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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Por que temos cólicas no ciclo menstrual?


Para mais de 50% das mulheres, ter cólicas é algo que ocorreu ao menos uma vez na vida. Algumas mulheres podem sofrer mais com as cólicas, chegando a ficar sem realizar qualquer atividade no período menstrual. Embora seja mais comum durante o período menstrual, as cólicas podem ocorrer fora desse período por outros motivos. Saiba as causas das cólicas dentro ou fora do período menstrual.

Por que temos cólica?


O corpo feminino possui estruturas reprodutivas, tais como o útero, os ovários e as trompas, que todo mês se preparam para receber um bebê. Nessa preparação, cria-se uma camada dentro do útero chamada endométrio, responsável por nutrir o embrião. Quando não ocorre a gravidez, o corpo precisa desfazer a estrutura para um novo ciclo. Assim, o corpo precisa eliminar o endométrio e para isso o útero contrai expulsando o endométrio. As contrações do útero comprimem os nervos e os vasos sanguíneos à sua volta, causando dores no baixo-ventre. 

As cólicas ocorrem para ajudar o útero a eliminar o endométrio


Chamada de Dismenorreia, as cólicas menstruais estão associadas à liberação de substâncias chamadas prostaglandinas, que são produzidas no útero. Sua elevação acima de níveis fisiológicos promove fortes contrações no músculo uterino e redução da circulação (vasoconstricção) dos seus vasos sanguíneos e diminuição da oxigenação no local, com consequente surgimento da dor menstrual.

Tipos de Dismenorreias


Basicamente, existem dois tipos de dismenorreias: a primária, que é o tipo comum, que a maioria das mulheres tem e, a secundária, que provém de outras doenças locais já existentes, entre as quais a endometriose, a adenomiose, mioma uterino, doença inflamatória pélvica (DIP), reação inflamatória ao uso de DIU, malformações uterinas, estenose cervical e outros.

Entre as causas menos comuns de dismenorreia estão a presença de cistos nos ovário e varizes pélvicas, que causam dores no baixo ventre, podendo simular um quadro de dismenorreia secundária.

Cólicas fora do período menstrual


A cólica fora do período menstrual pode ou não ser normal. Algumas mulheres poderão sentir cólicas durante a ovulação, não sendo motivo de maior preocupação nesse caso. 

A dor decorrente da ovulação apresenta as seguintes características:

  • Normalmente é regular, ocorrendo sempre na mesma fase do ciclo menstrual;
  • A cólica geralmente dura apenas algumas horas, podendo ainda persistir por 2 ou 3 dias em algumas mulheres;
  • Também pode ocorrer sangramento vaginal nesse período, provocado por uma queda dos níveis de estrogênio. Saiba mais sobre o Sangramento de Ovulação.


Algumas vezes as cólicas fora do período menstrual pode indicar problemas ou doenças em órgãos do aparelho reprodutor, urinário e gastrointestinal, podendo ainda ter origem no sistema musculoesquelético. Nesse caso, as dores costumam ser agudas (fortes) e as principais causas são Doença inflamatória pélvica, Gravidez Ectópica, Apendicite, Torção de ovário, Endometriose e Infecção urinária

Já a dor pélvica crônica, durando ao menos 6 meses, pode ser causada por:

Ginecológicas: endometriose, adenomioses, pólipos, prolapso genital, varizes no útero, aderências pélvicas, doença inflamatória pélvica;
Gastrointestinais: síndrome do intestino irritável, prisão de ventre crônica, hérnias, doença inflamatória pélvica, câncer;
Urinárias: cistite, litíase urinária, câncer;
Musculoesqueléticas: espasmo de musculatura do assoalho pélvico, problemas posturais, fibromialgia; hérnia de disco.

Como aliviar as cólicas menstruais


Se a causa das cólicas não estiver ligada às doenças, as dores podem ser aliviadas com uso de analgésicos, antiespasmódicos e bolsa de água quente. Em alguns casos, o médico poderá indicar o uso de anticoncepcional para tratar as cólicas. 

Alguns truques também podem ajudar com as cólicas:

Deitar de barriga para baixo - nessa posição a região pélvica fique mais aquecida, ajudando na circulação sanguínea, aliviando as dores. Para ajudar na compressão, use uma almofada que além de comprimir, aquece mais rapidamente o local.

Toalha quente - essa dica é para quem não tem bolsa de água quente. Basta substituir por uma toalha úmida aquecida. E para manter aquecida basta utilizar o microondas para aquecer a toalha por uns 20 segundos. Cuidado para não se queimar!

Tome chá quente - nada mais relaxante que tomar um chá quentinho... alguns podem inclusive ajudar com o fluxo menstrual. (Chás para fazer descer a menstruação

Relaxar - isso mesmo, o estresse pode aumentar o nível de cortisol no sangue, e também aumentar as cólicas menstruais. Por isso escolha atividades relaxantes e evite ficar estressada durante esse período. 

Alimentação - aumento de ingestão de produtos ricos em magnésio e cálcio, previnem as cólicas e tem ação anti-inflamatória. O leite, a aveia, alguns peixes, vegetais escuros têm nutrientes que regulam o metabolismo e relaxam os músculos.

Atividades Físicas - os exercícios físicos também ajudam a reduzir a dor devido à liberação de endorfina, que funciona como um analgésico natural. Além de trazer bem estar, a substância ajuda na diminuição dos níveis de cortisol e o relaxamento dos músculos. 

Evite a cafeína - essa substância acentua as contrações dos músculos da região do baixo ventre, de forma que é melhor evitar tomar chá preto, refrigerante à base de cola, álcool e café.


É importante que as causas das cólicas fora do período menstrual sejam investigadas pelo médico ou ginecologista. Mesmo em caso de dores menstruais fortes, a avaliação médica é indicada para o tratamento adequado. Até a próxima!








segunda-feira, 10 de abril de 2017

Por que os seios doem?


Durante o ciclo menstrual é muito comum passar por alguns desconfortos como seios sensíveis e inchados. Algumas mulheres podem sentir mais que outras esses desconfortos. Essa sensibilidade mamária varia então de leve até as mais graves e costumam melhorar no final do ciclo e início do novo ciclo. 

Por que os seios doem durante a menstruação?


Durante o ciclo menstrual, o corpo da mulher sofre diversas alterações que preparam o útero para receber um bebê. Dentre essas alterações, está a preparação das mamas para a amamentação. Não havendo a gravidez, ocorre a menstruação e as mamas, antes inchadas e doloridas, desincham. Isso ocorre devido, principalmente, a ação cíclica de dois hormônios que são produzidos nos ovários: o estrogênio e a progesterona

É normal sentir dor nas mamas durante o ciclo menstrual?


A dor nas mamas é chamada de mastalgia e podem ser cíclicas ou acíclicas. A chamada mastalgia cíclica é aquela que ocorre frequentemente antes da menstruação, melhorando após o período menstrual e afeta as duas mamas. Embora possa variar de intensidade de mulher para mulher, é uma situação que costuma atingir cerca de 80% dos casos de dor nas mamas e se trata de algo fisiológico, e assim como a menstruação, é normal. Já no caso da mastalgia acíclica não há relação com o ciclo menstrual e afeta geralmente uma das mamas. 

A mastalgia também pode ser manifestação de uma doença de origem extra mamária, isto é, não localizada na mama, mas a dor é referida na mama. Cerca de 10% dos casos de mastalgia tem causa extra mamária.


O que causa as dores mamárias?


As causas para a sensibilidade mamária variam entre: tensão pré menstrual (TPM), o próprio ciclo menstrual, gravidez, Displasia mamária (alteração funcional benigna das mamas também chamada de mastopatia fibrocística da mama) e medicamentos a base de estrogênio, como pílulas anticoncepcionais.

A dor nas mamas está relacionada com câncer de mama?


Apenas 2% das mulheres que tiveram câncer de mama referiram a dor como primeiro sintoma. O câncer de mama raramente dói. Por isso, é importante que você faça pelo menos uma mamografia entre os 35 e 40 anos de idade, e, a partir dos 40 anos, anualmente.

Os hormônios e as dores nos seios


A ação dos hormônios estrogênio, estradiol e progesterona é a causadora das dores nos seios durante o período pré-menstrual.

O que acontece é que, durante esse período, o corpo passa a reter líquidos e, além disso, o deslocamento desses líquidos dentro do organismo fica facilitado. Devido a esses efeitos que alguns hormônios têm no corpo durante o período pré-menstrual, uma grande quantidade de água acaba indo para as mamas. Isso aumenta o seu volume e, consequentemente, causa dores nos seios, sensação de inchaço e aumento de peso.

Os níveis de estrogênio irão se elevar durante o ciclo menstrual até que chegue o dia da ovulação, entre o 10º e o 20º dia do ciclo dependendo do tamanho do ciclo menstrual (saiba como calcular período fértil) e nos dias seguintes à ovulação ocorre uma ligeira queda nos níveis de estrógeno e elevação nas taxas de progesterona o que caracteriza a segunda fase do ciclo menstrual, que dura de 12 a 14 dias.

Essa alteração, quando muito brusca, pode causar levar a sintomas como os seios sensíveis e inchados. 


É normal sentir dor no seio após a menstruação?


A dor nas mamas é mais comum no período pré-menstrual (entre três e sete dias antes da menstruação) e costuma desaparecer com a chegada do fluxo, período em que as mamas voltam ao normal e o desconforto desaparece. Contudo, a persistência de dor pode ser um sinal de alerta. Mesmo quando não está relacionada com a menstruação, a dor nos seios costuma ser benigna e não requer tratamento, mas é importante estar atenta para a presença de nódulos ou lesões nas mamas, que podem indicar a existência de algo mais grave.

Seios doloridos durante a ovulação


É uma condição que pode também ser atribuída às alterações hormonais que ocorrem em torno do momento da ovulação. Existe um grande número de mulheres que relatam esse como sendo um dos sintomas durante a ovulação, assim sendo, pode ser considerado como uma ocorrência comum. 

Para confirmar se a dor nos seios está ligada à ovulação, é importante observar os sinais de ovulação como muco cervical, temperatura corporal basal, ou utilizar outras ferramentas, como testes de ovulação, que ajudem a saber se está ovulando (Como sei se estou ovulando?) Se a dor da mama também ocorre em torno do mesmo tempo  você pode estar certo de que a ovulação de fato está causando isso. Caso não haja sinal de ovulação, então a dor  pode ser devido a um desequilíbrio hormonal (dominância de estrogênio na maioria dos casos). Nesse caso, esta dor continua por mais de um par de meses e você pode precisar de um tratamento para equilibrar seus hormônios e obter o seu ciclo menstrual regulado.


Como evitar as dores nos seios?


Não existe um tratamento para as dores nos seios quando está está ligada a eventos fisiológicos como a menstruação ou a ovulação. No entanto, você pode tomar certas medidas para minimizar a dor e desconforto. Isso inclui a aplicação de compressas frias para a área da mama. Mesmo sendo algo natural e que toda mulher está suscetível a passar, existem alguns fatores que podem agravar esses sintomas. Portanto, para evitar a dor nos seios, siga algumas dicas:

  • Evite estresse emocional: faça alguma atividade que seja prazerosa para você como, por exemplo, caminhar, praticar esportes, passear, ler, assistir a um filme, etc.
  • Evite ingerir em excesso chocolates e achocolatados
  • Evite refrigerantes (principalmente aqueles à base de cola)
  • Evite o consumo de chás preto e mate
  • Evite o excesso de café
  • Evite coco
  • Evite vícios de postura e esforço físico em excesso
  • Seja otimista e alegre
  • Evite fumar
  • Evite beber em excesso
  • A sua alimentação deve ser saudável e variável.


É importante salientar que qualquer dor nos seios ou outros sintomas que sejam muito intensos, devem ser avaliados por um especialista. É sempre o melhor prevenir do que remediar. Até a próxima!


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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Como acabar com as cólicas no bebê


Nada mais angustiante para uma mãe que ouvir seu bebê chorando. Os primeiros três meses são de aprendizagem. A mãe passa a perceber se o choro é por fome, por sono ou simplesmente porque o bebê está com saudade da mamãe. Quando não há motivos para o choro do bebê, ele já comeu, está sequinho e devia estar dormindo mas não para de chorar, é hora de avaliar se ele não está sofrendo com as cólicas. 

O que causa as cólicas no bebê?


Nos primeiros meses é muito comum que o bebê tenha cólicas, porque o sistema digestivo ainda não está pronto, os movimentos peristálticos (que empurram o alimento através do tubo) ainda são desordenados. As cólicas também são causadas devido a formação de gases - eles surgem porque, quando o bebê mama, acaba engolindo ar ou por causa da fermentação, mais acentuada ainda na digestão do leite de vaca. 

Como saber se é cólica?


Um bebê com menos que 5 meses, chora mais que três horas seguidas mais que três vezes por semana, e isso já dura ao menos três semanas, há boas chances de ser cólica. 

A cólica costuma aparecer por volta de duas a três semanas após o nascimento (no caso de crianças prematuras, de duas a três semanas após a data prevista para o parto). 

É normal que bebês chorem quando estão com fome, molhados, assustados ou cansados, mas crianças com cólica choram sem parar e nada consegue lhes dar conforto ou consolo. 

Os principais sintomas da cólica são:

  • Crises de choro intenso e difícil de acalmar
  • O bebê encolhe as perninhas e arqueia as costas para trás, estica-se e se espreme enquanto chora.
  • O bebê se "espreme" e se contorce, e parece ter alívio quando solta um pum ou quando consegue fazer cocô. 
  • Começar a chorar no meio de uma mamada.

As cólicas podem acontecer geralmente no final da tarde e fazem o abdome do bebê se contrair. Uma forma de evitar a tristeza de ver seu bebê sofrendo com as cólicas é preparar-se para cuidar delas com alguns métodos indicados por especialistas:


Dê preferência ao leite materno



Além de ser um ótimo calmante, restringir à dieta ao leite materno nos primeiros seis meses de vida ajudará nessa fase de amadurecimento do sistema digestivo e de cólicas mais fortes. Diferentemente da mamadeira, o bebê ao mamar no seio engole menos ar pois ao encaixar a boca no seio, cria-se uma maior vedação evitando a formação de gases. Além disso, o leite materno também fermenta menos no sistema digestivo do recém-nascido em comparação com o leite de vaca. (Como é produzido o leite materno)

Coloque o bebê para arrotar



É muito importante fazer com que a criança arrote para expelir o ar engolido durante a amamentação. Essa prática faz com que os gases, causadores das cólicas, saiam do estômago da criança e sejam eliminados. Isso ajuda a amenizar as dores, mas não deve ser tratado como regra. Caso a criança não arrote em mais de cinco minutos, a mãe pode deitá-la sem problemas. Para os pequenos que não mamam no peito, existem mamadeiras especialmente projetadas para evitar a cólica.

Banho morno



Para ajudar a acalmar o bebê o melhor é dar um banho morno, mais para quente, regulando a temperatura da água entre 36ºC e 37ºC. A temperatura amena relaxa o corpo todo, até o sistema digestivo, que passa a sofrer menos com os movimentos peristálticos irregulares. Esse recurso pode ser utilizado ainda que seja de madrugada pois evita as contrações dolorosas que não deixam o bebê dormir. Pode-se manter preparado os produtos para o banho, cuidando para que o ambiente esteja silencioso ou pode-se colocar uma música suave tocando baixinho, usando luz indireta. Faça com que seu bebê escute sua voz, seja através de uma conversa ou mesmo uma música de ninar.A percepção de uma atmosfera calma ao redor tranquiliza o bebê, e a água na temperatura do corpo proporciona uma sensação muito próxima à que a criança experimentava no útero.

Coloque o bebê na posição aviãozinho



Segure o bebê de bruços, apoiando seu braço embaixo da barriguinha dele. Quando deitado de bruços o bebê consegue expelir mais facilmente os gases que o incomodam e agravam a cólica. Os bebês adoram essa posição diferente do tradicional e o aquecimento na barriga ameniza a dor. Também vale deitar o bebê de bruços na cama ou no berço, sobre o peito do pai ou da mãe, sempre com o cuidado de deixar o rosto livre para respiração.


Lembre de aquecer levemente o quarto para que o bebê não senta frio. Tire sua blusa e a roupa dele, deixando-o apenas com a fralda. O contato pele com pele aconchega, enquanto o cheiro e a voz da mãe ou do pai transmitem calma e segurança. 


Estimule o funcionamento do intestino



Normalmente uma caminhada faz com que o intestino preso seja estimulado. Como o bebê não anda, esse estímulo pode ser feito através de movimentos feitos pela mãe. Basta flexionar as perninhas do bebê em direção ao peito, primeiro com as duas perninhas juntas, depois alternando as perninhas, movimentando-o como se ele estivesse pedalando uma bicicleta imaginária. O exercício manda embora os gases que provocam o desconforto.


Pode-se massagear o abdômen do bebê, que além de aquecer a região e aliviar a dor, favorece a movimentação intestinal, além da eliminação de gases e fezes. A massagem deve ser feita em movimentos circulares ao redor do umbigo no sentido do relógio. Utilizar técnicas de massagem como a Shantala previne as cólicas, além de aumentar o vínculo entre mãe e filho. 

Massagem Shantala ajuda a acalmar

Aqueça o abdômen



Bolsas de água quente e até o aquecimento com cobertores ou fraldas ajudam a aliviar a cólica, principalmente porque o bebê relaxa o corpo todo e acaba com a tensão também do tubo digestivo.





O calor favorece a vasodilatação, facilita o fluxo sanguíneo e relaxa a musculatura, diminuindo o desconforto abdominal. Deve-se apenas ter o cuidado de testar a temperatura do tecido ou da bolsa para não queimar a pele delicada do bebê. Use o lado de dentro do braço, que tem a pele mais fina, para saber se a temperatura não está muito alta.



Envolva o bebê 



Embrulhe o bebê como se fosse um pacotinho, envolvendo todo seu corpo. Ao embrulhar o corpo do bebê, a criança passa a sentir uma sensação de aconchego e segurança, diminuindo sua irritabilidade e a agitação. Aproveite para distrair o bebê com uma caminhada pela casa, segurando-o de bruços, com a barriguinha apoiada nas suas mãos - esse contato aquece o abdome e traz o conforto do toque.





Controle a alimentação



Embora não haja pesquisas conclusivas sobre a relação da dieta da mãe com as cólicas do bebê, convém a mãe observar e diminuir o consumo de alguns alimentos que podem estar relacionados com os episódios de cólicas do bebê. Normalmente, produtos industrializados podem dificultar a digestão, já que os mesmos contêm muitos conservantes, corantes e estabilizantes com os quais um intestino imaturo não consegue lidar, como é o caso do bebê. A mãe também deve evitar comidas com muitos condimentos ou muito temperadas. Alimentos como brócolis, couve-flor, repolho e cebola, apesar de serem ricos nutricionalmente, podem alterar o sabor do leite e causar desconforto e irritação ao bebê. Leite e derivados (queijos, iogurtes e até a manteiga) podem causar reações alérgicas no bebê, manifestadas de minutos a horas após a mamada, com sintomas como diarreia, irritações de pele, desconforto e gases. O chocolate, por conter cafeína e estimular a liberação de serotonina, também pode causar irritabilidade e aumentar os movimentos intestinais do bebê. Carnes vermelhas, por serem digeridas mais lentamente, podem ocasionar gases. E as leguminosas - feijões, grãos, favas e lentilhas, apesar de serem bastante nutritivas, podem ocasionar formação de gases.

Uso de medicação



Essa é a última medida a ser tomada e apenas com a recomendação do pediatra do bebê. Lembre-se que embora possa prometer alívio das cólicas, alguns remédios, ainda que naturais, contém componentes que a longo prazo podem prejudicar muito a saúde da criança. Um exemplo disso é a Funchicória, que além dos extratos de plantas, possui sacarina, um adoçante muito usado por adultos com diabetes e que pode ter efeitos graves nos bebês. A ação calmante da funchicória teria então relação com a sacarina, que estimula a liberação do neurotransmissor serotonina (gatilho natural de bem-estar). 

Existem também outros medicamentos que podem ser usados para reverter as cólicas nos bebês, como o uso de antigases, como a dimeticona. Mas administre esses medicamentos apenas com recomendação médica, evitando efeitos colaterais que podem prejudicar a saúde e o desenvolvimento do seu bebê.

Encha-se de paciência



Embora as cólicas e seu choro típico sejam comuns nesse fase, é importante que a mãe esteja preparada que isso pode durar horas e horas. Ao tentar acabar com o sofrimento do bebê, a mãe muitas vezes muitas vezes sofre muito mais, deixando o sentimento de tensão e impotência tomar conta. Infelizmente, isso torna-se um ciclo vicioso onde o bebê, supersensível, percebe a impaciência da mãe, fica inseguro e reage sentindo mais dor. A mãe segue com os cuidados e, sem sucesso, vai ficando mais tensa e impotente. Nesse momento é importante a mãe perceber isso antes de perder o controle da situação. 


O apoio da família torna-se um alívio para que a mãe possa tirar um tempo para se tranquilizar, sendo mais fácil voltar a cuidar do filho. Não pense que é uma má pessoa por perder um pouco da paciência, afinal ninguém gosta de ver alguém tão importante em nossa vida sofrendo, ainda mais um bebê. O sentimento de impotência então pode se manifestar em forma de raiva, impaciência ou mesmo tristeza. Ter conhecimento desses sentimentos e saber que eles são perfeitamente normais é uma forma de estar preparado para agir da melhor forma para você e o bebê. Até a próxima!






sexta-feira, 15 de abril de 2016

Dores na gravidez



Ao iniciar a jornada de tentantes imaginamos que a ansiedade durará até receber o positivo e depois será mais tranquilo. Se você pré-mãe pensa assim, sinto lhe informar que isso é não acontecerá. Na realidade, ser mãe representa estar sempre preocupada com alguma coisa. Embora grande parte das preocupações sejam apenas coisas da nossa cabeça, algumas devem ser levadas a sério. Durante a gravidez é comum ter mais ansiedade, principalmente quando o assunto é relacionado a dores e incômodos comuns na gestação. Mas quando devemos realmente nos preocupar? Ter dor é normal? E qual dor é normal e qual não é? O post de hoje trata dessas dores e incômodos que vem junto com o positivo!

Dor na gestação é normal?


Muitas pessoas falam sobre a normalidade de ter dor durante a gravidez. Na verdade, a dor é esperada ou compatível com a gravidez. Não podemos nem devemos ver a dor como algo normal e elas devem sempre ser relatadas ao obstetra. Ele é quem pode dizer com certeza que não há problemas e qual conduta tomar para alívio delas. 

Algumas dores ou incômodos podem ser evitadas ou aliviadas com os cuidados adequados. Tudo dependerá da causa da dor e principalmente da intensidade de cada sintoma. Cada pessoa é diferente e portanto, por mais que determinada dor ou incômodo seja esperado, sempre relate ao médico se a intensidade for alta para você.

Cólicas


Sintomas comuns de ciclos menstruais, as cólicas costuma assustar muito a mamãe, principalmente as de 1ª viagem. Elas ocorrem devido ao aumento do útero, formação de gases intestinais que causam distensão, bem como a maior irrigação sanguínea para a região pélvica. Dessa forma, torna-se mais fácil perceber qualquer alteração nesse área. 


No geral, não são preocupantes quando são leves e não estão acompanhadas de sangramentos. Cólicas intensas e regulares devem ser avaliadas pelo médico já que podem indicar princípio de aborto ou parto prematuro, dependendo do tempo de gestação. 

Costuma passar depois de um banho morno (evite banho quente que pode induzir o parto) ou após o uso de analgésico indicado pelo obstetra. Dores persistentes devem ser avaliadas pelo obstetra.

Dor ou sensibilidade nas mamas



Esse costuma ser um dos primeiros sintomas de gravidez na mulher, se trata da preparação do corpo para a amamentação. Devido ao aumento das mamas e maior liberação do hormônio Prolactina a região das mamas podem ter maior sensibilidade ao toque e ao movimento. Isso explica porque usar sutiã pode passar a ser um desafio. Com o aumento das mamas é necessário que seja feito um ajuste no tamanho do sutiã, bem como da largura das alças que devem ser maiores, pois maior sustentação deixarão os seios mais seguros e menos sujeitos ao movimento, melhorando assim os incômodos.


Dor na lombar



O corpo precisa fazer adequações de postura durante a gravidez para compensar o crescimento da barriga e dos seios. De forma simplificada, como existe um aumento do peso para frente, o centro gravitacional que antes era reto (imagine uma linha reta do topo da cabeça para até os pés) muda fazendo com que a mãe passe a adotar a postura que Shakespeare chamou de "Orgulho da barriga", para permitir que a mulher mantenha-se ereta. Esse mecanismo de compensação é normalmente a lordose acentuada na postura de grávida, acompanhada de aumento de base (pés afastados).

Essa postura costuma causar dores que podem ir aumentando conforme a mulher vai ganhando peso durante a gestação. Dessa forma, é muito importante que o ganho de peso seja equilibrado para não haver necessidade de recorrer a algum medicamento para alívio dessas dores. 

Algumas mulheres bem no início da gravidez já sentem essas dores na região lombar mas que ainda não tem ligação com a adequação da postura. Nesses casos esses incômodos se devem devido ao alargamento dos quadris onde o útero começa um processo de expansão, aumentando as curvaturas e abrindo lateralmente o corpo da mulher.

Para amenizar o impacto sofrido pela coluna a gestante deve procurar praticar atividades de relaxamento,  massagens localizadas, compressas de água morna e acupuntura costumam dar bons resultados. Além de reeducar a postura a gestante deverá fazer exercícios regularmente para diminuir as dores e os mal-estares. 


Dor pélvica



Durante a gravidez a mulher ganha peso não apenas pelo bebê em si mas devido a placenta e o líquido amniótico. É normal então que a pélvis sofra maior pressão, mais especificamente a região do púbis (chamada de sínfise púbica, que nada mais é que a região que tem os pelos púbicos!). O corpo passa então a liberar a Relaxina que é um hormônio encarregado de afrouxar as articulações, possibilitando assim que o bebê se encaixe na pelve, facilitando também o parto, já que essa estrutura fica mais maleável. 

É muito comum as gestantes terem dor nesta região durante o segundo e terceiro trimestre, principalmente gestantes que tem um desequilíbrio da musculatura pélvica, encurtamento da musculatura de membros inferiores e/ou que exerçam atividades que sobrecarreguem esta região. Movimentos em "tesoura", que necessitem de sobrecarga em um dos membros (exemplos: subir escadas, chutar uma bola) ou movimentos que façam tração desta articulação, como abrir as pernas, são fatores que aumentam as chances de desenvolvimento da pubalgia. A seguir dicas do que fazer para evitar a pubalgia:

  • Evitar esforços com desequilíbrio pélvico (levantar peso ou fazer força em um dos membros inferiores).
  • Evitar movimentos rápidos de rotação ou abertura da pelve.
  • Fazer atividades leves para se preparar para o parto (caso estivesse sedentária antes da gravidez) como hidroginástica.
  • Controlar o ganho de peso.
  • Fortalecer a região pélvica (exercício de ponte com um travesseiro entre os joelhos).
  • Aplicar bolsa de gelo no local por 15 minutos (caso esteja com dor). 
  • Procurar fisioterapeuta para exercícios mais específicos.

Exercícios que aliviam dor lombar e pélvica

Dor de cabeça


As mudanças de postura acabam tensionado a coluna cervical, principalmente na região do pescoço. Essa tensão toda, além do estresse natural que a gravidez pode ocasionar, bem como o nível elevado de progesterona no corpo, causam frequentemente dores de cabeça. No início costuma ser mais frequente e tende a passar com a estabilização dos hormônios. 

Embora comum, deve sempre ser observado a presença de outros sintomas como dor no estômago e visão embaçada, já que esses sintomas em conjunto podem indicar pré-eclampsiaque é caracterizado por pressão alta e retenção de líquidos, que leva ao inchaço do corpo e a perda de proteínas pela urina. Trata-se de um problema sério que pode levar a perda do bebê, de forma que deve ser informado imediatamente ao obstetra.

Caso queira aliviar as dores de cabeça, o melhor é descansar em um ambiente tranquilo, sem ruído e com as luzes apagadas, ou aplicar uma compressa de água fria na nuca ou na testa. Em caso de dor de cabeça devido a congestão nasal, aplicar uma compressa de água morna em torno dos olhos e do nariz. Passar longos períodos sem comer também pode contribuir para o aparecimento das dores de cabeça, assim o melhor é comer de 3 em 3 horas e em pouca quantidade. Incluir uma atividade física regular, além de manter um horário regular de sono.




Dor nas articulações



A gravidez traz a propensão à retenção de líquidos e esse inchaço pode causar dor nas articulações das pernas e braços. Devido a retenção e o edema a pressão exercida sobre o nervo mediado é aumentada fazendo com que os momentos sobre a articulações do pulso seja ocorra com maior dificuldade, e nesse caso pode ocasionar a Síndrome do Túnel do Carpo, que acaba sofrendo um estreitamento e comprimindo o nervo. Levando o aparecimento de dor e fraqueza nas mãos e dedos.  Por outro lado, todos esses sintomas desaparecem após o nascimento do bebê.

Para minimizar a retenção de líquidos e o aparecimento de edemas, o ideal é que a gestante faça exercícios físicos e adote uma alimentação saudável com pouco consumo de sal. 

Dor nas pernas



O ganho de peso é novamente o vilão no caso das dores nas pernas. Isso se deve ao arqueamento das pernas que fica maior por causa da mudança de postura da grávida, deixando assim as pernas mais doloridas. Além do mais, pode haver uma diminuição do retorno venoso deixando os membros inferiores com edemas e dores. 

O clima quente costuma acentuar o inchaço e as dores nas pernas, dificultando as prática de atividades físicas ou mesmo atividades cotidianas, como calçar um sapato. 

Colocar as pernas para cima, elevadas em 30 graus de 5 a 10 minutos no final da manhã e no final da tarde, apoiadas em almofadas ou numa cadeira melhora a circulação sanguínea e alivia as dores. Inclua a prática de atividades leves como hidroginástica e caminhada no dia-a-dia. Outras soluções são:
  • Usar meias elásticas de baixa e media 
  • Aumentar a ingestão de líquidos 
  • Evitar o consumo de sal e ingerir mais frutas diuréticas como melão, melancia, carambola.

Câimbras



O encurtamento da musculatura posterior da perna, torna esses músculos mais propenso a espasmos. Ocasionada pela mudança na postura das pernas que sobrecarrega os músculos, as câimbras podem incomodar principalmente à noite.


A compressão da veia cava, causada pelo aumento do útero, atrapalha a circulação sanguínea dos membros inferiores, o que contribui para a retenção de líquidos, bem como um desequilíbrio mineral (como a diminuição do cálcio e magnésio na corrente sanguínea) proporcionam o quadro de câimbras. Para aliviar os sintomas é necessário que seja adotada uma alimentação variada composta por frutas e vegetais e alongamentos antes de dormir também são uma solução.


Dor Abdominal



A dor abdominal na gravidez pode ser causada pelo crescimento do útero, prisão de ventre ou gases mas também pode ser um sintoma de complicações mais graves, como gravidez ectópica, descolamento da placenta, pré-eclâmpsia ou até mesmo aborto. Nestes casos, a dor, geralmente, vem acompanhada de outros sintomas, como sangramento vaginal, distúrbios visuais, inchaço ou corrimento vaginal e a gestante deve ir imediatamente ao hospital para ser avaliada e receber o tratamento adequado.



A dor abdominal persistente e febre baixa podem indicar apendicite, uma situação que pode ser grave e que por isso deve ser despistada o quanto antes.



Há momentos em que a gestante notará o endurecimento da barriga juntamento com uma dor abdominal na parte superior do abdome. São chamadas de contrações de treinamento ou contrações de Braxton Hicks. Podem iniciar a partir da 16 semana de gestação e costumam aliviar com a mudança de posição ou atividade que esteja fazendo. 



O trabalho de parto é a principal causa de dor abdominal no terceiro trimestre e, normalmente, é indicado por sintomas como dor abdominal, cólicas, aumento da secreção vaginal, corrimento gelatinoso, sangramento vaginal e contrações uterinas com intervalos regulares de 10 minutos.

A dor abdominal deve ser avaliada pelo médico já que muitas são suas causas e nada melhor que ficar tranquila com um diagnóstico mais preciso. Não apenas a dor abdominal, mas qualquer dor ou incômodo deve ser comunicado ao obstetra. A mãe tem um instinto aguçado e deve segui-lo em primeiro lugar. Se sentir que há algo de errado não exite em procurar ajuda médica especializada. Até a próxima!