Mostrando postagens com marcador Perdas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Perdas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de maio de 2019

O que é incompetência istmo-cervical?

Résultats de recherche d'images pour « Incompetência istmocervical »

Risco de parto prematuro é um medo que assola muitas gestantes, principalmente se já ocorreu anteriormente. Uma das causas de partos prematuro é a chamada incompetência istmo-cervical (ICC). Trata-se da incapacidade do colo uterino de preservar uma gestação, mesmo sem sinais de trabalho de parto, ou seja, sem contrações normalmente no segundo trimestre ou começo do terceiro trimestre.
Image associéeNormalmente, o colo do útero tem pelo menos 30 mm de comprimento. O risco de aborto ou parto predeterminado é inversamente proporcional ao comprimento do colo do útero:
  • Menos de 25 mm: 18% de risco.
  • Menos de 22 mm: 25% de risco.
  • Menos de 15 mm: 50 % de risco.




Como a incompetência istmo-cervical é diagnosticada?


A incompetência istmo-cervical não é detectada em um exame de rotina. O diagnóstico infelizmente se faz por perdas fetais prévias e pode ser pensado nas pacientes com história prévia de cirurgia no colo do útero. A ultrassonografia transvaginal é o método mais utilizado no diagnóstico dessa patologia durante a gestação.

Existe tratamento para incompetência istmo-cervical?



Image associée
Sim. O tratamento padrão é a cerclagem. Trata-se de um reforço do colo do útero por sutura (passagem de um ponto), que não causa trauma, na altura do orifício interno do colo do útero, realizada preferencialmente entre 12 e 16 semanas de gestação. Ela também costuma ser bastante indicada no caso de mulheres grávidas de gêmeos ou mais múltiplos por causa do peso dos bebês, que pode forçar parto prematuro (antes das 37 semanas).


Como todo procedimento cirúrgico, a cerclagem apresenta riscos de complicações. A rotura das membranas amnióticas pode ocorrer durante o procedimento e isso será mais prevalente quanto maior a idade gestacional da pequena cirurgia. 

Tipos de cerclagem

Cerclagem profilática ou eletiva


Esta técnica é aplicada quando a mulher tem um histórico de várias perdas gestacionais ou nascimentos prematuros diretamente associados à incompetência istmo-cervical.

Neste caso, o procedimento é realizar uma cerclagem entre a 13ª e 16ª semanas de gravidez.

Cerclagem terapêutica ou secundária


É realizada em mulheres que não preenchem os critérios de cerclagem eletiva, mas devido ao seu histórico anterior, o médico suspeite de incompetência istmo-cervical. Elas passam por um tratamento com progesterona, e controles de comprimento cervical são realizados através de ultrassonografia.

Se a qualquer momento um colo uterino menor que 25 mm for detectado, a cerclagem é indicada.

Cerclagem de emergência


Quando a gestante apresenta membranas amnióticas visíveis através de um colo do útero dilatado, é realizada uma cerclagem de emergência, contanto que a infecção intramicótica seja descartada.

É preciso destacar que a cerclagem é retirada aproximadamente na semana 37 ou 38.

É importante que durante a gravidez as mulheres com cerclagem diminuam a atividade física, principalmente se for secundária ou de emergência. O repouso absoluto não é recomendado, a menos que seja a indicação do ginecologista. 

Pessário

Résultats de recherche d'images pour « Incompetência istmocervical »



Trata-se de uma alternativa menos invasiva que a cerclagem para evitar o parto prematuro. É uma espécie de anel de borracha ou silicone que fecha o colo do útero sem a necessidade de cirurgia. Ele tem diversos tamanhos e formatos e é inserido na vagina em procedimento realizado no consultório do obstetra. Funciona como uma sustentação, diminuindo a pressão feita pelo peso do bebê.
 

Mais recentemente, os obstetras têm indicado para diminuir os riscos de parto prematuro o uso de progesterona sintética e o pessário em vez da cerclagem, por ele ser menos invasivo. O objeto pode ser colocado entre a 18ª e 22ª semana e retirado para que possa ocorrer o parto. 

Apesar de poucas pesquisas feitas sobre o tema, o objeto tem alcançado bons índices de eficácia e seu uso tem aumentando nos consultórios brasileiros, de acordo com especialistas. Uma pesquisa espanhola, feita com 385 mulheres com colo do útero curto, mostrou que 6% das que usaram o pessário deram à luz antes da hora contra 27% das que não usaram o produto.

Recomendações e incômodos 


Após colocar o pessário, é recomendado que a grávida faça repouso e se submeta a um ultrassom, para verificar se ele está no local correto. Também é preciso observar se diminuiu o encurtamento do colo de útero e fazer acompanhamento médico. Entre os incômodos de usar o dispositivo está o aumento de secreção vaginal e um certo desconforto no início da utilização, até que o corpo se adapte. Em caso do aspecto da secreção mudar ou acontecer algum sangramento, a mulher deve procurar o médico, pois pode haver uma infecção ou contração, o que impedirá a eficácia do pessário. Só não é recomendado colocar o dispositivo quando a mulher tem alguma infecção, síndrome ou anomalia genética, segundo os médicos.


Detectar essa condição a tempo através de exames de ultrassonografia ou determinação do comprimento do colo do útero é fundamental para estabelecer o quanto antes um tratamento que possibilite a sobrevivência do feto e assegure a saúde da mãe. Mas o mais importante é saber que a gestação pode ser levada a termo e que o maior sonho da mãe de ter seu bebê saudável em seus braços pode ser realizado!



Leia também:





terça-feira, 31 de outubro de 2017

O bebê estrela e o bebê arco-íris


A maternidade é uma experiência que é única, mesmo para uma mãe cada gestação é diferente. Algumas experiências podem ser difíceis mas outras podem simplesmente ser surpreendentes. É o caso da gestação de um bebê estrela ou a sonhada gestação de um bebê arco-íris. 


O significa bebê estrela?



A estrela é um corpo físico que vemos diariamente, apreciamos no céu, é natural, real, mas nunca a tocamos nem chegamos a tê-la por perto. De beleza extraordinária, encanta apenas com a lembrança de sua existência. Muitos apreciam de tal forma que anseiam pela noite para conseguir admirar seu brilho. Assim é uma gestação de um bebê estrela. Começa-se a esperar, tendo a certeza que iluminará nossa vida e ansiamos ver, mas é uma estrela que jamais chegará.

Um bebê estrela é aquele que vive no ventre materno, mas não chega a nascer. Esse ser sentiu o carinho de seus pais e os encheu de ilusão, mas se foi antes do previsto. Aprenda aqui como lidar um pouco com a perda.


Quem é o bebê arco-íris?



Arco-íris é um fenômeno visual e meteorológico que origina um arco com as sete cores do espectro solar. Aparece junto com o sol após a tempestade. 

O bebês arco-íris é aquele que nasce de uma mãe que sofreu anteriormente um aborto espontâneo ou que teve um filho morto prematuramente, trazendo à luz após a tempestade na vida de uma família que teve de enfrentar alguns momentos realmente muito difíceis.

Apesar de ser um acontecimento lindo, ele só aparece depois que o bebê estrela morre.

Um arco-íris é uma promessa de sol após a chuva, a calma após a tempestade, a alegria depois da tristeza e a paz depois da dor, mas acima de tudo, do amor depois de uma perda.


Vivendo a gestação estrela ou a gestação arco-íris


Lidar com qualquer uma das gestações é bastante complicado. O bebê estrela foi esperado, desejado e amado, mas partiu durante a gestação deixando um vazio e uma incerteza quanto ao futuro.

Com a chegada do bebê arco-íris a insegurança quanto ao futuro da gestação costuma afligir os pais. A mãe que então mesmo querendo vivenciar a maternidade de maneira tranquila e feliz carrega em seu peito o medo de novamente não poder ter seu filho nos braços. Por vir após uma perda, os pais sentem receio pelo que possam passar. Essa condição faz com que a maternidade seja diferente, que se exagere nos cuidados e que exista um certo pessimismo.

O arco-íris não anula os estragos, as dores, todos os danos causados por uma tempestade, mas apesar de tudo, é um recado de Deus dizendo que a vida deve continuar.


Mamãe de bebê estrela


Sou mãe de uma bebê estrela. Já a chamava assim sem nem mesmo imaginar o que significava. Durante 19 semanas e 3 dias tive o prazer de conviver com a "ma petite étoille" (minha estrelinha ou minha pequena estrela). Acredito que a vida (Deus) já pudesse estar me preparando para o que viria depois. É uma perda irreparável, JAMAIS a vida será igual. Ainda que venham 10 filhos, uma mãe sente que deveria ser 11. 

Muitas pessoas esquecem das mamães estrelas, pois ainda que o bebê não tenha nascido, a mulher se torna mãe já na concepção. Essa mãe apenas vivenciou a maternidade de forma diferente e muito difícil. O que não se pode permitir é que essa triste experiência influencie o dia a dia, afetando negativamente não apenas a mãe mas toda a família. É importante crer que a vida continua e que como cada dia, o sol voltará a nascer de novo. Assim como nasce um novo dia, a vida também sorrirá com uma nova gestação, seja ela no útero ou no coração! E que venha o arco-íris, colorindo o céu depois da tempestade. Até a próxima!

Leia também:




quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sua História... Erica venceu os anos e conquistou o positivo

Entre os altos de baixos da vida de tentante está lidar com várias aflições. São muitas vezes meses e até anos lutando contra os obstáculos físicos e psicológicos. 

Embora muitos achem que podem entender esses sentimentos, apenas quem passa por isso sabe como as batalhas são diárias e por mais que se tenha o apoio da família e de amigos, nos sentimos sozinhas em nossas angústias. A história de hoje mostra como é importante jamais desistir, pois a felicidade vem como grande recompensa. Erica tentou por 12 anos e passou por 2 perdas antes da sua felicidade chegar. Conheça sua história do positivo e a vitória contra a SOP:


"Fui 12 anos tentante, com 10 anos de tentante, depois de um tratamento, engravidei. Isso foi em 2015 mas infelizmente perdi e em 2016 novamente engravidei, mais uma tristeza pois perdi as 2 gestações com 1 mês. Antes de tentar a 3 gestação o médico fez toda uma investigação para saber o porquê dos abortos e não deu nada. E com 1 ano depois da última perda o médico me liberou para tentar. Foi quando me deu uma alergia muito forte, fiquei muito ruim e foi aí que nem percebi que a M [menstruação] tinha atrasado, quando eu estava melhorando dessa alergia foi que percebi que a M não apareceu. Comprei o teste no qual era pra fazer pela manhã mas como estava tão ansiosa e não estava conseguindo dormir, fiz às 2:30 da madrugada. E para minha alegria positivo! Fiquei muito feliz e o maridão também pois é nosso grande sonho se realizando e para a honra e glória do Senhor já estou no 3º mês. Deus é fiel e sou muito grata a Ele. 


Erica Santos


Seguir com um sonho depois de tantos anos de tentativas é uma escolha que apenas um grande amor pode explicar. É importante considerar o que a fará mais feliz, se é esquecer o sonho ou esperar por ele o quanto for preciso. Jamais desista se for para ficar triste, enquanto não houver tranquilidade com a ideia de desistir da maternidade então ainda não é hora de esquecer. Confie em si e saiba, que toda luta tem sua recompensa. Até a próxima!

Leia outros depoimentos aqui!


Leia também:








sábado, 12 de dezembro de 2015

Um sonho interrompido


A gravidez é o momento de maior esplendor da mulher que sempre sonhou em ser mãe. Desde a infância nos habituamos a sonhar como é cuidar de um ser tão pequeno que depende totalmente de nós. Contudo, não aprendemos a lidar com o rompimento abrupto da conquista do positivo.

Gostaria de não saber como é difícil esse momento para a família como um todo mas principalmente para a mãe. Muitas questão passam pela cabeça da mãe, culpa, raiva, tristeza, revolta, medo são apenas algumas dessas questões. E precisamos lidar com tudo da melhor forma. Não se esquece um momento assim, mas podemos sobreviver à ele.

Não é um assunto fácil, mas deve ser colocado para que a mulher que passou por isso possa lidar melhor com a situação. Acredito que tudo ocorre por um motivo e que cada lição que a vida nos dá serve para que aprendamos com ela e a usemos para o bem.

Lidando com a família


A família é essencial para ajudar nesse momento de tristeza. Mas não conseguirá fazer com que a mãe supere a dor. Digo isso pois a mãe ouve de tudo nessa hora: "Não chore pois Deus quis assim...", "Você precisa se animar e sair para espairecer", "Logo você engravida de novo"...


Não se preocupe nesse momento em lidar com tudo isso. Não há resposta certa ou errada diante da perda. Não existe tempo, prazos ou obrigações. Lide com tudo a seu tempo. Ninguém é igual a gente, cada um tem seu tempo para vivenciar tudo e seguir adiante. Siga seu coração e no momento certo saberá como agir.

O importante nessa hora é aceitar os sentimentos confusos que afloram dentro da gente. Conversar com o marido pode ajudar também. Não se pode fugir do que aconteceu pois é uma verdade que infelizmente temos que aceitar.

Passei um tempo sem querer sair de casa, no máximo me esforçava para conversar com as pessoas que vieram me visitar. Muitas vezes fui questionada por isso, mas como eu falei... cada uma de nós tem seu tempo e o meu demorou um pouco mais.

Aceitando o coração confuso


Muitos são os sentimentos que invadem nossa cabeça nessa hora. O primeiro que eu senti foi culpa. Uma sensação de que podia ter feito algo para evitar me bateu já no hospital. Mas a verdade é que não somos super-mulheres. Nem tudo estará suscetível ao nosso controle. Algumas vezes está nas mãos de algo maior, seja nas mãos do destino, da vida, da vontade de Deus ou simplesmente por ser assim. Independente do que você acredite, não se pode controlar tudo.

Para as mães que passaram por mais de uma perda é ainda mais difícil pois pode haver o sentimento de que não consegue gerar uma vida. Na verdade, temos que aceitar que muitos são os fatores que interferem na gravidez e não nos podemos deixar levar pelo sentimento de que não conseguiremos levar uma gravidez até o fim pois se conseguimos conceber nas minhas chances mensais, com certeza conseguiremos passar por essa etapa. Devemos apenas nos informar e fazer tudo o que tiver ao nosso alcance para seguir adiante.

A raiva e a mágoa pode aparecer para tentar aceitar o fim da gestação. Mas lembre-se que se nós não podemos controlar tudo, os amigos e familiares também não podem controlar.

A melhor maneira de lidar com esses sentimentos tão duros contra os outros e/ou contra si mesma é  dialogar claramente com seu marido ou com as pessoas próximas a respeito de como se sente. Conhecer os motivos médicos que envolveram a perda ajudam algumas mulheres a compreender melhor a causa como algo externo a sua vontade e conversar com o médico ajuda.

Ficar triste é permitido



Não há prazos para ficar triste. Alguns momentos serão mais fáceis que outros. Principalmente em datas especiais ou na data em que estava prevista o nascimento. Com o tempo cada um aprende a conviver com a tristeza da sua forma. Ainda que algumas pessoas queiram ajudar, na verdade, apenas você saberá lidar com sua dor. Vão fazer dois anos que perdi minha princesa, e ainda hoje há dias que choro por não tê-la comigo.


É importante também respeita os sentimentos do parceiro. Nem sempre eles irão falar como se sentem e isso não significa que não sofrem pela perda. Alguns preferirão sair e conversar e a incentivarão que vocês façam o mesmo, mas vale aqui lembrar que cada um lida com a tristeza da sua forma e que o respeito mútuo é indispensável nesse momento. Muitos parceiros acham que deve "ser mais fortes" para ajudar a mulher e isso não tem haver com os sentimentos que tem pela mesma ou pelo bebê.

Afaste-se do trabalho



Enquanto algumas pessoas preferem enfiar a cabeça no trabalho, outras não tem ânimo para isso no momento. A mulher tem direito ao afastamento do trabalho pelo INSS por 15 dias em caso de perda antes de 20ª semana de gravidez e licença maternidade (4 meses ou 6 dependendo da empresa) após a 20ª semana. Aproveite esse tempo para fazer o que lhe faz bem.

Talvez agora possa ser a hora de ter um novo hobby ou ainda possa retomar um antigo. Para as mulheres que preferem ocupar a mente com outros assuntos, essa é uma boa opção.


 Lidando com a volta dos namoros



Essa é uma etapa muito complicada para os parceiros. Tanto o homem como a mulher não sabe quando ao certo devem retomar a vida sexual. Aqui vale a questão do respeito ao sentimento de cada parceiro. Se o mesmo ainda não está animado, deve-se conversar a respeito e esperar pelo melhor momento. Com o tempo e amor aos poucos a tensão diante dos namoros desaparece e a cumplicidade volta a acontecer de forma natural.

A questão de voltar ou não a tentar também depende de concordância do casal. Ainda que um dos dois se sinta pronto, cada um tem seu tempo para sentir-se confortável com a ideia de retomar as tentativas. Mesmo porque significa voltar a conviver com as inseguranças e medos das tentativas, além de agora lidar com o medo de nova perda.

Conheça outras histórias




Uma forma de lidar com a perda é conhecer como outras famílias que passaram por isso. Existem alguns grupos de apoio seja em igrejas ou comunidades, como também na internet em blogs, páginas ou redes sociais como Facebook. Compartilhar os sentimentos ajuda a lidar com eles, e também ajudará a ver as diferentes atitudes tomadas por cada uma e como isso ajudou a superar a dor.

Com o passar dos meses os sentimentos vão se aquietando dentro da gente. E se passado alguns meses e a tristeza não diminuiu, talvez seja a hora de busca auxílio especializado de um psicólogo. Nem sempre conseguimos lidar com tudo sozinhas ou apenas com a ajuda do parceiro ou da família e isso não é vergonha. Viver triste não é o intuito de ninguém e você não precisa passar por isso.

Se quiser contar sua história ou ainda conversar lembre-se que estarei sempre aqui para ajudar. Até a próxima!