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segunda-feira, 14 de março de 2016

Útero Infantil e Gravidez



Cuidar do corpo e principalmente do sistema reprodutor é preocupação de toda mulher que está tentando engravidar. O útero é o primeiro berço que abriga o tão sonhado bebê. Ele deve ser bem desenvolvido para garantir que o embrião encontre as condições necessárias para seu crescimento, sendo a manutenção da gravidez uma das principais funções do útero. 

O que é útero infantil?


Na adolescência, a mulher passa a ter um aumento nos níveis de hormônios sexuais e eles são responsáveis por preparar o corpo para reproduzir. Algumas mulheres entretanto apresentam uma má formação congênita e mantém os padrões de tamanho de quando era criança. Essa condição é chamada de útero hipoplásico ou hipogonadismo hipotrófico, mais conhecido como útero infantil. 

As causas possíveis do útero infantil estão relacionadas a disfunção ovariana ou problemas hormonais relacionados à hipófise que fazem com que os órgão reprodutores não se desenvolvam corretamente.

Sintomas e diagnóstico


Nem sempre o útero infantil apresentará sintomas em todas as mulheres. Alguns sintomas podem ser de alterações hormonais que são responsáveis pela alteração. Assim sendo, a presença de um ou mais sintomas devem ser investigadas para confirmação de um diagnóstico, são eles:

  • Primeira menstruação tardia
  • Órgãos sexuais pouco desenvolvidos
  • Ausência de pêlos pubianos e nas axilas
  • Mamas pouco desenvolvidas
  • Volume do útero menor que 30cm na vida adulta
  • Menstruação irregular
  • Dificuldade em engravidar
  • Abortos espontâneos
O diagnóstico é feito com base na avaliação das dimensões do útero mediante a ultrassonografia pélvica ou transvaginal (volume do útero menor que 25 cm ou 30 cm – alguns afirmam 30 cm, porém há estudos em que mulheres com útero de volume entre 25 e 30 cm que podem ser considerados normais e não significam útero infantil). Nela observa-se que o corpo do útero tem a mesma medida ou uma medida muito próxima do colo do útero, quando o corpo do útero deveria ser maior.

Antigamente, a mulher entrava na puberdade entre 15 e 16 anos, contudo, hoje isso ocorre mais cedo, dessa forma, caso a mulher esteja com mais de 15 anos e apresente algum dos sintomas descritos, o ideal é procurar orientação médica para investigar a possibilidade de alteração hormonal.

Quem tem útero infantil pode engravidar?


O útero infantil nem sempre tem cura, pois quanto menor for o tamanho do órgão mais difícil será estimular o seu crescimento, no entanto, o tratamento pode ser feito para tentar aumentar o útero para permitir uma gravidez.

As mulheres com útero infantil podem ter dificuldades para engravidar devido a problemas na função ovulatória, de forma que não há desenvolvimento de óvulos com qualidade ou ainda problemas de anovulação que impossibilitam a gravidez. 

Algumas mulheres conseguirão engravidar mas a manutenção não é possível pois o tamanho do útero não deixa espaço para o crescimento do bebê.

As mulheres com útero infantil devem fazer o acompanhamento pré-natal com um bom obstetra, para que ele acompanhe de perto toda a gravidez e esteja atento a qualquer eventual problema. O ideal é que esse acompanhamento comece antes mesmo da mulher engravidar com o tratamento da causa do útero infantil e preparação do corpo da mulher para a gravidez.

Tratamento



O tratamento deve ser feito logo que haja o diagnóstico da doença, e para o tratamento do útero infantil medicamentos a base de hormônios são recomendados como forma mais eficaz de tratamento, para que ocorra o correto crescimento do útero, especialmente se a mulher tem outros problemas associados, como a hipofunção dos ovários.

Caso o objetivo seja a gravidez, o tratamento deve também incluir medicamentos que ajudem na ovulação.

Felizmente hoje existem muitas possibilidades de tratamento em caso de diagnósticos de dificuldades como é o caso do útero infantil. O importante é se informar e também contar com a ajuda de um médico que esteja atualizado e que esteja familiarizado com seu desejo de ser mãe, além, claro, de entender a importância disso para você. Até a próxima.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Endométrio Atrófico

Para que ocorra a gravidez, uma série de etapas devem ocorrer de forma sistemática sem que haja problemas em nenhuma delas. Deve-se haver a liberação do óvulo pelo folículo, que seguirá depois pela trompa de Falópio até que os espermatozoides alcancem o mesmo para então finalizar o caminho até o útero. A última etapa e mais crucial é a fixação do embrião no endométrio, a qual chamamos de nidação.
Para que tudo ocorra nesta fase é necessário que o útero esteja apto a receber o embrião. E para isso o endométrio deve estar espesso de forma a permitir a devida fixação do embrião. A espessura mínima para garantir a devida fixação segura do embrião é de 8mm.


O que é endométrio?


Ao iniciar um ciclo a camada que reveste a parede uterina se desfaz, dando origem à menstruação, que nada mais é que o endométrio sendo descamado. Simplificando, todo aquele sangue do início do ciclo é de fato o endométrio sendo eliminado. Após o fim dessa eliminação uma nova camada vai se formado no útero à espera de nova oportunidade de gerar uma vida. Nosso corpo se prepara ciclo após ciclo para a reprodução. O endométrio é um tecido ricamente vascularizado, rico em vasos sanguíneos e glândulas especializadas, são formados e destruídos periodicamente no ciclo menstrual, em resposta às alterações hormonais.

Para que o embrião se desenvolva é necessário garantir sua nutrição, de forma que cabe ao endométrio prover os nutrientes e oxigênio, através dos vasos sanguíneos, até que a placenta seja formada e passe a controlar isso.


Três estágios do endométrio: folicular, luteal e menstrual. Ilustração: vetpathologist / Shutterstock.com
Três estágios do endométrio: folicular, luteal e menstrual. Ilustração: vetpathologist / Shutterstock.com





O endométrio passa por três estágios durante cada fase do ciclo menstrual, com o passar do ciclo ele fica mais espesso e apto para que haja a nidação. Os responsáveis pela alteração das camadas do endométrio são os hormônios, estrogênio e progesterona, que vão determinar, qual a espessura do mesmo de acordo com cada fase do ciclo.

O endométrio é composto de duas camadas, a funcional e a basal. A camada funcional é adjacente à cavidade uterina e é ela que é expelida e reconstruída durante a menstruação. A camada basal, localizada ao lado do miométrio (camada intermediária do útero) e abaixo da camada funcional é responsável pela construção da camada interna após a menstruação. Esta camada contém todos os elementos que irá restaurar o endométrio para prepará-lo para uma gestação futura.


O que é endométrio atrófico 



Como foi dito, existe uma espessura mínima para que o embrião tenha uma fixação segura, acontece que em alguns casos essas espessura não é alcançada devido a algum desequilíbrio hormonal. E quando isso acontece, dizemos que o endométrio é atrófico, ou seja, ele está fino demais. Isso ocorre quando sua espessura é inferior à 6mm. Nesses casos, o embrião não conseguirá "se afundar" o suficiente no endométrio para que possa crescer. 

O descontrole do hormônio estrogênio pode fazer com que a mulher não consiga engrossar seu endométrio naturalmente. Da mesma maneira, o desiquilíbrio do hormônio progesterona pode fazer com que não se possa manter o endométrio viável até que o embrião se fixe. É necessário que a última fase do ciclo menstrual, a lútea, dure o suficiente para que o zigoto possa chegar até ao útero. Normalmente esse fase deve durar pelo menos 12 dias, já que um ciclo muito curto, impede que haja tempo do embrião chegar ao endométrio.

O que fazer em caso de endométrio atrófico


Para que se possa diagnosticar se existe problemas na espessura do endométrio, o médico deverá acompanhar seu desenvolvimento através de ultrassom. Assim, poderá medir o engrossamento do mesmo durante o ciclo menstrual. Exames hormonais também serão necessários para determinar quais, caso hajam, hormônios estão em baixa ou em alta.

Quando há um nível insuficiente de progesterona, pode-se optar pela reposição hormonal através de medicamentos como Ultrogestan, Evocanil ou Duphaston. Opções naturais, como o consumo de inhame ou do seu chá, também costumam favorece o déficit de progesterona. Em casos onde existe um atrofiamento mais severo, alguns outros medicamentos podem ser essenciais. Muitas mulheres que fizeram uso prolongado de anticoncepcionais orais ou injetáveis sofrem com a espessura insatisfatória do endométrio após cessarem a contracepção. Os injetáveis são os que mais afetam o endométrio de um modo geral.

O que pode afetar o desenvolvimento do endométrio


O corpo é como uma máquina que quando não há situações adversas ou externas, costuma funcionar com a precisão de um relógio suíço. Assim sendo, qualquer elemento que altere o funcionamento do mesmo pode prejudicar seu bom andamento. É o caso quando há o uso de anticoncepcionais, principalmente injetáveis, pois os mesmos impedem o trabalho normal dos ovários. Os contraceptivos paralisam o estímulo hormonal que controla o crescimento do endométrio, de forma que leva um tempo até que o corpo se recupere completamente assumindo o controle do funcionamento do mesmo. Normalmente, num período mínimo de 3 meses, o corpo vai se recuperando, contudo, há casos, considerados exceções, em que o corpo consegue retomar seu ritmo muito antes disso. 

Uso de indutores de ovulação também afetam o engrossamento do endométrio, de forma que seu uso (indicado pelo médico) deve ser acompanhado de reposição de progesterona para aumentar a espessura endometrial. 

É importante o acompanhamento médico durante as tentativas de engravidar, pois, como se vê, qualquer alteração, por menor que seja, afeta e muito o ciclo menstrual, de maneira a atrasar ainda mais a chegada do positivo. Conhecimento de si e do seu ciclo é a chave do negócio! Até a próxima. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Cistos e Gravidez


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O útero é o órgão mais importante para a mulher. E para a pré-mãe é quase um órgão vital. Muitas vezes nos deparamos com informações em ultrassons que nos deixam muito ansiosas, principalmente com a possibilidade de prejudicar a tentativa de engravidar. É o que ocorre no caso do aparecimento de cistos. Nem sempre essa informação colocada na ultrassom é algo a se preocupar e, para saber mais a respeito, vou tentar explicar a respeito dos cistos e como isso afeta ou não a gravidez.

Tipos de cistos


Cisto é uma bolsa com um líquido dentro. Você sabe que todo mês nos temos cistos? Isso mesmo! São os chamados cistos funcionais. Ocorrem nos ovários e estão relacionados com o ciclo menstrual e costuma não representar nenhum perigo. Os cistos funcionais estão divididos em cisto folicular e cisto lúteo. Num ciclo normal, eles desaparecem ao final do período menstrual.

Os cistos também podem se apresentar no colo do útero ou no revestimento interno uterino (endométrio).

Cisto funcional


Durante o ciclo menstrual cresce no ovário um (ou mais) folículo(s). Dentro dele se desenvolve o óvulo. Quando tudo ocorre bem, o folículo libera o óvulo desenvolvido, é o que chamamos de ovulação. Contudo, em alguns casos o folículo não eclode (abre) para liberar o óvulo, fazendo com que o líquido permaneça dentro dele, dai então temos um cisto folicular.



O cisto de corpo lúteo ocorre após o óvulo ter sido liberado de um folículo. Esses geralmente contêm uma pequena quantidade de sangue.


Outros tipos


  • Cistadenomas: se desenvolvem a partir do tecido que reveste os ovários.

  • Cisto endometrioma: são resultado da endometriose, uma condição na qual o endométrio, o tecido que age como a mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo.

Cistos de Naboth


Localizados no colo uterino os cistos de Naboth ou folículos de Naboth ocorrem devidos às secreções das glândulas de Naboth que estão no colo do útero. Essas secreções bloqueadas por um tecido que parece pele se acumulam na glândula formando um cisto arredondado. Não costumam apresentar sintomas, mas sua presença pode indicar que houve irritação do colo uterino ou uma infecção.

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Durante um exame pélvico os cistos de Naboth podem ser visíveis. O tratamento é através de colposcopia para retirada dos cistos, em alguns casos pode ser utilizada a biopsia para avaliar o cisto e dar um diagnóstico preciso, eliminando outros problemas, mas geralmente não é necessária.

Pólipos


Os pólipos são projeções do endométrio e dependendo da localização são chamadas de pólipo endometrial ou endocervical. Geralmente são benignos, ou seja, não apresentam riscos à saúde da pré-mãe, sendo raro - cerca de 0,5% a possibilidade que sejam neoplasias (câncer). Não devem ser confundidas com outras projeções de tecido (a ectocérvice) que parecem verrugas e estão relacionadas com infecção pelo vírus HPV. Essas podem se tornar câncer. As causas incluem estímulos hormonais sobretudo de estrogênio.

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Embora alguns casos não apresentem sintomas, pode-se desconfiar de sua presença pelo aumento do volume menstrual ou alterações da menstruação, sangramentos após esforço físico ou após relações sexuais, dor na relação sexual (dispareunia) ou infertilidade.

Para detectar a presença de pólipos é necessário fazer um exame de colposcopia ou histeroscopia, ou através de ultrassom endovaginal. A remoção dos pólipos cervicais via histeroscopia pode ser feita no consultório do ginecologista.

Mioma


Muitas mulheres confundem o mioma com cistos. O mioma (fibroma uterino) é um tumor sólido e benigno, isto é, não cancerígeno, que acomete as mulheres em idade fértil. Geralmente não apresenta sintomas, sendo assim descobertos apenas depois de uma consulta com o ginecologista. Pode ser um só tumor ou vários e podem estar localizados em vários pontos do útero ou mesmo fora dele. Seu tamanho varia de pequeno como cabeça de um alfinete, à grandes, podendo pesar até alguns quilos.

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Alguns sintomas como aumento do fluxo menstrual ou sangramento fora do período menstrual, dor pélvica, aumento do volume abdominal sem o aumento significativo de peso (claro, descartada gravidez), infecções urinárias frequentes, incontinência urinária, prisão de ventre ou infertilidade podem alertar para a presença de mioma.

O crescimento está associado aos hormônios estrogênio e progesterona, mas suas causas ainda são desconhecidas, contudo há fatores de risco de agravantes, sendo mais comuns em mulheres de raça negra. Para o diagnóstico são feitos exames pélvicos e uma ultrassonografia endovaginal. Em alguns casos a ressonância magnética. A biopsia pode ser indicada para descartar a possibilidade de ser câncer, se os sintomas forem parecidos.
O tratamento geralmente consiste no uso de hormônios, contraceptivos orais, tratamento da anemia, analgésicos e cirurgias. Em alguns casos, a retirada do útero (histerectomia) se faz necessária. A maioria dos miomas regride com a menopausa.

Fatores de riscos


Quando temos um histórico familiar de cistos nos ovários, há maior possibilidade de desenvolvermos esse problema recorrentemente. Bem como por causa do uso de indutores de ovulação.

Como sei que tenho cistos?


Como comentei anteriormente, grande parte das mulheres não apresenta sintomas, dessa forma, os cistos passam despercebidos. Em alguns casos, o que pode levar ao diagnóstico é a presença de dor ou ciclo irregular, inchaço no abdômen, dor ao evacuar, dor na pélvis (antes ou depois do início do ciclo menstrual), dor durante as relações sexuais, dor pélvica (leve ou constante) ou ao mover-se, dor pélvica súbita e forte, frequentemente acompanhada de náusea e vômito, podendo ser um sinal de torção do suprimento sanguíneo do ovário ou de ruptura de um cisto acompanhada de sangramento interno.

A presença de dor em decorrência do cisto no ovário se dará pelo aumento de tamanho do cisto, sangramento ou rompimento do mesmo, sofrer uma colisão durante a relação sexual, ou em caso de ser torcido ou provocar a torção das trompas.

Os cistos foliculares não costumam provocar alterações nos períodos menstruais, sendo mais frequentes com cistos de corpo lúteo. Alguns cistos podem provocar náuseas ou sangramentos.

Geralmente, um cisto no ovário pode ser identificado em um simples exame pélvico. Mas para determinar o tamanho e o tipo exato do cisto, o médico deverá recorrer a outros exames, como por exemplo:

  • Teste de gravidez: se der positivo, o especialista saberá que o tipo de cisto em questão é lúteo

  • Ultrassom pélvico: o exame de imagem possibilitará ao médico identificar o tamanho do cisto e também sua composição (se é sólido, fluido, misto, etc)

  • Laparoscopia: por meio de um laparoscópico, o médico poderá examinar mais atentamente a região dos ovários em busca de um cisto.

Qual o tratamento?


O tratamento depende das expectativas da paciente, quais sintomas apresenta, tamanho e tipo do cisto. Muitas vezes os cistos desaparecem sozinhos, sem a necessidade de medicamentos ou intervenções cirúrgicas. Caso o cisto não vá embora sozinho, existem outros meios para tratar a doença, como:

  • Anticoncepcionais costumam ser uma opção para evitar que novos cistos se desenvolvam nos ovários.

  • Cirurgia de retira de cistos também pode ser uma alternativa, mas geralmente o médico só recorre a esse tipo de intervenção quando não há outra opção. No entanto, pode ser também a única solução caso o cisto seja grande demais, não seja funcional ou esteja crescendo.

Caso o cisto seja cancerígeno, talvez seja necessário extrair ambos os ovários.

Existe modos de prevenir o aparecimento de cistos?


Apenas em caso em que a mulher não esteja tentando engravidar e apresente frequentemente os cistos é que se pode evitá-los através de hormônios como pílulas anticoncepcionais, que impedem o crescimento dos folículos.

No caso da pré-mamãe não há como prevenir mas sim tratar precocemente realizando exames de ultrassom para detectar o quanto antes a presença de cistos.

Como vimos, o conhecimento é a alma do negócio. Cuide-se e consulte sempre um médico para poder tratar o quanto antes. Espero que tenham gostado e até a próxima.


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Cisto Folicular