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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Grávidas com testes negativos: por que acontece?


Quem nunca ouviu uma história de alguém que fez o teste de gravidez e apesar de estar grávida o resultado foi negativo? Muitos especialistas explicam essa situação como sendo em casos em que o exame é feito muito cedo e por isso o resultado foi negativo, pois não foi possível detectar o hCG por estar muito baixo no organismo. Mas e quando a mulher está com mais tempo de gestação e ainda assim os testes são negativos? Há uma explicação para isso? Sim! Conheça a explicação do porquê que alguns exames irão dar resultados negativos mesmo depois de um tempo de gestação.


A primeira explicação para o resultado falso negativo


Os testes de gravidez tanto na urina quanto no sangue (tecnicamente referidos como soro) são baseados na detecção de gonadotrofina coriônica humana (hCG). Há sempre um tempo de atraso entre a concepção e a produção de hCG, por isso, não importa o teste que você usa, é possível que a gravidez seja muito cedo para ser detectada. Os testes de urina geralmente se tornam positivos cerca de 12 dias após a concepção (a sensibilidade varia de acordo com a marca), quando a concentração de hCG na urina atinge um certo limiar. Portanto, qualquer teste de gravidez na urina feito muito logo após a concepção pode dar um resultado falso negativo porque o nível de hCG não será suficientemente alto para se registrar. Mas existem outras situações em que o resultado do teste também pode ser um falso negativo, como se a urina é tão diluída que o hCG não está concentrado o suficiente para se registrar. Conheça neste post outros fatores que podem alterar o resultado do teste de gravidez.

O efeito gancho pode resultar em falso negativo


Existem casos em que a mulher pode ter um teste de gravidez de urina falso negativo, porque há muito hCG ou uma variante de hCG na amostra (estranho, certo?). Em essência, o hCG inunda e cobre a parte que reage do teste, deixando nenhuma parte disponível para se ligar ao papel onde os resultados são exibidos. Isso é conhecido como efeito de gancho. Quando os níveis hormonais são extremamente altos, ocorre saturação na ligação de anticorpos, o que pode produzir uma leitura falsamente baixa. Observe a imagem abaixo:



De forma simples, para entendermos o efeito gancho, tenha em mente que temos o anticorpo de captura, que irá determinar a quantidade hormonal capturada. Em seguida temos o hormônio hCG que terá a quantidade determinada em conjunto com os anticorpos de sinais, formando os "sanduíches". Num exame com concentração normal, os hormônios irão se unir a alguns anticorpos de captura juntamente com os anticorpos de sinais formando os sanduíches. Olhando para a primeira figura, vemos que há um número elevado de "sanduíches", resultando assim num resultado POSITIVO pela alta concentração de hCG capturada. Na segunda imagem, o número hormonal é extremamente maior, se ligando aos anticorpos de sinais e fazendo com que quase não sobrasse deles para se unir com os anticorpos de captura. Assim, apenas um anticorpo de captura foi formado o sanduíche, de forma que observando, será um resultado baixo ou NEGATIVO, mesmo com o alto nível hormonal. Embora nesse último caso houvesse muitos anticorpos de captura, o número de anticorpos de sinal era menor que os hormônios, não sendo possível a formação de "sanduíches" suficientes para a interpretação dos resultados. 

E quanto aos testes de hCG de sangue? 


Estes são mais precisos do que os testes de urina, mas ainda há espaço para erros dependendo do tipo de teste selecionado. A maioria dos laboratórios oferece testes de hCG séricos qualitativos e quantitativos. Embora o teste qualitativo de hCG sérico seja mais sensível do que o teste de urina, porque também possui um limiar, também está sujeito aos mesmos problemas de diagnóstico errado se a concentração do hCG não for alta o suficiente para atingir o limiar.

O teste quantitativo de hCG sérico é o teste mais sensível e geralmente pode detectar a gravidez dentro de uma semana de concepção. É o padrão-ouro para testes de gravidez. É importante notar que os testes de gravidez séricos qualitativos podem ocasionalmente ter os mesmos problemas de diagnóstico errôneo do que os testes de gravidez na urina quando os níveis de hCG são muito altos, mas este é um problema muito mais raro e não vi nenhum relatório confirmado sobre isso acontecendo com o teste quantitativo de hCG.

Então, o que fazer se você tiver um teste de gravidez na urina negativo, mas 
ainda está desconfiada que possa estar grávida? 

Suas opções são basicamente:
1) Espere por semana e repita o teste; 
2) Obter um teste quantitativo de gravidez de sangue; 
3) Fazer um exame de ultrassom. 

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O que pode alterar o resultado do teste de gravidez?


Quem nunca teve dúvidas após fazer um teste de gravidez? Principalmente os de farmácia que dependem de muitos fatores para que seja confiável. Embora muitos profissionais, fabricantes de testes e alguns médicos digam que é improvável um teste de gravidez dar um resultado errôneo, é muito fácil encontrar pessoas cujo exame não deu certo, seja dando positivo ou negativo. Afinal, há alguma doença ou medicamento que interfira no resultado? A seguir doenças e medicamentos que podem interferir no teste.

Exame de farmácia 



O teste de farmácia embora muito usado não é 100% eficiente.

Para saber se está grávida ou não é preciso checar as taxas do hormônio Beta hCG, isso por que, esse hormônio é produzido  durante a gestação para não permitir que o ovário desidrate, é muito importante também, na manutenção de progesterona, que durante a maturação do feto sofre baixas substanciais.


Teste de Farmácia x Teste de Sangue 




O teste de farmácia não é o mais eficiente dos métodos, contudo, é o mais usado, isso por que lhe dá privacidade, além de ser fácil e rápido de executar. O problema do diagnóstico desse método é que ele é varia de acordo com o nível da taxa de hCG no corpo e por isso, as vezes a erros. A maioria das mulheres que já usaram recomenda que se faça o teste duas a três vezes em dias dispares, aumentando as chances de acerto do produto.

O exame de sangue é o mais indicado para quem quer ter certeza, sendo que é quase impossível que este de errado, pois, este faz um balanço total da concentração de hCG no organismo não importando o  período. Entenda melhor como funciona o exame de Beta hCG.

Remédios podem alterar o teste de gravidez?


O que ocorre é que alguns medicamentos podem esconder a o verdadeiro resultado de um exame de gravidez. Medicamentos como tranquilizantes, hipnóticos,  anticonvulsivo e para tratamento de Parkinson podem causar erros nos resultados. Algumas drogas, infecções urinarias, excesso de líquidos antes do exame e compostos que envolvam hCG podem também influir no teste.


Medicamento para fertilização 



Alguns medicamentos utilizados nos procedimentos de fertilização como FIV, indução de ovulação e até para que o óvulo seja liberado, tem como base o hormônio hCG. Acontece que dessa forma, após o uso de algum deles é normal que o teste de gravidez tenha resultado positivo. Nesse caso é importante que após utilizar qualquer medicamento que tenha gonadotrofina coriônico é preciso esperar 15 dias para realizar um teste de gravidez com segurança.


Outros medicamentos 


Alguns medicamentos também podem mascarar um resultado positivo, como remédios a base de prometazina e diuréticos, já que eles fazem com que a mulher excrete a urina diluída.

Remédios como analgésicos, antibióticos ou mesmo anticoncepcionais não interferem com o resultado.

Doenças que podem interferir no teste de gravidez


Hepatite, cistos, tumores no ovário, infecções urinárias, sangue ou proteínas na urina, ovarianos também podem causar alterações no resultado dos testes.

Outro interferente importante é a presença de hematúria ou sangue na urina, contaminação bacteriana e proteinúria (presença de proteínas na urina), podem determinar resultados falso-positivos, ou seja, resultado de exame positivo na ausência da gravidez.


O importante é estar atenta ao tempo adequado para verificar o resultado do teste de gravidez. A urina não deve ser introduzida em um recipiente contaminado ou sujo. Muitos testes já disponibilizam um recipiente apropriado, caso contrário, a urina pode ser introduzida em um copo descartável. Não se deve guardar a urina para realizar o teste em outro momento. É muito importante ler com cuidado a bula do produto antes de começar o processo. Quando o risco aparece na janela de resultado, mesmo que seja bem clarinho, é indicação da existência de gravidez. Apesar disso, quando a utilizadora fica com dúvidas, o teste deve ser repetido. Até a próxima!






quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Beta HCG - Qualitativo e Quantitativo


Para muitas mulheres, segurar a ansiedade enquanto espera a menstruação atrasar não é nada fácil. Tenta-se observar todo e qualquer sintoma que possa indicar se é a hora de fazer um teste de gravidez. Algumas mulheres irão recorrer logo ao teste de gravidez de farmácia, mas para outras, ainda fica um pouco de dúvida. Nesse momento é a hora de buscar um exame mais confiável: o exame de sangue, o conhecido Beta hCG. É o momento de descobrir se o bebê está a caminho.

O que é hCG?


A gonadotrofina coriônica humana, ou hCG, é o conhecido hormônio da gravidez, já que a sua presença em altos níveis pode ser um importante índice de que houve fecundação.

O hCG é um hormônio protéico produzido pela placenta e células trofoblásticas, composto de subunidades alfa e beta. A subunidade alfa está presente em outros hormônios, enquanto que a beta está presente exclusivamente no hCG. 

O que é beta hCG?


É um exame de sangue muito utilizado para se obter a confirmação de uma possível gravidez. Também pode ser uma opção para o diagnóstico de certas doenças nos testículos, monitoramento de inseminação artificial ou fertilização em vitro, diagnóstico e monitoramento de tumores trofoblásticos gestacionais, teste de triagem pré-natal para síndrome de Down, diagnóstico de gravidez ectópica na diferenciação de outras causas de dor aguda abdominal e  diagnóstico e acompanhamento de aborto espontâneo.


Função do beta hGC


A função desse hormônio é equilibrar os hormônios progesterona e estrogênio, para que ao atingir a hipófise, a produção de outros hormônios que estejam ligados à ovulação possam ser cessados no organismo. Dessa forma, o ciclo da mulher é suspendido, ou seja, caso haja uma gravidez em curso, o hCG irá impedir que a mulher ovule, de forma que não seja possível iniciar outra gravidez com uma já em progresso.

A secreção de hCG serve para estimular a produção de progesterona pelo corpo lúteo, na fase inicial da gravidez, sendo fundamental para o desenvolvimento do processo.

Quando a progesterona é gerada o útero fica com seus vasos sanguíneos e com os capilares mais revestidos e fortificados, de forma a aguentar o crescimento do feto. Logo após a concepção é o próprio feto quem produz o hCG. Mais tarde este hormônio passa a ser produzido por uma parte da placenta que recebe o nome de sinciciotrofoblasto. (Conheça mais sobre a Placenta!)

O hCG atua como protetor do feto pois vai afastando células imunizárias da mãe, ou seja, não permite que o corpo da mãe considere o feto como um intruso que necessita ser eliminado.

Como é medido o hCG?


O beta hCG é um exame simples de sangue que possui o intuito de verificar a presença da gonadotrofina coriônica humana na mulher. A coleta de material pode ser feita em qualquer laboratório de análises. O procedimento é rápido e não costuma provocar efeitos colaterais. Para o dia do exame não é preciso fazer qualquer tipo de preparativo, nem mesmo jejum.

Existem dois tipos de exames de beta hCG: qualitativo e quantitativo. O qualitativo apenas indica se há ou não presença do hormônio no sangue, onde o resultado costuma ser apresentado como POSITIVO ou NEGATIVO, ou ainda REAGENTE ou NÃO REAGENTE, enquanto o quantitativo revela o valor encontrado na amostra em valores por mUI/mL.

Com o aprimoramento das técnicas quantitativas do mercado, é possível a detecção de hCG em cerca de 1-4 dias após a fertilização, o que permite um diagnóstico da condição antes mesmo do atraso menstrual. As concentrações de hCG praticamente dobram a cada 48 horas durante uma gestação inicial normal, até em torno da 6ª semana, quando seus níveis começam a decrescer lentamente.

Com a finalidade da determinação da gravidez, níveis acima de 30 mUI/mL são associados a processos gestacionais, ou seja, são considerados positivos. Níveis inferiores a este valor podem estar associados a processos gestacionais muito recentes, a ponto de não haver hCG suficiente para o estabelecimento do diagnóstico (especialmente antes do atraso menstrual).

No período em que as concentrações de hCG começam a diminuir, a placenta está suficientemente desenvolvida para produzir quantidade suficiente de progesterona, para manter o endométrio e permitir que a gestação continue.


Quando fazer o exame para obter resultados confiáveis?


O nível de beta hCG no sangue, indicativo de gravidez, é atingido de 7 a 10 dias após a fecundação.

O período fértil da mulher é no meio do ciclo menstrual – entre o 11º ao 17º dia – (considerando-se mulheres com ciclo regular de 28 dias). Essas variações biológicas no período fértil podem somar até 7 dias. Assim, resultados mais confiáveis somente podem ser obtidos após 14 dias da fecundação. Portanto, resultados negativos obtidos antes desse período ou em mulheres com ciclos irregulares devem ser confirmados com novos exames. Resultados positivos nos primeiros dias de gravidez devem ser confirmados pela evolução clínica, uma vez que podem ocorrer abortos espontâneos e imperceptíveis nesta fase da gestação. 


Avaliando os resultados


A observação de um padrão crescente da concentração do hormônio pode ser facilmente associada à gravidez. A mesma lógica segue o diagnóstico de aborto espontâneo; em determinações seriadas durante as primeiras semanas gestacionais, a concentração sérica do hormônio encontra-se decrescente. A determinação quantitativa do hCG no segundo trimestre da gravidez pode ser utilizada como marcador de risco para o desenvolvimento de síndrome de Down (realizada em associação com alfafetoproteína), embora esta modalidade seja discutível e sujeita a uma série de interferentes. Valores aumentados: tumores gestacionais trofoblásticos benignos ou malignos (coriocarcinoma, carcinoma embrional, mola hidatiforme, mola parcial, etc.), outros tumores (especialmente tumores testiculares). 

Resultados falso-positivos: uso de medicamentos (pregnil, por exemplo), em estados pós-orquiectomia (secundário à diminuição de testosterona), usuários de maconha. Em mulheres grávidas, valores inesperadamente diminuídos de beta hCG podem estar associados a gestações ectópicas.


A importância do laboratório


Em termos gerais, alterações nos valores do Beta hCG quantitativo indicam que começou a implantação do embrião, basicamente que se iniciou uma gravidez. Se o laboratório tiver uma boa precisão, é possível ter valores já desde 3 mUI indicando que se iniciou a implantação. Porém em alguns laboratórios a precisão é acima de 5 mUI, e em outros apenas acima de 25 mUI. Nestes dois últimos casos, os valores acima do limite mais baixo de precisão já podem indicar um início de gravidez.



Contudo, o início da implantação do embrião ainda requer uma certa atenção, já que é relativamente comum gestações que apenas se iniciam, mas que não progridem, são chamadas de Gravidez Química. Por isso os médicos costumam pedir para esperar um atraso de 10 dias antes de fazer o exame.

Eu posso estar grávida e ter um resultado negativo? 


Sim. Cada mulher é única e da mesma forma, cada gravidez é única. Embora possa se detectar o hCG com alguns dias após a fecundação, nem todas conseguirão ter esse resultado muito cedo. Isso se deve a vários fatores como baixa concentração de hCG no sangue ou mesmo uma implantação mais lenta. Muitas mulheres têm um resultado positivo alguns dias antes do atraso e muitas outras recebem um resultado negativo mesmo depois do atraso. Da mesma forma que duas mulheres com o mesmo tempo de gestação podem receber o resultado do exame beta hCG com valores bem diferentes, sem que isso indique um problema na gravidez de uma delas. 

Caso desconfie de uma gravidez e mesmo com resultado negativo, o melhor é procurar o médico para que sejam feitos outros exames que possam ajudar a confirmar a gravidez. E caso tenha um resultado positivo, procure um médico o quanto antes para iniciar o pré-natal. Até a próxima!






sexta-feira, 8 de abril de 2016

Gravidez Ectópica


Infelizmente nem sempre o positivo significa que o sonho de ter um bebê será realizado. É o caso quando ocorre uma gravidez ectópica. Esse tipo de gravidez pode não se desenvolver, mesmo em alguns casos, o corpo se encarrega de encerrar a gravidez, normalmente é necessário intervenção médica. Saiba identificar os sintomas e como agir em caso de suspeita.

O que é gravidez ectópica?


A palavra ectópico significa descolado de lugar ou posicionado fora do lugar correto. Dessa forma então definimos gravidez ectópica em uma gravidez que ocorre fora do lugar correto, ou seja, fora do útero.  

Gravidez ectópica na tuba uterina

Muitas pessoas afirmam que gravidez ectópica e gravidez tubária é a mesma coisa. Mas como vimos anteriormente, a gravidez ectópica é a gravidez que ocorre fora do útero, de forma que não necessariamente apenas nas trompas ou tubas uterinas. Assim, toda gravidez tubária é ectópica, mas nem toda gravidez ectópica ocorre nas trompas. Isso mesmo! Há casos de gravidezes que ocorreram na cavidade abdominal, por exemplo. Embora sejam casos raros, devemos fazer a distinção entre gravidez ectópica e gravidez tubária. 

Os tipos de gravidez ectópica variam entre tubário (98% dos casos), intersticiais ou cornuais (no corno esquerdo ou direito, pontas localizadas na parte de cima do útero), cervicais (no colo do útero), ovarianas e abdominais. 




A única gravidez ectópica com chances de gerar fetos vivos é a abdominal. Nesse tipo de gravidez, quando não há abortamento (normalmente até o 5º mês), boa parte dos nascituros possuem retardo mental, em função da oxigenação ineficiente.

Quais são os sintomas?



Na maioria dos casos, a gravidez ectópica apresenta os mesmos sintomas de uma gravidez tópica (no útero). Embora possa ser assintomática (sem sintomas), os sinais comuns são cansaço, náuseas e tonturas, mamas mais sensíveis, podendo haver ausência ou não do fluxo menstrual. Há casos em que não se desconfia de gravidez justamente por apresentar sangramento semelhante ao do ciclo menstrual, e como os demais sintomas de gravidez também podem indicar outros diagnósticos, a gravidez poderá demorar mais para ser identificada.


Pode-se desconfiar de gravidez ectópica quando os sintomas iniciais de gravidez vêm acompanhados de dor intensa de um lado da barriga e sangramento vaginal semelhante ao fluxo menstrual, que pode evoluir para dor mais intensa que afeta todo o abdômen, ou dor durante a relação sexual ou exame ginecológico, dor no pescoço, ombro e desmaio.


Quais são as causas?


Quando um óvulo é fecundado, o zigoto geralmente leva entre quatro e cinco dias para percorrer a trompa até o útero, onde se implanta e começa a se desenvolver. A maior parte dos casos de gravidez ectópica se dá pela obstrução na passagem da tuba uterina, que pode bloquear total ou parcialmente a passagem do óvulo, fazendo-o implantar-se na própria tuba. Outros fatores que podem retardar ou impedir a passagem do óvulo, incluem causas inflamatórias e suas conseqüências, os tumores ou anormalidades do desenvolvimento das trompas e as cirurgias sobre as trompas. Os hormônios, já que níveis elevados de estrógeno ou progesterona podem imobilizar a musculatura e os cílios da tuba, fazendo com que o ovo se desprenda no tempo errado e fecunde em local impróprio. Drogas hormonais como as indutoras da ovulação e a progesterona usada em mini-pílulas, a pílula do dia seguinte e o DIU contendo progesterona e também por causa do processo de envelhecimento da mulher. 



Quem corre mais riscos de gravidez ectópica?



Fatores que estão relacionados a maiores chances de desenvolvimento de gravidez ectópica incluem:

  • Gravidez ectópica anterior
  • Cirurgias nas trompas como laqueadura
  • Técnicas de reprodução assistida
  • Tabagismo
  • Processos inflamatórios ou infecciosos prévios como a inflamação nas trompas uterinas (salpingite) ou a infecção do útero, das tubas uterinas ou dos ovários (doença inflamatória pélvica), a exemplo de infecções ocasionadas por Gonorreia ou Clamídia.
  • Alterações estruturais ou anatômicas nas trompas ainda que sejam ocasionadas devido à procedimentos cirúrgicos (reversão de laqueadura por exemplo). 
  • Uso de DIU


Como diagnosticar?



Através de avaliação do histórico menstrual da paciente como alterações do último ciclo, atraso, modificações no fluxo, período fértil. 

O exame físico do abdômen é feito para determinar se está hipersensível à palpação. Também através do toque bimanual, onde percebe-se que o útero poderá estar discretamente aumentado ou normal. 

Exames complementares como dosagem de beta-HCG cerca de sete a dez dias após a ovulação. Na gravidez tópica, os níveis do hormônio tende a dobrar a cada 48 horas, caso essa elevação não ocorra, pode-se desconfiar de gravidez ectópica. 

Com o exame de Ultrassonografia (USG) para tentar localizar o concepto. Se ele não for encontrado, há anormalidade. Outros achados anormais à ultrassonografia incluem: massa anexial, líquido livre na cavidade peritoneal, saco gestacional com batimentos cardiofetais. 


Com o Doppler colorido transvaginal tem uma sensibilidade de 96% e uma especificidade de 93% no diagnóstico da gravidez ectópica. (indicando o melhor exame complementar para fechar o diagnóstico).

Em alguns casos, somente a laparoscopia possibilita o diagnóstico definitivo da gravidez abdominal, permitindo o diagnóstico de 90% dos casos. 

Qual o tratamento?


Por se tratar de uma gravidez inviável, infelizmente o tratamento é a interrupção da gravidez, na maioria dos casos. Quando diagnosticada precocemente, pode-se fazer uso de metotrexato injetável para evitar o crescimento das células e destruir as células já existentes do tecido ectópico. Após a aplicação da medicação, seu médico monitorizará a dosagem da gonadotrofina coriônica humana (hCG) de forma quantitativa. Caso a dosagem do hCG permaneça elevada, possivelmente deverá ser feita uma nova aplicação de metotrexato. Essa medicação é um antagonista do ácido fólico altamente tóxico a tecidos em rápida replicação. Deve ser utilizada em casos específicos (geralmente gestações ectópicas íntegras com diâmetros pequenos). 
Em outros casos, a gestação ectópica poderá ser tratada com a cirurgia laparoscópica. Nesse procedimento uma pequena incisão é feita na região abdominal, próximo à região umbilical. O médico introduz um pequeno instrumento contendo uma câmera e luz (laparoscópio) para visualizar a cavidade abdominal. Outros instrumentos podem ser inseridos na cavidade abdominal por meio desse pequeno instrumento ou por meio de outras pequenas incisões que podem ser realizadas nas regiões inguinais. O tecido ectópico é removido por meio de salpingectomia (retirada completa da tuba uterina) ou salpingostomia (retirada do tecido ectópico, mantendo a tuba uterina).

Caso a gestação ectópica apresente sangramento abdominal aumentado ou ruptura da tuba uterina (levando a quadros de instabilidade hemodinâmica), você deverá ser submetida a uma cirurgia de emergência por meio de incisão laparotômica. Nesses casos, raramente a trompa é mantida (opta-se nesses casos pela realização de salpingectomia).

Caso haja suspeita de gravidez ectópica é importante que um médico seja consultado o mais rápido possível. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico melhor para a paciente. Quando o teste de gravidez, de urina ou de sangue, não apresenta evolução nos níveis de hCG, também é bom consultar o médico. No caso do teste de farmácia é possível observar se a linha de teste fica mais escura dias depois de primeiro teste positivo ou no caso de exame de sangue, pode-se optar por fazer o exame de Beta hCG quantitativo para comparar os valores detectados. Sempre que suspeitar de qualquer problema o melhor é sempre buscar ajuda especializada. Até a próxima!





quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Teste de Gravidez


Nada deixa a pré-mãe mais ansiosa do que fazer (ou pensar em fazer) um teste de gravidez. Mesmo as mais experientes no mundo das tentantes não escapam de passar por um turbilhão de sentimentos. Entender como funcionam os testes de gravidez facilitará (só um pouco) a escolha de qual fazer e quando! Seja o exame de sangue (beta hCG) ou de urina (de farmácia), eles sempre vão deixar nossos corações batendo muito rápido.

Como funcionam os testes?


Quando o óvulo é implantado no útero, a conhecida nidação, o corpo passa a produzir o hormônio Gonadotrofina Coriónica Humana ou em inglês Human Chorionic Gonadotropin de onde vem a sigla hCG. Os testes funcionam detectando a presença desse hormônio, produzido na gravidez, no sangue ou na urina. São raras as situações em que o hCG está presente no organismo sem que haja gravidez em curso (tumores germinativos ovarianos ou testiculares por exemplo).

Por serem mais facilmente encontrados, a opção pelo teste de gravidez de farmácia costuma ser a primeira feita pré-mãe para saber se o seu bebê dos sonhos está a caminho. 

Qual a confiabilidade desses testes?


O hCG se encontra no sangue e após ser filtrado nos rins vai parar na urina para ser eliminado. Dessa forma, o exame de sangue será mais confiável inicialmente que o de urina. 

Em se tratando de teste de farmácia, os fabricantes costumam apontar uma confiabilidade de 95 a 99%. Contudo, para garantir um resultado confiável é necessário que as instruções de como fazer e o tempo de espera pelo resultado seja respeitado, bem como a verificação do prazo de validade do kit e as boas condições de armazenamento também são importantes.

Já nos testes de sangue a taxa de confiabilidade é de 99%, embora cuidados como fazer o mais tarde possível (de preferência após o atraso menstrual) é importante para não se decepcionar com um falso-negativo. Existe o exame de beta-hCG qualitativo e quantitativo. No primeiro há um valor determinado para a confirmação de gravidez (dependendo do laboratório pode ser de 5 a 50 mUI/ml) e então se esse valor for encontrado o resultado é apresentado como positivo, indeterminado ou negativo. O segundo apresenta exatamente o valor encontrado como resultado, sendo assim mais significativo para saber se a gravidez ainda está muito no início, isso tudo pois se há a presença de 4mUI/mL de hCG (exemplo) o exame qualitativo apresentaria um resultado negativo ou indeterminado, deixando dúvidas se foi por causa do valor ou da invalidade do teste, já o quantitativo deixaria mais claro que embora pouco, há grande chance de ser uma gravidez no início. 

Quando fazer o teste?



A priori, o teste de gravidez pode ser feito a partir do 1º dia de atraso menstrual, contudo, alguns testes (no caso do teste de farmácia) possuem uma sensibilidade maior, podendo ser feito dias antes do atraso. Quanto mais se adia o exame de gravidez, mais confiável o teste se torna, seja ele de sangue ou de urina. A maioria dos testes de farmácia disponíveis no mercado brasileiro pode ser feita com a urina de qualquer horário do dia, no entanto, a primeira urina da manhã apresenta melhores resultados, pois é menos diluída e a concentração do hCG fica maior. Caso a ansiedade seja grande e não se possa esperar até o dia seguinte, recomendo uma pausa de 3h ou mais sem ir no banheiro para aumentar a concentração na urina. 

Fique atenta para considerar atraso apenas quando seu ciclo tiver atingido o maior período que já teve. Isso significa que uma mulher com ciclos que variam de 30 a 35 dias, só poderá considerar atraso após 35 dias, ainda que isso tenha ocorrido uma única vez. 

O teste pode dar errado?



Um teste feito muito cedo pode ainda não detectar a presença do hCG de forma que apresentará um resultado que muitos chamam de falso-negativo. Não deixar a fita em contato com a urina pelo tempo necessário, impedindo que o teste identifique o hormônio presente na urina também interfere resultando em falso negativo ou então fazer o teste em uma urina muito diluída. Por isso é recomendado utilizar a primeira urina da manhã. 

Embora é difícil de encontrar artigos científicos que abordem essa questão, há casos, muitos deles relatados em fóruns e redes sociais, onde não foi detectado hCG mesmo após um atraso significativo e mesmo tendo sido feito o exame de sangue. Infelizmente não encontrei mais a entrevista em que a médica explica que há casos em que o hormônio fica em baixa quantidade no sangue e que acaba não sendo detectado também na urina, gerando esses casos em que a mãe só descobriu a gravidez pela ultrassom transvaginal. Assim sendo, recomendo que mesmo em caso que o resultado tenha sido negativo e ainda há desconfiança de gravidez, fazer uma ultrassom transvaginal após a 1ª semana de atraso. 
Há também os casos em que o teste deu positivo (de farmácia) e depois de uns dias a menstruação veio, frustrando completamente a mulher. Algumas situações podem explicar que um teste dê positivo:

Gravidez interrompida muito cedo - o processo de fecundação e nidação não é rápido e pode ser interrompido a qualquer momento em que não ocorra tudo como esperado. Algumas vezes o embrião começa a se implantar e por qualquer motivo não completa o processo e então ocorre a expulsão do mesmo. Esse é o caso que chamamos de gravidez química. A partir do que o embrião começa a implantação, o hCG é produzido e um teste feito durante esse período inicial pode já apresentar o resultado positivo e quando há a interrupção do processo o nível do hormônio cai e passa a não se possível detectar no teste. Muitas mulheres passam por esse processo sem nem notar o que aconteceu pois não estavam esperando por uma gravidez, diferente de nós pré-mães que mal esperamos o atraso pra já fazer um exame. 

Testes inválidos ou com defeito - esse é o caso um pouco mais raro, mas que ainda é possível. Passei por essa situação mas só soube que não se tratava de gravidez química por ter vários testes de marcas diferentes e que foram feitos com a mesma coleta de urina, onde dois testes deram negativo e apenas um positivo. 

Tumores e outras doenças - nesse caso há uma alteração, que provoca a produção do hCG e que se feito um teste o mesmo dará um falso positivo. Pacientes com doenças benignas como doença inflamatória do intestino, úlceras duodenais, cirrose ou cânceres de mama, pulmão, pâncreas, ovário ou sistema gastrointestinal podem ter elevados níveis de HCG. 

Aborto recente - é comum o corpo levar um tempo para diminuir o valor do hCG após um aborto, então fazer um teste no ciclo seguinte pode ainda apresentar a quantidade de hCG da gravidez anterior. Nesse caso o melhor é fazer o exame de sangue quantitativo e repeti-lo dois dias depois para avaliar se o valor aumenta indicando uma nova gravidez ou se é resultado da gravidez anterior.

Gravidez ectópica - nesse caso não se trata de um falso positivo mas de uma gravidez inviável. Os valores (quando feito o exame quantitativo) costumam aumentar muito pouco (o normal é dobrar ou triplicar a cada 2 dias!). Será necessário um exame de ultrassom para confirmar que não se trata de gravidez tópica (no útero) e em seguida será necessário proceder com a interrupção da mesma.

Menopausa  - alterações causadas pela menopausa podem estimular a presença de hCG no organismo. 

Medicamentos - alguns medicamentos podem alterar o resultado do teste e no caso de medicamento para fertilidade pode acusar positivo sem que haja gravidez.

Como fazer o teste de farmácia?


As instruções do teste devem ser seguidas rigorosamente, incluindo o tempo em que teste deve ficar em contato com a urina e o tempo de leitura do resultado. Muitas vezes há um resultado errado pela má utilização do teste. Alguns testes indicam que a paciente urine diretamente sobre a fita, outros contem um recipiente em que deve ser coletada a urina e mergulhada a fita dentro e outros que vem com um conta-gotas para pingar a urina no teste. 


Depois do contato do teste com a urina deve-se observa pelo tempo indicado nas instruções do teste para a espera do resultado. Nesse tempo o teste indicará positivo por duas linhas (não importando a intensidade da tonalidade da linha) que podem ser paralelas ou em forma de cruz. Alguns testes são digitais e apresentam o resultado como "não grávida" ou com a indicação (estimativa) das semanas de gestação. 


Caso nenhuma linha seja mostrada ou apenas a linha do teste e não a de controle (veja no kit qual delas é a de controle) o teste será considerado inválido.



Repita o teste uma semana depois caso o resultado seja negativo ou inválido e ainda haja suspeita de gravidez. Até a próxima.