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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Vitamina D e Fertilidade


Estar com a saúde em dia, cuidar para que o nosso corpo esteja bem para receber o bebê é uma preocupação que toda mulher que que planeja engravidar deve ter. Quando se fala em vitaminas para ajudar durantes as tentativas e também na gestação, muitas mulheres pensam logo no Ácido Fólico. Embora ele seja fundamental durante o desenvolvimento do bebê, outra vitamina acaba passando despercebida e é ela o nosso assunto de hoje: a vitamina D!

A vitamina D no nosso corpo


A vitamina D é bastante conhecida por seu papel no desenvolvimento e manutenção dos dentes, já que é ela quem ajuda na absorção de cálcio. Isso diminui o risco de doenças, como raquitismo, osteomalácia e osteoporose, por exemplo. Também ajuda no combate a doenças cardíacas, enxaqueca, tensão pré-menstrual (TPM) e ajuda até no emagrecimento.


Conhecida também com o calcitrol, é um hormônio esteroide solúvel em gordura fundamental para o equilíbrio de diferentes órgãos, por controlar mais de 3.000 genes (entre os mais de 20 mil genes existentes no corpo humano) e ter mais de 80 funções no organismo. Além de influenciar o sistema imunológico, sua ausência pode proporcionar uma série de complicações, como para a fertilidade e a gestação. 

Vitamina D e a fertilidade


A atuação da vitamina D no sistema imunológico pode evitar que a gestante rejeite a implantação do embrião, seja por tratamento de fertilização in vitro ou pela gravidez espontânea e, consequentemente, tenha abortos. Já nos homens, pesquisas revelam que a vitamina D melhora a qualidade dos espermatozoides e regula a quantidade de testosterona.

A deficiência da substância durante a gravidez também pode aumentar a incidência de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e parto prematuro.

A vitamina D apresenta enzimas envolvidas em seu metabolismo em todo o aparelho reprodutor feminino, e sua concentração inadequada pode estar relacionada com fatores de infertilidade, tais como: anovulação crônica (Síndrome dos Ovários Policísticos), endometriose, miomatose uterina (miomas), baixa qualidade dos óvulos e falhas de implantação do embrião alterando os resultados do tratamento de fertilização in vitro.

Como o corpo adquire vitamina D?


O corpo produz a vitamina D a partir do colesterol, quando a pele é exposta à luz solar, o colesterol é convertido na vitamina D.

Essa substância age na secreção hormonal e em diversas doenças crônicas, como a síndrome metabólica, que tem como um dos componentes o diabetes tipo 2, e a sua falta pode acarretar distúrbios metabólicos e a resistência à insulina.

Além de problemas gerados para a fertilidade e gravidez, a falta de vitamina D no organismo pode causar um aumento no risco de doenças ou infecções, dores musculares, ósseas ou lombar, cansaço, depressão, queda de cabelo e demora na cicatrização após uma cirurgia ou lesões.

Evitar o sol em horários adequados ou se expor com excesso de protetor solar e estar acima do peso podem ser alguns fatores de risco para a deficiência da vitamina D.

Além da exposição moderada ao sol e de complementos vitamínicos, são boas fontes de vitamina D alimentos como: sardinha, salmão, leite, ovos e iogurte.


Riscos do excesso de vitamina D


Embora seja importante para o organismo, o excesso de vitamina D também traz efeitos perigosos para o nosso corpo, dentre eles temos a elevação dos níveis de cálcio na corrente sanguínea, que pode levar ao desenvolvimento de pedras nos rins, arritmia cardíaca e sopro cardíaco. Ainda que seja raro esses tipos de complicações, pois, quando em excesso no organismo, a vitamina D é destruída pelos raios solares, sempre procure um médico antes de fazer uso de suplementos vitamínicos. Assim, será feito uma investigação se há ou não necessidade de suplementar a vitamina. 

Manter uma dieta equilibrada e rica em vitamina D, tomar banhos de sol durante 10 ou 15 minutos ao dia (sempre antes das 10h e depois das 16h) pode ser uma forma saudável e segura de cuidar da sua fertilidade. Até a próxima!


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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O riso ajuda a engravidar



O estresse e a ansiedade são sentimentos constantemente presentes na vida da mulher que tenta engravidar (na maioria delas pelo menos!). Há preocupação com o ciclo regular, o período fértil, quando é o melhor momento para engravidar, quanto tempo vai levar para conseguir... Algumas vezes, essas preocupações todas podem afetar negativamente até a vida do casal. Já falei aqui sobre como o estresse atrapalha engravidar, mas afinal, há algo a mais que se possa fazer a respeito? Quase todo mundo já ouviu aquela frase que diz que "Rir é o melhor remédio". E a grande maravilha dessa afirmação é que isso também pode ser aplicado para aquelas mulheres que desejam engravidar. Mas como isso é possível? Entenda os efeitos do riso no organismo e passe a utilizar mais essa ferramenta em busca do tão sonhado positivo.

Por que nós rimos?


O riso é um comportamento emocional que tem como função comunicar o nosso estado de espírito, além de nos permitir uma conexão com os nossos interlocutores durante uma conversa. É uma mensagem que nós enviamos às outras pessoas, comunicando disposição para brincar, ligar-se a elas, ficarmos felizes e fazê-las felizes, mostrarmos que somos pacíficos, promovendo efeitos positivos em nossos contatos sociais. Contudo, mais do afetar nossas relações sociais, o riso também tem um efeito muito positivo em nosso corpo. 

O efeito do riso no organismo



O riso inicia uma série de reações fisiológicas por todo corpo. No cérebro, o hipotálamo, centro de controle situado na base do cérebro, libera do organismo endorfina, com propriedades analgésicas e calmantes. No nariz e na garganta, o ar proveniente dos pulmões bate nas cordas vocais, e são responsáveis pelos sons mais engraçados já ouvidos!. Os músculos do rosto se contraem, especialmente o risório e o zigomático. O coração bate mais rápido. Após terem se estreitado, as artérias se dilatam, provocando uma sensação de bem-estar. Os pulmões expelem enormes quantidades de ar, a grande velocidade. O diafragma se move, provocando fortes espasmos respiratórios em toda a caixa torácica. Os músculos abdominais se contraem com força, o que é bom para a vesícula. Às vezes, o esfíncter se relaxa, sendo responsável pelo uso da frase "Mijei de tanto rir". Os músculos das pernas relaxam e a pessoa se curva de tanto rir. Até os dedos dos pés se agitam!

Lendo toda essa descrição parece até uma minimaratona ocorrendo dentro de você sem que se tenha dado conta disso. 

O riso ajuda também a reduzir os riscos de doenças cardíacas, aumenta os níveis de HDL (colesterol bom) no sangue, promove a diminuição da pressão arterial em paralelo com a limpeza dos vasos sanguíneos, ajudando na desintoxicação do organismo. Melhora a digestão e trabalha o ritmo cardíaco o que aumenta a oxigenação de todas as células. Ele também é responsável por baixar os chamados "hormônios do estresse" (cortisol e adrenalina) ajudando o corpo a produzir mais células de defesa, fortalecendo o  sistema imunológico e blindando o organismo contra doenças.

O riso também atua como um exercício físico. Isso mesmo! Vinte segundos de risada equivalem a pouco mais de três minutos de exercício intenso. Durante o processo, nosso corpo exercita mais de 400 músculos simultaneamente.

Então, alguns podem se perguntar o que isso tem a ver com as tentativas para engravidar? 

O riso e as tentativas para engravidar



Como falei anteriormente, o estresse costuma está presente no dia a dia da tentante. Infelizmente, isso traz inúmeros efeitos negativos para o corpo da mulher, já que provoca a liberação no corpo de hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação, arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades na digestão e irritabilidade... e mais importante, pode afetar seu ciclo menstrual, pois o estresse libera também maior quantidade de cortisol, dificultando até mesmo a ovulação! Não é a toa que muitas mulheres dizem que engravidaram quando relaxaram nas tentativas. 

Como se não bastasse todos os efeitos positivos já mencionados, um estudo realizado em Israel e publicado na revista "Fertility and Sterility" (Fertilidade e Esterilidade) com 219 mulheres, sendo que 110 delas fizeram fertilização in vitro, revelou que o riso aumenta em 15% as chances de engravidar.

Incorporando o riso no dia a dia


Depois de todas essas informações, é natural que esteja disposta a incorporar o riso no seu cotidiano, não é verdade? (Se respondeu não, releia o texto novamente rs!) Comece pela manhã com umas boas gargalhadas. Ainda que seja um Ha!Ha!Ha! sem vontade. Se ainda não está com humor para isso, dê apenas um belo sorriso para o espelho. Mesmo sem vontade, esse simples gesto já irá mudar todo o seu humor. Se preferir, separe uns minutos do seu dia e "force" um sorriso! Ria por 3, 5 ou 10 minutos onde estiver. Veja filmes, séries, escute uma boa música! O importante é levar o riso para o seu cotidiano. E o melhor de tudo isso, é que não há contraindicação nem riscos, apenas o risco de levar uma vida muito mais leve e feliz até a chegada da tão desejada gravidez! Até a próxima!

Texto feito com base nas informações obtidas em Guia Infantil e Psique.

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ovulação Precoce


O ciclo menstrual pode sofrer várias alterações durante a vida fértil da mulher. Essas variações podem decorrer da ovulação, não ovulação (ciclos anovulatórios), alterações hormonais e até emocionais. Em se tratando da ovulação, é mais comum que ocorra a ovulação tardia, porém hoje falaremos de Ovulação Precoce, também chamada de ovulação antecipada ou ovulação adiantada. Embora menos comum que a ovulação tardia, ela pode afetar diretamente a mulher que deseja engravidar. Entender esse processo ajudará aquelas que passam por isso a planejarem melhor momentos de namoros, facilitando com que haja a concepção.


O que é ovulação precoce?


A ovulação nada mais é do que momento em que o folículo ovariano amadureceu e foi liberado para a fecundação e posterior implantação do embrião. Normalmente a ovulação acontece no meio do ciclo menstrual. Por exemplo, se o ciclo menstrual de uma mulher dura 28 dias (a duração média do ciclo), então a ovulação irá ocorrer aproximadamente no 14º dia. O período que um óvulo leva para amadurecer varia de mulher para mulher. Em alguns casos, a maturação leva mais tempo e a ovulação ocorre ao final do ciclo menstrual (ovulação tardia), noutros casos ela pode ser observada logo após a menstruação, ou seja, ocorre precocemente.


A ovulação precoce é um processo natural no corpo de uma mulher quando um óvulo maduro é liberado do folículo após 8 ou 10 dias após o início da menstruação. 


O que causa a ovulação precoce?


Vários são os fatores que podem afetar a maturação precoce dos óvulos:

  • Alterações em hormônios como a progesteronaestrogênio,  hormônio luteinizante (LH), até mesmo estresse (seja bom ou não), ou problemas no hipotálamo e na glândula pituitária afetam a saúde geral da mulher. Muito estresse e problemas no hipotálamo e glândula pituitária desencadeiam um aumento no hormônio luteinizante (LH), fazendo com que os ovários liberem o óvulo antes que ele esteja maduro.
  • Alterações no ritmo de vida ou no ambiente normal para o corpo, bem como alimentos. 
  • Idade. Como a quantidade de óvulos é naturalmente reduzida com a idade (Reserva Ovariana), o hormônio folículo estimulante (FSH) sobe mais fazendo com que o organismo selecione um folículo dominante para a ovulação antes que ele esteja de fato maduro e em condições de ser fertilizado. No entanto, enquanto a fase folicular durar pelo menos 12 dias e o resto das fases do ciclo menstrual forem equilibradas, isso não é um problema.


Pode também ser indicação distúrbios metabólicos e insuficiência hormonal, em alguns casos, pode indicar violações no trabalho dos ovários. Na maioria das vezes essas patologias observadas em mulheres com um ciclo menstrual irregular. Qualquer hábito (tabagismo, alcoolismo, consumo excessivo de café) e certos medicamentos podem perturbar o ciclo menstrual. Dieta e perda de peso dramática pode ser uma razão que não ocorre a concepção. Por isso, muitas vezes elas não podem engravidar. 


Quando a ovulação precoce atrapalha engravidar?


Nem sempre a ovulação precoce será motivo de preocupação. Quando a fase folicular (maturação do óvulo) dura pelo menos 12-14 dias, não há motivos para preocupação. No entanto, se o gráfico de temperatura basal ou os testes de ovulação indicarem que a mulher está ovulando no 11DDC (11º dia do ciclo) ou antes disso, provavelmente o folículo não está tendo tempo de se desenvolver adequadamente para ser fertilizado. Essa ovulação adiantada pode vir acompanhada de pouco ou nenhum muco cervical e um endométrio fino demais para segurar o óvulo recém fertilizado, dificultando a implantação do embrião (Nidação). 


Diagnóstico da ovulação precoce


Para saber se a mulher está tendo uma ovulação prematura, deve ser feito um acompanhamento do ciclo menstrual através de exames de ultrassom, medição de temperatura basal ou testes de ovulação. Quando a mulher tem um ciclo curto, é necessário avaliar se este se deve a uma fase folicular deficiente ou não, ou se o problema está na insuficiência da fase lútea

Dicas de como aumentar a fase folicular


Cada organismo reage de uma forma mas utilizando algumas dicas naturais, pode-se ajudar a alongar a fase folicular:

Pare de fumar! O tabagismo está associado à insuficiência ovárica prematura, problemas de ovulação, aumento do risco de aborto espontâneo, gravidez ectópica, diminuição da contagem de folículos e danos ao DNA nos folículos. Fumar é uma má notícia para a sua fertilidade e pode estar ligada a uma fase folicular encurtada.

Reduza o álcool e a cafeína. Esses alimentos estressam o organismo. Tanto o álcool quanto a cafeína perturbam a função hormonal, podendo levar à ovulação precoce e aumentar as chances de uma gravidez de risco. Se você precisa de uma bebida quente todos os dias, tome chá de folha de amora! 

Reduza e gerencie o estresse. Se você está sob muito estresse, isso pode afetar seu ciclo menstrual e teus padrões de ovulação. Tente terapias de gerenciamento de estresse como meditação, respiração profunda ou aromaterapia. Você vai se sentir melhor usando essas terapias e também estará aumentando a fertilidade.

Use fitoterápicos. Os fitoterápicos são medicamentos de origem medicinal, que ajudam a equilibrar os hormônios femininos de forma a regular o ciclo menstrual. Alguns fitoterápicos que podem auxiliar são: Dong quai (Angelica sinensis), Vitex (Vitex agnus-castus), Tribulus (Tribulis terrestris)  e Folliculinum e Ovarinum CH6

É importante então a mulher monitorar cuidadosamente a saúde. Para que caso existam alterações hormonais, ela possa adequar melhor o período fértil e assim chegar ao tão sonhado positivo. Até a próxima!

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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Ciclo Menstrual Curto


Quais dias são mais férteis durante o ciclo menstrual é o que toda mulher que deseja engravidar deve saber. Embora essa conta possa parecer complicada para algumas pessoas, basta um pouco de paciência e prática para entender que conhecer nosso corpo e nosso ciclo menstrual é mais fácil do que parece. Conhecer o ciclo menstrual permite saber do estado de saúde reprodutiva das mulheres. E como existem vários distúrbios do ciclo (alongamento ou encurtamento, menstruação pesada ou dolorosa), as mulheres costumam buscar  mais frequentemente aconselhamento médico. Hoje vamos entender melhor um desses distúrbios: o ciclo menstrual curto. Será que um ciclo curto é motivo de preocupação? Ele atrapalha ou impede engravidar? Essas e outras questões serão tratadas agora.


O que é um ciclo curto?


O ciclo menstrual é o termo científico utilizado para descrever as alterações fisiológicas que ocorrem nas mulheres férteis que têm como finalidade a reprodução sexual e fecundação. (Entenda melhor como funciona o ciclo menstrual)

Os ciclos menstruais são contados a partir do primeiro dia de sangramento menstrual até o dia anterior a vinda do fluxo no ciclo seguinte. A menstruação surge, na maioria dos casos, com uma frequência ou ritmo médio de 28 dias, mas pode variar entre 21 e 35 dias de forma regular. Quando o tempo entre as menstruações são mais curtos (menor que 21 dias) chamamos de proiomenorreia.


Causas do ciclo curto


O ciclo menstrual é controlado por vários hormônios. Na primeira fase, a hipófise produz FSH (hormônio folículo estimulante), que como nome diz estimula o crescimento do folículo ovariano. O FSH então estimula a produção de estrogênio para ajudar no desenvolvimento do endométrio. Quando os níveis de estrogênio estão mais elevados, ele manda sinais para a hipófise que passa a secretar LH (hormônio luteinizante) para regular o crescimento dos folículos ovarianos. É o LH que determina quando o óvulo está maduro e pronto para ser liberado pelo ovário. Após a ovulação, o corpo lúteo (casquinha que cobria o folículo) envia sinais para manter a produção de progesterona, que é responsável por manter o endométrio pronto para a implantação do embrião caso ocorra a fecundação. Se não há fecundação o corpo lúteo se desfaz e então o nível de progesterona cai, indicando que é hora de descartar o endométrio e a menstruação ocorre. 

Desequilíbrios hormonais causados por uma série de razões, podem contribuir para um ciclo mais curto que o normal. Em aproximadamente 25% dos casos, ele é causado por um distúrbio físico, chamado orgânico. Nos outros 75%, ele é causado por distúrbios hormonais que afetam o controle do sistema reprodutivo pelo hipotálamo e pela hipófise e que são particularmente comuns durante os anos reprodutivos. Alguns distúrbios que podem causar o encurtamento do ciclo:

  • patologia endócrino (glândula tiroide, glândulas supra-renais, etc.)
  • doenças sistêmicas crônicas (patologia do sistema cardiovascular, rim, fígado, desordens metabólicas)
  • doença infecciosa
  • violação da coagulação sanguínea
  • falta de vitamina C e K
  • inflamação dos órgãos genitais femininos
  • anomalias do desenvolvimento e da posição dos órgãos genitais internos (a curva do útero)
  • fadiga, esgotamento nervoso
  • alterações climáticas
  • miomas uterinos
  • Cistos e tumores do ovário
  • lesão física.


Mas se o encurtamento do ciclo se dá por razões fisiológicas, pode não necessitar de tratamento se este não está atrapalhando a fertilidade. No entanto, ciclo menstrual curto é um motivo de preocupação e pode indicar uma diminuição na capacidade de conceber.


Quando é necessário tratar?


O encurtamento do ciclo menstrual pode ocorrer em qualquer fase do ciclo (proliferativa, fase secretora, ou ambos ao mesmo tempo). 

Quando o encurtamento não atrapalha o desenvolvimento do folículo ovariano, ou seja, ocorre a ovulação (até 10, 11 ou 12 dias do início do ciclo menstrual) e a fase lútea segue normalmente (duração de 14-15 dias), não há necessidade de tratamento. Nesses casos ocorre a Ovulação Precoce.

O encurtamento da primeira fase do ciclo menstrual, geralmente ocorre no climatério (menopausa), pós-parto e pós-aborto. Já quando causado por infecções, há necessidade de tratar a infecção. 

Quando o encurtamento afeta o desenvolvimento do folículo ovariano, ou seja, não há tempo para o seu correto desenvolvimento, a falta de ovulação, e por conseguinte a ausência do corpo lúteo, há necessidade de tratamento já que este fator irá causar a infertilidade.

O encurtamento do ciclo na fase secretora (fase lútea) torna a gravidez mais difícil já que o corpo lúteo é absorvido prematuramente. Sem o corpo lúteo o corpo diminui a produção de progesterona, afetando a estabilidade do endométrio, afetando assim a implantação do embrião (Como a gelatina ajuda na implantação do embrião?) e a manutenção da gravidez. Ocorre então a chamada Insuficiência da fase lútea. É necessário tratamento para que haja possibilidade de manter a gravidez.

O tratamento irá variar com o tipo e a causa do encurtamento do ciclo. Assim o melhor é procurar um médico para a indicação correta do tipo de tratamento para cada caso.


Como diagnosticar o encurtamento do ciclo?


Para determinar o encurtamento do ciclo é necessário o acompanhamento do ciclo menstrual. A primeira característica é a frequência maior de ciclos menstruais, isto é, o ciclo ocorre em menor período de tempo. A partir disso pode ir acompanhando o desenvolvimento de cada fase do ciclo para determinar em qual fase ele ocorre e se o mesmo está afetando a ovulação. Esse acompanhamento pode ser feito através de exames de ultrassomtestes de ovulação e indicadores de temperatura basal


É possível engravidar com ciclo curto?


Quando o encurtamento do ciclo não atrapalha a ovulação e também não afeta a fase lútea da mulher, as chances de engravidar são as mesmas de alguém com ciclo normal, contudo, é apenas necessário que se conheça melhor o período em que ovulação ocorre para que se possa planejar quais dias as relações devem ocorrer. Em outros casos, quando há problemas para o desenvolvimento folicular ou na fase lútea, é necessário o tratamento para possibilitar a gravidez. Até a próxima!

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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Shampoo Johnson's Baby ajuda a engravidar?


Gosto muito de pesquisar a respeito de um assunto antes de comentar sobre ele aqui no blog. Faz um tempo que ouvi sobre a dica de usar o shampoo infantil Johnson's Baby com pH balanceado. Antes de tudo quero deixar claro que o objetivo do post é informar e não criticar o uso que cada tentante faz durante as tentativas de engravidar. Então, vamos lá!


Shampoo Johnson's ajuda a engravidar?


Para entender o papel do shampoo Johnson's Baby nas tentativas para engravidar é necessário antes falarmos sobre o pH vaginal. 

O pH (Potencial Hidrogeniônico) está relacionado ao nível de acidez de um líquido ou ambiente. Essa escala irá variar entre teores ácido, neutro ou alcalino (básicos). Diferentes partes dos corpo tem uma escala de acidez. No caso da região vaginal, o pH normal é ácido, variando entre 2,0 e 4,0, numa escala de 0 a 14. Já o esperma, em contato com o ambiente vaginal, eleva esse pH para valores entre 5,5 e 7,0, tornando o ambiente mais alcalino (básico). Lembrando que quanto mais próximo de 7, menos ácido é o ambiente e acima desse valor, mais alcalino ou básico é o ambiente. 

Onde entra o shampoo Johnson's nisso? Acontece que os sabonetes íntimos são destinados a deixar o ambiente vaginal com o pH ácido, que é a sua forma equilibrada. Com o uso do shampoo Johnson's o pH passa a ficar mais alcalino (parecido com o do esperma) permitindo que os espermatozoides sobrevivam mais tempo nesse ambiente. (Quanto tempo vive o espermatozoide?

Vale salientar que o corpo feminino, quando não há alterações hormonais, já possui mecanismos para deixar o ambiente mais favorável aos espermatozoides! É o que acontece no período fértil. Quando vai se aproximando da ovulação, o corpo começa a produzir o muco fértil que é o responsável por facilitar a mobilidade dos espermatozoides. O conhecido Muco Clara de Ovo (por causa do seu aspecto parecido com a clara do ovo).


Posso utilizar o shampoo Johnson's todos os dias?


O pH vaginal é naturalmente ácido e isso não é por acaso. Essa região é uma porta de entrada para o organismo da mulher. Se não fosse a proteção natural (pH ácido!) qualquer micro-organismo como vírus e bactérias poderiam entrar sem problemas, causando doenças. Por isso o ambiente deve ser naturalmente hostil. Ao utilizar o shampoo Johnson's todos os dias, criaria um desequilíbrio no pH da vagina, deixando a região suscetível a infecções e doenças como candidíase.


Então como usar?


Não é necessário deixar de usar uma dica para engravidar (afinal, vai que dá certo?) mas deve ser feito com cuidado, assim não prejudica sua saúde! O uso é igual ao sabonete íntimo comum, basta lavar a região íntima durante o período fértil, mas atenção a alguns pontos:
  • Não usar fora do período fértil, alternando os dias e por no máximo 2 ou 3 vezes.
  • JAMAIS usar o shampoo para lavar o canal vaginal por dentro! Pode parecer estranho mas algumas pessoas acreditam que lá dentro também deve ser lavado. Além de problemas alérgicos, lavar dentro do canal vaginal pode causar mais facilmente infecções, além do risco de machucar essa região tão sensível. 


Diferenças de pH entre os sabonetes íntimos e o shampoo Johnson's 


A grande diferença entre os sabonetes íntimos comuns e o shampoo Johnson's está no pH deles. Os sabonetes líquidos que a gente usa no corpo (dentre eles o shampoo Johnson's) possuem um pH alcalino, enquanto que o sabonete  íntimo  possui pH ácido, que é o tipo de pH correto para a região genital.

E isso é mesmo importante? É sim, pois a região genital possui pH ácido e quando usamos um sabonete com pH alcalino, acabamos comprometendo a acidez natural da região. Quando, ao contrário, usamos sabonete íntimo, que possuem pH entre 4 e 4.5, preservamos a flora vaginal.

Já vi questionamentos referente a alergias, e a princípio os sabonetes íntimos não causam alergias, mas é claro que isso pode acontecer, tanto com o sabonete íntimo quanto com qualquer outro sabonete, já que  essa é uma região sensível, então é bem mais fácil de desenvolver alergias.


Embora tenha procurado, ainda não encontrei a informação de qual seria o valor do pH do shampoo Johnson's Baby pH balanceado. A dica é desse produto específico, contudo, consegui informação sobre o pH de outros produtos da marca que teriam o mesmo efeito, são eles:


Usar diariamente não é melhor?


Dentre os comentários que li a respeito, alguns eram de pessoas dizendo que pode sim usar o shampoo todos os dias pois com elas nada aconteceu. Muito cuidado com esse tipo de afirmação! Cada organismo reage de uma forma, alguns serão mais fortes e outros nem tanto. Estar mais suscetível a ter uma infecção ou doença não quer dizer que irar ter com certeza mas que é mais fácil do que alguém que não usa todos os dias. Por isso o melhor é ter discernimento com as dicas. Afinal, se o objetivo é ajudar a engravidar, não há necessidade de usar uma dica durante um período que você não vai engravidar, como é o caso de estar fora do período fértil ou após a ovulação! 


Uma solução que pode ser adotada com mais segurança é o uso de lubrificantes amigos da concepção. Eles foram desenvolvidos para ajudar na mobilidade e sobrevivência dos espermatozoides sem comprometer a proteção natural da região vaginal. (Conheça mais a respeito neste post aqui!

Ressalto que o intuito do post não é de criticar o uso do shampoo Johnson's para ajudar a engravidar. Na verdade é uma ótima dica. Contudo, devemos sempre usar as dicas com sabedoria para que não venhamos a ser prejudicadas mais do que ajudadas. Até a próxima! 

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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Síndrome do Hiperestímulo Ovariano - SHO


Diversas são as técnicas utilizadas hoje em dia para ajudar a mulher que tem o sonho de engravidar. Normalmente essas técnicas são (e DEVEM SER) acompanhadas pelo médico e isso é fundamental para evitar problemas no futuro. Muitas vezes, a ansiedade de engravidar faz com que a mulher decida utilizar um remédio sem acompanhamento médico e isso traz sérios riscos não apenas a sua saúde mas também ao sonho do positivo. Dentre os remédios para engravidar mais utilizados sem conhecimento médico, os indutores de ovulação costumam ser os que mais se recorrem para apressar a gravidez. O que poucas mulheres sabem é que há um risco sério ao usar o indutor que é a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano (SHO, ou OHSS na sigla em inglês). Conheça mais a respeito dessa síndrome e também quais cuidados que se deve ter com o uso dos indutores de ovulação.


O que é a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano?


Para entender a síndrome, primeiro vamos entender um pouco sobre os indutores de ovulação. O indutor de ovulação é um medicamento que causa um estímulo maior nos ovários para que produzam mais folículos ovulatórios. Assim, há uma chance maior de que ocorra a ovulação e assim a gravidez. 

E como ocorre a SHO? O hiperestímulo é a resposta exagerada ao medicamento. Algumas mulheres têm uma "alta resposta" ao estímulo hormonal, produzindo mais do que 20 óvulos em um único ciclo. Esta resposta exagerada pode resultar em complicações, em alguns casos graves, caso medidas de segurança não sejam tomadas.


Quais os sintomas da SHO?


Os sintomas do hiperestímulo podem aparecer antes ou depois da ovulação propriamente dita, alguns são: 
  • Náuseas e vômitos
  • Dor abdominal muito forte
  • Vontade frequente de urinar
  • Sede acima do normal
  • Urina escura, em pequena quantidade
  • Diarreia
  • Prisão de ventre
  • Dificuldade para respirar
  • Pernas vermelhas ou inchadas
  • Ganho rápido de peso (mais de 1 kg em um dia)


Os ovarios aumentados por si só já podem trazer incômodos para a paciente, mas outras complicações como a formação de ascites (acúmulo de líquido dentro da cavidade abdominal) e diminuição da diurese (volume urinário) podem acontecer. Em casos mais graves (e felizmente mais raros) pode ocorrer acúmulo de líquido nos pulmões e trombose.


Quem corre mais risco de sofrer hiperestímulo?


Os médicos que cuidam de tratamentos de fertilidade costumam ir monitorando, através de ultrassons, a resposta de cada mulher à droga, para modificar a dose conforme a necessidade. Não há como prever se alguém sofrerá de hiperestímulo, nem como vai responder aos indutores, mas há alguns fatores que influenciam. Corre mais risco, a princípio, quem: 

  • Tem menos de 35 anos
  • Baixa Massa Corpórea
  • Sofre de síndrome dos ovários policísticos
  • Total de 15 ou mais folículos antrais, ou seja, a contagem dos folículos nos primeiros dias do ciclo, antes do início das medicações
  • Está usando a gonadotrofina menopáusica humana (hMG) para induzir a ovulação, especialmente se em conjunto com o hormônio hCG.
  • Altos níveis de hormônio antimülleriano
  • Já teve algum episódio de hiperestímulo


Pode acontecer com mulheres que não possuem este perfil quando altas doses de gonadotrofinas (FSH e LH) são dadas a paciente, fazendo com que esta tenha uma elevação dos níveis de estradiol,  um número elevado de folículos  e de óvulos capturados.


Classificação da SHO


A síndrome do hiperestímulo ovariano ocorre entre 0,6% - 10% nos ciclos de tratamento em fertilização in vitro sendo que a forma severa ocorre em 0,5 – 2% destes mesmos ciclos. Ela é classificada em leve, moderada e severa. Veja a imagem abaixo:



O perigo do hiperestímulo


Os casos graves de hiperestímulo ovariano podem colocar a vida da mulher em risco, embora casos de tamanha gravidade sejam raros. O abdome se enche de líquido (na chamada ascite), e às vezes até o peito e a membrana que envolve o coração são atingidos pelo líquido. 

Embora esteja com o corpo cheio de líquido, a mulher fica desidratada, e os órgãos como pulmões, rins e fígado param de funcionar direito. Também existe o risco de a circulação sanguínea ser prejudicada, com o perigo de formação de coágulos. 

Outro problema é os ovários ficarem danificados pelo inchaço, o que pode prejudicar a fertilidade futura. 


Como tratar o hiperestímulo ovariano?


Nos casos mais leves é recomendado repouso, ingestão oral de líquidos para hidratação com água de coco e isotônicos, reposição Salina (Gatorades), alimentação rica em proteínas (inclusive com uso de Whey Protein), analgésicos que auxiliam no controle da dor, bem como meias de compressão para ajudar na recuperação. A paciente deve se abster de relações sexuais para não ter risco de engravidar.

Nos casos graves, a hospitalização é necessária, até em UTI (unidade de tratamento intensivo), para administrar soro pela veia, monitorar o funcionamento dos órgãos e às vezes para drenar o líquido do abdome, procedimento que pode ter de ser repetido várias vezes. 

Não existe um medicamento que interrompa o acúmulo de líquido. O máximo que os médicos podem fazer é cuidar dos sintomas enquanto o efeito do medicamento causador vai diminuindo. 


Por que não se deve engravidar com hiperestímulo?


O risco de engravidar com um quadro de hiperestímulo ovariano tem relação com a SHO Tardia. Acontece que o hCG liberado na gravidez estimula as células da granulosa dos folículos ovarianos a liberarem o VEGF (vascular endothelial growth factor), que desencadea a síndrome. Ou seja, os efeitos serão ainda maiores, agravando o quadro de hiperestímulo.

Em função desses riscos, é importante que a prescrição desse tipo de medicamento seja sempre realizada pelo médico e a mulher deve ser monitorada durante o seu uso, com constantes ultrassonografia. Esses efeitos são maiores em mulheres com cistos ovarianos, doenças no fígado, problemas tireoidianos não tratados ou tumores na hipófise. No entanto, a paciente tendo ou não qualquer uma dessas patologias, se estiver em uso de um indutor de ovulação, tem que estar atenta aos efeitos secundários ou colaterais. Quando durante a monitorização se detectam indícios que podem levar a estas complicações o ciclo de tratamento deve ser interrompido.

Não vale a pena correr o risco de adiar mais ou mesmo de ter que desistir do sonho de engravidar por usar um medicamento sem a devida prescrição médica. Além disso, o que funciona para uma mulher, pode não ser bom para outra. Com saúde não se brinca! Até a próxima!

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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Ovários Policísticos e Multifoliculares: Entenda a diferença.


Ovários com cistos, ovários policísticos, ovários micropolicísticos, síndrome dos ovários policístico (SOP), síndrome dos ovários micropolicísticos (SOMP), ovários multifoliculares... Com frequência esses termos são usados e muitas pessoas não conseguem entender o que cada expressão significa, se são as mesmas coisas ou se são coisas diferentes. Muitas mulheres que tiveram cistos nos ovários podem acreditar que tem a síndrome dos ovários policísticos (SOP), embora isso nem sempre seja correto.  Vamos tentar esclarecer esses termos e diferenciá-los. 

O que é cisto?


O cisto é uma espécie de bolsa de tecido, que pode ser cheia de ar, líquido, pus ou outro fluido. Tem um crescimento lento e normalmente não apresenta sintomas. 

Os cistos ovarianos são bolsas cheias de líquidos que se formam sobre ou dentro do ovário. Existem vários tipos de cistos conheça quais são aqui


Cistos nos ovários X ovários policísticos



A primeira grande confusão é acreditar que quem tem cistos nos ovários tem a síndrome dos ovários policísticos. A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos. Na verdade, na síndrome existem de 10 a 20 pequenos cistos com meio centímetro de diâmetro, os cistos de ovário são únicos e bem maiores, medindo de 3 a 10 cm. Essa é a grande diferença. Mesmo que uma pessoa um dia apresente o ovário policístico não significa que esta tenha a síndrome. Para que haja um diagnóstico da síndrome, sintomas como menstruação irregularobesidade, resistência à insulinaacne entre outros devem ser averiguados. Saiba mais sobre a síndrome dos ovários policísticos aqui!

SOP X SOMP


Síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou Síndrome dos ovários micropolicísticos (SOMP) são na verdade duas nomenclaturas para a mesma patologia. Ou seja, alguns profissionais podem descrever o problema como SOP e outros vão preferir utilizar o termo SOMP. Em ambos os casos referem-se aos múltiplos cistos pequenos (daí o termo micro!) causados pela síndrome. 


Ovários policísticos X Ovários multifoliculares



Dentro dos ovários existem vários folículos, que se desenvolvem, dando origem aos óvulos. Em condições normais, a mulher ovula quando um folículo cresce dentro do ovário e libera um óvulo maduro. 

No ovário multifolicular há mais folículos se formando, contudo isso não afeta o tamanho do ovário. Os folículos não se desenvolvem e permanecem nos ovários, isto ocorre por um desajuste hormonal. Os folículos se encontram em menor número e espalhados de forma mais organizada, e os distúrbios hormonais são menos significativos em relação aos ovários policísticos.


A SOP impede que os folículos cresçam. Eles vão se acumulando no ovário e formam múltiplos cistos pequenos e benignos (folículos não rotos), mas que ficam liberando estrogênio. Esses folículos não desenvolvidos ficam espalhados de forma irregular e na maioria dos casos (embora não seja uma regra), as taxas hormonais são alteradas. Conheça mais sobre os Cistos Foliculares.

Como vimos os termos às vezes podem confundir e é importante saber o que cada um significa. Em resumo, as diferenças são:

Ovários com cistos - são os que apresentam 1 ou 2 cistos nos ovários com tamanho um pouco maior.

Ovários policísticos - são vários microcistos que não se desenvolvem e ficam durante um tempo nos ovários. Ter microcistos nos ovários não significa que a mulher tenha a SOP.

Síndrome dos ovários policísticos ou micropolicísticos - um dos sintomas da síndrome é a presença de microcistos nos ovários. Contudo, para que seja considerado como síndrome, outros sintomas precisam se constatados. É possível ter SOP sem que os ovários se apresentem com micropolicísticos.

Ovários multifoliculares - presença de múltiplos folículos do que normalmente mas com tamanho do ovário normal. 


Lembre-se que independente do tipo de cisto ou microcisto, se o desejo é engravidar, quanto antes buscar um tratamento melhor! Até a próxima!

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