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quinta-feira, 30 de maio de 2019

O que é incompetência istmo-cervical?

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Risco de parto prematuro é um medo que assola muitas gestantes, principalmente se já ocorreu anteriormente. Uma das causas de partos prematuro é a chamada incompetência istmo-cervical (ICC). Trata-se da incapacidade do colo uterino de preservar uma gestação, mesmo sem sinais de trabalho de parto, ou seja, sem contrações normalmente no segundo trimestre ou começo do terceiro trimestre.
Image associéeNormalmente, o colo do útero tem pelo menos 30 mm de comprimento. O risco de aborto ou parto predeterminado é inversamente proporcional ao comprimento do colo do útero:
  • Menos de 25 mm: 18% de risco.
  • Menos de 22 mm: 25% de risco.
  • Menos de 15 mm: 50 % de risco.




Como a incompetência istmo-cervical é diagnosticada?


A incompetência istmo-cervical não é detectada em um exame de rotina. O diagnóstico infelizmente se faz por perdas fetais prévias e pode ser pensado nas pacientes com história prévia de cirurgia no colo do útero. A ultrassonografia transvaginal é o método mais utilizado no diagnóstico dessa patologia durante a gestação.

Existe tratamento para incompetência istmo-cervical?



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Sim. O tratamento padrão é a cerclagem. Trata-se de um reforço do colo do útero por sutura (passagem de um ponto), que não causa trauma, na altura do orifício interno do colo do útero, realizada preferencialmente entre 12 e 16 semanas de gestação. Ela também costuma ser bastante indicada no caso de mulheres grávidas de gêmeos ou mais múltiplos por causa do peso dos bebês, que pode forçar parto prematuro (antes das 37 semanas).


Como todo procedimento cirúrgico, a cerclagem apresenta riscos de complicações. A rotura das membranas amnióticas pode ocorrer durante o procedimento e isso será mais prevalente quanto maior a idade gestacional da pequena cirurgia. 

Tipos de cerclagem

Cerclagem profilática ou eletiva


Esta técnica é aplicada quando a mulher tem um histórico de várias perdas gestacionais ou nascimentos prematuros diretamente associados à incompetência istmo-cervical.

Neste caso, o procedimento é realizar uma cerclagem entre a 13ª e 16ª semanas de gravidez.

Cerclagem terapêutica ou secundária


É realizada em mulheres que não preenchem os critérios de cerclagem eletiva, mas devido ao seu histórico anterior, o médico suspeite de incompetência istmo-cervical. Elas passam por um tratamento com progesterona, e controles de comprimento cervical são realizados através de ultrassonografia.

Se a qualquer momento um colo uterino menor que 25 mm for detectado, a cerclagem é indicada.

Cerclagem de emergência


Quando a gestante apresenta membranas amnióticas visíveis através de um colo do útero dilatado, é realizada uma cerclagem de emergência, contanto que a infecção intramicótica seja descartada.

É preciso destacar que a cerclagem é retirada aproximadamente na semana 37 ou 38.

É importante que durante a gravidez as mulheres com cerclagem diminuam a atividade física, principalmente se for secundária ou de emergência. O repouso absoluto não é recomendado, a menos que seja a indicação do ginecologista. 

Pessário

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Trata-se de uma alternativa menos invasiva que a cerclagem para evitar o parto prematuro. É uma espécie de anel de borracha ou silicone que fecha o colo do útero sem a necessidade de cirurgia. Ele tem diversos tamanhos e formatos e é inserido na vagina em procedimento realizado no consultório do obstetra. Funciona como uma sustentação, diminuindo a pressão feita pelo peso do bebê.
 

Mais recentemente, os obstetras têm indicado para diminuir os riscos de parto prematuro o uso de progesterona sintética e o pessário em vez da cerclagem, por ele ser menos invasivo. O objeto pode ser colocado entre a 18ª e 22ª semana e retirado para que possa ocorrer o parto. 

Apesar de poucas pesquisas feitas sobre o tema, o objeto tem alcançado bons índices de eficácia e seu uso tem aumentando nos consultórios brasileiros, de acordo com especialistas. Uma pesquisa espanhola, feita com 385 mulheres com colo do útero curto, mostrou que 6% das que usaram o pessário deram à luz antes da hora contra 27% das que não usaram o produto.

Recomendações e incômodos 


Após colocar o pessário, é recomendado que a grávida faça repouso e se submeta a um ultrassom, para verificar se ele está no local correto. Também é preciso observar se diminuiu o encurtamento do colo de útero e fazer acompanhamento médico. Entre os incômodos de usar o dispositivo está o aumento de secreção vaginal e um certo desconforto no início da utilização, até que o corpo se adapte. Em caso do aspecto da secreção mudar ou acontecer algum sangramento, a mulher deve procurar o médico, pois pode haver uma infecção ou contração, o que impedirá a eficácia do pessário. Só não é recomendado colocar o dispositivo quando a mulher tem alguma infecção, síndrome ou anomalia genética, segundo os médicos.


Detectar essa condição a tempo através de exames de ultrassonografia ou determinação do comprimento do colo do útero é fundamental para estabelecer o quanto antes um tratamento que possibilite a sobrevivência do feto e assegure a saúde da mãe. Mas o mais importante é saber que a gestação pode ser levada a termo e que o maior sonho da mãe de ter seu bebê saudável em seus braços pode ser realizado!



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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sua História... Erica venceu os anos e conquistou o positivo

Entre os altos de baixos da vida de tentante está lidar com várias aflições. São muitas vezes meses e até anos lutando contra os obstáculos físicos e psicológicos. 

Embora muitos achem que podem entender esses sentimentos, apenas quem passa por isso sabe como as batalhas são diárias e por mais que se tenha o apoio da família e de amigos, nos sentimos sozinhas em nossas angústias. A história de hoje mostra como é importante jamais desistir, pois a felicidade vem como grande recompensa. Erica tentou por 12 anos e passou por 2 perdas antes da sua felicidade chegar. Conheça sua história do positivo e a vitória contra a SOP:


"Fui 12 anos tentante, com 10 anos de tentante, depois de um tratamento, engravidei. Isso foi em 2015 mas infelizmente perdi e em 2016 novamente engravidei, mais uma tristeza pois perdi as 2 gestações com 1 mês. Antes de tentar a 3 gestação o médico fez toda uma investigação para saber o porquê dos abortos e não deu nada. E com 1 ano depois da última perda o médico me liberou para tentar. Foi quando me deu uma alergia muito forte, fiquei muito ruim e foi aí que nem percebi que a M [menstruação] tinha atrasado, quando eu estava melhorando dessa alergia foi que percebi que a M não apareceu. Comprei o teste no qual era pra fazer pela manhã mas como estava tão ansiosa e não estava conseguindo dormir, fiz às 2:30 da madrugada. E para minha alegria positivo! Fiquei muito feliz e o maridão também pois é nosso grande sonho se realizando e para a honra e glória do Senhor já estou no 3º mês. Deus é fiel e sou muito grata a Ele. 


Erica Santos


Seguir com um sonho depois de tantos anos de tentativas é uma escolha que apenas um grande amor pode explicar. É importante considerar o que a fará mais feliz, se é esquecer o sonho ou esperar por ele o quanto for preciso. Jamais desista se for para ficar triste, enquanto não houver tranquilidade com a ideia de desistir da maternidade então ainda não é hora de esquecer. Confie em si e saiba, que toda luta tem sua recompensa. Até a próxima!

Leia outros depoimentos aqui!


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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Sua História... Thais e sua batalha pela gravidez

Não é fácil esperar pelo milagre da vida. Nem todas as mulheres decidem engravidar e no mês seguinte recebem o positivo. Muitas desistem pois as batalhas são longas, levam meses, mesmo anos, lutando diariamente. Contudo, há de se nunca perder a esperança. Pessoas como a Thais que lutou contra a Trombofilia, contras as perdas (dolorosas, não importa o tempo de gestação!), contra seus próprios medos e inseguranças, mas ao final veio o grande prêmio! Aquele pelo qual toda mulher que deseja ser mãe almeja! Receber em seus braços o maior milagre de Deus: a vida! Conheça a história da Thais:


Momento do encontro com a Maria
Quanto tempo dura uma gestação? Pra nós durou longos 3 anos. Passamos por situações nessa vida que não sabemos o porquê. Se para a maioria dos casais o anúncio de uma gravidez resulta num bebê nascido depois de 9 meses, para nós não foi bem assim. Vimos escorrer expectativas, planos, nosso amor depositado a cada gravidez, a cada vez que perdíamos os nossos filhos. É conviver com a dor, com o medo e tudo isso sem ter respostas, por quê? Por que conosco? Ouvi as coisas mais terríveis durante esse processo: foi melhor assim, você não ia dar conta de dois; que bom que foi no início,  nem deu tempo de se apegar; pára de insistir em ficar grávida pois vai vir uma criança com deficiência; Deus quis assim. Como se fosse possível não amar um bebê na sua barriga só porque o tempo dele foi breve, e que Deus é esse que quis tirar meus bebês?  Esse período foi desgastante não só por causa dos nossos filhos que não nasceram, mas a busca por resposta foi enlouquecedora. Depois de  uma quantidade infinita de exames descobrimos a trombofilia, mas não era garantia que o tratamento fosse dar certo.  E nesse processo perdemos mais um filho, e a bola de neve aumentou pois minhas trompas já estavam ruins. Cirurgia marcada para final de janeiro/16. Eis que dia 8 de janeiro Marina olha pra minha barriga e pergunta: Maria, você já está aí dentro??? E eu, mesmo sem esperanças fiz o teste e sim, estávamos grávidos pela sexta vez. Começamos um tratamento que não sabíamos se ia funcionar. Anticoagulantes, um coquetel de outra remédios e vacinas feitas do sangue do Alex. E eu orava, orava, pedia para Nossa Senhora me ajudar, para me dar forças.  E a gravidez foi evoluindo, cada dia era uma vitória e Maria foi crescendo, cada vez mais forte em meu ventre. E nós fomos nos desarmando e deixamos esse amor entrar em nossos corações. A decisão de parir fez parte de todo esse processo. Nós precisávamos passar por essa transformação do parto. A cada contração eu me conectava com minha bebê que, finalmente, ia chegar. Quando a médica falou que ia nascer, que ela já tinha descido e pediu pra eu me tocar pra sentir a cabeça dela, eu desabei. Chorei muito, passou um flash na minha cabeça de toda nossa luta, dos meus anjinhos, dos meus amados filhos. Das vezes que pensei em desistir e naquele momento eu vi que valeu a pena ter insistido, porque hoje a Maria está aqui.

Thais Pupo Onaga

Quando se sonha em ser mãe, o primeiro pensamento deve ser: não posso desistir! Esqueça o que viu na televisão ou em filmes. Não será uma jornada curta mas ao final dela, sua vida terá mudado e com certeza você saberá que valeu a pena o tempo que levou! Agradeço a Thais que me permitiu compartilhar essa linda história e também a linda imagem da fotografa Michele (Crédito na foto!)

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Infecção Urinária


É raro encontrar uma mulher que não tenha sofrido ao menos uma vez na vida com a infecção urinária. Isso não é à toda, já que é um problema que afetará cerca de 40% das mulheres ao longo da sua vida. A infecção urinária é uma infecção que afeta os órgãos que produzem a urina e que a transportam para fora do corpo. Estas estruturas incluem os rins, os ureteros (os tubos longos e finos que ligam os rins à bexiga), a bexiga e a uretra. Não sendo, geralmente, uma situação grave, contudo tem impacto na vida destas pessoas, pelo desconforto que provoca. 


O que causa infecção urinária?


As infecções do trato urinário podem ser causadas por bactérias, vírus, fungos e outros parasitas. A forma mais comum de contaminação se dá pela penetração pela uretra das bactérias presentes na pele dos genitais, em geral, originárias do próprio intestino da pessoa. A maioria das infecções urinárias de origem bacteriana são causadas, pela bactéria E. coli. Isso se deve à anatomia do trato urinário feminino que tem a uretra mais curta, sendo assim mais exposta e mais suscetível às infecções. 


Os microrganismos responsáveis pela infecção geralmente invadem o trato urinário através de duas vias, uma delas (muito mais comum que a outra) é a uretra, extremidade inferior do trato urinário (no homem, o orifício localizado na glande; na mulher, o orifício localizado na vulva). O resultado é uma infecção que se dissemina através da uretra. A outra via possível, embora mais rara, é a corrente sangüínea, quando é mais provável afetar diretamente os rins.

A mulher também deve ser ensinada desde cedo como fazer a higiene das partes íntimas, já que problemas na higiene anal após as defecações, especialmente em crianças, são causas freqüentes de infecção urinária por esta via de contaminação. 


Fatores que contribuem para a infecção urinária


Atividade sexual: o coito facilita que as bactérias da bexiga e da uretra "subam" penetrando ao longo das vias urinárias.

Não urinar quando se tem vontade: a retenção voluntária da urina facilita a aderência das bactérias às paredes da bexiga e vias urinárias.

Uso de espermicidas (produtos em creme, gel ou "esponjas", na vagina com intuitos contraceptivos) ou de diafragmas que vão alterar a ecologia local ou impedir o esvaziamento eficaz da bexiga.

Predisposição genética: Algumas mulheres estão geneticamente mais predispostas a sofrer este tipo de infecções.

Constipação: Na famosa prisão de ventre, os problemas vão além do desconforto abdominal. Pela anatomia feminina, as bactérias do trato gastrointestinal, empacadas, têm facilidade em migrar para a uretra, contaminando-a.

Menopausa porque altera a flora vaginal local.


Sintomas de Infecção Urinária


Infecções no trato urinário nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem incluir:
  • Frequente vontade de urinar - Uma terrível vontade de urinar, embora se tenha acabado de o fazer há poucos minutos. 
  • Sensação de ardor ao urinar - Sintoma mais comum que sinaliza uma possível infecção, embora também possa se sentir dor além da ardência ou desconforto ao urinar.
  • Vontade de urinar, mas sempre em pequenos volumes - Embora tenha ido ao banheiro em poucos minutos a vontade de urinar volta a aparecer com frequência, bem como a urgência de voltar ao banheiro. 
  • Urina com a cor avermelhada ou rosa - representa um sinal da presença de sangue na urina, bem como a pouca ingestão de água, que contribui para o agravamento dos sintomas.
  • Cheiro forte da urina
  • Dor pélvica em mulheres
  • Sensação de peso ou mal estar no fundo da barriga, abaixo do umbigo


Tipos de Infecção Urinária


Cada tipo de infecção pode ter sintomas mais específicos, dependendo também de qual parte do trato urinário está infectado.



Rins (pielonefrite aguda) - Infecção bacteriana de um ou de ambos os rins. Normalmente, os sintomas iniciam subitamente com tremedeira e calafrios, febre, dor na região lombar (dor na parte superior das costas e dos lados), náusea e vômito. Pode ocorrer em cerca de um terço dos pacientes, micção freqüente e dolorosa. Um ou ambos os rins podem apresentar aumento de volume e dor à palpação. Nas crianças, os sinais e sintomas são geralmente mais discretos, o que pode dificultar o diagnóstico.

Bexiga (cistite) - Infecção mais comuns em mulheres, sobretudo durante os anos férteis. As manifestações podem se apresentar em forma de pressão pélvica, desconforto na região do abdômen, frequente dor ao urinar e sangue na urina. Em aproximadamente 30% dos indivíduos, a urina comumente é turva e contém sangue visível. A cistite pode ser assintomática e ser descoberta por acaso num exame de urina de rotina.

Uretra (uretrite) - Trata-se da infecção do canal que conduz a urina da bexiga para fora do corpo. Pode ou não haver secreção uretral na etapa inicial da doença, mas os sinais e sintomas mais freqüentes são a urgência miccional (necessidade premente de urinar), polaciúria (micções freqüentes com eliminação de pequena quantidade de urina a cada micção) e disúria (dor para urinar). Febre e odor forte da urina podem também estar presentes.

Qual o tratamento?


O medicamento usado para infecção urinária depende da causa da doença. Quando uma bactéria é responsável pela infecção, o tratamento é feito com antibióticos. Mas, se for causada pelo vírus do herpes simples, por exemplo, deve ser tratada com um remédio anti-viral específico.

Os esquemas de tratamento de três dias são feitos em casos mais simples das infecções mas são tão eficazes como os velhos tratamentos de 10 dias em mulheres jovens com infecções não complicadas.

Nas mulheres com mais de 45 anos é prudente fazer tratamentos de 7 dias e obrigatório se tiver mais de 65 anos.

Não é necessário fazer controle após tratamento nas doentes com infecções urinárias não complicadas que permaneçam assintomáticas.

As infecções que não dão sintomas, na mulher adulta, só devem ser tratadas em mulheres grávidas ou que vão ser submetidas a exames às vias urinárias.

Há perigo em não tratar?


O perigo em não tratar a infecção está na possibilidade dela evoluir. Uma infecção urinaria simples, como uma cistite, quando não tratada adequadamente ou no tempo certo, pode se transformar em uma pielonefrite, que pode gerar um quadro de infecção generalizada, conhecido como sepse. Além disso pode levar a formação de abscessos no rim.

Como diagnosticar a Infecção urinária


Alguns exames que podem feitos para diagnosticar infecções urinárias são:

  • Exame de urina: é o método mais frequente usado para realizar o diagnóstico. A urina é analisada a procura de leucócitos e traços de sangue, sinais de infecção. Fica pronto em torno de duas horas.
  • Cultura de urina: Uma análise de urina feita em laboratório geralmente é seguida de uma cultura de urina, em que o médico usará a amostra do paciente para cultivar a bactéria causadora em laboratório. Esse exame ajuda a identificar a bactéria e quais medicamentos são mais eficazes na ação contra ela. Este é o melhor exame para identificar a infecção e a bactéria causadora dela, no entanto, os resultados demoras de três a sete dias para ficarem prontos.
  • Exames de imagem: o médico também poderá optar por realizar uma tomografia ou um ultrassom para identificar possíveis anormalidades em seu trato urinário. Também para esse fim, o especialista pode solicitar o exame com utilização de contraste para destacar as partes do sistema urinário que apresentam problemas.
  • Cistoscopia: para analisar as partes internas da bexiga e da uretra, a fim de identificar a causa da infecção.


Como prevenir a infecção urinária


Algumas dicas podem ajudar a evitar o aparecimento de infecção urinária, como:
  • Beber muita água de forma que a urina saia de forma límpida. Quanto mais transparente a urina melhor!
  • Urinar depois da relação sexual.
  • Não segurar urina por muito tempo.
  • Manter a imunidade preservada com boa alimentação, bom sono e menos estresse.
  • Ter boa higiene para as bactérias não entrarem em contato com a uretra e nunca ter relações sexuais anais sem preservativo.
  • Usar absorventes externos em vez de internos, pois alguns médicos acreditam que isso aumente a probabilidade de infecções. Fazer a troca de absorvente cada vez que for ao banheiro.
  • Evitar o uso ducha nem sprays ou pó para a higiene feminina. Como regra geral, não utilizar nenhum produto que contenha perfumes na área genital.
  • Evitar o uso calças muito apertadas por longos períodos pois dificulta a respiração da pele e facilita o acúmulo de bactérias.
  • Usar calcinha e meia calça de algodão para facilitar a respiração da pele.
  • Corrigir alterações intestinais como diarreia ou obstipação.
  • Estrógeno para as mulheres na pós-menopausa sem contraindicação hormonal.
  • Tratar adequadamente a paciente com diagnóstico de diabetes mellitus.
  • Procurar um médico em caso de infecção urinária de repetição.

Entenda um pouco mais:




Algumas mudanças em seus hábitos do dia a dia serão importantes, tanto para recuperar de uma infecção urinária quanto para evitar que pegue outra infecção. Não deixe de buscar ajuda médica em caso de qualquer desconforto ao urinar e em caso de gravidez o melhor é acompanhar com exames pois uma infecção urinária, ainda que não apresente sintomas, pode levar ao parto prematuro. Até a próxima! 






quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Aborto de repetição


Pior que não conseguir o positivo é ver esse sonho se acabar cedo demais e em alguns casos, várias vezes. Uma perda já é dolorida demais, acaba com o coração de qualquer mulher que tenha sonhado tanto com a conquista do positivo. Infelizmente em alguns casos, a mulher sofre com a perda por mais de uma vez. Isso faz com quem a gravidez nunca seja comemorada em sua felicidade máxima, pois o fantasma do sonho perdido está sempre rondando. Mas felizmente, algumas dicas vão ajudar a identificar e superar o problema e viver a gravidez com a tranquilidade que toda mãe merece.

O que é aborto de repetição?


Cerca de 15% a 25% das mulheres tem uma gravidez que evolui para o abortamento. Esse número pode ser ainda maior se consideramos as mulheres que não sabem ainda da gravidez. 

Abortamento é a interrupção (espontânea ou provocada) da gestação antes de 20 semanas (cerca de 5 meses) ou com peso fetal menor que 500 gramas. Denomina-se aborto de repetição ou aborto recorrente ou ainda aborto habitual quando há três ou mais perdas espontâneas consecutivas. 

A maioria dos abortos não é “visível”, isto é, não é percebido, pois ocorre antes do atraso menstrual. Isso ocorre, pois, quando os óvulos são fertilizados no organismo, e somente parte deles gera embriões normais. Numa concepção espontânea, mais da metade dos embriões formados (55%) perdem-se, ou antes mesmo de serem implantados (cerca de 30%), ou logo após serem implantados (mais 25%). Quando a gravidez é diagnosticada, até 25% podem ainda se perder, chegando a nascer somente 30% dos embriões formados. 

O aborto geralmente acontece uma vez na vida da mulher. A maioria das pacientes que sofreram um processo de abortamento irá engravidar e apresentar uma gestação saudável. Menos de 5% das mulheres irão ter um novo episódio de abortamento e apenas 1% irá apresentar três ou mais abortamentos.

Quais as causas do aborto de repetição?


As causas para a ocorrência de abortos de repetição são variadas e devem ser tratadas particularmente. Geralmente, são alterações de ordem cromossômicas/genéticas, anatômicas, presença de trombofilia, alterações endócrino-metabólicas, imunológicas, infecções ou ainda por algum fator masculino. 

Alterações cromossômicas/genéticas: menos de 5% dos casais tem essas alterações, que podem ser avaliadas por exame de sangue, causando problemas genéticos ou cromossômicos no embrião, muitas vezes incompatíveis com a vida.



Grande parte dos AE's (abortos espontâneos) são por causa dessas alterações (cerca de 60% a 76%), e esse número vai aumentando conforme vai aumentando a idade da mãe. No caso de abortos de repetição, essa alteração é encontrada em até 45% dos casos. As alterações mais comuns são duplicações ou perda de algum cromossomo ou de parte dele. Exames de cariótipo (do produto do aborto e dos pais) podem confirmar a causa e determinar o tratamento adequado. 

Alterações Anatômicas: alterações da cavidade uterina podem impedir o crescimento da gestação. As principais alterações anatômicas relacionadas a AR são as malformações müllerianas (septo uterino, útero bicorno, unicorno e didelfo), miomas, pólipos e sinéquias uterinas. Para diagnóstico, recomenda-se ultrassom transvaginal e histeroscopia, entretanto muitas vezes é necessário complementar com ressonância nuclear magnética (RNM) de pelve, ultrassom 3D ou laparoscopia associada a histeroscopia para diferenciar septo de útero bicorno.

Trombofilia: é a propensão a desenvolver trombos e ou outras alterações em qualquer período da vida, inclusive, durante a gravidez, parto e pós-parto, devido a uma anomalia no sistema de coagulação do corpo. O fator genético é uma das causas para a trombofilia. O risco é que se forme coágulos e obstruam a circulação dando trombose venosa profunda, embolia pulmonar e cerebral como também obstruindo a circulação placentária. 

A síndrome antifosfolípide (SAF) é definida como a presença de trombose, ou abortamentos de etiologia auto-imune na vigência de auto-anticorpos circulantes contra fosfolípides ou proteínas associadas a fosfolípides. É uma trombofilia adquirida, diferindo de uma série de condições hereditárias que se caracterizam por processos trombóticos de ocorrência familiar. O diagnóstico é feito pela presença de anticorpos anti-cardiolipina ou anticoagulante lúpico no sangue. O exame positivo deve ser repetido após 6 semanas para confirmação.
Pacientes com SAF devem ser tratadas com aspirina e heparina durante a gestação para evitar novo aborto.

Alterações endócrino-metabólicas: algumas alterações como Diabetes mellitus (DM), Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)Hipotireoidismo, Hiperprolactinemia e problemas com a insuficiência da fase lútea podem estar relacionados ao maior risco de abortos. 
No caso de mulheres diabéticas com aumento de hemoglobina glicosilada no primeiro trimestre têm maior chance de aborto e malformação fetal. Diabéticas controladas têm risco igual ao da população geral. Para pacientes com diagnótico de SOP têm risco aumentado para aborto, provavelmente devido à resistência a insulina e hiperinsulinemia. O uso de sensibilizadores da insulina, como metformina, para diminuir a taxa de aborto tem sido sugerido, entretanto os dados da literatura ainda são controversos. O hipotireoidismo descompensado aumenta o risco de aborto. Assim, em pacientes com AR, deve ser pedido sempre TSH, T4 livre e anticorpos antitireoidianos (antitireoglobulina e antiperoxidase). Como durante a gravidez há uma sobrecarga da glândula tireoide, recomenda-se que em mulheres com hipotireoidismo em tratamento mantenha-se TSH abaixo de 2,5 mlU/l. Em relação ao hipotireoidismo subclínico, quando associado a auto-anticorpos, deve sempre ser tratado. Na ausência de auto-anticorpos não há consenso, mas a tendência é recomendar o tratamento também. A presença de auto-anticorpos para tireoide tem maior prevalência em mulheres com AR (20-25%) em comparação às gestantes normais (15-20%), mas se o tratamento com levotiroxina tem benefício ainda é algo controverso. Recomenda-se nesses casos tratar quando o TSH está acima de 2,5 mlU/l. Nos casos de hiperprolactinemia, sua ligação aos abortos de repetição está na alteração do eixo do hipotálamo-hipófise-ovário, resultando em alteração na foliculogênese, maturação oocitária e insuficiência lútea. Dosagem de prolactina e normalização dos níveis quando elevados com agonistas dopaminérgicos pode melhorar os resultados em uma nova gestação. E apesar de insuficiência lútea não ser frequente e estudos demonstrarem que a suplementação de progesterona não diminui o risco de abortos espontâneos isolados, em pacientes com AR há evidência de benefício e deve ser utilizada no primeiro trimestre. Normalmente é feita com progesterona micronizada 200 mg via vaginal de uma a três vezes ao dia. 

Alterações imunológicas: entre os problemas imunológicos com possível associação com AR, estão Células natural killers (NK), que são linfócitos com receptor CD56+ presentes em sangue periférico e no útero, sua presença aumentada estão relacionadas à falhas na implantação do embrião, contudo não há consenso na literatura médica quanto ao valor aceitável; Incompatibilidade de antígenos leucocitários entre o casal, onde o corpo não aceita o embrião, rejeitando-o.

Infecções:  Qualquer infecção que leve a bacteremia ou viremia pode causar aborto de primeiro trimestre, mas normalmente não estão envolvidas em AR. Toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus (CMV) e sífilis também podem estar associadas a abortos, mas não com AR.

Endometrite crônica está presente em 9-12% das mulheres com AR, mas não está estabelecido se realmente está envolvida na causa. É geralmente assintomática ou com sintomas discretos como o corrimento vaginal, dores pélvicas discretas ou sangramento vaginal irregular. Acredita-se que essa infecção pode produzir toxinas que causam danos ao embrião e ao processo de implantação. É diagnosticada por biópsia de endométrio com anátomo-patológico compatível com infecção (o que nem sempre está presente) ou presença de plasmócito no estroma endometrial (CD138 e EMA) detectado por imuno-histoquímica. Quando presente, deve ser tratada com antibiótico. Recomenda-se ainda bacterioscopia e cultura de secreção vaginal, além de pesquisa específica de Mycoplasma hominis, Ureaplasma urealiticum, Chamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoea.

Fator masculino: estudos sugerem que o aumento da fragmentação do DNA do espermatozoide aumenta a taxa de aborto e pode estar associado a AR. As causas mais comuns de fragmentação alterada são fumo, idade avançada, drogas e varicocele. A erradicação dessas causas pode melhorar esse problema, mas, se isso não for suficiente, o tratamento com antioxidantes pode ajudar (vitamina C 500 mg/dia, vitamina E 400UI/dia e ácido fólico 5 mg/dia). Em alguns casos, podem ser prescritos anti-inflamatórios e antibióticos, mas sem evidência científica de real benefício.

Embora essas sejam as causas mais comuns, alguns casos de abortos de repetição não são diagnosticados. Nesses casos é importante adotar hábitos saudáveis para diminuir os riscos de abortos como parar de fumar, diminuir o consumo de álcool e cafeína, praticar exercício moderado e controlar o peso. Suplementação de ácido fólico e progesterona também é indicada, e muitas vezes é necessário suporte psicológico para que o casal, abalado pelas perdas prévias, não desista de tentar uma nova gravidez. 

Exames para diagnóstico 


Alguns dados devem ser coletados para tentar diagnosticar as causas dos abortamentos repetidos, tais como:

  • Triagem infecciosa: coleta de exames sorológicos para HIV, hepatite B, hepatite C, sífilis, toxoplasmose, rubéola, CMV, HTLV I/II, parvovírus B19;
  • Cariótipo de sangue periférico paterno e materno: exame sanguíneo que analisa a estrutura cromossômica do pai e da mãe;
  • Pesquisa de trombofilias: exames sanguíneos que avaliam se a mãe é portadora de alguma doença que possa aumentar a coagulação sanguínea e prejudicar o fluxo de sangue que vai para o bebê. A principal trombofilia responsável pelo abortamento de repetição se chama síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAAF) e é caracterizada por perdas gestacionais precoces sequenciais;
  • Ultrassonografia transvaginal: exame que avalia o formato do útero e dos ovários em busca de algum sinal que evidencie cisto ovariano ou malformação estrutural uterina;
  • Histeroscopia diagnóstica: exame que avalia o interior da cavidade uterina em busca de alguma possível malformação uterina, tal como o útero septado;

Quando voltar a tentar?



Segundo  a Organização Mundial de Saúde, para os casos em que houve um episódio de aborto, recomenda-se esperar 6 meses para tentar engravidar novamente, contudo, alguns estudos demonstram que gestações concebidas antes desse prazo apresentam menores complicações comparadas com aquelas que esperaram mais tempo para engravidar. A maioria dos médicos recomenda 3 meses caso a mulher se sinta confortável e o tempo gestacional foi menor. Nos casos de dois ou mais episódios, a avaliação médica deverá indicar o prazo para as tentativas após o tratamento indicado.

Apesar dos prazos indicados pelos médicos, o importante é que cada uma observe seu tempo para se recuperar de uma perda gestacional precoce antes de tentar engravidar novamente. O corpo dá sinais de que está pronto para uma nova gravidez, após quatro a seis semanas a menstruação retornará e estará recuperado para uma nova gestação.



Lembre-se cada pessoa tem sua forma de enfrentar seus sentimentos após uma perda. É importante o respeito mútuo quanto ao tempo para se recuperar da dor de perder um bebê tão desejado.


Aumentando as chances de uma gravidez saudável




Além de escolher um estilo de vida saudável, deve-se começar com as vitaminas pré-natais e principalmente a ingestão de ácido fólico pelo menos 3 meses antes de tentar engravidar. Manter o peso ideal para seu biotipo corporal, juntamente com a prática de exercícios físicos. Limitar a ingestão de cafeina e bebidas alcoólicas, além claro, de evitar o fumo e situações de estresse. 
Converse também com seu médico a respeito dos demais cuidados que deverá tomar no seu caso, como a inclusão de uma dieta alimentar específica ou um tratamento para os abortamentos. É importante saber que as chance de ter uma gestação normal na próxima vez, sem nenhuma intervenção, é de 50-75%, dependendo da idade da mulher e do número de abortos prévios, portanto vale a pena continuar tentando. Boa sorte e até a próxima!

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