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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ovulação Precoce


O ciclo menstrual pode sofrer várias alterações durante a vida fértil da mulher. Essas variações podem decorrer da ovulação, não ovulação (ciclos anovulatórios), alterações hormonais e até emocionais. Em se tratando da ovulação, é mais comum que ocorra a ovulação tardia, porém hoje falaremos de Ovulação Precoce, também chamada de ovulação antecipada ou ovulação adiantada. Embora menos comum que a ovulação tardia, ela pode afetar diretamente a mulher que deseja engravidar. Entender esse processo ajudará aquelas que passam por isso a planejarem melhor momentos de namoros, facilitando com que haja a concepção.


O que é ovulação precoce?


A ovulação nada mais é do que momento em que o folículo ovariano amadureceu e foi liberado para a fecundação e posterior implantação do embrião. Normalmente a ovulação acontece no meio do ciclo menstrual. Por exemplo, se o ciclo menstrual de uma mulher dura 28 dias (a duração média do ciclo), então a ovulação irá ocorrer aproximadamente no 14º dia. O período que um óvulo leva para amadurecer varia de mulher para mulher. Em alguns casos, a maturação leva mais tempo e a ovulação ocorre ao final do ciclo menstrual (ovulação tardia), noutros casos ela pode ser observada logo após a menstruação, ou seja, ocorre precocemente.


A ovulação precoce é um processo natural no corpo de uma mulher quando um óvulo maduro é liberado do folículo após 8 ou 10 dias após o início da menstruação. 


O que causa a ovulação precoce?


Vários são os fatores que podem afetar a maturação precoce dos óvulos:

  • Alterações em hormônios como a progesteronaestrogênio,  hormônio luteinizante (LH), até mesmo estresse (seja bom ou não), ou problemas no hipotálamo e na glândula pituitária afetam a saúde geral da mulher. Muito estresse e problemas no hipotálamo e glândula pituitária desencadeiam um aumento no hormônio luteinizante (LH), fazendo com que os ovários liberem o óvulo antes que ele esteja maduro.
  • Alterações no ritmo de vida ou no ambiente normal para o corpo, bem como alimentos. 
  • Idade. Como a quantidade de óvulos é naturalmente reduzida com a idade (Reserva Ovariana), o hormônio folículo estimulante (FSH) sobe mais fazendo com que o organismo selecione um folículo dominante para a ovulação antes que ele esteja de fato maduro e em condições de ser fertilizado. No entanto, enquanto a fase folicular durar pelo menos 12 dias e o resto das fases do ciclo menstrual forem equilibradas, isso não é um problema.


Pode também ser indicação distúrbios metabólicos e insuficiência hormonal, em alguns casos, pode indicar violações no trabalho dos ovários. Na maioria das vezes essas patologias observadas em mulheres com um ciclo menstrual irregular. Qualquer hábito (tabagismo, alcoolismo, consumo excessivo de café) e certos medicamentos podem perturbar o ciclo menstrual. Dieta e perda de peso dramática pode ser uma razão que não ocorre a concepção. Por isso, muitas vezes elas não podem engravidar. 


Quando a ovulação precoce atrapalha engravidar?


Nem sempre a ovulação precoce será motivo de preocupação. Quando a fase folicular (maturação do óvulo) dura pelo menos 12-14 dias, não há motivos para preocupação. No entanto, se o gráfico de temperatura basal ou os testes de ovulação indicarem que a mulher está ovulando no 11DDC (11º dia do ciclo) ou antes disso, provavelmente o folículo não está tendo tempo de se desenvolver adequadamente para ser fertilizado. Essa ovulação adiantada pode vir acompanhada de pouco ou nenhum muco cervical e um endométrio fino demais para segurar o óvulo recém fertilizado, dificultando a implantação do embrião (Nidação). 


Diagnóstico da ovulação precoce


Para saber se a mulher está tendo uma ovulação prematura, deve ser feito um acompanhamento do ciclo menstrual através de exames de ultrassom, medição de temperatura basal ou testes de ovulação. Quando a mulher tem um ciclo curto, é necessário avaliar se este se deve a uma fase folicular deficiente ou não, ou se o problema está na insuficiência da fase lútea

Dicas de como aumentar a fase folicular


Cada organismo reage de uma forma mas utilizando algumas dicas naturais, pode-se ajudar a alongar a fase folicular:

Pare de fumar! O tabagismo está associado à insuficiência ovárica prematura, problemas de ovulação, aumento do risco de aborto espontâneo, gravidez ectópica, diminuição da contagem de folículos e danos ao DNA nos folículos. Fumar é uma má notícia para a sua fertilidade e pode estar ligada a uma fase folicular encurtada.

Reduza o álcool e a cafeína. Esses alimentos estressam o organismo. Tanto o álcool quanto a cafeína perturbam a função hormonal, podendo levar à ovulação precoce e aumentar as chances de uma gravidez de risco. Se você precisa de uma bebida quente todos os dias, tome chá de folha de amora! 

Reduza e gerencie o estresse. Se você está sob muito estresse, isso pode afetar seu ciclo menstrual e teus padrões de ovulação. Tente terapias de gerenciamento de estresse como meditação, respiração profunda ou aromaterapia. Você vai se sentir melhor usando essas terapias e também estará aumentando a fertilidade.

Use fitoterápicos. Os fitoterápicos são medicamentos de origem medicinal, que ajudam a equilibrar os hormônios femininos de forma a regular o ciclo menstrual. Alguns fitoterápicos que podem auxiliar são: Dong quai (Angelica sinensis), Vitex (Vitex agnus-castus), Tribulus (Tribulis terrestris)  e Folliculinum e Ovarinum CH6

É importante então a mulher monitorar cuidadosamente a saúde. Para que caso existam alterações hormonais, ela possa adequar melhor o período fértil e assim chegar ao tão sonhado positivo. Até a próxima!

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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Cisto Folicular


Os cistos ovarianos são processos naturais, que ocorrem na vida das mulheres em idade fértil. Os denominados cistos funcionais ou foliculares são formados pelos óvulos em desenvolvimento, que acumulam líquido ao seu redor e ficam maiores quando chega o período ovulatório.


O que é um cisto folicular?



Trata-se de um cisto funcional, ou seja, ele acontece devido ao processo ovulatório. Todo mês a mulher desenvolve um folículo ovariano que irá se desenvolver e quando atingir o amadurecimento adequando, o óvulo é liberado. No caso do cisto folicular, não houve a liberação do óvulo (folículo não roto) e ele continua crescendo até tornar-se um cisto. O cisto folicular geralmente se forma durante a ovulação e pode crescer até o diâmetro de 5,8 centímetros.

O que causa o cisto folicular?


A causa do cisto folicular geralmente é um desequilíbrio hormonal, o que leva interrupção do processo normal da ovulação. O cisto folicular geralmente cresce em um curto período de tempo, e em seguida, com a restauração de seu desenvolvimento hormonal normal, desacelera. Aos poucos, o cisto começa a diminuir de tamanho, e logo desaparece.

Além de distúrbios hormonais, outras causas de cistos foliculares podem ser: 

  • doenças inflamatórias
  • de apêndices
  • violação dos ovários relacionadas com o aborto
  • tratamento a longo prazo de infertilidade com o uso de drogas hormonais
  • doenças sexualmente transmissíveis
  • Tensões fortes


Quais os sintomas dos cistos foliculares?


Os sintomas de cistos foliculares depende de seu tamanho, atividade hormonal, bem como alterações relacionadas com a esfera sexual. Os pequenos cistos cujo tamanho não exceda 4-5 com, geralmente não apresentam sintomas clínicos. Contudo, os cistos foliculares de grande porte (de 6 a 10 cm) podem se manifestar como:

  • Corrimento claro abundante no trato genital, sem cheiro.
  • O surgimento de hemorragia intermenstrual (em casos raros)
  • Dor no abdômen, com piora antes do início da menstruação.
  • Náusea ou vômito
  • Mudanças no comprimento do seu ciclo menstrual


Dores súbitas e intensas na parte inferior do abdômen, acompanhada de náuseas e/ou febre devem ser avaliadas imediantamente pelo médico pois pode indicar a ruptura do cisto folicular!

Os sintomas de um cisto hemorrágico, que rompeu,  são frequentemente semelhantes aos da apendicite. A dor pode ser bem intensa.

Diagnóstico e tratamento dos cistos foliculares


Normalmente o cisto folicular é diagnosticado durante os exames ginecolígicos de rotina. E como a maioria dos cistos foliculares são assintomáticos e somem sozinhos, sem tratamento, o médico pode preferir esperar para que o mesmo suma, onde é necessário apenas um acompanhamento  
para ter certeza de que ele não está crescendo. Esse monitoramento é feito através de ultrassonografia.

Há casos em que a paciente está sofrendo com dor na parte inferior do abdômen ou outros sintomas e o diagnóstico vem com um exame pélvico para identificar a causa. Dependendo do quadro, além do ultrassom o médico pode solicitar ressonância magnética. Pode-se também optar pela análise de marcadores dos tumores benignos, bem como avaliação hormonal (estrogênio, progesterona, LH e FSH).


O tratamento será de acordo com as expectativas da paciente. Quando o cisto é pequeno, costuma-se realizar apenas um acompanhamento por 3-4 meses até que o cisto tenha sumido. No caso em que cisto folicular se repete ou aumenta de tamanho, a mulher recebe a prescrição contraceptivos orais combinados. E em último caso, recorre-se à intervenção cirúrgica.

O método mais eficiente e preciso de diagnóstico de cistos ovarianos é laparoscopia. A grande vantagem da laparoscopia é que você pode imediatamente realizar a remoção cirúrgica do cisto durante a inspeção. Por laparoscopia é utilizada apenas em casos em que os outros tratamentos não trouxeram o efeito desejado.   

Prevenção da formação de cistos ovarianos


Para evitar a formação de cistos ovarianos as mulheres devem estar atentas à sua saúde. Realizar exames preventivos regulares no ginecologista, com o tratamento precoce de doenças inflamatórias dos órgãos pélvicos, correção hormonal permitem prevenir o desenvolvimento de estruturas nos ovários. Em casos de cistos ovarianos recorrentes, é necessário identificar e eliminar a causa da recorrência da doença.

Cistos detectados durante a gravidez requer que a paciente consulte com mais frequência do que o habitual o ginecologista, a fim de evitar o desenvolvimento de complicações. Até a próxima!

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O que é folículo ovariano?


Entender os pormenores da ovulação ajuda muito nas tentativas de engravidar. Algumas pessoas, embora saibam o que é ovulação, nem sempre conhecem mais detalhadamente como acontece esse processo. Vamos falar mais a respeito da ovulação e dos folículos ovarianos neste post.

O que é um folículo ovariano?


O folículo é a unidade básica do sistema reprodutor feminino. Um folículo é um óvulo revestido que se desenvolve a partir das células germinativas que revestem a superfície do ovário. O número e o tamanho dos folículos irá variar de acordo com a idade e o estado de reprodução da mulher. Com o passar dos anos o número de folículos vão diminuindo devido a ocorrência da apoptose que nada mais é do que a morte de células, mas este processo é normal e ocorre em todos os seres humanos. Também chamado de folículo de Graaf, folículo ovariano se maturam na fase secretora para que ocorra o ciclo reprodutivo da mulher.

Etapas de desenvolvimento do folículo ovariano


A formação do folículo começa antes mesmo do nascimento, ainda na formação dos ovários. Nessa fase, os ovários contêm os chamados folículos primordiais. Quando a mulher nasce, sua reserva ovariana contém todos os óvulos que liberará durante toda sua vida fértil. Os folículos permanecem num estágio "adormecido" até que passem pelo desenvolvimento da ovulação. Leva de seis meses a um ano para que um folículo primordial chegue a um folículo maduro preparado para a ovulação. Em cada fase do desenvolvimento folicular, muitos dos folículos param o desenvolvimento e morrem. Nem todo folículo primordial passará por cada estágio. Menos de 1% consegue liberar um óvulo maduro.  A cada ciclo menstrual vários óvulos imaturos são perdidos.

Recrutamento folicular


Poucos dias antes e durante a menstruação, alguns hormônios produzidos pelo nosso cérebro enviam um comando ao ovário para que os folículos se desenvolvam, cresçam e ovulem. Isto é denominado recrutamento folicular. Mensalmente cerca de 100 folículos respondem a esse estímulo hormonal, apesar de vermos menos deles ao ultrassom, pois a maioria ainda é microscópica. Porém, apenas um deles irá conseguir crescer adequadamente e ovular. Este é o folículo dominante, o melhor selecionado pela natureza naquele mês.

O que é folículo dominante?


O ciclo menstrual é dividido em duas partes: fase folicular (que vai da menstruação até a ovulação) e fase lútea (após a ovulação).

Durante a fase folicular o corpo vai fazer com que os folículos cresçam para que um (ou dois) deles esteja maduro o suficiente para liberar um óvulo. Cada folículo vai crescendo de forma independente. Isso significa que a uma certa fase do ciclo um deles estará maior que os outros. Esse folículo que cresceu mais é chamado de folículo dominante. Apenas em casos especiais, como quando há o uso de medicamentos indutores de ovulaçãoé que vários folículos podem crescer até o estágio ovulatório. É a chamada Ovulação Dupla ou Múltipla

Quanto mede um folículo dominante?


O folículo ovariano pode ser medido durante o controle de ovulação, através de um exame de ultrassom. Normalmente seu tamanho é determinado em milímetros (mm). 

Os folículos crescem em média 2mm por dia e se rompem em média entre 19 e 23mm. Quando se utiliza um indutor de ovulação, esse valor pode aumentar para cerca 28mm a 31mm ou até mais.

Através do controle da ovulação além de avaliar se há algum folículo dominante, pode-se indicar a data da provável ovulação e também é possível induzir a liberação do embrião com injeção de gonadotrofina coriônica (hCG).

Os estágios do desenvolvimento folicular são:



Folículo primordial - todos os folículos que estão dentro dos ovários de uma menina recém-nascida. 

Folículos primários - este folículo começa a surgir após a puberdade, por ação dos hormônios, quando se inicia o ciclo sexual.

Folículos secundários - que envolvem a adição de células que iniciarão a produção hormonal.

Folículos terciários - também chamados de folículos antrais (possuem uma cavidade cheia de líquido conhecida como antro) que permitem saber se a reserva ovariana é satisfatória. 

Folículo de Graaf ou folículo dominante - é aquele que está maduro o suficiente para a ovulação.

Ruptura do folículo - o pico do hormônio LH faz com que ocorra liberação do óvulo pelo folículo dominante.

Corpo Lúteo ou Corpo amarelo - é a estrutura que envolvia o óvulo antes da sua liberação. Sua função é enviar progesterona para nutrir o endométrio e consequentemente o embrião implantado.

Corpo Albicans ou Corpo branco - é a cicatriz que permanece após a regressão do corpo lúteo, que ocorre caso não ocorra a gestação.


Visualização de um folículo dominante com ultrassom:



Os cistos foliculares


Se um folículo ovariano não liberar um óvulo durante a ovulação, e continuar a crescer dentro do ovário, torna-se um cisto. Os folículos que liberam o óvulo podem também tornar-se cístico, se o saco não se dissolver e o fluído ficar retido, sob a parede celular. Os cistos ovarianos são normalmente benignos e bastante comum em mulheres após a puberdade, geralmente causando pouco ou nenhum desconforto e muitas vezes desaparecendo sem tratamento. Saiba mais sobre os Cistos Foliculares.



Se cistos ficam muito grande, eles podem empurrar o ovário fora de sua posição normal, o que aumenta as chances dele se torcer. Isso causa uma dor extrema, e requer tratamento cirúrgico para corrigir.

Estimular naturalmente o crescimento folicular


Quando não se pode ou não se quer estimular com medicamentos a ovulação, com injeções ou pílulas, pode-se optar pelo tratamento natural. Alimentos à base de inhame por exemplo, o elixir, chá ou preparados do legume, assumem um papel indutor muito eficiente em quase todos os organismos. Outro alimento rico em estrogênio também, a soja. Mulheres que desejam engravidar devem consumir regularmente principalmente na fase de estímulo da ovulação. Até a próxima!


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Ciclo Menstrual Curto





sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Ovulação Dolorosa


Os incômodos do ciclo menstrual são diferentes para cada mulher. Algumas terão a felicidade de passar pelo período sem qualquer sintoma significativo, outras poderão sentir apenas os incômodos pré-menstruais. Algumas vezes mesmo o período ovulatório é acompanhado de dor. Entenda a causa e quais os tratamentos que podem ser feitos para aliviar a dor durante a ovulação. 

O que é ovulação dolorosa?


A ovulação é liberação do óvulo pelos ovários para possibilitar a fecundação e assim acontecer a gravidez. Depois de liberado, o óvulo tem uma sobrevida de 12 a 24 horas, após esse tempo começa a desintegrar-se se não for fertilizado por um espermatozoide. Normalmente a mulher ovula cerca de 2 semanas depois da chegada da menstruação. Na maioria das vezes as mulheres não sentem nada durante a ovulação e, portanto tem que confiar em outras maneiras de determinar o seu dia da ovulação. No entanto, existem muitas mulheres que experimentam a dor em seu abdômen inferior bem como na região pélvica quando ovulam. Esta é uma ocorrência muito comum e isto é quase 20% das mulheres que sofrem esse problema. 


O que causa a ovulação dolorosa?


O termo médico para este problema é Mittelschmerz que é uma palavra alemã que significa "dor do meio" ou "dor de ciclo médio". Durante a ovulação, juntamente com o óvulo, algum  fluido folicular, bem como uma pequena quantidade de sangue é liberado do ovário. Embora este sangue seja absorvido pelo corpo, por vezes pode irritar a parede abdominal causando a dor no estômago. A dor de ovulação pode ser um sintoma secundário de outras causas, as mais comuns são:

Cistos nos ovários - os cistos podem se formar ou se romper durante o período ovulatório. Mulheres com SOP (Síndrome de Ovários Policísticos) podem ter dor devido aos múltiplos cistos. 

Endometriose - trata-se de uma doença inflamatória que afeta os ovários e as trompas de Falópio. Ela também pode causar dor durante a ovulação. Conheça mais sobre Endometriose aqui

Aderências de cirurgia prévia - algumas cirurgias, como a apendicite, podem deixar aderências e tecidos com cicatrizes que causam dor, limitação dos ovários e estruturas adjacentes. 


Infecção ou inflamação - infecções e inflamações na região pélvica podem causar dor durante a ovulação. Um exemplo é a clamídia, que pode provocar inflamação dos tubos, cicatrizes e doença inflamatória pélvica. Ela também pode causar uma condição conhecida como hidrossalpinge, em que as trompas de Falópio são obstruídas. 

Medicamentos para indução de ovulação - os medicamentos indutores de ovulação poderão causar dor por causa do estímulo maior dos folículos ovulatórios. 


Quais os sintomas da ovulação dolorosa?


A dor durante a ovulação pode se apresentar semelhante às cólicas menstruais e pode ocorrer tanto do lado direito como do lado esquerdo, na direção dos ovários. Dependerá de qual ovário liberou o óvulo. Além disso, a dor pode mudar de um lado para o outro em cada ciclo. A dor pode ser sentida também como pontadas finas na região pélvica, algumas vezes se apresenta com um leve sangramento de ovulação

Uma forma de identificar se a dor é realmente decorrente da ovulação é observar se ela se repete na maioria dos ciclos, desaparecendo dentro de um dia e não se repetindo até a próxima ovulação. 


Ovulação dolorosa é normal?


Contanto que os sintomas não sejam graves, uma ovulação dolorosa é inofensiva. Isso significa que ela deve ser considerada apenas um incômodo e não algo que atrapalhe as atividades diárias. Qualquer intensificação da dor ou o prolongamento do tempo (mais que um dia) deverá ser informada ao médico para que seja avaliada outras possíveis causas.

Procure imediatamente um médico caso a dor venha acompanhada dos seguintes sintomas:

  • Febre
  • Dor ao urinar
  • Vermelhidão ou inflamação da pele no abdômen ou da pélvis
  • Náusea ou vômito grave
  • Sangramento vaginal intenso
  • Corrimento vaginal anormal
  • Inchaço abdominal


Quando tratar e quais os tratamentos?


Caso os sintomas sejam pequenos ou durem apenas alguns minutos, não há necessidade de nenhum tratamento. Caso os incômodos sejam mais fortes, algumas medidas ajudarão no alívio das dores:

Analgésicos - alguns analgésicos podem ajudar aliviar os sintomas, claro que apenas aqueles que não necessitam de receita devem ser utilizados. Pode-se optar pelos mesmos utilizados para alívio das cólicas menstruais.

Compressas quentes - assim como ajuda com as cólicas menstruais, as compressas quentes ajudam na circulação sanguínea do abdômen, aliviando as dores da ovulação.

Banhos quentes - um banho morno ou quente pode funcionar como a compressa quente, ajudando a relaxar e aliviar os sintomas.

A ovulação dolorosa é uma ocorrência normal (quando a dor não for intensa e prolongada!) e mesmo as mulheres que nunca tiveram sintomas antes podem perceber os sintomas da ovulação dolorosa a partir dos trinta anos. Se os sintomas forem suaves e não acompanhados de nenhum dos sinais listados acima, isso não é um motivo para preocupação. Até a próxima!

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O que é reserva ovariana?


Com o passar dos anos, ter filhos é deixado cada vez para mais tarde. Embora emocionalmente e até financeiramente essa seja uma escolha sensata, biologicamente, nem tanto. Isso porque as mulheres detém melhores taxas de fecundidade até os 35 anos de idade. Após esse período, alguns fatores naturais, como o envelhecimento, começam a influenciar o organismo, diminuindo as chances de gestação. Um desses fatores é a ovulação, já que com passar dos anos a mulher tem a reserva ovariana diminuída. Entenda como isso influencia a fertilidade:

O que é reserva ovariana?



A reserva ovariana é a quantidade de óvulos que a mulher possui quando passa a planejar uma gravidez ou inicia um tratamento para engravidar. Diferente dos homens, que tem uma produção constante de gametas masculinos (espermatozoides), a mulher já nasce com uma contagem de óvulos que, ao longo de sua vida, vai diminuindo.

Reserva ovariana e a fertilidade


O envelhecimento ovariano (também conhecido como reserva ovariana) pode ser definido como a perda da saúde reprodutiva dos ovários e óvulos (oócitos) e está associado a um declínio no número de folículos ovarianos. Os hormônios tornam-se insuficientes, falta ovulação, diminui a fertilidade, as menstruações se tornam irregulares, depois escassas, vão cessando gradualmente e, finalmente, desaparecem completamente de forma irreversível. Este fenômeno é conhecido como menopausa e geralmente ocorre em uma idade média de 51 anos.


As mulheres não fazem novos óvulos após o nascimento. A reserva ovariana decresce com a idade e para algumas mulheres a fertilidade já começa a diminuir a partir dos 30 anos. O grau de declínio varia de mulher para mulher, mas este envelhecimento começa após os 35 anos e permanece de forma contínua até a menopausa.

Conhecendo os números


A mulher nasce com um número determinado de folículos nos dois ovários, cerca de 6 a 7 milhões de folículos, diminuindo gradualmente esse número, por envelhecimento dos óvulos e/ou recrutamento dos folículos para ovulação.

O período de vida intrauterino é marcado por uma perda rápida de folículos, cerca de 50 mil diariamente. Depois até a puberdade este consumo diminui para uma média de 1000 folículos dia. A mulher inicia sua vida reprodutiva então com uma população em torno de 400 mil folículos.

Assim, em uma mulher com 50 anos, com ciclos menstruais ainda regulares, cada ovário contém entre 2.500 a 4.000 folículos residuais já insensíveis às gonadotrofinas.

Como avaliar a reserva ovariana?


A não ser que a paciente peça, normalmente os ginecologistas costumam indicar a avaliação da reserva ovarina à mulheres inférteis com idade de acima de 35 anos ou àquelas em que haja suspeita de baixa reserva como:
  • Um único ovário
  • Cirurgia ovariana prévia
  • Má resposta a estimulação exógena com gonadotrofinas
  • Exposição a agentes quimioterápicos e radiação


A avaliação é feita através de exames simples de sangue e de imagem por ultrassom. São utilizados métodos de dosagem do FSH, Estradiol, Hormônio Anti-Mülleriano – AMH, Inibina B e Progesterona, além do exame de ultrassom:

Hormônio folículo-estimulante - FSH - Alguns estudos sugerem que o valor de FSH é um importante prognóstico quanto ao sucesso da fertilização in vitro (FIV), baixa resposta à estimulação ovariana e de não gravidez.

Estradiol (E2) - O estradiol é um hormônio secretado pelas células granulosas dos folículos ovarianos e a sua determinação complementa a avaliação da reserva ovariana. Indica-se dosar o estradiol em seus níveis mais baixos, nos primeiros dias do ciclo menstrual. Os valores variam de acordo com a fase do ciclo menstrual. Em um ciclo natural, o E2 tem um pico próximo à ovulação. Porém, os estudos sobre os valores que representam índices de sucesso na FIV são controversos e sugerem que o E2 tem baixo valor preditivo. E2 também pode ser útil na avaliação da Síndrome de hiperestimulação ovariana.

Hormônio Anti-Mülleriano – AMH - O AMH é secretado também pelas células granulosas dos folículos ovarianos. Em geral, concentrações mais elevadas correlacionam-se com boa reserva ovariana. Alguns grupos têm demonstrado correlação entre baixos níveis e menopausa. 

Inibina B - produzida nos folículos, assim com o AMH, e sua concentração oscila no ciclo menstrual. Atua inibindo a produção de FSH na hipófise. Com o envelhecimento, os níveis de FSH aumentam e os níveis de Inibina B e AMH diminuem. Portanto, é um marcador tardio e não deve ser utilizado para avaliar a reserva ovariana ou menopausa

Progesterona - A progesterona eleva-se continuamente com o aumento do LH e permanece baixa durante toda a fase folicular. A sua determinação é também uma avaliação prática da função ovariana, realizada tipicamente 01 semana antes do período menstrual estimado, quando os níveis são fisiologicamente mais altos. Os valores de progesterona inferiores a 3 ng/mL sugerem anovulação, exceto imediatamente após ovulação ou antes da menstruação.

Ultrassonografia transvaginal - Método prático, deve ser feito nos primeiros dias do ciclo menstrual. Por meio da imagem, o especialista conta quantos folículos a mulher tem naquele mês. Menos de dez, indicam baixa reserva; mais de 20, alta. É coberta pelo SUS e por convênios. Conheça o controle de ovulação com ultrassom neste post aqui.


Como engravidar com baixa reserva ovariana?


Caso haja um diagnóstico de baixa reserva ovariana pode-se optar por um tratamento de reprodução assistida:

Mini-FIV: trata-se de um procedimento bastante semelhante à FIV (Fertilização in Vitro), mas com o objetivo de estimular a produção de poucos óvulos (da própria mulher) com mais qualidade do que de grande quantidade, como acontece na FIV. Essa técnica é muito bem aceita, pois não apresenta os efeitos da hiperestimulação ovariana, além de ser mais acessível.

Doação de óvulos: Um procedimento cada vez mais comum entre as famílias que se submetem a um tratamento de reprodução assistida, a doação de óvulos é um tratamento em que uma mulher doadora anônima oferece seus óvulos ao casal, por meio da clínica de reprodução humana que está intermediando o tratamento. Esse óvulo doado é fecundado em laboratório pelo espermatozoide do parceiro da receptora e, após gerar embriões, transferido para o útero da futura mamãe. 


Para as mulheres que querem engravidar mas desejam que isso seja feito mais tarde, há a possibilidade de armazenar os óvulos ou mesmo embriões. Essa alternativa é feita com a indução da ovulação, seguida pela coleta dos óvulos podendo ou não fertilizar esses óvulos e então armazená-los congelados.

Há variações dentre os tratamentos de reprodução assistida, é importante que o especialista consultado determine a melhor opção para a paciente. Cada caso deverá ser analisado individualmente. Embora a baixa reserva ovariana requeira medidas imediatas, felizmente hoje há muitas opções para realizar o sonho da maternidade. É importante lembrar também que mesmo diagnóstico de baixa reserva ovariana, nada impede que ocorra uma gravidez de maneira natural. Jamais perca as esperanças. Até a próxima!







segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ovulação Dupla ou Múltipla


Mensalmente, quando não há nenhuma alteração hormonal, os ovários são estimulados pelos hormônios responsáveis por coordenar cada ação no aparelho reprodutor durante o período menstrual. Uma dessas tarefas é a produção de folículos ovarianos que irão crescer sob a forma de um óvulo que será liberado quando maduro. A liberação do óvulo é chamada de ovulação. 

Cada mês um dos dois ovários libera um óvulo maduro e geralmente dois ovários dividem esta tarefa entre si, ou seja, hora isso ocorre no ovário direito, hora no ovário esquerdo. No entanto, pode acontecer de um ovário liberar mais de um óvulo de uma vez, ou ainda menos comum, quando não há indução da ovulação, os dois ovários produzirem e liberarem simultaneamente óvulos maduros. Esse fenômeno pode ser chamado de Ovulação Dupla ou Múltipla.

Como os ovários funcionam?


As mulheres têm dois ovários; eles estão localizados na pélvis, ao lado do útero. Suas principais funções são liberar os óvulos e produzir hormônios.

Por ocasião do nascimento os ovários contêm milhares de óvulos, cada um deles rodeado por células que evoluem para formar uma pequena vesícula cheia de líquido (folículo). Todos os meses, nas mulheres com ciclos regulares e que estão ovulando normalmente, um desses folículos aumenta até cerca de 20 mm de diâmetro, e então libera um óvulo (ovulação), o qual passa para dentro das trompas de Falópio. Aí ocorre a fertilização, antes do óvulo fertilizado (embrião) continuar até o útero para se implantar no seu revestimento (endométrio) e desenvolver a gravidez. Se nenhum óvulo for fertilizado, o endométrio será eliminado como sangue menstrual 14 dias depois da ovulação.


O ovário também produz muitos hormônios, sendo mais importantes o estrogênio e a progesterona. Os estrogênios promovem o desenvolvimento do endométrio e o o crescimento dos folículos e o desenvolvimento do endométrio, enquanto que a progesterona, que é liberada depois da ovulação, é importante na preparação do endométrio para a gravidez.

O que é ovulação dupla ou múltipla?


O folículo é como a casa do óvulo. Do início da menstruação até a ovulação, esse folículo vai crescendo. Durante o ciclo, cerca de 3 folículos são formados e um deles irá se desenvolver mais que os outros. O folículo que se desenvolve mais é chamado de folículo dominante. Ele é candidato ideal para a liberação do óvulo. 


No caso da ovulação múltipla, dois ou mais folículos se desenvolvem, tornando-se dominantes. Isso pode ocorrer no mesmo ovário ou nos dois ovários simultaneamente. É através da ovulação múltipla que ocorre a gravidez de gêmeos bivitelinos (não idênticos). 



Embora ainda mais raro, mas possível, é a liberação de dois óvulos em datas diferentes. Nesta situação, caso haja fecundação e fixação do dois zigotos no útero, os gêmeos terão idade gestacional distintas. Entenda melhor como se pode engravidar grávida!

Caso a mulher libere mais de um óvulo em um ciclo e tiver mais de um parceiro neste período, então há chances dos bebês gêmeos terem pais diferentes. Até a próxima!

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Trompas Obstruídas: O que é e como tratar?


Motivo de infertilidade, cerca de 35% dos casos, as trompas obstruídas e aderências tubárias, podem dificultar ou mesmo impedir o encontro de óvulo e espermatozoide anulando as chances de gravidez.  A obstrução nas trompas é um problema que pode ocorrer em apenas uma trompa ou nas duas. Contudo, muitas mulheres desconhecem que esse diagnóstico nem sempre é definitivo, ou seja, pode-se tentar a desobstrução. 

Entendendo a função das trompas



As trompas são duas estruturas finas e delicadas situadas na região superior do útero, tem como função receber o óvulo liberado durante a ovulação e permitir o seu encontro com os espermatozoides, pois é nas trompas que a fecundação acontece, após a fecundação devem fazer com que o embrião recém-fecundado seja nutrido e role em direção a cavidade uterina. 

A estrutura do espermatozoide permite que ele se mova dentro da trompa, pois ele tem a cauda, um "rabinho" que se move de um lado para o outro rapidamente, responsável pelo movimento do espermatozoide no interior da trompa. Já o óvulo, depende dos cílios existentes no interior da trompa, para se movimentar. Esses cílios se movimentam em direção ao útero, carregando o óvulo. Se o óvulo fecundado descer rápido demais para o útero, se dará um aborto, se ele se move muito lentamente, ocorrerá uma gravidez na trompa. Os cílios ditam o ritmo, permitindo o embrião chegar na hora certa, com um número de células exato, permitindo a sua implantação no útero. 


Óvulo sendo movimentado pelos cílios das trompas

Nas extremidades das trompas, existem as famosas fímbrias, que são como "mãozinhas" das trompas, que permitem que ela "segure" o ovário, no momento da ovulação, facilitando a captação do óvulo pela trompa. No caso das fímbrias aglutinadas, ou deformadas (fimose da trompa), a captação do óvulo estará dificultada. 




No caso das trompas estarem totalmente obstruídas, não há como o óvulo encontrar o espermatozoide e tão pouco chegar ao útero para implantação. 

Porque as trompas ficam obstruídas?


Uma das principais causa da obstrução tubária é a endometriose, pela formação de aderências, infecções pélvicas ocasionadas por micro-organismo, como clamídea ou pela laqueadura tubária, DIU (dispositivo intra-uterino) o DIU pode causar infecções que causam a obstrução, Fibromas ou miomas, Doença de Chron (infecção crônica na parede do intestino que pode causar sapingite - infecção nas trompas), Gravidez ectópica, Aborto, principalmente sem assistência médica, apendicite com rompimento do apêndice, pois pode causar infecção nas trompas e cirurgias ginecológicas ou abdominais.

As obstruções podem ser unilateral (em uma trompa) ou bilateral (nas duas trompas), parcial (quando a passagem não é totalmente fechada) ou total (quando não há nenhuma passagem).

Outro problema observado com a obstrução das trompas é a perda da capacidade da extremidade tubária de se voltar para o ovário e "abraçá-lo", não podendo assim receber o óvulo por este liberado. O que se vê muitas vezes são trompas fixas e distantes dos ovários, direcionadas para um sentido oposto ao que eles se encontram. As alterações podem ser leves e responsáveis por uma demora maior para engravidar. Mas, frequentemente, as lesões são severas e impedem completamente a ocorrência da gestação.


Quais os sintomas e como diagnosticar?


Infelizmente, a maioria das mulheres não apresenta qualquer sintoma além da dificuldade de engravidar quando há um problema de obstrução nas trompas. Raras são as mulheres que podem sentir alguma dor ou incômodo causado por trompas obstruídas, geralmente sentidos quando envolve algum processo infeccioso ou inflamatório.


Para diagnosticar o problema é feito o exame de Histerossalpingografia. Através desse exame, em que é injetado contraste por via vaginal, pode-se perceber se o mesmo preenche toda a cavidade uterina até subir pelas trompas. 



A Histerossalpingografia também permite diagnosticar anomalias uterinas, pólipos e miomas que possam a dificultar engravidar. Conheça mais sobre esse exame aqui.

Outra maneira de diagnosticar a obstrução das trompas é através de laparoscopia, que é um procedimento em que o médico consegue ver as trompas através de um pequeno corte que é feito na barriga, identificando a presença de obstrução ou outros problemas.

Problemas com os cílios no interior tubário


interior da trompa, com aderência frouxa, já sem os cílios


Algumas vezes, mesmo com as trompas desobstruídas há um problema para engravidar, isso ocorre quando um germe "ataca" a trompa, destruindo os cílios sem obstruir as trompas. Com isso, o movimento do óvulo até o útero não ocorre, impedindo a gravidez. A destruição dos cílios no interior da trompa só pode ser confirmado através da retirada da mesma para realizar um exame histopatológico. Nesse caso, o método de Hidrotubação é a indicação de tratamento. 

Existe tratamento para desobstrução das trompas?


De acordo com o tipo de obstrução das trompas e da idade da mulher, diferentes tratamentos podem ser indicados para tratar a infertilidade, inclusive a cirurgia.

No entanto, quando a obstrução não pode ser resolvida por meio de cirurgia ou a mulher prefere usar outras alternativas para engravidar, pode optar por:

Tratamento com hormônios: utilizado quando apenas uma trompa é obstruída, pois estimula a ovulação e aumenta as chances de gravidez através da trompa saudável.

Fertilização in vitro: usada quando os outros tratamentos não funcionaram, pois o embrião é formado em laboratório e depois implantado no útero da mulher. Veja mais detalhes sobre o procedimento de Fertilização in vitro.

Tratamentos com ervas naturais:  existem muitos relatos de mulheres que conseguiram remover aderências  através de métodos naturais. Dong Quai, raiz de gengibre, raiz de paeonia e Hawthorn são as ervas mais indicadas para limpeza das trompas de Falópio.

Massagem da fertilidade: usada para soltar aderências e ajudar no combate de inflamações. Deve ser feita 1 vez ao dia, a partir do 1º dia da menstruação até o 14º dia do ciclo ou até o dia da ovulação. (Aprenda a fazer a massagem da fertilidade aqui!)

Deite-se de forma confortável e dobre os joelhos. Com as mãos úmidas com óleo faça movimentos circulares ao redor do umbigo de forma que toda a área abdominal seja massageada. Repita o movimento por no mínimo 30 vezes.

Tratamento com óleo de Rícino: use compressas umedecidas com óleo de Rícino sobre o ventre por cerca de 45 a 60 minutos. Cubra a compressa com filme plástico para não suja e aqueça o local com uma cinta térmica ou uma garrafa de água quente. Para não se queimar proteja o local com uma toalha por baixo da cinta. O tratamento deve ser feito do 1º dia da menstruação até a ovulação.

Método de Hidrotubação: é um tratamento de ação química que através de uma enzima que irá "corroer" o tecido que obstrui, a cortisona que irá diminuir as células inflamatórias, e permitir a ação das células regenerativas da membrana basal na regeneração dos cílios, e um antibiótico potente, que evita a infecção da trompa pelo método. 

Vale à pena operar as trompas?


Após a cirurgia, a trompa frequentemente volta a ficar permeável, mas não consegue ter o mesmo desempenho (normalidade anatômica e funcional) que apresentava antes. Por este motivo, muitas vezes a repermeabilização das trompas ocorre, mas a gestação não. Existe também a possibilidade de ocorrer, em um curto intervalo, nova obstrução, desta vez por fibrose (cicatrização) e um risco maior de gestação ectópica (tubária).


Veja a desobstrução das trompas:



No passado, quando as taxas de sucesso com a fertilização in vitro (FIV) eram bem mais baixas, muitas vezes optava-se pela cirurgia. Hoje em dia, com melhores resultados através da FIV, cada vez menos se realiza a cirurgia tubária. Esta ainda encontra seu espaço nos casos em que a mulher é bem jovem e o casal não tem recursos para custear a FIV. Importante salientar que após a realização da cirurgia faz-se necessário aguardar vários meses ou, até mesmo, alguns poucos anos para verificar se a gravidez ocorre ou não. O surgimento de uma gestação é única prova efetiva de que o tratamento cirúrgico de desobstrução das trompas realmente foi efetivo.

Apenas um médico especialista em fertilidade poderá indicar o melhor tratamento em caso de obstrução das trompas, contudo, se ainda não tiver o diagnóstico, pode optar pelos tratamentos naturais com ervas e massagem para ajudar no processo. Converse com seu médico para avaliar como está a saúde de suas trompas. Até a próxima!