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quinta-feira, 9 de março de 2017

Como induzir o parto naturalmente


A ansiedade para a chegada do bebê é comum, principalmente quando se aproxima ou mesmo passa da data prevista para o parto. Uns dos principais receios da gestante é com relação ao bebê "passar da hora". A hora do parto será no momento em que o bebê estiver pronto para vir. Descubra aqui a importância de esperar o trabalho de parto. Contudo, a mamãe poderá usar algumas ideias podem ajudar a incentivar o pequeno ou pequena a conhecer o mundo fora da barriguinha da mãe. 

Namore bastante



Durante o sexo, o corpo libera substâncias que são semelhantes aos medicamentos usados para induzir o parto. A ajuda está no sêmen do parceiro, que deve ejacular dentro da vagina, pois ele contém prostaglandinas, as substâncias semelhantes a hormônios. A prostaglandina ajuda a amadurecer o colo do útero (amaciar) e incentivá-lo a se abrir. E como a natureza é sábia, não há riscos de partos prematuros se namorar no final da gravidez. O esperma só poderá ter algum efeito se o colo do útero estiver já em processo de amadurecimento.

Além disso, o orgasmo feminino estimula o útero através da produção e liberação do hormônio ocitocina. Este hormônio também é responsável por desencadear contrações.

Importante: O sexo é contra-indicado se a bolsa tiver rompido, porque há risco de infecção. O sexo também deve ser evitado no caso de placenta baixa ou sangramentos vaginais. 

Estimule os mamilos


Aproveite o namoro para estimular os mamilos. Da mesma forma que o orgasmo feminino, o estímulo dos mamilos conduz a produção de ocitocina e às contrações uterinas. O estímulo pode ser feito sozinha ou com a ajuda do parceiro, ou se ainda amamenta, pode deixar que a criança mame no peito até sentir as contrações.


Estimule os mamilos por cerca de 5 minutos e, em seguida, aguarde 15 minutos ou mais para ver se as contrações começam. 

Tome banho quente


O efeito da água quente promove o relaxamento dos músculos, a circulação sanguínea, além de ser relaxante. Portanto, pode ajudar no desencadear do parto. Se estiver com contrações irregulares, experimente uma ducha quente e demorada. Pode ser o suficiente para as contrações se tornarem mais fortes e regulares.

Apimente a comida



Muitas mulheres recorrem à pimenta quando querem induzir o parto naturalmente, embora algumas tenham apenas conseguido uma indigestão, outras juram que comida bem condimentada funciona. A certa altura, não custa nada ir a um restaurante indiano ou tailandês. Apesar de não haver estudos científicos que comprovem o dito popular, acredita-se que a pimenta e outras substâncias picantes podem aumentar a produção de endorfinas que são presentes quando o corpo está relaxado e dão bem-estar. Não custa tentar, sobretudo se for fã de comida apimentada.

Comer abacaxi


O abacaxi tem a enzima bromelina, e segundo acredita-se que ajuda a amadurecer o colo do útero e facilitar o trabalho de parto. Como a quantidade dessa enzima é pouca, teria que ser consumido em grande quantidade, o que poderia causar dor de barriga ou mesmo com crise de azia. Além disso, o consumo deve ser da fruta, pois se for transformada em suco ou doce, perde-se essa propriedade. 

Tomar chá de canela e/ou gengibre



Existe a ideia de que o chá de canela deixa o útero mais sensível, mas não há provas científicas. 
Se o chá for muito concentrado, ou tomado em grande quantidade, pode irritar o trato digestivo, o que pode acabar provocando alguma desidratação e deixar o útero mais irritável. E desidratação nunca é aconselhável para ninguém, especialmente para uma grávida.


Faça uma sessão de acupuntura



Na Ásia, a acupuntura foi, durante muito tempo, uma maneira popular de induzir o trabalho de parto, e sua eficácia está sendo estudada. Em uma pequena Universidade da Carolina do Norte, um estudo foi realizado em mulheres com 39,5-41 semanas de gravidez; 70% daquelas que receberam apenas três sessões de acupuntura entraram em trabalho de parto de forma natural, em comparação com 50% das que não receberam tratamento.

Segundo a mediciona oriental, há certos pontos do organismo que quando pressionados desencadeiam contrações uterinas. Tal como pode ajudar no desenrolar do parto, a acupunctura pode ajudar a iniciar o processo. Mas só deve ser feita por um profissional experiente e credenciado.

Tente tratamentos de acupressão



A acupressão é parecida com a acupuntura mas utiliza-se os dedos ao invés de agulhas. Pressionando pontos específicos pode ser usada para tentar iniciar as contrações e promover a dilatação cervical.

Pontos a serem pressionados:
  • Pressione firmemente a curva localizada entre o polegar e o dedo indicador por cerca de 1 minuto e, em seguida, solte. 
  • Pressione ou esfregue o músculo grande localizado entre a nuca e o ombro. 
  • Outro ponto de pressão que você pode tentar: a área acima das nádegas e região lombar. 
  • E por fim, encontre o ponto de pressão na parte interna da perna acima do tornozelo, ou na parte exterior do tornozelo logo atrás do osso "pontudo" do tornozelo.


Faça uma caminhada



Se você sente que a hora está chegando, a caminhada pode ajudar a induzir o parto ou estimular contrações mais fortes e regulares quando chegar a hora do trabalho de parto. Andar a pé usa a força da gravidade para puxar o bebê para baixo e colocar uma leve pressão sobre o colo do útero, o que estimula a dilatação. Caminhar também ajuda a mover o bebê na posição correta para o nascimento. A equipe de enfermagem na maternidade provavelmente vai encorajá-la a andar bastante para ajudar o progresso do trabalho.

Faça atividades físicas ou arrume a casa



A atividade física ou mesmo os esforços físicos das atividades diárias, como arrumar a casa, aumenta a pressão da cabeça do bebê sobre o colo do útero. Assim, estimula a produção de ocitocina. 

Lembre-se de não exagerar na dose das atividades, principalmente se sua gravidez não foi muito ativa. Caso arrumar a casa não seja o que você deseja nesse momento, pode aproveitar para fazer um passeio no parque ou na praia ou ainda no supermercado. 

Uma curiosidade é que muitas mulheres, ao aproximar-se do momento do parto, sentem necessidade de arrumar a casa. Esse momento é conhecido por muitos como síndrome do ninho arrumado. É o momento em que muita mães sentem o desejo de deixar tudo bem arrumado para quando o bebê nascer.

Tente uma massagem



A massagem é ótima para relaxar, e para uma mulher no final da gravidez, um corpo relaxado, respiração profunda e diafragma aberto proporcionado pela massagem podem criar uma sensação de segurança e definir o cenário para o trabalho de parto começar naturalmente.

Cuide das emoções



Estar preparada emocionalmente para a chegada do bebê é um pressuposto essencial para que o parto se inicie. A preparação para o parto deve ser feita não apenas na cabeça mas também no coração. Muitas vezes, são bloqueios emocionais que impedem o trabalho de parto. É importante ter alguém da sua confiança para conversar e acalmar a gestante, como o marido ou mesmo uma doula.

Não se aflija com o tempo



Quem ultrapassa as 40 semanas de gestação, parece que fica, de repente, com um problema. Quando na verdade, é uma situação perfeitamente normal. Já ultrapassar as 41, conseguindo evitar uma indução, é uma verdadeira raridade no nosso país.


É importante ter um bom acompanhamento médico e jamais tentar comparar sua gravidez com ninguém. Haverão mulheres que com 39 semanas já estarão prontas para o parto. Outras poderão chegar às 42 semanas sem problemas. Quem determina o tempo de gestação é a saúde da mãe e principalmente do bebê. Se ambos estão bem não há motivos para apressar o parto. Até a próxima!

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

As fases do trabalho de parto



O trabalho de parto é um dos momentos de maiores tensões para as mamães, sejam elas de primeira viagem ou não. Claro que quando nunca se passou por essa experiência, além de toda a ansiedade, vem também o medo de não ocorrer tudo como esperado. Nesse momento, conhecer todo o processo ajuda e muito a tornar essa experiência em algo realmente maravilhoso. 



Cada parto é único! Mesmo que uma mulher já tenho tido essa experiência, nenhum parto será igual ao outro. Vários são os fatores que influenciam no trabalho de parto, como a posição do bebê, a saúde e o histórico médico da mulher, suas expectativas e sentimentos com relação ao parto, as pessoas que estarão à sua volta para lhe dar suporte emocional, a equipe de assistência e até mesmo o lugar onde o parto vai acontecer. Dessa forma, não há como prever como será o trabalho de parto, mas é possível descrever cada fase e o que esperar de cada uma.

Fase pré-parto (Pródromo)



A palavra pródromo significa sinal anunciador, primeiros indícios de alguma coisa. Em se tratando de gravidez, indica os primeiros sintomas que indicam que o trabalho de parto está próximo. 

Esse preparatório para o parto pode durar dias ou semanas. A duração e a intensidade das contrações varia bastante. A mulher pode perder o tampão mucoso e sentir dores nas costas. Para algumas mulheres, os sintomas dessa fase são quase imperceptíveis. Para outras, causam dificuldade para dormir ou descansar.

A gestante pode sentir frustração caso essa fase demore ou ainda seja muito dolorida, o que pode causar a sensação de que não há progresso no trabalho de parto. Esse é o momento em que ter paciência é fundamental, principalmente se a mãe sonha com um parto normal. Não raro as mães que sedem a pressão de fazer uma cesariana pois não "tem dilatação", quando na verdade apenas ficaram mais tempo na fase preparatória. Nesse caso é importante um acompanhamento adequado, para que as condições do bebê possam ser monitoradas de forma eficiente. Se o bebê apresenta boas condições vitais, bem como a mãe, não há necessidade de apressar o processo com uma intervenção cirúrgica. É nessas horas que o conhecimento faz toda a diferença para esperar o trabalho de parto ou intervir caso seja realmente necessário.



Algumas medidas, como um banho quente podem ajudar a relaxar. Caso as contrações parem ao sair do chuveiro é sinal de que eram mesmo pródromos, ou seja, que ainda não é para valer e o melhor é descansar. É importante também beber muita água e manter-se bem alimentada, guardando energia para quando o trabalho de parto chegar. 

Fase latente



Marcada pelas contrações ritmadas que irão dilatar totalmente o canal de parto, pode durar de poucas horas até um ou mais dias. Na fase inicial as contrações ocorrem regularmente entre 5 e 15 minutos, porém ainda são curtas (duram entre 30 e 60 segundos) e o colo do útero dilata até 3 centímetros. Nessa fase, muitas mulheres também eliminam o tampão mucoso (às vezes com um pouco de sangue) e sentem dores nas costas. É comum ter de ir várias vezes ao banheiro para evacuar.




Ainda é cedo para ir ao hospital, então nada melhor que a companhia de alguém que possa dar conforto  e segurança, além de manter contato com o médico obstetra ou com a parteira. O marido e a família costumam ter papel ativo nesse momento, ofertando todo o carinho para a gestante. A companhia de uma doula também ajudará a manter o ânimo e as energias para as próximas fases do trabalho de parto, bem como garantir que a gestante possa dormir e alimentar-se normalmente. Outras medidas como banhos de chuveiro e massagens ajudam a lidar com a dor das contrações.


Fase ativa




Na fase ativa as contrações duram cerca de 1 minuto e ocorrem a cada 3 minutos, e é quando o colo do útero está entre 4 e 7 centímetros de dilatação. 
Provavelmente a gestante não conseguirá se movimentar ou pensar em outra coisa durante uma contração. As dores na região lombar e/ou no baixo ventre são mais intensificadas.



É o momento de se preparar para ir ao hospital, caso a opção não seja pelo parto domiciliar. A gestante poderá adotar medidas como massagens na região lombar para alívio das dores, assim como frequentes mudanças de posição. Caso esteja disponível, poderá também optar pela banheira para o fim do trabalho de parto, já que a imersão em água quente é um poderoso método natural de alívio da dor.

Fase de transição



A fase de transição se dá quando o colo do útero está dilatando entre 8 e 10 centímetros. É nessa fase que as contrações ocorrem a cada 2 minutos e duram até 90 segundos, ou seja, os intervalos entre elas são curtos.



Física e emocionalmente é um período muito intenso – podendo ser o mais intenso – de todo o trabalho de parto. A gestante poderá, nesse momento, acreditar que não é capaz de aguentar até o final do trabalho de parto. É normal que ela se sinta inquieta, irritada e exausta. Algumas gestantes sentem tremedeiras, náuseas, com episódios de vômito nessa fase. Culmina com a dilatação total do colo do útero que é de 10 cm.  

Dilatação do canal do parto

É normal que se peça para tomar anestesia (epidural), isso se a gestante já não pediu, mas que talvez o tempo para fazer efeito seja muito curto, já que essa fase é mais curta. Também é normal pensar nas coisas que antes ajudavam, como músicas relaxantes, massagens, palavras de incentivo ou mesmo um carinho do marido, como sendo extremamente irritantes. Contudo, logo a mãe estará com seu bebê nos braços e isso é um incentivo para aguentar firme.

Fase expulsiva



Fase após a dilatação total e o nascimento do bebê, costuma durar desde algumas contrações até cerca de três horas. As contrações são fortes e vem a cada três minutos. A dor diminui e é possível descansar entre as contrações, podendo inclusive dormir nesse intervalo. A gestante poderá ficar mais lúcida e ativa. A pressão na vagina e no reto aumenta, fazendo com que a mãe tenha uma vontade incontrolável de fazer força conforme o bebê vai descendo pelo canal de parto. No momento em que o bebê coroar, a mãe sentirá um ardor conhecido como "círculo de fogo", que ocorre por causa da distensão máxima do períneo. 



Também é comum que a gestante não encontre uma posição agradável para descansar, sendo necessário que ela mude de posição até que ache uma em que se sinta  mais confortável para os momentos em que tenha que fazer força, respirando devagar e descansando durante os intervalos.

Fase da dequitação



A última fase do trabalho de parto é a fase da dequitação e ocorre depois do nascimento do bebê, sendo caracterizada pela saída da placenta, que pode sair espontaneamente ou ser retirada pelo médico. Ocorre cerca de 5 a 30 minutos depois do nascimento do bebê. Muitas mulheres não sabem mas ainda irão ter contrações mas serão bem mais leves e espaçadas. O médico ou a parteira podem ter de massagear o útero para reduzir o sangramento, o que pode ser bem doloroso. Caso o obstetra tenha feito a episiotomia ou se houve lesão sangrante da mucosa, será feita a sutura.

Placenta após o parto

A recuperação, num parto natural (sem intervenções médicas), não prolongado, nem difícil, é de cerca de uma ou duas horas. Caso contrário, pode durar mais. Conforme o bebê sugar o seio, você poderá sentir cólicas: é o útero se contraindo para diminuir o sangramento e voltar ao tamanho normal. Por isso a mamada logo após o parto é muito importante, pois ajudará no processo de recuperação do trabalho de parto. Nos primeiros dias, o lóquio (o sangramento pós parto) é mais abundante do que o menstrual. Depois, vai diminuindo de intensidade e poderá durar de duas a quatro semanas após o parto.

Passada essa incrível experiência que é o parto é o momento de comemorar a chegada do filhote com muita alegria, avisar a família, cheirar, beijar, amamentar e dar muito carinho e colo ao serzinho que acaba de chegar. Conhecendo um pouco mais de como se dá o trabalho de parto, espero que a sua jornada pelo mundo da maternidade seja repleta de felicidade. Até a próxima.