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sexta-feira, 5 de maio de 2017

O que é vesícula vitelina?


Após a confirmação da gravidez com exame de sangue (Beta hCG) ou como teste de farmácia, fazer exame de ultrassom é o momento mais esperado. Algumas vezes, por ser feito muito cedo, não há possibilidade de ver o embrião. Quando isso acontece, a primeira observação para saber se a gravidez está encaminhando bem é a presença do saco gestacional e também da vesícula vitelina. 

O que é vesícula vitelina? 


A vesícula vitelina ou vitelínica, ou saco vitelínico, é uma bolsa constituída de um nutriente, denominado vitelo. Ligada ao intestino embrionário e ao embrião por meio de ductos, este auxilia nos processos relativos à alimentação do indivíduo em formação. Isto é possível porque ele envolve o vitelo; as células derivadas do mesoderma digerem seus componentes e estes são distribuídos para os vasos sanguíneos do embrião, formados a partir do mesoderma.



Imagem de ultrassom transvaginal de um embrião de cerca de 5 semanas. O embrião é apenas o pequeno ponto branco! O anel branco sobre o qual o embrião está é uma estrutura chamada vesícula vitelina, responsável pela nutrição do bebê nesta fase.


Formação da vesícula vitelina


A vesícula vitelina se forma no início do desenvolvimento embrionário e no final da segunda semana de desenvolvimento embrionário já adquiriu uma forma definitiva, sendo formado por endoderma revestido externamente por mesoderma extra-embrionário. No início do terceiro mês, observa-se que a vesícula vitelina diminui e adquire um aspecto periforme, estando ligada ao intestino médio pelo pedículo do saco vitelino. No inicio do 5º mês a vesícula vitelina é muito pequena e posteriormente é praticamente impossível visualizá-la.

Funções da vesícula vitelina:


1 – transferência de nutrientes para o embrião, na 2ª e 3ª semanas de desenvolvimento enquanto se processa a circulação uteroplacentária;

2 – da 3ª a 5ª semana de desenvolvimento a vesícula vitelina tem função hematopoiética, isto é, formadora dos elementos do sangue. Somente na 6ª semana é que o fígado inicia sua função hematopoiética;

3 – durante a 4ª semana, parte dorsal da vesícula vitelina é incorporada ao embrião como intestino primitivo;

4 - na 3ª semana, a parede da vesícula vitelina forma as células germinativas primordiais que posteriormente migram para as gônadas onde originam as células germinativas (espermatogônia ou ovogônia).

Vesícula vitelina hidrópica


A vesícula vitelina realiza a transferência de nutrientes para o bebê antes de o cordão umbilical ser desenvolvido. A partir do momento em que o cordão aparece (em torno da 12ª semana), a vesícula vitelínica desaparece. Na quinta semana, ela mede cerca de 3 mm de diâmetro. Em casos de vesículas vitelínicas hidrópicas (maior que 7 mm), elas não somem e o embrião não faz a ligação com o cordão umbilical e não se desenvolve.

Quando o médico faz esta constatação por meio de um ultrassom, ele costuma pedir outro exame para confirmar o diagnóstico. De qualquer forma, é o médico quem determinará o que deve ser feito quando se tem o diagnóstico de vesícula vitelina hidrópica ou de gravidez anembrionária.

O que esperar no ultrassom nas primeiras semanas de gestação?


05 semanas – o saco gestacional é visível à ultrassonografia transvaginal.

06 semanas – a vesícula vitelina é visível à ultrassonografia transvaginal.

O encontro da vesícula vitelina, que é uma estrutura fetal, confirma a gestação intrauterina.

07 semanas – o embrião é visível à ultrassonografia transvaginal. O batimento cardíaco fetal já poderá ser ouvido.

No início, a frequência cardíaca permanece por volta de 100 batimentos por minuto e após passa a 180 batimentos por minuto. Com o avançar da gravidez, se localiza na faixa de 120 a 160, normalmente utilizada para o acompanhamento da gestação.

07-08 semanas – movimentos fetais suaves e discretos podem ser vistos.

11-12 semanas – a cabeça fetal já pode ser visualizada.

12 semanas – a placenta é visível à ultrassonografia transvaginal.

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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Gravidez Química - O que é?



É comum depois de um tempo tentando conquistar o positivo se deparar com uma expressão que muitas mulheres não conhecem bem: gravidez química. E muitas pré-mães ficam se perguntando se poderia ter sido evitado e se foi alguma atitude dela que fez com que a gravidez não se desenvolvesse. Conheça um pouco mais a respeito desse assunto:

O que é gravidez química?


Gravidez química ocorre quando a mulher fica apenas alguns dias grávida. Nesse caso houve a fecundação do óvulo por um espermatozoide, e o hormônio da gravidez (hCG) começou a ser produzido. Muitas mulheres, principalmente as que não estão tentando engravidar, não fazem nem ideia de que engravidaram. Normalmente são as tentantes que fazem o teste mais cedo, antes do atraso, que percebem um teste positivo, geralmente com uma linha bem fraca, indicando que a gravidez está bem no início. A decepção costuma ser seguinte ao novo teste mas agora, com resultado negativo. Algumas mulheres costumam achar que o teste indicou um falso positivo, mas que na verdade, tratava-se apenas de uma gravidez que não evoluiu. Saiba mais sobre Teste de Gravidez.

Qual a causa da gravidez química?


O corpo tem mecanismos para garantir que uma gravidez inviável não evolua. Problemas com os cromossomos, que podem ser devido a algum distúrbio hormonal, são a maior parte das causas de gravidez química. Uma outra causa pode ser infecção que pode ser tratada com antibióticos prescritos pelo médico. Algumas vezes a gravidez teve problemas na fase de implantação, que pode ser pelo local em que o embrião se implantou, como é o caso da gravidez ectópica ou pela falha na implantação durante a nidação, neste caso podendo ser por causa de um endométrio atrófico.  Defeitos genéticos também levam  a gravidez química. Alguns defeitos genéticos dos pais ou até mesmo a má combinação genética do casal pode levar a uma gravidez química, mas que necessita de investigação detalhada para ser confirmada. 



Outro aspecto que pode fazer com que a gravidez não evolua é quando existem anormalidades uterinas, tais como fibroides (também conhecidos como mioma, leiomioma, e fibromioma) presentes no útero, no momento da implantação. Estes podem ser detectados através de testes.

Devo me preocupar caso tenha uma gravidez química?


Normalmente, quando há gravidez química o hCG deixa de ser produzido e a gravidez é interrompida espontaneamente. Com a queda no hormônio, a menstruação deve descer normalmente depois de alguns dias, sem que haja necessidade de intervenção médica. Se a menstruação não aparecer em até uma semana, então é necessário procurar o médico.

Muitos médicos não consideram a gravidez química como uma perda, já que ela costuma ser interrompida no período que seria normal ocorrer a menstruação. Mesmo que seja feito um exame de ultrassom, não há tempo suficiente para que o saco gestacional possa a ser visualizado, ao contrário do que acontece no aborto espontâneo e na gestação anembrionaria

Não há restrições para voltar a tentar engravidar novamente no próximo ciclo, embora os sentimentos possam ser confusos já que houve a euforia de ver um resultado positivo seguido de outro negativo. É importante, olhar o aspecto positivo dessa experiência, que é a confirmação de que se houve uma gravidez química, uma nova gravidez, dessa vez viável e que se desenvolva tranquilamente é mais que possível. 

Como saber se houve uma gravidez química?


Em geral, a gravidez química é descoberta depois de um teste de gravidez positivo e quando novo teste é feito, o resultado é negativo, ou quando a menstruação vem depois de poucos dias de atraso apesar do teste positivo. Assim, os testes que ela realizar após a menstruação terão resultados negativos. 

Exemplo de teste positivo que pode indicar gravidez química


É comum que o teste positivo, no caso de gravidez química, seja menos intenso que o teste feito após um tempo de atraso menstrual, de forma que a linha do teste (no caso de teste de farmácia) seja muitas vezes quase imperceptível. No caso de uma gravidez que se desenvolva normalmente, o teste positivo em geral irá escurecer mais em relação aos primeiros testes feitos. 

Outro sintoma é que o sangramento pode ser mais intenso do que o comum e durar mais de cinco dias. 

No sangue menstrual pode conter resíduos do embrião, por isso a intensidade aumenta. Na maioria dos casos não há dor ou sintomas associados a gravidez, pois o problema ocorre ainda nos primeiros dias, então é difícil prever uma gravidez química, a não ser que se realize exames adicionais.

Como tratar uma gravidez química?


Infelizmente não há como tratar uma gravidez química. No caso de passar por essa experiência deve-se procurar alguém com quem possa falar a respeito e tentar entender mais sobre o assunto de forma a se acalmar. Muitas mulheres podem se culpar e achar que a perda do bebê foi por descuido próprio, o que NÃO é verdade. É preciso seguir em frente, sabendo que da mesma forma que uma gravidez começou seu processo mas foi interrompida, outra poderá seguir o curso normal e logo o sonho de ser mãe será realizado. Até a próxima!



Infertilidade Sem Causa Aparente - ISCA

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Gravidez Ectópica


Infelizmente nem sempre o positivo significa que o sonho de ter um bebê será realizado. É o caso quando ocorre uma gravidez ectópica. Esse tipo de gravidez pode não se desenvolver, mesmo em alguns casos, o corpo se encarrega de encerrar a gravidez, normalmente é necessário intervenção médica. Saiba identificar os sintomas e como agir em caso de suspeita.

O que é gravidez ectópica?


A palavra ectópico significa descolado de lugar ou posicionado fora do lugar correto. Dessa forma então definimos gravidez ectópica em uma gravidez que ocorre fora do lugar correto, ou seja, fora do útero.  

Gravidez ectópica na tuba uterina

Muitas pessoas afirmam que gravidez ectópica e gravidez tubária é a mesma coisa. Mas como vimos anteriormente, a gravidez ectópica é a gravidez que ocorre fora do útero, de forma que não necessariamente apenas nas trompas ou tubas uterinas. Assim, toda gravidez tubária é ectópica, mas nem toda gravidez ectópica ocorre nas trompas. Isso mesmo! Há casos de gravidezes que ocorreram na cavidade abdominal, por exemplo. Embora sejam casos raros, devemos fazer a distinção entre gravidez ectópica e gravidez tubária. 

Os tipos de gravidez ectópica variam entre tubário (98% dos casos), intersticiais ou cornuais (no corno esquerdo ou direito, pontas localizadas na parte de cima do útero), cervicais (no colo do útero), ovarianas e abdominais. 




A única gravidez ectópica com chances de gerar fetos vivos é a abdominal. Nesse tipo de gravidez, quando não há abortamento (normalmente até o 5º mês), boa parte dos nascituros possuem retardo mental, em função da oxigenação ineficiente.

Quais são os sintomas?



Na maioria dos casos, a gravidez ectópica apresenta os mesmos sintomas de uma gravidez tópica (no útero). Embora possa ser assintomática (sem sintomas), os sinais comuns são cansaço, náuseas e tonturas, mamas mais sensíveis, podendo haver ausência ou não do fluxo menstrual. Há casos em que não se desconfia de gravidez justamente por apresentar sangramento semelhante ao do ciclo menstrual, e como os demais sintomas de gravidez também podem indicar outros diagnósticos, a gravidez poderá demorar mais para ser identificada.


Pode-se desconfiar de gravidez ectópica quando os sintomas iniciais de gravidez vêm acompanhados de dor intensa de um lado da barriga e sangramento vaginal semelhante ao fluxo menstrual, que pode evoluir para dor mais intensa que afeta todo o abdômen, ou dor durante a relação sexual ou exame ginecológico, dor no pescoço, ombro e desmaio.


Quais são as causas?


Quando um óvulo é fecundado, o zigoto geralmente leva entre quatro e cinco dias para percorrer a trompa até o útero, onde se implanta e começa a se desenvolver. A maior parte dos casos de gravidez ectópica se dá pela obstrução na passagem da tuba uterina, que pode bloquear total ou parcialmente a passagem do óvulo, fazendo-o implantar-se na própria tuba. Outros fatores que podem retardar ou impedir a passagem do óvulo, incluem causas inflamatórias e suas conseqüências, os tumores ou anormalidades do desenvolvimento das trompas e as cirurgias sobre as trompas. Os hormônios, já que níveis elevados de estrógeno ou progesterona podem imobilizar a musculatura e os cílios da tuba, fazendo com que o ovo se desprenda no tempo errado e fecunde em local impróprio. Drogas hormonais como as indutoras da ovulação e a progesterona usada em mini-pílulas, a pílula do dia seguinte e o DIU contendo progesterona e também por causa do processo de envelhecimento da mulher. 



Quem corre mais riscos de gravidez ectópica?



Fatores que estão relacionados a maiores chances de desenvolvimento de gravidez ectópica incluem:

  • Gravidez ectópica anterior
  • Cirurgias nas trompas como laqueadura
  • Técnicas de reprodução assistida
  • Tabagismo
  • Processos inflamatórios ou infecciosos prévios como a inflamação nas trompas uterinas (salpingite) ou a infecção do útero, das tubas uterinas ou dos ovários (doença inflamatória pélvica), a exemplo de infecções ocasionadas por Gonorreia ou Clamídia.
  • Alterações estruturais ou anatômicas nas trompas ainda que sejam ocasionadas devido à procedimentos cirúrgicos (reversão de laqueadura por exemplo). 
  • Uso de DIU


Como diagnosticar?



Através de avaliação do histórico menstrual da paciente como alterações do último ciclo, atraso, modificações no fluxo, período fértil. 

O exame físico do abdômen é feito para determinar se está hipersensível à palpação. Também através do toque bimanual, onde percebe-se que o útero poderá estar discretamente aumentado ou normal. 

Exames complementares como dosagem de beta-HCG cerca de sete a dez dias após a ovulação. Na gravidez tópica, os níveis do hormônio tende a dobrar a cada 48 horas, caso essa elevação não ocorra, pode-se desconfiar de gravidez ectópica. 

Com o exame de Ultrassonografia (USG) para tentar localizar o concepto. Se ele não for encontrado, há anormalidade. Outros achados anormais à ultrassonografia incluem: massa anexial, líquido livre na cavidade peritoneal, saco gestacional com batimentos cardiofetais. 


Com o Doppler colorido transvaginal tem uma sensibilidade de 96% e uma especificidade de 93% no diagnóstico da gravidez ectópica. (indicando o melhor exame complementar para fechar o diagnóstico).

Em alguns casos, somente a laparoscopia possibilita o diagnóstico definitivo da gravidez abdominal, permitindo o diagnóstico de 90% dos casos. 

Qual o tratamento?


Por se tratar de uma gravidez inviável, infelizmente o tratamento é a interrupção da gravidez, na maioria dos casos. Quando diagnosticada precocemente, pode-se fazer uso de metotrexato injetável para evitar o crescimento das células e destruir as células já existentes do tecido ectópico. Após a aplicação da medicação, seu médico monitorizará a dosagem da gonadotrofina coriônica humana (hCG) de forma quantitativa. Caso a dosagem do hCG permaneça elevada, possivelmente deverá ser feita uma nova aplicação de metotrexato. Essa medicação é um antagonista do ácido fólico altamente tóxico a tecidos em rápida replicação. Deve ser utilizada em casos específicos (geralmente gestações ectópicas íntegras com diâmetros pequenos). 
Em outros casos, a gestação ectópica poderá ser tratada com a cirurgia laparoscópica. Nesse procedimento uma pequena incisão é feita na região abdominal, próximo à região umbilical. O médico introduz um pequeno instrumento contendo uma câmera e luz (laparoscópio) para visualizar a cavidade abdominal. Outros instrumentos podem ser inseridos na cavidade abdominal por meio desse pequeno instrumento ou por meio de outras pequenas incisões que podem ser realizadas nas regiões inguinais. O tecido ectópico é removido por meio de salpingectomia (retirada completa da tuba uterina) ou salpingostomia (retirada do tecido ectópico, mantendo a tuba uterina).

Caso a gestação ectópica apresente sangramento abdominal aumentado ou ruptura da tuba uterina (levando a quadros de instabilidade hemodinâmica), você deverá ser submetida a uma cirurgia de emergência por meio de incisão laparotômica. Nesses casos, raramente a trompa é mantida (opta-se nesses casos pela realização de salpingectomia).

Caso haja suspeita de gravidez ectópica é importante que um médico seja consultado o mais rápido possível. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico melhor para a paciente. Quando o teste de gravidez, de urina ou de sangue, não apresenta evolução nos níveis de hCG, também é bom consultar o médico. No caso do teste de farmácia é possível observar se a linha de teste fica mais escura dias depois de primeiro teste positivo ou no caso de exame de sangue, pode-se optar por fazer o exame de Beta hCG quantitativo para comparar os valores detectados. Sempre que suspeitar de qualquer problema o melhor é sempre buscar ajuda especializada. Até a próxima!