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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ovulação Precoce


O ciclo menstrual pode sofrer várias alterações durante a vida fértil da mulher. Essas variações podem decorrer da ovulação, não ovulação (ciclos anovulatórios), alterações hormonais e até emocionais. Em se tratando da ovulação, é mais comum que ocorra a ovulação tardia, porém hoje falaremos de Ovulação Precoce, também chamada de ovulação antecipada ou ovulação adiantada. Embora menos comum que a ovulação tardia, ela pode afetar diretamente a mulher que deseja engravidar. Entender esse processo ajudará aquelas que passam por isso a planejarem melhor momentos de namoros, facilitando com que haja a concepção.


O que é ovulação precoce?


A ovulação nada mais é do que momento em que o folículo ovariano amadureceu e foi liberado para a fecundação e posterior implantação do embrião. Normalmente a ovulação acontece no meio do ciclo menstrual. Por exemplo, se o ciclo menstrual de uma mulher dura 28 dias (a duração média do ciclo), então a ovulação irá ocorrer aproximadamente no 14º dia. O período que um óvulo leva para amadurecer varia de mulher para mulher. Em alguns casos, a maturação leva mais tempo e a ovulação ocorre ao final do ciclo menstrual (ovulação tardia), noutros casos ela pode ser observada logo após a menstruação, ou seja, ocorre precocemente.


A ovulação precoce é um processo natural no corpo de uma mulher quando um óvulo maduro é liberado do folículo após 8 ou 10 dias após o início da menstruação. 


O que causa a ovulação precoce?


Vários são os fatores que podem afetar a maturação precoce dos óvulos:

  • Alterações em hormônios como a progesteronaestrogênio,  hormônio luteinizante (LH), até mesmo estresse (seja bom ou não), ou problemas no hipotálamo e na glândula pituitária afetam a saúde geral da mulher. Muito estresse e problemas no hipotálamo e glândula pituitária desencadeiam um aumento no hormônio luteinizante (LH), fazendo com que os ovários liberem o óvulo antes que ele esteja maduro.
  • Alterações no ritmo de vida ou no ambiente normal para o corpo, bem como alimentos. 
  • Idade. Como a quantidade de óvulos é naturalmente reduzida com a idade (Reserva Ovariana), o hormônio folículo estimulante (FSH) sobe mais fazendo com que o organismo selecione um folículo dominante para a ovulação antes que ele esteja de fato maduro e em condições de ser fertilizado. No entanto, enquanto a fase folicular durar pelo menos 12 dias e o resto das fases do ciclo menstrual forem equilibradas, isso não é um problema.


Pode também ser indicação distúrbios metabólicos e insuficiência hormonal, em alguns casos, pode indicar violações no trabalho dos ovários. Na maioria das vezes essas patologias observadas em mulheres com um ciclo menstrual irregular. Qualquer hábito (tabagismo, alcoolismo, consumo excessivo de café) e certos medicamentos podem perturbar o ciclo menstrual. Dieta e perda de peso dramática pode ser uma razão que não ocorre a concepção. Por isso, muitas vezes elas não podem engravidar. 


Quando a ovulação precoce atrapalha engravidar?


Nem sempre a ovulação precoce será motivo de preocupação. Quando a fase folicular (maturação do óvulo) dura pelo menos 12-14 dias, não há motivos para preocupação. No entanto, se o gráfico de temperatura basal ou os testes de ovulação indicarem que a mulher está ovulando no 11DDC (11º dia do ciclo) ou antes disso, provavelmente o folículo não está tendo tempo de se desenvolver adequadamente para ser fertilizado. Essa ovulação adiantada pode vir acompanhada de pouco ou nenhum muco cervical e um endométrio fino demais para segurar o óvulo recém fertilizado, dificultando a implantação do embrião (Nidação). 


Diagnóstico da ovulação precoce


Para saber se a mulher está tendo uma ovulação prematura, deve ser feito um acompanhamento do ciclo menstrual através de exames de ultrassom, medição de temperatura basal ou testes de ovulação. Quando a mulher tem um ciclo curto, é necessário avaliar se este se deve a uma fase folicular deficiente ou não, ou se o problema está na insuficiência da fase lútea

Dicas de como aumentar a fase folicular


Cada organismo reage de uma forma mas utilizando algumas dicas naturais, pode-se ajudar a alongar a fase folicular:

Pare de fumar! O tabagismo está associado à insuficiência ovárica prematura, problemas de ovulação, aumento do risco de aborto espontâneo, gravidez ectópica, diminuição da contagem de folículos e danos ao DNA nos folículos. Fumar é uma má notícia para a sua fertilidade e pode estar ligada a uma fase folicular encurtada.

Reduza o álcool e a cafeína. Esses alimentos estressam o organismo. Tanto o álcool quanto a cafeína perturbam a função hormonal, podendo levar à ovulação precoce e aumentar as chances de uma gravidez de risco. Se você precisa de uma bebida quente todos os dias, tome chá de folha de amora! 

Reduza e gerencie o estresse. Se você está sob muito estresse, isso pode afetar seu ciclo menstrual e teus padrões de ovulação. Tente terapias de gerenciamento de estresse como meditação, respiração profunda ou aromaterapia. Você vai se sentir melhor usando essas terapias e também estará aumentando a fertilidade.

Use fitoterápicos. Os fitoterápicos são medicamentos de origem medicinal, que ajudam a equilibrar os hormônios femininos de forma a regular o ciclo menstrual. Alguns fitoterápicos que podem auxiliar são: Dong quai (Angelica sinensis), Vitex (Vitex agnus-castus), Tribulus (Tribulis terrestris)  e Folliculinum e Ovarinum CH6

É importante então a mulher monitorar cuidadosamente a saúde. Para que caso existam alterações hormonais, ela possa adequar melhor o período fértil e assim chegar ao tão sonhado positivo. Até a próxima!

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Ovulação Dolorosa


Os incômodos do ciclo menstrual são diferentes para cada mulher. Algumas terão a felicidade de passar pelo período sem qualquer sintoma significativo, outras poderão sentir apenas os incômodos pré-menstruais. Algumas vezes mesmo o período ovulatório é acompanhado de dor. Entenda a causa e quais os tratamentos que podem ser feitos para aliviar a dor durante a ovulação. 

O que é ovulação dolorosa?


A ovulação é liberação do óvulo pelos ovários para possibilitar a fecundação e assim acontecer a gravidez. Depois de liberado, o óvulo tem uma sobrevida de 12 a 24 horas, após esse tempo começa a desintegrar-se se não for fertilizado por um espermatozoide. Normalmente a mulher ovula cerca de 2 semanas depois da chegada da menstruação. Na maioria das vezes as mulheres não sentem nada durante a ovulação e, portanto tem que confiar em outras maneiras de determinar o seu dia da ovulação. No entanto, existem muitas mulheres que experimentam a dor em seu abdômen inferior bem como na região pélvica quando ovulam. Esta é uma ocorrência muito comum e isto é quase 20% das mulheres que sofrem esse problema. 


O que causa a ovulação dolorosa?


O termo médico para este problema é Mittelschmerz que é uma palavra alemã que significa "dor do meio" ou "dor de ciclo médio". Durante a ovulação, juntamente com o óvulo, algum  fluido folicular, bem como uma pequena quantidade de sangue é liberado do ovário. Embora este sangue seja absorvido pelo corpo, por vezes pode irritar a parede abdominal causando a dor no estômago. A dor de ovulação pode ser um sintoma secundário de outras causas, as mais comuns são:

Cistos nos ovários - os cistos podem se formar ou se romper durante o período ovulatório. Mulheres com SOP (Síndrome de Ovários Policísticos) podem ter dor devido aos múltiplos cistos. 

Endometriose - trata-se de uma doença inflamatória que afeta os ovários e as trompas de Falópio. Ela também pode causar dor durante a ovulação. Conheça mais sobre Endometriose aqui

Aderências de cirurgia prévia - algumas cirurgias, como a apendicite, podem deixar aderências e tecidos com cicatrizes que causam dor, limitação dos ovários e estruturas adjacentes. 


Infecção ou inflamação - infecções e inflamações na região pélvica podem causar dor durante a ovulação. Um exemplo é a clamídia, que pode provocar inflamação dos tubos, cicatrizes e doença inflamatória pélvica. Ela também pode causar uma condição conhecida como hidrossalpinge, em que as trompas de Falópio são obstruídas. 

Medicamentos para indução de ovulação - os medicamentos indutores de ovulação poderão causar dor por causa do estímulo maior dos folículos ovulatórios. 


Quais os sintomas da ovulação dolorosa?


A dor durante a ovulação pode se apresentar semelhante às cólicas menstruais e pode ocorrer tanto do lado direito como do lado esquerdo, na direção dos ovários. Dependerá de qual ovário liberou o óvulo. Além disso, a dor pode mudar de um lado para o outro em cada ciclo. A dor pode ser sentida também como pontadas finas na região pélvica, algumas vezes se apresenta com um leve sangramento de ovulação

Uma forma de identificar se a dor é realmente decorrente da ovulação é observar se ela se repete na maioria dos ciclos, desaparecendo dentro de um dia e não se repetindo até a próxima ovulação. 


Ovulação dolorosa é normal?


Contanto que os sintomas não sejam graves, uma ovulação dolorosa é inofensiva. Isso significa que ela deve ser considerada apenas um incômodo e não algo que atrapalhe as atividades diárias. Qualquer intensificação da dor ou o prolongamento do tempo (mais que um dia) deverá ser informada ao médico para que seja avaliada outras possíveis causas.

Procure imediatamente um médico caso a dor venha acompanhada dos seguintes sintomas:

  • Febre
  • Dor ao urinar
  • Vermelhidão ou inflamação da pele no abdômen ou da pélvis
  • Náusea ou vômito grave
  • Sangramento vaginal intenso
  • Corrimento vaginal anormal
  • Inchaço abdominal


Quando tratar e quais os tratamentos?


Caso os sintomas sejam pequenos ou durem apenas alguns minutos, não há necessidade de nenhum tratamento. Caso os incômodos sejam mais fortes, algumas medidas ajudarão no alívio das dores:

Analgésicos - alguns analgésicos podem ajudar aliviar os sintomas, claro que apenas aqueles que não necessitam de receita devem ser utilizados. Pode-se optar pelos mesmos utilizados para alívio das cólicas menstruais.

Compressas quentes - assim como ajuda com as cólicas menstruais, as compressas quentes ajudam na circulação sanguínea do abdômen, aliviando as dores da ovulação.

Banhos quentes - um banho morno ou quente pode funcionar como a compressa quente, ajudando a relaxar e aliviar os sintomas.

A ovulação dolorosa é uma ocorrência normal (quando a dor não for intensa e prolongada!) e mesmo as mulheres que nunca tiveram sintomas antes podem perceber os sintomas da ovulação dolorosa a partir dos trinta anos. Se os sintomas forem suaves e não acompanhados de nenhum dos sinais listados acima, isso não é um motivo para preocupação. Até a próxima!

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O que é reserva ovariana?


Com o passar dos anos, ter filhos é deixado cada vez para mais tarde. Embora emocionalmente e até financeiramente essa seja uma escolha sensata, biologicamente, nem tanto. Isso porque as mulheres detém melhores taxas de fecundidade até os 35 anos de idade. Após esse período, alguns fatores naturais, como o envelhecimento, começam a influenciar o organismo, diminuindo as chances de gestação. Um desses fatores é a ovulação, já que com passar dos anos a mulher tem a reserva ovariana diminuída. Entenda como isso influencia a fertilidade:

O que é reserva ovariana?



A reserva ovariana é a quantidade de óvulos que a mulher possui quando passa a planejar uma gravidez ou inicia um tratamento para engravidar. Diferente dos homens, que tem uma produção constante de gametas masculinos (espermatozoides), a mulher já nasce com uma contagem de óvulos que, ao longo de sua vida, vai diminuindo.

Reserva ovariana e a fertilidade


O envelhecimento ovariano (também conhecido como reserva ovariana) pode ser definido como a perda da saúde reprodutiva dos ovários e óvulos (oócitos) e está associado a um declínio no número de folículos ovarianos. Os hormônios tornam-se insuficientes, falta ovulação, diminui a fertilidade, as menstruações se tornam irregulares, depois escassas, vão cessando gradualmente e, finalmente, desaparecem completamente de forma irreversível. Este fenômeno é conhecido como menopausa e geralmente ocorre em uma idade média de 51 anos.


As mulheres não fazem novos óvulos após o nascimento. A reserva ovariana decresce com a idade e para algumas mulheres a fertilidade já começa a diminuir a partir dos 30 anos. O grau de declínio varia de mulher para mulher, mas este envelhecimento começa após os 35 anos e permanece de forma contínua até a menopausa.

Conhecendo os números


A mulher nasce com um número determinado de folículos nos dois ovários, cerca de 6 a 7 milhões de folículos, diminuindo gradualmente esse número, por envelhecimento dos óvulos e/ou recrutamento dos folículos para ovulação.

O período de vida intrauterino é marcado por uma perda rápida de folículos, cerca de 50 mil diariamente. Depois até a puberdade este consumo diminui para uma média de 1000 folículos dia. A mulher inicia sua vida reprodutiva então com uma população em torno de 400 mil folículos.

Assim, em uma mulher com 50 anos, com ciclos menstruais ainda regulares, cada ovário contém entre 2.500 a 4.000 folículos residuais já insensíveis às gonadotrofinas.

Como avaliar a reserva ovariana?


A não ser que a paciente peça, normalmente os ginecologistas costumam indicar a avaliação da reserva ovarina à mulheres inférteis com idade de acima de 35 anos ou àquelas em que haja suspeita de baixa reserva como:
  • Um único ovário
  • Cirurgia ovariana prévia
  • Má resposta a estimulação exógena com gonadotrofinas
  • Exposição a agentes quimioterápicos e radiação


A avaliação é feita através de exames simples de sangue e de imagem por ultrassom. São utilizados métodos de dosagem do FSH, Estradiol, Hormônio Anti-Mülleriano – AMH, Inibina B e Progesterona, além do exame de ultrassom:

Hormônio folículo-estimulante - FSH - Alguns estudos sugerem que o valor de FSH é um importante prognóstico quanto ao sucesso da fertilização in vitro (FIV), baixa resposta à estimulação ovariana e de não gravidez.

Estradiol (E2) - O estradiol é um hormônio secretado pelas células granulosas dos folículos ovarianos e a sua determinação complementa a avaliação da reserva ovariana. Indica-se dosar o estradiol em seus níveis mais baixos, nos primeiros dias do ciclo menstrual. Os valores variam de acordo com a fase do ciclo menstrual. Em um ciclo natural, o E2 tem um pico próximo à ovulação. Porém, os estudos sobre os valores que representam índices de sucesso na FIV são controversos e sugerem que o E2 tem baixo valor preditivo. E2 também pode ser útil na avaliação da Síndrome de hiperestimulação ovariana.

Hormônio Anti-Mülleriano – AMH - O AMH é secretado também pelas células granulosas dos folículos ovarianos. Em geral, concentrações mais elevadas correlacionam-se com boa reserva ovariana. Alguns grupos têm demonstrado correlação entre baixos níveis e menopausa. 

Inibina B - produzida nos folículos, assim com o AMH, e sua concentração oscila no ciclo menstrual. Atua inibindo a produção de FSH na hipófise. Com o envelhecimento, os níveis de FSH aumentam e os níveis de Inibina B e AMH diminuem. Portanto, é um marcador tardio e não deve ser utilizado para avaliar a reserva ovariana ou menopausa

Progesterona - A progesterona eleva-se continuamente com o aumento do LH e permanece baixa durante toda a fase folicular. A sua determinação é também uma avaliação prática da função ovariana, realizada tipicamente 01 semana antes do período menstrual estimado, quando os níveis são fisiologicamente mais altos. Os valores de progesterona inferiores a 3 ng/mL sugerem anovulação, exceto imediatamente após ovulação ou antes da menstruação.

Ultrassonografia transvaginal - Método prático, deve ser feito nos primeiros dias do ciclo menstrual. Por meio da imagem, o especialista conta quantos folículos a mulher tem naquele mês. Menos de dez, indicam baixa reserva; mais de 20, alta. É coberta pelo SUS e por convênios. Conheça o controle de ovulação com ultrassom neste post aqui.


Como engravidar com baixa reserva ovariana?


Caso haja um diagnóstico de baixa reserva ovariana pode-se optar por um tratamento de reprodução assistida:

Mini-FIV: trata-se de um procedimento bastante semelhante à FIV (Fertilização in Vitro), mas com o objetivo de estimular a produção de poucos óvulos (da própria mulher) com mais qualidade do que de grande quantidade, como acontece na FIV. Essa técnica é muito bem aceita, pois não apresenta os efeitos da hiperestimulação ovariana, além de ser mais acessível.

Doação de óvulos: Um procedimento cada vez mais comum entre as famílias que se submetem a um tratamento de reprodução assistida, a doação de óvulos é um tratamento em que uma mulher doadora anônima oferece seus óvulos ao casal, por meio da clínica de reprodução humana que está intermediando o tratamento. Esse óvulo doado é fecundado em laboratório pelo espermatozoide do parceiro da receptora e, após gerar embriões, transferido para o útero da futura mamãe. 


Para as mulheres que querem engravidar mas desejam que isso seja feito mais tarde, há a possibilidade de armazenar os óvulos ou mesmo embriões. Essa alternativa é feita com a indução da ovulação, seguida pela coleta dos óvulos podendo ou não fertilizar esses óvulos e então armazená-los congelados.

Há variações dentre os tratamentos de reprodução assistida, é importante que o especialista consultado determine a melhor opção para a paciente. Cada caso deverá ser analisado individualmente. Embora a baixa reserva ovariana requeira medidas imediatas, felizmente hoje há muitas opções para realizar o sonho da maternidade. É importante lembrar também que mesmo diagnóstico de baixa reserva ovariana, nada impede que ocorra uma gravidez de maneira natural. Jamais perca as esperanças. Até a próxima!







segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ovulação Dupla ou Múltipla


Mensalmente, quando não há nenhuma alteração hormonal, os ovários são estimulados pelos hormônios responsáveis por coordenar cada ação no aparelho reprodutor durante o período menstrual. Uma dessas tarefas é a produção de folículos ovarianos que irão crescer sob a forma de um óvulo que será liberado quando maduro. A liberação do óvulo é chamada de ovulação. 

Cada mês um dos dois ovários libera um óvulo maduro e geralmente dois ovários dividem esta tarefa entre si, ou seja, hora isso ocorre no ovário direito, hora no ovário esquerdo. No entanto, pode acontecer de um ovário liberar mais de um óvulo de uma vez, ou ainda menos comum, quando não há indução da ovulação, os dois ovários produzirem e liberarem simultaneamente óvulos maduros. Esse fenômeno pode ser chamado de Ovulação Dupla ou Múltipla.

Como os ovários funcionam?


As mulheres têm dois ovários; eles estão localizados na pélvis, ao lado do útero. Suas principais funções são liberar os óvulos e produzir hormônios.

Por ocasião do nascimento os ovários contêm milhares de óvulos, cada um deles rodeado por células que evoluem para formar uma pequena vesícula cheia de líquido (folículo). Todos os meses, nas mulheres com ciclos regulares e que estão ovulando normalmente, um desses folículos aumenta até cerca de 20 mm de diâmetro, e então libera um óvulo (ovulação), o qual passa para dentro das trompas de Falópio. Aí ocorre a fertilização, antes do óvulo fertilizado (embrião) continuar até o útero para se implantar no seu revestimento (endométrio) e desenvolver a gravidez. Se nenhum óvulo for fertilizado, o endométrio será eliminado como sangue menstrual 14 dias depois da ovulação.


O ovário também produz muitos hormônios, sendo mais importantes o estrogênio e a progesterona. Os estrogênios promovem o desenvolvimento do endométrio e o o crescimento dos folículos e o desenvolvimento do endométrio, enquanto que a progesterona, que é liberada depois da ovulação, é importante na preparação do endométrio para a gravidez.

O que é ovulação dupla ou múltipla?


O folículo é como a casa do óvulo. Do início da menstruação até a ovulação, esse folículo vai crescendo. Durante o ciclo, cerca de 3 folículos são formados e um deles irá se desenvolver mais que os outros. O folículo que se desenvolve mais é chamado de folículo dominante. Ele é candidato ideal para a liberação do óvulo. 


No caso da ovulação múltipla, dois ou mais folículos se desenvolvem, tornando-se dominantes. Isso pode ocorrer no mesmo ovário ou nos dois ovários simultaneamente. É através da ovulação múltipla que ocorre a gravidez de gêmeos bivitelinos (não idênticos). 



Embora ainda mais raro, mas possível, é a liberação de dois óvulos em datas diferentes. Nesta situação, caso haja fecundação e fixação do dois zigotos no útero, os gêmeos terão idade gestacional distintas. Entenda melhor como se pode engravidar grávida!

Caso a mulher libere mais de um óvulo em um ciclo e tiver mais de um parceiro neste período, então há chances dos bebês gêmeos terem pais diferentes. Até a próxima!

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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Gráfico da Temperatura Basal



A temperatura basal é a temperatura do corpo depois de um período de descanso, a chamada temperatura de base. Durante o ciclo menstrual, o registro da temperatura permite identificar a ovulação e também se há possibilidade de gravidez. Com o tempo pode-se mesmo saber se o ciclo foi anovulatório. (Conheça melhor sobre como funciona medir a temperatura basal aqui.

Esse post tem objetivo de ajudar a quem já utiliza temperatura basal mas não consegue entender o gráfico com as informações. Vamos lá!


Criando o gráfico de temperatura basal


Pode-se inserir os dados numa tabela em Excel ou PDF, ou pode utilizar um site para isso. Esta é a opção mais simples se você tem internet sempre disponível para atualizar o gráfico. Os dois sites mais utilizados são Mamanandco  e FertilityFriend (esse último é em inglês). 

1) Começe por introduzir o 1º dia do seu ciclo. O ciclo inicia no 1º dia da menstruação e vai até a véspera da menstruação do mês seguinte. 

2) Se estiver utilizando o site para atualizar os dados, indique a hora de referência para a avaliação da sua temperatura.
É importante que faça a avaliação da sua temperatura à hora indica com tolerância de + ou - 30 minutos, caso contrário poderá distorcer a detecção de ovulação.

3) Introduza a sua temperatura em cada dia.

É importante haver temperaturas máximas consecutivas para que a ovulação seja detectada. Isto permitirá ao gráfico detectar o "patamar baixo" (fase folicular), um pico (ovulação) e o "patamar alto" ( a fase luteínica). No caso de não utilizar o gráfico do site, mais abaixo irei explicar como identificar cada fase.

4) Indique o máximo de informações (tipo de muco, relações sexuais, febre, teste de ovulação, etc...). No caso de utilizar o gráfico em Excel, lembre-se de identificar se houve relação sexual e também identificar o muco cervical. (Aprenda a identificar o Muco Cervical)


Como interpretar as informações


Para quem usa o gráfico no site ou como aplicativo, a ferramenta detectará, se os dados registrados o permitirem, a ovulação... cerca de 3 ou 4 dias após ela ter ocorrido. Ela será indicada pelo ponto de intercepção de uma linha vermelha vertical (dia da ovulação) com uma horizontal (que marca a média da temperatura basal). No gráfico, dá para ver que a temperatura fica mais alta até sua próxima menstruação, quando volta a cair. 

Linha Vertical e Horizontal marca a ovulação

Você pode até notar que sua temperatura sobe um dia ou outro, mas se ela não se mantiver mais elevada durante alguns dias, é possível que você ainda não tenha ovulado. Se você engravidar, sua temperatura basal se manterá mais alta até o fim da gestação. 

Temperatura Basal e as fases do ciclo menstrual


Na primeira fase do ciclo menstrual, a temperatura basal costuma estar mais baixa. No dia da ovulação a temperatura geralmente tem uma queda mais acentuada, seguindo-se por subida da temperatura até a chegada do novo ciclo menstrual ou a descoberta da gravidez. 

As alterações na temperatura são causadas pelas alterações hormonais. Na primeira fase do ciclo há o predomínio do Estrogênio, responsável pelo desenvolvimento dos fólicos que mais tarde liberará o óvulo amadurecido, trata-se da Fase Folicular. O LH (hormônio luteinizante), que vai se elevando junto com o estrogênio, chega ao seu ápice, e faz com que a temperatura tenha uma queda brusca, é também a indicação de que o óvulo será liberado. Após a ovulação é hora da progesterona subir, ela garantirá que o endométrio seja protegido, o que é muito importante no momento da implantação do embrião, a famosa nidação. Após a ovulação, o ciclo se encontra na Fase Lútea, pois é o momento em que o corpo lúteo (casquinha do óvulo) se mantém com a ajuda da progesterona até que o hCG passe a elevar a progesterona, que ocorre após a implantação do embrião, ou o corpo lúteo se desfaz, diminuindo a progesterona e indicado que um novo ciclo deve se iniciar.

Padrões nos gráficos


Nem sempre é simples identificar o padrão do gráfico TB mas pode-se utilizar dos outros sintomas, que em conjunto com o gráfico ajudará a identificar a ovulação. Dentre esses sintomas estão:

  • muco cervical fica mais “molhado” a medida que a ovulação se aproxima; 
  • muco cervical “seco” imediatamente após ou logo depois da elevação da temperatura basal; 
  • muco clara de ovo é observado nos dias imediatamente anteriores à ovulação; 
  • padrão bifásico (parte do gráfico com temperatura baixa e a outra com temperatura alta), mostrando a elevação da TB após a ovulação; 
  • aumento da temperatura subitamente e mantido durante a fase lútea; 
  • colo alto, aberto e mole antes da elevação da TB; 
  • kits de ovulação ficam positivos 12-36h antes da elevação da TB; 
  • kits de ovulação só serão positivos um ou dois dias antes da ovulação; 
  • microscópio de saliva mostrará as samambaias antes da ovulação.


A análise e a interpretação é mais confiável quando alguns sinais podem ser correlacionados. Entretanto, é quase sempre possível detectar a ovulação e o aumento da fertilidade mesmo longe das circunstâncias ideais. Quanto mais sinais se cruzarem, mais confiável será a interpretação. 

A linha tracejada indica que não há certeza quanto à ovulação

Quando os sinais não combinam e a ovulação é duvidosa por causa disso, o site ou aplicativo indicará a data mais provável com uma linha vermelha tracejada no dia mais provável. Isso serve para lhe alertar que a data estimada não é confirmada para que continue a observar outros sinais e não perca sua chance de engravidar.

Neste gráfico, é possível ver alguns dias de muco fértil e colo macio nos dias que antecedem a ovulação, que é confirmada pela subida súbita da temperatura no 14º dia do ciclo (14DC). As temperaturas mantem-se altas até o final da fase lútea. Geralmente as temperaturas começam a cair e os manchados aparecem antes que a menstruação comece. Os dias mais férteis foram do 10 ao 14DC. As relações ocorram numa boa janela fértil, apesar de não haver gravidez neste ciclo.





Já neste gráfico, a ovulação foi detectada no 17DC e é precedida de alguns dias de muco fértil, um teste de LH positivo e colo alto e mole.






Neste aqui, a ovulação foi detectada no 15DC pela subida súbita da temperatura, seguida de 2 dias de muco fértil. As relações foram dentro da janela fértil. O teste de gravidez positivo foi pego no 12DPO (dias “pós-ovulação”).





Já no gráfico ao lado, a ovulação foi detectada no 20DC, seguindo alguns dias de muco fértil e um pico na leitura do monitor de fertilidade. Apesar da ovulação está clara e o 20DC ser apontado pela maioria dos sinais, não é possível determinar com certeza se a ovulação aconteceu no 19DC ou no 20DC uma vez que as temperaturas começaram a subir no 19DC. As temperaturas ficaram elevadas por 13 dias durante a fase lútea.



Neste gráfico, a ovulação foi claramente detectada no 16DC pelo aumento da temperatura. O muco clara de ovo, colo alto e mole e um teste de ovulação positivos são observados no dia anterior à ovulação. A relação anterior ao dia da ovulação resultou em gravidez neste ciclo. Um teste de urina de gravidez positivo é detectado no 12DPO. O teste feito no 9DPO foi realizado muito cedo para detectar a gravidez.



E finalmente, neste gráfico a ovulação foi detectada no 15DC. Apesar do muco não ter sido observado nos dias imediatamente anteriores à ovulação, ela é detectada pelo aumento da temperatura e um teste de ovulação positivo. As relações aconteceram dentro da janela de fertilidade (2 dias antes e no dia da ovulação). As temperaturas ficaram elevadas 14 dias durante a fase lútea. A temperatura do 13DC não foi tomada no mesmo horário que as demais, tornando-a incerta, por isso deve-se aguardar o aumento das temperaturas e sua manutenção para indicar a ovulação. 

Ciclos anovulatórios


Para identificar os ciclos em que não houve ovulação basta observar o padrão que se segue na temperatura. Normalmente o ciclo é marcado por oscilações constantes sem que se consiga definir uma subida da temperatura seguida pela manutenção do padrão elevado. Conheça melhor sobre os ciclos anovulatórios.





Por que usar a Temperatura Basal para ajudar a engravidar?


O gráfico da temperatura permite saber se uma ovulação ocorreu e assim ter ideia de quando deverá ocorrer o próximo ciclo menstrual (cerca de 14-15 dias após a ovulação). Com o tempo a mulher poderá aprender o que é padrão para o seu ciclo, de forma que pode perceber qualquer alteração que pode indicar uma gravidez.

É importante lembrar que esse método necessita de disciplina e paciência nos primeiros ciclos porque o aprendizado vem com o tempo! Até a próxima! 

Fonte: blogmamis 

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Por que os seios doem?


Durante o ciclo menstrual é muito comum passar por alguns desconfortos como seios sensíveis e inchados. Algumas mulheres podem sentir mais que outras esses desconfortos. Essa sensibilidade mamária varia então de leve até as mais graves e costumam melhorar no final do ciclo e início do novo ciclo. 

Por que os seios doem durante a menstruação?


Durante o ciclo menstrual, o corpo da mulher sofre diversas alterações que preparam o útero para receber um bebê. Dentre essas alterações, está a preparação das mamas para a amamentação. Não havendo a gravidez, ocorre a menstruação e as mamas, antes inchadas e doloridas, desincham. Isso ocorre devido, principalmente, a ação cíclica de dois hormônios que são produzidos nos ovários: o estrogênio e a progesterona

É normal sentir dor nas mamas durante o ciclo menstrual?


A dor nas mamas é chamada de mastalgia e podem ser cíclicas ou acíclicas. A chamada mastalgia cíclica é aquela que ocorre frequentemente antes da menstruação, melhorando após o período menstrual e afeta as duas mamas. Embora possa variar de intensidade de mulher para mulher, é uma situação que costuma atingir cerca de 80% dos casos de dor nas mamas e se trata de algo fisiológico, e assim como a menstruação, é normal. Já no caso da mastalgia acíclica não há relação com o ciclo menstrual e afeta geralmente uma das mamas. 

A mastalgia também pode ser manifestação de uma doença de origem extra mamária, isto é, não localizada na mama, mas a dor é referida na mama. Cerca de 10% dos casos de mastalgia tem causa extra mamária.


O que causa as dores mamárias?


As causas para a sensibilidade mamária variam entre: tensão pré menstrual (TPM), o próprio ciclo menstrual, gravidez, Displasia mamária (alteração funcional benigna das mamas também chamada de mastopatia fibrocística da mama) e medicamentos a base de estrogênio, como pílulas anticoncepcionais.

A dor nas mamas está relacionada com câncer de mama?


Apenas 2% das mulheres que tiveram câncer de mama referiram a dor como primeiro sintoma. O câncer de mama raramente dói. Por isso, é importante que você faça pelo menos uma mamografia entre os 35 e 40 anos de idade, e, a partir dos 40 anos, anualmente.

Os hormônios e as dores nos seios


A ação dos hormônios estrogênio, estradiol e progesterona é a causadora das dores nos seios durante o período pré-menstrual.

O que acontece é que, durante esse período, o corpo passa a reter líquidos e, além disso, o deslocamento desses líquidos dentro do organismo fica facilitado. Devido a esses efeitos que alguns hormônios têm no corpo durante o período pré-menstrual, uma grande quantidade de água acaba indo para as mamas. Isso aumenta o seu volume e, consequentemente, causa dores nos seios, sensação de inchaço e aumento de peso.

Os níveis de estrogênio irão se elevar durante o ciclo menstrual até que chegue o dia da ovulação, entre o 10º e o 20º dia do ciclo dependendo do tamanho do ciclo menstrual (saiba como calcular período fértil) e nos dias seguintes à ovulação ocorre uma ligeira queda nos níveis de estrógeno e elevação nas taxas de progesterona o que caracteriza a segunda fase do ciclo menstrual, que dura de 12 a 14 dias.

Essa alteração, quando muito brusca, pode causar levar a sintomas como os seios sensíveis e inchados. 


É normal sentir dor no seio após a menstruação?


A dor nas mamas é mais comum no período pré-menstrual (entre três e sete dias antes da menstruação) e costuma desaparecer com a chegada do fluxo, período em que as mamas voltam ao normal e o desconforto desaparece. Contudo, a persistência de dor pode ser um sinal de alerta. Mesmo quando não está relacionada com a menstruação, a dor nos seios costuma ser benigna e não requer tratamento, mas é importante estar atenta para a presença de nódulos ou lesões nas mamas, que podem indicar a existência de algo mais grave.

Seios doloridos durante a ovulação


É uma condição que pode também ser atribuída às alterações hormonais que ocorrem em torno do momento da ovulação. Existe um grande número de mulheres que relatam esse como sendo um dos sintomas durante a ovulação, assim sendo, pode ser considerado como uma ocorrência comum. 

Para confirmar se a dor nos seios está ligada à ovulação, é importante observar os sinais de ovulação como muco cervical, temperatura corporal basal, ou utilizar outras ferramentas, como testes de ovulação, que ajudem a saber se está ovulando (Como sei se estou ovulando?) Se a dor da mama também ocorre em torno do mesmo tempo  você pode estar certo de que a ovulação de fato está causando isso. Caso não haja sinal de ovulação, então a dor  pode ser devido a um desequilíbrio hormonal (dominância de estrogênio na maioria dos casos). Nesse caso, esta dor continua por mais de um par de meses e você pode precisar de um tratamento para equilibrar seus hormônios e obter o seu ciclo menstrual regulado.


Como evitar as dores nos seios?


Não existe um tratamento para as dores nos seios quando está está ligada a eventos fisiológicos como a menstruação ou a ovulação. No entanto, você pode tomar certas medidas para minimizar a dor e desconforto. Isso inclui a aplicação de compressas frias para a área da mama. Mesmo sendo algo natural e que toda mulher está suscetível a passar, existem alguns fatores que podem agravar esses sintomas. Portanto, para evitar a dor nos seios, siga algumas dicas:

  • Evite estresse emocional: faça alguma atividade que seja prazerosa para você como, por exemplo, caminhar, praticar esportes, passear, ler, assistir a um filme, etc.
  • Evite ingerir em excesso chocolates e achocolatados
  • Evite refrigerantes (principalmente aqueles à base de cola)
  • Evite o consumo de chás preto e mate
  • Evite o excesso de café
  • Evite coco
  • Evite vícios de postura e esforço físico em excesso
  • Seja otimista e alegre
  • Evite fumar
  • Evite beber em excesso
  • A sua alimentação deve ser saudável e variável.


É importante salientar que qualquer dor nos seios ou outros sintomas que sejam muito intensos, devem ser avaliados por um especialista. É sempre o melhor prevenir do que remediar. Até a próxima!


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