Mostrando postagens com marcador implantação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador implantação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Como a gelatina ajuda na implantação do embrião?



Muitas são as etapas que antecedem a gravidez. Trata-se de um evento onde um pequeno fator afeta todo o processo. A ovulação costuma ser o momento de mais atenção nas tentativas, mas tão importante quanto está a implantação do embrião. Sabemos que há muitos meios de ajudar na ovulação como chás, alimentos, vitaminas e até medicamentos indutores de ovulação, mas e para a implantação do embrião? Existe alguma coisa que possamos fazer para ajudar nessa etapa? Sim, vamos saber mais a respeito da implantação e conhecer algumas dicas para ajudar nesse processo.


O desafio da implantação do embrião


A implantação embrionária humana não é bem compreendida, bem como muitas desordens relacionadas com a implantação. A implantação do embrião é apontada como responsável por grande parte do insucesso de técnicas avançadas de reprodução, como a fertilização in vitro. Dados apontam que cerca de 75% dos abortos acontecem nesta fase, quando a mulher nem mesmo sabe que está grávida. São chamadas gravidez química, conheça mais a respeito neste post

Atenção ao endométrio


É no endométrio que acontece a implantação do embrião. É um tecido rico em vasos sanguíneos e glândulas, que se alteram durante o período fértil para propiciar condições adequadas  para implantação,  nutrição do embrião após a fecundação, e durante os estágios iniciais da gestação. O endométrio é responsável pela nutrição do óvulo fecundado, até que a placenta se forme e passe a transportar nutrientes e oxigênio da mãe para o bebê.


Alguns tratamentos, como é o caso dos indutores de ovulaçãopodem fazer com que o endométrio fique fino, impossibilitando a boa implantação do embrião. (Entenda como isso acontece aqui.) O endométrio deve ter pelo menos 7mm para que o blastócito, o óvulo fecundado, consiga se fixar, na famosa nidação. Esse espessamento endometrial é possível com os hormônios que são secretados ao longo do ciclo, sendo o estrogênio fundamental para a formação inicial. A progesteronaapós a ovulação na chamada fase lúteacompleta a caminha para receber o bebezinho em formação. A única forma de saber a resposta endometrial é por meio de ultrassons seriados, que acompanham o ciclo. 


Como ajudar na implantação do embrião?


Algumas dicas podem ajudar o corpo no momento da implantação embrionária. Como o processo de implantação costuma acontecer entre 4 a 10 dias após a fecundação, deve-se seguir as dicas após esse período. Caso fique confusa com essas datas, o melhor é utilizar as dicas após a ovulação. 

Gelatina - por conter colágeno, ela contribui no fortalecimento do endométrio, além de ser um elemento importante para os órgãos. A gelatina sem sabor, em pó ou folhas, tem maior concentração, mas as coloridas e saborosas de caixinha também possuem. Existem ainda a gelatina hidrolisada que é mais concentrada e pode ser adicionada a sucos ou leite.

Clara de ovo - por ser forte fonte de proteínas, ajuda o organismo durante a fase lútea. Algumas pessoas consomem a albumina em pó, que é bastante concentrada. A albumina em pó pode ser comprada em casas de produtos naturais ou para suplementos usados por atletas. Caso não tenha problemas com colesterol, pode optar pelo consumo do ovo inteiro.


Abacaxi - é um dos truques mais conhecidos pelas mulheres que desejam engravidar. Ele ajuda na vascularização sanguínea do endométrio. Isso ocorre devido a enzima bromelina, que atua com anticoagulante natural. 

Bebidas isotônicas - são soluções com concentração de moléculas semelhante aos fluidos do nosso corpo. São aliados na implantação porque ajudam a manter o corpo hidratado e a repor sais minerais naturalmente pelo corpo. São bebidas isotônicas o soro caseiro, água de coco, e outros isotônicos industrializados como Gatorade, SportDrink, Marathon, SportFluid, SportAde.

Ômega 3 - estimula a circulação e aumenta o fluxo sanguíneo no endométrio, além de ser um regulador hormonal natural.

Physalis - Alguns estudos mostram que ingredientes da fruta exótica ajuda transplantados a não rejeitarem os órgãos. O mesmo conceito vem sendo usados por tentantes que passam por técnicas de reprodução, pois o organismo pode interpretar o embrião como um invasor. A fruta, portanto, atua regulando a imunidade do organismo. O ideal é consumir de 3 a 6 por dia.

Outras dicas de fertilidade, bem como alimentos que ajudam a engravidar podem ser vistas neste post aqui. Até a próxima!

Leia também:

Ciclo Menstrual Curto





segunda-feira, 15 de maio de 2017

Descobrir o sexo do bebê - Método Ramzi



Depois de anunciar a gravidez, a pergunta que os pais mais escutam é se é menino ou menina. Felizmente, hoje em dia, há muitas formas de confirmar o sexo do bebê logo nos primeiros meses de gestação. No mercado há kits em que usa-se a urina (a partir 10 semanas de gestação), como nos testes de gravidez, para saber o sexo ou pode-se optar por fazer o exame de Sexagem Fetal (a partir de 8 semanas de gestação), neste caso, a percentagem de acerto é mais de 99,9% dos casos. 


Recentemente ganhou destaque o método que utiliza a ultrassom para determinar o sexo do bebê, é o Método Ramzi. A vantagem desse método é que pode-se saber o sexo do bebê a partir da 6ª semana gestacional.


O que é Método Ramzi?


Um estudo feito pelo médico canadense Saad Ramzi Ismail (publicado em 2007) analisou 5.376 gestações ao longo de um período de dez anos. Através desse estudo, identificou-se que os embriões de meninos, em 97,2% dos casos, tendem a ficar do lado direito do útero e os de meninas tendem a se localizar à esquerda, o que aconteceu em 97,5% dos casos estudados. Em uma pequena percentagem de casos, o saco gestacional foi localizado no centro. O médico supõe que isso se deve à polaridade dos óvulos (todos os seres vivos possuem uma carga elétrica e, ao que parece, ela é diferente de um sexo para outro).

O Método Ramzi é confiável?


Mesmo não sendo 100% comprovado, o percentual de 97% de acerto é muito bom para já ir preparando o enxoval. Contudo, algumas coisas devem ser consideradas. É importante observar o lado em que o saco gestacional está localizado. O tipo de ultrassom e a colocação do aparelho pode alterar a imagem e acabar confundindo o resultado. Então o melhor é perguntar para médico durante o exame em qual lado está. Observe as imagens abaixo e veja que há alterações na imagem quanto ao lado esquerdo e direito por causa do aparelho de ultrassom.


(Esquerdo= Menina | Direito = Menino).


Imagem espelhada inverteu os lados esquerdo e direito
Imagem espelhada inverteu os lados direito e esquerdo


Placenta a direita indicando menino

Placenta a esquerda indicando menina


Localizando a placenta


Normalmente, é preciso perguntar ao profissional que realiza o ultrassom em qual lado está posicionada placenta. É muito difícil alguém que não tenha conhecimento técnico localizar o saco gestacional.

Mas, se você descobriu o Método Ramzi somente depois de passar pelo exame, pode tentar identificar buscando a área mais clara ou brilhante do ultrassom. Geralmente, ela faz um formato de U ou C em volta do saco gestacional.




Lembre-se que o ultrassom pode estar espelhado e dar errado. Para evitar isso, é importante identificar corretamente se o ultrassom está realmente mostrando o lado certo.

Caso queira conhecer com mais detalhes sobre o método Ramzi, neste link pode ler (em inglês) o artigo a respeito. E então? Quem já usou o método e deu certo? Deixe seu comentário a respeito.

Até a próxima!


Leia também:






sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A Placenta - Conhecendo mais!


Durante a gravidez, muitas são as preocupações das futuras mamães. São diversos exames que são feitos para tentar garantir que a gestação se desenvolva normalmente. O ultrassom é uma ferramenta fundamental no acompanhamento do desenvolvimento do bebê. Através desse exame pode-se obter várias informações de como anda a saúde do bebê. Uma dessas informações é a respeito da placenta, que indicará quais cuidados são essenciais para a mãe e o bebê, bem como também poderá indicar qual o tipo de parto é mais indicado. Conheça um pouco mais a respeito desse órgão fascinante!

O que é a placenta?


A placenta é um órgão vascular que une o feto à parede do útero materno, permitindo a passagem de materiais nutritivos e oxigênio para o sangue fetal e a eliminação de dióxido de carbono e resíduos nitrogenados. Trata-se então de órgão que só existe durante a gestação e tem a importante missão de cuidar do bebê, já que entre as suas diversas funções estão:

  • Fornecer nutrientes e oxigênio ao bebê;
  • Produção de hormônios;
  • Proteção imunológica do bebê;
  • Proteção do bebê contra impactos na barriga da mãe;
  • Eliminar os resíduos que o bebê produz, como a urina.


Como a placenta é formada?


A placenta é uma das primeiras estruturas a se formarem com tecidos do útero e do feto. O crescimento inicial da placenta é rápido e no primeiro trimestre de gestação ela é maior que o bebê. Por volta das 16 semanas de gestação, a placenta e o bebê têm o mesmo tamanho, e no final da gravidez o bebê já está cerca de 6 vezes mais pesado que a placenta.

Após a realização de um parto normal, a placenta sai espontaneamente depois de 4 ou 5 contrações uterinas, que são bem menos dolorosas que as contrações que acontecem durante a saída do bebê.

A importância da localização da placenta



A localização da placenta é determinada pelo local onde o embrião se fixará após a fecundação no momento da nidação. A fixação geralmente ocorre na região mais alta do útero, logo abaixo da saída da trompa onde ocorreu a fecundação. No entanto, ela pode se fixar em outras regiões do útero e ocasionar preocupações com a gravidez. É o caso, por exemplo, da placenta que se implanta muito baixa ou, mais grave ainda, quando se fixa em torno do orifício de saída do útero. A complicação mais perigosa à mãe e seu bebê é o risco de sangramentos que podem ocorrer durante a gestação.

Classificação de acordo com a implantação


FúndicaEsta é a região mais alta do útero, próxima aos orifícios de saída das trompas de Falópio ou tubas uterinas. É através destes condutos que o ovo chega ao útero e se implanta para iniciar o desenvolvimento do saco gestacional. É o local mais comum e mais seguro para o desenvolvimento da placenta.



Prévia completa simétricaO nome se deve à posição da placenta, que obstrui o canal cervical completamente, com seu volume distribuído maneira uniforme.



Prévia completa assimétricaNesta situação, a placenta obstrui o canal cervical completamente, mas de maneira não uniforme. Observe que, no exemplo, a placenta está situada na porção posterior do útero. 


Em úteros que sofreram cesária anterior, se a placenta se implantar sobre a área da cicatriz, poderão ocorrer problemas. A placenta poderá se infiltrar através da cicatriz cirúrgica e invadir o miométrio, chegando até a penetrar órgãos adjacentes como a bexiga. Este fenômeno é chamado de acretismo placentário e implica em cuidados especiais como acompanhamento pré-natal intensivo e parto com assistência mais complexa.

Prévia parcialNesta situação, a placenta obstrui apenas parcialmente o canal cervical.


Prévia marginalEste é o nome dado à placenta cujo limite inferior se encontra próximo ao orifício cervical, sem obstruí-lo, porém. Pode ser chamada de implantação baixa simplesmente.



O posicionamento inadequado da placenta provoca sangramentos, afetando a oxigenação do bebê, colocando-o em perigo.

A gestação de toda mamãe deve ser levada com cuidados até os seus momentos finais. A placenta prévia é caracterizada por um sangramento vaginal indolor geralmente nas últimas 12 semanas de gestação, mas pode acontecer antes. A hemorragia representa risco de vida tanto para a mãe quanto para o bebê, mas é raro que ocorra morte. Se o sangramento não puder ser contido, ou se a mulher entrar em trabalho de parto prematuro, o bebê terá de nascer por cesariana, mesmo que ainda faltem várias semanas para a data prevista para o parto.


Algumas alterações que podem afetar a placenta além da placenta prévia são: Descolamento da Placenta, Placenta Acreta, Placenta Calcificada ou Envelhecida, Trombose Placentária e também a Rotura uterina. Conheça um pouco mais sobre essas alterações:

Descolamento da placenta


O descolamento prematuro da placenta é a separação antecipada de parte ou da totalidade da placenta da parede do útero, onde deveria se encontrar implantada até o nascimento do feto. Esse descolamento é mais comum no terceiro trimestre da gestação, embora possa ocorrer a qualquer momento, depois da vigésima semana de gravidez. Dependendo do grau do descolamento, o suprimento de oxigênio e de nutrientes para o bebê pode ser muito prejudicado e até mesmo cessar, ao tempo em que pode ocorrer um sangramento perigoso para o feto e para a gestante. 

Placenta acreta


Acretismo placentário é quando a placenta se fixa profundamente na parede uterina, ultrapassando o limite normal de fixação. Ela pode ser classificada em acreta (quando está inserida profundamente na decídua – camada interna do útero), increta (quando chega a musculatura uterina) ou percreta (quando ultrapassa a musculatura uterina podendo invadir até órgãos adjacentes, como a bexiga). 

Na placenta acreta, a placenta fica presa à parede uterina, resistindo para sair na hora do parto. Esse problema pode causar hemorragias com necessidade de transfusão de sangue e, nos casos mais graves, remoção total do útero e risco de vida para a mãe.

Placenta calcificada ou envelhecida


A placenta recebe uma classificação de acordo com seu grau de amadurecimento ou calcificação. Conforme a gravidez avança, ela vai ficando mais "dura" (calcificada), mas esse é um processo normal. 

O grau de calcificação vai de 0 a 3 (normalmente escrito em números romanos, I, II ou III). A maior parte (70%) das gestações não chegará ao grau III placentário. 

Mas uma placenta de grau III em gestação menor que 34 semanas alerta o obstetra para a possibilidade de o bebê começar a crescer num ritmo menor dentro do útero, e é possível que ele indique repouso e orientações de alimentação para tentar melhorar o crescimento fetal. 

Além disso, o obstetra pode preferir fazer ultrassonografias mais frequentes, para acompanhar o desenvolvimento do bebê. Em geral, a mulher não apresenta sintomas e esse problema é identificado pelo médico nas ultrassonografias de rotina.

Trombose placentária


A trombose na placenta ocorre quando o sangue coagula em alguma veia ou artéria da placenta e o oxigênio e os nutrientes não chegam em quantidades suficientes ao feto, podendo provocar mal formações do feto, nascimento antes do tempo e até aborto.


Geralmente, a trombose na placenta ocorre em grávidas que apresentam o sangue mais grosso do que o normal, e por isso, é recomendado fazer um exame de coagulação do sangue para avaliar o risco de desenvolver trombose na placenta durante a gravidez.

Apesar de essa complicação poder causar abortos, ela também pode não causar problemas à gravidez e passar despercebida. 

Rotura uterina


É o rompimento da musculatura uterina durante a gravidez ou o parto, podendo causar parto prematuro e morte materna ou fetal. A rotura uterina é uma complicação rara, tratada com cirurgia durante o parto, e seus sintomas são dor intensa, sangramento vaginal e diminuição dos batimentos cardíacos do feto.

A rotura uterina é um processo lento e progressivo, que inicialmente apresenta-se assintomática. Ocorre em úteros predispostos pelo enfraquecimento da parede por cicatriz prévia de cesariana, miomectomia e outras cirurgias uterinas. Pode ser espontânea ou secundária a traumas.

Como prevenir problemas com a placenta?



O bom acompanhamento médico é o melhor método para identificar qualquer problema no desenvolvimento da gravidez. É necessário manter as rotinas de exames em cada etapa da gestação, seguindo à risca todas as recomendações de controle da saúde. Além, é claro, de adotar um estilo de vida mais saudável, sem fumar ou ingerir qualquer droga, com uma alimentação equilibrada e exercícios regulares. 

É importante estar atenta aos sinais que podem indicar alguma complicação, ainda que seja apenas intuição materna. E em casos de sangramento vaginal ou dor uterina intensa, deve-se procurar o médico. Até a próxima!

Leia também:






terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Nidação: entendendo um pouco mais

ovulo-utero
Nidação do embrião

Quando estamos a espera da chegada da menstruação, costumamos ficar pensando no que acontece com nosso corpo e quais sintomas podem indicar que enfim o positivo está a caminho. Muitas pré-mães tem dúvidas a respeito de como ocorre e o que é a nidação. Já li muitos depoimentos contando que nunca tiveram essa tal de nidação, mesmo algumas grávidas costumam fazer essa afirmação.

Na verdade, toda mulher grávida ou que já tenha tido uma gravidez teve a nidação. O que muitas não tiveram é um sintoma característico, mas nem sempre observável, do sangramento de nidação.

A palavra nidação tem origem no latim nidus, que significa "ninho”. Então o processo de nidação nada mais é que o embrião fazendo seu ninho no útero. Lugar onde ele ficará fixado e protegido (desejo de toda mãe) até o fim da gestação.

Entendendo o processo


Após a fecundação do óvulo nas trompas de Falópio ocorre uma movimentação do mesmo até o útero. Durante esse processo é que vão ocorrendo as divisões celulares que serão futuramente tecidos e órgãos do bebê. Trata-se de um período onde o ovo fica mais vulnerável, pois o corpo da mãe pode considerar o mesmo um agente nocivo, dessa forma tentará eliminá-lo.

nidacao
Caminho do óvulo da fecundação até o útero

Geralmente, a cada 3 óvulos fecundados que percorrem este caminho, somente 1 consegue chegar ao útero para a nidação. Vencida essa etapa ao chegar lá, o embrião "se afunda" no endométrio (parede que reveste o útero) fixando-se no mesmo.

O sistema da mãe faz uma verificação natural a fim de preservar apenas o embrião mais viável. Dessa forma, durante o processo que o embrião encaminha-se até o útero, o organismo confere se existe alguma má formação celular, e em caso positivo, interrompe o processo para que haja expulsão natural do ovo, é o caso da gravidez anembrionária.

O endométrio necessita estar apto a receber o embrião de forma segura. Se a parede do útero estiver fina demais, o embrião não conseguirá se fixar e poderá ocorrer o abortamento do mesmo. Assim sendo, um endométrio viável terá cerca de 7mm a 15mm e será constituído de 3 camadas.

slide_6
Nidação detalhada

Processo de Nidação


Dias após a fecundação, o ovo, com as células ainda em multiplicação, faz sua descida ao útero e começa a procurar um lugar para se fixar. Nessa altura, um hormônio ovariano, a progesterona, já terá preparado o endométrio para alimentar o ovo, mediante suprimento adicional de glicogênio e outras substâncias nutritivas. Sem isso, dificilmente o embrião "vinga". Acontece às vezes de o óvulo fecundado acomodar-se na mucosa da trompa, e não na do útero. Ou mesmo, em casos raríssimos, em alças intestinais e outras mucosas. São casos patológicos (gravidez ectópica), em geral muito graves, por ameaçarem a vida da mãe. 

Normalmente, dentro do útero, o ovo se transforma numa bolha sólida cheia de liquido. Por dentro desse globo, num dos pólos, aglomera-se um tipo especial de células, numa protuberância interna do tamanho de uma cabeça de fósforo. O ovo agora se chama blastocisto (blasto = que vai gerar algo; cisto = cavidade). Mais tarde, a parede do blastocisto, chamada trofoblasto, irá dar origem à placenta. 

A massa polar de células dará origem ao embrião. Quando o blastocisto finalmente faz contato com o endométrio, as células do trofoblasto atacam vigorosamente as células endometriais e as vão destruindo. Os elementos constituintes das células do endométrio servem para alimentar o blastocisto nesse estágio, que ataca tudo vorazmente, inclusive microscópicos vasos capilares da região. E o sangue da mãe começa a alimentar o filho. O rompimento dos vasos, devido ao processo de nidação, forma lagunas de sangue que alimentam o blastocisto. O endométrio começa a transformar-se, num processo que se irradia circularmente do ponto em que o trofoblasto ataca, em geral a região mais alta do útero, mas nem sempre.
Em torno do sétimo ao décimo dia após a fecundação o blastocisto fixa-se ao endométrio (momento culminante da nidação) e, finalmente, entra em contato com a mãe. Após a fixação do blastocisto, começa a formar-se o embrião, que toma esse nome três semanas depois.

O endométrio na nidação


O endométrio recobre o blastocisto e forma em torno dele uma cápsula de tecido modificado. A modificação do endométrio chama-se reação decidual, porque o tecido endometrial se transforma em decídua ("que desce", ou cai), a ser expulsa no parto. A cápsula vai crescendo, dentro do útero, com o embrião dentro dela. É importante notar, portanto, que o embrião não se desenvolve dentro da cavidade normal do útero, mas dentro de uma cápsula hermética que, ao crescer, acaba por ocupar toda a cavidade uterina e dilatá-la. A razão disso é a necessidade de proteger o embrião ou feto contra qualquer contato direto com o exterior. Isso não aconteceria se o processo decorresse dentro da cavidade normal, que se comunica com a vagina através do canal do colo do útero.
O endométrio transforma-se em três tipos de decídua: a parietal que é a que continua a revestir internamente o útero nas partes ainda não atingidas pela cápsula onde se aloja o embrião; a decídua capsular, que envolve a cápsula; e a decídua basal (de base), que fica por baixo dela. O trofoblasto primitivo regride na decídua capsular e forma uma camada lisa por baixo dela, o cório careca. Junto à decídua basal, o trofoblasto se transforma em cório frondoso, de onde se originará a parte fetal da placenta. A decídua basal, par baixo do cório frondoso, dará origem à parte materna da placenta.
O âmnio é uma cavidade que existe primitivamente junto ao dorso do embrião, por baixo do trofoblasto. Ao crescer, acaba por envolver totalmente o embrião e, quando adere ao cório careca, que o reveste, forma a parede do saco córioamniótico, conhecido popularmente como bolsa d'água, que em geral se rompe na iminência do parto. A cápsula recoberta pela decídua parietal vai crescendo e ocupando uma porção cada vez maior da cavidade uterina, mas levará muitas semanas até ocupá-la totalmente.
Um aspecto importante de todo o processo de nidação é que o embrião está a salvo de contrações uterinas que poderiam resultar do ataque ao endométrio. O que o protege contra os movimentos, que poderiam expulsá-lo, é a ação da progesterona, secretada pelo corpo lúteo, a principio, e pela placenta depois. A progesterona inibe a contração das fibras musculares uterinas e contribui assim para maior segurança da gravidez.

Quanto tempo leva para ocorrer a nidação?


Não se pode determinar uma data certa para que haja a nidação. É um processo que irá varia de mulher para mulher, bem como o tempo em que houve a ovulação e a fecundação. Da fecundação até a nidação, leva-se cerca de 5 a 12 dias. Ou seja, essa viagem das trompas até o útero não é imediata. Algumas mulheres imaginam, equivocadamente, que ovulou num dia e no outro dia o embrião já estaria se fixando no útero, em média, o prazo para isso ocorrer é cerca de 7 dias. A implantação completa do embrião pode levar em torno de 13 dias. De modo geral, o processo todo levaria de 4 a 15 dias.

Somente após a nidação é que o corpo passa a produzir  HCG (Gonadotrofina Coriônica Humana), que é o hormônio que os exames de farmácia e de sangue (beta hCG) detectam para confirmar a gravidez. O nível de hCG no corpo da mãe aumenta diariamente, sendo que dobra de valor a cada 48h. Isso facilita para determinar o tempo de gestação com base na concentração do mesmo. Geralmente, seu valor passa a ser detectável no mesmo período em que haveria o ciclo menstrual.

Sintomas de nidação


Nem sempre é possível de observar que houve a nidação. Em algumas mulheres, esse processo passa despercebido. Contudo, em se tratando de pré-mãe, costumamos estar mais atentas às mudanças do nosso corpo, isso pode ajudar a identificar que há um bebê no forninho.

Sangramento: durante o processo de fixação do embrião ao útero, uma veia pode ser atingida, dessa forma, um pouco de sangue pode se apresentar, nos fazendo confundir com o período menstrual, já que ocorre em média no mesmo período em que deveria vir a menstruação. Algumas vezes, pode ocorrer esse pequeno sangramento uns dias antes do que seria normalmente o ciclo. Nem todas as mães verão esse sangramento, já que o processo pode ser silencioso, sem que haja qualquer indicação que esteja ocorrendo.

Algumas pessoas descrevem esse sangramento como sendo em quantidade pequena, outras de pequena a moderada, mas sempre menor fluxo que o normal. Pode ter coloração marrom clara ou café, mas há casos, em que se apresentou rosado ou mesmo uma gota vermelha, podendo ser aguado ou em meio ao muco cervical. Costuma ser rápido e durar até 3 dias.

alivio-da-colica-1Cólicas: esse é outro sintoma que nos faz duvidar de que o positivo tenha chegado. Nem sempre elas indicarão que houve ou está havendo nidação, principalmente por ser uma característica muito comum às vésperas do aparecimento da menstruação.  Ocorre devido a preparação do útero para o crescimento uterino, os músculos do útero se esticam para acomodar melhor o embrião.


remc3a9dio-caseiro-para-cc3b3licas-de-fc3adgadoPontadas e dor no baixo ventre: é uma leve dor na parte baixa do ventre, que podem ou não serem acompanhadas de pontadas ou fisgadas no útero. Costuma ser leve, mas pode se apresentar de forma mais forte. No geral, é uma dor suportável.




Quando posso fazer o teste de gravidez?


dificuldade-em-engravidarComo não há datas específicas para determinar a nidação, não há um período certo antes do atraso menstrual. Caso haja a suspeita de que houve nidação, deve-se esperar pelo menos uns 13 dias após o evento para que a presença de hCG seja detectável na urina ou no sangue.

Lembre-se que cada mulher tem suas particularidades, ainda que uma mulher tenha conseguido seu teste positivo mesmo antes do atraso, não significa que seu corpo reagirá igual. Da mesma forma, caso tenha suspeitado de nidação mas o teste não positivou e ainda continua com sintomas, aguarde uns dias para que, caso esteja grávida, o nível de hCG aumente no corpo.

O importante é não desanimar, mesmo que você ainda não tenha conseguido seu positivo. Lembre-se que muitas mulheres também estão aguardando a chegada da cegonha e que talvez a bendita esteja apenas procurando seu endereço. Não perca a fé... O seu bebê vai chegar. Até a próxima.