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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Estresse atrapalha engravidar


Muitas mulheres que planejam engravidar já ouviram a frase: "Deixe a ansiedade de lado que você engravida!". Mas quanto o estresse e a ansiedade podem atrapalhar a concepção? Tentar engravidar já é um ato estressante por si só. Há uma expectativa envolvida, e quando se passam meses sem conseguir engravidar, isso pode criar um ciclo vicioso de estresse que torna a concepção ainda mais difícil.

O que é o cortisol?


O cortisol é um hormônio esteroide produzido pelas glândulas suprarrenais (localizadas sobre cada rim) que em pequenas doses tem efeitos benéficos para o organismo, pois ajuda a produzir energia, a regular o açúcar no sangue e a pressão arterial, a controlar o estresse e a regular o sistema imunológico.
Pessoas que têm níveis altos de cortisol no corpo, podem sofrer aumento de peso - principalmente na área abdominal -, envelhecimento avançado, aparecimento de úlceras no estômago e um sistema imunológico bem mais frágil.


Causas do cortisol alto


Níveis elevados de cortisol no sangue podem ser causados principalmente por estresse ou por se sentir frequentemente depressivo e/ou com ansiedade. Além disso, também pode ser resultado de tensões no ambiente da pessoa e estresse físico, como por exemplo uma lesão.
Outras possíveis causas da síndrome de Cushing (nome dado para quem sofre com nível elevado de cortisol) são os problemas suprarrenais, tomar medicamentos esteroides, consumir bebidas alcoólicas de forma excessiva ou sofrer de uma depressão severa.

Como estresse afeta a fertilidade


Um estudo realizado por seis meses com 247 mulheres britânicas que tentavam engravidar e estavam em idade fértil (18 a 40 anos) mostrou que aquelas mulheres com maiores níveis de Cortisol tinham 12% menos chances de engravidar. No caso do cortisol a mulher tem dificuldade para desenvolver e liberar o óvulo, o cortisol impediria a comunicação entre espermatozoide e óvulo, esse hormônio atrapalha o momento da fertilização, quando o gameta masculino caminha pelas trompas de Falópio, fazendo com que ele não reconheça sua célula alvo. Vale lembrar que somente o cortisol não é obstáculo para o propósito de ter filhos, mas pode ser prejudicial à reprodução se estiver muito elevado ou abaixo do ideal (tanto para mulher como para o homem). Os pesquisadores também afirmaram que mesmo níveis baixos de estresse têm um impacto na fertilidade. 



Quando o organismo esta sob o estado de estresse passa a liberar grandes doses de um hormônio chamado alfa-amilase (é um tipo de adrenalina que diminui a produção de progesterona que é o hormônio responsável pelo ciclo menstrual e pelas transformações no organismo durante a gravidez). Sem a progesterona as chances de o embrião se implantar no útero diminuem.

Cuidando do estresse


É comum ouvir histórias de mulheres que engravidaram após diminuir a pressão para engravidar pode estar relacionada com a redução dos níveis de cortisol. Portanto, é de extrema importância observar o que, além das tentativas, está causando estresse e tentar reduzir ou eliminar esses fatores.

A dificuldade de engravidar não é um problema sem solução, é preciso acalmar os nervos que estão à flor da pele, entender que sua vida tem sido prejudicada por uma constante agitação, é preciso diminuir o ritmo de trabalho, pratique atividades relaxante como ioga, por exemplo, inicie uma boa leitura, mude seus hábitos, cuide de você, assuma um novo estilo de vida!

Alimentação ajuda na saúde reprodutiva


Comer equilibradamente, dando atenção ao valor nutricional dos alimentos pode contribuir para a diminuição do excesso de cortisol, especialmente nos casos em que ele é decorrente do estresse, e consequentemente ajudar no emagrecimento.

Fenilalanina - trata-se de um aminoácido que é precursora da dopamina. Quando você aumenta os níveis de fenilalanina, a pessoa se sente bem e então os níveis do cortisol, caso estejam elevados por causa do estresse, diminuem. Alguns alimentos ricos neste aminoácido são: frango, ovos, arroz integral, brócolis, abóbora, couve manteiga, agrião e alcachofra.

Triptofano - é um aminoácido e percursor da serotonina, que proporciona o prazer e o bem-estar.Alimentos ricos em triptofano são: arroz integral, soja, oleaginosas, carne, ovos, leite e derivados. Entre eles, as comidas de origem vegetal são uma fonte mais garantida de triptofano. 

Vitamina B5 - é importante para regular cortisol. Esse nutriente é um cofator para a produção de serotonina. E quanto mais serotonina, maior a sensação de bem-estar e menor a produção do cortisol. Alguns alimentos ricos neste nutriente são: damasco, amêndoa, leite, salmão, gérmen de trigo e farinha de aveia.

Além desses alimentos, o ideal é diminuir os fatores que atrapalham a fertilidade como consumo de álcool e cigarro. Aumentar a prática de exercícios ou de atividades físicas que tragam satisfação e bem-estar. Encontre aqui outras dicas de fertilidade! Até a próxima!

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Ocitocina e sua importância


Conhecida por trazer bem-estar, prazer e equilíbrio emocional além de outros benefícios para o corpo, a Ocitocina é um hormônio muito importante no momento do parto. Entenda melhor sobre esse hormônio e saiba como estimular sua produção naturalmente.

O que é Ocitocina?



A ocitocina ou oxitocina é um hormônio presente no organismo, tanto do homem como da mulher, popularmente conhecido como o hormônio do amor. Esse hormônio é liberado no nosso corpo nos momentos de prazer como num beijo, ao comer uma barrinha de chocolate ou quando somos acariciados. Também pode ser encontrada em forma de medicamento, sendo muito utilizada para induzir partos.

A ocitocina apresenta dois sítios de origem: um ovariano e outro hipotalâmico sendo assim responsável por desempenhar um importante papel no processo reprodutivo no sexo, parto e aleitamento. 

Ocitocina no sexo



A ocitocina é o hormônio que faz com que um indivíduo se sinta atraído por outro específico, que o deseje, que sinta vontade de ficar com ele, de estar próximo. Também é o hormônio da fidelidade, responsável pela capacidade de manutenção de um parceiro fixo.

A ocitocina é liberada durante o orgasmo, tanto feminino quanto masculino. Na mulher promove contrações uterinas e no homem contração dos ductos seminíferos e ejeção do sêmen. Dessa forma facilitam o transporte do esperma para o oviduto durante o período fértil. (Entenda Como Ocorre a fecundação)

Ocitocina no parto



O parto é o momento em que ocorre a maior liberação de ocitocina corporal, sendo o hormônio responsável pelo parto em mamíferos. 
Na parturiente ela promove as contrações uterinas, que provocam a dilatação do colo uterino e a descida do bebê no canal da pelve feminina.

Ocitocina no aleitamento



O papel da ocitocina é essencial na liberação de leite pelas glândulas mamárias. Quando o bebê está mamando, estimula a liberação de mais hormônios a partir do movimento de sucção. Eles fazem com o que o leite saia com mais facilidade, além de aumentar o vínculo afetivo entre mãe e filho. 

Também causa profunda sensação de prazer e relaxamento materno, pois a ocitocina age nas células cerebrais do sistema límbico – relacionado às emoções. É por isto que as mamíferas se entregam aos bebês de uma maneira tão instintiva durante o período de lactação.



Algumas mães podem precisar fazer uso do spray hormonal, que os médicos recomendam tomar cinco minutos antes de cada mamada ou de retirar leite. No entanto, esse tipo de reposição é indicado apenas quando há dificuldade na amamentação, ou então para mães adotivas.

Ocitocina sintética



Com o avanço tecnológico foi possível fabricar em laboratórios a Ocitocina Sintética. Com ela foi possível ajudar mulheres com problemas no trabalho de parto, já que ela acelera as contrações e a dilatação. A ocitocina também é usada logo após o parto para controlar uma possível hemorragia interna.

Então a ocitocina sintética é uma maravilha para ser usada no parto, não é? Não!

Problemas com o uso da ocitocina sintética


O uso de ocitocina sintética, feita de forma indiscriminada por muitos obstetras pode ser arriscado. Se, por um lado, o uso do hormônio artificial é capaz de corrigir partos disfuncionais, por outro, pode causar disfunção em partos fisiológicos que evoluiriam perfeitamente com o hormônio natural.

Infelizmente, o que antes era utilizado apenas em casos em que a mulher necessitava entrar em trabalho de parto mas evitava-se partir para a cesariana, induzindo um parto de maneira similar ao trabalho de parto espontâneo, passou a ser utilizado para acelerar partos que estavam progredindo normalmente. O uso indiscriminado da ocitocina artificial, com o objetivo de acelerar partos fisiológicos, promoveu aumento nas taxas de complicações e cirurgias intra-parto. Isto porque a ocitocina aumenta a intensidade e potência das contrações uterinas, aumentando o risco de alterações na frequência cardíaca fetal e no aporte de oxigênio para o feto, durante o trabalho de parto.



Quando se utiliza o hormônio artificial, o corpo deixa de liberar o hormônio de forma natural, com isso as demais ocorrências que seriam desencadeadas pelo hormônio deixam de ocorrer aumentando riscos de hemorragia pós parto, pois como sua produção corporal de ocitocina não foi a responsável pelo parto, seu corpo também não produzirá a quantidade necessária de ocitocina para contração do útero após a saída da placenta, o que causa sangramento aumentado. 

Simplificando, o corpo diminui a produção do hormônio pois ele "já tem", não precisa produzir mais... Além de que a ocitocina natural faz com que outros hormônios essenciais para o momento do parto sejam liberados como endorfina e adrenalina, muito importantes para o trabalho de parto. 

É comum problemas no processo de aleitamento materno e o aumento dos índices de depressão pós-parto nas sociedades industrializadas com uso indiscriminado de ocitocina artificial para acelerar o trabalho de parto.


Estimular a produção da ocitocina


A grande resposta aos problemas causados pelo uso excessivo da ocitocina sintética é o estímulo natural. Como fazer isso? Não é complicado. Na verdade a produção da ocitocina é facilmente conseguida com adoção de algumas medidas simples:

Ambiente privado: o momento do parto é muito intenso para a gestante. Passam-se muitas dúvidas, medos e ansiedades. Imagina passar por isso e ainda ter que lidar com pessoas andando para lá e pra cá e ainda por cima tendo acesso a sua intimidade sem qualquer escolha que se possa fazer? Impossível relaxar num ambiente assim, dessa forma a ocitocina tem sua liberação dificultada. A simples garantia de privacidade e pouca interferência, aumentam a intensidade das contrações uterinas, sugerindo aumento da ação do hormônio nas fibras musculares do útero.

A mesma regra vale para a iluminação ambiente, odores fortes e outros estímulos que fazem com que o neocórtex – porção do cérebro responsável pelo raciocínio complexo dos humanos – diminuam a velocidade de progressão do trabalho de parto, provavelmente por interferir na produção e/ou liberação de ocitocina.

Respeito a parturiente: nada causa mais temor do que não saber o que estão fazendo conosco no momento do parto. Toda ação deve ser explicada e, se possível, ser respeitado o desejo da mãe. Muitos são os procedimentos que são feitos sem que a mãe não saiba de nada e nem ao menos o motivo por que estão sendo feitos. Ao invés de relaxar, a mãe passará a ficar cada vez mais tensa com qualquer pessoa que entrar no quarto, diminuindo assim as chances de progresso do trabalho de parto. 

Alívio do estresse: a adoção de atividades relaxantes seja nos dias que antecedem o parto como no próprio trabalho de parto, ajudam na liberação da ocitocina. Atividades como acupuntura ou massagens são causam grande alívio nas gestantes, por consequência, mais chances de entrarem em trabalho de parto de forma natural. O sexo também é relaxante, e ainda ajuda com a produção de prostaglandina, que ajuda no amadurecimento do colo do útero e o incentiva a se abrir. Pode-se também estimular o mamilos que ajudam nas contrações uterinas, bastando fazer movimentos semelhantes ao de sucção diariamente, massageando a área por cerca de cinco minutos. Banhos quentes além de relaxantes podem estimular a produção de ocitocina, promovendo bem estar para mãe, também é uma ótima forma de seguir com o trabalho de parto.

Como vemos, a ocitocina é um hormônio chave para a mulher que deseja ser mãe. E é claro que não somos contra o uso do alívio artificial, quando necessário, mas se pode ser estimulado naturalmente, qual o motivo para não fazê-lo? Quanto mais soubermos sobre o assunto, melhor. É importante não ter pressa no que se trata do trabalho de parto e também preferir a utilização de ações que promovam ao próprio corpo condições ideais para que tudo ocorra da melhor maneira. Somos capazes de produzi-la em nossos cérebros e em nossos laboratórios. O grande desafio é não atrapalhar nossos cérebros e nossos corpos com o uso exagerado da nossa tecnologia laboratorial, respeitando a beleza da fisiologia reprodutiva de nossa espécie, que funciona perfeitamente na grande maioria das vezes. Até a próxima!

Fonte:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Os sintomas nas primeiras 12 semanas de gravidez


Procurar por sintomas de gravidez é o que toda mulher que deseja engravidar faz todos os meses. É difícil controlar a ansiedade na busca por indícios de que finalmente chegou sua vez na conquista do positivo. Dividimos os primeiros 3 meses de gestação e vamos explorar cada semana e tentar mencionar cada sintoma que possa indicar que há um bebê à caminho.

A 1ª Semana de Gravidez



A chamada 1ª semana é marcada por nem imaginar que esse será o ciclo em que conquistará o positivo! Isso mesmo! Não se tem ideia de nada pois na verdade a gravidez propriamente dita ainda não ocorreu. O motivo disso é que, na verdade, determinar o dia em que a mulher ovulou e o momento em que houve a fecundação é muito, muito difícil. Dessa forma, se fossemos contar a gravidez a partir desse momento seria difícil determinar com exatidão para quando seria o parto. Assim, convencionou-se a contar o tempo de gestação a partir do primeiro dia da menstruação. Portanto, é impossível ter sintomas de gravidez quando ainda não se está grávida. Provavelmente a mulher ainda sofre com os sintomas da menstruação, mas nunca sintomas de gravidez.

Conheça mais sobre como se conta o Tempo de Gestação.

A 2ª Semana de Gravidez



A segunda semana é aquela em que passou a menstruação mas a mulher ainda não ovulou, assim, também não há nenhum sintoma além daqueles que indicam que a ovulação está preste a acontecer. A menos que se tenha um ciclo menstrual mais curto (26 dias ou menos), não haverá ovulação antes do fim dessa semana. Ainda assim, não haverá sintomas, já que apenas a fecundação irá apresentar os primeiros sintomas perceptíveis.


Os sintomas mais comuns são da ovulação e variam de mulher para mulher como cólicas, sensibilidade mamária, alterações do olfato e paladar, pequenos sangramentos de ovulação e do muco vaginal. (Saiba mais em Como sei se estou ovulando?)

A 3ª Semana de Gravidez



Embora na terceira semana a mulher já possa estar grávida, ainda não haverá grandes indícios disso. Isso ocorre pois do momento da fecundação até sua chegada no útero leva de 6 a 12 dias. Durante esse processo, pode ser que a mulher sinta alguma cólica, resultante do movimento do óvulo até o útero. O mais comum é que a fecundação ocorra na 3ª semana e a implantação propriamente será completada por volta da 4ª semana, na maioria das vezes. Entenda detalhes de Como ocorre a fecundação.

O momento da implantação é o que pode apresenta algum sintoma. Além de uma leve cólica, algumas mulheres costumam apresentar um sangramento de Nidação

Saiba que embora o processo gestacional já tenha iniciado com a fecundação, a medicina só considera que há gravidez quando a implantação ocorreu sem problemas. Se por qualquer motivo não houver a fixação na parede uterina, o organismo cuida de parar o processo e eliminar o embrião. 

Muitas mulheres podem passar por esse momento sem se quer suspeitar que houve um início de implantação, já que isso costuma ocorrer no mesmo período em que a menstruação deveria vir. Esse problema é conhecido por algumas mulheres e é chamado de Gravidez Química

A 4ª Semana de Gravidez



Enfim é chegada a semana em que a mulher está realmente grávida. O processo de nidação do embrião foi concretizado com sucesso e os primeiros sintomas podem aparecer. 

Na 4ª semana de gestação calculada pela DUM corresponde mais ou menos a 2ª semana após a relação sexual que deu origem à fecundação do óvulo e a 1ª semana de gravidez de fato. Nesse momento, o embrião tem cerca de 0,2 mm de diâmetro, é composto por cerca de 200 células e acabou de se implantar na parede do útero. Nesta fase, o embrião é tão pequeno que ainda não é possível ser visto pelo ultrassom.
Com a implantação do embrião, iniciou-se a produção de hCG, que é o hormônio responsável pela manutenção da gestação nos primeiros meses. Junto com a progesterona, hormônio que aumenta bastante durante a gestação, surgem os primeiros sintomas. Eventualmente, sintomas como náuseas e vômitos, sensação de barriga distendida, vontade frequente de urinar, cansaço e alterações do humor podem surgir no final da 4ª semana de gestação, mas eles são mais comuns a partir da 5ª e 6ª semanas.

A 5ª Semana de Gravidez



Apesar de ser a 5ª semana de gravidez, isso utilizando a data convencionada pela DUM, a gravidez de fato está em sua 2ª semana, mais ou menos.

Neste momento, a produção de hCG acelera e a concentração sanguínea desse hormônio dobra a cada 48h. Os níveis de estrogênio e progesterona também estão elevados, o que favorece o surgimento de sintomas e alterações no corpo da futura mãe. Descubra como funciona o Beta hCG.

Além da sensibilidade, as mamas crescem e o mamilo começa a escurecer. Os lábios vaginais também tonam-se mais escuros. Um cansaço leve, aumento da vontade de urinar, alterações de humor, aumento da salivação e aumento dos gases intestinais são sintomas que costumam surgir ao longo desta semana.

A 6ª Semana de Gravidez



Seguindo o cálculo base da DUM, a gravidez na 6ª semana seria a 3ª de gravidez efetiva.

Algumas mulheres poderão chegar a está semana sem sintomas relevantes, são as chamadas sortudas. Contudo, dificilmente poderão seguir a diante adentrando a 7ª semana sem sintoma algum. Durante a 6ª semana há um acentuamento dos sintomas iniciais. Para aquelas que começaram a sentir algum desconforto já na 4ª semana, pode sentir um aumento no cansaço, nas idas ao banheiro, piorando a noite, além é claro do conhecido enjoo matinal (Como aliviar com os enjoos na gravidez). 

Costuma ser a semana em que o parceiro começa a perceber as alterações no paladar e olfato da companheira. É quando os desejos ou aversões por alimentos específicos podem aparecer. Alterações no humor, medos e aumento das mamas passam a ser marcantes nesta fase.

O embrião ainda é muito pequeno (não tem nem 1 cm de comprimento) e o útero praticamente não mudou de tamanho. Porém, a gestante sente-se com a barriga inchada e pode notar que as suas calças já não lhe cabem mais tão bem.

A 7ª Semana de Gravidez



Até o final da 7ª semana, cerca de 90% das mulheres podem notar sintomas claros da gravidez. É bastante comum apresentar enjoos, excesso de salivação, muito muito xixi, aumento do cansaço e do sono, seios maiores e mais sensíveis, sobe e desce emocional, barriga inchada e um pouco mais dura e algumas vezes pode sentir refluxo gastrointestinal. E para algumas há ainda o inconveniente sintoma de prisão de ventre.

Para aquelas mulheres que são muito ativas, pode-se perceber que não há animação nas atividades antes cobiçadas. Tudo que pode passar pela cabeça da nova mamãe é a vontade de aproveitar muito bem a sua cama ou outro lugar qualquer que se possa dar um cochilo. Tonturas também podem ser sintomas comuns. 

Embora os enjoos e a aversão a alguns alimentos, a mulher pode notar um ganho maior de peso. 

Da 8ª a 12ª Semana de Gravidez



O início do terceiro mês, marcado pela 8ª semana traz muita novidades. E até o final do 1º trimestre ao final da 12ª semana, muito estará mudando dentro e fora da gestante.

Muitas mulheres poderão sentir-se plenamente grávidas, enquanto outras, possam levar um pouco mais de tempo para se adaptar a tantas mudanças. Os sintomas que tinham que surgir já surgiram, e a tendência é que eles se tornem mais intensos até a 11ª-12ª semana, quando a pior fase começa a passar. O enjoo e o cansaço intenso tendem a desaparecer após a 12ª semana. Porém, boa parte dos sintomas permanecem, principalmente a vontade frequente de urinar  e o refluxo.

Aquele comercial de margarina com a mulher linda nos primeiros meses da gravidez pode parecer uma tremenda enganação. Não são todas as mulheres que percebem a pele mais brilhante e macia, muitas na verdade percebem um aumento na acne, oleosidade, pigmentação, podendo mesmo aparecer pequenos vasos, engrossar os pelos e alterar as unhas. Pode ser que a mulher note que os cabelos e unhas crescem mais rapidamente. Tudo isso por causa da intensa exposição aos hormônios progesterona e estrogênio. Algumas mulheres poderão também sentir que as gengivas estão mais frágeis, e a ocorrência de gengivite também é comum. 

Embora muitos médicos digam ser improvável, ao final de 12 semanas, algumas mulheres podem sentir o bebê mexer, sensação descrita como borboletas no estomago. Tudo depende de quão bem a mulher conhece seu corpo ou mesmo se não se trata da primeira gestação. A verdade é que esse sintoma pode ser confundido com os movimentos de gases dentro dos intestinos, pois o feto tem cerca de 5 a 6 cm a essa altura. 



Apesar de tantas mudanças, o melhor é não tentar comparar o que uma pessoa sentiu com o que você sente. Isso serve apenas para deixar a gestante mais ansiosa. Cada gravidez é única e portanto, não se deve comparar. O importante é tentar aproveitar o momento da melhor forma possível, superando os incômodos comuns, e guardando boas lembranças dessa linda fase. Até a próxima!

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A tireoide e a fertilidade


A tireoide é uma glândula que age nas funções de órgãos importantes como coração, cérebro, fígado e rins. Está localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto). 

As mulheres com funcionamento deficiente ou excessivo dessa glândula, podem ter seus ciclos menstruais desregulados e em alguns casos, pode levar a infertilidade. 

Hipotireoidismo e Fertilidade


A tireoide fabrica dois hormônios a tiroxina (T4) e a tri-iodo-tironina (T3). A tiroxina é responsável por controlar o metabolismo. Quando os níveis de T4 caem (hipotireoidismo), o metabolismo fica mais lento. Um baixo nível de T4 pode comprometer também o ciclo menstrual, pois a possibilidade de ovular cai. 

Com relação a fertilidade, os hormônios que devemos considerar são a progesterona e o estrogênio. Sabemos que para que a ovulação ocorra normalmente, esses hormônios devem estar equilibrados, o que não ocorrerá se a tireoide não funcionar corretamente.

Muitas mulheres conhecem o funcionamento da progesterona durante uma gravidez e sabem como ela é importante para sua manutenção. O que poucas conhecem é a influência do estrogênio no ciclo menstrual. Ele é responsável pelo crescimento das células, no ciclo menstrual, ele irá favorecer o crescimento do endométrio. Contudo, para isso, ele faz com que as células do útero consumam mais oxigênio. Quando os níveis de estrogênio estão mais altos do que o necessário, ele faz com que as células consumam mais oxigênio, e para isso elas irão retirar o oxigênio que seria importante para auxiliar no desenvolvimento do óvulo, ou ainda na implantação do embrião. Sem oxigênio suficiente, o desenvolvimento do óvulo fica comprometido, e nos casos em que há a implantação, a gestação pode ser comprometida, levando a perda prematura. 

O estrogênio atua negativamente na tireoide pois suprime a liberação dos hormônios da tireoide, o que pode causar hipotireoidismo. Para quem tem hipotireoidismo, o fígado não consegue retirar o excesso de estrogênio do corpo, de forma que o mesmo continua a acumular-se, o que alimenta o hipotireoidismo. Assim temos um ciclo que não pára, onde o estrogênio causa a não liberação dos hormônios da tireoide (hipotireoidismo) e o hipotireoidismo não permite que o corpo elimine o excesso de estrogênio. 



Fontes externas de estrogênio


Como vimos, o estrogênio alto pode levar ao hipotireoidismo. Embora essa alteração pode ser causada pelo excesso de estrogênio, qualquer outro fator que leve ao hipotireoidismo elevará o nível de estrogênio, ou seja, embora o estrogênio possa não ser o que causou o hipotireoidismo, seu nível será mais alto por causa dessa alteração. Sabendo disso devemos então cuidar com as demais fontes que podem contribuir pela elevação de estrogênio no organismo, como os anticoncepcionais, pois pode levar um tempo até que seu corpo consiga equilibrar o nível de estrogênio após o fim do uso de pílulas anticoncepcionais. Tudo dependerá de quanto tempo ele conseguirá se liberar do excesso do hormônio, o que pode levar de 3 a 6 meses, embora há casos de mulheres que conseguiram uma recuperação dos níveis hormonais, engravidando em seguida a parada da pílula. Alguns alimentos também são ricos em fitoestrógenos (estrogênio natural), fazendo com que o nível desse hormônio seja elevado, prejudicando a fertilidade.

Hipertireoidismo e Fertilidade


No lado oposto das alterações do funcionamento da tireoide é quando a glândula produz muito hormônio T4 e T3. Com a glândula mais ativa, o metabolismo tende a ficar mais acelerado. 

Uma causa comum de hipertireoidismo é a Doença de Graves, uma doença autoimune que tende a ser adquirida de forma familiar e afeta a glândula tireoide inteira. Outra causa de uma tireoide hiperativa são os chamados nódulos quentes, que podem se formar sobre a glândula. Nesse caso, a maior parte da glândula continua a funcionar normalmente, mas o nódulo contém células que produzem muito do hormônio T4.

Independente da causa, bem como no caso do hipotireoidismo, o ciclo menstrual pode ser comprometido, dificultando a ovulação e nos casos em que ocorre a implantação do embrião, há riscos de perda gestacional. Por isso a necessidade de se fazer um pré-natal rigoroso especialmente o controle endócrino, pois muitas vezes é necessário o aumento da dose da droga que controla a tireoide para não colocar em risco a vida tanto da mãe quanto do bebê.

Sintomas da tireoide


O hipotireoidismo pode causar constipação, fluxo menstrual aumentado, ganho de peso, diminuição do apetite, letargia, depressão, problemas cognitivos, fadiga, pele seca e áspera, intolerância ao frio ou dores musculares, queda de cabelo, fala lenta e/ou voz rouca, mãos dormentes, palmas das mãos e solas dos pés alaranjados, além de confusão ou pensamento lento. 

Sinais de hipertireoidismo incluem evacuações mais frequentes, perda de peso, ciclos irregulares, aumento do apetite, insônia, nervosismo, intolerância ao calor, tremores nas mãos e palpitações cardíacas.

Diagnóstico e Tratamento


Para detectar alterações da tireoide, basta alguns exames de sangue e um ultrassom da mesma. Os exames são que medem os níveis dos hormônios da tireoide T4 (tiroxina) e TSH (hormônio estimulador da tireoide) e também os exames de anticorpos anti-tireoide. Altos níveis desses anticorpos são típicos de uma doença da tireoide chamada Tireoidite de Hashimoto, que pode resultar em hipotireoidismo. A Tireoidite de Hashimoto é classificada como uma doença autoimune, porque o corpo se volta contra si, formando anticorpos que atacam as células da tireoide e diminuem a produção de hormônio da mesma. A glândula em si pode compensar, tornando-se aumentada. A presença de anticorpos antirreceptor do TSH (TRAB) pode indicar uma doença autoimune chamada Doença de Graves (no caso de hipertireoidismo).

O tratamento do hipotireoidismo consiste na reposição oral do hormônio tiroxina (T4), uma vez ao dia, preferencialmente pela manhã e em jejum. A dosagem deve ser individualizada, sendo importante o controle periódico para que seja ajustada sempre que necessário. No hipertireoidismo, os tratamentos são projetados para diminuir a secreção de hormônios da tireoide. Isso pode ser feito com drogas antitireoidianas ou com iodo radioativo, que, essencialmente, mata parte da glândula para diminuir sua produção hormonal. Iodo radioativo não pode ser usado em mulheres que já estão grávidas e deve haver um período de pelo menos seis meses de espera após o tratamento antes de tentar engravidar.

Apesar da dificuldade que a alteração da tireoide pode causar para quem sonha com o positivo, é importante que o diagnóstico seja feito o mais breve possível e que siga o tratamento corretamente. Até a próxima!