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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Bebê no 2º mês


Passado o medo inicial da chegada do bebê, a família já encontrou seu ritmo. Mamães e papais conseguem entender a linguagem do bebê e a vida, embora agitada, segue com mais confiança nas atividades diárias. Vamos conhecer um pouco de como se dá o desenvolvimento do bebê nessa fase. 


O sono do bebê



Com o passar do tempo as horas de sono vão encontrando seu ritmo. Em média nessa fase, o sono diário é de cerca de 14 a 17 horas. O bebê de 2 meses já consegue dormir por períodos mais longos à noite. 

A maioria dos bebês ainda requer uma ou mais mamadas durante a noite. Mas a boa notícia é que ele já deve estar dormindo por períodos maiores, assim como ficando acordado por mais tempo. 

Grande parte dos bebês de 2 meses dorme em ciclos de duas a quatro horas e permanece acordada por até dez. 


A mobilidade do bebê



A mobilidade do bebê vai aumentando lentamente à medida que as semanas passam. Aos 2 meses ele já experimenta abrir e fechar os dedos e tenta tocar com as mãos os objetos suspensos no berço. Seus movimentos parecem mais controlados. Percebe-se que o uso descoordenado de braços e pernas dos dias de recém-nascido deu lugar a movimentos mais serenos e arredondados. Essa aptidão vai se aprimorando até que consiga segurar o que quiser.


As competências motoras nessa fase são:

  • Gira a cabeça a 90 graus.
  • Reage ao som e à voz dos pais e gira a cabeça em direção do som.
  • É capaz de agarrar o dedo do adulto.
  • Quando colocado sobre a barriga, tenta levantar o queixo.
  • Agarra objetos que lhe são colocados na mão.


O sorriso intencional



Logo ao nascer o sorriso do bebê é um ato de reflexo, ocorrendo aleatoriamente. Aos 2 meses o bebê está na fase do sorriso real. É o momento em que os pais podem perceber que o sorriso vem de estímulos como ouvir a voz da mamãe ou do papai. Mesmo em dias difíceis, tudo será recompensado com lindos sorrisos sem dentes. 


As interações sociais



O bebê nessa fase pode sorrir e emitir sons para as pessoas quando falam com ele, mostrar sua alegria ao balançar pernas e braços. As interações podem se seguir de uma longa "conversa" que mesmo sem um tradutor, é recheada de muito amor e carinho. Ele também passa a aprender que um evento segue outro, vira-se em direção a um som, mas só conseguirá localizar sons que estiverem na frente dele. O bebê fixa e segue a vista na horizontal ou no rosto da mãe (esta é a primeira reação social) e pode começar a descobrir como fazer as coisas acontecerem.


Peso do bebê com 2 meses


Esta tabela indica o peso ideal do bebê para esta idade, no entanto, o peso pode variar ligeiramente, podendo o bebê ter mais ou menos peso:



Em média, os bebês nesta fase do desenvolvimento mantém um padrão de aumento de peso de 750 g por mês. Porém pode acontecer o peso estar bem acima dos valores aqui indicados, e nesse caso é possível que o bebê esteja com excesso de peso, sendo recomendado consultar o pediatra.


Brincadeiras aos 2 meses de idade


Nessa fase é importante haver muito estímulo nas interações com a criança. Além de aumentar o vínculo ela ajudam no desenvolvimento dele:

  • Pendurar objetos, figuras coloridas, móbiles no berço ou no local onde ele fique durante o dia, para que o bebê possa acompanhar seus movimentos.
  • Tornar o quarto do bebê claro, com gravuras coloridas e espelhos.
  • Olhar diretamente em seus olhos, a 30 cm da sua face, sorrir, fazer caretas ou imitar a sua expressão facial.
  • Cantar alegrar ou entreter o bebê.
  • Falar bastante e repetir os sons que ele faça.
  • Deitar o bebê de costas, cruzar seus braços sobre o peito e depois esticá-los para fora, para cima e para baixo.
  • Massagear a pele do bebê após o banho com uma música relaxante.
  • Agitar um chocalho próximo ao bebê, aguardar seu olhar e agradecer com um tom de voz suave e agudo.
  • Realizar passeios diários, de preferência logo pela manhã, por volta das 8h, ou no final da tarde, a partir das 17h. 


Como deve ser a alimentação?


Até os 6 meses de idade, o bebê deve, preferencialmente, se alimentar apenas de leite materno. (Entenda a importância do leite materno aqui!) Caso a mãe tenha dificuldade para amamentar, é recomendado que suplemente a alimentação com leite em pó próprio para a idade, de acordo com as indicações dadas pelo pediatra.

Bebês que tomam mamadeira tem mais chances de ter cólicas. Aqui você encontra dicas para aliviar as cólicas do bebês


Desenvolvimento do recém-nascido


Caso o bebê seja prematuro, provavelmente ele levará um pouco mais de tempo para fazer as mesmas coisas que os bebês que nasceram na data prevista. Por esse motivo, os pediatras costumam dar aos prematuros duas idades: a cronológica (guiada pelo aniversário) e a corrigida (calculada como se ele tivesse nascido no dia em que a gestação completaria 40 semanas).

Você deve comparar seu bebê com a idade corrigida, e não com a cronológica. E não se preocupe, a maioria dos médicos avalia o desenvolvimento do prematuro contando a partir da data que era prevista para o nascimento, e acompanha todo seu progresso levando isso em conta. 


Como saber se o desenvolvimento do bebê é normal?


É importante lembrar que cada criança se desenvolve no seu próprio tempo e conquista vitórias em épocas diferentes. Os pontos mencionados aqui no post são apenas direcionamentos aproximados. Se você tem alguma dúvida sobre o desenvolvimento do seu filho, consulte um médico. Até a próxima!

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Como acabar com as cólicas no bebê


Nada mais angustiante para uma mãe que ouvir seu bebê chorando. Os primeiros três meses são de aprendizagem. A mãe passa a perceber se o choro é por fome, por sono ou simplesmente porque o bebê está com saudade da mamãe. Quando não há motivos para o choro do bebê, ele já comeu, está sequinho e devia estar dormindo mas não para de chorar, é hora de avaliar se ele não está sofrendo com as cólicas. 

O que causa as cólicas no bebê?


Nos primeiros meses é muito comum que o bebê tenha cólicas, porque o sistema digestivo ainda não está pronto, os movimentos peristálticos (que empurram o alimento através do tubo) ainda são desordenados. As cólicas também são causadas devido a formação de gases - eles surgem porque, quando o bebê mama, acaba engolindo ar ou por causa da fermentação, mais acentuada ainda na digestão do leite de vaca. 

Como saber se é cólica?


Um bebê com menos que 5 meses, chora mais que três horas seguidas mais que três vezes por semana, e isso já dura ao menos três semanas, há boas chances de ser cólica. 

A cólica costuma aparecer por volta de duas a três semanas após o nascimento (no caso de crianças prematuras, de duas a três semanas após a data prevista para o parto). 

É normal que bebês chorem quando estão com fome, molhados, assustados ou cansados, mas crianças com cólica choram sem parar e nada consegue lhes dar conforto ou consolo. 

Os principais sintomas da cólica são:

  • Crises de choro intenso e difícil de acalmar
  • O bebê encolhe as perninhas e arqueia as costas para trás, estica-se e se espreme enquanto chora.
  • O bebê se "espreme" e se contorce, e parece ter alívio quando solta um pum ou quando consegue fazer cocô. 
  • Começar a chorar no meio de uma mamada.

As cólicas podem acontecer geralmente no final da tarde e fazem o abdome do bebê se contrair. Uma forma de evitar a tristeza de ver seu bebê sofrendo com as cólicas é preparar-se para cuidar delas com alguns métodos indicados por especialistas:


Dê preferência ao leite materno



Além de ser um ótimo calmante, restringir à dieta ao leite materno nos primeiros seis meses de vida ajudará nessa fase de amadurecimento do sistema digestivo e de cólicas mais fortes. Diferentemente da mamadeira, o bebê ao mamar no seio engole menos ar pois ao encaixar a boca no seio, cria-se uma maior vedação evitando a formação de gases. Além disso, o leite materno também fermenta menos no sistema digestivo do recém-nascido em comparação com o leite de vaca. (Como é produzido o leite materno)

Coloque o bebê para arrotar



É muito importante fazer com que a criança arrote para expelir o ar engolido durante a amamentação. Essa prática faz com que os gases, causadores das cólicas, saiam do estômago da criança e sejam eliminados. Isso ajuda a amenizar as dores, mas não deve ser tratado como regra. Caso a criança não arrote em mais de cinco minutos, a mãe pode deitá-la sem problemas. Para os pequenos que não mamam no peito, existem mamadeiras especialmente projetadas para evitar a cólica.

Banho morno



Para ajudar a acalmar o bebê o melhor é dar um banho morno, mais para quente, regulando a temperatura da água entre 36ºC e 37ºC. A temperatura amena relaxa o corpo todo, até o sistema digestivo, que passa a sofrer menos com os movimentos peristálticos irregulares. Esse recurso pode ser utilizado ainda que seja de madrugada pois evita as contrações dolorosas que não deixam o bebê dormir. Pode-se manter preparado os produtos para o banho, cuidando para que o ambiente esteja silencioso ou pode-se colocar uma música suave tocando baixinho, usando luz indireta. Faça com que seu bebê escute sua voz, seja através de uma conversa ou mesmo uma música de ninar.A percepção de uma atmosfera calma ao redor tranquiliza o bebê, e a água na temperatura do corpo proporciona uma sensação muito próxima à que a criança experimentava no útero.

Coloque o bebê na posição aviãozinho



Segure o bebê de bruços, apoiando seu braço embaixo da barriguinha dele. Quando deitado de bruços o bebê consegue expelir mais facilmente os gases que o incomodam e agravam a cólica. Os bebês adoram essa posição diferente do tradicional e o aquecimento na barriga ameniza a dor. Também vale deitar o bebê de bruços na cama ou no berço, sobre o peito do pai ou da mãe, sempre com o cuidado de deixar o rosto livre para respiração.


Lembre de aquecer levemente o quarto para que o bebê não senta frio. Tire sua blusa e a roupa dele, deixando-o apenas com a fralda. O contato pele com pele aconchega, enquanto o cheiro e a voz da mãe ou do pai transmitem calma e segurança. 


Estimule o funcionamento do intestino



Normalmente uma caminhada faz com que o intestino preso seja estimulado. Como o bebê não anda, esse estímulo pode ser feito através de movimentos feitos pela mãe. Basta flexionar as perninhas do bebê em direção ao peito, primeiro com as duas perninhas juntas, depois alternando as perninhas, movimentando-o como se ele estivesse pedalando uma bicicleta imaginária. O exercício manda embora os gases que provocam o desconforto.


Pode-se massagear o abdômen do bebê, que além de aquecer a região e aliviar a dor, favorece a movimentação intestinal, além da eliminação de gases e fezes. A massagem deve ser feita em movimentos circulares ao redor do umbigo no sentido do relógio. Utilizar técnicas de massagem como a Shantala previne as cólicas, além de aumentar o vínculo entre mãe e filho. 

Massagem Shantala ajuda a acalmar

Aqueça o abdômen



Bolsas de água quente e até o aquecimento com cobertores ou fraldas ajudam a aliviar a cólica, principalmente porque o bebê relaxa o corpo todo e acaba com a tensão também do tubo digestivo.





O calor favorece a vasodilatação, facilita o fluxo sanguíneo e relaxa a musculatura, diminuindo o desconforto abdominal. Deve-se apenas ter o cuidado de testar a temperatura do tecido ou da bolsa para não queimar a pele delicada do bebê. Use o lado de dentro do braço, que tem a pele mais fina, para saber se a temperatura não está muito alta.



Envolva o bebê 



Embrulhe o bebê como se fosse um pacotinho, envolvendo todo seu corpo. Ao embrulhar o corpo do bebê, a criança passa a sentir uma sensação de aconchego e segurança, diminuindo sua irritabilidade e a agitação. Aproveite para distrair o bebê com uma caminhada pela casa, segurando-o de bruços, com a barriguinha apoiada nas suas mãos - esse contato aquece o abdome e traz o conforto do toque.





Controle a alimentação



Embora não haja pesquisas conclusivas sobre a relação da dieta da mãe com as cólicas do bebê, convém a mãe observar e diminuir o consumo de alguns alimentos que podem estar relacionados com os episódios de cólicas do bebê. Normalmente, produtos industrializados podem dificultar a digestão, já que os mesmos contêm muitos conservantes, corantes e estabilizantes com os quais um intestino imaturo não consegue lidar, como é o caso do bebê. A mãe também deve evitar comidas com muitos condimentos ou muito temperadas. Alimentos como brócolis, couve-flor, repolho e cebola, apesar de serem ricos nutricionalmente, podem alterar o sabor do leite e causar desconforto e irritação ao bebê. Leite e derivados (queijos, iogurtes e até a manteiga) podem causar reações alérgicas no bebê, manifestadas de minutos a horas após a mamada, com sintomas como diarreia, irritações de pele, desconforto e gases. O chocolate, por conter cafeína e estimular a liberação de serotonina, também pode causar irritabilidade e aumentar os movimentos intestinais do bebê. Carnes vermelhas, por serem digeridas mais lentamente, podem ocasionar gases. E as leguminosas - feijões, grãos, favas e lentilhas, apesar de serem bastante nutritivas, podem ocasionar formação de gases.

Uso de medicação



Essa é a última medida a ser tomada e apenas com a recomendação do pediatra do bebê. Lembre-se que embora possa prometer alívio das cólicas, alguns remédios, ainda que naturais, contém componentes que a longo prazo podem prejudicar muito a saúde da criança. Um exemplo disso é a Funchicória, que além dos extratos de plantas, possui sacarina, um adoçante muito usado por adultos com diabetes e que pode ter efeitos graves nos bebês. A ação calmante da funchicória teria então relação com a sacarina, que estimula a liberação do neurotransmissor serotonina (gatilho natural de bem-estar). 

Existem também outros medicamentos que podem ser usados para reverter as cólicas nos bebês, como o uso de antigases, como a dimeticona. Mas administre esses medicamentos apenas com recomendação médica, evitando efeitos colaterais que podem prejudicar a saúde e o desenvolvimento do seu bebê.

Encha-se de paciência



Embora as cólicas e seu choro típico sejam comuns nesse fase, é importante que a mãe esteja preparada que isso pode durar horas e horas. Ao tentar acabar com o sofrimento do bebê, a mãe muitas vezes muitas vezes sofre muito mais, deixando o sentimento de tensão e impotência tomar conta. Infelizmente, isso torna-se um ciclo vicioso onde o bebê, supersensível, percebe a impaciência da mãe, fica inseguro e reage sentindo mais dor. A mãe segue com os cuidados e, sem sucesso, vai ficando mais tensa e impotente. Nesse momento é importante a mãe perceber isso antes de perder o controle da situação. 


O apoio da família torna-se um alívio para que a mãe possa tirar um tempo para se tranquilizar, sendo mais fácil voltar a cuidar do filho. Não pense que é uma má pessoa por perder um pouco da paciência, afinal ninguém gosta de ver alguém tão importante em nossa vida sofrendo, ainda mais um bebê. O sentimento de impotência então pode se manifestar em forma de raiva, impaciência ou mesmo tristeza. Ter conhecimento desses sentimentos e saber que eles são perfeitamente normais é uma forma de estar preparado para agir da melhor forma para você e o bebê. Até a próxima!






segunda-feira, 28 de março de 2016

Bebê no 1º mês


Começo informando que apesar do que possa parecer, o post não se propõe a descrever realmente o que acontece no primeiro mês do bebê. Na verdade pode ser tudo diferente do que aqui é descrito. Infelizmente, ou felizmente, a maternidade não conta com a ajuda de manual de instrução. Cada dia será uma aventura, ainda que leia muito a respeito, mesmo que sejam os melhores livros de psicologia. Esse texto poderá ajudar você mãe, a ter uma ideia do que esperar no primeiro mês do bebê ou não! 

Medos iniciais



Os primeiros dias do bebê serão os mais difíceis mas com o tempo a família toda irá se habituar a nova rotina. Aos poucos a mãe tem mais consciência de cada detalhe do seu filho e isso facilitará sua comunicação com ele. Cada choro passa a ser identificado mais facilmente e os medos iniciais que permeavam os pensamentos da mãe estão sendo dissipados, contudo, outros medos virão, mas ser mãe é isso mesmo!

Interesse por objetos



No primeiro mês, basta um movimento de qualquer objeto para chamar a atenção do bebê. Essa é a fase que o bebê demonstra interesse por objetos que lhe são apresentados, conseguem aprender a usar seus olhos para acompanhar seus movimentos e passam receber estímulos diferentes para manterem as pálpebras abertas, principalmente quando estes objetos são brilhantes. Quando concentrado, tende a mexer menos braços e pernas. 

Distinção de tons claros e escuros



Sabemos que os bebês nascem sem que a visão esteja completamente desenvolvida e com o passar do tempo eles passam a perceber melhor as nuances do ambiente em que vive. É nessa fase também que eles costumam aprender a focar diretamente nos olhos dos pais e sentem mais estimulados por objetos com tons contrastantes, por serem mais fáceis de visualizar.

Postura do bebê



A postura característica do bebê de um mês é com os membros flexionados, mãos fechadas e a cabeça oscilante, ou seja, tende a cair para trás quando pegamos no colo. Se o bebê é deitado de bruços, consegue ajeitar sua cabeça para poder respirar, tentando levantar o queixo. Quando segurado ao colo já consegue levantar a cabeça do ombro do adulto. 

Segurar o dedo 



Nesta idade os bebês têm um aperto forte, devido reflexo de “preensão palmar”, que é muito forte que o recém-nascido, muitas vezes, é capaz de aguentar seu próprio peso por suspensão por alguns segundos.

Este é um reflexo que se perde por volta dos três meses, quando começa a pegar no que lhe oferece.

Satisfação no banho



Aos poucos o berreiro que costumam acompanhar os banhos dão lugar a tranquilidade do bebê na hora do banho. Também já reagem ao desconforto, embora eu acredite que isso se dá desde o primeiro dia. 



Sono do bebê



O sono do bebê passa a ser mais constante, embora muitos bebês ainda durmam mais durante o dia, é comum que ainda acordem a noite para mamar ou por causa da fralda suja. Já estão mais habituados aos ruídos da casa e as vozes dos familiares mais próximos. (Aprenda a criar uma rotina do sono!) Uma forma de ajudar a relaxar o bebê e melhorar o sono é utilizando a técnica de massagem Shantala.



Sinais de desenvolvimento


É mais do que normal os pais se preocuparem com o bom desenvolvimento dos seus filhos. Uma forma de conferir o desenvolvimento da inteligência do bebê é observar alguns sinais, como:

  • O bebê agarra objetos colocados ao seu alcance, como o dedo por exemplo, que se colocado na palma da mão aberta do bebê, rapidamente ele fecha a mão agarrando o dedo.
  • O bebê se acalma com vozes suaves e conhecidas. Se a mãe canta para o filho quando ele está chorando, o bebê se tranquiliza e muitas vezes para de chorar.
  • bebê se esforça para apanhar o bico do seio para mamar e se o bebê está mamando e o bico sai da sua boca, rapidamente ele move a cabeça, com a boca aberta, para tentar abocanhar novamente. 

Apesar de tudo o que foi colocado aqui, pode ocorrer de que no primeiro mês seu bebê ainda não faça tudo o que foi descrito, isso não deve, a princípio, preocupar demais. Cada criança tem seu tempo de desenvolvimento e tentar comparar o desenvolvimento do seu filho com o de outras crianças só causará ansiedade e estresse, fazendo com que o mais importante, muitas vezes, seja deixado de lado, que é estar com seu filho e aproveitar cada instante com ele. A maternidade é uma linda aventura, com altos e baixos, mas que são feitos por momentos que jamais voltarão, então aproveite enquanto pode! Até a próxima.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Os primeiros dias do bebê


Normalmente escrevo sobre assuntos voltados para as pré-mães. Contudo, hoje resolvi fazer uma homenagem as minhas amigas que já passaram dessa fase e que hoje vivenciam as delícias desafiadoras da maternidade. Para isso eu busquei algumas dicas pela internet e mesmo para quem ainda é pré-mãe vale a pena dar uma lida nas dicas e já ir se preparando para essa linda jornada!

A chegada ao lar



Nada se compara a chegar novamente em sua casa mas agora acompanhada da pessoa mais importante da sua vida. Você vira um verdadeiro vulcão de sentimentos em plena atividade. Esse momento trás a alegria de realizar um sonho e também as dúvidas e medos do que acontecerá daqui para frente. Tudo perfeitamente normal nesse momento. Os pais, principalmente os de primeira viagem, podem sentir o peso de cuidar de um ser tão pequeno e que depende exclusivamente deles para viver. E não pense que isso só ocorre com quem vive essa aventura pela primeira vez, pois ainda que não seja o primeiro filho, assim como cada gestação é única, cada filho é único e com o tempo os pais perceberam as suas individualidades.
O importante nesse momento é deixar que o coração guie seus passos. O instinto maternal e paternal não engana. Ainda que ajuda de outras pessoas e as informações facilmente adquiridas ajudem nessa etapa, nada melhor que viver a conexão que já existe entre você e seu bebê. 

O ambiente do bebê


Quando se pensa em bebê recém-nascido, muitas vezes imaginamos um cenário ideal para o mesmo, mas ocorre que em muitos casos o cenário vira irreal. Antes da chegada do bebê, mesmo com a gravidez em curso, imagino que ninguém vivia andando nas pontas dos pés, criando um ambiente silencioso, falando baixinho, evitando ligar a televisão ou o rádio. Tudo isso acontece depois que o novo morador adentra o lar. Mas ocorre que ele deve ser ambientado de acordo com a vida da família. Aos poucos deverá se acostumar aos barulhos normais da casa. Claro que se você ama ouvir o som alto, talvez para compartilhar com a vizinhança seu belo gosto musical não fará isso ao lado do berço da criança, mas poderá ouvir suas músicas preferidas numa altura que seja condizente com os ouvidos da criança. 

Devemos ter em mente que as atividades cotidianas da família não deve ser alterada radicalmente pela chegada do bebê mas apenas adaptada para não prejudicar a saúde dele. 

Muitas vezes o silêncio é mais aflitivo para o recém-nascido do que ouvir barulhos, isso tudo pois ele está habituado com um ambiente barulhento. Isso mesmo! Ele passou meses ouvindo o coração da mamãe, o funcionamento dos outros órgãos, o fluxo de sangue percorrendo as veias e artérias. Então alguns sons farão com que ele se sinta em casa. Inclusive, alguns aplicativos de celulares foram criados para ajudar a acalmar o baby. Eles emitem sons que fazem com que a criança relembre o útero materno. Aplicativos como Som do Útero (Android) e MagicSleep ou Sleep Baby (iOS) podem ser baixados gratuitamente no celular.


Desenvolvimento do bebê


A preocupação com o crescimento do bebê vão acompanhar muitos pais por um longo período. Muitos deles não conseguem se livrar dessa preocupação a vida toda. Saber de alguns marcos que fazem parte do desenvolvimento do bebê pode ajudar a tranquilizar um pouco a mamãe e o papai. 

No início deve-se apoiar bem a cabeça do bebê pela nuca para que não fique virada de forma a forçar a coluna. Com o tempo o bebê conseguirá segurar um pouco a cabeça. Os músculos do pescoço vão ficando mais fortes e o bebê aos poucos conseguirá mante-la elevada por breves períodos. É no primeiro mês que o bebê passa a entender que os braços e pernas fazem parte dele. Fazer brincadeiras com as mãozinhas e os pezinhos ajudam a estimular essa descoberta. 


O instinto de sugar do bebê está bem ativo e por isso ele tende a usar esse artifício para se acalmar. Talvez seja a hora de discutir o uso ou não da chupeta para ajudar nesse processo. Muitas mães preferem manter o bebê no seio para acalmar mas isso pode ser inviável para a mãe que trabalha ou aquela que precise de um tempo para descansar. Lembre-se que apesar de ser muitas vezes atacada pelos especialistas, a chupeta pode ajudar nos momentos que você não pode estar perto. Caso não queira utilizar a chupeta, o bebê pode encontrar o dedo para chupar e isso pode ser bem mais complicado de corrigir com o passar do tempo. 

A amamentação do bebê


É muito lindo vermos nos filmes e comerciais de tv, a conexão entre mãe e filho durante as mamadas. Imaginamos que essa é uma coisa tão fácil e natural e muitas mães se frustam ao perceber que nem sempre isso ocorre na vida real. Pois fique tranquila caso as dificuldades de amamentar seu filho apareceram. Existem vídeos e sites com imagens que ajudam nesse processo. Poderá haver um incomodo no início e isso pode significar que a posição do bebê ou a pegada na mama não esteja correta. Não tenha vergonha de buscar ajuda de uma pessoa mais experiente no assunto. Com o tempo você e seu filho encontrarão um jeito de vocês de viverem esse momento. 


Claro que se informar sobre a amamentação ajuda mas, às vezes, ter em mãos alguns produtos facilitam muito pois amenizam as dores e rachaduras que são comuns no começo. Um deles é o bico de silicone pois protege o seio e facilita a pega do bebê. As conchas de amamentação também protegem os seios e até ajudam a forma o bico seio, além de armazenar o leite que sai entre uma mamada e outra. Beber muita água também ajudará na produção do leite, por isso, tenha por perto garrafinhas de água para matar a sede mesmo durante a mamada do bebê. Manter uma postura adequada e confortável durante a mamada é importante, assim sendo, uma boa almofada de amamentação é muito útil para evitar dores nas costas. 

Lembre-se de descansar enquanto o bebê dorme. Aproveite o intervalo entre as mamadas para repor as energias. Muitas mães ficam muito cansadas pois fazem outras atividades enquanto o bebê dorme. Não deixe de pedir ajudar da família para esses momentos. Você não precisa ser uma super mulher para cuidar da sua família e não será menos mulher por descansar nos primeiros momentos do bebê em casa. Caso não sinta sono aproveite para tomar um bom banho ou se alimentar tranquilamente. Cuidar de você é tão importante quanto cuidar do bebê.

Conversando com o bebê


O bebê reconhece a voz da mãe desde os primeiros dias. Mas será com o passar do tempo que conseguirá demonstrar isso. Conversar com ele e retribuir os gritinhos e risadas é uma forma de estimular o desenvolvimento do bebê. Canções também são uma ótima forma de estimular seu filho. Ouvir a voz da mãe e do pai deixa o bebê mais calmo, então mesmo que esteja longe tente manter uma "conversa" animada com o baby para que ele se sinta seguro.


É importante ajudar no desenvolvimento sensorial do bebê. Durante o dia, poderá usar diferentes estímulos sonoros para ajudar a manter seu bebê ativo. Com o tempo você conseguirá distinguir quais sons são mais agradáveis ao seu filho e o que deixa ele mais calmo. Além, claro, de quanto mais ele está ativo durante o dia, mais calmo ele estará a noite! Mas é importante respeitar o sono do bebê enquanto ele não se acostuma com o horário da casa. Esfregar os olhos e bocejar indicam que a criança quer dormir. Ainda que esteja fora de casa, deixe que a rotina seja incluída aos poucos na vida do seu filho. Com o tempo ele saberá que quando é dia e quando é noite e que não deve trocar um pelo outro para a felicidade do papai e da mamãe rsrsrs. Aprenda a criar uma rotina de sono do bebê.

Os olhos e a visão do bebê


Na primeira semana em casa, a visão do bebê é embaçada. Imagina se você cresceu num ambiente escuro, levará um tempo para se adaptar. Dessa forma, o bebê logo que chega em casa só enxerga a uma distância de 45 cm, ou seja, a distância que ele vê o rosto da mãe durante a amamentação. Esse é o momento em que ele começa a memorizar seus traços e aprende a reconhecer a voz que tantas vezes conversou com ele enquanto ele vivia no útero. 



Aproveite as mamadas para estreitar os laços com seu bebê. Converse com ele e ajude com que ele perceba seu amor nesses momentos. O papai também pode falar com o bebê mais de pertinho e aproveitar ao máximo o crescimento do afeto do seu filho. 

Não precisa exagerar nos estímulos visuais. Muitos pais enchem o quarto da criança com brinquedos mas a verdade é que eles muitas vezes se divertem mais com objetos do dia-a-dia e não precisa gastar muito para isso. 

Os outros moradores da casa



Como vimos, com o passar do tempo o bebê irá se adaptar a rotina da casa. E isso inclui conviver com os animais que por acaso façam parte da família. Não há necessidade de excluir seu animalzinho do convívio com o bebê, apenas observar com muito cuidado as questões higiênicas. Nos primeiros meses, quando a imunidade do bebê está se aprimorando, o melhor é evitar que o quarto seja frequentado pelo pet. E também apenas após esse período é que a criança poderá ter contato mais direto com o bichinho. 

Os pais devem também observar se a criança teve alguma reação alérgica no contato com o animal, nesse caso, procurar ajuda médica imediata. 

O cuidado deve ser também no contato com outras crianças ou membros da família, pois o sistema imunológico está é imaturo, de forma que cuidados como lavar as mãos antes de ter contato com a criança é importante. Da mesma forma, nada de pessoas doentes próximas ao bebê. 

No primeiro mês o passeio com a criança não é proibido mas deve ser feito com cautela, evitando lugares com muitas pessoas ou ambientes em que haja maior probabilidade de pegar uma gripe ou outra doença. 

A moleira do bebê


Essa é uma parte muito sensível da criança e costuma despertar muito receio dos pais quanto aos cuidados. A moleira ou fontanela é a parte molinha da cabeça do bebê. Ela fica no alto da cabeça, uma área muito sensível pois o crânio ainda não fechou completamente. Deve ser tocada com muito cuidado e pode pentear os cabelas nessa região normalmente apenas cuidando para não apertar. Também não se assuste ao ver a mesma pulsando pois isso pode ocorrer e é normal. Por volta do 15º mês ela se fecha totalmente.


Lidando com o choro 


Não é fácil lidar com o choro do bebê, principalmente pois costumamos a lidar com eles como reprovação aos nossos atos. Mas a verdade é que temos que exercitar a paciência (isso já se aprende durante a fase de tentante né? ou não?). No início da vida, a criança só sabe se comunicar através do choro. Geralmente, ele indica que a criança está com fome, desconfortável (com xixi, cocô ou frio/calor) ou insegura. 


Nada como a prática para saber lidar com todas as situações que vão aparecendo. Muitos profissionais irão dizer que se o bebê não tá sujo ou com fome, o melhor é deixar que se acalme sozinho. Eu não sei como irei agir quanto a isso. Mas no momento, o que imagino é que, da mesma forma que estou me acostumando ao bebê, ele também está se adaptando a essa nova fase. Como ele irá saber que um lugar silencioso (diferente do útero) é seguro? Até que isso ocorra sou a favor de que a mãe esteja disponível para mostrar ao bebê que está tudo bem. Com o tempo o bebê saberá lidar com as novidades e então não precisar usar o choro para alertar aos pais suas necessidades. 



Aproveite cada momento do bebê, deixe que seu coração diga qual a melhor atitude para sua relação familiar. O tempo passa e você estará mais feliz por não se cobrar demais quanto as necessidades do seu filho. Saberá que assim como ele está aprendendo como é o mundo, você está aprendendo como é seu filho. Evite comparar o desenvolvimento do seu filho com outras crianças. Apesar de haver marcos que determinam o crescimento infantil, cada criança é única e tem seu tempo para aprender. Use seu coração como arma para saber se há algo de errado acontecendo. Caso sinta necessidade, procure ajuda médica. Ainda que muitos digam que não há com que se preocupar, procure outras opiniões se ainda estiver preocupada. Não se cobre demais pois a relação entre vocês deve ser única sem que ninguém diga como deve ser. E se houver erros a serem cometidos isso tudo ocorre pois ninguém é perfeito.

Ainda não vivi nada do que escrevi aqui mas espero muito ansiosa por esse momento. E então? Esse texto fez algum sentido pra você? Tem outras dicas para as pré-mães e mamães? Deixe seu comentário a respeito. Até a próxima.

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