Mostrando postagens com marcador hormônio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hormônio. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Estresse atrapalha engravidar


Muitas mulheres que planejam engravidar já ouviram a frase: "Deixe a ansiedade de lado que você engravida!". Mas quanto o estresse e a ansiedade podem atrapalhar a concepção? Tentar engravidar já é um ato estressante por si só. Há uma expectativa envolvida, e quando se passam meses sem conseguir engravidar, isso pode criar um ciclo vicioso de estresse que torna a concepção ainda mais difícil.

O que é o cortisol?


O cortisol é um hormônio esteroide produzido pelas glândulas suprarrenais (localizadas sobre cada rim) que em pequenas doses tem efeitos benéficos para o organismo, pois ajuda a produzir energia, a regular o açúcar no sangue e a pressão arterial, a controlar o estresse e a regular o sistema imunológico.
Pessoas que têm níveis altos de cortisol no corpo, podem sofrer aumento de peso - principalmente na área abdominal -, envelhecimento avançado, aparecimento de úlceras no estômago e um sistema imunológico bem mais frágil.


Causas do cortisol alto


Níveis elevados de cortisol no sangue podem ser causados principalmente por estresse ou por se sentir frequentemente depressivo e/ou com ansiedade. Além disso, também pode ser resultado de tensões no ambiente da pessoa e estresse físico, como por exemplo uma lesão.
Outras possíveis causas da síndrome de Cushing (nome dado para quem sofre com nível elevado de cortisol) são os problemas suprarrenais, tomar medicamentos esteroides, consumir bebidas alcoólicas de forma excessiva ou sofrer de uma depressão severa.

Como estresse afeta a fertilidade


Um estudo realizado por seis meses com 247 mulheres britânicas que tentavam engravidar e estavam em idade fértil (18 a 40 anos) mostrou que aquelas mulheres com maiores níveis de Cortisol tinham 12% menos chances de engravidar. No caso do cortisol a mulher tem dificuldade para desenvolver e liberar o óvulo, o cortisol impediria a comunicação entre espermatozoide e óvulo, esse hormônio atrapalha o momento da fertilização, quando o gameta masculino caminha pelas trompas de Falópio, fazendo com que ele não reconheça sua célula alvo. Vale lembrar que somente o cortisol não é obstáculo para o propósito de ter filhos, mas pode ser prejudicial à reprodução se estiver muito elevado ou abaixo do ideal (tanto para mulher como para o homem). Os pesquisadores também afirmaram que mesmo níveis baixos de estresse têm um impacto na fertilidade. 



Quando o organismo esta sob o estado de estresse passa a liberar grandes doses de um hormônio chamado alfa-amilase (é um tipo de adrenalina que diminui a produção de progesterona que é o hormônio responsável pelo ciclo menstrual e pelas transformações no organismo durante a gravidez). Sem a progesterona as chances de o embrião se implantar no útero diminuem.

Cuidando do estresse


É comum ouvir histórias de mulheres que engravidaram após diminuir a pressão para engravidar pode estar relacionada com a redução dos níveis de cortisol. Portanto, é de extrema importância observar o que, além das tentativas, está causando estresse e tentar reduzir ou eliminar esses fatores.

A dificuldade de engravidar não é um problema sem solução, é preciso acalmar os nervos que estão à flor da pele, entender que sua vida tem sido prejudicada por uma constante agitação, é preciso diminuir o ritmo de trabalho, pratique atividades relaxante como ioga, por exemplo, inicie uma boa leitura, mude seus hábitos, cuide de você, assuma um novo estilo de vida!

Alimentação ajuda na saúde reprodutiva


Comer equilibradamente, dando atenção ao valor nutricional dos alimentos pode contribuir para a diminuição do excesso de cortisol, especialmente nos casos em que ele é decorrente do estresse, e consequentemente ajudar no emagrecimento.

Fenilalanina - trata-se de um aminoácido que é precursora da dopamina. Quando você aumenta os níveis de fenilalanina, a pessoa se sente bem e então os níveis do cortisol, caso estejam elevados por causa do estresse, diminuem. Alguns alimentos ricos neste aminoácido são: frango, ovos, arroz integral, brócolis, abóbora, couve manteiga, agrião e alcachofra.

Triptofano - é um aminoácido e percursor da serotonina, que proporciona o prazer e o bem-estar.Alimentos ricos em triptofano são: arroz integral, soja, oleaginosas, carne, ovos, leite e derivados. Entre eles, as comidas de origem vegetal são uma fonte mais garantida de triptofano. 

Vitamina B5 - é importante para regular cortisol. Esse nutriente é um cofator para a produção de serotonina. E quanto mais serotonina, maior a sensação de bem-estar e menor a produção do cortisol. Alguns alimentos ricos neste nutriente são: damasco, amêndoa, leite, salmão, gérmen de trigo e farinha de aveia.

Além desses alimentos, o ideal é diminuir os fatores que atrapalham a fertilidade como consumo de álcool e cigarro. Aumentar a prática de exercícios ou de atividades físicas que tragam satisfação e bem-estar. Encontre aqui outras dicas de fertilidade! Até a próxima!

Leia também:






sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Ocitocina e sua importância


Conhecida por trazer bem-estar, prazer e equilíbrio emocional além de outros benefícios para o corpo, a Ocitocina é um hormônio muito importante no momento do parto. Entenda melhor sobre esse hormônio e saiba como estimular sua produção naturalmente.

O que é Ocitocina?



A ocitocina ou oxitocina é um hormônio presente no organismo, tanto do homem como da mulher, popularmente conhecido como o hormônio do amor. Esse hormônio é liberado no nosso corpo nos momentos de prazer como num beijo, ao comer uma barrinha de chocolate ou quando somos acariciados. Também pode ser encontrada em forma de medicamento, sendo muito utilizada para induzir partos.

A ocitocina apresenta dois sítios de origem: um ovariano e outro hipotalâmico sendo assim responsável por desempenhar um importante papel no processo reprodutivo no sexo, parto e aleitamento. 

Ocitocina no sexo



A ocitocina é o hormônio que faz com que um indivíduo se sinta atraído por outro específico, que o deseje, que sinta vontade de ficar com ele, de estar próximo. Também é o hormônio da fidelidade, responsável pela capacidade de manutenção de um parceiro fixo.

A ocitocina é liberada durante o orgasmo, tanto feminino quanto masculino. Na mulher promove contrações uterinas e no homem contração dos ductos seminíferos e ejeção do sêmen. Dessa forma facilitam o transporte do esperma para o oviduto durante o período fértil. (Entenda Como Ocorre a fecundação)

Ocitocina no parto



O parto é o momento em que ocorre a maior liberação de ocitocina corporal, sendo o hormônio responsável pelo parto em mamíferos. 
Na parturiente ela promove as contrações uterinas, que provocam a dilatação do colo uterino e a descida do bebê no canal da pelve feminina.

Ocitocina no aleitamento



O papel da ocitocina é essencial na liberação de leite pelas glândulas mamárias. Quando o bebê está mamando, estimula a liberação de mais hormônios a partir do movimento de sucção. Eles fazem com o que o leite saia com mais facilidade, além de aumentar o vínculo afetivo entre mãe e filho. 

Também causa profunda sensação de prazer e relaxamento materno, pois a ocitocina age nas células cerebrais do sistema límbico – relacionado às emoções. É por isto que as mamíferas se entregam aos bebês de uma maneira tão instintiva durante o período de lactação.



Algumas mães podem precisar fazer uso do spray hormonal, que os médicos recomendam tomar cinco minutos antes de cada mamada ou de retirar leite. No entanto, esse tipo de reposição é indicado apenas quando há dificuldade na amamentação, ou então para mães adotivas.

Ocitocina sintética



Com o avanço tecnológico foi possível fabricar em laboratórios a Ocitocina Sintética. Com ela foi possível ajudar mulheres com problemas no trabalho de parto, já que ela acelera as contrações e a dilatação. A ocitocina também é usada logo após o parto para controlar uma possível hemorragia interna.

Então a ocitocina sintética é uma maravilha para ser usada no parto, não é? Não!

Problemas com o uso da ocitocina sintética


O uso de ocitocina sintética, feita de forma indiscriminada por muitos obstetras pode ser arriscado. Se, por um lado, o uso do hormônio artificial é capaz de corrigir partos disfuncionais, por outro, pode causar disfunção em partos fisiológicos que evoluiriam perfeitamente com o hormônio natural.

Infelizmente, o que antes era utilizado apenas em casos em que a mulher necessitava entrar em trabalho de parto mas evitava-se partir para a cesariana, induzindo um parto de maneira similar ao trabalho de parto espontâneo, passou a ser utilizado para acelerar partos que estavam progredindo normalmente. O uso indiscriminado da ocitocina artificial, com o objetivo de acelerar partos fisiológicos, promoveu aumento nas taxas de complicações e cirurgias intra-parto. Isto porque a ocitocina aumenta a intensidade e potência das contrações uterinas, aumentando o risco de alterações na frequência cardíaca fetal e no aporte de oxigênio para o feto, durante o trabalho de parto.



Quando se utiliza o hormônio artificial, o corpo deixa de liberar o hormônio de forma natural, com isso as demais ocorrências que seriam desencadeadas pelo hormônio deixam de ocorrer aumentando riscos de hemorragia pós parto, pois como sua produção corporal de ocitocina não foi a responsável pelo parto, seu corpo também não produzirá a quantidade necessária de ocitocina para contração do útero após a saída da placenta, o que causa sangramento aumentado. 

Simplificando, o corpo diminui a produção do hormônio pois ele "já tem", não precisa produzir mais... Além de que a ocitocina natural faz com que outros hormônios essenciais para o momento do parto sejam liberados como endorfina e adrenalina, muito importantes para o trabalho de parto. 

É comum problemas no processo de aleitamento materno e o aumento dos índices de depressão pós-parto nas sociedades industrializadas com uso indiscriminado de ocitocina artificial para acelerar o trabalho de parto.


Estimular a produção da ocitocina


A grande resposta aos problemas causados pelo uso excessivo da ocitocina sintética é o estímulo natural. Como fazer isso? Não é complicado. Na verdade a produção da ocitocina é facilmente conseguida com adoção de algumas medidas simples:

Ambiente privado: o momento do parto é muito intenso para a gestante. Passam-se muitas dúvidas, medos e ansiedades. Imagina passar por isso e ainda ter que lidar com pessoas andando para lá e pra cá e ainda por cima tendo acesso a sua intimidade sem qualquer escolha que se possa fazer? Impossível relaxar num ambiente assim, dessa forma a ocitocina tem sua liberação dificultada. A simples garantia de privacidade e pouca interferência, aumentam a intensidade das contrações uterinas, sugerindo aumento da ação do hormônio nas fibras musculares do útero.

A mesma regra vale para a iluminação ambiente, odores fortes e outros estímulos que fazem com que o neocórtex – porção do cérebro responsável pelo raciocínio complexo dos humanos – diminuam a velocidade de progressão do trabalho de parto, provavelmente por interferir na produção e/ou liberação de ocitocina.

Respeito a parturiente: nada causa mais temor do que não saber o que estão fazendo conosco no momento do parto. Toda ação deve ser explicada e, se possível, ser respeitado o desejo da mãe. Muitos são os procedimentos que são feitos sem que a mãe não saiba de nada e nem ao menos o motivo por que estão sendo feitos. Ao invés de relaxar, a mãe passará a ficar cada vez mais tensa com qualquer pessoa que entrar no quarto, diminuindo assim as chances de progresso do trabalho de parto. 

Alívio do estresse: a adoção de atividades relaxantes seja nos dias que antecedem o parto como no próprio trabalho de parto, ajudam na liberação da ocitocina. Atividades como acupuntura ou massagens são causam grande alívio nas gestantes, por consequência, mais chances de entrarem em trabalho de parto de forma natural. O sexo também é relaxante, e ainda ajuda com a produção de prostaglandina, que ajuda no amadurecimento do colo do útero e o incentiva a se abrir. Pode-se também estimular o mamilos que ajudam nas contrações uterinas, bastando fazer movimentos semelhantes ao de sucção diariamente, massageando a área por cerca de cinco minutos. Banhos quentes além de relaxantes podem estimular a produção de ocitocina, promovendo bem estar para mãe, também é uma ótima forma de seguir com o trabalho de parto.

Como vemos, a ocitocina é um hormônio chave para a mulher que deseja ser mãe. E é claro que não somos contra o uso do alívio artificial, quando necessário, mas se pode ser estimulado naturalmente, qual o motivo para não fazê-lo? Quanto mais soubermos sobre o assunto, melhor. É importante não ter pressa no que se trata do trabalho de parto e também preferir a utilização de ações que promovam ao próprio corpo condições ideais para que tudo ocorra da melhor maneira. Somos capazes de produzi-la em nossos cérebros e em nossos laboratórios. O grande desafio é não atrapalhar nossos cérebros e nossos corpos com o uso exagerado da nossa tecnologia laboratorial, respeitando a beleza da fisiologia reprodutiva de nossa espécie, que funciona perfeitamente na grande maioria das vezes. Até a próxima!

Fonte:

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ovarium e Folliculinum para engravidar


                                        

A homeopatia é a forma mais antiga de tratamento da saúde. Não se trata apenas de tratar os sintomas das doenças mas trata também do reequilíbrio das energias do corpo. Algumas pré-mães me pediram informações a respeito de Ovarium e Foliculinum. Busquei na internet e aqui está os benefícios de cada um.



Ovarium 


É um composto de vários homeopáticos que tratam da fertilidade feminina, ajudando nas condições do útero, na ovulação e consequentemente regulando os ciclos menstruais agindo diretamente no controle dos hormônios envolvidos no processo. 

Ovarium estimula as funções glandulares, age no tecido conjuntivo (fornece força, elasticidade e sustentação; remover células sanguíneas desgastadas (baço) e micróbios (linfonodos); permite a distensão de órgãos; contribui para o movimento articular e ainda com a flexibilidade e sustentação; etc.), ajuda com as cólicas menstruais, inflamações no útero, endometriose, distúrbios da hipófise, dor nas mamas (mastodinia), sangramentos menstruais longos ou intensos, ajuda com problemas e desconfortos do ciclo menstrual, distúrbios metabólicos, entre outros.


                     



Folliculinum 


Feito a partir de estrona (estrogênio sintético) para ajudar com problemas menstruais, emocionais e outros problemas físicos.

No início do ciclo menstrual, o nível de estrogênio deve ser alto para que os folículos possam crescer adequadamente. Esse é o papel do Folliculinum, já que algumas pré-mães tem níveis baixos de estrogênios e por consequência podem ter problemas de ovulação.  

É indicado para o tratamento de síndrome pré-menstrual, ou dor durante a menstruação, cistos ovarianos, policístico ovários e miomas. Também serve para tratamento de desiquilíbrios emocionais (depressão, esgotamento, fadiga mental, alterações de humor e pânico). Amenizar sintomas como inchaço, dores de cabeça, diarreia, prurido, baixo libido, libido alto, vômitos, náuseas e dor de peito. Sintomas de menopausa como ondas de calor e suores noturnos também podem ser aliviados com o uso do medicamento. Outras indicações seriam no tratamento de tontura , secura vaginal, desmaios e hipersensibilidade ao calor, ruído ou toque, também em casos de doenças cardiovasculares e problemas como angina, taquicardia, palpitações ou às vezes pode ser sanado com o suplemento . Também pode ser útil no tratamento de perturbações alimentares. Doença de Raynaud, um distúrbio no qual os membros exteriores adquirir uma frieza e insensibilidade, é outra condição tratável pela medicina homeopática. Outros semelhantes distúrbios vasculares pode ser facilitado por ele também. Alguns profissionais homeopatas indicam também para melhorar a auto-estima e sensação de bem-estar. 

Como tomar?


Geralmente os dois medicamentos são tomados em conjunto. Algumas pessoas tomam do 1º ao 15º dia do ciclo e outras não fazem pausa no tratamento. Pode ser manipulado os dois juntos para facilitar o consumo. Pode ser consumido em gotas ou em glóbulos (de 3 a 5 vezes ao dia).

O melhor é procurar um profissional antes de iniciar o tratamento com qualquer homeopatia, pois apesar de ser natural, nem sempre o resultado é o mesmo da sua amiga que indicou. Muitas vezes também começamos um tratamento sem saber ao certo se aquele é realmente o nosso problema, portanto faça uso dos mesmo com bastante atenção e responsabilidade, pois o mesmos ajudam mas quando utilizados adequadamente. Boa sorte e até a próxima. 



sábado, 23 de janeiro de 2016

Insuficiência da fase lútea e gravidez


Nosso corpo é uma máquina perfeita, que necessita de ajustes finos para que seu funcionamento ocorra. Qualquer alteração em um componente (ou hormônio) irá ocasionar a demora na conquista da gravidez. Conhecer como funciona cada fase do ciclo menstrual ajudará não apenas reconhecer quando algo não andar bem como também ajudará na conquista do positivo.

Fases do ciclo menstrual


Como o assunto é insuficiência da fase lútea, explicarei rapidamente a fase folicular do ciclo menstrual, mas se quiser saber mais a respeito só dar uma olhada nesse post aqui

O ciclo menstrual tem duas fases básicas, folicular e lútea, que são separadas pela ocorrência da ovulação. Na primeira etapa do ciclo temos descamação do endométrio, que nada mais é do que o início do sangramento que dá origem à menstruação. Depois temos a fase proliferativa, que é o desenvolvimento do folículo ovariano (daí o nome fase folicular). Nessa etapa há a predominância do hormônio estrogênio, responsável também pelo crescimento do endométrio, preparando-o para receber o embrião. Quando um folículo atinge seu máximo desenvolvimento, o hormônio LH indica que o mesmo pode ser liberado. A liberação do óvulo marca o fim da primeira fase do ciclo menstrual.


 Após a liberação do óvulo, o restante do folículo é chamado de corpo lúteo (do latim, corpo amarelo), sendo sua principal função a produção de progesterona, que nesse período é importante para preparação do endométrio de maneira a facilitar a implantação (Aprenda como ajudar na implantação do embrião). Quando esta não ocorre, o corpo lúteo permanece ativo
por aproximadamente 14 dias, sendo este período chamado de fase lútea. O corpo amarelo seria então como a casca que protegia o óvulo em desenvolvimento. Quando ele se degenera, passa então a se chamar de corpo branco, sendo constituído principalmente de estroma fibroso. 



O que ocorre na fase lútea


A fase lútea marca o início do caminho do óvulo até o útero. A progesterona produzida pelo corpo lúteo ou amarelo é responsável por manter o endométrio estável e mudar o padrão proliferativo (de crescimento) para secretor, o que o deixará mais receptivo à implantação do embrião. O que nem todos sabem é que o endométrio não ficará receptivo durante toda a fase lútea. A implantação será facilitada apenas num curto período, cerca de 6 a 10 dias após a ovulação. Esse período é conhecido como "janela de implantação" pois ocorre no momento em que há máxima liberação de progesterona pelo corpo amarelo. De forma mais simples, após a liberação do óvulo, o corpo amarelo produz progesterona que irá deixar o endométrio mais "macio" para que ocorra a nidação com maior facilidade. 

A progesterona e a gravidez

Além de manter o endométrio estável e facilitar a implantação, a progesterona também é importante pois promove o relaxamento das fibras musculares uterinas permitindo o desenvolvimento da gestação. No início da gestação, o corpo amarelo continua produzindo progesterona pois recebe esse estímulo do hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana). Isso ocorre até a 8ª ou 9ª semana de gestação, quando ocorre a mudança lúteo-placentária, isto é, a placenta passa a produzir a progesterona e o corpo amarelo se degenera. 

Quando não se tem, no início da gestação, uma produção adequada de progesterona pelo corpo amarelo, então não há como manter a gravidez e ocorre o aborto. 

Insuficiência da fase lútea


Como vimos, a fase lútea é importante para a implantação do embrião e manutenção da gravidez. Uma fase lútea normalmente dura cerca de 10 a 16 dias, podendo em alguns casos chegar a 17 dias. Segundo alguns médicos, uma fase lútea saudável, seria com mais de 12 dias. Quando essa fase é muito curta (menos que 10 dias) o endométrio pode não estar receptivo o suficiente para receber o embrião, nesse caso temos a insuficiência da fase lútea. Com a baixa ou a breve produção de progesterona, o risco de aborto ou infertilidade é alto. 

Um endométrio que não foi adequadamente irrigado não conseguirá sustentar uma gravidez, isso se o embrião conseguir se implantar! 

Causas da insuficiência luteínica 


As causas mais comuns para a insuficiência da fase lútea são a diminuição da produção de LH na fase folicular, produção inadequada de FSH pré-menstrual e na fase folicular, levando a uma resposta ovariana a LH, ou seja, uma má qualidade do corpo lúteo, onde o mesmo não conseguirá produzir progesterona de forma adequada ou pelo tempo adequado para a boa manutenção do endométrio. A insuficiência do corpo lúteo, também pode ser causada por uma alteração ovariana ou ainda por causa de doenças endócrinas como alterações da tireoide ou hiperprolactinemia

Quais os sintomas?

  • Fase lútea com menos de 10 dias (a confirmação é feita com a avaliação da ovulação através de exames de ultrassom ou testes de ovulação).
  • Sangramentos durante a fase lútea (spotting ou pequenos corrimentos tipo borra de café por mais de 3 dias)
  • Baixas concentrações de progesterona durante a fase lútea
  • Abortos espontâneos recorrentes (em sua maioria no 1º trimestre).


Como tratar a insuficiência da fase lútea?


Tanto o tratamento quanto o diagnóstico da insuficiência luteínica costuma ser simples. Exames para confirmar o nível de progesterona após a ovulação e antes da menstruação irão determinar a causa da fase lútea insuficiente. Para o tratamento, geralmente são utilizados  progesterona, hCG e mesmo estradiol, isolados ou em combinação. 

Em casos de gravidez com comprovação de insuficiência da corpo lúteo, é importante manter o tratamento com progesterona até que a placenta possa assumir esse papel.  

O consumo de carne vermelha, ovos, peixes, frango, leite e derivados podem ajudar a suplementar a progesterona corporal.

O controle do ciclo menstrual através da temperatura basal ajuda na identificação da ovulação, em consequência a fase lútea, bem como também poderá mais facilmente detectar caso a mesma esteja muito curta. Com o tempo poderá detectar padrões que poderão, no futuro, indicar quando a gravidez ocorrer. Boa sorte e até a próxima. 



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Prolactina e as Tentativas de Engravidar

Nosso corpo possui uma infinidades de hormônios que ajudam  no funcionamento dele. A prolactina é um hormônio que regula a produção do leite. Apesar de ser mais ativo durante a fase de gravidez e pós parto, ele está presente no sangue, em pequena quantidade, e não apenas no corpo da mulher, mas também no do homem.

Prolactina no corpo


A prolactina é produzida pelo estímulo da hipófise, glândula localizada no sistema nervoso central. Ainda durante a ovulação, esse hormônio estimula o desenvolvimento das glândulas mamarias, de forma a preparar o corpo para gestação e para o aleitamento do bebê. Também é responsável por ajudar a controla o funcionamento de outros hormônios. 

Caso haja algum desequilíbrio no funcionamento do corpo, a hipófise pode se confundir e estimular o aumento no nível de prolactina fora do período gestacional, o que irá atrapalhar as tentativas de engravidar, pois o corpo trabalha como se já houvesse uma gravidez, de forma que há a inibição da ovulação. 

O aumento da prolactina no corpo é denominado de hiperprolactinemia e tem efeito diferente no homem e na mulher. No entanto, é mais comum em mulheres de 20 a 50 anos. 

Causa da hiperprolactinemia


Além da gestação ou amamentação, que é quando seu aumento é normal, o alto nível de prolactina pode ser causado por uso de medicamentos como antipsicóticos, os antieméticos, os antidepressivos, a ranitidina e a cimetidina, os opiáceos, os anti-hipertensivos, os estrógenos (o que inclui alguns anticoncepcionais), dentre outros, incluindo drogas de uso ilícito. O estresse e distúrbios do sono também podem causa aumento nos níveis de prolactina, bem como  hipotireoidismo, síndrome de ovários policísticos, doenças renais, alterações na molécula da prolactina, e doenças que acometem o sistema nervoso central como traumas, infecções e tumores.

Sintomas da hiperprolactinemia


Nas mulheres, o nível alterado de prolactina pode causar um encurtamento da fase lútea (período após a ovulação, que em geral dura 14 dias), anovulação (não ovular), que leva a infertilidade, ciclos menstruais irregulares ou ausentes, menor lubrificação vaginal e apetite sexual diminuído, dor durante as relações sexuais, seborreia, aumento dos pelos (hirsutismo) ou mesmo abortos espontâneos recorrentes.

Nos homens pode haver diminuição do apetite sexual, dificuldades de ereção, infertilidade causada por diminuição da quantidade de esperma (oligospermia). Pode ocorrer também o aumento da gordura abdominal, perda de força ou volume muscular (hipotrofia muscular), redução do crescimento dos pelos e aumento das mamas (ginecomastia).

Um sintoma que pode aparecer, tanto no homem quanto na mulher, mas que não é um fator determinante para diagnóstico, é a presença de leite das mamas (excluindo claro, mulheres com gestação em curso ou amamentando), onde é mais notada no homem. Outros sintomas como fadiga, ansiedade, irritabilidade, instabilidade emocional e depressão também podem ser sintomas do alto nível de prolactina.

Como detectar e tratar alterações da prolactina?


A verificação de alterações no nível de prolactina é feita com exame de sangue. O paciente deve estar a mais de 8h em jejum, e deve passar por um período de repouso (cerca de 30min) antes do exame, para que os níveis hormonais se estabilizem no corpo. Os valores de referências são entre 3,4 e 24,1ng/ml, valores que não se encaixem nesse intervalo deverão ser avaliados pelo médico. 

O tratamento depende da causa, mas quase sempre é feita com uso de medicamentos que estabilizam os níveis de prolactina, como a cabergolina (Dostinex) e a bromocriptina (Parlodel). Quando há a ocorrência de tumores, o tratamento é feito com uso de medicamentos ou casos específicos com a cirurgia hipofisária e radioterapia que normalizam os níveis de prolactina, reduzem o tumor e restabelecem as funções sexuais e reprodutivas em aproximadamente 80% dos casos.

É muito importante avaliar os níveis de prolactina quando estamos tentando engravidar. Como alguns sintomas podem ser confundidos com outras causas, poderá haver alteração na ovulação e não se conhecerá a causa sem que se faça um exame hormonal. Por isso, é muito importante que peça ao médico essa avaliação, ainda que ele ache desnecessária (muitos médicos não gostam de pacientes informadas), insista pois é melhor ter todos os fatores que possam atrasar o positivo sob controle. Espero que tenham gostado e boa sorte!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Estrogênio e seu papel no corpo da pré-mãe

No último post falei um pouco da progesterona e seu papel no ciclo da mulher. Hoje é a vez de conhecer melhor o Estrogênio, que junto com a progesterona, desempenha papel importante no corpo da pré-mãe.

Embora seja tratado como um hormônio, na verdade, o que chamamos de estrogênio é um grupo de hormônios, que são principalmente o estradiol, estriol e estrona. Também conhecido como estrógeno, é o responsável pelas características femininas pois comanda o crescimento das células, de forma a determinar o tamanho dos seios, a textura da pela e dos cabelos, o crescimento dos pelos, onde serão depositadas as gorduras corporais (sendo determinante para reduzir o risco de doença cardiovascular), protege as células nervosas e prepara o corpo para a gravidez.

Estrogênio no ciclo menstrual


No início do ciclo menstrual, a hipófise estimula a secreção de FSH que indicará a produção de estrogênio nos ovários e liberado na primeira fase do ciclo menstrual. O estrogênio é o responsável pela proliferação das células do endométrio (camada mais interna do útero) e também a estimulação do LH que irá estimular o crescimento do óvulo. O hormônio luteinizante (LH) é quem determina quando o óvulo está maduro e pronto para ser liberado. O nível de estrogênio elevado nesse período do ciclo (imagem abaixo) também originam a produção de muco cervical mais fino e transparente na altura da ovulação, o que ajuda os espermatozoides a nadarem e a sobreviverem durante mais tempo. 


Após a liberação do óvulo, o corpo amarelo (membrana que envolvia o óvulo) passa a secretar progesterona, que passará a gerar os estímulos necessários para o desenvolvimento do endométrio até que haja ou não fecundação. Caso não haja implantação do embrião (nidação), os níveis de progesterona e estrogênios caem, dando início a um novo ciclo (Leia mais detalhes do ciclo menstrual aqui) com a secreção de mais FSH que indicará a preparação de um novo óvulo para desenvolvimento. 


Para simplificar, temos o ciclo dividido em fases:
  • Fase menstrual: corresponde aos dias do ciclo em que está ocorrendo sangramento.
  • Fase proliferativa (estrogênica): período de secreção de estrógeno pelo folículo ovariano, que se encontra em desenvolvimento.
  • Fase secretora (lútea; progesterônica): Inicia-se após a ovulação e se caracteriza pela ação da progesterona. Nessa fase, o útero está pronto para receber o embrião (é a nidação).
  • Fase pré-menstrual (isquêmica): período que antecede a próxima menstrual, caracterizando-se pela redução das taxas de estrógeno e progesterona, onde o endométrio deixa de receber seu suprimento sanguíneo.

Baixo nível de estrogênio 


A baixa produção de estrogênio pode acarretar num ciclo menstrual desregular. Alguns sintomas como ondas de calor ou fogachos que são típicos da menopausa podem indicar que há deficiência do hormônio. Pode haver uma sensação de ressecamento vaginal, bem como a redução do apetite sexual, insônia, irritabilidade, dores de cabeça, palpitações cardíacas, déficit de atenção ou dificuldade de lembrar das coisas. Em alguns casos, certas condições médicas, como enxaquecas, ataques de pânico, depressão e infecções vaginais pode ser desencadeada devido a baixos níveis de estrogênio. 

Quais as causas?


O déficit de estrogênio pode ser uma causa secundária de outra doença, nesse caso, deverá ser feito um controle hormonal para descartar essa possibilidade. Normalmente, a deficiência de estrogênio em mulheres se dá por causa da menopausa. Baixo peso corporal e exercício excessivo são outras causas de baixos níveis de estrogênio. As pílulas anticoncepcionais também, eventualmente, leva à deficiência de estrogênio. Certas doenças podem levar a baixos níveis de estrogênio como a síndrome de Turner e distúrbios da tireoide. Em alguns casos, doenças da hipófise também podem levar a baixos níveis de estrogênio em mulheres.

Como tratar?

Geralmente a opção no caso de baixo nível estrogênico é a reposição hormonal, contudo, pode acarretar num círculo vicioso já que o corpo não produz naturalmente o hormônio, com o passar do tempo, pode haver necessidade de não descontinuar o tratamento. Isso aumenta também os riscos de derrame, doenças cardiovasculares e até câncer. 

Nesse caso, o melhor é optar por uma dieta que contribua para elevação dos níveis de estrogênios naturalmente. Redução do consumo de gorduras, inclusão de frutas e verduras que contenham o fito-hormônio em sua composição como a soja, são as opções mais utilizadas. 


É muito importante estar atenta aos sintomas que podem indicar um desequilíbrio hormonal que compromete as tentativas de engravidar. Muitas vezes, apenas alterações simples, como as alimentares, podem contribuir e muito para que o período de espera pelo positivo seja diminuído. Espero que tenham gostado e até a próxima. 






segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Progesterona e seu papel no corpo da pré-mãe

Em se tratando de hormônios, com certeza há uma grande confusão em como cada um deles é liberado, quando isso ocorre e qual o seu papel no ciclo menstrual. É muito importante estamos cientes do que cada hormônio faz no nosso ciclo, para que possamos entender os sinais que nosso corpo dá, assim, saber o momento exato de namorar. 

São quatro hormônios basicamente ligados ao ciclo da mulher: Estrogênio, Progesterona, FSH e LH. Eles funcionam como as peças de um relógio, e para que o relógio funcione corretamente, é necessário que eles estejam em sincronia. Hoje, falaremos da Progesterona e sua importância para a gravidez.

Progesterona no ciclo menstrual


A progesterona é produzida pelos ovários a partir da adolescência, no ciclo menstrual normal, ela ativa as células da parede uterina, onde os vasos sanguíneos do endométrio vão engrossando, de forma a preparar o útero para receber o embrião.

Para entender como ela é produzida, devemos observar outro hormônio que está mais ativo nos primeiros 15 dias do ciclo menstrual: o estrogênio. No início do ciclo, o estrogênio estimulado pela a produção de FSH, vai estimular o crescimento dos folículos ovarianos até que um ou mais óvulos estejam maduros (que é determinado pelo LH) e prontos para serem liberados para o útero. Quando o óvulo é liberado, o corpo lúteo (a membrana que protegia o óvulo), ou corpo amarelo, funciona como uma estrutura endócrina temporária que então produz progesterona.



A progesterona então passará a encorpar o endométrio, deixando mais esponjoso e permitindo que o embrião possa fixar-se nele. Ela também passa a modificar o muco cervical, que antes era mais fino e transparente para permitir que os espermatozoides passassem, tornando-o mais grosso e impenetrável. Tudo para proteger o colo do útero de ações de corpos estranhos que possam prejudicar a possível gravidez em andamento.

Quando não há fecundação, o corpo lúteo então se degenera parando a produção de progesterona, que ao ter seu nível decrescido deixa de sustentar o endométrio que passa a descamar, dando início a um novo ciclo menstrual. E quando existe uma gravidez em curso, a produção de progesterona é continuada de forma a estimular o crescimento dos seios (preparando-os para lactação) e manter a proteção e nutrição do embrião, até que a placenta formada possa assumir esse papel. É a progesterona também a responsável pelas ondas de calor sentidas na gravidez pelo alto nível dela no corpo. 

Baixa produção de progesterona


As causas da baixa produção de progesterona ainda não estão bem esclarecidas, contudo, fatores como má nutrição, estresse e vida sedentária podem comprometer o andamento geral do organismo, sendo um dos motivos de infertilidade. Isso se deve pois se não há produção adequada de progesterona, o endométrio não engrossará o suficiente para que haja a nidação (saiba mais aqui), e ainda que ocorra a fixação do embrião, o mesmo poderá não conseguir sustentar-se no útero, ocasionando aborto. Quadros como aborto de repetição também estão ligados a deficiência de progesterona.

Embora os sinais de baixa progesterona possam ser confundidos com outras patologias, o ideal é verificar junto ao médico seu nível hormonal caso apresente mudanças de apetite,  alterações de humor (depressão, ansiedade, irritabilidade), alterações de peso, cansaço excessivo, menstruação irregular, dores de cabeça, pouca libido, dor durante as relações sexuais, secura vaginal, síndrome do ovário policístico, falta de concentração e insônia.

O que fazer em caso de má produção de progesterona



Atualmente o tratamento para quem tem deficiência de produção de progesterona é a reposição hormonal através de medicamentos de progesterona natural ou sintética, ou ainda cremes ou géis a base de progesterona.

Lembre-se que por ser muito complicado diagnosticar o baixo nível hormonal apenas com a descrição dos sintomas, o ideal é compartilhar com seu médico sua suspeita e fazer um exame de dosagem hormonal no período do ciclo em que deveria haver uma maior concentração do hormônio (entre 21 ou 23 dia do ciclo). 
Uma forma de auxiliar na elevação da progesterona mas de forma natural é através do consumo de alimentos como Cará ou Inhame. Podendo ser feito em forma de chás, elixires ou ainda seu consumo in natura, sozinho ou como acompanhamento alimentar. 

Fazendo o que estiver ao seu alcance, logo seu positivo chegará. Até a próxima.


Leia também: