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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Mãe adotiva pode amamentar: Conheça a Translactação!


Amamentar é um ato de amor! Essa é uma linda e verdadeira frase. O momento da amamentação é quando a conexão entre mãe e filho se estreita. Quando a mulher passa pela gestação, normalmente esse momento é muito esperado. Mas e quando a mãe não gerou seu filho? Algumas pessoas não sabem, mas mesmo a mãe adotiva pode amamentar seu filho! Esse sonho de amamentar não precisa ser exclusividade das mulheres que engravidam e passam pelo parto. Mães adotivas também podem nutrir o filho dessa maneira graças à Translactação ou indução à lactação (também chamada de lactação adotiva).

O que é Translactação?



A translactação é uma técnica que consiste em colocar o bebê ao peito para mamar o leite da própria mãe retirado previamente através de uma sonda que é coloca próxima do mamilo. Esta técnica é muito utilizada em casos de bebês prematuros, que não possuem força suficiente para sugar o leite materno ou que precisaram ficar em encubadoras no hospital e serve para estimular a produção de leite materno.

Translactação e Relactação


A translactação e a relactação são técnicas semelhantes, porém, a diferença é que a relactação é aplicada pelas mães que já amamentaram em algum momento da vida e querem voltar a produzir leite para alimentar um bebê, seja ele biológico ou não. A translactação ou lactação induzida é um termo utilizado para estimular a produção de leite em mulheres que nunca amamentaram, como em casos de adoção. 

Como funciona a técnica de Translactação?


A técnica consiste em colocar no mamilo da mãe uma pequena sonda ligada a um recipiente com leite industrial ou materno. Quando o bebê suga o seio, recebe o conteúdo pelo tubo acoplado. Por meio da sucção contínua, a produção de leite da mulher é estimulada. Desta forma a criança também aprende, gradativamente, a associar o peito materno à alimentação. 

Se o bebê estiver muito irritado ou ansioso para mamar, os especialistas indicam deixar que ele sugue o peito de 15 a 20 minutos sem a sonda, para estimular a produção de leite. Quando ele começar a reclamar, coloque a sonda junto ao seio, no canto da boca da criança.

Para potencializar a sucção, a mãe também pode interromper a mamada da criança de tempos em tempos. Basta dobrar um pouquinho a sonda, para não permitir que o leite passe, deixando o bebê sugar por mais tempo.

Técnicas auxiliares da translactação




Para que a prática da translactação seja efetiva, é necessário associar outras técnicas, como massagens nas mamas e movimento de ordenha manual, pode-se utilizar também uma bomba de leite. 

Os medicamentos que podem incentivar a produção láctea nas mulheres são os galactogogos. No caso de mães de filhos adotivos, o indicado é que a preparação comece um mês antes da adoção. Alguns médicos indicam o uso de homeopáticos à base de alfafa, que estimula a secreção de prolactina.

Material para translactação



Para utilizar a técnica, não é necessário nenhum equipamento sofisticado. É possível usar uma sonda uretral ou nasogástrica número quatro, com a ponta cortada, fazendo dela um canudo, e um copo de vidro esterilizado ou uma chuquinha, fazendo um furo grande na ponta do bico (a ponto de conseguir encaixar a sonda).

A sonda é um item barato, a unidade custa cerca de 80 centavos. Ela deve ser descartada após cada uso, embora seja possível lavá-la utilizando uma seringa com água, mas a higienização não é garantida. Há a possibilidade também do uso do kit de translactação, vendidos em farmácias. 


Kit Translactação
Kit Translactação















Qualquer que seja o método de translactação escolhido, a mãe deve ter alguns cuidados como colocar o recipiente com o leite mais alto do que a mama para o leite fluir melhor, ferver o material 15 minutos antes todas as vezes que o for usar, lavar o material com água e sabão após cada uso e trocar a sonda após 2 a 3 semanas de uso.

Quanto tempo até que a mãe consiga amamentar


Os bebês não costumam apresentar resistência ao uso desta técnica e após algumas semanas é possível fazê-lo mamar no peito, sendo, por isso, muito importante não dar a mamadeira ao bebê durante este processo. É preciso ter paciência para produzir o próprio leite. Algumas mães levam até quatro meses para alcançar esse objetivo. 

É importanter manter um contato com o pediatra da criança, já que nem sempre o resultado é próspero a ponto de a produção de leite dar conta da necessidade do bebê. Por isso, o uso de leite artificial pode ser necessário.

Amamentar é um ato de amor! Sim, a mãe deve manter-se firme e paciente para o sucesso da técnica. Aproveite os momentos para curtir o seu filho e estreitar ainda mais esse lindo laço de amor. Até a próxima!

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Prolactina e as Tentativas de Engravidar

Nosso corpo possui uma infinidades de hormônios que ajudam  no funcionamento dele. A prolactina é um hormônio que regula a produção do leite. Apesar de ser mais ativo durante a fase de gravidez e pós parto, ele está presente no sangue, em pequena quantidade, e não apenas no corpo da mulher, mas também no do homem.

Prolactina no corpo


A prolactina é produzida pelo estímulo da hipófise, glândula localizada no sistema nervoso central. Ainda durante a ovulação, esse hormônio estimula o desenvolvimento das glândulas mamarias, de forma a preparar o corpo para gestação e para o aleitamento do bebê. Também é responsável por ajudar a controla o funcionamento de outros hormônios. 

Caso haja algum desequilíbrio no funcionamento do corpo, a hipófise pode se confundir e estimular o aumento no nível de prolactina fora do período gestacional, o que irá atrapalhar as tentativas de engravidar, pois o corpo trabalha como se já houvesse uma gravidez, de forma que há a inibição da ovulação. 

O aumento da prolactina no corpo é denominado de hiperprolactinemia e tem efeito diferente no homem e na mulher. No entanto, é mais comum em mulheres de 20 a 50 anos. 

Causa da hiperprolactinemia


Além da gestação ou amamentação, que é quando seu aumento é normal, o alto nível de prolactina pode ser causado por uso de medicamentos como antipsicóticos, os antieméticos, os antidepressivos, a ranitidina e a cimetidina, os opiáceos, os anti-hipertensivos, os estrógenos (o que inclui alguns anticoncepcionais), dentre outros, incluindo drogas de uso ilícito. O estresse e distúrbios do sono também podem causa aumento nos níveis de prolactina, bem como  hipotireoidismo, síndrome de ovários policísticos, doenças renais, alterações na molécula da prolactina, e doenças que acometem o sistema nervoso central como traumas, infecções e tumores.

Sintomas da hiperprolactinemia


Nas mulheres, o nível alterado de prolactina pode causar um encurtamento da fase lútea (período após a ovulação, que em geral dura 14 dias), anovulação (não ovular), que leva a infertilidade, ciclos menstruais irregulares ou ausentes, menor lubrificação vaginal e apetite sexual diminuído, dor durante as relações sexuais, seborreia, aumento dos pelos (hirsutismo) ou mesmo abortos espontâneos recorrentes.

Nos homens pode haver diminuição do apetite sexual, dificuldades de ereção, infertilidade causada por diminuição da quantidade de esperma (oligospermia). Pode ocorrer também o aumento da gordura abdominal, perda de força ou volume muscular (hipotrofia muscular), redução do crescimento dos pelos e aumento das mamas (ginecomastia).

Um sintoma que pode aparecer, tanto no homem quanto na mulher, mas que não é um fator determinante para diagnóstico, é a presença de leite das mamas (excluindo claro, mulheres com gestação em curso ou amamentando), onde é mais notada no homem. Outros sintomas como fadiga, ansiedade, irritabilidade, instabilidade emocional e depressão também podem ser sintomas do alto nível de prolactina.

Como detectar e tratar alterações da prolactina?


A verificação de alterações no nível de prolactina é feita com exame de sangue. O paciente deve estar a mais de 8h em jejum, e deve passar por um período de repouso (cerca de 30min) antes do exame, para que os níveis hormonais se estabilizem no corpo. Os valores de referências são entre 3,4 e 24,1ng/ml, valores que não se encaixem nesse intervalo deverão ser avaliados pelo médico. 

O tratamento depende da causa, mas quase sempre é feita com uso de medicamentos que estabilizam os níveis de prolactina, como a cabergolina (Dostinex) e a bromocriptina (Parlodel). Quando há a ocorrência de tumores, o tratamento é feito com uso de medicamentos ou casos específicos com a cirurgia hipofisária e radioterapia que normalizam os níveis de prolactina, reduzem o tumor e restabelecem as funções sexuais e reprodutivas em aproximadamente 80% dos casos.

É muito importante avaliar os níveis de prolactina quando estamos tentando engravidar. Como alguns sintomas podem ser confundidos com outras causas, poderá haver alteração na ovulação e não se conhecerá a causa sem que se faça um exame hormonal. Por isso, é muito importante que peça ao médico essa avaliação, ainda que ele ache desnecessária (muitos médicos não gostam de pacientes informadas), insista pois é melhor ter todos os fatores que possam atrasar o positivo sob controle. Espero que tenham gostado e boa sorte!