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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Animais sentem que uma mulher está grávida?


Quem tem um animal de estimação sabe que o vínculo com eles é muito especial. Muitas mulheres relatam um comportamento diferente dos pets antes mesmo de descobrirem que estavam grávidas. Mas será que os animais conseguem mesmo detectar a gravidez de uma mulher? Existe uma explicação científica para o comportamento deles? 

Mudanças de comportamento


Quando se convive com um bichinho de estimação é normal que tenhamos um determinado comportamento e é claro que um dono atento vai perceber qualquer ação diferente de seu pet. Segundo relatos, alguns cães passam a ficar mais protetores com as gestantes. Outros dizem que houve um afastamento do animal. Conheci mulheres em que o bichinho passou a ficar muito tempo deitado sobre a barriga ou com a cabeça sobre a barriga. Essa seria a indicação que eles sentem mesmo a gravidez antes dos humanos.

O que a ciência diz?


Já foi comprovado pela ciência que os cães podem farejar muitas coisas como pessoas desaparecidas, bombas, drogas e até conseguem detectar câncer nos humanos! Contudo, a ciência ainda não comprovou se os bichos de estimação pressentem, antes mesmo do que nós, quando a sua "mãe humana" está grávida. 

A verdade é que há muitos indícios que podem explicar as mudanças de comportamentos dos animais perto de mulheres gestantes. Vejamos a seguir:


Odor hormonal 


Os animais são mais sensíveis aos odores, especialmente os cães que são capazes de identificar cheiros que os humanos nem sequer percebem. Isso ocorre porque eles possuem cerca de 200 milhões de receptores para odores, enquanto que os humanos possuem apenas 5 milhões. Além disso, possuem uma área cerebral dedicada ao olfado cerca de 40 vezes maior do que a dos humanos. Então, para alguns especialista, uma alteração hormonal na mulher, o que ocorre na gravidez, altera sensivelmente o cheiro do seu corpo e essa mudança seria bem acentuada para os animais. 

Audição mais apurada


Outro fator que pode explicar essa présciência sobre o estado gravídico tem relação com a audição dos bichinhos. Os cães, por exemplo, tem um espectro auditivo muito desenvolvido, podendo ouvir tempestades ou terremotos muito antes dos seus donos. Enquanto o espectro auditivo do cão é de 20 a 65.000 hertz, o nosso fica entre 20 a 20.000 hertz. Sua capacidade de ouvir um som fraco a distância é cerca de 4 ou 5 vezes maior do que o nosso. Assim, ele seria capaz de ouvir o coraçãozinho do bebê bem antes da futura mamãe. Passando a adotar uma postura instintivamente mais protetora com o "novo filhote".

Comportamentos da gestantes


Mesmo que para nós as mudanças de comportamentos sejam insignificantes, para os animais, qualquer mínima mudança de humor ou na linguagem corporal será notada pelo seu bichinho. A mulher pode ficar mais vagarosa ou mais protetora com a barriga (ainda que nem ela se dê conta disso!). Os animais passariam então a notar esse novo comportamento e passariam a relacionar com a gestação. 

Os hábitos diários também são notados pelos pets. Então a alteração da rotina (sono maior ou cochilos extras) são facilmente percebidos pelos animais.

Chamando a atenção



A mudança de comportamento do seu pet pode não ser apenas por causa da gravidez em si mas também é uma forma de chamar a atenção dos donos. Ele pode começar a se comportar mal para receber a atenção que antes era toda dedicada a ele. O animal pode sentir que não é mais o "queridinho" da família, pode ficar com ciúmes e demonstrar sinais de carência. Nesse caso, é sempre bom buscar ajuda profissional, principalmente para tentar preparar o animal para a chegada do bebê. Os exemplos de comportamentos relatados por pessoas que viveram essa experiência, são:

  • Alguns animais que preferiam o homem da casa, de imediato o deixam de lado para se dedicarem a grávida.
  • Tornam-se mais protetores e ficam muito próximos da mulher. É comum ouvirmos casos como o cão ficar aguardando atrás da porta quando a dona vai ao banheiro,  dormem perto da cama dos donos e  outras demonstrações de aproximação.
  • Latem e emitem gemidos a todas as pessoas que querem se aproximar da "protegida". E alguns chegam até a avançar nas pessoas que querem se aproximar da futura mãe.
  • Finalmente, sinalizam o começo do trabalho de parto da dona, inclusive antes que ela o faça.
  • Passam a lamber ou cheirar o ventre que está crescendo. Essa é uma demonstração de carinho e é absolutamente normal!


Dicas para a chegada do bebê


Há muitos especialistas em comportamento animal que podem ajudar os donos a preparem o seu bichinho de estimação para a chegada do bebê. Contudo, daremos algumas dicas para que a chegada do bebê ocorra da melhor forma para toda a família:

Prepare o ambiente


Qualquer mudança na rotina do pet pode fazer com que ele fique sensível, carente ou estressado. Dessa forma, o melhor é alterar a rotina antes do nascimento do bebê para que não haja uma associação entre a mudança de rotina e a chegada do bebê. Pode-se proibir o acesso ao quarto do bebê, ou ainda mudar o horário de passeio, além de usar um boneco de treino (usando as roupas do bebê) para que o bicho se acostume com a atenção dividida. 

Tutores de gatos devem ter cuidado adicional de incluir uma proteção no berço do bebê para evitar que o gato fique dentro (se assim desejarem!)

Conhecendo o bebê


Apresentar o novo membro da família para o seu pet é uma etapa importante. Deixe que o animal sinta o cheiro do bebê através de uma roupinha usada. Para que associe a um momento agradável, os donos podem incluir um pestico durante o processo ou uma sessão de carinhos extras. Isso pode ser feito ainda quando a mãe e o bebê estão na maternidade.

Quando o bebê chegar, deixe que o pet cheire o pezinho do bebê enquanto os donos fazem afagos nele. As primeiras interações entre o bichinho e o bebê devem ser feitas sempre com supervisão dos pais, de preferência com o dono que o pet mais gosta. 

Vale salientar que a convivência com animais é super positiva para toda a família, inclusive o bebê que irá criar uma imunidade maior durante o convívio. Muitas pessoas acham que devem abandonar o animal por causa do bebê e na verdade, há estudos que mostram que o convívio com animais melhora o humor, reduz depressão, melhora pressão arterial e ainda pode prolongar a vida. Então, essa é uma ótima oportunidade de ter uma vida muito mais saudável em companhia do seu bichinho. E você? Já viveu uma experiência parecida? Conte para gente! Até a próxima!



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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Bebê pode dormir junto com os pais?


Preparar o quarto do bebê com todos os detalhes e até com a poltrona de amamentação é o sonho de muitas mães. Outras preferem que o bebê compartilhe com elas a cama do casal. Aqui temos um ponto de grande discussão. Será que dormir com os pais atrapalha o desenvolvimento do bebê? Deixá-lo no próprio berço será mais adequado? É melhor dormir com o bebê junto (ajudando no cuidado e amamentação) ou deixar que ele fique no seu quarto separado? Vejamos algumas considerações:


Dormir junto sempre é perigoso?


Cuidado com esse tipo de questão. Depende muito do significado desse dormir junto... Dormir junto com o bebê no sofá, por exemplo, é perigoso pois ele pode sufocar nas almofadas, cair no chão ou mesmo o responsável pode sufocá-lo sem perceber. Então quando alguém diz que o bebê faleceu por dormir junto de alguém, tenha cuidado de saber que forma era esse "junto"! Um relato que não esclare esses fatos podem conduzir a uma conclusão equivocada. 


O sono e o risco de morte súbita


Entidades dedicadas ao estudo da morte súbita do lactente desaconselham a cama compartilhada, assim como a Academia Norte-Americana de Pediatria (AAP), citando riscos como o de sufocamento. 

A síndrome da morte súbita pode ser compreendida como o óbito de crianças entre 1 a 12 meses de vida sem causas esclarecidas após a autópsia completa. A incidência maior acontece com bebês entre 2 e 4 meses. Por esse motivo a recomendação é de a criança não durma junto com os pais. Novamente, aqui devemos ter cuidado com o termo JUNTO utilizado, já que dormir no mesmo quarto dos pais mas no berço separado também pode ser denominado de dormir junto com os pais, mas que não representa o mesmo risco para o bebê.


Criança deve crescer independente


Para aqueles que defendem que a criança deve ter seu próprio quarto, além da questão relacionada com a saúde do bebê, prevenindo a morte súbita, está a construção da independência e autonomia da criança além de manter a própria privacidade do casal, que, segundo eles, é afetada com a presença do filho no quarto. Outro argumento utilizado é que a criança precisa aprender a ficar sozinha construindo intimidade com seus brinquedos e com seu próprio ambiente. 

Esses argumentos são bem intecionados mas até que ponto esse tipo de argumento não está tentando apressar o desenvolvimento do bebê? Afinal, um bebê deve ter o direito de ser um bebê e não um mini adulto que já sabe o que quer da vida! 


Dormir sozinho cria independência?


Na realidade, crianças que dormem sozinhas tendem a ter dificuldades de ser independentes pois não se sentem seguras para explorar e conhecer o mundo. Como isso é possível? Para entender isso, basta pensar em um dia estressante. Quando se teve um dia difícil, você prefere tomar um vinho e desestressar sem a menor interação possível a fim de que o dia acabe ou prefere ir falar com pessoas que nunca viu na vida para compartilhar sua vida? A grande maioria prefere o isolamento ao convívio com novas pessoas em momentos de estresse. Da mesma forma, a criança passa por um momento de estresse na hora de dormir. A criança foi gerada em um ambiente barulhento (pelos sons do coração e dos órgãos da mãe) e esse é o ambiente em que ela se sentia segura. Num quarto separado, o ambiente é novo, em geral tranquilo e isso traz muita insegurança para o bebê. Esse estresse faz com que a criança produza mais cortisol (hormônio que dificulta o relaxamento) o que irá impedir um sono tranquilo. Um bebê estressado irá sentir-se mais retraído e com menos ânimo para explorar o mundo a sua volta. 


O outro lado da moeda


Bebês que dormem com os pais passam a sentir-se mais seguros pois sabem que terão apoio a qualquer momento. O contato com os pais promove mais ocitocina, hormônio relacionado ao bem estar. Assim a criança terá mais segurança fazendo com que seja mais fácil explorar melhor o ambiente em que vive. Como isso é possível? Devido ao conforto de ser socorrido em momentos estressantes como em caso do reflexo de Moro

Todos os recém-nascidos possuem o reflexo de moro, que o faz se assustarem e costuma ocorrer enquanto dormem. (Para aqueles que não têm mais um recém nascido, até os 3 meses de idade, enquanto dorme, os braços e pernas do seu bebê tremem como se ele estivesse caindo. Esse é o reflexo de moro). Se a sua criança estiver no colo de um adulto ou estiver por perto (como em um berço grudado à sua cama, com a grade lateral abaixada), é muito mais fácil controlar o reflexo e acalmá-lo antes que acorde e entre em pânico. Contudo, se você não estiver segurando o bebê, o reflexo de moro vai acordar seu bebê em pânico. O cortisol estará então circulando pela sua corrente sanguínea e vai demorar bem mais tempo até você conseguir acalmá-lo. Muitos pais passam por isso quando são acordados por um bebê que está gritando. Quando isso acontece, o que o bebê aprende a partir dessa experiência? Que o mundo não é um lugar seguro e que deve estar sempre alerta. Quando seus níveis de estresse estão constantemente altos, você aprende a estar mais vigilante para conseguir manter-se longe de perigos em potencial. Ao contrário dos bebês que são acalmados imediatamente pelos pais (já que estão por perto) que aprendem que o mundo é um lugar seguro!


Como dormir junto de forma segura?


Algumas medidas devem ser tomadas por quem deseja compartilhar as noites de sono com o bebê:

Berço separado - Para evitar a preocupação de sufocar a criança, o melhor é dá preferência ao berço separado da cama. Existe a opção de berço acoplado à cama ou ainda com a grade abaixada encostado à cama. Tome cuidado para que não fique um vão onde o bebê possa cair ou ficar preso. Além de permitir que o bebê fique bem perto, ainda traz mais tranquilidade aos pais por ter risco reduzido de sufocamento ocasionado pelos pais. 



Berço livre de bichinhos e decorações - Apesar de lindinhas, as decorações e protetores de berço na verdade trazem mais riscos ao bebê. Além de juntar poeira, eles trazem mais riscos de atrapalhar a respiração da criança. O mesmo acontece com excesso de roupinhas (Aprenda aqui: Como agasalhar o bebê?) e bichinhos de pelúcia. Não embrulhe o bebê com nenhuma manta. Os bracinhos dele precisam ficar livres para se movimentar, assim a mãe vai conseguir notá-lo melhor. Mesmo lençóis devem ser bem ajustados para que não se soltem em caso de puxados.

Barriga para cima - É a posição mais segura para o bebê. A criança respira melhor e tem menos risco de engasgo – caso vomite, ela vai girar a cabeça para o lado. De barriga para baixo, só quando ele estiver acordado para ajudar o desenvolvimento motor e muscular e a minimizar o risco de plagiocefalia – quando o crânio do bebê tem alguma deformidade pela pressão que sofre em apenas um dos lados. Mas sempre, sempre, sempre com um responsável ao lado dele!

Posição da cama - Em casos de cama compartilhada, ela deve ser posicionada contra a parede ou outro móvel para garantir maior segurança. Lembre de verificar também se não há nenhum vão por onde a criança possa cair ou ficar presa. Uma maneira barata de evitar que o bebê fique preso entre a cama e a parede é enfiar um travesseiro comprido nesse espaço, de modo que a superfície fique firme ao toque.


Considerações para cama compartilhada:


O bebê deve ficar entre a parede ou móvel e a mãe. Esta tem um instinto natural que garante que acorde mais rapidamente em casos de eventualidades onde o bebê precise de socorro. Caso a mãe não tenha essa sensibilidade ao dormir, o melhor é que a criança fique no berço separado.  

Embora o berço separado seja uma opção mais segura em comparação com a cama compartilhada, alguns pais podem preferir essa opção ao invés de adquirir um berço (seja por razões financeiras ou não!). Nesse caso, deve-se considerar alguns cuidados:

Sua cama deve ser absolutamente segura para seu bebê. Se possível prefira o colchão no chão, com a certeza de não existir nenhum vão onde seu bebê possa ficar preso. O colchão deve ser plano, firme (superfícies macias podem facilitar o sufocamento) e liso. 

Cama grande e confortável - Utilize um colchão bem grande para fornecer amplitude de espaço e conforto para todos.

Não durma com seu bebê se você tiver bebido álcool, se tiver usado qualquer droga ou medicação, se você em especial costuma dormir profundamente ou se está sofrendo privação de seu sono e acha difícil acordar-se.

Não durma com seu bebê se você for uma pessoa grande, uma vez que um pai acima do peso constitui-se em risco provado para o bebê, na situação da cama compartilhada. Ele pode rolar na direção da inclinação.

Nunca deixe seu bebê sozinho em uma cama de adulto a não ser que esta cama seja perfeitamente segura para ele, tal como um colchão firme no chão de um quarto à prova de criança, e somente quando você estiver por perto ou atenta, escutando o bebê através de um monitor (babá-eletrônica) confiável. 

Proteja ao redor da cama - Eventualidades podem acontecer e para isso o melhor é assegurar que há uma proteção ao redor da cama. Se o quarto tiver um piso muito rígido, coloque tapetes perto da cama para amortecer possíveis quedas.

Não fume! -  Algumas pesquisas comprovam que o risco de morte súbita aumenta em recém-nascidos que dormem junto com mães fumantes. Se você se encaixa na categoria, NÃO é recomendado dividir a cama com o seu filho.


Relacionamento do casal


Para alguns casais, a presença do bebê na cama torna mais difícil encontrar tempo para momentos de intimidade e sexo. Outros, porém, acreditam que isso os força a ser mais criativos na busca de soluções para ficarem sós. 

Se o seu filho dormir na sua cama, é bem provável que você precise planejar a hora de estar a sós com seu parceiro, em vez de esperar que ela aconteça espontaneamente. Dependendo da forma como você esteja se sentindo, isso pode ser um peso ou uma diversão. 

De qualquer maneira, a decisão de levar o bebê para dormir na cama ou no quarto dos pais precisa ser conjunta do casal, para que não haja risco de afetar a relação dos dois. Toda decisão feita com base no amor, respeito e entendimento mútuo só trará benefícios para toda a família! Até a próxima!

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A rotina de sono do bebê


"Aproveite para dormir antes do bebê nascer, pois depois não vai dormir mais!" Essa costuma ser uma das frases que muitas gestantes ouvem bastante. Mas será que a hora do dormir pode ser realmente um problema para os pais ou será que há alguma coisa que possa ajudar a enfrentar a hora de dormir de forma mais tranquila? Vamos passar algumas dicas para tornar a hora do soninho mais um momento feliz junto ao bebê.


Por onde começar?


O primeiro passo é estabelecer uma rotina para o bebê. Essa é uma importante estratégia que irá organizar não apenas a rotina do bebê como também facilitará o dia dos pais. 

Ao contrário do que se possa imaginar, bebês gostam de rotina, gostam de saber o que irá acontecer a seguir. Ao criar uma rotina passamos a indicar ao bebê o que virá a seguir e ele entenderá que está chegando a hora de dormir. 


Por que a rotina é importante?


Quando se cria um ritual para dormir, informamos ao cérebro que é hora de diminuir o ritmo para descansar. E isso também acontece com a criança. Com o tempo o sono será mais fácil, acordando menos a noite e dormindo melhor. Quando o bebê tem um horário para dormir sempre igual, ele entra naturalmente na rotina durante o dia, e a maneira mais fácil de estabelecer esse horário é criando uma rotina noturna que você e o bebê possam seguir facilmente todas as noites. 


Criando a rotina do sono



É importante ressaltar antes de tudo que a rotina é algo pessoal. Isso significa que mesmo que seja sugerido um roteiro, o mesmo pode e DEVE ser alterado de acordo com a personalidade da criança. A recomendação básica é que a rotina da hora de dormir seja simples com um banho quentinho e relaxante, vestir um pijama, mamar e ir para a cama. Algumas crianças podem ficar mais agitada após o banho e nada impede que os pais alterem a rotina com uma massagem após o banho, por exemplo. Nesse momento, a intuição dos pais é que vai definir o que atende melhor às necessidades do filho. Estas são apenas sugestões que poderão ser testadas até que se encontre a melhor.


Diferenciando dia da noite



Antes de nascer, o bebê está habituado a viver num determinado ambiente, ao seu próprio ritmo. Ele não conhece ainda as diferenças entre dia e noite. É importante que durante o dia a rotina da casa seja mantida. Abrir as janelas, deixar a TV ligada e tudo como acontece normalmente. Muitos mudam a rotina da casa com a chegada do bebê, deixando o ambiente tranquilo durante o dia e é isso que confunde a criança já que dia e noite passa a ser igual. 

Durante o dia, é importante que o bebê tire suas sonecas com a menor alteração possível no ambiente, o que significa que a claridade deve ser mantida, bem como o ritmo da casa com os ruídos normais (telefone, televisão, aspirador de pó), mesmo que o bebê estiver dormindo. A providência ajuda eles a entender que o sono do dia é diferente do da noite, o que facilita a adoção de bons hábitos para dormir.

Quando a noite for chegando o ritmo vai diminuindo naturalmente, diminuindo os estímulos, criando um ambiente tranquilo e agradável, propício ao sono, evitando barulho e claridade. Esse é o primeiro indicativo que a hora de dormir se aproxima. Estabeleça qual a sequência que funciona melhor para que a criança relaxe. Pode-se incluir na rotina básica (banho, pijama e cama) uma música calma, massagem relaxante (Conheça aqui a massagem ideal para bebês: Shantalaou mesmo uma historinha para dormir. 


Com que idade se pode começar com a rotina de sono?


Nos primeiros meses não tem muito como forçar uma rotina. Nessa fase o melhor é apenas a indicação de quando é dia e quando é noite, através da rotina do ambiente. Nada impede que se faça todas as noite o roteiro banho, pijama e cama, mas você pode começar a treinar com seu bebê a partir dos 2 meses de idade. 

Com o tempo, as rotinas vão ajudá-lo a perceber que existe o dia e a noite e que se espera atividade numa altura do dia e repouso na outra.


Qual horário começar a rotina de sono?


A rotina deve começar por volta do mesmo horário. Contudo, isso não requer pontualidade britânica! Não precisa ser muito rígido com o horário do bebê. Observe se o bebê está mais cansado ou mais animado, de forma que talvez haja necessidade de antecipar ou atrasar por 15-30 minutos, mas não passe muito disso. O ideal é que a criança durma antes das 21h, pois este é o período que biologicamente sentimos mais sono. Depois disso, a criança volta a ficar alerta e fica mais difícil para ela adormecer.

Os especialistas aconselham a deitar o bebê sonolento, mas ainda acordado, para que se vá habituando a adormecer sozinho (o que não quer dizer que tenha que sair do quarto ou não mexer no bebê se ele chorar).

Os horários vão ficando cada vez mais certos, no começo pode ser um pouco difícil, podendo levar uns 15 dias para que o bebê se acostume com a nova rotina, mas com paciência e insistência, tudo entra no eixo.

Roteiro do sono


Como falamos anteriormente, a rotina do sono deve ser criada com base nas características de cada bebê. A seguir deixamos algumas dicas para a criação da roteiro do sono:

Diminuindo o ritmo - As atividades serão menos estimulantes conforme se aproxima a hora do soninho. Deixe as atividades mais agitadas para o dia! Aproveite esse momento para bater um papo com seu bebê e conte como foi seu dia e pergunte como foi o dele. Uma "conversa" olho no olho é sempre relaxante!

Banho relaxante - Nada mais gostoso e relaxante do que um banho quentinho. Esse momento também é ideal para que os pais sintam-se mais próximos aos filhos. Contudo, se o bebê fica agitado demais no banho ou simplesmente odeia a banheira, não use essa estratégia. Em vez disso, dê o banho bem mais cedo, e no ritual noturno passe algum tempo juntinho dele ou leia uma história. 


Massagem acalma - Se a criança relaxa durante uma massagem, essa pode ser uma boa forma de ajudar na chegada do sono. Caso esse não seja o caso, pule esse item. Aprenda a fazer massagem aqui



Colocando o pijama - Embora muitas pessoas não deem importância ao pijama, é ele quem ajuda ao bebê a sentir-se confortável e relaxado. Deve ser adequado a temperatura do ambiente, sem apertar e que não deixe que a criança sinta frio ou calor. É um bom momento para dar carinho ao bebê, aproveite para deixá-lo seguro e sentindo-se amado! Aprenda como agasalhar o bebê

Ler historinha - Se a massagem não funciona ou se preferir ler uma história para a criança, nada melhor que fazer isso antes dela dormir. Além de estreitar os laços com os filhos, isso também ajudará no aprendizado da criança. Outra atividade que pode ser feita é o canto. Aproveite para ninar o bebê ou mesmo deixar uma musiquinha tranquila tocando baixinho. 

Amamentação - A mamada antes de dormir vai entrar na rotina conforme a mãe sinta essa necessidade. Alguns especialista dizem que a criança não deve adormecer no peito mas no berço. Entretanto, ninguém melhor do que a mãe para entender essa característica do bebê. 

Naninha na caminha - A naninha nada mais é do que um objeto que ajude o bebê a sentir-se seguro. Além disso fica mais fácil associar o objeto com a hora de dormir. Pode ser uma fraldinha, um bonequinho ou bichinho de brinquedo. Ao se encontrar com ele, o bebê sabe que é hora de dormir. 


Perseverança e paciência


Em se tratando de criança, nada dito aqui é definitivo. Algumas vezes a expectativa é muito grande com relação a rotina. Alguns bebês irão se adaptar mais facilmente que outros e é preciso muita perseverança e paciência dos pais em manter a constância na rotina do sono. Tenha em mente que não há tempo certo para que a rotina funcione. O importante é manter a rotina como um ritual de carinho e aproximação com a criança. Por isso lembre de envolver o papai nesse momento! E mesmo depois da rotina estabelecida é bom ter mente que ela mudará! Isso mesmo! A medida que a criança vai crescendo mudanças na rotina serão necesárias, seja porque bebê vai pular uma soneca, ter mais fome ou acordar antes de o sol nascer. Em alguns momentos a rotina pode ficar de pernas pro ar. Use o amor pelo seu filho para que as interações possam ser adaptadas sem muito estresse. Até a próxima!

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Bebê no 2º mês


Passado o medo inicial da chegada do bebê, a família já encontrou seu ritmo. Mamães e papais conseguem entender a linguagem do bebê e a vida, embora agitada, segue com mais confiança nas atividades diárias. Vamos conhecer um pouco de como se dá o desenvolvimento do bebê nessa fase. 


O sono do bebê



Com o passar do tempo as horas de sono vão encontrando seu ritmo. Em média nessa fase, o sono diário é de cerca de 14 a 17 horas. O bebê de 2 meses já consegue dormir por períodos mais longos à noite. 

A maioria dos bebês ainda requer uma ou mais mamadas durante a noite. Mas a boa notícia é que ele já deve estar dormindo por períodos maiores, assim como ficando acordado por mais tempo. 

Grande parte dos bebês de 2 meses dorme em ciclos de duas a quatro horas e permanece acordada por até dez. 


A mobilidade do bebê



A mobilidade do bebê vai aumentando lentamente à medida que as semanas passam. Aos 2 meses ele já experimenta abrir e fechar os dedos e tenta tocar com as mãos os objetos suspensos no berço. Seus movimentos parecem mais controlados. Percebe-se que o uso descoordenado de braços e pernas dos dias de recém-nascido deu lugar a movimentos mais serenos e arredondados. Essa aptidão vai se aprimorando até que consiga segurar o que quiser.


As competências motoras nessa fase são:

  • Gira a cabeça a 90 graus.
  • Reage ao som e à voz dos pais e gira a cabeça em direção do som.
  • É capaz de agarrar o dedo do adulto.
  • Quando colocado sobre a barriga, tenta levantar o queixo.
  • Agarra objetos que lhe são colocados na mão.


O sorriso intencional



Logo ao nascer o sorriso do bebê é um ato de reflexo, ocorrendo aleatoriamente. Aos 2 meses o bebê está na fase do sorriso real. É o momento em que os pais podem perceber que o sorriso vem de estímulos como ouvir a voz da mamãe ou do papai. Mesmo em dias difíceis, tudo será recompensado com lindos sorrisos sem dentes. 


As interações sociais



O bebê nessa fase pode sorrir e emitir sons para as pessoas quando falam com ele, mostrar sua alegria ao balançar pernas e braços. As interações podem se seguir de uma longa "conversa" que mesmo sem um tradutor, é recheada de muito amor e carinho. Ele também passa a aprender que um evento segue outro, vira-se em direção a um som, mas só conseguirá localizar sons que estiverem na frente dele. O bebê fixa e segue a vista na horizontal ou no rosto da mãe (esta é a primeira reação social) e pode começar a descobrir como fazer as coisas acontecerem.


Peso do bebê com 2 meses


Esta tabela indica o peso ideal do bebê para esta idade, no entanto, o peso pode variar ligeiramente, podendo o bebê ter mais ou menos peso:



Em média, os bebês nesta fase do desenvolvimento mantém um padrão de aumento de peso de 750 g por mês. Porém pode acontecer o peso estar bem acima dos valores aqui indicados, e nesse caso é possível que o bebê esteja com excesso de peso, sendo recomendado consultar o pediatra.


Brincadeiras aos 2 meses de idade


Nessa fase é importante haver muito estímulo nas interações com a criança. Além de aumentar o vínculo ela ajudam no desenvolvimento dele:

  • Pendurar objetos, figuras coloridas, móbiles no berço ou no local onde ele fique durante o dia, para que o bebê possa acompanhar seus movimentos.
  • Tornar o quarto do bebê claro, com gravuras coloridas e espelhos.
  • Olhar diretamente em seus olhos, a 30 cm da sua face, sorrir, fazer caretas ou imitar a sua expressão facial.
  • Cantar alegrar ou entreter o bebê.
  • Falar bastante e repetir os sons que ele faça.
  • Deitar o bebê de costas, cruzar seus braços sobre o peito e depois esticá-los para fora, para cima e para baixo.
  • Massagear a pele do bebê após o banho com uma música relaxante.
  • Agitar um chocalho próximo ao bebê, aguardar seu olhar e agradecer com um tom de voz suave e agudo.
  • Realizar passeios diários, de preferência logo pela manhã, por volta das 8h, ou no final da tarde, a partir das 17h. 


Como deve ser a alimentação?


Até os 6 meses de idade, o bebê deve, preferencialmente, se alimentar apenas de leite materno. (Entenda a importância do leite materno aqui!) Caso a mãe tenha dificuldade para amamentar, é recomendado que suplemente a alimentação com leite em pó próprio para a idade, de acordo com as indicações dadas pelo pediatra.

Bebês que tomam mamadeira tem mais chances de ter cólicas. Aqui você encontra dicas para aliviar as cólicas do bebês


Desenvolvimento do recém-nascido


Caso o bebê seja prematuro, provavelmente ele levará um pouco mais de tempo para fazer as mesmas coisas que os bebês que nasceram na data prevista. Por esse motivo, os pediatras costumam dar aos prematuros duas idades: a cronológica (guiada pelo aniversário) e a corrigida (calculada como se ele tivesse nascido no dia em que a gestação completaria 40 semanas).

Você deve comparar seu bebê com a idade corrigida, e não com a cronológica. E não se preocupe, a maioria dos médicos avalia o desenvolvimento do prematuro contando a partir da data que era prevista para o nascimento, e acompanha todo seu progresso levando isso em conta. 


Como saber se o desenvolvimento do bebê é normal?


É importante lembrar que cada criança se desenvolve no seu próprio tempo e conquista vitórias em épocas diferentes. Os pontos mencionados aqui no post são apenas direcionamentos aproximados. Se você tem alguma dúvida sobre o desenvolvimento do seu filho, consulte um médico. Até a próxima!

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Perfume pode causar alergia em bebês


Existe coisa mais gostosa que cheirinho de bebê? Hoje em dia, há uma grande variedade de produtos para o bebê como xampus, sabonetes, perfumes, loções, cremes e hidrantes... Um mais cheiroso que o outro... Embora muitas marcas ofereçam produtos feitos especialmente para o seu bebê, deve-se ter muito cuidado, inclusive com os produtos que a mamãe e o papai usam, pois ainda assim a criança pode sofrer com alergias aos perfumes e maquiagens! 

Qual o problema de usar perfume?


O bebê é ainda sensível, mesmo o cheiro do perfume da mãe pode desencadear processos alérgicos. O uso de perfumes deve ser evitado enquanto estiver amamentando, já que o cheiro do produto pode atrapalhar a mamada. Caso não esteja amamentando, o uso do perfume pode ser feito desde que em pequenas quantidades e cuidando para não passar em áreas que entrem em contato com o bebê. O uso de desodorante e cosméticos devem ser feitos distante da criança, pelo menos até ela completar 3 meses, sendo 6 meses um período mais seguro. 

Os cuidados também se estendem para os produtos de limpeza, já que os aromas artificiais podem causar intoxicação. Da mesma forma, amaciantes com cheiro também podem causar reação respiratória ou na pele.

O que pode acontecer?


A reação de um bebê pequenininho ao contato com perfumes fortes e maquiagem por parte da pessoa que o segura no colo depende muito de cada criança. Pode simplesmente não acontecer nada ao bebê, na maioria dos casos. Em alguns casos ele pode apresentar alguma manifestação alérgica ao perfume ou maquiagem (tosse, chiado no peito, espirros, coriza ou manchas vermelhas na pele).

Há casos em que o bebê não apresenta nenhuma manifestação alérgica em um primeiro contato (ou vários contatos), mas ficar sensibilizado à alguma substância da maquiagem ou do perfume, podendo manifestar alguma reação alérgica em qualquer contato futuro do bebê com a mesma substância.

Cabe ressaltar que bebês com antecedentes alérgicos na família têm mais chances de desenvolver manifestações alérgicas. 

Além da questão da alergia, há que se considerar que o olfato do recém-nacido é muito sensível, e ele pode estranhar cheiros fortes a que não esteja acostumado.

Sinais de possível reação alérgica



Entre os principais sintomas de alergia estão congestão nasal, irritação na garganta, tosse, chiado no peito, dificuldade respiratória por fechamento da glote, diarreia (algumas vezes com sangue nas fezes, principalmente se for alergia à proteína do leite de vaca), coceira no nariz e nos olhos e lesões de pele (urticária).

Mesmo os produtos específicos para crianças podem irritar a pele e causar alergias, por isso devem ser usados sempre com cautela. E a maioria deles só tem a indicação para crianças a partir de seis meses, não para recém-nascidos.

Conselhos para perfumar o bebê


Evite contato direto com a pele do bebê - Tenha cuidado na hora de aplicar o produto. Caso a mãe deseje usar colônia, perfume ou fragrância, não use diretamente sobre a pele ou cabelo do bebê, aplique uma  pequena quantidade sobre a roupa que o bebê vai vestir. Não é recomendado o uso por longos períodos nem durante a noite.

Escolha com cuidado - É fundamental que a colônia não tenha álcool e que seja hipoalergênica. Conserve o produto em local seco e arejado. Existe uma lista de 26 aromas naturais e sintéticos considerados alergênicos pelo Comitê Científico da Comunidade Européia, são eles: Cinamal amílico - Álcool bencílico - Álcool cinamílico - Citral - Eugeno - Hidroxicitronelal - Isoeugenol - Álcool amilcinamílico - Salicilato bencílico - Cinamal - Cumarina - Geraniol - Hidroximetil-pentil¬ciclohex-enocarbal¬dehído - Álcool 4-metoxibencílico - Cinamato bencílico - Farnesol - 2-(4-terc-butilbencil) propionaldehído - Linalol - Benzoato de bencilo - Citronelol - a-hexilcinamaldehído - d-limoneno - Heptino carbonato de metil - 3-metil-4-(2,6,6-trimetil-2-ciclohexen-1-il)-3-buten-2-ona - Evernia prunastri, extrato - Evernia furfuracea, extrato.

Cuidados no banho - O ideal é usar xampus e sabonetes neutros, pois os que contém perfumes e corantes aumentam os riscos de irritação da pele. 

Uso de hidrantes - Os hidratantes específicos para bebês (a partir dos 6 meses) estão liberados, independente de prescrição médica. Especialmente no inverno, quando os banhos mais quentes acabam deixando a pele mais ressecada, a hidratação precisa ser reforçada. Lembre-se apenas de usar de acordo com a faixa etária descrita na embalagem. Alguns bebês nascem com a pele um pouco ressecada parecendo estar descamando nos pés e nas mãos e isto é absolutamente normal, acontece principalmente quando o bebê nasceu um pouquinho depois do tempo e não há necessidade de passar creme hidratante a pele vai trocando sozinha e em pouco tempo o bebê já estará com a pele lisinha.

Filtro solar - O filtro solar é recomendado a partir dos seis meses. Ainda assim, o sol nessa faixa etária deve ser restrito – antes das 10h e após às 16h – e nunca deve ser uma exposição prolongada, pois bebês apresentam desidratação mais facilmente. 

Outro cuidado importante é evitar produtos com aditivos que simulem cores e aromas de fruta e doces, pois podem estimular a criança a ingerir os cosméticos.

Alternativas para perfumar o bebê


É preciso ter muito cuidado ao usar talco, quando a mãe vai passar no bebê o talco produz uma névoa que quando aspirada pela criança pode causar ou piorar problemas alérgicos e respiratórios, além disso o talco resseca a pele, por isso deve ser usado apenas em locais específicos. O amido de milho pode ser usado no lugar do talco, pois é mais natural e não tem aroma. Para hidratar, a dica é o óleo de girassol.

Posso usar gotas de lavanda na banheira? 


Deve-se evitar qualquer tipo de perfume para o bebê. Se desejar um cheirinho gostoso, faça um chá forte de camomila e misture na água do banho. Além de perfumar, acalma. Mas, sempre converse com o pediatra do seu bebê.


O cheiro aumenta o vínculo mãe e bebê


O vínculo entre mãe e bebê também se cria pelo cheiro. Isso mesmo! O bebê aprende a reconhecer a mãe pelo toque, pelo tom da sua voz, pelo jeito de pegar no colo e de embalar, pelo cheiro que o corpo da mãe tem, por isso é importante que a mamãe evite perfumes, cremes e desodorantes com cheiros fortes.

Se a mamãe desejar muito usar uma colônia ou perfume no bebê espere ele completar seis meses e mesmo assim não passe o produto direto na pele do bebê, procure passar na roupinha e de preferência na peça que não está em contato com a pele do bebê. Além disso, os bebês têm um cheirinho naturalmente gostoso, diferente de qualquer outro no mundo, um cheirinho natural, curta esse momento! Até a próxima!







terça-feira, 18 de julho de 2017

Shantala - Uma massagem de amor


Nada mais gratificante para uma mãe do que passar alguns momentos curtindo o seu filho e nada melhor que aproveitar os benefícios que uma massagem pode proporcionar. A massagem Shantala é uma técnica que permite estimular e acalmar o bebê, melhorando a sua tonicidade muscular ao mesmo tempo que proporciona momentos únicos entre os pais e o seu bebê.

Como surgiu a Shantala?


O médico francês Frederick Leboyer foi o responsável pela popularização da massagem Shantala no Ocidente. Após observar uma mulher chamada SHANTALA massageando seu filho, Gopal, no meio da rua de Calcutá, ficou encantado com a troca entre mãe e filho e com os benefícios da massagem, assim, ele documentou o momento e homenageou a indiana com o nome da massagem e fundiu a arte através do livro "Shantala" da Ed. Ground (Em inglês "Lovings Hands").


Assista o vídeo original da Shantala:



Quais o benefícios da Shantala?


O primeiro benefício proporcionado pela massagem Shantala é o aumento do vínculo entre a mãe (ou quem aplica a massagem) com o bebê. O toque suave traz conforto ao bebê e dá segurança, deixando mais relaxado e ajudando com o sono profundo e contínuo. A massagem alonga e também estimula o desenvolvimento do sistema psicomotor do bebê, além de proporcionar consciência corporal do bebê. Outro ótimo benefício da massagem é que ela ajuda na diminuição das cólicas e alívio dos gases. (Saiba mais sobre como aliviar as cólicas do bebê aqui)


Posso fazer massagem Shantala enquanto o bebê estiver dormindo?


O sono é um momento em que o bebê está relaxando e a massagem irá atrapalhar seu sono. Também é importante não acordar o bebê apenas para realizar a massagem. Escolha um momento um pouco antes da soneca para que a massagem ajude no relaxamento do bebê. Agora se começar a massagem e a criança adormecer enquanto a faz, não há problema e pode continuar até o final. Neste caso, quando terminar a Shantala, ao invés de acorda-lo ao tentar colocar a roupa, apenas embrulhe-o em algum cobertor bem quentinho e o deixe descansar.


Qual o melhor momento para fazer a massagem Shantala?


Não há regras quanto ao horário específico para se executar a massagem. Algumas pessoas preferem ao final do dia, para ajudar no sono da noite e outras preferem pela manhã. Cada família deve encontrar o melhor momento do dia para a massagem. Uma dica é não começar muito próximo do horário da mamada, pelo menos uns 30 minutos antes e antes do sono chegar ou como o pediatra recomendar.


Bebês prematuros podem receber a massagem Shantala?


Geralmente é indicado iniciar a Shantala em bebês que já tenham completado o primeiro mês de vida. Em alguns casos o melhor é conversar com o pediatra a respeito para confirmar que não há problema. 

No caso dos bebês prematuros, é recomendado esperar um pouquinho mais do que um mês. Para saber quando é o momento ideal de começar, faça o seguinte cálculo: Quando meu bebê completaria um mês se estivesse nascido à termo? A partir desta data, se o desenvolvimento dele estiver normal e não houver contra indicação por parte do pediatra, já pode fazer a massagem no seu bebê tranquilamente.

Mas lembre-se sempre, apesar de ser importante esperar um pouquinho para fazer a Shantala, o TOQUE é fundamental e muito importante para qualquer recém nascido. Portanto, faça muito carinho no seu bebê, passe óleo e creme hidratante no corpinho dele, mesmo sem saber uma sequência exata, independente de quantos dias ele tenha!


Existe idade limite para receber a massagem?


Apesar da Shantala ser uma massagem muito conhecida pelo seu benefício para os bebês, ela pode ser feita também em pessoas de qualquer idade. Entretanto é necessário que ela seja adaptada para o desenvolvimento de quem irá recebê-la.

Por exemplo, os bebês ficam paradinhos durante 30/45 minutos recebendo a massagem, mas, quando aprendem a andar (por volta de 1 ano), querem explorar o mundo e podem se mostrar menos pacientes durante o momento Shantala.

O que fazer então? Fragmente a massagem! Faça um pouco por vez. Vai trocar uma fralda? Faça na barriguinha. Vai dar banho? Faça no bracinho e assim por diante.

A única restrição de idade para aplicar Shantala é em relação à idade mínima de quem receberá a massagem: não pode ter menos do que um mês de vida.

Preparando o ambiente


O ambiente onde se faz a Shantala deve ser tranquilo, contribuindo assim para o relaxamento do bebê. Pode-se colocar uma música tranquila ao fundo e diminuir um pouco a luz de acordo com a preferência. Lembre-se de priorizar o contato visual durante a massagem, bem como falar ou cantar para o bebê. A técnica não é recomendada em dias frios (apenas se tiver como manter o ambiente bem aquecido) ou se a criança estiver com fome, de barriga cheia, gripada ou apresentar quadro febril, com diarreia e cólica. Também o bebê não deve ser acordado para receber os exercícios. A posição original dos pais é sentada sem encosto, com o filho sobre as pernas esticadas. Uma opção é encostar-se em almofadas e dobrar as pernas com a criança entre elas.
O "material de apoio" para a aplicação da shantala é muito simples: uma toalha, óleo antialérgico (no Brasil utiliza-se o de amêndoas com camomila) e amor, profundo amor…

Como fazer a massagem Shantala?


1- Sente-se com as pernas esticadas para frente e deite o bebê sobre elas. Comece fazendo uma limpeza energética, esfregando uma mão na outra, para que as palmas fiquem aquecidas. Faça essa fricção com as mãos no alto da sua cabeça, para que a energia flua. Inspire e mentalize energia positiva para o seu bebê. 

2- Faça um triângulo com as mãos e leve até a altura do peito do bebê (sem tocá-lo com a distância de um palmo). Separe as mãos e vá contornando todo o corpinho da criança, sem tocá-la, e expire. A cada contorno terminado, chacoalhe as mãos (como se elas estivessem molhadas e você quisesse eliminar o excesso de água). Repita o procedimento por três vezes, mantendo a respiração. 

3- Passe o óleo em suas mãos e esfregue-as. Lembre-se de passar o óleo novamente, sempre que começar a massagear uma nova região (exceto o rosto do bebê). 

4- Com as mãos bem relaxadas e os dedos unidos, posicione-as no centro do peito do bebê. Deslize, horizontalmente, a mão esquerda até a axila de mesmo lado. Simultaneamente, faça o mesmo movimento à direita. 

5- Novamente, comece o movimento no centro do peito do bebê e, dessa vez, termine em cada um dos ombros dele. 

6- Começando o movimento pelo centro do peito da criança, suba uma mão de cada vez (formando um X), até o final do ombro. Deixe seus dedos chegarem embaixo da orelha dele. Sempre que a massagem for feita em movimentos alternados, inicie pelo lado esquerdo do bebê, que é o lado mais receptivo. 

7- Faça um círculo com as suas mãos, como se fosse um bracelete. Com uma delas, segure o pulso do bebê. Enquanto isso, a outra mão vem de encontro àquela que está segurando o pulso, partindo do ombro. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as, dando continuidade o movimento funciona como se o bracinho do bebê fosse uma corda, que você puxa para escalar uma parede. 

8- Faça um movimento de rosca (uma torsão suave) com as duas mãos, iniciando pelo ombro e descendo até o pulso do bebê.

9- Apoie a mão do bebê, com a palma virada para cima, em uma das suas mãos. Use o seu polegar da outra para massagear a mãozinha dele, partindo do pulso e chegando até a ponta dos dedinhos. 

10- Deslize sua mão espalmada e com os dedos unidos por toda a mãozinha do bebê. 

11- Aperte delicadamente os dedinhos do bebê, um a um, começando pelo polegar. 

12- Faça um movimento com as suas mãos em concha, da base das costelas até o começo dos genitais dele. Essa técnica é ótima para aliviar as dores da cólica. Se as dores forem muito fortes, intensifique o movimento. 

13- Segure as perninhas para o alto e, com o ante-braço, continue massageando a região abdominal. Repita o mesmo movimento com as mãos. 

14- Faça um círculo com as suas mãos, como se fosse um bracelete. Com uma delas, segure o tornozelo do bebê. Enquanto isso, a outra mão vem de encontro àquela que está segurando o tornozelo, partindo da virilha. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as, dando continuidade ao movimento, como no passo 7. 

15- Apoie o pé do bebê em uma das suas mãos. Com a outra, deslize o polegar, massageando a sola do pezinho. 

16- Deslize sua mão espalmada e com os dedos unidos por todo o pé do bebê, tanto a sola como o peito. 

17- Aperte delicadamente os dedinhos do pé do bebê, um a um, começando pelo polegar. 


Veja como fazer a Shantala:





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