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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Trompas Obstruídas: O que é e como tratar?


Motivo de infertilidade, cerca de 35% dos casos, as trompas obstruídas e aderências tubárias, podem dificultar ou mesmo impedir o encontro de óvulo e espermatozoide anulando as chances de gravidez.  A obstrução nas trompas é um problema que pode ocorrer em apenas uma trompa ou nas duas. Contudo, muitas mulheres desconhecem que esse diagnóstico nem sempre é definitivo, ou seja, pode-se tentar a desobstrução. 

Entendendo a função das trompas



As trompas são duas estruturas finas e delicadas situadas na região superior do útero, tem como função receber o óvulo liberado durante a ovulação e permitir o seu encontro com os espermatozoides, pois é nas trompas que a fecundação acontece, após a fecundação devem fazer com que o embrião recém-fecundado seja nutrido e role em direção a cavidade uterina. 

A estrutura do espermatozoide permite que ele se mova dentro da trompa, pois ele tem a cauda, um "rabinho" que se move de um lado para o outro rapidamente, responsável pelo movimento do espermatozoide no interior da trompa. Já o óvulo, depende dos cílios existentes no interior da trompa, para se movimentar. Esses cílios se movimentam em direção ao útero, carregando o óvulo. Se o óvulo fecundado descer rápido demais para o útero, se dará um aborto, se ele se move muito lentamente, ocorrerá uma gravidez na trompa. Os cílios ditam o ritmo, permitindo o embrião chegar na hora certa, com um número de células exato, permitindo a sua implantação no útero. 


Óvulo sendo movimentado pelos cílios das trompas

Nas extremidades das trompas, existem as famosas fímbrias, que são como "mãozinhas" das trompas, que permitem que ela "segure" o ovário, no momento da ovulação, facilitando a captação do óvulo pela trompa. No caso das fímbrias aglutinadas, ou deformadas (fimose da trompa), a captação do óvulo estará dificultada. 




No caso das trompas estarem totalmente obstruídas, não há como o óvulo encontrar o espermatozoide e tão pouco chegar ao útero para implantação. 

Porque as trompas ficam obstruídas?


Uma das principais causa da obstrução tubária é a endometriose, pela formação de aderências, infecções pélvicas ocasionadas por micro-organismo, como clamídea ou pela laqueadura tubária, DIU (dispositivo intra-uterino) o DIU pode causar infecções que causam a obstrução, Fibromas ou miomas, Doença de Chron (infecção crônica na parede do intestino que pode causar sapingite - infecção nas trompas), Gravidez ectópica, Aborto, principalmente sem assistência médica, apendicite com rompimento do apêndice, pois pode causar infecção nas trompas e cirurgias ginecológicas ou abdominais.

As obstruções podem ser unilateral (em uma trompa) ou bilateral (nas duas trompas), parcial (quando a passagem não é totalmente fechada) ou total (quando não há nenhuma passagem).

Outro problema observado com a obstrução das trompas é a perda da capacidade da extremidade tubária de se voltar para o ovário e "abraçá-lo", não podendo assim receber o óvulo por este liberado. O que se vê muitas vezes são trompas fixas e distantes dos ovários, direcionadas para um sentido oposto ao que eles se encontram. As alterações podem ser leves e responsáveis por uma demora maior para engravidar. Mas, frequentemente, as lesões são severas e impedem completamente a ocorrência da gestação.


Quais os sintomas e como diagnosticar?


Infelizmente, a maioria das mulheres não apresenta qualquer sintoma além da dificuldade de engravidar quando há um problema de obstrução nas trompas. Raras são as mulheres que podem sentir alguma dor ou incômodo causado por trompas obstruídas, geralmente sentidos quando envolve algum processo infeccioso ou inflamatório.


Para diagnosticar o problema é feito o exame de Histerossalpingografia. Através desse exame, em que é injetado contraste por via vaginal, pode-se perceber se o mesmo preenche toda a cavidade uterina até subir pelas trompas. 



A Histerossalpingografia também permite diagnosticar anomalias uterinas, pólipos e miomas que possam a dificultar engravidar. Conheça mais sobre esse exame aqui.

Outra maneira de diagnosticar a obstrução das trompas é através de laparoscopia, que é um procedimento em que o médico consegue ver as trompas através de um pequeno corte que é feito na barriga, identificando a presença de obstrução ou outros problemas.

Problemas com os cílios no interior tubário


interior da trompa, com aderência frouxa, já sem os cílios


Algumas vezes, mesmo com as trompas desobstruídas há um problema para engravidar, isso ocorre quando um germe "ataca" a trompa, destruindo os cílios sem obstruir as trompas. Com isso, o movimento do óvulo até o útero não ocorre, impedindo a gravidez. A destruição dos cílios no interior da trompa só pode ser confirmado através da retirada da mesma para realizar um exame histopatológico. Nesse caso, o método de Hidrotubação é a indicação de tratamento. 

Existe tratamento para desobstrução das trompas?


De acordo com o tipo de obstrução das trompas e da idade da mulher, diferentes tratamentos podem ser indicados para tratar a infertilidade, inclusive a cirurgia.

No entanto, quando a obstrução não pode ser resolvida por meio de cirurgia ou a mulher prefere usar outras alternativas para engravidar, pode optar por:

Tratamento com hormônios: utilizado quando apenas uma trompa é obstruída, pois estimula a ovulação e aumenta as chances de gravidez através da trompa saudável.

Fertilização in vitro: usada quando os outros tratamentos não funcionaram, pois o embrião é formado em laboratório e depois implantado no útero da mulher. Veja mais detalhes sobre o procedimento de Fertilização in vitro.

Tratamentos com ervas naturais:  existem muitos relatos de mulheres que conseguiram remover aderências  através de métodos naturais. Dong Quai, raiz de gengibre, raiz de paeonia e Hawthorn são as ervas mais indicadas para limpeza das trompas de Falópio.

Massagem da fertilidade: usada para soltar aderências e ajudar no combate de inflamações. Deve ser feita 1 vez ao dia, a partir do 1º dia da menstruação até o 14º dia do ciclo ou até o dia da ovulação. (Aprenda a fazer a massagem da fertilidade aqui!)

Deite-se de forma confortável e dobre os joelhos. Com as mãos úmidas com óleo faça movimentos circulares ao redor do umbigo de forma que toda a área abdominal seja massageada. Repita o movimento por no mínimo 30 vezes.

Tratamento com óleo de Rícino: use compressas umedecidas com óleo de Rícino sobre o ventre por cerca de 45 a 60 minutos. Cubra a compressa com filme plástico para não suja e aqueça o local com uma cinta térmica ou uma garrafa de água quente. Para não se queimar proteja o local com uma toalha por baixo da cinta. O tratamento deve ser feito do 1º dia da menstruação até a ovulação.

Método de Hidrotubação: é um tratamento de ação química que através de uma enzima que irá "corroer" o tecido que obstrui, a cortisona que irá diminuir as células inflamatórias, e permitir a ação das células regenerativas da membrana basal na regeneração dos cílios, e um antibiótico potente, que evita a infecção da trompa pelo método. 

Vale à pena operar as trompas?


Após a cirurgia, a trompa frequentemente volta a ficar permeável, mas não consegue ter o mesmo desempenho (normalidade anatômica e funcional) que apresentava antes. Por este motivo, muitas vezes a repermeabilização das trompas ocorre, mas a gestação não. Existe também a possibilidade de ocorrer, em um curto intervalo, nova obstrução, desta vez por fibrose (cicatrização) e um risco maior de gestação ectópica (tubária).


Veja a desobstrução das trompas:



No passado, quando as taxas de sucesso com a fertilização in vitro (FIV) eram bem mais baixas, muitas vezes optava-se pela cirurgia. Hoje em dia, com melhores resultados através da FIV, cada vez menos se realiza a cirurgia tubária. Esta ainda encontra seu espaço nos casos em que a mulher é bem jovem e o casal não tem recursos para custear a FIV. Importante salientar que após a realização da cirurgia faz-se necessário aguardar vários meses ou, até mesmo, alguns poucos anos para verificar se a gravidez ocorre ou não. O surgimento de uma gestação é única prova efetiva de que o tratamento cirúrgico de desobstrução das trompas realmente foi efetivo.

Apenas um médico especialista em fertilidade poderá indicar o melhor tratamento em caso de obstrução das trompas, contudo, se ainda não tiver o diagnóstico, pode optar pelos tratamentos naturais com ervas e massagem para ajudar no processo. Converse com seu médico para avaliar como está a saúde de suas trompas. Até a próxima!







segunda-feira, 27 de março de 2017

Alimentos e a Fertilidade


Sabemos que o corpo é uma máquina incrível. Absorvendo os elementos necessários para sua manutenção, retira da alimentação as substâncias vitais para a sobrevivência: respiração, circulação sanguínea, eliminação de resíduos, e assim por diante. O desequilíbrio nessas substâncias, seja pela ausência ou excesso, ocasiona desequilíbrio no funcionamento do corpo. Assim, manter um bom hábito alimentar é importante, principalmente para quem deseja engravidar. 

Qual a relação entre a alimentação e a fertilidade?


A reprodução, assim como outras funções vitais do organismo, depende das vitaminas, minerais e outros nutrientes que fornecemos através da alimentação. Por exemplo, zinco é a única substância encontrada em grande quantidade no esperma. Cientistas descobriram uma forte conexão entre vitamina B6 e o equilíbrio entre o estrógeno e a progesterona, essenciais para que as mulheres possam engravidar.

Dieta saudável para engravidar


É muito comum a indicação de uma boa dieta alimentar para aumentar as chances de engravidar, mas você conhece a influência de cada vitamina ou nutriente na fertilidade? 

Vitamina B6 - A deficiência de vitamina B6 pode causar desequilíbrio hormonal, síndrome pré-menstrual, acne pré-menstrual e depressão. Tanto as mulheres que sofrem de síndrome pré-menstrual como as que tomam pílulas
anticoncepcionais têm níveis baixos de vitamina B6 em seus organismos.
Uma dieta com alimentos ricos em vitamina B6 devolve o equilíbrio entre os hormônios e promove o retorno da fertilidade.
Alimentos fontes de vitamina B6: Carnes de aves, peixes, rim, fígado,
ovos, grãos de soja, aveia, produtos com trigo integral, amendoim e nozes.
Vitamina E - Estudos têm mostrado que a vitamina E pode melhorar a motilidade dos espermatozoides.
O uso da vitamina E pode ser indicado também para prevenir o aborto, desenvolvendo uma parede do útero mais forte e uma placenta mais saudável.
Alimentos fontes de vitamina E: alimentos crus, com sucos de frutas e vegetais,  germe de trigo, grãos integrais e noz crua. Também recomenda-se ingerir uma colher de chá de óleo de germe de trigo, três vezes ao dia.

Zico - Além de contribuir para a fertilidade da mulher, especialmente se combinado com vitamina B6, a adição de zinco na alimentação, melhora a contagem e a motilidade dos espermatozoides. 
Alimentos fontes de Zinco: as melhores fontes são as ostras, carne bovina, fígado de galinha, carne de peru escura, feijões, germe de trigo e leveduras.

Vitamina C - Assim como o zinco, a vitamina C melhora a contagem e motilidade espermática. Na mulher, atua protegendo a função ovariana e o desenvolvimento dos óvulos. 
Alimentos fontes de vitamina C: encontrado em frutas cítricas como laranja, limão, goiaba, kiwi, acerola, morango, tomate e folhosos, como brócolis, couve-flor e pimentão.
Bioflavonoides - são substâncias parecidas com vitaminas, encontradas na parte clara de frutos com casca, no brócolis, na batata, no repolho e no pimentão verde. Esses nutrientes estão envolvidos na formação de veias sanguíneas saudáveis, importante para preparar o útero para implantação do embrião. Por tonificar e aumentar a resistência das paredes dos vasos capilares, os bioflavonoides fortalecem a mulher contra o aborto.



Vitamina A - A deficiência de vitamina A pode levar a degeneração e queda do número de espermatozoides. Mas cuidado! O excesso dessa vitamina pode ser tóxico. Por isso, o melhor é garantir o acesso a essa vitamina através da ingestão de beta-caroteno. 
Alimentos fontes de beta-caroteno: cenoura, mamão, abóbora, batata-doce, aspargos, ervilhas, brócolis, espinafre e couve-flor. Outra excelente fonte é o óleo de fígado de bacalhau.

Dicas para uma Dieta Saudável


  • Reduzir a ingestão de açúcar e carboidratos refinados, como doces, biscoitos, bolos, chocolates, geleias, sorvetes e bebidas doces. São alimentos pobres em vitaminas e minerais.
  • Reduzir a ingestão de gordura animal.
  • Aumentar a quantidade de frutas e vegetais – cinco generosas porções por dia são consideradas desejáveis.
  • É muito importante ingerir uma razoável quantidade de fibras, incluindo grãos, frutas vegetais e cereais integrais.
  • Diminuir a quantidade de bebidas alcoólicas.
  • Manter um peso corpóreo adequado.
  • Beber água todos os dias.


Essas são algumas dicas para ajudar na conquista do positivo. Contudo, é importante não pensar que a simples ingestão dessas vitaminas irá fazer com que você engravide no ciclo seguinte. Vários são os fatores que contribuem com a fertilidade (Conheça mais a respeito) mas, quanto mais fatores temos a nosso favor, melhor! Uma alimentação saudável, equilibrada e nutritiva é uma boa forma de contribuir com a fertilidade do casal. Até a próxima!

Fonte: Fertilidade Natural









quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Medicamento para fertilidade


Faz pouco tempo que descobri um medicamento que auxilia na fertilidade e como esse é um dos principais interesses de toda tentante, resolvi pesquisar a respeito e hoje vou contar um pouco mais sobre Inositol ou Mio-inositol (Myo-inositol), que recebe alguns nomes comerciais como INOFOLIC, PREGNITUDE, OVUSITOL e no Brasil é conhecido como FertiSop. 

Qual a função do mio-inositol?


Mio-inositol é um composto fisiológico que pertence ao complexo vitamínico B. Ele pode ser sintetizado pelo corpo humano e também esta presente numa grande variedade de alimentos como cereais com alto conteúdo de fibras, nozes, carnes, frutas e vegetais. É considerado um mensageiro secundário de regulação de muitos hormônios, tais como: TSH, FSH e insulina. O mio-inositol no organismo é responsável por regular a captação de glicose e sinalização de FSH. Estudos mostram que a presença de níveis elevados de enzimas mio-inositol no fluido folicular é considerado um marcador de boa qualidade dos óvulos.

Como esse medicamento ajuda na fertilidade?


Trata-se de uma substância que é mediadora de vários processos celulares, com efeitos positivos no metabolismo das mulheres. Como resultado, melhora as desordens metabólicas e hormonais, regula o ciclo menstrual e, por isso, também melhora a fertilidade. Este medicamento é indicado principalmente a mulheres com a síndrome dos ovários policísticos (Conheça mais sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos).

Ação no organismo


Recentes estudos têm demonstrado que a qualidade dos óvulos e dos embriões depende não só da formação genética e cromossômica, mas também do ambiente onde os óvulos se desenvolvem (fluido folicular que envolve os oócitos antes da ovulação). Muitas vezes, esse ambiente pode ter variações importantes. O INOSITOL faz parte deste ambiente e dados da literatura médica demonstram que a presença de altos níveis de MIO-INOSITOL no fluido folicular está relacionada com boa qualidade dos óvulos e sua suplementação nos tratamentos melhoram a divisão celular e os resultados de gravidez.
Mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) costumam ter deficiência da enzima que produz o inositol no corpo. Assim, neste grupo de mulheres, a suplementação de mio-inositol apresenta os melhores resultados, tanto na regulação do ciclo menstrual (normalmente alterado nas mulheres com SOP) como na fertilidade.


Mio-inositol no organismo


O mio-inositol provoca a diminuição de hormônios como LH, androgênios, glicemia e HOMA IR (indica se o corpo apresenta algum nível de resistência à insulina), e aumenta a sensibilidade à insulina, melhora a atividade ovariana, diminui a quantidade necessária do FSH (Hormônio Folículo Estimulante) na estimulação ovariana e melhora a qualidade e a quantidade dos óvulos coletados, além de proporcionar maior taxa de gravidez e menor incidência de abortos.


Mio-inositol nos tratamentos de fertilização


Se utilizado durante o tratamento de fertilização (Conheça mais sobre FIV - Fertilização in Vitro) ajuda a restaurar a função ovariana induzindo a ovulação. Segundo alguns especialista, trata de um medicamento que é 100% seguro em caso de ocorrência de gravidez. Também ajuda a reduzir as chances de hiperestimulação ovariana. Outros benefícios são a redução da quantidade de FSH necessária para estimulação ovariana e também a reduz o número de dias de estimulação. Além de melhorar a qualidade dos óvulos e embriões.

Mio-inositol para quem tem SOP


A Síndrome de Ovário Policístico é uma desordem hormonal e metabólico que está associada à disfunção ovariana e à irregularidade menstrual, causas comuns de infertilidade. A hiperinsulinemia (excesso de hormônio insulina na corrente sanguínea), consequência da resistência insulínica, contribui para o desenvolvimento de hiperandrogenismo (excesso de andrógenos como a testosterona), típico marcador da SOP.



No ovário de mulheres portadoras da SOP, ocorre um aumento da atividade da enzima epimérase, o que leva a uma diminuição de mio-inositol. Este desequilíbrio pode ser a causa de má qualidade dos oócitos e do prejuízo na sinalização de FSH.

Os benefícios para quem tem síndrome dos ovários policísticos é a redução da resistência insulínica (grande problema de quem sobre com SOP), redução de hiperandrogenismo (excesso de hormônios masculinos), restaurando o equilíbrio hormonal e o equilíbrio metabólico. Auxilia também na redução do hirsutismo (excesso de pelos) e acne.

Onde encontrar o medicamento?



Embora este medicamento não esteja disponível nas drogarias brasileiras, ele poderá ser manipulado em farmácias de manipulação com receituário médico ou comprado pela internet proveniente de outros países. 

Nos Estados Unidos é vendido como Mio–Inositol e pode ser associado em separado com o ácido fólico.

Os nomes comerciais mais conhecidos são INOFOLIC, PREGNITUDE, OVUSITOL e no Brasil é encontrado com o nome FertiSop. Em pesquisas nas drogarias onlines encontra-se entre 77 e 200 reais, dependendo da região. 

Tratamento natural


É possível encontrar Inositol naturalmente na alimentação. Vários tipos de alimentos como fígado, lecitina (principalmente de soja), trigo integral, germe de trigo, levedura de cerveja, amendoim, batata doce, repolho, melão e laranja contém essa substância, contudo, deve-se dar preferência aos alimentos que não foram industrializados, já que o processo destrói essa substância.

Fonte de pesquisa: Site IPGO e outros artigos da internet.





segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Resistência à insulina atrapalha engravidar



Quem tem a Síndrome dos Ovários Policísticos provavelmente já ouviu falar que o aumento dos níveis de insulina causado pela SOP dificulta a ovulação e faz com que o organismo produza hormônios masculinos. Isso ocorre devido à resistência à insulina que é um sintoma da SOP. Para entender como isso interfere na vida da pré-mãe e principalmente, nas tentativas de engravidar, montamos esse post. Conheça melhor o que é e como tratar esse problema.


O que é a insulina?


A insulina é um hormônio produzido naturalmente pelo seu pâncreas. Ela ajuda a mobilizar o açúcar no sangue, ou a glicose, em suas células. Como o corpo utiliza o açúcar no sangue como combustível, fica fácil entendermos porque a insulina é um hormônio tão importante.

Sem a quantidade certa de insulina, o açúcar que está no sangue não pode entrar em suas células. Neste caso, ela permanece em sua corrente sanguínea. Quando os níveis de açúcar no sangue estão muito altos, ocorre o que chamamos de hiperglicemia.

A hiperglicemia pode levar a sinais e sintomas de diabetes, como perda de peso, sentir muita sede ou fome, ou a necessidade de ir ao banheiro com mais frequência. Se estiver sentindo estes sintomas procure um médico tão cedo quanto possível.

O que a insulina faz no nosso corpo?


A insulina tem várias e amplas ações no corpo como por exemplo:

Com aumento do açúcar no sangue, causado pela alimentação, nosso corpo começa a produzir e secretar insulina. Por sua vez o fígado responde a este excesso de açúcar no sangue convertendo em glicogênio. Glicogênio é uma fonte de energia que pode ser convertida de novo em glicose, quando necessário. O glicogênio é armazenado no fígado e nas células musculares.
A insulina também evita a utilização de gordura como fonte de energia. Na ausência de insulina ou em condições em que a insulina é baixa a glicose não é absorvida pelas células do corpo, e o corpo começa a usar a gordura como fonte de energia. É por isso que algumas pessoas treinam em jejum para emagrecer. 
A insulina controla também outros sistemas do corpo e regula a absorção de aminoácido pelas células do corpo. Tem vários efeitos anabólicos em todo o corpo também.

O que é Resistência à insulina?



A resistência insulínica é uma situação onde há um desequilíbrio entre a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas e o funcionamento desta quantidade de insulina. Para simplificar, em uma pessoa sem resistência insulínica, é como se uma molécula de insulina tivesse a capacidade de colocar uma molécula de glicose dentro da célula, porém, na pessoa com resistência, fosse necessário duas ou mais moléculas de insulina para realizar o mesmo trabalho. No organismo, a conta não é bem esta, mas a perda de funcionamento de insulina ocorre de forma bem semelhante quando esta resistência aparece.


Quais as causas?


A principal causa da resistência insulínica é o ganho de peso. Com o ganho de peso e o aumento do tecido adiposo, há maior necessidade do pâncreas produzir insulina e, com isso, o ciclo da resistência insulínica se inicia. Quanto mais insulina é produzida, mais as células tendem a se proteger do excesso dela, e mais aumenta a resistência insulínica. Em determinado momento o pâncreas não consegue produzir mais insulina, e é neste ponto que os níveis de açúcar no sangue começam a ficar elevados e o diabetes tipo 2 surge.

Outras condições como gestação, síndrome metabólica, hipertensão arterial, colesterol elevado, síndrome do ovário policístico, esteato-hepatite não alcoólica (esteatose hepática, mais conhecida como gordura no fígado) também podem levar à resistência insulínica ou serem consequência dela.


Quais os sintomas?


Geralmente a resistência insulínica é assintomática, porém se está associada com outras causas, pode vir a ter sintomas.

Se está associada com ovário policístico, a resistência insulínica pode se apresentar como a Síndrome Hair-na, que é caracterizada por:

  • Aumento de pelos pelo corpo
  • Acne e oleosidade na pele
  • Escurecimento da pele em regiões de dobras de braço, axilas e pescoço, chamado de acantose nigricans.

A acantose nigricans não é um achado restrito da síndrome Hair-an, ela pode ser vista em casos de resistência insulínica sem associação com ovário policístico.



Outro achado bastante comum é a presença de pequenas protuberâncias de pele, chamadas de acrocórdons, vistas mais comumente em axilas e na região posterior do pescoço. Elas são frequentemente confundidas com pequenas verrugas, mas na verdade são pequeninas estruturas formadas por crescimento da pele em excesso, ocasionadas pela resistência insulínica.




Como diagnosticar?


A resistência insulínica é geralmente identificada nos exames laboratoriais de rotina, e também nos casos em que há suspeita clínica. Nos pacientes que estão com sobrepeso e obesidade, ou que apresentam alterações de colesterol, pressão alta e nos casos de gestantes com alterações de glicemia, a resistência insulínica deve ser sempre pesquisada.

Os exames de sangue são os principais aliados no diagnóstico da resistência insulínica. A dosagem de glicose de jejum, insulina de jejum e o cálculo do marcador chamado de HOMA-IR fazem com que o diagnóstico seja relativamente simples.

O HOMA-IR consiste em uma fórmula padronizada que calcula o nível de resistência insulínica de uma pessoa a partir dos valores de glicemia, insulina e uma constante.

Um outro teste bastante usado é o teste oral de tolerância à glicose, que vai nos mostrar a resposta do pâncreas em produzir insulina a partir da sobrecarga com glicose. Nele a pessoa recebe uma quantidade predeterminada de glicose e são dosados os níveis de glicemia, e se necessário de insulina em tempos predeterminados após a ingestão da glicose.

Como fazer o tratamento?


O tratamento começa com mudanças no estilo de vida. A primeira delas é a troca dos alimentos de alto índice glicêmico por alimentos de baixo índice glicêmico. Ou seja trocar alimentos que fornecem açúcar rapidamente para a corrente sanguínea, como os pães brancos, batatas e açúcar refinado, por alimentos que a fornecem mais lentamente, como o pão integral, arroz integral, vegetais como brócolis ou cenoura, entre outros.

Além da troca de alimentos, deve-se evitar o ganho de peso ou, se necessário, buscar manter o peso dentro do índice de massa corporal adequado, que é entre 18,5 e 25 kg/m2.

A prática de atividades físicas é essencial para o controle da resistência insulínica. As células musculares são grandes utilizadoras da glicose no sangue, e quando fazemos exercícios estas células absorvem a glicose muitas vezes, até sem precisar de insulina. Quando o músculo fica em repouso, ele precisa de uma quantidade menor de glicose e passa a depender da insulina para absorvê-la. Com menos atividade física, gera-se um ciclo vicioso que vai fazer com que a célula muscular precise cada vez mais de insulina.

Em alguns casos, há possibilidade do uso de medicamentos para melhorar o funcionamento da glicose no organismo e também para o controle do peso. A avaliação médica será fundamental para definir qual o tratamento mais adequado caso a caso.

Melhorando a sensibilidade à insulina:

Use e abuse da Canela



A canela é uma ótima opção para temperar muitos alimentos. A boa notícia é que a canela pode aumentar a sensibilidade à insulina e manter níveis mais baixos de glucose no sangue.

Você pode adicionar a canela nos alimentos de muitas maneiras diferentes. Você pode adicionar na sua aveia, no seu shake de proteína, no café, enfim, use a criatividade.

Torne o exercício físico parte do seu estilo de vida



Estudos apontam que o exercício físico provoca uma redução da glicose no sangue e também dos níveis de insulina após dias da prática de atividade física.


Coma carboidratos de baixo índice glicêmico



Para quem não conhece ainda o termo, o índice glicêmico é uma medida para o impacto de um determinado alimento sobre a glicemia. Alimentos com alto índice glicêmico provocam um rápido aumento da glicose no sangue fazendo com que seu corpo libere rapidamente grandes quantidades de insulina.

Se você costuma comer muitos alimentos com alto índice glicêmico, você está liberando altas cargas de insulina no corpo fazendo com que seu corpo se torne insensível aos efeitos da insulina ao longo do tempo – o que significa mais e mais insulina é necessária para alcançar um resultado similar.

Comer uma dieta de baixo índice glicêmico pode melhorar a captação de glicose e aumentar a sua sensibilidade à insulina, é o que diz um estudo publicado na Europe PubMed Central.

Garanta o ômega 3 na sua alimentação



Os ácidos graxos essenciais não podem ser fabricados pelo corpo, por isso eles precisam ser ingeridos através de sua dieta.

O ômega 3 tem efeitos na inflamação, nos hormônios, no humor, no metabolismo, no comportamento e em muitos outros fatores. Uma dieta suplementada com ácidos graxos ômega 3 melhora a sensibilidade à insulina e reduz os níveis de triglicerídeos.

Alimentos como salmão, atum, semente de linhaça, nozes e ovos são ótimas opções para incluir na alimentação. 

Beba chá verde



Chá verde é uma opção excelente para melhorar sua sensibilidade a insulina.

Semelhante ao exercício, o chá verde reduz significativamente a absorção de glicose pelo tecido adiposo, e estimula significativamente a captação de glicose no músculo.

Evite gordura trans



As gorduras trans usadas ​​para aumentar a vida útil de produtos na prateleira e também para mudar a consistência de gorduras insaturadas tornando-as mais saturadas.

As gorduras trans causam ganho de gordura abdominal – mesmo quando o alimento é baixo em calorias, e estão associados com a resistência à insulina.

Consuma vitamina E



A vitamina E é um antioxidante solúvel em gordura que elimina os radicais livres. Pessoas que têm baixas concentrações de vitamina E no sangue têm um maior risco de resistência à insulina.

A suplementação de vitamina E aumenta a disponibilidade de glicose e melhora a ação da insulina. A boa notícia é que você não tem que tomar suplementos para a obtenção de vitamina E. Você pode obtê-lo comendo alimentos integrais, como nozes e sementes.

Limite o consumo de frutose



A maioria das pessoas conhece a frutose como sendo o "açúcar da fruta". A grande verdade é que a fruta contém quantidades variáveis ​​de frutose.

No entanto, também é ingerida frutose a partir de fontes de alimentos processados ​​que contenham xarope de milho com alto teor de frutose, e também a partir do próprio açúcar. O açúcar é feito de frutose e glicose, e é uma fonte importante de consumo de frutose.

A frutose é metabolizada pelo fígado. Expondo o fígado em grandes quantidades de frutose leva a uma rápida estimulação de lipogênese (formação de gordura) e de acumulação de triglicerídeos, o que por sua vez contribui para a reduzida sensibilidade à insulina.

Não vá largar de mão as frutas da sua dieta. Pequenas quantidades de frutose são benéficas, e pode diminuir o índice glicêmico da sua refeição.

Evite alimentos processados, e você deverá estar salvo dos efeitos negativos da frutose.

Evite Fast Food




Nem precisa dizer que o consumo de fast-food é fortemente associado com o ganho de peso e resistência à insulina, ou seja, o fast-food aumenta o risco de obesidade e diabetes tipo 2.

Praticamente todo Fast food é rico em gorduras trans e carboidratos com alto índice glicêmico – ambos os quais reduzem a sensibilidade à insulina através de diferentes métodos. 

Aumente a ingestão de fibras



Segundo estudo publicado no American Diabetes Association, aumentar a ingestão de fibra alimentar insolúvel durante 3 dias já pode melhorar significativamente todo o corpo com relação a sensibilidade à insulina.

Ingestão de fibras também possui uma relação inversamente proporcional com o risco de desenvolvimento da resistência à insulina e diabetes tipo II, é o que aponta o estudo publicado no American Medical Association .

Em outras palavras, quanto maior a ingestão de fibras, melhor sensibilidade à insulina menor o risco de diabetes você terá. E para quem luta a muito tempo contra a SOP, nada melhor que aumentar as chances de conquistar o positivo! Até a próxima!

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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Doação de Óvulos


O avanço da medicina hoje traz muitas possibilidades de tratamentos para quem deseja engravidar. Os tratamentos de fertilização costumam ser caros e nem todos tem condições de arcar com tudo, mas existem algumas opções mais baratas, em relação aos tratamentos convencionais, que podem ajudar a realizar o grande sonho de ser mãe. Uma dessas opções é a Doação de Óvulos. Além da questão financeira, vários são os motivos que podem levar a mulher a recorrer à doação de óvulos como fatores genéticos que impedem engravidar, falência ovariana ou mesmo a idade da mulher.


Do que trata a doação de óvulos?


A ovodoação ou doação de óvulos ocorre quando uma mulher cede seu óvulo para que ele seja fecundado e transplantado para o útero de outra mulher. 


Como funciona a doação de óvulos?


No Brasil, a lei estipula que essa doação seja anônima, dessa forma a doadora não saberá a identidade da receptora e vice-versa. A doação é ética e legal desde que não haja fins comerciais e a mãe dessa criança será considerada a mulher que o carregou no seu ventre, e não a que forneceu o óvulo. 

Caso a mulher que deu a luz à criança seja uma barriga solidária, o filho é considerado do beneficiado pelo procedimento, ou seja, do casal para quem a mulher cedeu o útero.

A doadora será estimulada para um ciclo de FIV (Fertilização in Vitro), do qual resultará a coleta de vários óvulos, dos quais metade (doação compartilhada) será doado para uma outra mulher que não tem mais capacidade de produzi-los – esta é a receptora.

A receptora terá que ter seu útero preparado com hormônios (estradiol e progesterona) antes de receber o(s) embrião(ões), e os mesmos terão que ser mantidos até o terceiro mês de gestação, quando a placenta passa a ser a responsável pela manutenção da mesma. Após o terceiro mês, a gestação evolui normalmente, sem a necessidade de suporte hormonal. O pré-natal é igual ao de uma gravidez concebida naturalmente e a mãe poderá amamentar sem nenhuma diferença de uma gravidez espontânea.


Como é feita a doação de óvulos?


Como no Brasil não existe um banco de óvulos para doação, é necessário que haja uma seleção da doadora. A doação é feita voluntariamente por mulheres que queiram ajudar outras mulheres a realizar o sonho de engravidar. Costumam ser candidatas jovens que fazem a coleta dos óvulos ao mesmo tempo em que a receptora prepara o útero para receber o embrião.


Doadoras e Receptoras


O ciclo de doação de óvulos é realizado pela técnica de Fertilização in vitro na qual os gametas femininos (óvulos) de uma mulher (doadora) são doados a outra (receptora) para que sejam fertilizados. 


No mesmo dia em que os óvulos da doadora são aspirados, o homem (seja doador ou parceiro da paciente em tratamento) faz a coleta dos espermatozoides, para que no mesmo dia eles sejam fecundados em laboratório. O procedimento pode reproduzir a situação no útero, colocando na mesma cultura um óvulo e alguns espermatozoides, ou eles podem ser injetados diretamente no óvulo, pelo método de injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), dependendo da qualidade dos gametas masculinos. (Como avaliar a fertilidade com o Espermograma?)

A doadora será estimulada com hormônios, que podem ser via oral ou injetáveis, que vão aumentar a produção de óvulos naquele mês. Após a coleta, pelo processo da doação compartilhada, metade dos óvulos serão fertilizados com os espermatozoides do marido da doadora e a outra metade com os espermatozoides do marido da receptora.

Vinte e quatro horas após a fertilização sabe-se quantos embriões se formaram, estes permanecem no laboratório por 2 a 5 dias e após serem selecionados serão colocados no útero através de um cateter por via vaginal. Não há necessidade de sedação.


Desta forma, o(s) embrião(ões) transferido(s) para o útero da receptora, será(ao) formado(os) pelo espermatozoide do próprio marido e o óvulo de uma doadora. A receptora recebe dois únicos hormônios (estrogênio e progesterona) para o preparo do endométrio a fim de receber os embriões, pois não existe indução de ovulação. A taxa de sucesso de gravidez é a mesma da paciente doadora que tem idade ao redor de 30 anos (50%).


Quem pode ou não doar


O ideal é que a doação seja feita por mulheres com menos de 35 anos, pois seus óvulos são mais novos e apresentam menores chances de terem problemas na estrutura genética causados por uma divisão celular ruim. É importante também que a doadora não tenha nenhuma doença genética hereditária. Além disso, ela também não deve ter nenhum problema de saúde que possa ser agravados pela estimulação ovariana, como cânceres dependentes de hormônio. Não deve apresentar doenças infectocontagiosas e deve possuir tipo sanguíneo e físico compatível com a receptora. Além disso, o potencial ovariano também é considerado.

Muitas vezes essa opção é oferecida para mulheres que já estão em tratamento de reprodução assistida com seus próprios óvulos, mas de repente não têm mais como pagar o tratamento. Em troca, o casal ou a mulher que vai receber a doação paga metade do tratamento da doadora. Essa é a chamada doação compartilhada.

IMPORTANTE:

Os critérios aceitos para definir quem pode ser doadora de óvulos são variáveis de acordo com a resolução vigente do CFM (Conselho Federal de Medicina) na época do procedimento.


Quais os riscos da doação de óvulos


As doadoras devem ser informadas sobre os riscos de hiperestimulação ovariana bem como sobre outras possíveis complicações da fertilização in vitro como a gestação múltipla, sangramento, infecção e anestesia.

Para a receptora, os riscos são os mesmos de uma fertilização in vitro. Como o embrião é fecundado fora do útero e depois transferido de volta, existe uma pequena chance de que ele se desenvolva fora do útero, a chamada gravidez ectópica, que pode colocar a vida da mulher em risco. Para reduzir as chances desse tipo de gestação, o embrião normalmente é colocado a 1 centímetro do fundo do útero. 

No Brasil, não há necessidade de se contratar um advogado para acompanhar o tratamento, a não ser, em alguns casos específicos, como por exemplo, barriga de aluguel (corretamente chamado de útero de substituição).

As receptoras devem saber que, apesar das doadoras serem mulheres com idade de chances mínimas para malformações cromossômicas, esta possibilidade não pode ser excluída.


Como se preparar para a doação de óvulos?


Se preparar para a doação de óvulos nem sempre é muito fácil, principalmente para a mãe que pode sentir-se confusa em gerar um filho vindo do gameta de outra mulher. Nesses casos, um acompanhamento psicológico do casal pode ajudar a resolver questões como a espera para engravidar (que pode justificar não poder usar seus próprios óvulos) ou mesmo o adiamento da gravidez devido a outros fatores.

O tempo para tomar a decisão de optar pela doação de óvulos pode levar semanas ou mesmo meses e o fato da mulher poder vivenciar toda a gestação contribui para a aceitação do tratamento. Também é possível escolher as características da doadora como cor dos olhos, cabelo e pele, fazendo que seja mais parecido com as suas próprias.

Uma forma de ajudar na decisão da doação de óvulos é levantar junto ao médico algumas questões como:
  • Quantos tratamentos com doação de óvulos é feito pela clínica por mês e qual a taxa de sucesso?
  • Como são selecionas as doadoras e quantas ficam disponíveis para tratamento imediato? Existe um tempo de espera para encontrar uma doadora?
  • Como funciona o pagamento do tratamento?
  • Uma doadora pode doar para mais de uma receptora para reduzir os custos do tratamento?
  • O que ocorre caso a doadora não tenha óvulos suficientes? Haverá diferença nos custos do tratamento?
  • A receptora deve ter uma idade máxima para tratamento ou um estado civil específico?


Onde buscar tratamento?


Normalmente esse tipo de tratamento é oferecido por clínicas e hospitais especialistas em reprodução humana. O SUS (Sistema Único de Saúde) também oferece o tratamento em alguns hospitais universitários.


Deve-se ter bem esclarecido que a doação de óvulos além de ser uma opção de tratamento com melhor custo financeiro é um ato de amor e que não se pode ter ilusões de como seria conhecer um filho gerado pelo óvulo doado. Legalmente e eticamente, a mulher deve saber que é uma ação totalmente altruísta que a destitui de qualquer vínculo com a criança. É importante tirar todas as dúvidas mas que ao optar pelo tratamento estará contribuindo não apenas para sua felicidade mas também para a felicidade de uma outra família. Até a próxima!

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