianças podem irritar a pele e causar alergias, por isso devem ser usados sempre com cautela. E a maioria deles só tem a indicação para crianças a partir de seis meses, não para recém-nascidos.

Conselhos para perfumar o bebê


Evite contato direto com a pele do bebê - Tenha cuidado na hora de aplicar o produto. Caso a mãe deseje usar colônia, perfume ou fragrância, não use diretamente sobre a pele ou cabelo do bebê, aplique uma  pequena quantidade sobre a roupa que o bebê vai vestir. Não é recomendado o uso por longos períodos nem durante a noite.

Escolha com cuidado - É fundamental que a colônia não tenha álcool e que seja hipoalergênica. Conserve o produto em local seco e arejado. Existe uma lista de 26 aromas naturais e sintéticos considerados alergênicos pelo Comitê Científico da Comunidade Européia, são eles: Cinamal amílico - Álcool bencílico - Álcool cinamílico - Citral - Eugeno - Hidroxicitronelal - Isoeugenol - Álcool amilcinamílico - Salicilato bencílico - Cinamal - Cumarina - Geraniol - Hidroximetil-pentil¬ciclohex-enocarbal¬dehído - Álcool 4-metoxibencílico - Cinamato bencílico - Farnesol - 2-(4-terc-butilbencil) propionaldehído - Linalol - Benzoato de bencilo - Citronelol - a-hexilcinamaldehído - d-limoneno - Heptino carbonato de metil - 3-metil-4-(2,6,6-trimetil-2-ciclohexen-1-il)-3-buten-2-ona - Evernia prunastri, extrato - Evernia furfuracea, extrato.

Cuidados no banho - O ideal é usar xampus e sabonetes neutros, pois os que contém perfumes e corantes aumentam os riscos de irritação da pele. 

Uso de hidrantes - Os hidratantes específicos para bebês (a partir dos 6 meses) estão liberados, independente de prescrição médica. Especialmente no inverno, quando os banhos mais quentes acabam deixando a pele mais ressecada, a hidratação precisa ser reforçada. Lembre-se apenas de usar de acordo com a faixa etária descrita na embalagem. Alguns bebês nascem com a pele um pouco ressecada parecendo estar descamando nos pés e nas mãos e isto é absolutamente normal, acontece principalmente quando o bebê nasceu um pouquinho depois do tempo e não há necessidade de passar creme hidratante a pele vai trocando sozinha e em pouco tempo o bebê já estará com a pele lisinha.

Filtro solar - O filtro solar é recomendado a partir dos seis meses. Ainda assim, o sol nessa faixa etária deve ser restrito – antes das 10h e após às 16h – e nunca deve ser uma exposição prolongada, pois bebês apresentam desidratação mais facilmente. 

Outro cuidado importante é evitar produtos com aditivos que simulem cores e aromas de fruta e doces, pois podem estimular a criança a ingerir os cosméticos.

Alternativas para perfumar o bebê


É preciso ter muito cuidado ao usar talco, quando a mãe vai passar no bebê o talco produz uma névoa que quando aspirada pela criança pode causar ou piorar problemas alérgicos e respiratórios, além disso o talco resseca a pele, por isso deve ser usado apenas em locais específicos. O amido de milho pode ser usado no lugar do talco, pois é mais natural e não tem aroma. Para hidratar, a dica é o óleo de girassol.

Posso usar gotas de lavanda na banheira? 


Deve-se evitar qualquer tipo de perfume para o bebê. Se desejar um cheirinho gostoso, faça um chá forte de camomila e misture na água do banho. Além de perfumar, acalma. Mas, sempre converse com o pediatra do seu bebê.


O cheiro aumenta o vínculo mãe e bebê


O vínculo entre mãe e bebê também se cria pelo cheiro. Isso mesmo! O bebê aprende a reconhecer a mãe pelo toque, pelo tom da sua voz, pelo jeito de pegar no colo e de embalar, pelo cheiro que o corpo da mãe tem, por isso é importante que a mamãe evite perfumes, cremes e desodorantes com cheiros fortes.

Se a mamãe desejar muito usar uma colônia ou perfume no bebê espere ele completar seis meses e mesmo assim não passe o produto direto na pele do bebê, procure passar na roupinha e de preferência na peça que não está em contato com a pele do bebê. Além disso, os bebês têm um cheirinho naturalmente gostoso, diferente de qualquer outro no mundo, um cheirinho natural, curta esse momento! Até a próxima!







sexta-feira, 30 de junho de 2017

Como agasalhar o bebê?


Na hora de agasalhar o bebê muitas mães preferem pecar pelo excesso. Mas será que agasalhar demais o bebê pode causar algum problema? Então como saber se a criança está muito ou pouco agasalhada? Os bebês sentem mais frios que os adultos? Essas e outras dúvidas costumam afligir as mães de primeira viagem e até aquelas com mais experiência. Embora não exista uma fórmula de quantas roupas colocar, que se aplique a todos os bebês, algumas dicas podem ajudar a vestir seu rebento com conforto sem deixá-lo com frio ou com calor.

Bebês sentem mais frio que adultos?


Grande parte das vezes, o equívoco mais comum é agasalhar demais o bebê, pois os pais imaginam que as crianças sentem mais frio do que os adultos, principalmente os recém-nascidos. O que devemos compreender é que, dentro de um quarto fechado, os bebês sentem tanto frio ou calor quanto os adultos. Acontece é que o adulto tem a capacidade de manter a temperatura corporal relativamente constante, independente do grau externo. No caso do bebê, seu sistema termorregulador necessita se adaptar, daí esse conceito de que precisam ser mais protegidos. 

Problemas de super agasalhar o bebê


O excesso de roupas pode levar o bebê a ter febre (hipertermia) pelo excesso de aquecimento e diminuição de área de troca de calor. Como isso ocorre? A pele tem duas funções: dificultar a passagem de microrganismos, substâncias químicas e agentes físicos nocivos, e regular a temperatura. Se o corpo produz calor, é necessário eliminar o excesso. Quando estamos muito quentes, os vasos se dilatam, transpiramos e o suor é evaporado, fazendo com que a temperatura caia. O organismo do bebê, quando muito aquecido, tenta regular essa temperatura, e como o sistema do recém-nascido ainda está imaturo pode não responder adequadamente, ultrapassando os limites razoáveis, deixando a criança superaquecida. 

O risco é que caso a criança esteja agasalhada demais, a pele não respira e suas funções ficam comprometidas. Como a umidade não é eliminada adequadamente, podem surgir infecções. Podem aparecer brotoejas no corpo. Isso porque há o rompimento do conduto de suor da glândula sudorípara e, dessa forma, a água extravasa na derme, causando uma inflamação.

Como o bebê regula a temperatura?


Até os 6 meses de idade, os bebês não tem capacidade de controlar sua temperatura interna. Isso significa que ele irá tentar adequar sua temperatura interna com a externa. Isto quer dizer que se a temperatura estiver 40º e ele ficar agasalhado, ele vai entrar em equilíbrio com essa temperatura e vai ter febre. Vale o mesmo para deixar o bebê sem roupa num ambiente com ar condicionado a 20º - ele não controla a sua temperatura, que vai caindo e ele pode morrer por hipotermia. 

Mas e os resfriados? 


Muitos pais temem que ao não agasalhar bem o bebê, o mesmo poderá pegar um resfriado ou gripe. Mas o que causa doenças é um agente infeccioso, ou seja, vírus e bactérias. Portanto, o frio NÃO PROVOCA infecções. Algumas pessoas, independentemente da idade, são mais sensíveis às mudanças climáticas e aí desenvolvem crises de alergias respiratórias (como rinites e bronquites).

Como saber se o bebê está desconfortável?


Bebês, independente de idade, sentem frio e calor e conseguem, por várias formas, demonstrar essa sua sensação, mesmo como recém-nascidos. Os menorzinhos tentam se fazer entender através de choro (que nem sempre é só de fome), de incômodo e de reações orgânicas (suor, por exemplo).



Como reconhecer os sinais


Além do aparente desconforto expressado com choro ou inquietação, o bebê poderá apresentar o rostinho vermelho, além da transpiração, sono inquieto ou febre. Para saber se o bebê está aquecido, observe o tórax, pois a cabeça é sempre mais quente e as extremidades mais frias. 



Se o bebê está com febre, a primeira providência é desagasalhá-lo (não deixa-lo pelado), aguardar 30 minutos e medir novamente a temperatura. Ela deve baixar. Se não acontecer, entre em contato com seu pediatra. Problemas decorrentes do aquecimento exagerado podem ser agudos e precisam ser corrigidos logo. Nesse caso, os pais devem procurar um médico com urgência.

Dicas para agasalhar o bebê


  • Quando os dias estiverem mais frios, use um gorro para sair, pois a cabeça é área em que primeiro se perde calor.
  • Mãos e pés frios nem sempre representam que a criança está com frio. Da mesma forma que alguns adultos dormem com os pés frios, o bebê pode ter essa característica. Caso o bebê esteja dormindo sem reclamar, não há necessidade a agasalhar mais.
  • As roupas devem ser quentes mas sobretudo confortáveis, sem botões ou enfeites, de preferência com fibras naturais, como o algodão. O algodão absorve melhor o suor, evitando que a criança fique molhada.
  • O melhor é usar uma roupa mais quente do que usar um cobertor. O motivo é que o cobertor aumenta demais a temperatura, além de aumentar o risco de sufocamento. 
  • O quarto precisa ser arejado, mas não deve ter corrente de ar.
  • No berço de um bebê, não deve ter nada solto, por questão de segurança. Assim, travesseiros, cobertores e lençóis não devem fazer parte da "decoração" do berço. Dessa forma, se for usar cobertor, ele tem que ficar preso embaixo do colchão.
  • Quando o bebê se mexe demais durante a noite é melhor colocar uma roupinha a mais, meia e luvas, mas SEM EXAGERO.
  • Se for usar aquecedor, mantenha-o na temperatura para aquecer (é para isso que se usa um aquecedor) até 2 horas após o bebê adormecer. Vale o mesmo para umidificadores, quando necessário. Até a próxima!


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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Gravidez Psicológica - Como reconhecer?


Engravidar é uma jornada em que as emoções estão totalmente à flor da pele. Algumas mulheres tem a grande sorte de conseguir realizar o sonho da maternidade logo que decidem engravidar, mas para muitas outras, essa é uma longa caminhada. Em alguns casos, esse desejo de engravidar é capaz de desencadear sintomas físicos e emocionais, como se realmente houvesse uma gravidez em curso. Chamada de Pseudociese, a gravidez psicológica, é um problema emocional que acontece quando os sintomas indicam uma gravidez que não existe.

O que é gravidez psicológica?


Como o nome indica, a gravidez psicológica é um transtorno psicológico que apresenta a manifestação de todos (ou quase todos) os sintomas que indicam uma gravidez, incluindo o aumento do abdômen, sem no entanto haver um feto em desenvolvimento. 

Quais as causas da gravidez psicológica?


A Pseudociese geralmente está ligada ao grande desejo de engravidar ou, por incrível que pareça, ao medo extremo de engravidar (como acontece durante a adolescência, por exemplo). Em muitas situações, ocorre quando a mulher enfrenta sucessivas tentativas de engravidar, sem sucesso. Assim, pode somatizar este desejo, apresentando um quadro orgânico, comportamental e também de sensações, tal como se estivesse grávida.

A gravidez psicológica parece ocorrer devido a estímulos do sistema neuroendócrino provocados por fatores psicológicos. Casos de estresse, ansiedade e/ou intensa pressão social/familiar poderiam agir sobre eixo hipotálamo-hipófise-ovário, desregulando a produção hormonal, o que levaria a sintomas semelhantes aos da gravidez.

Dentre as outras causas mais frequentes de gravidez psicológica estão:


  • Depressão e baixa auto-estima
  • Período pós-histerectomia
  • Desejo intenso de ter um companheiro ou de segurar o namorado
  • Problemas conjugais, que fazem a mulher acreditar que a gravidez pode salvar o casamento.


Embora seja mais frequente em mulheres, os homens também podem sofrer com gravidez psicológica, geralmente ocasionada pela intensa ligação com a gravidez da parceira. Ainda que os homens tenham consciência de que não há feto em desenvolvimento em seu corpo, podem passar a sentir enjoos, tonturas e até vontade de comer algo diferente.

Como reconhecer os sintomas?


A pseudociese é um distúrbio psicológico, que nada tem a ver com fingimento ou farsa. Uma mulher que finge estar grávida não tem gravidez psicológica. Para ser pseudociese, a mulher tem que realmente acreditar que está grávida.

Infelizmente, distinguir a gravidez psicológica de uma gravidez real com base apenas nos sintomas não é possível. Apesar de não haver um bebê se formando, a mulher pode apresentar todos os sintomas comuns de uma gravidez, como:
  • Enjoos
  • Sonolência
  • Desejos alimentares
  • Ausência da menstruação
  • Crescimento da barriga e das mamas
  • Produção de leite materno.


Esses sintomas são devidos a estímulos psicológicos que geram um aumento na produção dos hormônios da gravidez, como a prolactina, o que resulta em sintomas iguais aos de uma gravidez verdadeira. Veja os primeiros sintomas de gravidez.

Há casos, inclusive, de mulheres que chegam ao pronto-socorro com sintomas de trabalho de parto. As mulheres sentem dores terríveis, como se estivem parindo, e depois melhoram do quadro. Nem sempre elas entendem o que ocorreu. É comum ouvir a paciente dizer que teve um aborto ou que o filho foi levado embora por Deus.

Como diagnosticar uma gravidez psicológica?


O diagnóstico da gravidez psicológica é feito através de exames como o teste de farmácia de gravidez e o exame de sangue Beta HCG, que irão dar resultado negativo, ou pelo exame de ultrassom, o qual irá mostrar que não existe feto no útero na mulher.

Contudo, em algumas situações, apenas os resultados dos exames não são suficientes para convencer a mulher de que não existe gravidez real, sendo necessário nesses casos acompanhamento psicológico para tratar o problema.

Como evitar desenvolver a gravidez psicológica?


Algumas dicas podem ajudar a lidar com a ansiedade que a mulher pode passar durante as tentativas de engravidar, mas não se pode garantir que não desenvolverá uma gravidez psicológica. É importante que as tentativas para engravidar não sejam as únicas preocupações da mulher. Dividir o tempo com outras ocupações ajudam a não focar muito nos sintomas que o corpo deveria estar mostrando caso já houvesse uma gravidez. Evitar pensar que um sintoma, por mais comum que seja em caso de gravidez, pode também indicar outras situações que também devem ser investigadas. Mesmo o atraso menstrual tem várias causas que não apenas gravidez. Ao evitar focar em gravidez como único motivo para os sintomas apresentados ajuda a mulher a não desenvolver a gravidez psicológica. Atividades como Ioga, Hidroginástica, Natação, Pilates, Meditação e outras ajudam não apenas a não ficar ansiosa, como também contribuem para engravidar mais rapidamente. 

Tratando a gravidez psicológica


O tratamento para gravidez psicológica pode ser feito com o uso de medicamentos hormonais para regularizar a menstruação e para parar a produção de leite materno, mas também é fundamental o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra para eliminar as causas que levaram ao desenvolvimento desse problema.
Assim, alguns dos remédios que podem ser indicados pelo médico podem ser a pílula anticoncepcional para regular a menstruação e o outros para cessar a produção de leite materno, para o controle do humor e tratamento da depressão se for o caso. 

A duração do tratamento depende da compreensão e da colaboração da mulher e dos familiares, mas pode demorar meses para que o problema seja totalmente superado. É importante lembrar que parte essencial do tratamento é o apoio de amigos e familiares, que ajudam a criar um ambiente seguro no qual a mulher sente-se amada mesmo sem ter um bebê. Sessões de psicologia também podem úteis para ajudar a enfrentar esta situação. Até a próxima!






sexta-feira, 16 de junho de 2017

Indicações reais para parto cesárea


Muitas são histórias sobre como a mulher precisou recorrer a cesárea pois o médico recomendou dizendo que o bebê corria risco de vida por causa de falta de dilatação, cordão umbilical enrolado no pescoço, ter feito cesárea anterior, bacia estreita. Contudo, nenhum desses motivos é considerado, pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, como justificativas reais de cirurgia cesariana. A gestante precisa saber quais são as reais indicações para que possa argumentar e conversar com seu obstetra para então fazer escolhas conscientes sabendo dos riscos que a cirurgia pode acarretar.


Quando a cesárea é necessária?


Existem indicações absolutas e relativas (aquelas que depende de cada caso individualmente). Antes do início do trabalho de parto, existem duas indicações absolutas que são a Desproporção céfalo-pélvica e a apresentação de Placenta Prévia. 

Desproporção céfalo-pélvica - A desproporção ocorre quando a ossatura da bacia da mãe é incompatível com a da cabeça do bebê. Isso acontece em casos de mães que possuem alguma deformidade ou desalinho nos ossos, por conta de um acidente ou deficiência física. Ou em casos em que o bebê tem a cabeça maior que o normal, devido a problemas de saúde como hidrocefalia ou diabetes. (Entenda melhor como é feito o diagnóstico da Desproporção céfalo-pélvica)

Placenta Prévia - A placenta se localiza sobre o colo do útero impedindo o parto normal, ou seja, o parto normal não acontece devido à placenta fechar e impedir a passagem do bebê. Os dois casos são considerados de baixa incidência.


As indicações relativas vão depender de avaliação médica como é o caso do sofrimento fetal quando a mulher não tem dilatação completa, descolamento prematuro de placenta, placenta prévia com sangramento intenso, distocia (complicações que atrapalham ou impedem a passagem do bebê) como bebê em situação transversa, ou seja, nem sentado nem de cabeça para baixo, herpes vaginal ativa (por conta do risco de desenvolver cegueira no bebê), mãe portadora de HIV.


Já quando o trabalho de parto iniciou, a cesárea é bem indicada no caso de eclâmpsia (que não pode ser confundida com pressão alta), prolapso do cordão (o cordão umbilical aparece antes da cabeça do bebê e descolamento prematuro da placenta fora do período expulsivo, onde a placenta solta da parede uterina provocando hemorragia intensa).

Infelizmente, mesmo com relação as indicações absolutas, os médicos podem utilizar dessas recomendações de maneira errada. Um exemplo é avaliar a estrutura ossea materna antes do início do trabalho de parto e já determinar que a gestante não terá dilatação suficiente, coisa que apenas durante o trabalho de parto será possível avaliar. Informar a parada de progressão do trabalho de parto, sem tentar meios de ajuda como uso de ocitocina ou mesmo criar um ambiente mais tranquilo para a mulher, já que o estresse pode atrapalhar a progressão do mesmo. 

Há situações em que a mulher, por cansaço físico, posição ruim e situações de distocia em que não é possível usar o fórceps (instrumento cirúrgico semelhante a uma colher que é inserido no canal vaginal para ajudar a retirar o bebê) ou a vácuo-extração (ou ventosa – retira o bebê por sucção) a cesárea é recomendada.

Índice de cesáreas no Brasileira


A Organização Mundial de Saúde (OMS) preve um escore de cesarianas que é de, no máximo, 15% do total de partos realizados no país. No entanto, segundo a pesquisa Nascer no Brasil da Fundação Oswaldo Cruz, a cesariana é realizada em 52% dos nascimentos e no setor particular, chega a 88%. O grande problema é que essa situação não apenas não diminuiu a mortalidade materna e perinatal como também deixou o país entre os piores índices de mortalidade. Embora os obstetras tenham influenciado esse excessivo número de cesariana, muitas vezes o comodismo e até a falta de informação faz com que o uso de cesárea eletiva (agendada) contribua para o nascimento de bebês prematuros (antes de 39 semanas).

Desculpas frequentemente utilizada para induzir uma DESNEcesárea


1. Circular de cordão, uma, duas ou três "voltas" (campeoníssima – essa 
conta com a cumplicidade dos ultrassonografistas e o diagnóstico do  número de voltas é absolutamente nebuloso) 
2. Pressão alta 
3. Pressão baixa 
4. Bebê que não encaixa antes do trabalho de parto 
5. Diagnóstico de desproporção cefalopélvica sem sequer a gestante ter entrado em trabalho de parto 
6. Bolsa rota (o limite de horas é variável, para vários obstetras basta NÃO estar em trabalho de parto quando a bolsa rompe) 
7. "Passou do tempo" (diagnóstico bastante impreciso que envolve 
aparentemente qualquer idade gestacional a partir de 39 semanas) 
8. Trabalho de parto prematuro 
9. Grumos no líquido amniótico 
10. Hemorroidas 
11. HPV (só há indicação de cesárea se há grandes condilomas obstruindo o canal de parto) 
12. Placenta grau III 
13. Qualquer grau de placenta 
14. Incisura nas artérias uterinas (aliás, pra que doppler em uma gravidez normal?) 
15. Aceleração dos batimentos fetais 
16. Cálculo renal 
17. Dorso à direita 
18. Baixa estatura materna (o tamanho do canal não está ligado à altura de uma pessoa.)
19. Baixo ganho ponderal materno/mãe de baixo peso 
20. Obesidade materna
21. Gastroplastia prévia (parece que, em relação ao peso materno, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come) 
22. Bebê "grande demais" (macrossomia fetal só é diagnosticada se o peso é maior ou igual que 4kg e não indica cesariana, salvo nos casos de
diabetes materno com estimativa de peso fetal maior que 4,5kg. Não se 
justifica ultrassonografia a termo em gestantes de baixo risco para 
avaliação do peso fetal). 
23. Bebê "pequeno demais" 
24. Cesárea anterior (existem estudos que comprovam a possibilidade de uma mulher que fez um parto cesárea voltar a ter filhos pelo método natural.)
25. Plaquetas baixas 
26. Chlamydia, ureaplasma e mycoplasma 
27. Problemas oftalmológicos, incluindo miopia, grande miopia e descolamento da retina 
28. Edema de membros inferiores/edema generalizado 
29. "Falta de dilatação" antes do trabalho de parto 
30. Inseminação artificial, FIV, qualquer procedimento de fertilização assistida (pela ideia de que bebês "superdesejados" teriam melhor prognóstico com a cesárea) – motivo pelo qual os bebês de proveta aqui no Brasil muito raramente nascem de parto normal 
31. Gravidez não desejada 
32. Idade materna "avançada" (limites bastante variáveis, pelo que se observa, mas em geral refere-se às mulheres com mais de 35 anos)
33. Adolescência 
34. Prolapso de valva mitral 
35. Cardiopatia (o melhor parto para a maioria das cardiopatas é o vaginal) 
36. Diabetes mellitus clínico ou gestacional 
37. Bacia "muito estreita" 
38. Mioma uterino (exceto se funcionar como tumor prévio) 
39. Parto "prolongado" ou período expulsivo "prolongado" (também os limites são muito imprecisos, dependendo da pressa do obstetra). O diagnóstico deve se apoiar no partograma. O próprio ACOG só reconhece período expulsivo prolongado mais de duas horas em primíparas e uma hora em multíparas sem analgesia ou mais de três horas em primíparas e duas horas em multíparas com analgesia. Na curva de Zhang o percentil 95 é de 3,6 horas para primíparas e 2,8 horas para multíparas) 
40. "Pouco líquido" no exame ultrassonográfico sem indicação no final da gravidez
41. Artéria umbilical única 
42. Ameaça de chuva/temporal na cidade 
43. Obstetra (famoso) não sai de casa à noite devido aos riscos da violência urbana 
44. Fratura de cóccix em algum momento da vida 
45. Conização prévia do colo uterino 
46. Eletrocauterização prévia do colo uterino 
47. Varizes na vulva e/ou vagina 
48. Constipação (prisão de ventre) 
49. Excesso de líquido amniótico 
50. Anemia falciforme 
51. Data provável do parto (DPP) próximo a feriados prolongados e datas festivas (incluindo aniversário do obstetra) 
52. Trombofilias 
53. História de trombose venosa profunda 
54. Bebê profundamente encaixado 
55. Bebê não encaixado antes do início do trabalho de parto 
56. Endometriose em qualquer grau e localização 
57. Prévia exérese de pólipos intestinais por colonoscopia 
58. Insuficiência istmocervical (paradoxalmente, mulheres que têm partos muito fáceis são submetidas a cesarianas eletivas com 37 semanas SEM retirada dos pontos da circlagem) 
59. Estreptococo do Grupo B (EGB) no rastreamento com cultura anovaginal entre 35-37 semanas 
60. Infecção urinária
61. Anencefalia 
62. Qualquer malformação fetal incompatível com a vida 
63. Síndrome de Down e qualquer outra cromossomopatia 
64. Malformação cardíaca fetal 
65. Escoliose 
66. Fibromialgia 
67. Laparotomia prévia 
68. Abdominoplastia prévia 
69. Ser bailarina 
70. Praticar musculação ou ser atleta 
71. Sedentarismo 
72. Miscigenação racial (pelo "elevado risco" de desproporção céfalo-pélvica) 
73. Uso de heparina de baixo peso molecular ou de heparina não fracionada 
74. Datas significativas como 11/11/11 ou 12/12/12 (ainda bem que a partir de 2013 precisaremos esperar o próximo século) 
75. História de cesárea na família
76. Feto com "unhas compridas" 
77. Suspeita ecográfica de mecônio no líquido amniótico 
78. Hepatite B e hepatite C 
79. Anemia ferropriva 
80. Neoplasia intraepitelial cervical (NIC) 
81. Tabagismo 
82. Varizes uterinas 
83. Feto morto (aqui é importante preservar o direito da mãe decidir como quer o parto)
84. Cirurgia gastrointestinal prévia 
85. Qualquer procedimento cirúrgico durante a gravidez 
86. Colostomia 
87. Gestação gemelar com os dois conceptos em apresentação cefálica (apenas em caso de complicações ou posicionamento que impeça de qualquer forma a saída natural pelo canal)
88. História de depressão pós-parto 
89. Uso de antidepressivos ou antipsicóticos 
90. Hipotireoidismo 
91. Hipertireoidismo 
92. História de natimorto ou óbito neonatal em gravidez anterior 
93. Colestase gravídica 
94. Espondilite anquilosante 
95. História de câncer de mama ou câncer de mama na gravidez 
96. Hiperprolactinemia 
97. Síndrome de Ovários Policísticos (SOP)
98. Não há vagas nos hospitais da cidade para partos normais
99. Septo uterino/cirurgia prévia para ressecção de septo por via histeroscópica
100. História familiar de fibrose cística do pâncreas
101. Asma
102. Evitar comprometer vida sexual (o medo de ter o canal "alargado" ou de não agradar mais o parceiro é muito difundido. Há formas de fortalecer os músculos pélvicos com exercícios específicos)

Ufa!!! Como vemos há um grande número de desculpas para tentar induzir a mãe a fazer uma cesárea. Apenas o conhecimento prévio pode ajudar a mulher a não se por em risco (pois sim cesárea tem grandes riscos) apenas para garantir o conforto do médico!

Cesárea não é culpada


É importante deixar claro aqui que a cesárea não deve se colocada como a vilã da história, já que quando bem utilizada, ela é uma excelente ferramenta para salvar vidas. A cesárea é muito cômoda já que pode ser programada desde a entrada no hospital até a saída. O mesmo não ocorre com o parto normal já que não se pode determinar quanto tempo irá durar e quais as intercorrências que possam surgir. Mas o que deve ser levado em conta não é o tempo de duração do procedimento mas qual deles garante mais saúde para a mãe e para o bebê. A vida deve ser levada mais em conta e não apenas os honorários médicos. Conheça mais sobre a Cesárea Humanizada! Até a próxima!



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