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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Cisto Folicular


Os cistos ovarianos são processos naturais, que ocorrem na vida das mulheres em idade fértil. Os denominados cistos funcionais ou foliculares são formados pelos óvulos em desenvolvimento, que acumulam líquido ao seu redor e ficam maiores quando chega o período ovulatório.


O que é um cisto folicular?



Trata-se de um cisto funcional, ou seja, ele acontece devido ao processo ovulatório. Todo mês a mulher desenvolve um folículo ovariano que irá se desenvolver e quando atingir o amadurecimento adequando, o óvulo é liberado. No caso do cisto folicular, não houve a liberação do óvulo (folículo não roto) e ele continua crescendo até tornar-se um cisto. O cisto folicular geralmente se forma durante a ovulação e pode crescer até o diâmetro de 5,8 centímetros.

O que causa o cisto folicular?


A causa do cisto folicular geralmente é um desequilíbrio hormonal, o que leva interrupção do processo normal da ovulação. O cisto folicular geralmente cresce em um curto período de tempo, e em seguida, com a restauração de seu desenvolvimento hormonal normal, desacelera. Aos poucos, o cisto começa a diminuir de tamanho, e logo desaparece.

Além de distúrbios hormonais, outras causas de cistos foliculares podem ser: 

  • doenças inflamatórias
  • de apêndices
  • violação dos ovários relacionadas com o aborto
  • tratamento a longo prazo de infertilidade com o uso de drogas hormonais
  • doenças sexualmente transmissíveis
  • Tensões fortes


Quais os sintomas dos cistos foliculares?


Os sintomas de cistos foliculares depende de seu tamanho, atividade hormonal, bem como alterações relacionadas com a esfera sexual. Os pequenos cistos cujo tamanho não exceda 4-5 com, geralmente não apresentam sintomas clínicos. Contudo, os cistos foliculares de grande porte (de 6 a 10 cm) podem se manifestar como:

  • Corrimento claro abundante no trato genital, sem cheiro.
  • O surgimento de hemorragia intermenstrual (em casos raros)
  • Dor no abdômen, com piora antes do início da menstruação.
  • Náusea ou vômito
  • Mudanças no comprimento do seu ciclo menstrual


Dores súbitas e intensas na parte inferior do abdômen, acompanhada de náuseas e/ou febre devem ser avaliadas imediantamente pelo médico pois pode indicar a ruptura do cisto folicular!

Os sintomas de um cisto hemorrágico, que rompeu,  são frequentemente semelhantes aos da apendicite. A dor pode ser bem intensa.

Diagnóstico e tratamento dos cistos foliculares


Normalmente o cisto folicular é diagnosticado durante os exames ginecolígicos de rotina. E como a maioria dos cistos foliculares são assintomáticos e somem sozinhos, sem tratamento, o médico pode preferir esperar para que o mesmo suma, onde é necessário apenas um acompanhamento  
para ter certeza de que ele não está crescendo. Esse monitoramento é feito através de ultrassonografia.

Há casos em que a paciente está sofrendo com dor na parte inferior do abdômen ou outros sintomas e o diagnóstico vem com um exame pélvico para identificar a causa. Dependendo do quadro, além do ultrassom o médico pode solicitar ressonância magnética. Pode-se também optar pela análise de marcadores dos tumores benignos, bem como avaliação hormonal (estrogênio, progesterona, LH e FSH).


O tratamento será de acordo com as expectativas da paciente. Quando o cisto é pequeno, costuma-se realizar apenas um acompanhamento por 3-4 meses até que o cisto tenha sumido. No caso em que cisto folicular se repete ou aumenta de tamanho, a mulher recebe a prescrição contraceptivos orais combinados. E em último caso, recorre-se à intervenção cirúrgica.

O método mais eficiente e preciso de diagnóstico de cistos ovarianos é laparoscopia. A grande vantagem da laparoscopia é que você pode imediatamente realizar a remoção cirúrgica do cisto durante a inspeção. Por laparoscopia é utilizada apenas em casos em que os outros tratamentos não trouxeram o efeito desejado.   

Prevenção da formação de cistos ovarianos


Para evitar a formação de cistos ovarianos as mulheres devem estar atentas à sua saúde. Realizar exames preventivos regulares no ginecologista, com o tratamento precoce de doenças inflamatórias dos órgãos pélvicos, correção hormonal permitem prevenir o desenvolvimento de estruturas nos ovários. Em casos de cistos ovarianos recorrentes, é necessário identificar e eliminar a causa da recorrência da doença.

Cistos detectados durante a gravidez requer que a paciente consulte com mais frequência do que o habitual o ginecologista, a fim de evitar o desenvolvimento de complicações. Até a próxima!

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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Ovários Policísticos e Multifoliculares: Entenda a diferença.


Ovários com cistos, ovários policísticos, ovários micropolicísticos, síndrome dos ovários policístico (SOP), síndrome dos ovários micropolicísticos (SOMP), ovários multifoliculares... Com frequência esses termos são usados e muitas pessoas não conseguem entender o que cada expressão significa, se são as mesmas coisas ou se são coisas diferentes. Muitas mulheres que tiveram cistos nos ovários podem acreditar que tem a síndrome dos ovários policísticos (SOP), embora isso nem sempre seja correto.  Vamos tentar esclarecer esses termos e diferenciá-los. 

O que é cisto?


O cisto é uma espécie de bolsa de tecido, que pode ser cheia de ar, líquido, pus ou outro fluido. Tem um crescimento lento e normalmente não apresenta sintomas. 

Os cistos ovarianos são bolsas cheias de líquidos que se formam sobre ou dentro do ovário. Existem vários tipos de cistos conheça quais são aqui


Cistos nos ovários X ovários policísticos



A primeira grande confusão é acreditar que quem tem cistos nos ovários tem a síndrome dos ovários policísticos. A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos. Na verdade, na síndrome existem de 10 a 20 pequenos cistos com meio centímetro de diâmetro, os cistos de ovário são únicos e bem maiores, medindo de 3 a 10 cm. Essa é a grande diferença. Mesmo que uma pessoa um dia apresente o ovário policístico não significa que esta tenha a síndrome. Para que haja um diagnóstico da síndrome, sintomas como menstruação irregularobesidade, resistência à insulinaacne entre outros devem ser averiguados. Saiba mais sobre a síndrome dos ovários policísticos aqui!

SOP X SOMP


Síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou Síndrome dos ovários micropolicísticos (SOMP) são na verdade duas nomenclaturas para a mesma patologia. Ou seja, alguns profissionais podem descrever o problema como SOP e outros vão preferir utilizar o termo SOMP. Em ambos os casos referem-se aos múltiplos cistos pequenos (daí o termo micro!) causados pela síndrome. 


Ovários policísticos X Ovários multifoliculares



Dentro dos ovários existem vários folículos, que se desenvolvem, dando origem aos óvulos. Em condições normais, a mulher ovula quando um folículo cresce dentro do ovário e libera um óvulo maduro. 

No ovário multifolicular há mais folículos se formando, contudo isso não afeta o tamanho do ovário. Os folículos não se desenvolvem e permanecem nos ovários, isto ocorre por um desajuste hormonal. Os folículos se encontram em menor número e espalhados de forma mais organizada, e os distúrbios hormonais são menos significativos em relação aos ovários policísticos.


A SOP impede que os folículos cresçam. Eles vão se acumulando no ovário e formam múltiplos cistos pequenos e benignos (folículos não rotos), mas que ficam liberando estrogênio. Esses folículos não desenvolvidos ficam espalhados de forma irregular e na maioria dos casos (embora não seja uma regra), as taxas hormonais são alteradas. Conheça mais sobre os Cistos Foliculares.

Como vimos os termos às vezes podem confundir e é importante saber o que cada um significa. Em resumo, as diferenças são:

Ovários com cistos - são os que apresentam 1 ou 2 cistos nos ovários com tamanho um pouco maior.

Ovários policísticos - são vários microcistos que não se desenvolvem e ficam durante um tempo nos ovários. Ter microcistos nos ovários não significa que a mulher tenha a SOP.

Síndrome dos ovários policísticos ou micropolicísticos - um dos sintomas da síndrome é a presença de microcistos nos ovários. Contudo, para que seja considerado como síndrome, outros sintomas precisam se constatados. É possível ter SOP sem que os ovários se apresentem com micropolicísticos.

Ovários multifoliculares - presença de múltiplos folículos do que normalmente mas com tamanho do ovário normal. 


Lembre-se que independente do tipo de cisto ou microcisto, se o desejo é engravidar, quanto antes buscar um tratamento melhor! Até a próxima!

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Estresse atrapalha engravidar


Muitas mulheres que planejam engravidar já ouviram a frase: "Deixe a ansiedade de lado que você engravida!". Mas quanto o estresse e a ansiedade podem atrapalhar a concepção? Tentar engravidar já é um ato estressante por si só. Há uma expectativa envolvida, e quando se passam meses sem conseguir engravidar, isso pode criar um ciclo vicioso de estresse que torna a concepção ainda mais difícil.

O que é o cortisol?


O cortisol é um hormônio esteroide produzido pelas glândulas suprarrenais (localizadas sobre cada rim) que em pequenas doses tem efeitos benéficos para o organismo, pois ajuda a produzir energia, a regular o açúcar no sangue e a pressão arterial, a controlar o estresse e a regular o sistema imunológico.
Pessoas que têm níveis altos de cortisol no corpo, podem sofrer aumento de peso - principalmente na área abdominal -, envelhecimento avançado, aparecimento de úlceras no estômago e um sistema imunológico bem mais frágil.


Causas do cortisol alto


Níveis elevados de cortisol no sangue podem ser causados principalmente por estresse ou por se sentir frequentemente depressivo e/ou com ansiedade. Além disso, também pode ser resultado de tensões no ambiente da pessoa e estresse físico, como por exemplo uma lesão.
Outras possíveis causas da síndrome de Cushing (nome dado para quem sofre com nível elevado de cortisol) são os problemas suprarrenais, tomar medicamentos esteroides, consumir bebidas alcoólicas de forma excessiva ou sofrer de uma depressão severa.

Como estresse afeta a fertilidade


Um estudo realizado por seis meses com 247 mulheres britânicas que tentavam engravidar e estavam em idade fértil (18 a 40 anos) mostrou que aquelas mulheres com maiores níveis de Cortisol tinham 12% menos chances de engravidar. No caso do cortisol a mulher tem dificuldade para desenvolver e liberar o óvulo, o cortisol impediria a comunicação entre espermatozoide e óvulo, esse hormônio atrapalha o momento da fertilização, quando o gameta masculino caminha pelas trompas de Falópio, fazendo com que ele não reconheça sua célula alvo. Vale lembrar que somente o cortisol não é obstáculo para o propósito de ter filhos, mas pode ser prejudicial à reprodução se estiver muito elevado ou abaixo do ideal (tanto para mulher como para o homem). Os pesquisadores também afirmaram que mesmo níveis baixos de estresse têm um impacto na fertilidade. 



Quando o organismo esta sob o estado de estresse passa a liberar grandes doses de um hormônio chamado alfa-amilase (é um tipo de adrenalina que diminui a produção de progesterona que é o hormônio responsável pelo ciclo menstrual e pelas transformações no organismo durante a gravidez). Sem a progesterona as chances de o embrião se implantar no útero diminuem.

Cuidando do estresse


É comum ouvir histórias de mulheres que engravidaram após diminuir a pressão para engravidar pode estar relacionada com a redução dos níveis de cortisol. Portanto, é de extrema importância observar o que, além das tentativas, está causando estresse e tentar reduzir ou eliminar esses fatores.

A dificuldade de engravidar não é um problema sem solução, é preciso acalmar os nervos que estão à flor da pele, entender que sua vida tem sido prejudicada por uma constante agitação, é preciso diminuir o ritmo de trabalho, pratique atividades relaxante como ioga, por exemplo, inicie uma boa leitura, mude seus hábitos, cuide de você, assuma um novo estilo de vida!

Alimentação ajuda na saúde reprodutiva


Comer equilibradamente, dando atenção ao valor nutricional dos alimentos pode contribuir para a diminuição do excesso de cortisol, especialmente nos casos em que ele é decorrente do estresse, e consequentemente ajudar no emagrecimento.

Fenilalanina - trata-se de um aminoácido que é precursora da dopamina. Quando você aumenta os níveis de fenilalanina, a pessoa se sente bem e então os níveis do cortisol, caso estejam elevados por causa do estresse, diminuem. Alguns alimentos ricos neste aminoácido são: frango, ovos, arroz integral, brócolis, abóbora, couve manteiga, agrião e alcachofra.

Triptofano - é um aminoácido e percursor da serotonina, que proporciona o prazer e o bem-estar.Alimentos ricos em triptofano são: arroz integral, soja, oleaginosas, carne, ovos, leite e derivados. Entre eles, as comidas de origem vegetal são uma fonte mais garantida de triptofano. 

Vitamina B5 - é importante para regular cortisol. Esse nutriente é um cofator para a produção de serotonina. E quanto mais serotonina, maior a sensação de bem-estar e menor a produção do cortisol. Alguns alimentos ricos neste nutriente são: damasco, amêndoa, leite, salmão, gérmen de trigo e farinha de aveia.

Além desses alimentos, o ideal é diminuir os fatores que atrapalham a fertilidade como consumo de álcool e cigarro. Aumentar a prática de exercícios ou de atividades físicas que tragam satisfação e bem-estar. Encontre aqui outras dicas de fertilidade! Até a próxima!

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Colo Uterino e Muco Cervical Hostil


Durante as tentativas para engravidar, sabemos da importância do Muco Cervical para sabermos o melhor período para namorar e aumentar as chances de conquistar o positivo. Contudo, poucas mulheres entendem melhor a anatomia uterina e também o papel do Colo Uterino ainda antes de ocorrer a fecundação e sua influência nas tentativas de engravidar.

As características anatômicas, funcionais, histológicas e patológicas tornam o colo do útero de grande importância para a saúde da mulher e as condições do canal cervical podem contribuir para a infertilidade. 

O que é colo do útero?


O colo do útero, também chamado de cérvix, é a porção inferior do útero onde se encontra a abertura do órgão, localizando-se no fundo da vagina. O colo do útero separa os órgãos internos e externos da genitália feminina estando mais exposto ao risco de doenças e alterações relacionadas ao ato sexual.

O colo uterino apresenta formato cilíndrico e possui uma abertura central conhecida como canal cervical que liga o interior do útero à cavidade vaginal – local no qual ocorre a eliminação do fluxo menstrual e a entrada do esperma. É através do colo uterino que se dá a passagem do feto durante o parto vaginal.

Infertilidade e o fator cervical


Antes de ovular, o canal cervical produz o muco que é responsável pelo transporte e armazenamento dos espermatozoides no trato reprodutor feminino. Quando os espermatozoides entram em contato com o muco cervical, eles passam para a fase de maturação, ou seja, tornam-se capazes de fertilizar o óvulo.


Algumas vezes o muco pode conter a presença de proteínas (anticorpos) que matam ou imobilizam o espermatozoide. Exames do muco, do espermatozoide e de sangue podem ser necessários para detectar a presença dessas proteínas. 

Teste Pós-Coito


Para determinar se o muco cervical pode estar contribuindo com a demora para engravidar, o médico pode pedir um teste pós-coito (PCT). O teste então indicará se existe uma hostilidade do muco cervical. A análise desse material revela a capacidade dos espermatozoides nadarem no muco.

Como é feito o teste Pós-Coito?



Como o nome sugere, o teste é realizado após determinado tempo após a relação sexual. O casal deve manter abstinência dos namoros por cerca de 3 dias antes do teste. Normalmente o teste é realizado durante o período ovulatório, entre 2-8 horas após a relação sexual, embora alguns laboratórios possam determinar o tempo máximo como até 4 horas após a relação. O teste é feito em laboratório, sem incômodos e leva poucos minutos. A coleta é semelhante a uma coleta de preventivo. Realizado com ajuda de um espéculo vaginal, o material obtido é distribuído sobre uma lâmina de microscópio e então analisado. O resultado pode ser informado mesmo dia, cerca de 30 minutos após a coleta.

Como é avaliado o resultado?


Se o número de espermatozoides se movimentando for muito baixo, pode ser indício de algum problema ligado à produção destes espermatozoides, à vagina, ao muco cervical ou problema imunológico. 

Se a qualidade do muco for inadequada, o canal cervical pode não estar funcionando adequadamente. A explicação mais comum é de que o teste tenha sido feito no dia errado. Mas também pode haver algum problema ligado a cirurgias cervicais anteriores.

O médico avalia a amostra do muco cervical, onde a quantidade, qualidade (quanto mais transparente melhor) e também se os espermatozoides estão vivos e com boa motilidade. 


É importante que antes de avaliar o muco cervical, um espermograma tenha sido feito para descartar problemas no esperma do parceiro.

Cuidados a serem tomados


Algumas vezes esses testes podem ter falhas por terem sido feitos sem o acompanhamento com ultrassom, onde não foi determinado o período mais fértil para fazer o exame. É importante também avaliar as modificações do muco cervical devido o uso de indutores de ovulação, já que eles tendem a diminuir a quantidade de muco cervical.

O que fazer caso o muco seja hostil?


O teste pós-coito deve sempre ser feito acompanhado de outros exames para descartar qualquer outro problema na concepção. Problemas cervicais geralmente são tratados com antibióticos, hormônios ou por inseminação intrauterina. Caso seja confirmado a hostilidade do muco cervical, pode-se optar pela inseminação artificial para driblar o muco hostil, já que os espermatozoides seriam depositados diretamente no útero. 


Caso não seja possível a realização da inseminação, pode-se optar pelo uso de lubrificantes amigos da concepção, fabricados de forma a imitar o muco fértil, equilibrando o pH vaginal e facilitando que os espermatozoides fiquem vivos e móveis por mais tempo. Conheça alguns truques para melhorar o muco cervical. 

É importante a mulher saber se fez biópsias, cirurgias, tratamentos com laser ou congelamento, papanicolau anormal ou se a mãe ingeriu o medicamento DES (dietilestilbestrol) enquanto esteve grávida, pois estas condições podem alterar a produção do muco cervical. Converse com seu médico e veja qual a melhor opção de tratamento para você. Até a próxima!






sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Os mitos sobre como engravidar


Quando se trata de engravidar muitas são as histórias de sucesso e também muitas são as histórias de como a gravidez foi concebida. Isso se deve ao fato de que muitas mulheres utilizam vários métodos para engravidar, podendo atribuir a gravidez a um determinado método, quando na verdade sua contribuição à gravidez foi mera coincidência. E assim, criam-se os mitos acerca de qual a melhor forma de engravidar. Conheça alguns deles a seguir:


Temperatura do corpo mostra quando está ovulando


A temperatura do corpo altera com o passar do ciclo menstrual, mas no caso da ovulação essa alteração só é percebida cerca de 48 horas depois que ocorreu a ovulação. Quando a pessoa constatar que ovulou, o óvulo já não existirá mais. Dessa forma, o melhor é utilizar o teste de ovulação através da urina para descobrir qual seria o momento da ovulação. Leia mais a respeito da Temperatura Basal caso queira utilizar esse método para conhecer o ciclo menstrual e confirmar se houve ovulação.

É possível engravidar durante a menstruação


Não é possível engravidar durante a menstruação. A menstruação significa que a parte de dentro do útero, chamada endométrio, cresceu, proliferou e se tornou receptivo para um embrião. Se ele não se implantou, ela se descama. Esse processo é chamado de menstruação. A partir do momento que descamou, não tem como engravidar. No entanto, muitas mulheres podem confundir sangramentos irregulares com menstruação, já que pode haver um pouco de sangramento no meio do ciclo por causa do rompimento do óvulo. No caso de haver um sangramento de ovulação, por exemplo, as chances de gravidez são grandes.


Não se engravida na primeira relação sexual


Não importa se é a primeira vez ou não, pois havendo relação sexual durante o período fértil da mulher, há possibilidade de engravidar. Desde o momento em que a mulher começa a ovular, ela pode engravidar.

Tomar anticoncepcional por muito tempo atrapalha futuras tentativas de engravidar


Embora haja um tempo para que o anticoncepcional seja totalmente eliminado do organismo, não há uma regra de quanto tempo levará até que a mulher consiga engravidar. Como cada organismo tem seu modo de lidar com o anticoncepcional, algumas mulheres poderão engravidar no mês seguinte ao interromper o remédio, outras levarão alguns meses. 

Algumas mulheres evitam a gravidez por anos através do anticoncepcional, mas na verdade não tem ideia se existe alguma problema que afete a sua fertilidade, de forma que ao parar com a pílula, o que atrapalha a gravidez é o problema em si e não o tempo em que utilizou o anticoncepcional.


Ocorre que a pílula bloqueia o eixo que ordena a ovulação, e ao parar de tomar, esse eixo volta ao normal, então a mulher volta a ovular normalmente. O que pode interferir na capacidade reprodutiva feminina é, além da idade, a presença de algumas doenças e condições, como a endometriose e a obesidade. O uso da pílula também não "economiza" os óvulos da mulher, como alguns acreditam. O "gasto" folicular mensal permanece, só não haverá as condições necessárias para a fecundação.


Pode-se fazer o teste de gravidez no dia após a relação sexual


Algumas pessoas desconhecem o tempo que leva da relação sexual no período fértil até que ocorra a gravidez. Assim sendo, o teste de gravidez deve ser feito a partir de alguns dias depois do primeiro atraso menstrual. Da mesma forma leva um tempo até que o hCG na corrente sanguínea, caso ocorra a gravidez, esteja detectável pelo teste de gravidez.


Quem sofre com endometriose não consegue engravidar


Felizmente a infertilidade causada pela endometriose pode ser tratada com medicação ou através de cirurgia, de forma que a mulher poderá engravidar naturalmente ou com a ajuda de reprodução assistida. Leia o post a respeito da Endometriose e as chances de engravidar.


Quem tem miomas não consegue engravidar


Existem três tipos de miomas: os submucosos, que ficam na região endometrial (dentro do útero), os intramurais (nas camadas musculares) e os subserosos (fora do útero). Os intramurais e subserosos não causam infertilidade, pois não estão dentro do útero. Aqueles que estão dentro do útero são removidos cirurgicamente, porque podem causar infertilidade. Depois da remoção, a mulher pode engravidar no mês seguinte.


Quem faz fertilização irá engravidar de gêmeos


Embora as chances de gravidez múltipla durante um tratamento de fertilização sejam maiores, nem todo tratamento irá resultar nesse tipo de gestação. Ocorre que devido aos estímulos para a produção de mais óvulos e, no caso da fertilização in vitro, mais de um embrião é colocado para aumentar as chances de sucesso, mais de um embrião poderá se implantar, e no caso de indução de ovulação, mais de um óvulo poderá ser fecundado.

Várias relações sexuais ao dia aumentam as chances de engravidar


Nem sempre manter relações diariamente ou mais de uma vez ao dia irá garantir que a gravidez ocorra. Isso ocorre por causa de que a qualidade do esperma pode ser comprometida.


Transar todos os dias no mesmo horário


Se o casal sente prazer de ter essa rotina, tudo bem, mas o período fértil de uma mulher é somente nos dias próximos e no dia da ovulação, ou seja ela pode até transar diariamente, mas somente vai engravidar se ovular. Um dos sinais de que a ovulação está para ocorrer é a presença de um muco vaginal mais abundante, tipo "clara de ovo". Outra prática antiga é medir a temperatura diariamente antes de se levantar da cama. Quando ocorrer uma elevação de aproximadamente um grau centigrado ocorreu a ovulação. Esses conhecimentos ainda podem ser usados.


Fazer a posição 'papai-e-mamãe' com uma almofada para levantar o bumbum


Isso é um mito que se baseia na anatomia da mulher e tem certo fundamento. Quando ela está deitada de barriga para cima, a vagina fica numa posição inclinada em que o fundo vaginal e o colo uterino ficam mais em baixo, formando um "lago seminal". A almofada sob o bumbum, acentuaria essa inclinação. Depois da transa, os espermatozoides ficam depositados nesse local no fundo da vagina, e sua permanência mais tempo daria mais chance e mais facilidade para entrarem pelo colo uterino e alcançarem as trompas, encontrando o óvulo. Nas trompas é onde ocorre a maior parte das fecundações.


Orgasmo aumenta chance de engravidar


Ter um orgasmo pode facilitar a fertilização do óvulo com o sêmen ao ajudá-lo a subir pelas trompas de Falópio mais rápido, mas se você não tiver um orgasmo você pode engravidar na mesma. A sintonia do casal favorece o prazer nas relações e o desejo, inclusive no período fértil, tornando todo o processo mais agradável. Do ponto de vista biológico, no entanto, o orgasmo não é imprescindível para a fecundação.

 Engolir esperma faz engravidar mais depressa


Não se sabe quem inventou esse mito mas há grandes chances de que tenha sido um homem! O sêmen contém grandes quantidades de proteína mas isso não faz engravidar mais depressa.


Alimentos afrodisíacos aumentam a fertilidade


Consumir alimentos como pimenta, ovo de codorna, ostra e amendoim não irá interferir nas taxas de fertilidade masculinas e femininas. O que esses alimentos podem fazer é ajudar na potência sexual. Potência e fertilidade são coisas muito diferentes. Há homens com alterações espermáticas que não apresentam qualquer sinal de alteração de libido ou disfunção erétil, por exemplo. A humanidade sempre buscou maneiras de aprimorar a capacidade física e o desejo sexual e, por mais que não haja consenso sobre os efeitos dos alimentos ditos afrodisíacos, uma coisa é certa: eles não interferem nas alterações cromossômicas dos óvulos e espermatozoides, nem aumentam sua quantidade no organismo.


Mulheres com SOP são inférteis


A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma disfunção hormonal que atinge cerca de 10% das mulheres em idade fértil e é caracterizada pela produção de cistos e pela ovulação irregular. Então a mulher pode passar por períodos de infertilidade que podem ser tratados e ajudar a engravidar. Isso se deve ao fato de que se a mulher não ovula todos os meses, ela terá menos chances de acertar o momento correto para engravidar. A gestação pode demorar mais para acontecer. 


Útero invertido reduz chances de engravidar


O posicionamento do útero – que pode ser vertical, intermediário ou voltado para trás – é apenas anatômico. Do ponto de vista funcional, não há alterações no órgão e nem na gravidez. Assim como qualquer outra mulher, aquela que tem o útero invertido ou retrovertido deve fazer acompanhamento regular, para verificar se há algum fator determinando a dificuldade de engravidar.


Aborto espontâneo diminui as chances de engravidar


A ocorrência de aborto espontâneo não irá interferir nas chances da mulher engravidar, mas o que necessita de cuidados é quando ocorre episódios repetidos de aborto (Aborto de Repetição). Neste caso, será necessário identificar o fator que está causando a perda. As causas mais frequentes são as alterações uterinas, caso do útero bicorno ou septado; endócrinas (problemas na tireoide ou no pâncreas, principalmente); imunológicas (mulheres portadoras de lúpus, por exemplo) e cromossômicas (a exemplo do mosaicismo identificado no casal – variação no número de cromossomos nas células do organismo, que aumentam a taxa de alterações nos embriões).


Higienizar a região íntima logo após a relação sexual atrapalha engravidar


Muitas mulheres imaginam que não podem fazer a higiene íntima logo após os namoros com o parceiro pois irão atrapalhar que os espermatozoides cheguem ao útero. Na verdade, lavar a vagina (externamente, não com ducha) não evitará engravidar. Assim que o parceiro  ejacula, os espermatozoides são lançados diretamente para o colo do útero e circulam a uma velocidade de 45 km/h, não há como interromper o processo através de um banho.


A infertilidade afeta mais as mulheres


A infertilidade é conjugal, não do indivíduo, contudo, o que costuma ocorrer é que a mulher tem maior cuidado com sua saúde, indo mais vezes ao médico, portanto identifica mais rapidamente qualquer problema que possa estar afetando sua fertilidade. As dificuldades para engravidar afetam quase 20% dos casais. Os fatores de origem masculina correspondem a 40% das causas; outros 40% ficam com os fatores femininos; 10% são causas mistas e em 10% dos casos não se encontra um fator determinante.

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Histerossalpingografia - o que é?



Esse é um nome tão complicado de falar e, na primeira vez em que se ouve, já dá uma assustada. Depois de algumas pesquisas e opiniões pode aumentar ainda mais o receio de fazer esse exame, isso tudo por causa da quantidade de mulheres que relatam o desconforto provocado pelo mesmo. Antes de tirar nossas conclusões, o melhor é entender um pouco mais a respeito desse exame.

O que é Histerossalpingografia?


É um exame de raio-x feito com contraste (líquido que permite realçar uma estrutura, lesão ou órgão), de forma que é possível visualizar e avaliar a morfologia das tubas uterinas. Por meio desta análise, o médico avalia a função dessas estruturas. O exame é pedido com frequência na investigação das causas de infertilidade na mulher e outros problemas ginecológicos ligados à anatomia do útero e das trompas. Se a anatomia estiver muito alterada, poderá haverá haver problemas para conseguir ter um bebê. 

Histerossalpingografia

Como é feito o exame?


O exame pode ser feito no consultório ginecológico, onde a paciente é deitada em uma maca (com os joelhos dobrados) e o médico insere um fluoroscópio através do colo uterino para que seja injetado um contraste iodado, que enche o útero e as trompas de Falópio. 

Na ponta do cateter há um balão que é inflado dentro do útero para fixação da sonda, então o contraste é injetado. O raio-X não atravessa o contraste, e assim é possível ver a anatomia do útero e das tubas uterinas durante o exame. É comum que ao longo do exame, o médico peça para a paciente modificar sua posição, o que ajuda a distribuir melhor o contraste, fornecendo mais informações.



Durante o procedimento é comum a paciente sentir uma cólica leve, como uma cólica menstrual, que desaparece logo após o término do exame. O procedimento tem duração de 30 minutos, porém o desconforto dura entre seis e sete minutos. Raramente o exame precisa ser repetido, a não ser em situações específicas, como por exemplo, quando a paciente é submetida a um procedimento cirúrgico que modifica a anatomia do útero. 

Preparação para o exame


Antes do exame a paciente deve manter abstinência sexual por 72 horas, e existe um período certo para a realização do mesmo, que deve ser realizado entre o 6º e o 12º dias do ciclo menstrual (onde o primeiro dia é o do início da menstruação). Caso haja suspeita de gravidez não deve ser realizado, de forma que é comum algumas mulheres fazerem testes de gravidez antes do exame.

Também pode ser necessária a limpeza do intestino, usando laxantes no dia anterior ao exame, para que os gases e fezes na região pélvica não atrapalhem na visualização do resultado. 

Alguns minutos antes do exame, normalmente é feito uso de medicamentos anti-inflamatórios ou antiespasmódicos, para evitar espasmos e desconfortos. Por isso, o melhor é não fazer uso de outros medicamentos, a não ser que o médico tenha recomendado. É necessário que a paciente também esvazie a bexiga antes de começar o exame.

Cuidados após o exame


Ao retirar a sonda após a histerossalpingografia, 70% do contraste escoa em direção à vagina. Apenas 2 ou 3 ml são absorvidos pelo organismo e eliminados pelo rim, sem qualquer alteração na cor ou aspecto da urina. O médico poderá também recomendar que se evite relações sexuais por alguns dias, mas não há cuidados muitos complexos no geral.

A infecção pélvica é a complicação mais comum da histerossalpingografia, porém quando todos os cuidados de assepsia são tomados, sua ocorrência é muito rara. 

Quem não pode fazer o exame?


Grávidas - Como mencionado anteriormente, o exame é inviável durante a gravidez, já que um líquido é injetado dentro útero. 

Pacientes com alergia a contraste iodado - Caso a paciente tinha tido reação alérgica importante e comprovada em outros exames com contrastes iodados injetados na veia, também deve informar ao médico o ocorrido de forma a permitir que o procedimento seja realizado tomando algumas precauções e, se necessário, a mesma poderá ser orientada a realizar o exame em ambiente hospitalar.

O exame é doloroso?


É complicado determinar o que é ou não doloroso. Depende muito da sensibilidade de cada mulher. Algumas dirão que é bem suportável e outras que é uma verdadeira tortura. Diante de tantas histórias é comum que algumas mulheres fiquem completamente apavoradas apenas com a possibilidade de precisar fazer histerossalpingografia.

Fatores como equipamentos sem qualidade, ou por profissionais despreparados, contribuem muito para que a histerossalpingografia seja realmente dolorosa e bastante desconfortável. O contraste também deve ser aquecido previamente, para evitar a contração uterina que também pode causar dor no momento do exame. Por isso, o melhor é conversar com as pessoas que já fizeram o exame e pedir indicação de locais e profissionais que estejam mais aptos a realizar a histerossalpingografia sem traumas ou pelo menos com o menor desconforto possível. 

Avaliação dos resultados


Qualquer exame feito deve ser avaliado pelo seu médico ginecologista, de forma que ele é o único que poderá determinar um diagnóstico preciso. Contudo, o que se espera no resultado de histerossalpingografia é que o útero forme um desenho quase triangular, com três pontas bem pelo contraste definidas e que as bordas não estejam embaçadas ou indefinidas. Já as trompas devem ser bem finas, formando leves ondulações que não fiquem totalmente próximas ao útero e com um contraste menos definido, parecendo que está se espalhando.  

Histerossalpingografia normal

Resultados anormais podem ser decorrentes a diversos problemas uterinos como pólipo endometrial, mioma, sinéquia, adenomiose e anomalias congênitas, como um septo na vagina. Já os problemas tubários podem ser decorrentes de processo aderencial pélvico causado pela endometriose ou por doença inflamatória pélvica, hidrossalpinge (acúmulo de água na tuba) e obstrução tubária, entre outros.

Histerossalpingografia com obstrução tubária

Vou engravidar após o exame?


Relatos de mulheres que conseguiram o positivo logo após o exame costuma encher de esperança quem precisa passar pelo exame. Contudo, não é tão simples assim. Claro que quando existe uma pequena obstrução das trompas, o contraste injetado poderá desobstruir a passagem, de forma que possibilitará a passagem do óvulo, facilitando engravidar. 

Em alguns casos a aderência é absoluta de forma que o exame não poderá resolver de imediato, da mesma maneira em casos de outras alterações que não serão resolvidas com o mesmo. Então é importante saber que o objetivo do exame é o diagnóstico e não tratamento para engravidar.

O exame poderá ser realizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ou pelo seu plano de saúde. Converse com seu médico sobre o exame e veja se é uma opção para o seu caso. Não há motivo para ter receio de fazer o mesmo pois qualquer desconforto é pequeno diante do grande sonho de engravidar. Até a próxima.