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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Mãe adotiva pode amamentar: Conheça a Translactação!


Amamentar é um ato de amor! Essa é uma linda e verdadeira frase. O momento da amamentação é quando a conexão entre mãe e filho se estreita. Quando a mulher passa pela gestação, normalmente esse momento é muito esperado. Mas e quando a mãe não gerou seu filho? Algumas pessoas não sabem, mas mesmo a mãe adotiva pode amamentar seu filho! Esse sonho de amamentar não precisa ser exclusividade das mulheres que engravidam e passam pelo parto. Mães adotivas também podem nutrir o filho dessa maneira graças à Translactação ou indução à lactação (também chamada de lactação adotiva).

O que é Translactação?



A translactação é uma técnica que consiste em colocar o bebê ao peito para mamar o leite da própria mãe retirado previamente através de uma sonda que é coloca próxima do mamilo. Esta técnica é muito utilizada em casos de bebês prematuros, que não possuem força suficiente para sugar o leite materno ou que precisaram ficar em encubadoras no hospital e serve para estimular a produção de leite materno.

Translactação e Relactação


A translactação e a relactação são técnicas semelhantes, porém, a diferença é que a relactação é aplicada pelas mães que já amamentaram em algum momento da vida e querem voltar a produzir leite para alimentar um bebê, seja ele biológico ou não. A translactação ou lactação induzida é um termo utilizado para estimular a produção de leite em mulheres que nunca amamentaram, como em casos de adoção. 

Como funciona a técnica de Translactação?


A técnica consiste em colocar no mamilo da mãe uma pequena sonda ligada a um recipiente com leite industrial ou materno. Quando o bebê suga o seio, recebe o conteúdo pelo tubo acoplado. Por meio da sucção contínua, a produção de leite da mulher é estimulada. Desta forma a criança também aprende, gradativamente, a associar o peito materno à alimentação. 

Se o bebê estiver muito irritado ou ansioso para mamar, os especialistas indicam deixar que ele sugue o peito de 15 a 20 minutos sem a sonda, para estimular a produção de leite. Quando ele começar a reclamar, coloque a sonda junto ao seio, no canto da boca da criança.

Para potencializar a sucção, a mãe também pode interromper a mamada da criança de tempos em tempos. Basta dobrar um pouquinho a sonda, para não permitir que o leite passe, deixando o bebê sugar por mais tempo.

Técnicas auxiliares da translactação




Para que a prática da translactação seja efetiva, é necessário associar outras técnicas, como massagens nas mamas e movimento de ordenha manual, pode-se utilizar também uma bomba de leite. 

Os medicamentos que podem incentivar a produção láctea nas mulheres são os galactogogos. No caso de mães de filhos adotivos, o indicado é que a preparação comece um mês antes da adoção. Alguns médicos indicam o uso de homeopáticos à base de alfafa, que estimula a secreção de prolactina.

Material para translactação



Para utilizar a técnica, não é necessário nenhum equipamento sofisticado. É possível usar uma sonda uretral ou nasogástrica número quatro, com a ponta cortada, fazendo dela um canudo, e um copo de vidro esterilizado ou uma chuquinha, fazendo um furo grande na ponta do bico (a ponto de conseguir encaixar a sonda).

A sonda é um item barato, a unidade custa cerca de 80 centavos. Ela deve ser descartada após cada uso, embora seja possível lavá-la utilizando uma seringa com água, mas a higienização não é garantida. Há a possibilidade também do uso do kit de translactação, vendidos em farmácias. 


Kit Translactação
Kit Translactação















Qualquer que seja o método de translactação escolhido, a mãe deve ter alguns cuidados como colocar o recipiente com o leite mais alto do que a mama para o leite fluir melhor, ferver o material 15 minutos antes todas as vezes que o for usar, lavar o material com água e sabão após cada uso e trocar a sonda após 2 a 3 semanas de uso.

Quanto tempo até que a mãe consiga amamentar


Os bebês não costumam apresentar resistência ao uso desta técnica e após algumas semanas é possível fazê-lo mamar no peito, sendo, por isso, muito importante não dar a mamadeira ao bebê durante este processo. É preciso ter paciência para produzir o próprio leite. Algumas mães levam até quatro meses para alcançar esse objetivo. 

É importanter manter um contato com o pediatra da criança, já que nem sempre o resultado é próspero a ponto de a produção de leite dar conta da necessidade do bebê. Por isso, o uso de leite artificial pode ser necessário.

Amamentar é um ato de amor! Sim, a mãe deve manter-se firme e paciente para o sucesso da técnica. Aproveite os momentos para curtir o seu filho e estreitar ainda mais esse lindo laço de amor. Até a próxima!

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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Regras para visitar um recém nascido


A chegada do bebê é esperada por muitos com grande ansiedade. Logo após o nascimento a notícia de que há um novo membro da família costuma se espalhar rapidamente. Mas como se comportar ao visitar o pequeno? Será melhor visitar a mãe já na maternidade? Descubra quais cuidados são essenciais nesse momento.

Visita na maternidade?



Depende muito da mãe, do tipo de parto. Algumas mães podem preferir receber visitas no hospital já que não precisam se preocupar com a arrumação da casa, ou o que servir à visita. Outras mães podem preferir descansar esses primeiros momentos, conhecer o bebê, ou simplesmente descansar de um longo trabalho de parto. Dessa forma, o melhor é também o mais simples: perguntar! Ligue antes de visitar e pergunte se a mãe prefere que a visita seja feita no hospital ou se prefere adiar por uns dias. É importante respeitar o tempo da nova família e também não se chatear com a decisão da mãe. Geralmente, após a adaptação da mãe à rotina do bebê, as visitas são bem vindas!

Combine antes! 



Surpresas são divertidas mas quando se trata de cuidar de um bebê que exige muito de si, fazer uma visita surpresa nem sempre é o melhor caminho. Imagine que a mãe provavelmente não deve estar preocupada com o andamento da casa ou mesmo está preparada para dedicar um tempo a alguém que não seja o bebê. A visita deve ser marcada sempre com antecedência e deve ser de acordo com a nova rotina da família. Evitar visitas noturnas ou interromper rotinas como a alimentação, o sonhinho ou o banho.

Lembre-se que o bebê ainda não tem horário definido para dormir e você pode chegar bem no momento que a criança dormiu depois de uma noite inteira acordado, atrapalhando o descanso dos pais. Ligue antes, sempre!

Evite visita nos horários de refeições



Para algumas pessoas é comum aproveitar o horário do almoço ou do jantar para bater um papo com os amigos. Mas após a chegada do bebê é bem provável que a família mal consiga fazer uma refeição quente sem ser interrompida. Mesmo que a visita seja combinada para o horário do lanche, os pais podem ficar aflitos para que algo seja servido, adquirindo nova tarefa numa rotina que já está cheia de atividades. Uma ótima solução seria levar um lanche pronto para os pais, além de ser muito gentil, poderá ser a única refeição que eles terão durante horas.

Cuidado com outras crianças



Criança é sempre muito ativa, gosta de brincar, fazer barulho, conversar e isso pode deixar os pais loucos. Se possível, não leve outras crianças para a visita ao recém nascido. Caso não tenha outra opção, prepare a criança antes da visita para que ela fique o mais quieta possível durante a visita ao bebê e caso isso não seja possível, o melhor é adiar a visita até que a convivência com o bebê seja mais adequada. 

NUNCA visite se estiver doente



É obvio que não se deve visitar um bebê se estiver doente, mas não custa lembrar! O bebê não tem o sistema imunológico completamente desenvolvido, nem tomou todas as vacinas, fazendo com que mesmo um simples resfriado seja um grande problema. O recém nascido está mais suscetível a ação de vírus e bactérias. Então, mesmo que seja um simples resfriando, melhor se recuperar totalmente antes de fazer a visita. Lembre-se de desmarcar a visita ao bebê, afinal não se deve deixar ninguém esperando!


Não faça carinhos sem a permissão da mãe



Como mencionado anteriormente, o bebê não tem sistema imunológico desenvolvido, ficando desprotegido contra vírus e bactérias. Muitos são os lugares que podem ser fontes delas, como chaves, dinheiro, telefone, mesas, carro... Enfim, nosso dia a dia é compartilhado com uma infinita possibilidade de contato com vírus e bactéria. 


O cheirinho de um recém nascido é maravilhoso. Dá vontade de pegar no colo, pegar nas mãozinhas, beijar, abraçar... Mas bebês costumam levar as mãos à boca, sendo mais fácil de se contaminar se pegamos nas mãozinhas dele, ainda que seja apenas num dedinho. Da mesma forma, não pegue o colo sem que tenha conversado com a mãe antes. Nesse caso, para evitar o constrangimento da mãe, o melhor é só pegar no colo se for oferecido por ela. Não force a barra!

Restrinja os carinhos à cabeça, pés ou barriga.

Não peça para acordar o bebê



Se tem uma coisa que é importante é o sono do bebê. Isso pelo menos para os pais que ainda tem tido noites sem dormir. Basta imaginar como se sentiria se quisesse muito uma coisa e assim que conseguiu alguém pedisse que jogasse fora? Os pais passam dias e noites acordados, desejando ansiosamente que o bebê adormeça, quando ele enfim resolve dormir, vem você e pede para acordá-lo! Dessa forma, caso a visita seja feita durante a soneca do bebê, nem pense na possibilidade de pedir para interromper o sono da criança.

É importante respeitar a rotina do bebê que pode ter adormecido há pouco tempo ou estar indisposto (a fase das cólicas, por exemplo, incomoda bastante os bebês) e precisar de descansar num ambiente tranquilo e seguro. Se o bebê se mostrar incomodado quando se pega ele ao colo, não insista e devolva-o a mãe ou ao berço.



Evite perfumes



Como para o recém nascido tudo é feito pela primeira vez, desconhece-se a possibilidade dele ter alergia a alguma coisa. Além disso, o cheiro forte pode incomodar a bebê que tem o olfato muito sensível. Dessa forma, evite expor a criança a cheiros desnecessários. Caso tenha marcado de ir conhecer o pequeno, deixe de lado os perfumes fortes, loções ou xampus com fragrâncias marcantes. Veja mais como Perfume pode causar alergia em bebês!


NUNCA fume durante a visita



Todos os males do fumo é de conhecimento de todo mundo (grande parte pelo menos!) e fica claro que deixar o bebê em um ambiente livre de cigarro é essencial para sua saúde! O ideal é que antes da visita a pessoa passe um tempo sem fumar para que suas roupas não fiquem com o cheiro forte do cigarro. E acredite, esse cheiro é muito perceptível para quem não fuma, diferentemente do que ocorre com o fumante. 

Reforce a higiene



Caso for interagir com o bebê recém nascido, lembre-se de higienizar bem as mãos. Pode-se usar álcool-gel ou mesmo um sabonete já ajuda bastante para proteger o bebê no momento do contato com estranhos. A mãe pode deixar visível um kit de higiene, assim a visita pode usar antes de pegar, não apenas no bebê, mas nas coisinhas do bebê. Não se trata de frescura, muito menos é exagerado, já que cuidar da saúde da criança deve ser o item número 1 nos cuidados com o bebê.

As visitas devem ser curtas


Fazer uma visita ao recém nascido é um claro sinal de carinho e mostra a importância do bebê para a pessoa, mas não é necessário ficar muito tempo conversando, tentado se atualizar sobre os assuntos pelo mesmo tempo de uma gravidez! É importante permanecer apenas o tempo suficiente para felicitar os pais e conhecer o bebê.

É natural que os pais, principalmente a mãe, estão cansados e entreter a visita ou preocuparem-se com o que vão oferecer ao lanche não os vai ajudar a recuperar energias. Claro que os pais podem pedir que fique mais tempo, mas cabe a visita interpretar o pedido como real desejo de estender a conversa ou apenas uma forma educada de dizer que a pessoa é bem vinda. 

Os pais precisam de espaço e de tempo para se adaptarem à nova rotina, cuidar e dar atenção ao(s) irmão(s), dormir ou realizar tarefas que não conseguem cumprir com o bebé acordado.

Mãos amigas



Caso a pessoa tenha intimidade com os pais, não custa nada oferecer uma mãozinha nos afazeres de casa. Além de ser uma enorme ajuda aos pais, demonstra carinho e respeito pela fase que estão passando. Os pais podem nem sempre admitir mas a última coisa em que estarão pensando é em lavar louça, varrer o chão, estender roupa ou por na máquina de lavar. São tarefas que vão acumulando já que a rotina está completamente bagunçada. Da mesma forma, pode-se oferecer para olhar o bebê enquanto a mãe toma um banho ou faz uma refeição. Esse é o tipo de ajuda que com certeza encantará o casal mais do que qualquer coisa!

Não meta a colher!


O velho ditado "em briga de marido e mulher não se mete a colher" se estende aos cuidados com bebê. Ainda que já tenha passado por situação semelhante, guarde o desejo de palpitar nos cuidados da mãe com o bebê, a menos que seja uma dúvida que a mãe solicitou ajuda. É essencial deixar que a mãe se acostume com a nova rotina. Além disso, o choro que para alguém pode ser interpretado como fome, talvez seja mais familiar para mãe que saberá como agir. Pense que a mãe é quem deve se adaptar as necessidades da criança, e que é importante que seus instintos sejam desenvolvidos junto com a demanda do recém nascido. Lembre-se também que são nas primeiras semanas que os pais estarão se adaptando ao bebê, portanto conselhos assim podem ser interpretados como inconvenientes, podendo além disso deixar a mãe insegura ou triste.


Evite tirar fotos sem falar com a mãe antes



É mais do que compreensível querer registrar todos os momentos do bebê, além de ser muito fofo as caretinhas e trejeitos que o recém nascido faz. Hoje em dia é comum compartilhar nas redes sociais tudo com relação à chegada de um novo membro da família como suas roupinhas, seus cabelos, mãozinhas, pezinhos e todos os "inhos" e "inhas" possíveis mas isso apenas se os pais estejam em concordância com isso! 

Caso seja dado o sinal positivo quanto as fotos, evite o uso de flashes, que podem incomodar o bebê!

Não faça festa surpresa



Depois de um parto longo, muitas vezes difícil, passar um tempo no hospital com entra e sai de enfermeiras, médicos e visitas, tudo o que um casal pode querer é chegar em casa e... dar de cara de uma grande festa surpresa! Isso pode deixar os pais ainda mais cansados e até mesmo estressados. E pais estressados podem deixar o bebê ainda mais estressado, bem como um grande número de pessoas batendo papo, tirando fotos, rindo alto... Então, a menos que os pais peçam, deixe para marcar uma festinha de boas vindas para depois, quando tanto os pais como o bebê estarão mais tranquilos para passar um tempo com toda a família e amigos. 

Aproveite a hora de mamar para se retirar



O momento da amamentação é um dos momentos mais sensíveis para a mãe no pós-parto. Nos primeiros dias a mãe e o bebê estão criando um vínculo único e quanto mais privacidade possam ter nessa hora, melhor. Algumas mulheres estarão inseguras nas primeiras mamadas e estar na presença de alguém pode deixar o momento ainda mais tenso. Mãe e bebê precisam de se sentir à vontade, confortáveis e confiantes. 

A experiência dos primeiros dias é determinante para o sucesso da amamentação e para que o aleitamento materno se estabeleça com normalidade. Caso perceba que o bebê está reclamando e que pode ser fome, esse pode ser um sinal de que é momento de se despedir. 

Respeite a rotina familiar



Para uma visita bem sucedida é importante estar atento aos sinais que os pais e o bebê podem indicar. Pais ou bebês cansados pedem que a visita seja breve ou mesmo adiada para outro momento. Momentos íntimos como a amamentação pede que a mãe e o bebê tenha sua privacidade respeitada. É fundamental aceitar e respeitar as escolhas e convicções dos pais quanto aos cuidados com bebê, seja a forma como preparam as roupas, o banho ou a rotina do bebê, até como preferem que a intimidade seja compartilhada com outras pessoas, como é no caso de exibir ou não as fotos nas redes sociais. Cada qual tem sua forma de pensar e embora possa não concordar com o outro, nada melhor que manter uma convivência pautada no respeito mútuo. Até a próxima!

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Como acabar com as cólicas no bebê


Nada mais angustiante para uma mãe que ouvir seu bebê chorando. Os primeiros três meses são de aprendizagem. A mãe passa a perceber se o choro é por fome, por sono ou simplesmente porque o bebê está com saudade da mamãe. Quando não há motivos para o choro do bebê, ele já comeu, está sequinho e devia estar dormindo mas não para de chorar, é hora de avaliar se ele não está sofrendo com as cólicas. 

O que causa as cólicas no bebê?


Nos primeiros meses é muito comum que o bebê tenha cólicas, porque o sistema digestivo ainda não está pronto, os movimentos peristálticos (que empurram o alimento através do tubo) ainda são desordenados. As cólicas também são causadas devido a formação de gases - eles surgem porque, quando o bebê mama, acaba engolindo ar ou por causa da fermentação, mais acentuada ainda na digestão do leite de vaca. 

Como saber se é cólica?


Um bebê com menos que 5 meses, chora mais que três horas seguidas mais que três vezes por semana, e isso já dura ao menos três semanas, há boas chances de ser cólica. 

A cólica costuma aparecer por volta de duas a três semanas após o nascimento (no caso de crianças prematuras, de duas a três semanas após a data prevista para o parto). 

É normal que bebês chorem quando estão com fome, molhados, assustados ou cansados, mas crianças com cólica choram sem parar e nada consegue lhes dar conforto ou consolo. 

Os principais sintomas da cólica são:

  • Crises de choro intenso e difícil de acalmar
  • O bebê encolhe as perninhas e arqueia as costas para trás, estica-se e se espreme enquanto chora.
  • O bebê se "espreme" e se contorce, e parece ter alívio quando solta um pum ou quando consegue fazer cocô. 
  • Começar a chorar no meio de uma mamada.

As cólicas podem acontecer geralmente no final da tarde e fazem o abdome do bebê se contrair. Uma forma de evitar a tristeza de ver seu bebê sofrendo com as cólicas é preparar-se para cuidar delas com alguns métodos indicados por especialistas:


Dê preferência ao leite materno



Além de ser um ótimo calmante, restringir à dieta ao leite materno nos primeiros seis meses de vida ajudará nessa fase de amadurecimento do sistema digestivo e de cólicas mais fortes. Diferentemente da mamadeira, o bebê ao mamar no seio engole menos ar pois ao encaixar a boca no seio, cria-se uma maior vedação evitando a formação de gases. Além disso, o leite materno também fermenta menos no sistema digestivo do recém-nascido em comparação com o leite de vaca. (Como é produzido o leite materno)

Coloque o bebê para arrotar



É muito importante fazer com que a criança arrote para expelir o ar engolido durante a amamentação. Essa prática faz com que os gases, causadores das cólicas, saiam do estômago da criança e sejam eliminados. Isso ajuda a amenizar as dores, mas não deve ser tratado como regra. Caso a criança não arrote em mais de cinco minutos, a mãe pode deitá-la sem problemas. Para os pequenos que não mamam no peito, existem mamadeiras especialmente projetadas para evitar a cólica.

Banho morno



Para ajudar a acalmar o bebê o melhor é dar um banho morno, mais para quente, regulando a temperatura da água entre 36ºC e 37ºC. A temperatura amena relaxa o corpo todo, até o sistema digestivo, que passa a sofrer menos com os movimentos peristálticos irregulares. Esse recurso pode ser utilizado ainda que seja de madrugada pois evita as contrações dolorosas que não deixam o bebê dormir. Pode-se manter preparado os produtos para o banho, cuidando para que o ambiente esteja silencioso ou pode-se colocar uma música suave tocando baixinho, usando luz indireta. Faça com que seu bebê escute sua voz, seja através de uma conversa ou mesmo uma música de ninar.A percepção de uma atmosfera calma ao redor tranquiliza o bebê, e a água na temperatura do corpo proporciona uma sensação muito próxima à que a criança experimentava no útero.

Coloque o bebê na posição aviãozinho



Segure o bebê de bruços, apoiando seu braço embaixo da barriguinha dele. Quando deitado de bruços o bebê consegue expelir mais facilmente os gases que o incomodam e agravam a cólica. Os bebês adoram essa posição diferente do tradicional e o aquecimento na barriga ameniza a dor. Também vale deitar o bebê de bruços na cama ou no berço, sobre o peito do pai ou da mãe, sempre com o cuidado de deixar o rosto livre para respiração.


Lembre de aquecer levemente o quarto para que o bebê não senta frio. Tire sua blusa e a roupa dele, deixando-o apenas com a fralda. O contato pele com pele aconchega, enquanto o cheiro e a voz da mãe ou do pai transmitem calma e segurança. 


Estimule o funcionamento do intestino



Normalmente uma caminhada faz com que o intestino preso seja estimulado. Como o bebê não anda, esse estímulo pode ser feito através de movimentos feitos pela mãe. Basta flexionar as perninhas do bebê em direção ao peito, primeiro com as duas perninhas juntas, depois alternando as perninhas, movimentando-o como se ele estivesse pedalando uma bicicleta imaginária. O exercício manda embora os gases que provocam o desconforto.


Pode-se massagear o abdômen do bebê, que além de aquecer a região e aliviar a dor, favorece a movimentação intestinal, além da eliminação de gases e fezes. A massagem deve ser feita em movimentos circulares ao redor do umbigo no sentido do relógio. Utilizar técnicas de massagem como a Shantala previne as cólicas, além de aumentar o vínculo entre mãe e filho. 

Massagem Shantala ajuda a acalmar

Aqueça o abdômen



Bolsas de água quente e até o aquecimento com cobertores ou fraldas ajudam a aliviar a cólica, principalmente porque o bebê relaxa o corpo todo e acaba com a tensão também do tubo digestivo.





O calor favorece a vasodilatação, facilita o fluxo sanguíneo e relaxa a musculatura, diminuindo o desconforto abdominal. Deve-se apenas ter o cuidado de testar a temperatura do tecido ou da bolsa para não queimar a pele delicada do bebê. Use o lado de dentro do braço, que tem a pele mais fina, para saber se a temperatura não está muito alta.



Envolva o bebê 



Embrulhe o bebê como se fosse um pacotinho, envolvendo todo seu corpo. Ao embrulhar o corpo do bebê, a criança passa a sentir uma sensação de aconchego e segurança, diminuindo sua irritabilidade e a agitação. Aproveite para distrair o bebê com uma caminhada pela casa, segurando-o de bruços, com a barriguinha apoiada nas suas mãos - esse contato aquece o abdome e traz o conforto do toque.





Controle a alimentação



Embora não haja pesquisas conclusivas sobre a relação da dieta da mãe com as cólicas do bebê, convém a mãe observar e diminuir o consumo de alguns alimentos que podem estar relacionados com os episódios de cólicas do bebê. Normalmente, produtos industrializados podem dificultar a digestão, já que os mesmos contêm muitos conservantes, corantes e estabilizantes com os quais um intestino imaturo não consegue lidar, como é o caso do bebê. A mãe também deve evitar comidas com muitos condimentos ou muito temperadas. Alimentos como brócolis, couve-flor, repolho e cebola, apesar de serem ricos nutricionalmente, podem alterar o sabor do leite e causar desconforto e irritação ao bebê. Leite e derivados (queijos, iogurtes e até a manteiga) podem causar reações alérgicas no bebê, manifestadas de minutos a horas após a mamada, com sintomas como diarreia, irritações de pele, desconforto e gases. O chocolate, por conter cafeína e estimular a liberação de serotonina, também pode causar irritabilidade e aumentar os movimentos intestinais do bebê. Carnes vermelhas, por serem digeridas mais lentamente, podem ocasionar gases. E as leguminosas - feijões, grãos, favas e lentilhas, apesar de serem bastante nutritivas, podem ocasionar formação de gases.

Uso de medicação



Essa é a última medida a ser tomada e apenas com a recomendação do pediatra do bebê. Lembre-se que embora possa prometer alívio das cólicas, alguns remédios, ainda que naturais, contém componentes que a longo prazo podem prejudicar muito a saúde da criança. Um exemplo disso é a Funchicória, que além dos extratos de plantas, possui sacarina, um adoçante muito usado por adultos com diabetes e que pode ter efeitos graves nos bebês. A ação calmante da funchicória teria então relação com a sacarina, que estimula a liberação do neurotransmissor serotonina (gatilho natural de bem-estar). 

Existem também outros medicamentos que podem ser usados para reverter as cólicas nos bebês, como o uso de antigases, como a dimeticona. Mas administre esses medicamentos apenas com recomendação médica, evitando efeitos colaterais que podem prejudicar a saúde e o desenvolvimento do seu bebê.

Encha-se de paciência



Embora as cólicas e seu choro típico sejam comuns nesse fase, é importante que a mãe esteja preparada que isso pode durar horas e horas. Ao tentar acabar com o sofrimento do bebê, a mãe muitas vezes muitas vezes sofre muito mais, deixando o sentimento de tensão e impotência tomar conta. Infelizmente, isso torna-se um ciclo vicioso onde o bebê, supersensível, percebe a impaciência da mãe, fica inseguro e reage sentindo mais dor. A mãe segue com os cuidados e, sem sucesso, vai ficando mais tensa e impotente. Nesse momento é importante a mãe perceber isso antes de perder o controle da situação. 


O apoio da família torna-se um alívio para que a mãe possa tirar um tempo para se tranquilizar, sendo mais fácil voltar a cuidar do filho. Não pense que é uma má pessoa por perder um pouco da paciência, afinal ninguém gosta de ver alguém tão importante em nossa vida sofrendo, ainda mais um bebê. O sentimento de impotência então pode se manifestar em forma de raiva, impaciência ou mesmo tristeza. Ter conhecimento desses sentimentos e saber que eles são perfeitamente normais é uma forma de estar preparado para agir da melhor forma para você e o bebê. Até a próxima!






segunda-feira, 4 de julho de 2016

Como é produzido o leite materno


O leite materno é produzido devido à ação de hormônios que começam a agir no corpo da mulher ainda na gravidez, onde os seios vão sendo preparados para essa tarefa tão especial. É em função dos hormônios estrógeno e progesterona - liberados pelo estímulo do hCG e depois pela placenta -, que ocorre as transformações físicas como seios mais sensíveis, inchados e com mamilos mais escuros e aréolas maiores. Essa fase pode ser chamada de pré-produção do leite, já a produção do leite propriamente dito só tem início após o parto, quando outros hormônios, como a prolactina e a ocitocina, entram em cena.

Mudanças dos seios na gravidez


Logo após a confirmação da gravidez, e em alguns casos antes mesmo disso, a mulher poderá notar um escurecimento do bico dos seios. Especialistas acreditam que a mudança de cor do mamilo, possa ajudar na futura amamentação, já que seria uma forma de ajuda da mãe natureza na orientação do recém-nascido. 

Outra mudança que pode ser notada é o aparecimento de pequenas bolinhas ao redor da aréola do seio, também com papel vital na amamentação. Essas bolinhas produzem uma substância oleosa responsável por limpar, lubrificar e proteger o seio de infecções durante a amamentação.

O Lactogênio placentário, prolactina e gonadotrofina coriônica contribuem para a aceleração do crescimento mamário. A secreção de prolactina aumenta de 10 a 20 vezes na gravidez. No entanto, a prolactina é inibida pelo lactogênio placentário, não permitindo que a mama segregue leite durante a gravidez.

Olhando por dentro



As mamas são formadas por uma combinação de tecidos, glândulas mamárias e gordura (a quantidade de tecido adiposo difere de mulher para mulher, daí a enorme variedade de tamanhos e formatos de seios). 

Uma curiosidade é que os seios já estão se preparando para uma gravidez desde a época de embrião, com 6 semanas no útero da mãe. A criança já nasce com os principais ductos mamários formados. 

As glândulas mamárias ficam quietinhas até a puberdade, quando uma enxurrada do hormônio feminino estrogênio faz com que os seios cresçam e inchem. 

Sistema de amamentação



As glândulas mamárias trabalham a todo vapor durante a gestação. No momento em que o bebê nasce, o tecido glandular das mamas possuem o dobro de tamanho de antes da gravidez, explicando o motivo de muitas mães terem uma mudança radical no número do sutiã! 

Em meio às células adiposas e ao tecido glandular localiza-se uma rede de canais, chamados ductos. Os hormônios da gravidez fazem com que esses ductos aumentem de quantidade e tamanho e se dividam em canais menores perto da região peitoral. Na extremidade de cada um deles há uma aglomeração de pequenos sacos, semelhante a um cacho de uvas, conhecidos como alvéolos. 

Um conjunto de alvéolos forma um lóbulo, e uma reunião de lóbulos é um lobo. Cada seio contém de 15 a 20 lobos. 

O leite é produzido dentro dos alvéolos, os quais são rodeados por diminutos músculos que pressionam as glândulas e empurram o leite para os ductos. Os cerca de nove ductos lactíferos de cada seio são como canudos isolados que chegam à extremidade do mamilo, formando vários furinhos que levam o leite para a boca do bebê. 

O sistema de distribuição do leite fica completamente pronto já no segundo trimestre de gravidez, para que a mulher possa amamentar o bebê mesmo que ele seja prematuro. 

Produção de leite e prolactina


Cerca de 24 a 48 horas após a mãe dar a luz, começa a produção de leite em grande escala, período esse chamado de lactogênese. 

Após a retirada da placenta, os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona começam a declinar. O hormônio prolactina, cuja quantidade vinha aumentando durante toda a gestação, é então liberado, para sinalizar ao corpo que é hora de produzir bastante leite. 

De acordo com pesquisas, a prolactina é também responsável por fazer com que a mãe tenha uma maior sensação da maternidade, sendo chamada por alguns especialistas de hormônio do instinto materno. Em geral, o leite demora mais para "descer" no primeiro filho. 

À medida que seu corpo se prepara para a lactação, ele libera mais sangue para a região dos alvéolos, deixando os seios firmes e cheios. Vasos sanguíneos meio inchados, combinados com a abundância de leite, podem deixar as mamas temporariamente doloridas, quentes e cheias demais, e provocar um ingurgitamento mamário, porém a própria amamentação ajudará a aliviar o desconforto inicial. 

A descida do colostro


Nos primeiros dias de aleitamento, o bebê será alimentado por uma substância viscosa, meio transparente e rica em proteínas conhecida como colostro. É possível que nas últimas semanas de gestação a mãe note o vazamento de gotas deste líquido esbranquiçado, e para algumas mulheres isso ocorre já no segundo trimestre. 

O colostro é um líquido muito importante para a saúde do bebê pois é cheio de anticorpos chamados de imunoglobulinas, fortificantes naturais para o sistema imunológico. O leite materno se transforma no decorrer da amamentação a fim de suprir todas as necessidades da criança. 

Os estímulos para amamentação


Com o nascimento da criança e a expulsão da placenta, a mama passa a produzir leite sob a ação da prolactina. A ocitocina age na contração das células mioepiteliais que envolvem os alvéolos, provocando a saída do leite. A prolactina e a ocitocina são reguladas por dois importantes reflexos maternos: o da produção do leite (prolactina) e o da ejeção do leite (ocitocina). Tais reflexos são ativados pela estimulação dos mamilos, sobretudo pela sucção. O reflexo de saída do leite também responde a estímulos condicionados, tais como visão, cheiro e choro da criança, e a factores de ordem emocional, tais como motivação, autoconfiança e tranquilidade.

Por outro lado, a dor, o desconforto, o stress, a ansiedade, o medo e a falta de autoconfiança podem inibir o reflexo da saída do leite, prejudicando a lactação.

Para que o bebê possa mamar, é preciso que o leite "desça" dos alvéolos. O processo funciona assim: o bebê suga o mamilo, o que estimula a hipófise a liberar os hormônios ocitocina e prolactina para a corrente sanguínea. Ao alcançar seu seio, a ocitocina provoca a contração dos pequenos músculos ao redor dos alvéolos cheios de leite. O líquido passa então para os ductos, que o transportam para os ductos que ficam pouco abaixo da aréola do seio. Ao sugar, o bebê faz com que o leite dos ductos chegue à sua boca. 

Para uma boa amamentação:

  • Roupas da mãe e do bebê adequadas, sem restringir movimentos.
  • Mãe confortavelmente posicionada, bem apoiada, não curvada.
  • Corpo do bebê todo voltado para a mãe, o apoio do bebê deve ser feito nos ombros e não na cabeça, que deve permanecer livre para inclinar-se para trás.
  • Braço inferior do bebê ao redor da cintura da mãe, corpo dobrado sobre ela, quadris firmes, pescoço levemente estendido.
  • Bebê ao mesmo nível da mama, sustentada por fralda se necessário, boca centrada em frente ao mamilo.
  • Comprimir a mama suavemente enquanto o bebê abocanha, entre polegar e indicador, atrás da auréola, não entre indicador e dedo médio.
  • Encorajar abertura grande da boca, língua bem abaixada, estimulando o lábio inferior com o mamilo; repetir até conseguir boa abertura da boca.
  • Levar o bebê ao peito, não o peito ao bebê; tórax com tórax.
  • O bebê deve abocanhar uma boa porção da mama além do mamilo.
  • Verificar se o queixo está bem de encontro à mama.
  • O bebê mantém a boca ampla colada na mama, lábios não apertados.
  • Lábios do bebê curvados para fora, não enrolados.
  • Língua do bebê sobre a gengiva inferior, algumas vezes visível. Verificar voltando-se suavemente o lábio inferior para baixo.
  • O bebê deve manter-se fixo sem escorregar ou largar o mamilo.
  • A mama não deve parecer esticada ou deformada.
  • Frequência rápida de sucção (>2 por segundo), caindo para cerca de 1 por segundo, pois o volume de leite por sucção aumenta após o reflexo da saída; pausas ocasionais; maior irregularidade no final da mamada.
  • Bochechas do bebê não se encovam a cada sucção; não deve haver ruídos da língua; a deglutição, entretanto, pode ser barulhenta.
  • Bebê mamando ativamente trabalha pesadamente; mandíbulas e frequentemente toda a cabeça se move; orelhas podem  mexer-se.
  • Logo depois que o bebê larga a mama, o mamilo parecerá alongado; o trauma é indicado por mamilo com estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas ou achatadas.
  • Amamentação com posicionamento e pega bons não deverá doer.  

As fissuras de mamilo são muito comuns e bastante dolorosas, podendo culminar com a interrupção da amamentação. Para prevenir é importante garantir a técnica correta de amamentação, manter os mamilos sempre secos e se houver necessidade de interromper a mamada, introduzir o dedinho (limpo) na boca do recém-nascido. Evitar o ingurgitamento mamário (leite empedrado) por meio de mamadas frequentes e expressão manual (ou por bomba de sucção) das mamas, quando necessário.


Nos primeiros dias de amamentação, a mãe pode sentir alguma contração no abdome, na forma de cólicas, bem na hora em que o bebê estiver mamando. A sensação sinaliza a liberação da ocitocina, que ajuda o útero a voltar ao tamanho normal (esse mesmo hormônio provocou a contração do útero durante o trabalho de parto). 

Também pode ser que junto com a contração venha um fluxo vaginal mais intenso de sangue, necessitando que a mãe use um absorvente para fluxos intensos. 

A sensação de calma, satisfação e alegria ao amamentar é devido a ação da ocitocina, conhecida como o hormônio do amor! 

Com o aumento do fluxo de leite, é possível que a mãe também sinta formigamento, queimação ou ardor nos seios. É fundamental estar tranquila durante a amamentação para que o leite desça com facilidade. 

Dar de mamar é uma atividade física intensa, por mais que não pareça. É um esforço tremendo para o organismo produzir até 800 mililitros de leite por dia! Para se ter uma ideia, uma mulher amamentando gasta por dia cerca de 500 calorias a mais que uma mulher normal.

A maior parte do leite é produzido durante a mamada, sob o estímulo da prolactina. A secreção de leite aumenta em média de 50 ml no segundo dia pós-parto para 500 ml no quarto dia. O volume de leite produzido na lactação já estabelecida varia de acordo com a procura da criança.

E o que muitas mães não sabem, é que mesmo que não tenha passado por uma gestação, a mulher pode amamentar. No caso das mães que adotam, é possível estimular a produção de leite, bastando conversar com seu médico a respeito. A amamentação é um aprendizado que pode ser complicado no começo, mas, que pode ser aprimorado com muita paciência, carinho e amor. Até a próxima!