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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Por que grávidas sentem tanto calor?


Quem nunca sofreu com a chegada do verão? É verdade que para quem gosta de praia essa é a melhor estação do ano. Contudo, se você estiver grávida é bem provável que o calor seja sentido de maneira muito mais intensa. Mas afinal, grávida sente mais o calor? Sim! isso é a mais pura verdade e vamos listar aqui o que faz com que as futuras mamães sofram mais com as temperaturas elevadas.

Por que as grávidas sentem mais calor?


A culpa dessa sensibilidade toda é nada mais nada menos do que dos hormônios da gravidez. As variações nos níveis hormonais, especialmente as quedas do estrogênio, são responsáveis pelas ondas de calor que fazem muitas grávidas prefiram o ar condicionado gelando tudo mesmo que seja inverno.

O estrogênio é encarregado de favorecer dilatação dos vasos sanguíneos para fazer chegar mais sangue necessário para o bebê.

Com a dilatação das veias e artérias, a temperatura corporal durante a gravidez pode aumentar cerca de meio grau. Isso faz com que a gestante sinta mais calor, transpire mais e tenha alguma dificuldade em suportar os dias mais quentes de verão.

Essas ondas de calor ocorrem durante toda a gravidez?


As ondas de calor na gravidez costumam ocorrer com mais frequência no segundo e terceiro trimestres de gestação. Sendo agravadas no verão, quando a temperatura do ambiente está naturalmente mais acentuada.

Além disso, alterações de glicemia também podem causar os famosos calores, por isso a gestante deve evitar ficar muitas horas sem comer ou comer quantidades muito grandes de doce de uma só vez.


Quais cuidados ter durante o verão?


Para ajudar a passar pelo verão a mamãe pode adotar algumas medidas como:

Vestir roupas leves e fáceis de tirar – Essa é a dica mais fácil para que as gestantes consigam lidar com as altas temperaturas do verão. As roupas leves garantem frescor e, como o calor pode surgir em ondas que vão e voltam, o ideal é apostar nas peças que não sejam muito difíceis para tirar.

Beber muito líquido – Tomar água durante a gestação é essencial para as futuras mamães e até para o desenvolvimento do bebê. Porém, também é possível apostar em bebidas isotônicas e água de coco, para repor eletrólitos perdidos com o suor e evitar a queda de pressão.

Alimentação saudável, leve e equilibrada – Consumir alimentos leves e mais saudável é importante não apenas para o feto, mas também ajudará com a digestão evitando que o metabolismo acelerado possa provocar ainda mais calor.

Eleve os pés – Grávidas sofrem com pernas mais inchadas e pesadas e isso pode se agravar nos dias mais quentes. Seguindo algumas dicas para diminuir o inchaço na gravidez, é possível reverter esse problema. Além de usar roupas confortáveis e meias de compressão, o repouso com a elevação das pernas estimula a circulação sanguínea.

Cuidado com os cremes para refrescar – Há mulheres que usam hidratantes para refrescar a pele e sentir menos calor. Porém, é preciso ficar atenta ao produto. Esses cremes que dão sensação de frescor podem contém substâncias proibidas para grávidas. Consulte um médico e procure por cremes próprios para gestantes.

Riscos do calor excessivo


O calor excessivo pode provocar queda de pressão, aumento da frequência cardíaca e até mesmo quadros de rinite.

É importante também ficar atenta para diferenciar um calor desses que vai e vem de uma febre, que eleva de fato a temperatura do seu corpo. As febres são sinal de uma infecção e quando estão altas podem ser perigosas para a gestação. Se a gestante tiver febre acima de 37,7 graus, o melhor a fazer é contatar seu médico para maiores orientações.

Lembre-se de manter-se hidratada e em ambientes ventilados, aumentando a ingestão de líquidos e alimentos leves. Assim, a mamãe garantirá um verão mais tranquilo (dentro do possível) para ela e o bebê! Até a próxima!

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Barriga Tremendo: será gravidez?


É gravidez ou não? Essa é uma pergunta recorrente dentre as mulheres que desejam engravidar (e até aquelas que não pensam no assunto). Enjoos, tonturas, falta ou excesso de apetite, sono, aumento da vontade de fazer xixi... Esses são os "sintomas" clássicos que nos fazem pensar em gravidez. Mas e quando o sintoma é a barriga mexendo ou tremendo? Primeiramente, sentir a barriga tremer como se fosse um bebê é normal e várias são as explicações para isso, principalmente para quem já engravidou antes. Vamos conhecer as causas das mexidinhas na barriga:

Superconsciência corporal


Isso mesmo! A verdade é que as mulheres que já engravidaram antes ou aquelas que desejam muito engravidar passam a observar e conhecer muito melhor seu corpo. Essas mulheres, por prestarem atenção demais no próprio corpo, percebem mais facilmente coisas que para outras pessoas passariam desapercebidas. Esse tipo de percepção em conjunto com a ansiedade pode fazer com que a mulher se preocupe demasiado com situações completamente normais.


Gases intestinais


Eis aqui uma das explicações para essa sensação de movimentos na barriga. Os gases intestinais são produzidos por bactérias que habitam o intestino e atuam na digestão dos alimentos. Quando produzidos em excesso, eles podem mesmo fazer a barriga mexer, como se estivesse "algo" lá dentro. 

Além disso, os gases intestinais podem deixar a barriga dura e inchada, causando dor abdominal e flatulência.

A principais causas de gases intestinais são:

  • Alimentos como feijão, ovos, leite, batata, milho, brócolis, couve-flor, grão-de-bico, ervilha
  • Falta de atividade física
  • Prisão de ventre
  • Intolerância à lactose


Na maior parte dos casos, a produção excessiva de gases intestinais não está associada a nenhuma doença. No entanto, se surgirem outros sintomas, como emagrecimento, diarreia crônica, falta de apetite, anemia e sangramentos, deve-se consultar o/a clínico/a geral ou médico de família.


Movimentos intestinais ou peristálticos


Esse movimento é típico do processo completo da digestão e está presente ao longo de todo tubo digestório, desde o esôfago, estômago e intestinos. Esse movimento é frequente e são como pequenas fisgadas ou tremores que podem ser sentido até no baixo ventre, o que pode explicar que se confunda com movimentos no útero.

Normalmente, o movimento se dá pela presença das secreções que se misturam com a comida ingerida pela pessoa. Algumas vezes esse movimento pode gerar um barulho na barriga causado pela mistura de fezes líquidas e gases produzindo sons que são percebidos pela pessoa ou até por alguém que estiver perto.

Movimentos das Trompas


A trompa é um órgão que pode fazer com que a mulher sinta a barriga tremendo. Isso ocorre por se tratar de um órgão parcialmente solto na cavidade abdominal. Parte da trompa está ligada ao útero, a outra parte fica solta. No período fértil, ela se movimenta suavemente e pode dar sensação de pulsação e tremor. Isso acontece para permitir que as trompas possam coletar os óvulos dos ovários, de forma que ela vai se aproximando do ovário durante o processo de ovulação. Os músculos são também um fator a levar em consideração, quando se desconfia que os movimentos não são efetivamente de gravidez. O músculo pode sofrer contrações e relaxamento, assim dá a sensação de tremor e de barriga mexendo.

Mãe do Corpo


Os antigos têm uma explicação não científica para os movimentos que as mulheres sentem. Trata-se da Mãe do Corpo. Segundo a crença popular, a mãe do corpo vive no corpo da mulher durante a gestação e após o parto tenta encontrar o bebê, causando os movimentos iguais ao bebê. A barriga pode tremer por longos períodos após o parto ou mesmo anos. 

Já a ciência explica a crença da mãe do corpo como sendo o reflexo dos movimentos dos órgãos retornando aos seus lugares. Trata-se apenas de uma forma que os antigos encontraram para explicar as mudanças que o corpo passa após o parto. Quando a mulher sente esses movimentos após um longo período do parto, como um ano, pode ser pelo movimento do útero que possui um maior volume, além de ocupar um espaço maior dentro do abdome. 


E se for gravidez, quando o bebê começa a mexer?


Os primeiros movimentos do bebê começam a partir da 7ª semana de gestação. Infelizmente, ainda não é possível, nessa fase, para a mãe sentir esse movimento. Apenas mais tarde, por volta da 16ª semana é que será possível perceber as conhecidas borboletas na barriga. Para as mães de segunda (ou mais) viagem essa sensação pode aparecer mais cedo, mas não no primeiro trimestre. Ou seja, é preciso estar com pelo menos 4 ou 5 meses de gestação para sentir o bebê mexer.


A ansiedade aliada ao desejo de conseguir o positivo pode dar a mulher a impressão de que aquela sensação de barriga tremendo é o tão sonhado positivo, mas é mais provável que muitos outros sintomas apareçam antes que o bebê possa se anunciar através dos chutinhos. Até a próxima!







quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Estresse pode atrasar a menstruação


Infelizmente, quando menos se espera pode ocorrer um atraso da menstruação. E o pior é que nem sempre ele é em decorrência de uma gravidez. Alguns dias o atraso da menstruação são considerados normais, e uns dos motivos para isso tem relação com o fator emocional. Muitas vezes esses atrasos geram levam as mulheres (e seus companheiros) a loucura. Sim! A ansiedade pode ser a culpada pelo atraso.

Como estresse afeta o ciclo menstrual?


São inúmeras as pesquisas que afirmam que o atraso causado pelo estresse ocorra pelo excesso de produção de cortisol (hormônio responsável por sentimentos de depressão e ansiedade).

Quando os níveis de cortisol estão elevados, as pessoas às vezes se sentem ansiosas demais. Embora outras condições fisiológicas podem causar a superprodução de cortisol, o estresse é geralmente uma das causas mais comuns.

O estresse é um fator que pode frequentemente causar desequilíbrio em outros hormônios além do cortisol. Os níveis estrogênio (que possui a função de controlar a ovulação e desenvolver o organismo feminino) também podem ser afetados pelo estresse. Se os níveis hormonais ficam desequilibrados, a sua menstruação pode ficar irregular, ou, em casos severos, a menstruação pode parar completamente. Além disso, o estresse pode inibir a produção de serotonina, o hormônio que se acredita ser responsável pela sensação de felicidade e bom humor.


O estresse pode comprometer a função menstrual


As fortes alterações emocionais, como os que ocorrem em situações de estresses, podem interferir no ciclo menstrual.

O sistema nervoso central apresenta áreas ligadas à reprodução, além do hipotálamo. Estas áreas, denominadas de supra-hipotalâmicas, estão situadas principalmente no sistema límbico. Embora o conhecimento sobre os neurotransmissores envolvidos nas alterações psicológicas e gonadotróficas ainda seja parcial, está comprovado que o sistema nervoso central estimula o hipotálamo e pode também interferir na sua ação sobre a hipófise¹.




Logo, a função menstrual normal depende das ações dos ovários, da hipófise, do hipotálamo e do sistema nervoso central. Não é à toa que mulheres sensíveis apresentam, frequentemente, irregularidades quando submetidas a situações estressantes. Os distúrbios emocionais levam mais frequentemente à amenorreia (ausência da menstruação), mas o sangramento disfuncional também pode ocorrer depois de alterações emocionais importantes¹.

Sintomas da Ansiedade em Mulheres


Os sintomas da ansiedade podem ser facilmente percebidos entre as mulheres, afinal o corpo começa a dar sinais de que alguma coisa não está bem. Esses sintomas variam muito de pessoa para pessoa, mas alguns deles são comuns:

Queda de cabelo: presente na maioria das mulheres. A queda de cabelo em grande quantidade e com frequência é um dos sintomas da ansiedade e deve ser tratado o quanto antes;

Unhas quebradas: se as unhas estão quebrando com facilidade e descamando é preciso ficar atenta;

Perda ou ganho de peso: se você está emagrecendo ou engordando rapidamente sem ter feito nenhum tipo de mudança na alimentação, é hora de averiguar o que está acontecendo, pode ser um sinal de ansiedade e estresse;

Náuseas: mal estar, náuseas, vômitos e até mesmo diarreia pode ser sintoma de ansiedade;

Dores de cabeça: se as dores passaram a ser frequentes e sem motivo aparente, pode ser um sintoma que o seu corpo está emitindo;

Irritabilidade: nervosismo e irritabilidades frequentes é sintoma de ansiedade;

Atraso menstrual: as alterações de humor podem atrasar o seu ciclo em até 10 dias, por isso, é preciso ficar atenta aos sinais.



Fatores externos que podem afetar a menstruação


Algumas vezes as alterações na rotina podem gerar uma carga de estresse elevada, seja uma mudança de cidade ou de escola, de residência, ou mudanças no ciclo de amizade contribuem para a elevação da ansiedade que eleva o estresse. Qualquer situação que possa causar um trauma emocional como mudanças de ambiente de trabalho, busca por um emprego, problemas financeiros ou amorosos, situações negativas afetam profundamente o sistema nervoso influenciando assim o ciclo menstrual.

Atraso pode gerar mais atraso


Quando se está tentando engravidar é comum esperar ansiosa pelo dia em que a menstruação não deveria vir. Mesmo que não se esteja tentando, se a menstruação é esperada com ansiedade gera-se estresse aguardando se engravidou. 

Quanto maior é a ansiedade maior é a chance de desequilibrar os hormônios fazendo com que ocorra atraso. Ou seja, a ansiedade gera atraso que gera mais ansiedade. Por isso é comum ouvir mulheres que conseguiram engravidar contando que assim que relaxaram a gravidez ocorreu. 

O melhor a fazer em casos de atrasos menstruais, é realizar o teste de gravidez, seja ele de farmácia ou de sangue. Se o resultado for positivo, um obstetra deverá ser procurado para  iniciação do pré-natal, mas se for negativo, tente relaxar e pensar em outras coisas, e caso o atraso persista procure um médico para avaliar o motivo do atraso.

Como amenizar os sintomas?


Para amenizar os sintomas da ansiedade e sua menstruação voltarem ao normal é preciso desacelerar. Se você está sobrecarregada no trabalho, em casa, com os filhos ou as tentativas de engravidar, marido, no estudo, ou seja lá qual atividade você desempenhe, é hora de avaliar quais são as suas prioridades.

Praticar atividade física diariamente e manter uma alimentação saudável é a melhor forma de diminuir essa carga de estresse e mandar a ansiedade embora, pois só assim seu corpo voltará às funções normais e a sua menstruação será regulada novamente.

Alguns especialistas acreditam que mudanças na dieta podem ajudar algumas mulheres a combater os efeitos do estresse sobre a menstruação. Consumo de carboidratos, especialmente se aproximando da época da menstruação, pode ajudar a manter os níveis de serotonina altos. Pães integrais e cereais, além de nozes e vegetais ricos em fibras, também são recomendados. Não são apenas esses alimentos considerados saudáveis, mas eles tendem a manter os níveis de serotonina mais altos por longos períodos de tempo do que os carboidratos mais processados.

Para as mulheres que estão tentando engravidar, a data da menstruação não é apenas um dia a mais no ciclo. Mas é assim que deveria ser visto! Muitas vezes algumas amigas disseram não estar nem um pouco ansiosas mas viviam contando dos dias que faltavam para a menstruação atrasar ou ainda os possíveis sintomas que estavam tendo. Entenda que ainda que diga para todos que não está ansiosa, não há como enganar seu corpo. Ele reagirá de acordo com o que você sente. Entender quando os sintomas podem aparecer pode ajudar. Mas acima de tudo, acredite que tudo ocorre na hora certa! Até a próxima!

Referências:
1) Beznos GW. Distúrbios menstruais. RBM. 2002. ago; 38(8):372-375.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Quando aparecem os primeiros sintomas de gravidez?


Os primeiros sintomas de gravidez são bem conhecidos pelas pré-mães. Tonturas, enjoos, atraso menstrual, inchaço, dores nas mamas e de cabeça são sinais que costumamos buscar de forma exaustiva ao final do ciclo menstrual. Contudo, nem sempre sabe-se quando esses sintomas podem aparecer e essa é a grande chave para evitar de que a ansiedade faça surgir algum sintoma que na verdade ainda nem teve tempo para ocorrer.

Não há regras


Antes de falarmos quando podemos apresentar os sintomas de gravidez, é importante saber que, embora sejam comuns, os sintomas podem não aparecer da mesma forma e também, dependendo da mulher, em ocasiões diferentes. Toda mulher tem características próprias que fazem com que as regras comuns não sejam a elas aplicadas.

Sentindo a gravidez


Muitas mulheres afirmam que conhecem tão bem seu corpo que souberam bem cedo da gravidez, bem antes do atraso. Contudo, a maioria de nós, meras mortais, teremos que aguardar o atraso para desconfiar que o sonho do positivo pode estar mais perto. 

Acontece que poucas mulheres conseguirão aguardar o atraso sem "bisbilhotar" algum sintoma perdido no meio do caminho. Entender o ciclo ajudará a perceber quando os sintomas são reais ou apenas fruto de um desejo profundo de engravidar.

Afinal quando aparecem os sintomas?


Para saber quando os sintomas vão aparecer, basta conhecer a fisiologia do ciclo menstrual e como ocorre a fecundação. Dessa forma, podemos, por exemplo, saber que um dia após a ovulação é muito cedo para que o corpo dê algum sinal de gravidez. A verdade é que ela ainda nem mesmo aconteceu realmente.

Entendendo cada etapa


O óvulo após ser liberado, tem um tempo de vida de até 24h. Nesse tempo ele fará seu caminho até o útero. Do ovário até o útero, o óvulo fará uma viagem que durará cerca de 4 a 5 dias, podendo chegar a 7 dias. 


Imaginando que uma mulher teve a ovulação ocorreu no 14º dia do ciclo, até que o óvulo chegue ao útero para dar início à nidação, não há como apresentar sintomas como enjoos, tonturas e também ainda não é hora de fazer nenhum teste. Nesse exemplo, a mulher estaria entre o 18º ao 19º dia do ciclo, ou seja, faltando 10 ou 9 dias para a menstruação vir ainda é cedo para os sintomas. Claro que há casos em que o óvulo pode chegar mais cedo, dai os sintomas poderiam aparecer antes, contudo, ainda temos mais um etapa: nidação!

Depois da viagem do óvulo até o útero, enquanto o embrião era formado, é hora do futuro baby fazer seu ninho no útero. A chamada nidação! A implantação pode demorar dias, com duração entre 4 a 7 dias, contudo, pode estar completa com 5 dias após seu início. Como se vê, existe um motivo para que os médicos utilizem a data da última menstruação para determinar o tempo gestacional, já que não há como calcular certinho os dias de duração da fecundação até a nidação. 

Somente após a implantação do embrião é que a produção de hCG começa, e só então, com seus níveis aumentando é que a mulher passará a apresentar sintomas da gravidez. 



Dessa forma, espere pelo menos a semana anterior a data prevista da menstruação para então atentar-se para os sinais de que possam enfim confirmar ter conseguido o positivo. 

Os sintomas podem confundir


Confundir os sintomas de TPM com os de gravidez é muito comum, principalmente para as mães de primeira viagem. Mesmo que você acredite que essa é a sua vez, esperar no mínimo 12 dias após a ovulação é uma maneira de garantir que os níveis de hCG estejam mais concentrados. Controlar a ansiedade e saber que é muito cedo para fazer um teste ou mesmo cogitar a gravidez, com certeza impedirá que a mulher sinta-se angustiada e triste por um negativo, que na verdade pode nem ser um resultado confiável. O ideal é esperar para fazer o teste após alguns dias de atraso. Saiba mais sobre o Teste de Gravidez. Até a próxima!


O que pode alterar o resultado do teste de gravidez?

Barriga Tremendo: será gravidez?


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Gravidez ou TPM - Como diferenciar?


O fim do ciclo vai chegando e então a mulher começa a notar um determinado número de sintomas, que podem ser físicos ou psicológicos. Mas como saber se o que ela está sentido é apenas uma TPM (Tensão Pré-Menstrual) ou um sinal do corpo de que enfim a cegonha acertou seu endereço. 

Tanto a TPM quanto a nidação (implantação do embrião) podem ser confundidos devido aos sintomas que surgem em decorrência deles. A TPM é um conjunto de sintomas psicológicos que ocorrem alguns dias (cerca de 5 a 10 dias) antes da menstruação. Já os sintomas da nidação ocorrem devido á implantação do embrião. Por ocorrerem na mesma fase do ciclo menstrual, apenas o conhecimento do seu corpo poderá ajudar a diferenciar uma da outra. (Quando aparecem os primeiros sintomas de gravidez?)


Sensibilidade nos seios



Para algumas mulheres esse sintoma pode ser indicativo de TPM, contudo, em caso de aparecer na gravidez costuma ser com maior intensidade, causando grande desconforto, inclusive ao toque.



Isso ocorre devido a grande alteração hormonal do organismo, que deixam os seios mais inchados ou doloridos. A grande responsável por essa alteração é a progesterona, que irá adequar o corpo para manter a possível gravidez. As mamas aumentam de volume e vasos sanguíneos podem ficar visíveis, além de ocorrer um escurecimento dos mamilos. Isso acontece porque as mamas estão se preparando para a amamentação.

Quando não ocorre a gravidez esse hormônio tende a ficar em menor quantidade do que quando há gravidez e isso é que interfere na intensidade dos sintomas. 


Diferenciando os sangramentos




Logo que está chegando a menstruação, é comum, para algumas mulheres, perceberem um pequeno sangramento ou escape, que antecede o período menstrual. Mas o mais comum é que a mulher esteja familiarizada com esse sangramento, pois nesse caso, tende a se repetir sempre da mesma forma. 

O sangramento de nidação costuma ocorrer mais cedo do que o escape pré-menstrual. Normalmente é breve e em pouca quantidade. Pode-se observar pequenas manchas de sangue mais claro, variando do rosa ao marrom. (Conheça outros sinais de nidação!)


Atenção ao cansaço e sono



A TPM e a gravidez podem deixar a mulher mais cansada. Novamente, o que pode diferenciar uma situação da outra é a intensidade do cansaço. Normalmente, o cansaço comum da TPM é mais leve, misturando-se ao simples desejo de não fazer nada ou falta de ânimo. 

O cansaço proveniente da gravidez costuma ser incontrolável. Embora a mulher deseje fazer suas atividades diárias pode ser acometida de um cansaço extremo, onde qualquer lugar vira um bom lugar para dormir. Ainda que a mulher descanse, o cansaço costuma estar presente em todo o dia, mesmo após uma soneca. Esse sintoma pode surgir na primeira semana de gravidez por conta do pico de progesterona.


Alteração de apetite



Quem não conhece a felicidade que uma barra de chocolate pode trazer? Nos dias que antecedem a menstruação, a mulher pode sentir desejo por determinados alimentos e costuma ser o mesmo alimento. É comum que nos dias que antecedem a menstruação, devido ao sobe e desce hormonal, a mulher sinta necessidade de comer um alimento específico como chocolate, por exemplo.

Algumas mulheres, ao engravidar, poderão sofrer com uma alteração maior do paladar. Então pode ocorrer da mulher passar a sentir vontade de comer um alimento que, até então, não fazia parte do seu cardápio alimentar. Ou ainda, pode ocorrer de sentir repulsa pelo seu alimento preferido. Algumas mulheres sentem um gosto metálico na boca logo após engravidar. Esse sintoma não possui nenhuma relação com a TPM. Junto com alterações do paladar, costumam ocorrer alterações na sensibilidade do olfato, fazendo com que a mudança no paladar seja aguçada. Esse pode ser um sinal de alerta mostrando que algo pode estar ocorrendo no seu corpo. 


Alterações do humor



A TPM é conhecida por muitos como uma tempestade hormonal capaz de transformar até a mais doce das mulheres em uma leoa. Esse é um sintoma que é mais fácil de saber se trata-se de um sintoma típico ou uma alteração atípica. Sintomas emocionais como raiva, irritabilidade, tristeza ou aumento de conflitos com outras pessoas tende a ser típico desse período do ciclo menstrual mas em geral, são mais ou menos constantes.

Na gravidez as alterações costumam ser tão intensas quanto imprevisíveis. A gestante pode ir da raiva profunda a alegria em pouco tempo. Uma outra característica pode ser a falta de um motivo que justifique a alteração de humor. 


Inchaço e dores



É normal que, devido aos hormônios, o corpo retenha mais líquidos no período pré-menstrual, fazendo com que se tenha uma sensação de ganho de peso ou inchaço. Os hormônios também são responsáveis pelas cólicas, dores de cabeça e nas costas. Quando os sintomas são pré-menstruais, tende a não ser persistentes, aparecendo um ou dois dias antes. 
No caso de gravidez, a sensação de inchaço pode ser concentrada no abdômen. Algumas mulheres podem notar a diferença no ajuste das roupas já nas primeiras semanas. As dores de cabeça e cólicas podem aparecer mais dias do que o habitual, fazendo com que a mulher sinta-se ainda mais indisposta. Em geral, as cólicas são menos intensas do que na TPM, costumam aparecer com intensidade mais moderada nas primeiras semanas de gestação.


Enjoos e tonturas



O enjoo não costuma ser um sintoma presente na TPM. Contudo, muitas mulheres podem sentir-se tontas nos dias antes da menstruação. Embora esse seja uma condição muito particular, normalmente a mulher que não apresenta esses sintomas na TPM não passará a ter em determinada fase da vida. Deve-se observar se não há uma condição física, como um resfriado ou mesmo má alimentação, que explique o aparecimento desse sintoma na TPM.

No caso de gravidez é um sintoma muito frequente, sendo mais comum depois de longo período sem comer, como pela manhã. Esse sintoma pode surgir até duas semanas após a concepção. As tonturas ocorrem por conta das alterações hormonais, a gestação faz com que muitas mulheres sintam tonturas. Alguns médicos acreditam que tal sintoma também possa surgir devido ao fato da criação de mais sangue para o bebê no organismo.


Atraso menstrual


Embora esse seja uma questão importante, muitas mulheres procuram os sinais de gravidez muito antes da data da menstruação. Dessa forma, acabam ficando ansiosas (por mais que digam que não!), o que atrapalha inclusive a descida normal da menstruação. 


Cada caso é um caso


Em se tratando de sintomas, é importante não tentar comparar-se a outras mulheres, pois sintomas variam  de pessoa para pessoa. Algumas mulheres podem apresentar os mesmos sintomas que os seus, contudo, ser apenas uma TPM, quando no seu caso é uma gravidez, ou vice-versa. 


Embora os sintomas da TPM e da gravidez sejam semelhantes, é importante  tentar observar seu corpo de maneira imparcial. A mente é uma ferramenta poderosa, e nesses casos, confiar em sua intuição nem sempre é o melhor plano. As vezes o desejo de engravidar é tão grande que a mulher acaba sentindo enjoo, tonturas e desejos. A mulher deve conhecer muito bem as alterações do seu corpo para identificar corretamente uma possível gravidez apenas a partir dos sintomas. Contudo, o melhor é tentar controlar a ansiedade e aguardar o atraso menstrual. Caso esteja atrasada e sinta algum desses sintomas ou sinta que algo pode estar diferente, faça um teste de gravidez e procure seu médico. Até a próxima!






segunda-feira, 20 de junho de 2016

Gravidez Silenciosa: posso não saber que estou grávida?



Quando se pensa em gravidez ou mesmo na suspeita de gravidez, o que vem à mente são atraso menstrual, enjoos, tonturas, muito sono e também muita fome! Pode até ser que não se sinta todos de uma só vez mas muitas pré-mães pensam que ao menos um deles irá dar uma pista de que algo maravilhoso está crescendo dentro delas. Ocorre que nem sempre o corpo dá alguma pista de que tá rolando alguma coisa diferente. A chamada Gravidez Silenciosa pode ocorrer e não a mãe não era totalmente desligada que não percebeu algo "tão óbvio"!

O que é a gravidez silenciosa?


Gravidez silenciosa ou gravidez assintomática é aquela que, como o nome sugere, ocorre sem que os sintomas comuns da gravidez sejam perceptíveis ou caso haja alguma ocorrência clínica que justifiquem a presença de algum sintoma, como atraso menstrual, sem que a mulher interprete isso como uma provável gravidez.

Segundo uma pesquisa sérvia publicada na revista Medicinski Pregled, a gravidez silenciosa é um fenômeno particularmente raro. De acordo com o levantamento, 1 em cada 475 mulheres não sabe que está grávida nas primeiras 20 semanas de gravidez, 1 em cada 2.455 mulheres não têm ciência da gestação na segunda metade do período, e 1 em cada 7.225 mulheres descobre a gravidez apenas no momento do parto.

Qual a causa da gravidez silenciosa?


Não existem estudos conclusivos quanto às causas de uma gravidez silenciosa. Porém, diversas hipóteses são levantadas por aqueles que buscam avaliar esse fenômeno mais a fundo. Não há um componente psicológico que torne a mulher mais propensa a sofrer com o fenômeno, embora haja uma variedade de fatores físicos que podem fazer com que uma mulher ignore a gravidez. A seguir veremos algumas possíveis explicações para que a gravidez não seja descoberta pela mãe.

Confundir pequenos sangramentos com fluxo menstrual


No início da gravidez é comum que a gestante apresente, em alguns casos, pequenos sangramentos que podem fazer a mulher acreditar que o período menstrual veio com fluxo menor ou mesmo adiantado. Seja em decorrência da nidação ou mesmo ameaça de aborto, a mulher pode não fazer um teste de gravidez por achar que a menstruação não está atrasada.

Durante a gestação, o endométrio – que é a parte interna do útero, também conhecida como berço do embrião – cobre o colo uterino para que a gestação seja gerada lá dentro. No entanto, em algumas mulheres, o endométrio não chega a cobrir inteiramente o colo, resultando em vazamentos de sangue que ocorrem por conta da descamação de parte da parede uterina. Isso acontece por conta do aumento da progesterona, e, como o sangue escapa a cada três ou quatro semanas, a mulher pensa que está menstruando. O sangramento, no entanto, tem uma característica diferente e vem sempre em quantidade menor. 

Síndrome dos Ovários Policísticos


A síndrome do ovário policístico (SOP) é ​​uma desordem do sistema endócrino comum entre as mulheres em idade reprodutiva. As mulheres com SOP pode ter ovários aumentados que contêm pequenos cistos - chamado de folículos - localizados em cada ovário como visto durante um exame de ultrassom. (Conheça mais sobre a síndrome dos ovários policísticos - SOP)

Períodos menstruais não freqüentes ou prolongados podem ocorrer em mulheres com síndrome do ovário policístico, de forma que o atraso do período menstrual não levantaria qualquer desconfiança de que poderia haver uma gravidez em curso. 

Algumas mulheres que sofrem com a síndrome, muitas vezes, recebem diagnósticos de infertilidade, fazendo-a acreditar que qualquer sintoma que apresente seja decorrente de qualquer outro motivo, como gripe, indigestão ou mesmo poderá confundir os movimentos fetais com gases.

Obesidade


A obesidade em muitos casos, pode esconder o que seria o crescimento abdominal característico de uma gravidez avançada, mascarando esse sintoma. Seja em decorrência da própria SOP ou por outros fatores, uma mulher que tem problemas de obesidade, por exemplo, é capaz de considerar normal um aumento de peso ou até mesmo do tamanho de seu abdômen.

Teste de gravidez negativo



Um teste de gravidez feito muito cedo poderá fazer com que a mulher acredite que qualquer mal estar terá outra causa que não gravidez. Leva um tempo após a implantação do embrião para que o organismo apresente níveis de hCG - hormônio da gravidez - detectáveis pelos testes de gravidez. Algumas mulheres poderão, mesmo depois de um certo tempo de gravidez, não apresentar um crescimento no nível hormonal, que explicaria também um teste com resultado negativo, mesmo quando há gravidez mais avançada.  

Negação da gravidez


Um estudo francês de 2007 descreveu 56 casos de negação física da gravidez. Entre eles, 29 mulheres só descobriram do filho na hora do parto, enquanto as outras 27 se tornaram cientes da gravidez na metade da gestação. Quase metade dessas mulheres já eram mães de um ou dois filhos, o que mostra que mesmo quando uma mulher já sabe os sintomas de uma gravidez, ela pode ser vítima da negação física da gestação.

Não apresentar crescimento abdominal



Algumas mulheres, ainda que com gravidez avançada, podem não apresentar o barrigão característico do último trimestre gestacional. A barriga dessas mulheres não cresce, ou cresce muito pouco, a ponto de pensarem que apenas engordaram. A paciente que tem um pouco mais de gordura abdominal pode não perceber o crescimento uterino. Além disso, algumas pacientes têm a pélvis mais larga, então, ao invés de crescer para frente, a barriga cresce em largura.

Não sentir os movimentos fetais


Esse é um dos sintomas que fazem com que haja uma descrença de que a mulher não perceba a gravidez. É lógico pensar que algo mexendo ou chutando seja perceptível pela mãe. Contudo, algumas situações podem explicar o motivo que pelo qual a mãe pode não perceber esses movimentos. 

Se é a primeira gravidez, a mulher não estará habituada ao que seria os movimentos fetais, confundindo-os com gases ou mesmo movimentos do intestino. 


Alguns bebês podem estar posicionados voltados para as costas da mulher, onde a percepção desses movimentos seria menos sensível. Nesses casos, a mãe poderia confundir os movimentos com dores na coluna, explicando-o, seja por uma atividade física mais intensa, ou mesmo por um período em que esteja mais estressada. Esse também pode ser a explicação para o não apontamento da barriga para frente.

Mudanças na rotina da mulher


Não é raro passarmos por situações estressantes no dia-a-dia. Mudanças de emprego, contas para pagar, mudança de casa ou mesmo a procura por um novo lugar para morar, desemprego... Várias são as situações em que a mulher poderá deixar de perceber as mudanças físicas ocorrendo em seu organismo. Algumas mulheres poderão mesmo nem notar que a menstruação está atrasada a um certo tempo. Nessas situações é comum o aparecimento de sintomas que podem ser confundidos com estresse, fazendo a mulher nem desconfiar que esteja grávida.

Uso de contraceptivos


O uso de contraceptivos, principalmente os de maiores eficácia como DIU ou injeções, pode atrasar a desconfiança de gravidez. Alguns métodos contraceptivos pode levar a suspensão da menstruação e até ao aumento de peso, o que faz com que a mulher relaxe quanto a uma possível gravidez. Caso não haja outro sintoma que leve a fazer um teste de gravidez, sua descoberta pode ocorrer bem mais tarde. 

Na série Eu não sabia que estava grávida, exibida no Brasil pelo canal de tv a cabo Discovery Home and Health, mostra alguns casos surpreendentes em que as mulheres tiveram uma gravidez sem nenhum acompanhamento médico ou cuidados especiais, devido à ausência de sintomas, terminando no nascimento de crianças totalmente inesperadas. Confira um caso exibido pela série:




Quais as implicações de não saber da gravidez


O grande problema que a gravidez silenciosa pode acarretar é que a mulher não fará o pré-natal de maneira adequada. Algumas patologias que seriam descobertas nesse período inicial da gravidez só serão feitas mais tarde ou mesmo na hora do parto, o que impede uma medida preventiva ou mesmo melhor preparação para qualquer situação em que o bebê necessite de intervenção médica.

Muitas mulheres, quando descobrem a gravidez, adotam um estilo de vida mais saudável, possibilitando à criança um desenvolvimento adequado. Não saber da gravidez pode fazer com que a mulher não tenha cuidados como parar de beber e fumar, bem como a prática de atividades físicas arriscadas para a gestação, que vão desde equitação, musculação até ao uso de sauna ou mesmo alimentos que trazem riscos ao desenvolvimento fetal, além de não fazer uso de vitaminas importantes para o bebê. Até a próxima!

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Menstruação na gravidez existe?


Vários são os casos que aparecem pela internet de mulheres que não haviam suspeitado de gravidez por conta da "menstruação" que não estava atrasada. Há ainda as que afirmam que mesmo sabendo da gravidez tinham o ciclo regular mensal durante a gestação. Afinal, pode ou não haver menstruação durante a gravidez? Vamos saber a respeito.

O que é menstruação?


Sei que essa pergunta parece bem boba e sua resposta muito óbvia! Contudo, isso não é muito claro para algumas pré-mães. (leia sobre ciclo menstrual!)


A menstruação é o endométrio que descama, ou seja, a camada de sangue do interior do útero que está sendo descartada por não ter havido gravidez! Quando há gravidez, essa camada é protegida pela produção de progesterona que é estimulada pelo hCG (Gonadotrofina Coriônica Humana), de forma que essa camada se mantem estável e segura durante toda a gravidez. O embrião então precisa de um local em que fique fixado e seguro, e esse local é o endométrio, assim, se houvesse menstruação, o embrião seria expulso junto com o sangramento. E é exatamente por esse motivo que os médicos são categóricos em afirmar que gravidez e menstruação são incompatíveis. Contudo, não é incomum que hajam episódios de sangramentos durante a gravidez e esses são confundidos com menstruação. 


Causas de sangramento na gravidez


Dependendo do tempo de gestação o sangramento pode ter várias causas. A primeira delas é a nidação, que pode ocorrer na data prevista para a menstruação e assim confundir a mulher. 

Nidação - durante o processo de fixação do embrião no endométrio, pode haver um pequeno sangramento por causa do rompimento de uma veia (o endométrio é muito vascularizado) e esse ser confundido com a menstruação chegando mais cedo ou na data certa mas que veio diferente (em menor fluxo ou com aparência rosada ou mais marrom). Esse processo não é rápido, de forma que pode haver até 3 dias de pequeno fluxo ou quase nada, mas não é raro, casos em que a duração foi maior. 

Abortamento - no primeiro trimestre de gravidez as chances de aborto são maiores, sejam ela por problemas na formação do embrião ou por alguma patologia que deixe a gravidez em risco. Com o passar do tempo esse risco vai diminuindo mas deve ser acompanhado de perto pelo médico. 

Gravidez ectópica - no caso de gravidez ectópica (fora do útero) o sangramento vaginal costuma ser leve, mas, em alguns casos, pode ser intenso. Sua coloração pode ser vermelho vivo ou bem escuro. O sangramento é, habitualmente, diferente do sangramento menstrual. 

Relações Sexuais - durante a gravidez o útero fica muito vascularizado para que o embrião receba mais rapidamente todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Essa área fica então mais sensível do que normalmente e após o namoro, um vaso sanguíneo pode ser atingindo causando pequeno sangramento que pode ser confundido com início da menstruação. O sangramento pode ser vermelho-vivo (se recente), em pequena/média intensidade, sem dor importante.

Miomas uterinos - o mioma é um crescimento anormal da musculatura, formando geralmente uma tumoração com formato arrendondado. O mioma é composto exatamente pelo mesmo tecido do útero, sendo apenas uma lesão mais densa. O sangramento se apresenta como uma menstruação mais volumosa e/ou que dura vários dias.

Doenças ginecológicas e infecções - patologia do colo uterino, da vagina ou do útero (lesões por trauma, inflamação/infecção, pólipos) podem causar pequenos sangramentos que poderão ser confundidos com a menstruação.

Placenta prévia ou descolamento de placenta - a partir da 20ª semana de gestação, a placenta prévia (implantação da placenta à frente do orifício de saída do útero) ou descolamento prematuro da placenta (quando a placenta solta-se do útero antes da hora do parto) são causas comuns e preocupantes de sangramento vaginal. No caso do descolamento de placenta, ele pode ocorrer a qualquer momento da gravidez e requer cuidados que serão indicados pelo obstetra e vão desde a moderação de atividades diárias ou repouso absoluto. 

O que fazer?


O sangramento de implantação (nidação) ou as lesões decorrentes de relação sexual ou de lesões na vulva não requerem um tratamento específico e costumam parar espontaneamente. Os demais casos deverão ser tratados junto ao obstetra com uso ou não de medicação para inibir a ameça de aborto (se for o caso) ou que auxiliem na proteção da gravidez até que o organismo possa fazer isso sozinho. 

Caso tenha notado que a menstruação veio de forma diferente ou que mesmo com a menstruação os sintomas de gravidez persistem, faça um teste de gravidez e procure um médico de sua confiança para avaliação. E caso já tenha confirmado a gravidez, qualquer sangramento deve ser avaliado imediatamente pelo médico. Nada melhor do que ter a certeza de que a gravidez não corre nenhum risco ou caso haja risco, as providências serão tomadas imediatamente. Até a próxima!