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sexta-feira, 24 de março de 2017

Tampão Mucoso


Logo nas primeiras semanas de gravidez o corpo trabalha para proteger o bebê. Assim, é criado um monte de estruturas que irão ajudar no desenvolvimento da gestação e do bebê. O útero é um lugar que deve ser muito bem protegido e para isso o corpo cria uma substância que sela o útero. O tampão mucoso tem como finalidade impedir que bactérias atinjam o útero e o bebê em desenvolvimento. Conheça mais a respeito do Tampão Mucoso.

O que é o Tampão Mucoso?



Também chamado de "Rolha de Schröder", o tampão mucoso se forma a partir da secreções das glândulas cervicais do útero, que, por ação da progesterona, tornam-se mais espessas durante a gestação. Este tampão tem a função de isolar e proteger o feto em seu ambiente intra uterino do ambiente externo. 

Qual o aspecto do tampão mucoso?



O aspecto do tampão mucoso é bem variável. É como um corrimento mais grosso, um catarro, mas pode ser em pouca ou em muita quantidade, é opaco esbranquiçado, e até mesmo com coloração rosa, marrom ou vermelha, com sangue ou sem sangue. Também pode sair tudo de uma vez ou ficar saindo por alguns dias. O sangue no tampão pode ocorrer devido ao sangramento de pequenos vasos sanguíneos, algo que se deve às alterações no útero. 

É importante reconhecer as características do tampão mucoso, pois caso haja sangramento, mas não com aparência de corrimento/catarro, a gestante deve ser examinada, pois o descolamento prematuro da placenta causa sangramento e é motivo de uma cirurgia cesariana de emergência.

Quando o tampão mucoso deve sair?


A saída do mucoso varia de gestante para gestante. Normalmente o tampão é liberado até 2 semanas antes do nascimento do bebê. Existem mulheres que pularão esta etapa, outras que sairá apenas pequenos pedacinhos da mucosa, e outras que sairão grandes pedaços do tampão.

Como notar a saída do tampão mucoso?


O tampão mucoso pode sair quando se limpa depois de ir ao banheiro, sair na calcinha ou no protetor diário, ou mesmo pode acontecer da gestante nem perceber a saída do tampão.

O que fazer ao notar a saída do tampão mucoso?


O momento em que o Tampão mucoso sai ainda não é a hora da aflição. Este sinal representa que está quase na hora, mamãe! É importante manter a calma pois a saída não indica necessariamente que o trabalho de parto irá começar. A gestante deverá ficar atenta a outros sinais de trabalho de parto como contrações ou o rompimento da bolsa. (Conheça mais sobre o trabalho de parto.)

Qualquer dúvida em relação a saída do tampão deve ser tirada junto ao médico. Lembre-se que no final da gestação é preciso estar atenta a tudo que acontece com o seu corpo, pois a qualquer momento o seu bebê pode chegar. Não custa nada a mãe checar na maternidade caso em caso de haver sangramento sem as características do tampão mucoso. Até a próxima!

Leia também:






quarta-feira, 29 de junho de 2016

Menstruação Escura - o que pode ser?


A preocupação com o ciclo menstrual é muito comum na vida da pré-mãe, afinal é ele que garante que tenhamos uma chance de conseguir o positivo. Qualquer mudança no ciclo, seja na cor ou na consistência da menstruação é motivo pra levantar suspeitas, já que isso pode significar que algum problema está acontecendo com seu corpo. 

Ciclo regulares ou não, curtos ou longos, com muito ou pouco fluxo, com coloração clara ou mais escura são aspectos que merecem atenção. E um desses aspectos sempre despertam atenção: menstruação escura!


Aspectos que influenciam alterações 


Diversos são os fatores que podem fazer com que um fluxo menstrual venha diferente do usual. O fluxo menstrual, bem como suas características podem ser alteradas por diversos fatores que podem ser ambientais, mudanças na alimentação, atividade sexual, questões de saúde e até fatores emocionais!

Algumas vezes as alterações são resultantes da adaptação do corpo à mudança de um anticoncepcional, por exemplo, podendo também ser causada pelo uso de pílula do dia-seguinte ou apenas como efeito colateral de um medicamento. 

O que pode causar menstruação escura?


A coloração escurecida do sangue, mais marrom do que vermelho, tem relação com a quantidade de sangue e a velocidade com que o este sai do útero e chega ao ambiente externo. Então, quando sangramos em menor quantidade, esse sangue demora mais para chegar ao exterior do corpo e ao longo do caminho vai escurecendo.

Outra possível causa para a menstruação escura é a baixa na produção da progesterona, hormônio ativo no organismo desde a puberdade até a menopausa. A baixa pode ocorrer pela ação do anticoncepcional que pode ocasionar baixas repentinas no organismo.

Para determinar a causa da menstruação escura, apenas com exames hormonais e através da avaliação do seu médico. Algumas causas podem ser excluídas, facilitando tirar as dúvidas que ficarem no momento da consulta. 


Outras possíveis causas:


Gravidez - Quando ocorre a fixação do embrião no útero (nidação), é possível que a mulher se depare com um pequeno sangramento escuro, além de pouca quantidade. (Primeiros sintomas de gravidez)

Algumas mulheres podem confundir esse sangramento com menstruação, mas na verdade pode indicar o início de uma gravidez. 

Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's)São diversas as doenças que podem causar este sintoma. Apenas com uma consulta no ginecologista para saber se esse é o caso e qual o tratamento adequado. No geral, quando é DST, é possível que também haja um odor forte na menstruação. Quanto mais rápido for descoberto, mais fácil será o tratamento da doença.

Troca de anticoncepcional - Uma das causas mais comuns para alterações nas características da menstruação e que não apresenta nenhum risco para a saúde da mulher. Como o organismo está se adaptando ao novo remédio, é mais fácil que ocorra uma queda nos níveis de progesterona. Nesse caso, o problema se resolve rapidamente em poucos dias. (Anticoncepcional: perigos escondidos)

Pílula do dia seguinte - Usar a pílula do dia seguinte pode causar menstruação escura. Isto porque a pílula tem uma carga hormonal muito forte que pode causar diversos sintomas no organismo. O uso frequente da mesma pode causar várias alterações hormonais no corpo da mulher.

Útero inflamado - Uma inflamação no útero, que pode ocorrer por variados motivos, também pode justificar o escurecimento do sangue durante o ciclo. Geralmente acompanhada de outros sinais, este problema também possui graus e pode ser tanto leve quanto mais grave. No entanto, é uma possibilidade que exige atenção e uma consulta no ginecologista o mais rápido possível.

Endometriose  - Ocorre quando o tecido que reveste o útero cresce em outros locais. A endometriose pode ser grave e necessitar de um tratamento específico. Esta doença tem suas causas diretamente ligada à menstruação, o que faz que a mulher tenha chances de desenvolver este problema em cada ciclo. (Endometriose e as chances de engravidar)

Miomas uterinos - A miomatose corresponde a nódulos que se formam no útero de forma benigna, sendo raro que se transformem em tumores malignos. O problema é muito comum até que a mulher entre na menopausa, quando começam a reduzir as possibilidades. É possível descobrir este problema após
fazer uma ultrassonografia, recomendada pelos ginecologistas no caso de alguma suspeita. (Cistos e gravidez)

Devo procurar o médico?


Normalmente alterações no sangramento menstrual são normais e não indicam problemas, mas o ginecologista deve ser procurado se também surgir algum dos sintomas:

  • Cansaço excessivo
  • Tontura
  • Palidez na pele ou abaixo das unhas
  • Períodos irregulares ou sangramentos frequentes fora do período menstrual


Caso haja suspeita de gravidez, é importante procurar um médico independente da quantidade do sangramento, no caso de aparecimento de sangramentos escuros, em pedaços ou em grandes quantidades também é motivo de cuidados imediatos.

O médico poderá pedir exames como ultrassons, hemogramas, exames de urina, tudo para garantir um diagnóstico e tratamento que te darão tranquilidade sobre essa mudança em seu ciclo.




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A tireoide e a fertilidade


A tireoide é uma glândula que age nas funções de órgãos importantes como coração, cérebro, fígado e rins. Está localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto). 

As mulheres com funcionamento deficiente ou excessivo dessa glândula, podem ter seus ciclos menstruais desregulados e em alguns casos, pode levar a infertilidade. 

Hipotireoidismo e Fertilidade


A tireoide fabrica dois hormônios a tiroxina (T4) e a tri-iodo-tironina (T3). A tiroxina é responsável por controlar o metabolismo. Quando os níveis de T4 caem (hipotireoidismo), o metabolismo fica mais lento. Um baixo nível de T4 pode comprometer também o ciclo menstrual, pois a possibilidade de ovular cai. 

Com relação a fertilidade, os hormônios que devemos considerar são a progesterona e o estrogênio. Sabemos que para que a ovulação ocorra normalmente, esses hormônios devem estar equilibrados, o que não ocorrerá se a tireoide não funcionar corretamente.

Muitas mulheres conhecem o funcionamento da progesterona durante uma gravidez e sabem como ela é importante para sua manutenção. O que poucas conhecem é a influência do estrogênio no ciclo menstrual. Ele é responsável pelo crescimento das células, no ciclo menstrual, ele irá favorecer o crescimento do endométrio. Contudo, para isso, ele faz com que as células do útero consumam mais oxigênio. Quando os níveis de estrogênio estão mais altos do que o necessário, ele faz com que as células consumam mais oxigênio, e para isso elas irão retirar o oxigênio que seria importante para auxiliar no desenvolvimento do óvulo, ou ainda na implantação do embrião. Sem oxigênio suficiente, o desenvolvimento do óvulo fica comprometido, e nos casos em que há a implantação, a gestação pode ser comprometida, levando a perda prematura. 

O estrogênio atua negativamente na tireoide pois suprime a liberação dos hormônios da tireoide, o que pode causar hipotireoidismo. Para quem tem hipotireoidismo, o fígado não consegue retirar o excesso de estrogênio do corpo, de forma que o mesmo continua a acumular-se, o que alimenta o hipotireoidismo. Assim temos um ciclo que não pára, onde o estrogênio causa a não liberação dos hormônios da tireoide (hipotireoidismo) e o hipotireoidismo não permite que o corpo elimine o excesso de estrogênio. 



Fontes externas de estrogênio


Como vimos, o estrogênio alto pode levar ao hipotireoidismo. Embora essa alteração pode ser causada pelo excesso de estrogênio, qualquer outro fator que leve ao hipotireoidismo elevará o nível de estrogênio, ou seja, embora o estrogênio possa não ser o que causou o hipotireoidismo, seu nível será mais alto por causa dessa alteração. Sabendo disso devemos então cuidar com as demais fontes que podem contribuir pela elevação de estrogênio no organismo, como os anticoncepcionais, pois pode levar um tempo até que seu corpo consiga equilibrar o nível de estrogênio após o fim do uso de pílulas anticoncepcionais. Tudo dependerá de quanto tempo ele conseguirá se liberar do excesso do hormônio, o que pode levar de 3 a 6 meses, embora há casos de mulheres que conseguiram uma recuperação dos níveis hormonais, engravidando em seguida a parada da pílula. Alguns alimentos também são ricos em fitoestrógenos (estrogênio natural), fazendo com que o nível desse hormônio seja elevado, prejudicando a fertilidade.

Hipertireoidismo e Fertilidade


No lado oposto das alterações do funcionamento da tireoide é quando a glândula produz muito hormônio T4 e T3. Com a glândula mais ativa, o metabolismo tende a ficar mais acelerado. 

Uma causa comum de hipertireoidismo é a Doença de Graves, uma doença autoimune que tende a ser adquirida de forma familiar e afeta a glândula tireoide inteira. Outra causa de uma tireoide hiperativa são os chamados nódulos quentes, que podem se formar sobre a glândula. Nesse caso, a maior parte da glândula continua a funcionar normalmente, mas o nódulo contém células que produzem muito do hormônio T4.

Independente da causa, bem como no caso do hipotireoidismo, o ciclo menstrual pode ser comprometido, dificultando a ovulação e nos casos em que ocorre a implantação do embrião, há riscos de perda gestacional. Por isso a necessidade de se fazer um pré-natal rigoroso especialmente o controle endócrino, pois muitas vezes é necessário o aumento da dose da droga que controla a tireoide para não colocar em risco a vida tanto da mãe quanto do bebê.

Sintomas da tireoide


O hipotireoidismo pode causar constipação, fluxo menstrual aumentado, ganho de peso, diminuição do apetite, letargia, depressão, problemas cognitivos, fadiga, pele seca e áspera, intolerância ao frio ou dores musculares, queda de cabelo, fala lenta e/ou voz rouca, mãos dormentes, palmas das mãos e solas dos pés alaranjados, além de confusão ou pensamento lento. 

Sinais de hipertireoidismo incluem evacuações mais frequentes, perda de peso, ciclos irregulares, aumento do apetite, insônia, nervosismo, intolerância ao calor, tremores nas mãos e palpitações cardíacas.

Diagnóstico e Tratamento


Para detectar alterações da tireoide, basta alguns exames de sangue e um ultrassom da mesma. Os exames são que medem os níveis dos hormônios da tireoide T4 (tiroxina) e TSH (hormônio estimulador da tireoide) e também os exames de anticorpos anti-tireoide. Altos níveis desses anticorpos são típicos de uma doença da tireoide chamada Tireoidite de Hashimoto, que pode resultar em hipotireoidismo. A Tireoidite de Hashimoto é classificada como uma doença autoimune, porque o corpo se volta contra si, formando anticorpos que atacam as células da tireoide e diminuem a produção de hormônio da mesma. A glândula em si pode compensar, tornando-se aumentada. A presença de anticorpos antirreceptor do TSH (TRAB) pode indicar uma doença autoimune chamada Doença de Graves (no caso de hipertireoidismo).

O tratamento do hipotireoidismo consiste na reposição oral do hormônio tiroxina (T4), uma vez ao dia, preferencialmente pela manhã e em jejum. A dosagem deve ser individualizada, sendo importante o controle periódico para que seja ajustada sempre que necessário. No hipertireoidismo, os tratamentos são projetados para diminuir a secreção de hormônios da tireoide. Isso pode ser feito com drogas antitireoidianas ou com iodo radioativo, que, essencialmente, mata parte da glândula para diminuir sua produção hormonal. Iodo radioativo não pode ser usado em mulheres que já estão grávidas e deve haver um período de pelo menos seis meses de espera após o tratamento antes de tentar engravidar.

Apesar da dificuldade que a alteração da tireoide pode causar para quem sonha com o positivo, é importante que o diagnóstico seja feito o mais breve possível e que siga o tratamento corretamente. Até a próxima!






sábado, 23 de janeiro de 2016

Insuficiência da fase lútea e gravidez


Nosso corpo é uma máquina perfeita, que necessita de ajustes finos para que seu funcionamento ocorra. Qualquer alteração em um componente (ou hormônio) irá ocasionar a demora na conquista da gravidez. Conhecer como funciona cada fase do ciclo menstrual ajudará não apenas reconhecer quando algo não andar bem como também ajudará na conquista do positivo.

Fases do ciclo menstrual


Como o assunto é insuficiência da fase lútea, explicarei rapidamente a fase folicular do ciclo menstrual, mas se quiser saber mais a respeito só dar uma olhada nesse post aqui

O ciclo menstrual tem duas fases básicas, folicular e lútea, que são separadas pela ocorrência da ovulação. Na primeira etapa do ciclo temos descamação do endométrio, que nada mais é do que o início do sangramento que dá origem à menstruação. Depois temos a fase proliferativa, que é o desenvolvimento do folículo ovariano (daí o nome fase folicular). Nessa etapa há a predominância do hormônio estrogênio, responsável também pelo crescimento do endométrio, preparando-o para receber o embrião. Quando um folículo atinge seu máximo desenvolvimento, o hormônio LH indica que o mesmo pode ser liberado. A liberação do óvulo marca o fim da primeira fase do ciclo menstrual.


 Após a liberação do óvulo, o restante do folículo é chamado de corpo lúteo (do latim, corpo amarelo), sendo sua principal função a produção de progesterona, que nesse período é importante para preparação do endométrio de maneira a facilitar a implantação (Aprenda como ajudar na implantação do embrião). Quando esta não ocorre, o corpo lúteo permanece ativo
por aproximadamente 14 dias, sendo este período chamado de fase lútea. O corpo amarelo seria então como a casca que protegia o óvulo em desenvolvimento. Quando ele se degenera, passa então a se chamar de corpo branco, sendo constituído principalmente de estroma fibroso. 



O que ocorre na fase lútea


A fase lútea marca o início do caminho do óvulo até o útero. A progesterona produzida pelo corpo lúteo ou amarelo é responsável por manter o endométrio estável e mudar o padrão proliferativo (de crescimento) para secretor, o que o deixará mais receptivo à implantação do embrião. O que nem todos sabem é que o endométrio não ficará receptivo durante toda a fase lútea. A implantação será facilitada apenas num curto período, cerca de 6 a 10 dias após a ovulação. Esse período é conhecido como "janela de implantação" pois ocorre no momento em que há máxima liberação de progesterona pelo corpo amarelo. De forma mais simples, após a liberação do óvulo, o corpo amarelo produz progesterona que irá deixar o endométrio mais "macio" para que ocorra a nidação com maior facilidade. 

A progesterona e a gravidez

Além de manter o endométrio estável e facilitar a implantação, a progesterona também é importante pois promove o relaxamento das fibras musculares uterinas permitindo o desenvolvimento da gestação. No início da gestação, o corpo amarelo continua produzindo progesterona pois recebe esse estímulo do hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana). Isso ocorre até a 8ª ou 9ª semana de gestação, quando ocorre a mudança lúteo-placentária, isto é, a placenta passa a produzir a progesterona e o corpo amarelo se degenera. 

Quando não se tem, no início da gestação, uma produção adequada de progesterona pelo corpo amarelo, então não há como manter a gravidez e ocorre o aborto. 

Insuficiência da fase lútea


Como vimos, a fase lútea é importante para a implantação do embrião e manutenção da gravidez. Uma fase lútea normalmente dura cerca de 10 a 16 dias, podendo em alguns casos chegar a 17 dias. Segundo alguns médicos, uma fase lútea saudável, seria com mais de 12 dias. Quando essa fase é muito curta (menos que 10 dias) o endométrio pode não estar receptivo o suficiente para receber o embrião, nesse caso temos a insuficiência da fase lútea. Com a baixa ou a breve produção de progesterona, o risco de aborto ou infertilidade é alto. 

Um endométrio que não foi adequadamente irrigado não conseguirá sustentar uma gravidez, isso se o embrião conseguir se implantar! 

Causas da insuficiência luteínica 


As causas mais comuns para a insuficiência da fase lútea são a diminuição da produção de LH na fase folicular, produção inadequada de FSH pré-menstrual e na fase folicular, levando a uma resposta ovariana a LH, ou seja, uma má qualidade do corpo lúteo, onde o mesmo não conseguirá produzir progesterona de forma adequada ou pelo tempo adequado para a boa manutenção do endométrio. A insuficiência do corpo lúteo, também pode ser causada por uma alteração ovariana ou ainda por causa de doenças endócrinas como alterações da tireoide ou hiperprolactinemia

Quais os sintomas?

  • Fase lútea com menos de 10 dias (a confirmação é feita com a avaliação da ovulação através de exames de ultrassom ou testes de ovulação).
  • Sangramentos durante a fase lútea (spotting ou pequenos corrimentos tipo borra de café por mais de 3 dias)
  • Baixas concentrações de progesterona durante a fase lútea
  • Abortos espontâneos recorrentes (em sua maioria no 1º trimestre).


Como tratar a insuficiência da fase lútea?


Tanto o tratamento quanto o diagnóstico da insuficiência luteínica costuma ser simples. Exames para confirmar o nível de progesterona após a ovulação e antes da menstruação irão determinar a causa da fase lútea insuficiente. Para o tratamento, geralmente são utilizados  progesterona, hCG e mesmo estradiol, isolados ou em combinação. 

Em casos de gravidez com comprovação de insuficiência da corpo lúteo, é importante manter o tratamento com progesterona até que a placenta possa assumir esse papel.  

O consumo de carne vermelha, ovos, peixes, frango, leite e derivados podem ajudar a suplementar a progesterona corporal.

O controle do ciclo menstrual através da temperatura basal ajuda na identificação da ovulação, em consequência a fase lútea, bem como também poderá mais facilmente detectar caso a mesma esteja muito curta. Com o tempo poderá detectar padrões que poderão, no futuro, indicar quando a gravidez ocorrer. Boa sorte e até a próxima. 



quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

FSH e LH e seu papel no ciclo da pré-mãe


Hoje os assuntos são os outros dois hormônios que fazem parte do ciclo menstrual da pré-mãe. Depois de falar sobre Progesterona e Estrogênio, vamos conhecer um pouco sobre LH e FSH

As siglas LH são do termo inglês Luteinizing Hormone, e em português hormônio luteinizante. E as siglas do termo FSH vem do inglês Follicle-Stimulating Hormone ou hormônio folículo estimulante em português. São os responsáveis pelo desenvolvimento e liberação do óvulo. 

FSH e o LH no ciclo menstrual



No início do ciclo menstrual, a hipófise, produz o hormônio folículo estimulante, que como o nome diz, estimula o crescimento do folículo ovariano, que nada mais é que a estrutura que contém o que será o óvulo quando amadurecido. 

O FSH passa então a estimular a produção de estrogênio pelos ovários. Os folículos serão estimulados até que um deles seja dominante (maior que os demais), eles crescerão até que o nível estrógeno iniba a produção do FSH.

Como falei no post anterior, o estrogênio irá estimular o desenvolvimento do endométrio. Com a secreção de estrogênio pelos ovários, o corpo passa a enviar sinais para a hipófise que passa a secretar LH ou hormônio luteinizante para regular o crescimento dos folículos ovarianos. É o LH que determina quando o óvulo está maduro e pronto para ser liberado pelo ovário. 


Quando o óvulo está maduro, o LH então atinge seu nível mais alto no ciclo (pico do LH), informando ao cérebro que o óvulo pode ser liberado. Quando o óvulo é liberado, a membrana que o guardava, chamada de corpo amarelo ou lúteo, passa a secretar progesterona. Nesse momento, a produção de progesterona passa a ser feita em maior quantidade, é ela quem cuida de manter o endométrio estável para que o óvulo fecundado possa fixar-se. A progesterona, dessa forma inibe a ação do LH e o estrogênio inibe a produção de FSH. Quando o FSH é inibido, os demais folículos (que não cresceram suficiente) então começam a degenerar (murchando até sumir). 


O LH é que mantem a estrutura do corpo lúteo, como seu nível vai caindo, o corpo lúteo não resiste caso não haja fecundação. Então o nível progesterona, que era secretada pelo corpo lúteo, também cai. Esse processo ocorre numa média de 14 dias. 

Quando os níveis de estrogênio e progesterona caem, não é mais possível manter estável o endométrio e então ele passa a descamar (que é a menstruação).

Quando há gravidez, a manutenção do corpo lúteo passa a ser feita pelo hcg (gonadotrofina coriônica humana) secretado após a fixação do embrião, de forma que a produção de progesterona se mantem até que a placenta passe a secretar a progesterona para manutenção da gestação.

Apesar de ser um pouco confuso no início, entender o funcionamento do ciclo menstrual e as implicações do desequilíbrio hormonal no corpo ajuda muito no processo de tentativas. Espero que tenham gostado e deixem seus comentários a respeito. Até a próxima.




segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Progesterona e seu papel no corpo da pré-mãe

Em se tratando de hormônios, com certeza há uma grande confusão em como cada um deles é liberado, quando isso ocorre e qual o seu papel no ciclo menstrual. É muito importante estamos cientes do que cada hormônio faz no nosso ciclo, para que possamos entender os sinais que nosso corpo dá, assim, saber o momento exato de namorar. 

São quatro hormônios basicamente ligados ao ciclo da mulher: Estrogênio, Progesterona, FSH e LH. Eles funcionam como as peças de um relógio, e para que o relógio funcione corretamente, é necessário que eles estejam em sincronia. Hoje, falaremos da Progesterona e sua importância para a gravidez.

Progesterona no ciclo menstrual


A progesterona é produzida pelos ovários a partir da adolescência, no ciclo menstrual normal, ela ativa as células da parede uterina, onde os vasos sanguíneos do endométrio vão engrossando, de forma a preparar o útero para receber o embrião.

Para entender como ela é produzida, devemos observar outro hormônio que está mais ativo nos primeiros 15 dias do ciclo menstrual: o estrogênio. No início do ciclo, o estrogênio estimulado pela a produção de FSH, vai estimular o crescimento dos folículos ovarianos até que um ou mais óvulos estejam maduros (que é determinado pelo LH) e prontos para serem liberados para o útero. Quando o óvulo é liberado, o corpo lúteo (a membrana que protegia o óvulo), ou corpo amarelo, funciona como uma estrutura endócrina temporária que então produz progesterona.



A progesterona então passará a encorpar o endométrio, deixando mais esponjoso e permitindo que o embrião possa fixar-se nele. Ela também passa a modificar o muco cervical, que antes era mais fino e transparente para permitir que os espermatozoides passassem, tornando-o mais grosso e impenetrável. Tudo para proteger o colo do útero de ações de corpos estranhos que possam prejudicar a possível gravidez em andamento.

Quando não há fecundação, o corpo lúteo então se degenera parando a produção de progesterona, que ao ter seu nível decrescido deixa de sustentar o endométrio que passa a descamar, dando início a um novo ciclo menstrual. E quando existe uma gravidez em curso, a produção de progesterona é continuada de forma a estimular o crescimento dos seios (preparando-os para lactação) e manter a proteção e nutrição do embrião, até que a placenta formada possa assumir esse papel. É a progesterona também a responsável pelas ondas de calor sentidas na gravidez pelo alto nível dela no corpo. 

Baixa produção de progesterona


As causas da baixa produção de progesterona ainda não estão bem esclarecidas, contudo, fatores como má nutrição, estresse e vida sedentária podem comprometer o andamento geral do organismo, sendo um dos motivos de infertilidade. Isso se deve pois se não há produção adequada de progesterona, o endométrio não engrossará o suficiente para que haja a nidação (saiba mais aqui), e ainda que ocorra a fixação do embrião, o mesmo poderá não conseguir sustentar-se no útero, ocasionando aborto. Quadros como aborto de repetição também estão ligados a deficiência de progesterona.

Embora os sinais de baixa progesterona possam ser confundidos com outras patologias, o ideal é verificar junto ao médico seu nível hormonal caso apresente mudanças de apetite,  alterações de humor (depressão, ansiedade, irritabilidade), alterações de peso, cansaço excessivo, menstruação irregular, dores de cabeça, pouca libido, dor durante as relações sexuais, secura vaginal, síndrome do ovário policístico, falta de concentração e insônia.

O que fazer em caso de má produção de progesterona



Atualmente o tratamento para quem tem deficiência de produção de progesterona é a reposição hormonal através de medicamentos de progesterona natural ou sintética, ou ainda cremes ou géis a base de progesterona.

Lembre-se que por ser muito complicado diagnosticar o baixo nível hormonal apenas com a descrição dos sintomas, o ideal é compartilhar com seu médico sua suspeita e fazer um exame de dosagem hormonal no período do ciclo em que deveria haver uma maior concentração do hormônio (entre 21 ou 23 dia do ciclo). 
Uma forma de auxiliar na elevação da progesterona mas de forma natural é através do consumo de alimentos como Cará ou Inhame. Podendo ser feito em forma de chás, elixires ou ainda seu consumo in natura, sozinho ou como acompanhamento alimentar. 

Fazendo o que estiver ao seu alcance, logo seu positivo chegará. Até a próxima.


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