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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ultrassom é confiável para saber o sexo do bebê?


A gravidez chega trazendo muitas dúvidas, não apenas para os pais que passam a pensar no sonho se realizando ou ainda na situação financeira, como para aos envolvidos, avós, tios, parentes e amigos que desejam participar desse momento junto com a gestante. Nesse caso, a pergunta que não cessa é se será menino ou menina.

Contudo, a próxima dúvida que chega é se o resultado é confiável! Há muitas histórias de pais que achavam que iam ter uma menina, mas depois descobriram que era menino e vice-versa. A grande questão é se o ultrassom pode errar? Sim! Na verdade existem alguns fatores que contribuem para uma exatidão menor do exame. Vejamos o que pode fazer o ultrassom ser menos confiável:

Qualidade do aparelho


É importante contar com um aparelho de ultrassom que ofereça a melhor qualidade para que o diagnóstico seja o mais assertivo possível. Tal qual todo tipo de aparelho, o equipamento de ultrassom também é passível de ajustes, manutenção e falhas. Pois isso também interfere no resultado do exame. 

Experiência médica


Poucas pessoas sabem mas o médico que realiza o exame de ultrassom deve ser especialista em exame de ultrassom obstétrico. Quanto mais experiência médica em conjunto com um bom aparelho de ultrassom, o resultado é menos suscetível a erros. 

No Brasil, por determinação do CFM – Conselho Federal de Medicina, somente um médico ou uma médica podem realizar e interpretar os exames de ultrassom, sendo especialista na área de ultrassonografia, profissionalmente preparado para utilizar as principais técnicas necessárias para a realização deste exame.

Outras situações que dificultam um exame de qualidade


Devido à fragilidade do feixe ultrassonográfico, à medida que ele penetra camadas e mais camadas dos tecidos, vai perdendo sua energia e a resolução da imagem vai se deteriorando progressivamente, motivo pelo qual a qualidade do exame quando há muitos fetos, muitos miomas grandes ou quando a paciente está muito obesa é pior do que quando está magra e não tem nenhuma das situações mencionadas. Cirurgias abdominais prévias, posição uterina e posição fetal também pode atrapalhar a visualização do sexo do feto. A experiência do médico que executa o exame ultrassonográfico e o tipo de equipamento utilizado também influencia a qualidade do procedimento.

Idade Gestacional


Quanto mais tarde é feito o exame de ultrassom menos chances há de "indicar" errado o sexo do bebê. Isso acontece pois os primeiros exames, feito antes de 14 semanas, não consegue confirmar o sexo do bebê pois nesta fase da gravidez o bebê ainda não tem a genitália totalmente formada. 


Na verdade, o que se vê nessa fase é uma estrutura chamada tubérculo fetal, a qual, dependendo da posição em relação ao tronco do bebê, sugere que seja menina ou menino. Contudo, é importante saber que existe 20% de chance de erro. Os médicos analisam o ângulo em que o tubérculo genital se encontra, como abaixo:

Tubérculo Genital masculino (XY) e feminino (XX)



Lembre-se que dependendo da posição do bebê ou da experiência do médico, essa análise pode ser incorreta.

Quando a ultrassom é mais confiável


A partir da 16ª semana é a época ideal para conhecer o sexo do bebê, pois os órgãos sexuais já estão bem desenvolvidos. Quanto mais tempo aguardar melhor! A posição do pequeno dentro da barriga pode dificultar a visão, mas, com um pouquinho de paciência na hora do ultrassom, o médico pode conseguir fazer com que ele se vire. Alguns truques como comer chocolate e refrigerante antes do exame também ajuda para que o bebê se movimente mais. Mesmo que o médico dê seu palpite, o melhor é sempre confirmar no ultrassom morfológico do 3º trimestre. 


Veja como é formado o sexo do bebê:




Dessa forma, não exija de seu médico uma resposta caso ele esteja com dificuldades pois realmente pode estar difícil e uma resposta precipitada pode levar a sérios problemas no futuro, como ter que trocar o enxoval do bebê e ter que explicar para todos que o sexo estava errado. Lembre-se de aguardar a confirmação com um segundo, terceiro e até quarto exame! Caso a curiosidade e a ansiedade sejam maior, a mamãe pode optar pela sexagem fetal. (Saiba mais a respeito aqui!) E deixe as compras de roupas e decoração em rosa ou azul apenas para o final da gravidez, enquanto isso investir em cores e tons neutros é uma maneira sábia de arrumar o enxoval sem ter que trocar tudo depois! Até a próxima!

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Ultrassom morfológico


Durante o pré-natal a gestante deve realizar vários exames de ultrassom para acompanhar o desenvolvimento do bebê. Dentre esses exames, há dois que servem para determinar a morfologia do bebê. O primeiro ultrassom morfológico também é conhecido como exame de Translucência Nucal, deve ser realizado entre 11 a 14 semanas de gestação e o segundo ultrassom morfológico será melhor explicado agora:

O que é ultrassom morfológico?


O ultrassom morfológico ou ultrassonografia morfológica, é um exame de imagem que permite visualizar o bebê dentro do útero, facilitando a identificação de algumas doenças ou malformações como Síndrome de Down ou cardiopatias congênitas, por exemplo.

O que pode ser identificado através do ultrassom morfológico?


  • Idade gestacional do bebê.
  • Tamanho do bebê, através da medida da cabeça, tórax, abdômen e do fêmur.
  • Crescimento e desenvolvimento do bebê.
  • Batimentos cardíacos do bebê.
  • Localização da placenta.
  • Anormalidades no bebê e possíveis doenças ou malformações.
  • Sexo do bebê (se a posição do bebê permitir!)


Como é feito o exame?


O ultrassom morfológico é realizado da mesma forma que os demais exames ultrassonográficos, por isso não existe a necessidade de se assustar com o procedimento. O profissional irá aplicar o gel normalmente na região abdominal e por meio de um transdutor acoplado à máquina de ultrassom irá visualizar com mais precisão as informações necessárias. Geralmente, a descoberta do sexo do bebê é realizada por volta dos 4 meses de gestação (ao redor de 16 semanas) no US obstétrico,  mas caso não tenha sido possível confirmar o sexo fetal nesse ultrassom, o US morfológico consegue firmar esse diagnóstico.


Vídeo de Exame Morfológico:





É importante ressaltar que a clínica de ginecologia deve fornecer todo o suporte para a gestante, explicando o procedimento e quais são as possíveis alterações identificáveis durante o exame.

Avaliação das estruturas fetais



Apenas um especialista em desenvolvimento fetal deve realizar o exame e também o feto deve estar em um posicionamento adequado. É um exame difícil e depende da "colaboração" do bebê, pois caso ele esteja em um mau posicionamento ou tenha algum fator externo que prejudique como, por exemplo, obesidade materna, o exame será tecnicamente mais difícil. A seguir as estruturas fetais avaliadas:

Anatomia fetal: crânio, cérebro, face (incluindo avaliação de perfil e dos lábios superiores – para descartar quadros de fenda palatina), coração, tórax (incluindo avaliação do diafragma), abdome (incluindo avaliação dos rins, bexiga e estômago), coluna vertebral, costelas, mãos e pés.

Biometria fetal: diâmetro biparietal, diâmetro occipto-frontal, circunferência abdominal, medida do fêmur, medida do úmero e distância biocular.

Batimento cardíaco fetal e ritmo: o batimento cardíaco fetal pode variar entre 120 a 160 batimentos por minuto. Seu ritmo deve ser avaliado de forma minuciosa.

Número de fetos: para as pacientes que não realizaram ultrassonografia precoce, essa pode ser a primeira oportunidade em diagnosticar gestações múltiplas.

Posição da placenta: a ultrassonografia deve avaliar a posição da placenta em relação ao orifício interno do colo uterino. Caso o segmento inferior da placenta esteja próximo ao colo do útero, ela é chamada de placenta de inserção baixa, existindo um risco de evoluir para placenta prévia conforme o decorrer da gestação.Cerca de 2-3% das gestações apresentam placenta de inserção baixa durante o 2° trimestre gestacional. Conforme ocorre o crescimento do útero com o decorrer da gestação, a placenta geralmente sobe e se distância do orifício interno do colo uterino. Isso significa que a maioria das placentas de inserção baixa tende a se resolver durante o 3° trimestre gestacional sem complicações ou intervenções necessárias.O médico deverá reavaliar o posicionamento da placenta no terceiro trimestre (entre 32-34 semanas) caso tenha alguma preocupação com a persistência da inserção placentária baixa.


Índice de líquido amniótico: o volume do líquido amniótico durante o 2° trimestre gestacional é avaliado de forma subjetiva, ao contrário do 3° trimestre em que são medidos os maiores bolsões verticais de líquido amniótico nos quatro principais quadrantes do abdômen materno.

Medida do colo uterino: é extremamente importante caso a paciente tenha histórico de parto prematuro, sangramento vaginal ou cólica abdominal. A medida do colo uterino não é tão importante durante o período a termo da gestação.

Avaliação uterina: sempre deve ser avaliado à procura de miomas uterinos. Caso eles estejam presentes, devem ser avaliados com relação a sua localização e ao seu tamanho. A maioria dos miomas uterinos não causa alteração durante a gravidez.

Quando deve ser feito o exame?


Geralmente esse exame é feito entre as 18 e as 24 semanas de gestação e, por isso, além de identificar malformações no feto, em alguns casos, também pode indicar o sexo do bebê. O exame também pode ser feita no terceiro trimestre, entre as 33 e as 34 semanas de gestação, no caso da gestante que não fez este exame no primeiro ou segundo trimestre de gestação, quando há uma suspeita de malformação do bebê ou se a grávida desenvolveu uma infecção na gravidez que possa prejudicar o desenvolvimento do bebê.


Quanto custa esse exame?


O preço do ultrassom morfológico varia de acordo com a região e também com a clínica selecionada. Alguns lugares podem trabalhar com os chamados "preços populares" onde há um desconto maior para a realização do exame. Normalmente custa entre 100 e 200 reais.

Posso comparar o resultado com outras mães?


Comparar os resultados do exame morfológico servirá apenas para deixar a gestante aflita e muitas vezes sem motivo. Cada gestação tem uma variação considerada normal dependendo de fatores como idade gestacional, características genéticas dos pais ou mesmo o desenvolvimento do bebê que pode variar de uma criança para outra, ainda que sejam dos mesmos pais. 

É importante que a gestante faça o exame morfológico para que, caso seja necessário, adotar a realização de tratamento precoce, quando este for disponível. Quanto mais precoce for realizado o diagnóstico, mais efetivo será o tratamento.

Fonte: bedmed


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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Translucência Nucal - Importância do exame de TN


Todas sabemos da importância dos cuidados pré-natais para garantir que o bebê e a mamãe estejam bem. Há alguns exames que são feitos por especialistas durante toda a gestação que podem dizer se está ou não tudo bem com o bebê em desenvolvimento. Um desses exames é a medida de Translucência Nucal (TN).

O que é Translucência Nucal?


A translucência nucal (ou TN) é uma medida realizada na região da nuca do feto. Esta medida ajuda a estimar o risco do feto ter algumas doenças, entre elas a Síndrome de Down e as cardiopatias congênitas. Fetos com malformações ou doenças genéticas possuem uma tendência a acumular liquido na região da nuca. Portanto uma medida aumentada significa um aumento de risco.

Quando e como é feito o exame de TN?


A Translucência Nucal é medida durante a ultrassonografia realizada entre a 11ª e 13ª semana gestacional. Alguns médicos permitem que se faça o exame até a 14ª gestacional, contudo, como a medida da TN deve ser realizada quando o feto tem entre 45 e 84 mm de comprimento (medindo da cabeça à nádega), o exame poderá não ser feito se o bebê cresceu muito.  A ultrassonografia geralmente é abdominal, mas se a medida não for possível, pode ser necessária a realização da ultrassonografia transvaginal.  Se houver um acúmulo excessivo de líquido na região da nuca do feto, aumenta o risco do bebê ter uma alteração cromossômica, mal-formações ou alguma síndrome genética.

Quais os valores normais?



Os valores abaixo de 2,5 mm são considerados normais. Alguns softwares utilizam outros parâmetros além da medida da translucência nucal e, nestes casos, o resultado não é dito como positivo ou negativo, mas representam numericamente qual a porcentagem de risco de ter Síndrome de Down.

A taxa de eficácia do exame de translucência nucal está entre 80 e 90%. Contudo, vale lembrar que esta análise não traz diagnóstico, apenas avalia o risco. Fatores como doenças genéticas ou de alterações cromossômicas na família, além da idade da mãe são importantes para calcular o risco de o bebê apresentar alguma síndrome. Por isso, mamães, não deixem de relatar nada que julguem importante sobre seu histórico familiar.

O que fazer se a TN estiver aumentada?


No caso de alterações, sempre é indicado à gestante realizar outros exames mais específicos para comprovar ou não o diagnóstico. Os mais comuns são: amniocentese ou biópsia de vilosidades coriônicas. Estes exames permitem que seja feita uma análise dos cromossomos do bebê chamado cariótipo. O cariótipo permite diagnosticar não só a síndrome de Down mas uma série de outras doenças dos cromossomos. Caso o resultado do cariótipo seja normal, ainda assim o bebê pode ter outras doenças (como por exemplo malformações cardíacas). Portanto a conduta sugerida nestes casos é realizar um exame morfológico detalhado entre 20 a 24 semanas e um exame do coração do bebê chamado ecocardiografia fetal.

O exame de TN é confiável?


O exame de TN não tem fiabilidade total, ou seja, ele ajuda apenas a classificar como baixo ou alto risco para Síndrome de Down. O que isso significa? Isto significa que um exame "normal" não garante que o bebê é normal, apenas significa que o risco para a Síndrome de Down é baixo. Da mesma forma um exame "alterado" informa que o risco é alto, porém mesmo quando a translucência nucal está aumentada encontramos fetos normais.

O exame de TN é simples e não há riscos para a mãe ou para o bebê, portanto é muito importante que todas as gestantes façam o exame. Além disso, o exame permite verificar com mais precisão a idade gestacional da mulher, facilitando o acompanhamento do crescimento fetal. Até a próxima!

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Ultrassom Morfológico





segunda-feira, 15 de maio de 2017

Descobrir o sexo do bebê - Método Ramzi



Depois de anunciar a gravidez, a pergunta que os pais mais escutam é se é menino ou menina. Felizmente, hoje em dia, há muitas formas de confirmar o sexo do bebê logo nos primeiros meses de gestação. No mercado há kits em que usa-se a urina (a partir 10 semanas de gestação), como nos testes de gravidez, para saber o sexo ou pode-se optar por fazer o exame de Sexagem Fetal (a partir de 8 semanas de gestação), neste caso, a percentagem de acerto é mais de 99,9% dos casos. 


Recentemente ganhou destaque o método que utiliza a ultrassom para determinar o sexo do bebê, é o Método Ramzi. A vantagem desse método é que pode-se saber o sexo do bebê a partir da 6ª semana gestacional.


O que é Método Ramzi?


Um estudo feito pelo médico canadense Saad Ramzi Ismail (publicado em 2007) analisou 5.376 gestações ao longo de um período de dez anos. Através desse estudo, identificou-se que os embriões de meninos, em 97,2% dos casos, tendem a ficar do lado direito do útero e os de meninas tendem a se localizar à esquerda, o que aconteceu em 97,5% dos casos estudados. Em uma pequena percentagem de casos, o saco gestacional foi localizado no centro. O médico supõe que isso se deve à polaridade dos óvulos (todos os seres vivos possuem uma carga elétrica e, ao que parece, ela é diferente de um sexo para outro).

O Método Ramzi é confiável?


Mesmo não sendo 100% comprovado, o percentual de 97% de acerto é muito bom para já ir preparando o enxoval. Contudo, algumas coisas devem ser consideradas. É importante observar o lado em que o saco gestacional está localizado. O tipo de ultrassom e a colocação do aparelho pode alterar a imagem e acabar confundindo o resultado. Então o melhor é perguntar para médico durante o exame em qual lado está. Observe as imagens abaixo e veja que há alterações na imagem quanto ao lado esquerdo e direito por causa do aparelho de ultrassom.


(Esquerdo= Menina | Direito = Menino).


Imagem espelhada inverteu os lados esquerdo e direito
Imagem espelhada inverteu os lados direito e esquerdo


Placenta a direita indicando menino

Placenta a esquerda indicando menina


Localizando a placenta


Normalmente, é preciso perguntar ao profissional que realiza o ultrassom em qual lado está posicionada placenta. É muito difícil alguém que não tenha conhecimento técnico localizar o saco gestacional.

Mas, se você descobriu o Método Ramzi somente depois de passar pelo exame, pode tentar identificar buscando a área mais clara ou brilhante do ultrassom. Geralmente, ela faz um formato de U ou C em volta do saco gestacional.




Lembre-se que o ultrassom pode estar espelhado e dar errado. Para evitar isso, é importante identificar corretamente se o ultrassom está realmente mostrando o lado certo.

Caso queira conhecer com mais detalhes sobre o método Ramzi, neste link pode ler (em inglês) o artigo a respeito. E então? Quem já usou o método e deu certo? Deixe seu comentário a respeito.

Até a próxima!


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segunda-feira, 8 de maio de 2017

O ultrassom na gravidez


A gravidez é um acontecimento que traz muitas emoções e mexe inteiramente com o dia a dia não apenas da gestante mas de toda a família, causando uma verdadeira revolução. São meses preparando a chegada do baby. Preparação que vai desde o enxoval, quartinho, roupas, alimentação até o acompanhamento pré-natal. Este último sendo fundamental para garantir um bom desenvolvimento da gravidez sem problemas para a mãe e para o bebê. Algumas dúvidas podem surgir quanto ao acompanhamento da gravidez. Dentre as dúvidas está a monitoração através do exame de ultrassom, quando fazer, quantos exames são necessários, existe um limite ou se é seguro são as questões mais frequentes. Vamos esclarecer algumas delas!

Quando fazer a primeira ultrassom?


Logo no comecinho da gravidez é possível identificar o embrião a partir de 5 semanas, isso se o exame for feito por via transvaginal. Quando o exame é realizado via suprapúbica (região acima do músculo ilíaco; superior a Púbis) só é possível identificar o embrião a partir de 6 semanas de gestação. Contudo, é mais comum o acompanhamento através do exame via transvaginal. 

Ultrassom Transvaginal
Ultrassom Suprapúbico


Nessa fase, o embrião mede apenas alguns milímetros e já se identifica seu batimento cardíaco. Alguns dias antes de ver o embrião, podemos identificar o saco gestacional e a vesícula vitelina.

A contagem das semanas de gravidez é feita a partir do 1º dia da última menstruação (aprenda a contar o tempo de gestação aqui).

Existe uma quantidade ideal de ultrassons a serem feitos durante a gravidez?


Não há uma quantidade ideal de quantos exames devem ser feitos durante a gestação. Na verdade o número de ultrassons deverá ser definida pelo médico, que determinará a necessidade conforme a gravidez progride ou caso precise de um acompanhamento mais detalhado. Contudo, há um mínimo necessário para o acompanhamento que são ao menos 3 exames de ultrassom, sendo uma em cada trimestre da gravidez. 

Primeiro Trimestre - Realizado entre a 11ª a 14ª semanas da gravidez, serve para medir a translucência nucal. Essa medida possibilita avaliar o risco do feto ter algumas doenças, entre elas a Síndrome de Down e as cardiopatias congênitas. Fetos com malformações ou doenças genéticas possuem uma tendência a acumular liquido na região da nuca. Trata-se de um exame de rastreamento e não um exame de diagnóstico. 


Segundo Trimestre - Realizado entre a 20ª e a 24ª semanas. Esse exame ajuda a avaliar a morfologia do bebê, ou seja, além de calcular a idade gestacional do bebê, pode-se avaliar o tamanho do bebê, medindo a cabeça, tórax, abdômen e do fêmur, avaliar o crescimento e o desenvolvimento do bebê, mostrar os batimentos cardíacos do bebê, localizar a placenta, e também mostrar anormalidades no bebê e possíveis doenças ou malformações. Normalmente nesse exame também pode-se ter mais certeza do sexo do bebê, isso claro se as perninhas permitirem! 

Terceiro Trimestre - Pode ser realizado entre a 33ª e 34ª semanas. Trata-se de uma revisão da ultrassom morfológica do segundo trimestre. Algumas mães podem também fazer o exame caso não tenham feito no segundo trimestre. Nesse exame há o acompanhamento do crescimento, quantidade de líquido amniótico e também o aspecto da placenta. 




Qual das 3 ultrassons é a mais importante?


Todos os três exames são importantes. O primeiro exame confirma a gestação, identifica o local da implantação, determina a idade gestacional e pode ainda medir a translucência nucal. O segundo exame também determina a idade gestacional, avalia o crescimento e principalmente a morfologia fetal. O terceiro exame avalia o crescimento, a quantidade de líquido e a placenta, e revisa a morfologia. Tudo isso pode ser avaliado também no segundo trimestre, mas patologias típicas do terceiro trimestre podem levar a alterações de líquido e da placenta, daí uma maior importância nesta fase.

Qual o limite máximo de ultrassons recomendados?



Embora não haja uma recomendação exata, o médico obstetra deverá indicar o número que acredita ser necessário. Porém é importante evitar esse recurso de forma excessiva, já que pode deixar a gestante muito ansiosa, e em alguns casos, o resultado não é definitivo, podendo angustiar a mãe sem necessidade. 

A gestante de alto risco necessita de acompanhamento de perto do seu obstetra. O ultrassom é um complemento do exame clínico e fica a critério do obstetra. É possível que a gestante de alto risco faça alguns exames a mais e o Doppler teria indicação no acompanhamento dessas gestantes.

Quais problemas ou doenças o ultrassom pode detectar?


Existe muitos tipos de problemas de malformações, sendo impossível listar a todos. Alguns exemplos são:  alterações do encéfalo (anencefalia ou ausência do cérebro), alterações da coluna vertebral (mielomeningocele), alterações da face (fenda labial ou lábio leporino), alguns tipos de malformações cardíacas, malformações da parede abdominal, de órgãos internos ou dos membros.

É importante destacar que o ultrassom tem sensibilidade por volta de 85% na detecção de malformações estruturais. Há malformações muito discretas, de difícil identificação, além de limitações inerentes ao método, à posição fetal etc. Assim, pode acontecer do bebê nascer com uma malformação não identificada no exame, também pode ocorrer do diagnóstico de uma malformação ser equivocado. Nesse caso, recomenda-se a confirmação do diagnóstico com outro ultrassonografista especializado na área de Medicina Fetal.

Todos os ultrassons são iguais?


Ultrassom 4D
Há diferenças entre os exames de ultrassom. Alguns permitem que sejam avaliados mais detalhadamente patologias do fluxo útero-placentário e do fluxo feto-placentário, onde há necessidade de avaliação com o Doppler. É importante em casos de diabetes, hipertensão, retardo do crescimento fetal, entre outras. O ultrassom 3D permite mais detalhes da anatomia da superfície e pode ser indicado em casos de malformações. Esse ultrassom permite que os pais visualizem melhor o rostinho do bebê. Também existe o ultrassom em tempo real, chamado de 4D.

Intervenções intra-uterina e cuidados pós-parto


Há casos em que o ultrassom indicará a necessidade de cuidados ainda dentro do útero como transfusões sangüíneas, derivações (ventriculares, renais), punções de líquido amniótico, com finalidade terapêutica. Em outros casos, o exame ajudará na detecção de problemas que necessitarão de cuidados logo ao nascer. Nesses casos pode-se já optar pela internação em centro de referência onde exista UTI neonatal e especialistas na área de pediatria como cardiologistas pediátricos e cirurgiões cardíacos, aptos para atender o recém-nascido cardiopata. 

Quando pode-se saber o sexo do bebê?



O sexo do bebê é determinado no momento da concepção, contudo apenas será possível visualizar a genitália do baby com a determinação adequada do sexo a partir da 16ª semana de gestação. Lembre-se no entanto que isso só é possível quando a posição do bebê permite. Alguns bebês ficam "sentados" sobre as pernas, ou pernas cruzadas, o que dificulta ou impossibilita a avaliação da genitália. Contudo, existe um método que permite determinar o sexo do bebê a partir da 6ª semana de gestação. Saiba mais sobre o método Ramzi.



Preparação para o exame de ultrassom


Em caso de exame de ultrassom por via transvaginal é necessário estar com a bexiga vazia. Quando o exame é via suprapúbica, se não chegou a 12ª semana de gestação, é necessário beber de quatro a cinco copos de água uma hora antes do exame. A partir do 2º trimestre não há necessidade de beber água para o exame.

O exame não é doloroso e o único desconforto é ficar de barriga para cima na fase final da gravidez. Não há nenhum estudo que comprove efeitos nocivos ou contra-indicações para a realização do exame.

Gravar o exame de ultrassom



Guardar esse momento tão bonito, quando é possível ver o bebê que ainda não nasceu, tem importância não apenas afetiva, como também pode ajudar em caso de síndromes fetais complexas, onde a discussão com outros colegas especialistas é de grande valia, para chegar a um diagnóstico preciso e determinar o prognóstico daquele bebê afetado.


Até a próxima!

Fonte: Feminíssima

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

O que é vesícula vitelina?


Após a confirmação da gravidez com exame de sangue (Beta hCG) ou como teste de farmácia, fazer exame de ultrassom é o momento mais esperado. Algumas vezes, por ser feito muito cedo, não há possibilidade de ver o embrião. Quando isso acontece, a primeira observação para saber se a gravidez está encaminhando bem é a presença do saco gestacional e também da vesícula vitelina. 

O que é vesícula vitelina? 


A vesícula vitelina ou vitelínica, ou saco vitelínico, é uma bolsa constituída de um nutriente, denominado vitelo. Ligada ao intestino embrionário e ao embrião por meio de ductos, este auxilia nos processos relativos à alimentação do indivíduo em formação. Isto é possível porque ele envolve o vitelo; as células derivadas do mesoderma digerem seus componentes e estes são distribuídos para os vasos sanguíneos do embrião, formados a partir do mesoderma.



Imagem de ultrassom transvaginal de um embrião de cerca de 5 semanas. O embrião é apenas o pequeno ponto branco! O anel branco sobre o qual o embrião está é uma estrutura chamada vesícula vitelina, responsável pela nutrição do bebê nesta fase.


Formação da vesícula vitelina


A vesícula vitelina se forma no início do desenvolvimento embrionário e no final da segunda semana de desenvolvimento embrionário já adquiriu uma forma definitiva, sendo formado por endoderma revestido externamente por mesoderma extra-embrionário. No início do terceiro mês, observa-se que a vesícula vitelina diminui e adquire um aspecto periforme, estando ligada ao intestino médio pelo pedículo do saco vitelino. No inicio do 5º mês a vesícula vitelina é muito pequena e posteriormente é praticamente impossível visualizá-la.

Funções da vesícula vitelina:


1 – transferência de nutrientes para o embrião, na 2ª e 3ª semanas de desenvolvimento enquanto se processa a circulação uteroplacentária;

2 – da 3ª a 5ª semana de desenvolvimento a vesícula vitelina tem função hematopoiética, isto é, formadora dos elementos do sangue. Somente na 6ª semana é que o fígado inicia sua função hematopoiética;

3 – durante a 4ª semana, parte dorsal da vesícula vitelina é incorporada ao embrião como intestino primitivo;

4 - na 3ª semana, a parede da vesícula vitelina forma as células germinativas primordiais que posteriormente migram para as gônadas onde originam as células germinativas (espermatogônia ou ovogônia).

Vesícula vitelina hidrópica


A vesícula vitelina realiza a transferência de nutrientes para o bebê antes de o cordão umbilical ser desenvolvido. A partir do momento em que o cordão aparece (em torno da 12ª semana), a vesícula vitelínica desaparece. Na quinta semana, ela mede cerca de 3 mm de diâmetro. Em casos de vesículas vitelínicas hidrópicas (maior que 7 mm), elas não somem e o embrião não faz a ligação com o cordão umbilical e não se desenvolve.

Quando o médico faz esta constatação por meio de um ultrassom, ele costuma pedir outro exame para confirmar o diagnóstico. De qualquer forma, é o médico quem determinará o que deve ser feito quando se tem o diagnóstico de vesícula vitelina hidrópica ou de gravidez anembrionária.

O que esperar no ultrassom nas primeiras semanas de gestação?


05 semanas – o saco gestacional é visível à ultrassonografia transvaginal.

06 semanas – a vesícula vitelina é visível à ultrassonografia transvaginal.

O encontro da vesícula vitelina, que é uma estrutura fetal, confirma a gestação intrauterina.

07 semanas – o embrião é visível à ultrassonografia transvaginal. O batimento cardíaco fetal já poderá ser ouvido.

No início, a frequência cardíaca permanece por volta de 100 batimentos por minuto e após passa a 180 batimentos por minuto. Com o avançar da gravidez, se localiza na faixa de 120 a 160, normalmente utilizada para o acompanhamento da gestação.

07-08 semanas – movimentos fetais suaves e discretos podem ser vistos.

11-12 semanas – a cabeça fetal já pode ser visualizada.

12 semanas – a placenta é visível à ultrassonografia transvaginal.

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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Controle de ovulação - Ultrassom seriada


Para a conquista do positivo, vários fatores devem estar em perfeita sintonia. Nem sempre é fácil identificar se nosso corpo está funcionando como devia. Felizmente, temos a nossa disposição várias opções que nos ajudam a ter uma ideia de quando seria o período ideal para encomendar o bebê. Uma dessas ferramentas de controle de ovulação é o exame que praticamente toda mulher que visita o ginecologista com frequência já fez: a ultrassom! (Entenda os termos utilizados no exame de ultrassom!)

Para quem está programando engravidar, fazer o controle da ovulação é importante por acompanhar o desenvolvimento do período fértil e facilitar as tentativas. É uma das ferramentas fundamentais para identificar como anda a futura casinha do nosso baby e mostrar visualmente o que pode ou não estar atrasando a conquista do positivo. 


Como posso controlar a ovulação com ultrassom?

Para controlar a ovulação através da ultrassom, utiliza-se uma sequência de exames de ultrassons transvaginais feitos no período fértil de forma seriada, ou seja, em dias consecutivos, para identificar se, e quando, uma pessoa está ovulando.

O que é observado durante os exames?


No momento do exame é analisado todo o aspecto do útero, observando se há aparecimento de folículos nos ovários direito e/ou esquerdo e a espessura do endométrio.

Os folículos são as cascas que protegem o óvulo até ele amadurecer. Durante o ciclo menstrual, vários folículos começam a se formar até que um deles se torne dominante, ou seja, eles crescerão até que um dos folículos cresça mais que os outros, fazendo com que tenha maior potencial para amadurecer o óvulo adequadamente, o que ajudará na fecundação. Quando existe um folículo dominante, os demais costumam regredir e então, após atingir o tamanho ideal (cerca de 22mm), ele se rompe e o óvulo é liberado.

O endométrio no dia da ovulação é entre 7 e 15 mm, contudo o indutor de ovulação pode fazer com que a espessura dele fique menor, pois o medicamento pode afinar um pouco. O endométrio deve ser trilaminar, ou seja, ter 3 camadas, para que seja possível que ocorra a nidação (implantação do óvulo fecundado no útero)

Então durante o controle de ovulação é observado como os folículos estão se desenvolvendo, se vão atingir o tamanho ideal e se após atingirem esse tamanho, o óvulo foi liberado e também garante que o endométrio estará apto para a implantação do embrião. E isso é o tal controle de ovulação!


Quando é feito o exame?


Num ciclo normal de 28 dias, a ovulação costuma ocorrer no meio do ciclo, cerca de 14 dias após a chegada da menstruação. O período fértil é a fase em que a pessoa está ovulando e tem chances de engravidar.

Para conseguir determinar quando irá ocorrer a ovulação, primeiramente é feito uma transvaginal a partir do 8º ou 10º dia do ciclo menstrual. Em média, os folículos crescem cerca de 2 milímetros por dia, de foma que o ideal seria fazer o exame a cada dois dias, mas quem determina quais são os dias do exame é o médico. 

Em um ciclo de 28 a 33 dias, entre o 10º e o 12º dia já costuma ter a presença de folículos dominantes, ou seja, com mais de 10 mm (1 cm). Em geral, costuma-se fazer o exame no 10º, 12º, 14º e 16º dia do ciclo, podendo ser estendido caso haja indícios de ovulação tardia (que ocorre mais próximo ao que seria o fim do ciclo menstrual).  

Como sabemos que ocorreu a ovulação?


Os folículos se rompem em média entre 19 e 23 mm, mas há medicamentos, como é o caso do indutor de ovulação, que fazem com que os folículos se desenvolvam mais, podendo atingir até 28 mm ou mais. Normalmente, apenas um folículo se rompe para liberar o óvulo, mas em algumas pessoas há formação de mais folículos e vários atingem o tamanho para se romperem. É o caso de quem faz uso de indutor de ovulação, que age estimulando o desenvolvimento de vários folículos, fazendo com que seja mais fácil que mais de um folículo cresça e se rompa! 

Alguns médicos utilizam-se de medicamentos que garantirá que o(s) folículo(s) se rompa(m). Dessa forma é possível programar o dia certo do namoro e aumentar as chances de fecundação. 

Às vezes, por alguns motivos como problemas hormonais, entre outros, algumas pessoas não ovulam durante o mês inteiro, o que é chamado de ciclo anovulatório. Sem ovulação, é impossível acontecer uma gravidez.

Quando o folículo rompe ele deixa o corpo lúteo (casca que envolvia o folículo), como se fosse uma cicatriz que indica que o óvulo foi liberado. Então, se ele estiver no ovário direito, significa que a ovulação ocorreu no lado direito, se estiver do lado esquerdo, a ovulação ocorreu pelo lado esquerdo. A presença do corpo lúteo só pode ser visualizado na ultrassom cujo aparelho tenha doppler, senão ele não é visível.


Corpo lúteo . A: Ovário direito com uma massa cística, de parede fina em seu interior, com conteúdo ecogênico, característica do corpo lúteo (seta). B: Cor Doppler - o halo de vascularização ao redor do corpo lúteo (CL) caracteriza o padrão de imagem "ringue-de-fogo". C: Ovário direito com corpo lúteo (seta) com restos sugestiva de hemorragia no seu interior - o conteúdo ecogênico linear heterogênea, com um aspecto reticular. D: Ovário direito com três corpos lúteos (setas) em uma paciente submetida à terapia de indução da ovulação.


O corpo lúteo aparece logo após a ovulação e vai ficar lá até a próxima menstruação, ou até a formação da placenta na gestação, entre 12 e 13 semanas. É ele quem produz a progesterona, que causa um aumento da temperatura basal. O tempo de vida do corpo lúteo é cerca de 14 dias, após esse período ele se desfaz, deixando de produzir progesterona e isso sinaliza ao corpo que o endométrio deve se desfazer (menstruar). Quando há gravidez o hormônio hCG estimula que o corpo lúteo não se desfaça e assim cria-se um ciclo que garante que a gestação se mantenha até que placenta assuma a produção de progesterona.

Converse com seu médico a respeito do controle de ovulação, e ainda que tenha pouco tempo de tentativas, não desanime e não deixe ninguém dizer qual a melhor hora de intensificar as tentativas, pois se há formas de ajudar na chegada do positivo, não há motivo para não usar não é? Até a próxima!

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