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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Síndrome do Folículo Não Roto – LUF


Há alguns anos atrás, quando ouvia os conselhos da minha mãe para ter cuidado para não engravidar, sempre me pareceu que era incrivelmente fácil conseguir. A verdade é que depois de algum tempo tentando, percebi que muitas são as variáveis que podem dificultar o tão sonhado positivo. Assim como eu, muitas mulheres descobrem, depois de um tempo tentando, que engravidar não é tão simples assim. 

Faz pouco tempo que ouvi pela primeira vez a respeito da Síndrome do Folículo Não Roto (LUF). Confesso que mesmo vivenciado esse mundo das tentantes a algum tempo, percebi que ainda há muito o que aprender. 

O que é LUF?



A Síndrome do Folículo Luteinizado Não Roto (LUF) é quando o folículo ovariano desenvolve-se normalmente, mas não rompe para liberar o óvulo. Depois disso, as células que o compõe iniciam a secreção de progesterona, tal como um folículo que rompeu e se transformou em corpo lúteo. Caso a mulher faça acompanhamento hormonal, dosando a progesterona, por exemplo, pode não conseguir identificar problema já que as dosagens de progesterona irão parecer normais. 

Qual a causa da LUF?


Os médicos ainda não identificaram as causas dessa síndrome. Contudo, uma possível causa seria o baixo nível do hormônio LH responsável pelo rompimento do folículo, causando a anovulação. Entenda melhor os ciclos anovulatórios neste post

Quais os sintomas da LUF?


A LUF é uma síndrome silenciosa. Assim, não há nada que ocorra durante o ciclo menstrual que possa fazer com que a mulher desconfie que não está ovulando. Os sintomas comuns no período pós ovulatório de mulheres sem a síndrome, são os mesmos daquelas que sofrem com a LUF. Tal como os níveis hormonais, a fase lútea apresenta-se absolutamente normal aos olhos clínicos. 


Como saber se a mulher tem LUF?


O diagnóstico da síndrome é feito através do controle de ovulaçãoAtravés do exame de ultrassom seriado, é possível observar a evolução do folículo e identificar se houve ou não o rompimento do mesmo. Quando o folículo não rompe pode tornar-se um Cisto Folicular.

É importante ressaltar que um único exame não é suficiente para o diagnóstico da LUF. Isso porque a mulher pode passar por um ciclo onde o folículo não se rompa mas em outros romper-se normalmente. 


Qual o tratamento para LUF?


Quando se está tentando engravidar, o tratamento pode ser feito com o coito programado que inclui induzir a ovulaçãomonitorando com ultrassom e medicação à base de hCG para induzir o rompimento ou Inseminação Artificial. 

Ainda que a mulher prefira não induzir a ovulação, pode-se optar apenas pelo monitoramento da ovulação seguido por injeção para o rompimento do folículo, que será feito assim que o mesmo estiver no tamanho ideal. 

Algumas vezes passa-se meses e até anos tentando engravidar sem que um especialista seja consultado. Claro que um casal saudável pode levar até 1 ano para engravidar naturalmente, contudo, quanto mais cedo procurar ajuda e INSISTIR numa investigação da fertilidade, mais cedo chegará o positivo! Até a próxima!

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O que é folículo ovariano?


Entender os pormenores da ovulação ajuda muito nas tentativas de engravidar. Algumas pessoas, embora saibam o que é ovulação, nem sempre conhecem mais detalhadamente como acontece esse processo. Vamos falar mais a respeito da ovulação e dos folículos ovarianos neste post.

O que é um folículo ovariano?


O folículo é a unidade básica do sistema reprodutor feminino. Um folículo é um óvulo revestido que se desenvolve a partir das células germinativas que revestem a superfície do ovário. O número e o tamanho dos folículos irá variar de acordo com a idade e o estado de reprodução da mulher. Com o passar dos anos o número de folículos vão diminuindo devido a ocorrência da apoptose que nada mais é do que a morte de células, mas este processo é normal e ocorre em todos os seres humanos. Também chamado de folículo de Graaf, folículo ovariano se maturam na fase secretora para que ocorra o ciclo reprodutivo da mulher.

Etapas de desenvolvimento do folículo ovariano


A formação do folículo começa antes mesmo do nascimento, ainda na formação dos ovários. Nessa fase, os ovários contêm os chamados folículos primordiais. Quando a mulher nasce, sua reserva ovariana contém todos os óvulos que liberará durante toda sua vida fértil. Os folículos permanecem num estágio "adormecido" até que passem pelo desenvolvimento da ovulação. Leva de seis meses a um ano para que um folículo primordial chegue a um folículo maduro preparado para a ovulação. Em cada fase do desenvolvimento folicular, muitos dos folículos param o desenvolvimento e morrem. Nem todo folículo primordial passará por cada estágio. Menos de 1% consegue liberar um óvulo maduro.  A cada ciclo menstrual vários óvulos imaturos são perdidos.

Recrutamento folicular


Poucos dias antes e durante a menstruação, alguns hormônios produzidos pelo nosso cérebro enviam um comando ao ovário para que os folículos se desenvolvam, cresçam e ovulem. Isto é denominado recrutamento folicular. Mensalmente cerca de 100 folículos respondem a esse estímulo hormonal, apesar de vermos menos deles ao ultrassom, pois a maioria ainda é microscópica. Porém, apenas um deles irá conseguir crescer adequadamente e ovular. Este é o folículo dominante, o melhor selecionado pela natureza naquele mês.

O que é folículo dominante?


O ciclo menstrual é dividido em duas partes: fase folicular (que vai da menstruação até a ovulação) e fase lútea (após a ovulação).

Durante a fase folicular o corpo vai fazer com que os folículos cresçam para que um (ou dois) deles esteja maduro o suficiente para liberar um óvulo. Cada folículo vai crescendo de forma independente. Isso significa que a uma certa fase do ciclo um deles estará maior que os outros. Esse folículo que cresceu mais é chamado de folículo dominante. Apenas em casos especiais, como quando há o uso de medicamentos indutores de ovulaçãoé que vários folículos podem crescer até o estágio ovulatório. É a chamada Ovulação Dupla ou Múltipla

Quanto mede um folículo dominante?


O folículo ovariano pode ser medido durante o controle de ovulação, através de um exame de ultrassom. Normalmente seu tamanho é determinado em milímetros (mm). 

Os folículos crescem em média 2mm por dia e se rompem em média entre 19 e 23mm. Quando se utiliza um indutor de ovulação, esse valor pode aumentar para cerca 28mm a 31mm ou até mais.

Através do controle da ovulação além de avaliar se há algum folículo dominante, pode-se indicar a data da provável ovulação e também é possível induzir a liberação do embrião com injeção de gonadotrofina coriônica (hCG).

Os estágios do desenvolvimento folicular são:



Folículo primordial - todos os folículos que estão dentro dos ovários de uma menina recém-nascida. 

Folículos primários - este folículo começa a surgir após a puberdade, por ação dos hormônios, quando se inicia o ciclo sexual.

Folículos secundários - que envolvem a adição de células que iniciarão a produção hormonal.

Folículos terciários - também chamados de folículos antrais (possuem uma cavidade cheia de líquido conhecida como antro) que permitem saber se a reserva ovariana é satisfatória. 

Folículo de Graaf ou folículo dominante - é aquele que está maduro o suficiente para a ovulação.

Ruptura do folículo - o pico do hormônio LH faz com que ocorra liberação do óvulo pelo folículo dominante.

Corpo Lúteo ou Corpo amarelo - é a estrutura que envolvia o óvulo antes da sua liberação. Sua função é enviar progesterona para nutrir o endométrio e consequentemente o embrião implantado.

Corpo Albicans ou Corpo branco - é a cicatriz que permanece após a regressão do corpo lúteo, que ocorre caso não ocorra a gestação.


Visualização de um folículo dominante com ultrassom:



Os cistos foliculares


Se um folículo ovariano não liberar um óvulo durante a ovulação, e continuar a crescer dentro do ovário, torna-se um cisto. Os folículos que liberam o óvulo podem também tornar-se cístico, se o saco não se dissolver e o fluído ficar retido, sob a parede celular. Os cistos ovarianos são normalmente benignos e bastante comum em mulheres após a puberdade, geralmente causando pouco ou nenhum desconforto e muitas vezes desaparecendo sem tratamento. Saiba mais sobre os Cistos Foliculares.



Se cistos ficam muito grande, eles podem empurrar o ovário fora de sua posição normal, o que aumenta as chances dele se torcer. Isso causa uma dor extrema, e requer tratamento cirúrgico para corrigir.

Estimular naturalmente o crescimento folicular


Quando não se pode ou não se quer estimular com medicamentos a ovulação, com injeções ou pílulas, pode-se optar pelo tratamento natural. Alimentos à base de inhame por exemplo, o elixir, chá ou preparados do legume, assumem um papel indutor muito eficiente em quase todos os organismos. Outro alimento rico em estrogênio também, a soja. Mulheres que desejam engravidar devem consumir regularmente principalmente na fase de estímulo da ovulação. Até a próxima!


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Ciclo Menstrual Curto





sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Ovulação Dolorosa


Os incômodos do ciclo menstrual são diferentes para cada mulher. Algumas terão a felicidade de passar pelo período sem qualquer sintoma significativo, outras poderão sentir apenas os incômodos pré-menstruais. Algumas vezes mesmo o período ovulatório é acompanhado de dor. Entenda a causa e quais os tratamentos que podem ser feitos para aliviar a dor durante a ovulação. 

O que é ovulação dolorosa?


A ovulação é liberação do óvulo pelos ovários para possibilitar a fecundação e assim acontecer a gravidez. Depois de liberado, o óvulo tem uma sobrevida de 12 a 24 horas, após esse tempo começa a desintegrar-se se não for fertilizado por um espermatozoide. Normalmente a mulher ovula cerca de 2 semanas depois da chegada da menstruação. Na maioria das vezes as mulheres não sentem nada durante a ovulação e, portanto tem que confiar em outras maneiras de determinar o seu dia da ovulação. No entanto, existem muitas mulheres que experimentam a dor em seu abdômen inferior bem como na região pélvica quando ovulam. Esta é uma ocorrência muito comum e isto é quase 20% das mulheres que sofrem esse problema. 


O que causa a ovulação dolorosa?


O termo médico para este problema é Mittelschmerz que é uma palavra alemã que significa "dor do meio" ou "dor de ciclo médio". Durante a ovulação, juntamente com o óvulo, algum  fluido folicular, bem como uma pequena quantidade de sangue é liberado do ovário. Embora este sangue seja absorvido pelo corpo, por vezes pode irritar a parede abdominal causando a dor no estômago. A dor de ovulação pode ser um sintoma secundário de outras causas, as mais comuns são:

Cistos nos ovários - os cistos podem se formar ou se romper durante o período ovulatório. Mulheres com SOP (Síndrome de Ovários Policísticos) podem ter dor devido aos múltiplos cistos. 

Endometriose - trata-se de uma doença inflamatória que afeta os ovários e as trompas de Falópio. Ela também pode causar dor durante a ovulação. Conheça mais sobre Endometriose aqui

Aderências de cirurgia prévia - algumas cirurgias, como a apendicite, podem deixar aderências e tecidos com cicatrizes que causam dor, limitação dos ovários e estruturas adjacentes. 


Infecção ou inflamação - infecções e inflamações na região pélvica podem causar dor durante a ovulação. Um exemplo é a clamídia, que pode provocar inflamação dos tubos, cicatrizes e doença inflamatória pélvica. Ela também pode causar uma condição conhecida como hidrossalpinge, em que as trompas de Falópio são obstruídas. 

Medicamentos para indução de ovulação - os medicamentos indutores de ovulação poderão causar dor por causa do estímulo maior dos folículos ovulatórios. 


Quais os sintomas da ovulação dolorosa?


A dor durante a ovulação pode se apresentar semelhante às cólicas menstruais e pode ocorrer tanto do lado direito como do lado esquerdo, na direção dos ovários. Dependerá de qual ovário liberou o óvulo. Além disso, a dor pode mudar de um lado para o outro em cada ciclo. A dor pode ser sentida também como pontadas finas na região pélvica, algumas vezes se apresenta com um leve sangramento de ovulação

Uma forma de identificar se a dor é realmente decorrente da ovulação é observar se ela se repete na maioria dos ciclos, desaparecendo dentro de um dia e não se repetindo até a próxima ovulação. 


Ovulação dolorosa é normal?


Contanto que os sintomas não sejam graves, uma ovulação dolorosa é inofensiva. Isso significa que ela deve ser considerada apenas um incômodo e não algo que atrapalhe as atividades diárias. Qualquer intensificação da dor ou o prolongamento do tempo (mais que um dia) deverá ser informada ao médico para que seja avaliada outras possíveis causas.

Procure imediatamente um médico caso a dor venha acompanhada dos seguintes sintomas:

  • Febre
  • Dor ao urinar
  • Vermelhidão ou inflamação da pele no abdômen ou da pélvis
  • Náusea ou vômito grave
  • Sangramento vaginal intenso
  • Corrimento vaginal anormal
  • Inchaço abdominal


Quando tratar e quais os tratamentos?


Caso os sintomas sejam pequenos ou durem apenas alguns minutos, não há necessidade de nenhum tratamento. Caso os incômodos sejam mais fortes, algumas medidas ajudarão no alívio das dores:

Analgésicos - alguns analgésicos podem ajudar aliviar os sintomas, claro que apenas aqueles que não necessitam de receita devem ser utilizados. Pode-se optar pelos mesmos utilizados para alívio das cólicas menstruais.

Compressas quentes - assim como ajuda com as cólicas menstruais, as compressas quentes ajudam na circulação sanguínea do abdômen, aliviando as dores da ovulação.

Banhos quentes - um banho morno ou quente pode funcionar como a compressa quente, ajudando a relaxar e aliviar os sintomas.

A ovulação dolorosa é uma ocorrência normal (quando a dor não for intensa e prolongada!) e mesmo as mulheres que nunca tiveram sintomas antes podem perceber os sintomas da ovulação dolorosa a partir dos trinta anos. Se os sintomas forem suaves e não acompanhados de nenhum dos sinais listados acima, isso não é um motivo para preocupação. Até a próxima!

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O que é reserva ovariana?


Com o passar dos anos, ter filhos é deixado cada vez para mais tarde. Embora emocionalmente e até financeiramente essa seja uma escolha sensata, biologicamente, nem tanto. Isso porque as mulheres detém melhores taxas de fecundidade até os 35 anos de idade. Após esse período, alguns fatores naturais, como o envelhecimento, começam a influenciar o organismo, diminuindo as chances de gestação. Um desses fatores é a ovulação, já que com passar dos anos a mulher tem a reserva ovariana diminuída. Entenda como isso influencia a fertilidade:

O que é reserva ovariana?



A reserva ovariana é a quantidade de óvulos que a mulher possui quando passa a planejar uma gravidez ou inicia um tratamento para engravidar. Diferente dos homens, que tem uma produção constante de gametas masculinos (espermatozoides), a mulher já nasce com uma contagem de óvulos que, ao longo de sua vida, vai diminuindo.

Reserva ovariana e a fertilidade


O envelhecimento ovariano (também conhecido como reserva ovariana) pode ser definido como a perda da saúde reprodutiva dos ovários e óvulos (oócitos) e está associado a um declínio no número de folículos ovarianos. Os hormônios tornam-se insuficientes, falta ovulação, diminui a fertilidade, as menstruações se tornam irregulares, depois escassas, vão cessando gradualmente e, finalmente, desaparecem completamente de forma irreversível. Este fenômeno é conhecido como menopausa e geralmente ocorre em uma idade média de 51 anos.


As mulheres não fazem novos óvulos após o nascimento. A reserva ovariana decresce com a idade e para algumas mulheres a fertilidade já começa a diminuir a partir dos 30 anos. O grau de declínio varia de mulher para mulher, mas este envelhecimento começa após os 35 anos e permanece de forma contínua até a menopausa.

Conhecendo os números


A mulher nasce com um número determinado de folículos nos dois ovários, cerca de 6 a 7 milhões de folículos, diminuindo gradualmente esse número, por envelhecimento dos óvulos e/ou recrutamento dos folículos para ovulação.

O período de vida intrauterino é marcado por uma perda rápida de folículos, cerca de 50 mil diariamente. Depois até a puberdade este consumo diminui para uma média de 1000 folículos dia. A mulher inicia sua vida reprodutiva então com uma população em torno de 400 mil folículos.

Assim, em uma mulher com 50 anos, com ciclos menstruais ainda regulares, cada ovário contém entre 2.500 a 4.000 folículos residuais já insensíveis às gonadotrofinas.

Como avaliar a reserva ovariana?


A não ser que a paciente peça, normalmente os ginecologistas costumam indicar a avaliação da reserva ovarina à mulheres inférteis com idade de acima de 35 anos ou àquelas em que haja suspeita de baixa reserva como:
  • Um único ovário
  • Cirurgia ovariana prévia
  • Má resposta a estimulação exógena com gonadotrofinas
  • Exposição a agentes quimioterápicos e radiação


A avaliação é feita através de exames simples de sangue e de imagem por ultrassom. São utilizados métodos de dosagem do FSH, Estradiol, Hormônio Anti-Mülleriano – AMH, Inibina B e Progesterona, além do exame de ultrassom:

Hormônio folículo-estimulante - FSH - Alguns estudos sugerem que o valor de FSH é um importante prognóstico quanto ao sucesso da fertilização in vitro (FIV), baixa resposta à estimulação ovariana e de não gravidez.

Estradiol (E2) - O estradiol é um hormônio secretado pelas células granulosas dos folículos ovarianos e a sua determinação complementa a avaliação da reserva ovariana. Indica-se dosar o estradiol em seus níveis mais baixos, nos primeiros dias do ciclo menstrual. Os valores variam de acordo com a fase do ciclo menstrual. Em um ciclo natural, o E2 tem um pico próximo à ovulação. Porém, os estudos sobre os valores que representam índices de sucesso na FIV são controversos e sugerem que o E2 tem baixo valor preditivo. E2 também pode ser útil na avaliação da Síndrome de hiperestimulação ovariana.

Hormônio Anti-Mülleriano – AMH - O AMH é secretado também pelas células granulosas dos folículos ovarianos. Em geral, concentrações mais elevadas correlacionam-se com boa reserva ovariana. Alguns grupos têm demonstrado correlação entre baixos níveis e menopausa. 

Inibina B - produzida nos folículos, assim com o AMH, e sua concentração oscila no ciclo menstrual. Atua inibindo a produção de FSH na hipófise. Com o envelhecimento, os níveis de FSH aumentam e os níveis de Inibina B e AMH diminuem. Portanto, é um marcador tardio e não deve ser utilizado para avaliar a reserva ovariana ou menopausa

Progesterona - A progesterona eleva-se continuamente com o aumento do LH e permanece baixa durante toda a fase folicular. A sua determinação é também uma avaliação prática da função ovariana, realizada tipicamente 01 semana antes do período menstrual estimado, quando os níveis são fisiologicamente mais altos. Os valores de progesterona inferiores a 3 ng/mL sugerem anovulação, exceto imediatamente após ovulação ou antes da menstruação.

Ultrassonografia transvaginal - Método prático, deve ser feito nos primeiros dias do ciclo menstrual. Por meio da imagem, o especialista conta quantos folículos a mulher tem naquele mês. Menos de dez, indicam baixa reserva; mais de 20, alta. É coberta pelo SUS e por convênios. Conheça o controle de ovulação com ultrassom neste post aqui.


Como engravidar com baixa reserva ovariana?


Caso haja um diagnóstico de baixa reserva ovariana pode-se optar por um tratamento de reprodução assistida:

Mini-FIV: trata-se de um procedimento bastante semelhante à FIV (Fertilização in Vitro), mas com o objetivo de estimular a produção de poucos óvulos (da própria mulher) com mais qualidade do que de grande quantidade, como acontece na FIV. Essa técnica é muito bem aceita, pois não apresenta os efeitos da hiperestimulação ovariana, além de ser mais acessível.

Doação de óvulos: Um procedimento cada vez mais comum entre as famílias que se submetem a um tratamento de reprodução assistida, a doação de óvulos é um tratamento em que uma mulher doadora anônima oferece seus óvulos ao casal, por meio da clínica de reprodução humana que está intermediando o tratamento. Esse óvulo doado é fecundado em laboratório pelo espermatozoide do parceiro da receptora e, após gerar embriões, transferido para o útero da futura mamãe. 


Para as mulheres que querem engravidar mas desejam que isso seja feito mais tarde, há a possibilidade de armazenar os óvulos ou mesmo embriões. Essa alternativa é feita com a indução da ovulação, seguida pela coleta dos óvulos podendo ou não fertilizar esses óvulos e então armazená-los congelados.

Há variações dentre os tratamentos de reprodução assistida, é importante que o especialista consultado determine a melhor opção para a paciente. Cada caso deverá ser analisado individualmente. Embora a baixa reserva ovariana requeira medidas imediatas, felizmente hoje há muitas opções para realizar o sonho da maternidade. É importante lembrar também que mesmo diagnóstico de baixa reserva ovariana, nada impede que ocorra uma gravidez de maneira natural. Jamais perca as esperanças. Até a próxima!







quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Medicamento para fertilidade


Faz pouco tempo que descobri um medicamento que auxilia na fertilidade e como esse é um dos principais interesses de toda tentante, resolvi pesquisar a respeito e hoje vou contar um pouco mais sobre Inositol ou Mio-inositol (Myo-inositol), que recebe alguns nomes comerciais como INOFOLIC, PREGNITUDE, OVUSITOL e no Brasil é conhecido como FertiSop. 

Qual a função do mio-inositol?


Mio-inositol é um composto fisiológico que pertence ao complexo vitamínico B. Ele pode ser sintetizado pelo corpo humano e também esta presente numa grande variedade de alimentos como cereais com alto conteúdo de fibras, nozes, carnes, frutas e vegetais. É considerado um mensageiro secundário de regulação de muitos hormônios, tais como: TSH, FSH e insulina. O mio-inositol no organismo é responsável por regular a captação de glicose e sinalização de FSH. Estudos mostram que a presença de níveis elevados de enzimas mio-inositol no fluido folicular é considerado um marcador de boa qualidade dos óvulos.

Como esse medicamento ajuda na fertilidade?


Trata-se de uma substância que é mediadora de vários processos celulares, com efeitos positivos no metabolismo das mulheres. Como resultado, melhora as desordens metabólicas e hormonais, regula o ciclo menstrual e, por isso, também melhora a fertilidade. Este medicamento é indicado principalmente a mulheres com a síndrome dos ovários policísticos (Conheça mais sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos).

Ação no organismo


Recentes estudos têm demonstrado que a qualidade dos óvulos e dos embriões depende não só da formação genética e cromossômica, mas também do ambiente onde os óvulos se desenvolvem (fluido folicular que envolve os oócitos antes da ovulação). Muitas vezes, esse ambiente pode ter variações importantes. O INOSITOL faz parte deste ambiente e dados da literatura médica demonstram que a presença de altos níveis de MIO-INOSITOL no fluido folicular está relacionada com boa qualidade dos óvulos e sua suplementação nos tratamentos melhoram a divisão celular e os resultados de gravidez.
Mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) costumam ter deficiência da enzima que produz o inositol no corpo. Assim, neste grupo de mulheres, a suplementação de mio-inositol apresenta os melhores resultados, tanto na regulação do ciclo menstrual (normalmente alterado nas mulheres com SOP) como na fertilidade.


Mio-inositol no organismo


O mio-inositol provoca a diminuição de hormônios como LH, androgênios, glicemia e HOMA IR (indica se o corpo apresenta algum nível de resistência à insulina), e aumenta a sensibilidade à insulina, melhora a atividade ovariana, diminui a quantidade necessária do FSH (Hormônio Folículo Estimulante) na estimulação ovariana e melhora a qualidade e a quantidade dos óvulos coletados, além de proporcionar maior taxa de gravidez e menor incidência de abortos.


Mio-inositol nos tratamentos de fertilização


Se utilizado durante o tratamento de fertilização (Conheça mais sobre FIV - Fertilização in Vitro) ajuda a restaurar a função ovariana induzindo a ovulação. Segundo alguns especialista, trata de um medicamento que é 100% seguro em caso de ocorrência de gravidez. Também ajuda a reduzir as chances de hiperestimulação ovariana. Outros benefícios são a redução da quantidade de FSH necessária para estimulação ovariana e também a reduz o número de dias de estimulação. Além de melhorar a qualidade dos óvulos e embriões.

Mio-inositol para quem tem SOP


A Síndrome de Ovário Policístico é uma desordem hormonal e metabólico que está associada à disfunção ovariana e à irregularidade menstrual, causas comuns de infertilidade. A hiperinsulinemia (excesso de hormônio insulina na corrente sanguínea), consequência da resistência insulínica, contribui para o desenvolvimento de hiperandrogenismo (excesso de andrógenos como a testosterona), típico marcador da SOP.



No ovário de mulheres portadoras da SOP, ocorre um aumento da atividade da enzima epimérase, o que leva a uma diminuição de mio-inositol. Este desequilíbrio pode ser a causa de má qualidade dos oócitos e do prejuízo na sinalização de FSH.

Os benefícios para quem tem síndrome dos ovários policísticos é a redução da resistência insulínica (grande problema de quem sobre com SOP), redução de hiperandrogenismo (excesso de hormônios masculinos), restaurando o equilíbrio hormonal e o equilíbrio metabólico. Auxilia também na redução do hirsutismo (excesso de pelos) e acne.

Onde encontrar o medicamento?



Embora este medicamento não esteja disponível nas drogarias brasileiras, ele poderá ser manipulado em farmácias de manipulação com receituário médico ou comprado pela internet proveniente de outros países. 

Nos Estados Unidos é vendido como Mio–Inositol e pode ser associado em separado com o ácido fólico.

Os nomes comerciais mais conhecidos são INOFOLIC, PREGNITUDE, OVUSITOL e no Brasil é encontrado com o nome FertiSop. Em pesquisas nas drogarias onlines encontra-se entre 77 e 200 reais, dependendo da região. 

Tratamento natural


É possível encontrar Inositol naturalmente na alimentação. Vários tipos de alimentos como fígado, lecitina (principalmente de soja), trigo integral, germe de trigo, levedura de cerveja, amendoim, batata doce, repolho, melão e laranja contém essa substância, contudo, deve-se dar preferência aos alimentos que não foram industrializados, já que o processo destrói essa substância.

Fonte de pesquisa: Site IPGO e outros artigos da internet.





quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Muco clara de ovo


Detectar a ovulação, ou pelo menos tentar, é uma das principais preocupações de toda mulher que deseja engravidar. Uma das formas de se fazer isso é através da verificação do Muco Cervical. Conhecido como muco fértil, muco transparente ou muco clara de ovo (devido ao seu aspecto), esse método de identificação do período fértil pode muitas vezes confundir as mulheres, fazendo com que percam o período fértil, ou simplesmente acreditem que não tenham ovulado por não conseguir visualizá-lo durante o ciclo. Algumas vezes, esse muco pode aparecer mais de uma vez durante o ciclo, deixando as tentantes de cabelos em pé, sem saber o que esperar. 


Quando o muco clara de ovo aparece?



Durante o ciclo menstrual, o muco cervical adquire vários aspectos conforme a fase do ciclo. (Saiba mais a respeito aqui!O muco clara de ovo é um muco transparente, muito aquoso (com as aspecto de água, só que elástico) que aparece durante alguns dias do ciclo menstrual. Quanto mais perto da ovulação, mais transparente e elástico o muco vai ficando. O muco clara de ovo, de fato, surge cerca de 3 dias antes da ovulação mas mantém-se até lá e vai aumentando a elasticidade. Depois da ovulação, repentinamente, desaparece. 


Sempre que estiver perto da ovulação o muco fica visível?


Muitas mulheres podem estar no período fértil sem que consigam notar a presença do muco. Isso pode ocorrer devido à vários fatores como a quantidade de muco, que pode ser pouca, ficando visível apenas através de colheita diretamente do colo do útero. 


Como se colhe o muco?


De manhã, após fazer xixi e com as mãos bem lavadas, deve introduzir o dedo médio o mais fundo que conseguir no canal vaginal, deixando com que fique um pouco de muco no dedo. Deve-se então avaliar a elasticidade e o aspecto do muco. Para isso, esfrega-se o dedo médio no polegar e depois separa-os levemente de forma que o muco possa esticar um pouco. O muco fértil poderá ser esticado sem partir-se por alguns centímetros. Caso o muco se parta facilmente, ou não esteja tão transparente, ainda não é o período mais fértil.


Quando o muco aparece fora do período fértil


Algumas vezes pode ocorrer do muco transparente aparecer pouco antes de vir a menstruação, ou seja, logo após a ovulação, e em alguns casos, pode continuar aparecendo mesmo em caso de gravidez. 

O aparecimento do muco elástico fora do período fértil pode indicar uma alta do hormônio feminino estrogênio. O aumento do estrogênio no organismo feminino faz com que o muco se torne mais abundante, menos espesso e mais aquoso. Desta forma, caso haja alguma alteração no equilíbrio do hormônio estrogênio, a quantidade e a consistência do muco irão sofrer variações. Além disso, infecções e o uso de certos medicamentos podem interferir na qualidade do muco cervical.


Casos em que pode aparecer


Na gestação: Esse tipo de muco é bastante comum durante a gravidez e costuma ficar bem abundante! Isso ocorre porque há um aumento do fluxo sanguíneo na região do ventre e os hormônios presentes na corrente sanguínea colaboram para o seu aparecimento.

Devido ao Anticoncepcional: Alguns anticoncepcionais tem níveis de estrogênio mais alto. Nesse caso, o aparecimento do muco não indica que esteja ocorrendo ovulação e não precisa ser motivo de preocupação. Contudo, algumas mulheres podem ficar mais preocupadas, nesse caso, o melhor é conversar com o médico, para que que sabe, possa haver a troca da medicação, mesmo porque todo contraceptivo pode falhar!

Após laqueadura de Trompas: Mulheres que fizeram laqueadura de trompas também podem apresentar o corrimento tipo clara de ovo, pois como os ovários continuam intactos após o procedimento, a ovulação acontece normalmente e a consequente resposta do organismo também, que continua alterando  a consistência do muco.

Medicamentos ou chás: Alguns medicamentos, como indutores de ovulação, podem fazer com que a mulher tenha maior quantidade de muco cervical. Alguns chás, como o inhame, também irão aumentar a quantidade de muco e também o período fértil. 


Quando o aparecimento merece atenção


Em alguns momentos, o aparecimento do muco transparente em conjunto com outros sintomas, necessita de atenção especial, como:

Muco com sangue: Durante a ovulação, é possível que o muco clara de ovo venha acompanhado de um pouco de sangue. Isso ocorre porque quando o óvulo é liberado ele rompe uma porção do ovário para poder sair, e então isso pode causar um leve sangramento de ovulação. Nesse caso, não há motivos para preocupação. 

Muco com sangue na gravidez: O aparecimento de qualquer sangramento na gravidez, ainda que leve, deve ser comunicada imediatamente ao médico. Algumas vezes, a causa é o rompimento de algum vaso sanguíneo e devido a região uterina estar mais irrigada, qualquer mínimo atrito pode romper um vasinho.


Muco aparece sempre 3 dias antes da ovulação?


E se tratando de corpo humano tudo é sempre muito relativo. Principalmente no que diz respeito ao ciclo menstrual. Como vimos, há várias situações em que o muco clara de ovo pode aparecer. Mesmo quando estamos no período fértil, não se pode assumir que o muco surge sempre 3 dias antes da ovulação. Pode ocorrer do aparecimento um pouco mais tarde ou mesmo, a percepção do muco tenha sido mais perto da ovulação. A menos que a mulher tenha um ciclo regular e faça a avaliação do muco diariamente, não se pode afirmar quanto tempo falta para a ovulação. E ainda nesses casos, qualquer alteração, mesmo emocional, poderá interferir no ciclo menstrual. O melhor é que aproveite o aparecimento do muco clara de ovo para namorar, garantindo maior chance de conquistar o positivo. Até a próxima!

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Como sentir o colo do útero

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Ovulação Tardia - Entenda como funciona


Quando se tenta engravidar, nada mais natural do que acompanhar o ciclo menstrual. Essa é uma rotina para muitas mulheres e, com o tempo, pode-se saber facilmente qual o melhor momento para namorar, quando deve chegar a menstruação. Infelizmente, nem sempre nosso corpo é tão exato quanto gostaríamos. Imagina uma mulher que já fez todos os exames pré-gestacionais (Saiba mais nesse post!), e apesar de não haver qualquer alteração, os testes de gravidez só dão negativos, ainda assim a menstruação atrasa ou só descobre a gravidez um tempo depois. Nesse caso, o que pode ter ocorrido é uma ovulação tardia

O que é a ovulação tardia?


Quando se tem o ciclo menstrual regulado, de 28 dias, a ovulação costuma ocorrer entre o 14° e 16° dias, ou seja, antes da próxima menstruação. Esse é o período esperada para a mulher com esse ciclo ovular. Então, quando a mulher ovula após o período esperado, diz-se que ela teve uma ovulação tardia. Algumas vezes, o tempo para ocorrer a ovulação vai muito além, podendo atrasar semanas e até mesmo um mês.

O que causa a ovulação tardia?


Não existe uma causa específica para que a mulher ovule mais tarde. E saiba, que mesmo as mulheres que apresentem um ciclo regular podem ter a ovulação desregulada em um mês ou outro.

Vários são os motivos para que o corpo desregule a liberação dos hormônios que regem o ciclo menstrual, o que provocaria o amadurecimento tardio dos folículos ovarianos - no caso, o LH, liberado pela hipófise, responsável pela liberação do óvulo.

Outras causas para a ovulação tardia seriam tratamentos com medicações hormonais ou ovários policísticos, que costumam causar irregularidade na ovulação.


Como saber se tenho/terei uma ovulação tardia?


O mais importante para perceber uma ovulação atípica é prestar atenção, tanto no ciclo menstrual todo, como em qualquer atraso na menstruação. Ficar de olho no corpo é a única forma de perceber se a ovulação atrasou. 

Os sintomas da ovulação tardia são os mesmos da ovulação que chega na data esperada. (Como sei se estou ovulando?) O sinal mais notável da ovulação é a diferença no muco vaginal, onde ele costuma apresentar um aspecto pegajoso e fica transparente como clara de ovo, certamente se está no período.

Uma maneira de ajudar a saber da ovulação tardia é medir a temperatura basal ou fazer uso de testes de ovulação até que se tenha um resultado positivo ou mesmo saber se ocorreu um ciclo anovulatório. O bom de se usar os testes é que sabendo a data da ovulação, pode-se calcular mais ou menos a data que a menstruação deveria vir, que é cerca de 14 dias após a data da ovulação. E também ajuda no caso de não se haver detectado ovulação, pois provavelmente haverá necessidade de tomar algum medicamento para descer a menstruação.



Quais problemas de ter ovulação tardia?


Embora não seja nenhum problema para a saúde da mulher, a ovulação tardia causa uma certa aflição para as mulheres que desejam engravidar. Com o passar dos dias a ansiedade para saber quando ocorrerá ou se ocorrerá a ovulação pode aumentar. Em geral, pode acabar confundindo as datas ou não conseguir namorar nos dias férteis. 

Existem ótimos aplicativos de celular que ajudam a prever a data da ovulação mas que serão inconsistentes em caso de ovulação tardia, sendo os sinais que o corpo emite mais importante do que a data prevista pelo aplicativo. Fique sempre atenta ao seu corpo! Trocar experiências com outras mulheres na mesma situação também pode ajudar a tirar dúvidas ou mesmo ficar menos ansiosa durante a jornada em busca do positivo. (Conheça alguns grupos de tentantes no facebook: Buscando Meu Bebê e Tentantes Unidas pelo positivo).

Para confirmar uma possível gestação, lembre-se de que sempre se deve esperar um tempo de até 10 dias do atraso da menstruação. Quando ocorre uma gravidez após a ovulação tardia, o teste pode ter um resultado fraquinho, no caso do teste de farmácia, ou com resultado baixo, no caso do teste de hCG quantitativo, pois a fecundação ocorreu mais tarde, dessa forma, o hCG demorará mais tempo para ser detectado.


Embora a ovulação tardia seja comum de ocorrer, caso o resultado do teste de gravidez seja negativo mesmo após certo tempo de espera, o melhor é procurar um médico para avaliar o motivo do atraso. Não se surpreenda se o resultado for positivo depois de vários negativos ou depois de muito tempo da data da última menstruação. Lembre-se de começar o quanto antes o pré-natal e aproveite esse momento tão especial. Até a próxima!