Mostrando postagens com marcador cistos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cistos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Cisto Folicular


Os cistos ovarianos são processos naturais, que ocorrem na vida das mulheres em idade fértil. Os denominados cistos funcionais ou foliculares são formados pelos óvulos em desenvolvimento, que acumulam líquido ao seu redor e ficam maiores quando chega o período ovulatório.


O que é um cisto folicular?



Trata-se de um cisto funcional, ou seja, ele acontece devido ao processo ovulatório. Todo mês a mulher desenvolve um folículo ovariano que irá se desenvolver e quando atingir o amadurecimento adequando, o óvulo é liberado. No caso do cisto folicular, não houve a liberação do óvulo (folículo não roto) e ele continua crescendo até tornar-se um cisto. O cisto folicular geralmente se forma durante a ovulação e pode crescer até o diâmetro de 5,8 centímetros.

O que causa o cisto folicular?


A causa do cisto folicular geralmente é um desequilíbrio hormonal, o que leva interrupção do processo normal da ovulação. O cisto folicular geralmente cresce em um curto período de tempo, e em seguida, com a restauração de seu desenvolvimento hormonal normal, desacelera. Aos poucos, o cisto começa a diminuir de tamanho, e logo desaparece.

Além de distúrbios hormonais, outras causas de cistos foliculares podem ser: 

  • doenças inflamatórias
  • de apêndices
  • violação dos ovários relacionadas com o aborto
  • tratamento a longo prazo de infertilidade com o uso de drogas hormonais
  • doenças sexualmente transmissíveis
  • Tensões fortes


Quais os sintomas dos cistos foliculares?


Os sintomas de cistos foliculares depende de seu tamanho, atividade hormonal, bem como alterações relacionadas com a esfera sexual. Os pequenos cistos cujo tamanho não exceda 4-5 com, geralmente não apresentam sintomas clínicos. Contudo, os cistos foliculares de grande porte (de 6 a 10 cm) podem se manifestar como:

  • Corrimento claro abundante no trato genital, sem cheiro.
  • O surgimento de hemorragia intermenstrual (em casos raros)
  • Dor no abdômen, com piora antes do início da menstruação.
  • Náusea ou vômito
  • Mudanças no comprimento do seu ciclo menstrual


Dores súbitas e intensas na parte inferior do abdômen, acompanhada de náuseas e/ou febre devem ser avaliadas imediantamente pelo médico pois pode indicar a ruptura do cisto folicular!

Os sintomas de um cisto hemorrágico, que rompeu,  são frequentemente semelhantes aos da apendicite. A dor pode ser bem intensa.

Diagnóstico e tratamento dos cistos foliculares


Normalmente o cisto folicular é diagnosticado durante os exames ginecolígicos de rotina. E como a maioria dos cistos foliculares são assintomáticos e somem sozinhos, sem tratamento, o médico pode preferir esperar para que o mesmo suma, onde é necessário apenas um acompanhamento  
para ter certeza de que ele não está crescendo. Esse monitoramento é feito através de ultrassonografia.

Há casos em que a paciente está sofrendo com dor na parte inferior do abdômen ou outros sintomas e o diagnóstico vem com um exame pélvico para identificar a causa. Dependendo do quadro, além do ultrassom o médico pode solicitar ressonância magnética. Pode-se também optar pela análise de marcadores dos tumores benignos, bem como avaliação hormonal (estrogênio, progesterona, LH e FSH).


O tratamento será de acordo com as expectativas da paciente. Quando o cisto é pequeno, costuma-se realizar apenas um acompanhamento por 3-4 meses até que o cisto tenha sumido. No caso em que cisto folicular se repete ou aumenta de tamanho, a mulher recebe a prescrição contraceptivos orais combinados. E em último caso, recorre-se à intervenção cirúrgica.

O método mais eficiente e preciso de diagnóstico de cistos ovarianos é laparoscopia. A grande vantagem da laparoscopia é que você pode imediatamente realizar a remoção cirúrgica do cisto durante a inspeção. Por laparoscopia é utilizada apenas em casos em que os outros tratamentos não trouxeram o efeito desejado.   

Prevenção da formação de cistos ovarianos


Para evitar a formação de cistos ovarianos as mulheres devem estar atentas à sua saúde. Realizar exames preventivos regulares no ginecologista, com o tratamento precoce de doenças inflamatórias dos órgãos pélvicos, correção hormonal permitem prevenir o desenvolvimento de estruturas nos ovários. Em casos de cistos ovarianos recorrentes, é necessário identificar e eliminar a causa da recorrência da doença.

Cistos detectados durante a gravidez requer que a paciente consulte com mais frequência do que o habitual o ginecologista, a fim de evitar o desenvolvimento de complicações. Até a próxima!

Leia também:






segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Resistência à insulina atrapalha engravidar



Quem tem a Síndrome dos Ovários Policísticos provavelmente já ouviu falar que o aumento dos níveis de insulina causado pela SOP dificulta a ovulação e faz com que o organismo produza hormônios masculinos. Isso ocorre devido à resistência à insulina que é um sintoma da SOP. Para entender como isso interfere na vida da pré-mãe e principalmente, nas tentativas de engravidar, montamos esse post. Conheça melhor o que é e como tratar esse problema.


O que é a insulina?


A insulina é um hormônio produzido naturalmente pelo seu pâncreas. Ela ajuda a mobilizar o açúcar no sangue, ou a glicose, em suas células. Como o corpo utiliza o açúcar no sangue como combustível, fica fácil entendermos porque a insulina é um hormônio tão importante.

Sem a quantidade certa de insulina, o açúcar que está no sangue não pode entrar em suas células. Neste caso, ela permanece em sua corrente sanguínea. Quando os níveis de açúcar no sangue estão muito altos, ocorre o que chamamos de hiperglicemia.

A hiperglicemia pode levar a sinais e sintomas de diabetes, como perda de peso, sentir muita sede ou fome, ou a necessidade de ir ao banheiro com mais frequência. Se estiver sentindo estes sintomas procure um médico tão cedo quanto possível.

O que a insulina faz no nosso corpo?


A insulina tem várias e amplas ações no corpo como por exemplo:

Com aumento do açúcar no sangue, causado pela alimentação, nosso corpo começa a produzir e secretar insulina. Por sua vez o fígado responde a este excesso de açúcar no sangue convertendo em glicogênio. Glicogênio é uma fonte de energia que pode ser convertida de novo em glicose, quando necessário. O glicogênio é armazenado no fígado e nas células musculares.
A insulina também evita a utilização de gordura como fonte de energia. Na ausência de insulina ou em condições em que a insulina é baixa a glicose não é absorvida pelas células do corpo, e o corpo começa a usar a gordura como fonte de energia. É por isso que algumas pessoas treinam em jejum para emagrecer. 
A insulina controla também outros sistemas do corpo e regula a absorção de aminoácido pelas células do corpo. Tem vários efeitos anabólicos em todo o corpo também.

O que é Resistência à insulina?



A resistência insulínica é uma situação onde há um desequilíbrio entre a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas e o funcionamento desta quantidade de insulina. Para simplificar, em uma pessoa sem resistência insulínica, é como se uma molécula de insulina tivesse a capacidade de colocar uma molécula de glicose dentro da célula, porém, na pessoa com resistência, fosse necessário duas ou mais moléculas de insulina para realizar o mesmo trabalho. No organismo, a conta não é bem esta, mas a perda de funcionamento de insulina ocorre de forma bem semelhante quando esta resistência aparece.


Quais as causas?


A principal causa da resistência insulínica é o ganho de peso. Com o ganho de peso e o aumento do tecido adiposo, há maior necessidade do pâncreas produzir insulina e, com isso, o ciclo da resistência insulínica se inicia. Quanto mais insulina é produzida, mais as células tendem a se proteger do excesso dela, e mais aumenta a resistência insulínica. Em determinado momento o pâncreas não consegue produzir mais insulina, e é neste ponto que os níveis de açúcar no sangue começam a ficar elevados e o diabetes tipo 2 surge.

Outras condições como gestação, síndrome metabólica, hipertensão arterial, colesterol elevado, síndrome do ovário policístico, esteato-hepatite não alcoólica (esteatose hepática, mais conhecida como gordura no fígado) também podem levar à resistência insulínica ou serem consequência dela.


Quais os sintomas?


Geralmente a resistência insulínica é assintomática, porém se está associada com outras causas, pode vir a ter sintomas.

Se está associada com ovário policístico, a resistência insulínica pode se apresentar como a Síndrome Hair-na, que é caracterizada por:

  • Aumento de pelos pelo corpo
  • Acne e oleosidade na pele
  • Escurecimento da pele em regiões de dobras de braço, axilas e pescoço, chamado de acantose nigricans.

A acantose nigricans não é um achado restrito da síndrome Hair-an, ela pode ser vista em casos de resistência insulínica sem associação com ovário policístico.



Outro achado bastante comum é a presença de pequenas protuberâncias de pele, chamadas de acrocórdons, vistas mais comumente em axilas e na região posterior do pescoço. Elas são frequentemente confundidas com pequenas verrugas, mas na verdade são pequeninas estruturas formadas por crescimento da pele em excesso, ocasionadas pela resistência insulínica.




Como diagnosticar?


A resistência insulínica é geralmente identificada nos exames laboratoriais de rotina, e também nos casos em que há suspeita clínica. Nos pacientes que estão com sobrepeso e obesidade, ou que apresentam alterações de colesterol, pressão alta e nos casos de gestantes com alterações de glicemia, a resistência insulínica deve ser sempre pesquisada.

Os exames de sangue são os principais aliados no diagnóstico da resistência insulínica. A dosagem de glicose de jejum, insulina de jejum e o cálculo do marcador chamado de HOMA-IR fazem com que o diagnóstico seja relativamente simples.

O HOMA-IR consiste em uma fórmula padronizada que calcula o nível de resistência insulínica de uma pessoa a partir dos valores de glicemia, insulina e uma constante.

Um outro teste bastante usado é o teste oral de tolerância à glicose, que vai nos mostrar a resposta do pâncreas em produzir insulina a partir da sobrecarga com glicose. Nele a pessoa recebe uma quantidade predeterminada de glicose e são dosados os níveis de glicemia, e se necessário de insulina em tempos predeterminados após a ingestão da glicose.

Como fazer o tratamento?


O tratamento começa com mudanças no estilo de vida. A primeira delas é a troca dos alimentos de alto índice glicêmico por alimentos de baixo índice glicêmico. Ou seja trocar alimentos que fornecem açúcar rapidamente para a corrente sanguínea, como os pães brancos, batatas e açúcar refinado, por alimentos que a fornecem mais lentamente, como o pão integral, arroz integral, vegetais como brócolis ou cenoura, entre outros.

Além da troca de alimentos, deve-se evitar o ganho de peso ou, se necessário, buscar manter o peso dentro do índice de massa corporal adequado, que é entre 18,5 e 25 kg/m2.

A prática de atividades físicas é essencial para o controle da resistência insulínica. As células musculares são grandes utilizadoras da glicose no sangue, e quando fazemos exercícios estas células absorvem a glicose muitas vezes, até sem precisar de insulina. Quando o músculo fica em repouso, ele precisa de uma quantidade menor de glicose e passa a depender da insulina para absorvê-la. Com menos atividade física, gera-se um ciclo vicioso que vai fazer com que a célula muscular precise cada vez mais de insulina.

Em alguns casos, há possibilidade do uso de medicamentos para melhorar o funcionamento da glicose no organismo e também para o controle do peso. A avaliação médica será fundamental para definir qual o tratamento mais adequado caso a caso.

Melhorando a sensibilidade à insulina:

Use e abuse da Canela



A canela é uma ótima opção para temperar muitos alimentos. A boa notícia é que a canela pode aumentar a sensibilidade à insulina e manter níveis mais baixos de glucose no sangue.

Você pode adicionar a canela nos alimentos de muitas maneiras diferentes. Você pode adicionar na sua aveia, no seu shake de proteína, no café, enfim, use a criatividade.

Torne o exercício físico parte do seu estilo de vida



Estudos apontam que o exercício físico provoca uma redução da glicose no sangue e também dos níveis de insulina após dias da prática de atividade física.


Coma carboidratos de baixo índice glicêmico



Para quem não conhece ainda o termo, o índice glicêmico é uma medida para o impacto de um determinado alimento sobre a glicemia. Alimentos com alto índice glicêmico provocam um rápido aumento da glicose no sangue fazendo com que seu corpo libere rapidamente grandes quantidades de insulina.

Se você costuma comer muitos alimentos com alto índice glicêmico, você está liberando altas cargas de insulina no corpo fazendo com que seu corpo se torne insensível aos efeitos da insulina ao longo do tempo – o que significa mais e mais insulina é necessária para alcançar um resultado similar.

Comer uma dieta de baixo índice glicêmico pode melhorar a captação de glicose e aumentar a sua sensibilidade à insulina, é o que diz um estudo publicado na Europe PubMed Central.

Garanta o ômega 3 na sua alimentação



Os ácidos graxos essenciais não podem ser fabricados pelo corpo, por isso eles precisam ser ingeridos através de sua dieta.

O ômega 3 tem efeitos na inflamação, nos hormônios, no humor, no metabolismo, no comportamento e em muitos outros fatores. Uma dieta suplementada com ácidos graxos ômega 3 melhora a sensibilidade à insulina e reduz os níveis de triglicerídeos.

Alimentos como salmão, atum, semente de linhaça, nozes e ovos são ótimas opções para incluir na alimentação. 

Beba chá verde



Chá verde é uma opção excelente para melhorar sua sensibilidade a insulina.

Semelhante ao exercício, o chá verde reduz significativamente a absorção de glicose pelo tecido adiposo, e estimula significativamente a captação de glicose no músculo.

Evite gordura trans



As gorduras trans usadas ​​para aumentar a vida útil de produtos na prateleira e também para mudar a consistência de gorduras insaturadas tornando-as mais saturadas.

As gorduras trans causam ganho de gordura abdominal – mesmo quando o alimento é baixo em calorias, e estão associados com a resistência à insulina.

Consuma vitamina E



A vitamina E é um antioxidante solúvel em gordura que elimina os radicais livres. Pessoas que têm baixas concentrações de vitamina E no sangue têm um maior risco de resistência à insulina.

A suplementação de vitamina E aumenta a disponibilidade de glicose e melhora a ação da insulina. A boa notícia é que você não tem que tomar suplementos para a obtenção de vitamina E. Você pode obtê-lo comendo alimentos integrais, como nozes e sementes.

Limite o consumo de frutose



A maioria das pessoas conhece a frutose como sendo o "açúcar da fruta". A grande verdade é que a fruta contém quantidades variáveis ​​de frutose.

No entanto, também é ingerida frutose a partir de fontes de alimentos processados ​​que contenham xarope de milho com alto teor de frutose, e também a partir do próprio açúcar. O açúcar é feito de frutose e glicose, e é uma fonte importante de consumo de frutose.

A frutose é metabolizada pelo fígado. Expondo o fígado em grandes quantidades de frutose leva a uma rápida estimulação de lipogênese (formação de gordura) e de acumulação de triglicerídeos, o que por sua vez contribui para a reduzida sensibilidade à insulina.

Não vá largar de mão as frutas da sua dieta. Pequenas quantidades de frutose são benéficas, e pode diminuir o índice glicêmico da sua refeição.

Evite alimentos processados, e você deverá estar salvo dos efeitos negativos da frutose.

Evite Fast Food




Nem precisa dizer que o consumo de fast-food é fortemente associado com o ganho de peso e resistência à insulina, ou seja, o fast-food aumenta o risco de obesidade e diabetes tipo 2.

Praticamente todo Fast food é rico em gorduras trans e carboidratos com alto índice glicêmico – ambos os quais reduzem a sensibilidade à insulina através de diferentes métodos. 

Aumente a ingestão de fibras



Segundo estudo publicado no American Diabetes Association, aumentar a ingestão de fibra alimentar insolúvel durante 3 dias já pode melhorar significativamente todo o corpo com relação a sensibilidade à insulina.

Ingestão de fibras também possui uma relação inversamente proporcional com o risco de desenvolvimento da resistência à insulina e diabetes tipo II, é o que aponta o estudo publicado no American Medical Association .

Em outras palavras, quanto maior a ingestão de fibras, melhor sensibilidade à insulina menor o risco de diabetes você terá. E para quem luta a muito tempo contra a SOP, nada melhor que aumentar as chances de conquistar o positivo! Até a próxima!

Leia também:







sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Uxi Amarelo e Unha de Gato


Uxi amarelo e unha de gato é uma combinação bem conhecida no mundo das pré-mães para ajudar na conquista do positivo. As propriedades curativas e que beneficiam muito as mulheres com problemas como miomas, ovário policístico, endometriose, infecções no útero e irregularidade menstrual. Pessoalmente, já usufrui do uso dessa combinação e apesar do meu ginecologista discordar, conquistei um positivo com eles. Conheça um pouco mais a respeito deles e no final, deixarei o meu depoimento de quando engravidei com ele. 

O que é Uxi Amarelo?


Uxi Amarelo é uma árvore de grande porte, que pode chegar até 30 metros de altura, que possui em sua casca propriedades medicinais. Seu nome científico é Endopleura Uchi mas pode ser encontrada também com os nomes de axuá, pururu, uxi, uxi-liso ou uxi-pucu, muito utilizada como suplemento alimentar, ou no tratamento de artrite, bursite, reumatismo, asma, problemas do coração, diabetes, cirrose, febre, asma, gastrite, herpes, pressão alta, infecções urinárias, inflamação do útero, miomas, prostatite e úlceras gástricas, pois tem propriedades anti-inflamatória, antioxidante, antiviral, depurativa, diurética, imunoestimulante e vermífuga. 

O que é Unha de Gato?




A Unha de Gato é uma planta trepadeira que pode alcançar de 30 a 40 metros de altura, presente na floresta Amazônica e em outras áreas tropicais da América do Sul e Central, incluindo Peru, Colômbia, Equador, Guiana, Trinidade, Venezuela, Suriname, Costa Rica, Guatemala e Panamá. Seu nome científico é Uncaria Tomentosa, existe outra espécie de unha de gato, contudo não tem as mesmas propriedades que a Uncaria Tomentosa, de forma que não é indicada para uso durante as tentativas de engravidar. Possui propriedades analgésica, anti-inflamatória, antimutagênica, antioxidante, antiproliferativa, antitumoral, antiviral, cito protetora, citostática, citotóxica, depurativa, diurética, hipotensiva, inumo-estimulante, imunomoduladora. É indicada para tratamento de asma e inflamações do trato urinário, para recuperação do parto, purificador dos rins, para cura de ferimentos profundos, para artrite, reumatismo e dor óssea, para controlar inflamação e úlceras gástricas, tumores e para câncer, hemorragias, irregularidades na menstruação, cirrose, febres, abscessos e gastrite.

Tribos indígenas no Peru utilizam a planta como contraceptivo, mas para isso deve ser consumido em altas doses, cerca de 5 a 6 kg da raiz da planta reduzido em pouco menos de um copo. Para ter efeito contraceptivo, seria necessário a ingestão dessa dose diariamente durante o período de menstruação por três meses consecutivos, o que supostamente causa esterilidade por três a quatro anos.


Como tomar para engravidar?


Para quem deseja fazer uso da combinação de uxi amarelo e unha de gato, deverá tomar o chá das plantas pela manhã e no almoço. Caso não goste ou tenha dificuldade na ingestão de chás, poderá consumir em cápsulas, que podem ser compradas em sites especializados, casas de produtos naturais ou em farmácias de manipulação. Para fazer o chá, basta seguir a receita abaixo:

Uxi amarelo: Coloque uma colher de sopa de casca de uxi triturada (pode ser o extrato também) em meio litro de água. Leve ao fogo e deixe ferver. Assim que o chá ferva, coloque na potência mínima e deixe ferver mais dez minutos, com a panela tapada. Retire do fogo e deixe repousar cerca de 10 minutos com a panela tampada. Após coar, o chá já pode ser consumido.  Tomar uma xícara pela manhã e outra a tarde (eu prefiro no almoço). 

Unha de gato: Coloque de 10 a 15 gramas da casca ou da raiz em meio litro de água. Leve ao fogo e deixe ferver. Assim que o chá ferva, coloque na potência mínima e deixe ferver mais dez minutos, com a panela tapada. Retire do fogo e deixe repousar cerca de 10 minutos com a panela tampada. Coe antes de consumir o chá. Tomar uma xícara pela manhã e outra a tarde. 

Todo o preparo dos chás deve ser consumido no mesmo dia e no dia seguinte deve ser feito um novo chá fresco pois com o tempo o chá perde suas propriedades medicinais. Algumas pessoas preferem fazer os dois chás juntos. O tratamento deverá ser feito a partir do primeiro dia do ciclo menstrual até a ovulação, já que seu consumo é desaconselhado em caso de gravidez. 

Se sua opção for pelo tratamento com as cápsulas, o consumo deve ser feito no mesmo período que os chás, onde tomar uma cápsula pela manhã e outra no almoço até a ovulação.
Apesar de se tratar de um tratamento natural, não se deve esquecer que nem sempre um tratamento que funcionou para uma pessoa, funcionará para outra, bem como as reações às substâncias podem ser diferentes em cada mulher. Não é aconselhado o uso de chás durante a gravidez pois há riscos de má formação do feto ou mesmo abortos. Se não tiver certeza que não está grávida, o melhor é escolher outra forma de tratamento. 

Minha história com Uxi e Unha de Gato


Para quem já me acompanhada sabe que tenho SOP e infelizmente, ovular é a grande dificuldade de quem convive com a síndrome. Numa dessas pesquisas pela internet, encontrei uma reportagem a respeito (veja aqui!). Como não sou adepta a chá ou qualquer tipo de tratamento com ingestão de líquidos, resolvi pedir as cápsulas de uxi e unha de gato. Antes de iniciar o tratamento, já havia feito uma ultrassom que mostrou que os microcistos persistiam. Meu GO fez o que todo médico sem coração (brincadeira, só drama mesmo!), me passou anticoncepcional. Antes de começar a tomar os AC por três meses, eu resolvi testar a eficiência das ervas e para não interferir resolvi consumir as cápsulas por 1 mês e ver se haveria algum efeito nos cistos. Meu ciclo havia começado em 17/09 (2013) e havia feito a ultra antes disso. As cápsulas chegaram em 23/09 e foi quando comecei a tomar. Como queria testar as cápsulas, não fiz a pausa depois que ovulei, ou seja, era pra tomar até metade do ciclo e eu tomei sem parar. No dia 28/10 fiz outra ultrassom e apesar de estar "atrasada", não liguei pois a SOP deixa o ciclo irregular mesmo. Para minha felicidade, naquele dia descobri minha gravidez (apenas o saco gestacional). Acredito que as cápsulas foram essenciais para a conquista do positivo e embora não tenha conseguindo o feito novamente, super recomendo para quem deseja conquistar seu positivo. 

Espero que tenham gostado e até a próxima.




segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Endometrioma: conheça mais a respeito

Muitas pessoas não sabem qual a relação entre endometriose e endometrioma. É a mesma coisa? O que é endometrioma? É algo sério? Vamos conhecer mais a respeito!

Qual a relação entre endometriose e endometrioma?


Endometriose é uma doença na qual a formação do endométrio ocorre em locais não habituais (fora do útero). Quando as pequenas células de endométrio estão presentes na superfície do ovário (endometriose no ovário), com o passar do tempo podem crescer e se transformar em um cisto de endometriose. Estes cistos recebem então o nome de endometriomas. Eles respondem ao estimulo hormonal do ciclo menstrual e crescem produzindo vários pequenos cistos que podem ocupar e ate mesmo substituir o tecido ovariano!

O endometrioma pode surgir também na parede abdominal (após a cesárea, por exemplo).

Os endometriomas são formados por uma cápsula de tecido denso que não são absorvidos pelo organismo. São conhecidos como "cistos de chocolate" por causa de seu aspecto parecido com chocolate derretido. Caso os cistos sem rompam, esse líquido pode se espalhar por outros órgãos da pelve podendo causar aderências e fortes dores.

Endometrioma


Quais os sintomas?


Quando os cistos são pequenos (menor que 3 cm) costumam não apresentar sintomas. Contudo, os cistos maiores podem causar dores na região pélvica, podendo ser unilateral ou bilateral. Em alguns casos podem causar dores durante a relação sexual. Da mesma forma que ocorre com a endometriose, as dores podem variar durante o ciclo menstrual, geralmente apresentam-se mais fortes durante a ovulação ou durante a menstruação. 

Os sintomas do endometrioma de parede abdominal podem ser uma tumoração dolorida, que aumenta de tamanho durante a menstruação. 

A infertilidade também pode ser um sintoma da presença de endometrioma. 

Como diagnosticar e tratar?


O diagnóstico é feito através do estudo do histórico da paciente, exame de sangue CA125, exames de ultrassom ou ressonância magnética da pelve e também com o exame de videolaparoscopia. 

O tratamento dependerá da gravidade de cada caso e também dos sintomas apresentados. Nos casos de cistos menores, o tratamento mais utilizado é o hormonal (com anticoncepcionais, por exemplo) para interrupção do ciclo menstrual, contudo, em algumas publicações existe uma discordância quanto a eficácia desse tratamento. E nos casos de cistos maiores, geralmente, há a opção de cirurgia por laparoscopia. 

O tratamento do endometrioma de parede abdominal é a cirurgia aberta para retirar o endometrioma e soltar as aderências dos tecidos.

Vale observar que o endometrioma não é um câncer como algumas pessoas podem pensar. E apesar de poder se transformar num câncer, as chances disso acontecer são muito pequenas, menos de 1% se tornam tumores malignos.

A opção por cirurgia deve ser feita cuidadosamente, já que no caso de endometriomas nos ovários pode levar a perda da reserva ovariana, devido a retirada de parte do tecido ovariano. 

Endometrioma e gravidez


Estudos recentes indicam que o endometrioma influi negativamente no pico do estradiol e na maturação folicular, de forma que afeta o desenvolvimento dos folículos, o que afeta o ciclo menstrual, dificultando a gravidez. Nos casos em que é feita a opção pela fertilização in vitro, algumas vezes influencia no número de oócitos, no número de embriões transferidos e na taxa de gravidez, contudo essa alteração não é tão significante, ou seja, há chances de conseguir o tão sonhado positivo. 

É importante diagnosticar o endometrioma e tratar de forma que quanto mais cedo iniciar o tratamento, mais cedo estará exibindo uma linda barriga de gravidez. Boa sorte e até a próxima.

Leia também:


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Cistos e Gravidez


ovario-cisto-policistico-mulher-saude

O útero é o órgão mais importante para a mulher. E para a pré-mãe é quase um órgão vital. Muitas vezes nos deparamos com informações em ultrassons que nos deixam muito ansiosas, principalmente com a possibilidade de prejudicar a tentativa de engravidar. É o que ocorre no caso do aparecimento de cistos. Nem sempre essa informação colocada na ultrassom é algo a se preocupar e, para saber mais a respeito, vou tentar explicar a respeito dos cistos e como isso afeta ou não a gravidez.

Tipos de cistos


Cisto é uma bolsa com um líquido dentro. Você sabe que todo mês nos temos cistos? Isso mesmo! São os chamados cistos funcionais. Ocorrem nos ovários e estão relacionados com o ciclo menstrual e costuma não representar nenhum perigo. Os cistos funcionais estão divididos em cisto folicular e cisto lúteo. Num ciclo normal, eles desaparecem ao final do período menstrual.

Os cistos também podem se apresentar no colo do útero ou no revestimento interno uterino (endométrio).

Cisto funcional


Durante o ciclo menstrual cresce no ovário um (ou mais) folículo(s). Dentro dele se desenvolve o óvulo. Quando tudo ocorre bem, o folículo libera o óvulo desenvolvido, é o que chamamos de ovulação. Contudo, em alguns casos o folículo não eclode (abre) para liberar o óvulo, fazendo com que o líquido permaneça dentro dele, dai então temos um cisto folicular.



O cisto de corpo lúteo ocorre após o óvulo ter sido liberado de um folículo. Esses geralmente contêm uma pequena quantidade de sangue.


Outros tipos


  • Cistadenomas: se desenvolvem a partir do tecido que reveste os ovários.

  • Cisto endometrioma: são resultado da endometriose, uma condição na qual o endométrio, o tecido que age como a mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo.

Cistos de Naboth


Localizados no colo uterino os cistos de Naboth ou folículos de Naboth ocorrem devidos às secreções das glândulas de Naboth que estão no colo do útero. Essas secreções bloqueadas por um tecido que parece pele se acumulam na glândula formando um cisto arredondado. Não costumam apresentar sintomas, mas sua presença pode indicar que houve irritação do colo uterino ou uma infecção.

cisto-de-naboth


Durante um exame pélvico os cistos de Naboth podem ser visíveis. O tratamento é através de colposcopia para retirada dos cistos, em alguns casos pode ser utilizada a biopsia para avaliar o cisto e dar um diagnóstico preciso, eliminando outros problemas, mas geralmente não é necessária.

Pólipos


Os pólipos são projeções do endométrio e dependendo da localização são chamadas de pólipo endometrial ou endocervical. Geralmente são benignos, ou seja, não apresentam riscos à saúde da pré-mãe, sendo raro - cerca de 0,5% a possibilidade que sejam neoplasias (câncer). Não devem ser confundidas com outras projeções de tecido (a ectocérvice) que parecem verrugas e estão relacionadas com infecção pelo vírus HPV. Essas podem se tornar câncer. As causas incluem estímulos hormonais sobretudo de estrogênio.

2c5e8c20965f8ddb56a4b703cfd5564a


Embora alguns casos não apresentem sintomas, pode-se desconfiar de sua presença pelo aumento do volume menstrual ou alterações da menstruação, sangramentos após esforço físico ou após relações sexuais, dor na relação sexual (dispareunia) ou infertilidade.

Para detectar a presença de pólipos é necessário fazer um exame de colposcopia ou histeroscopia, ou através de ultrassom endovaginal. A remoção dos pólipos cervicais via histeroscopia pode ser feita no consultório do ginecologista.

Mioma


Muitas mulheres confundem o mioma com cistos. O mioma (fibroma uterino) é um tumor sólido e benigno, isto é, não cancerígeno, que acomete as mulheres em idade fértil. Geralmente não apresenta sintomas, sendo assim descobertos apenas depois de uma consulta com o ginecologista. Pode ser um só tumor ou vários e podem estar localizados em vários pontos do útero ou mesmo fora dele. Seu tamanho varia de pequeno como cabeça de um alfinete, à grandes, podendo pesar até alguns quilos.

1186422148_img_tiposdemioma


Alguns sintomas como aumento do fluxo menstrual ou sangramento fora do período menstrual, dor pélvica, aumento do volume abdominal sem o aumento significativo de peso (claro, descartada gravidez), infecções urinárias frequentes, incontinência urinária, prisão de ventre ou infertilidade podem alertar para a presença de mioma.

O crescimento está associado aos hormônios estrogênio e progesterona, mas suas causas ainda são desconhecidas, contudo há fatores de risco de agravantes, sendo mais comuns em mulheres de raça negra. Para o diagnóstico são feitos exames pélvicos e uma ultrassonografia endovaginal. Em alguns casos a ressonância magnética. A biopsia pode ser indicada para descartar a possibilidade de ser câncer, se os sintomas forem parecidos.
O tratamento geralmente consiste no uso de hormônios, contraceptivos orais, tratamento da anemia, analgésicos e cirurgias. Em alguns casos, a retirada do útero (histerectomia) se faz necessária. A maioria dos miomas regride com a menopausa.

Fatores de riscos


Quando temos um histórico familiar de cistos nos ovários, há maior possibilidade de desenvolvermos esse problema recorrentemente. Bem como por causa do uso de indutores de ovulação.

Como sei que tenho cistos?


Como comentei anteriormente, grande parte das mulheres não apresenta sintomas, dessa forma, os cistos passam despercebidos. Em alguns casos, o que pode levar ao diagnóstico é a presença de dor ou ciclo irregular, inchaço no abdômen, dor ao evacuar, dor na pélvis (antes ou depois do início do ciclo menstrual), dor durante as relações sexuais, dor pélvica (leve ou constante) ou ao mover-se, dor pélvica súbita e forte, frequentemente acompanhada de náusea e vômito, podendo ser um sinal de torção do suprimento sanguíneo do ovário ou de ruptura de um cisto acompanhada de sangramento interno.

A presença de dor em decorrência do cisto no ovário se dará pelo aumento de tamanho do cisto, sangramento ou rompimento do mesmo, sofrer uma colisão durante a relação sexual, ou em caso de ser torcido ou provocar a torção das trompas.

Os cistos foliculares não costumam provocar alterações nos períodos menstruais, sendo mais frequentes com cistos de corpo lúteo. Alguns cistos podem provocar náuseas ou sangramentos.

Geralmente, um cisto no ovário pode ser identificado em um simples exame pélvico. Mas para determinar o tamanho e o tipo exato do cisto, o médico deverá recorrer a outros exames, como por exemplo:

  • Teste de gravidez: se der positivo, o especialista saberá que o tipo de cisto em questão é lúteo

  • Ultrassom pélvico: o exame de imagem possibilitará ao médico identificar o tamanho do cisto e também sua composição (se é sólido, fluido, misto, etc)

  • Laparoscopia: por meio de um laparoscópico, o médico poderá examinar mais atentamente a região dos ovários em busca de um cisto.

Qual o tratamento?


O tratamento depende das expectativas da paciente, quais sintomas apresenta, tamanho e tipo do cisto. Muitas vezes os cistos desaparecem sozinhos, sem a necessidade de medicamentos ou intervenções cirúrgicas. Caso o cisto não vá embora sozinho, existem outros meios para tratar a doença, como:

  • Anticoncepcionais costumam ser uma opção para evitar que novos cistos se desenvolvam nos ovários.

  • Cirurgia de retira de cistos também pode ser uma alternativa, mas geralmente o médico só recorre a esse tipo de intervenção quando não há outra opção. No entanto, pode ser também a única solução caso o cisto seja grande demais, não seja funcional ou esteja crescendo.

Caso o cisto seja cancerígeno, talvez seja necessário extrair ambos os ovários.

Existe modos de prevenir o aparecimento de cistos?


Apenas em caso em que a mulher não esteja tentando engravidar e apresente frequentemente os cistos é que se pode evitá-los através de hormônios como pílulas anticoncepcionais, que impedem o crescimento dos folículos.

No caso da pré-mamãe não há como prevenir mas sim tratar precocemente realizando exames de ultrassom para detectar o quanto antes a presença de cistos.

Como vimos, o conhecimento é a alma do negócio. Cuide-se e consulte sempre um médico para poder tratar o quanto antes. Espero que tenham gostado e até a próxima.


Leia também:

Cisto Folicular