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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Vitamina D e Fertilidade


Estar com a saúde em dia, cuidar para que o nosso corpo esteja bem para receber o bebê é uma preocupação que toda mulher que que planeja engravidar deve ter. Quando se fala em vitaminas para ajudar durantes as tentativas e também na gestação, muitas mulheres pensam logo no Ácido Fólico. Embora ele seja fundamental durante o desenvolvimento do bebê, outra vitamina acaba passando despercebida e é ela o nosso assunto de hoje: a vitamina D!

A vitamina D no nosso corpo


A vitamina D é bastante conhecida por seu papel no desenvolvimento e manutenção dos dentes, já que é ela quem ajuda na absorção de cálcio. Isso diminui o risco de doenças, como raquitismo, osteomalácia e osteoporose, por exemplo. Também ajuda no combate a doenças cardíacas, enxaqueca, tensão pré-menstrual (TPM) e ajuda até no emagrecimento.


Conhecida também com o calcitrol, é um hormônio esteroide solúvel em gordura fundamental para o equilíbrio de diferentes órgãos, por controlar mais de 3.000 genes (entre os mais de 20 mil genes existentes no corpo humano) e ter mais de 80 funções no organismo. Além de influenciar o sistema imunológico, sua ausência pode proporcionar uma série de complicações, como para a fertilidade e a gestação. 

Vitamina D e a fertilidade


A atuação da vitamina D no sistema imunológico pode evitar que a gestante rejeite a implantação do embrião, seja por tratamento de fertilização in vitro ou pela gravidez espontânea e, consequentemente, tenha abortos. Já nos homens, pesquisas revelam que a vitamina D melhora a qualidade dos espermatozoides e regula a quantidade de testosterona.

A deficiência da substância durante a gravidez também pode aumentar a incidência de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e parto prematuro.

A vitamina D apresenta enzimas envolvidas em seu metabolismo em todo o aparelho reprodutor feminino, e sua concentração inadequada pode estar relacionada com fatores de infertilidade, tais como: anovulação crônica (Síndrome dos Ovários Policísticos), endometriose, miomatose uterina (miomas), baixa qualidade dos óvulos e falhas de implantação do embrião alterando os resultados do tratamento de fertilização in vitro.

Como o corpo adquire vitamina D?


O corpo produz a vitamina D a partir do colesterol, quando a pele é exposta à luz solar, o colesterol é convertido na vitamina D.

Essa substância age na secreção hormonal e em diversas doenças crônicas, como a síndrome metabólica, que tem como um dos componentes o diabetes tipo 2, e a sua falta pode acarretar distúrbios metabólicos e a resistência à insulina.

Além de problemas gerados para a fertilidade e gravidez, a falta de vitamina D no organismo pode causar um aumento no risco de doenças ou infecções, dores musculares, ósseas ou lombar, cansaço, depressão, queda de cabelo e demora na cicatrização após uma cirurgia ou lesões.

Evitar o sol em horários adequados ou se expor com excesso de protetor solar e estar acima do peso podem ser alguns fatores de risco para a deficiência da vitamina D.

Além da exposição moderada ao sol e de complementos vitamínicos, são boas fontes de vitamina D alimentos como: sardinha, salmão, leite, ovos e iogurte.


Riscos do excesso de vitamina D


Embora seja importante para o organismo, o excesso de vitamina D também traz efeitos perigosos para o nosso corpo, dentre eles temos a elevação dos níveis de cálcio na corrente sanguínea, que pode levar ao desenvolvimento de pedras nos rins, arritmia cardíaca e sopro cardíaco. Ainda que seja raro esses tipos de complicações, pois, quando em excesso no organismo, a vitamina D é destruída pelos raios solares, sempre procure um médico antes de fazer uso de suplementos vitamínicos. Assim, será feito uma investigação se há ou não necessidade de suplementar a vitamina. 

Manter uma dieta equilibrada e rica em vitamina D, tomar banhos de sol durante 10 ou 15 minutos ao dia (sempre antes das 10h e depois das 16h) pode ser uma forma saudável e segura de cuidar da sua fertilidade. Até a próxima!


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quarta-feira, 3 de maio de 2017

A Cafeína na Gravidez


Durante a gravidez é comum aumentar os cuidados com a alimentação e com a saúde da mãe e do bebê. Assim como é comum ter dúvidas quanto ao que pode ou não ser consumido durante a gestação. E muitas vezes nem sempre é fácil de tirar essas dúvidas já que uma hora algo faz mal, noutra um estudo comprova que faz bem ou não afeta como se pensava. Dentre as dúvidas, está o consumo ou não de café pela gestante. Afinal, café faz mal ou não para o bebê?

Entendendo a ação da cafeína


Uma das substâncias que mais se consome no mundo, inclusive pelas gestantes, é a cafeína. A cafeína não é encontrada apenas no café, mas também nos refrigerantes de cola, nos chás, chocolates e algumas medicações.

O organismo leva de 4 a 6 horas após o consumo da cafeína para metabolizar a substância, ou seja, leva quase 6 horas para eliminar o seu efeito no corpo. No entanto, a mulher grávida demora muito mais tempo para fazer o mesmo, cerca de 18 horas para conseguir metabolizar a cafeína.

Durante a gravidez, após a ingestão e absorção, a cafeína atravessa a barreira placentária com facilidade. Isso ocorre pois a placenta e o feto não possuem a principal enzima que é responsável por metabolizar esse composto. Dessa forma, existe uma exposição maior ao acumulo de cafeína nos tecidos fetais. 

Riscos do consumo da cafeína


Segundo especialistas, o consumo excessivo pode afetar o crescimento do bebê, o desenvolvimento das células fetais e podem alterar seu fluxo de oxigênio e sangue, podendo fazer com que o bebê nasça com alguma anormalidade.

Há estudos que sugerem que o consumo elevado de cafeína durante  a gravidez pode aumentar em duas vezes o risco de aborto espontâneo, parto prematuro, retardo  de crescimento intra-uterino do feto, bebês com baixo peso, a cafeína não é recomendado para  mulheres que estão grávidas.

A gestante deve parar de consumir cafeína?


Na verdade, o fato de que uma mulher grávida tem tomado uma ou duas xícaras de café por dia, não  significa que seu bebê terá problemas. Não há necessidade de levar tudo tão a sério. A cafeína  em pequenas quantidades não vai trazer problemas para a gravidez, nem para o  desenvolvimento do bebê. Uma mulher grávida pode consumir até 300 mg de cafeína por dia, o  que corresponderia a quatro xícaras de café instantâneo ou três de café puro, ou seis xícaras de  chá ou oito latas de refrigerante, ou 400 gramas de chocolate. No entanto, se uma mulher  consome cafeína  você deve discutir com seu médico para saber a sua opinião.
A cafeína age como um estimulante para o nível central. O primeiro sinal de toxicidade é a  sonolência. Em maior consumo, irritabilidade, stress, dores de cabeça, gastrite e anormalidades cardíacas ocorrer. No entanto, para que isso aconteça a mãe teria que consumir muita cafeína.

Moderando o consumo


Caso a gestante não consiga ficar sem seu cafezinho, o melhor é diminuir seu consumo, trocando a cafeína por chás como o de camomila ou de menta que não contém a substância. 

Quem ainda não está grávida mas já está preocupada com esse assunto, a indicação é diminuir o consumo da cafeína antes mesmo de engravidar para não sofrer depois e para que seu organismo se habitue com a menor quantidade.
Agora se a gestante decidiu que o melhor é esquecer o café pelo menos até o bebê nascer, vá diminuindo o consumo ao poucos para evitar sinais de abstinência, como cansaço e dores de cabeça. 

O consumo de cafeína deverá ser limitado também quando a mãe está amamentando, porque pode passar ao bebê. Nesse caso, a mãe deverá substituir a cafeína por água, sucos naturais de fruta e leite. 

Quantidade de cafeína em alguns alimentos e bebidas



Consumir cafeína é bem mais fácil do que parece por ser um ingrediente super comum em uma série de alimentos e bebidas.

Confira a seguir um guia básico de dosagens presentes em produtos comumente encontrados nas prateleiras das nossas casas (lembrando que a quantidade de cafeína muda muito conforme se faz um café mais forte ou fraco, e dependendo da marca e do lugar, em especial no caso do café expresso): 

1 xícara (50 ml) de cafezinho coado = 25 mg a 50 mg
1 xícara (50 ml) de cafezinho expresso = 50 mg a 80 mg
1 xícara (80 ml) de café instantâneo = 60 mg a 70 mg
1 xícara (80 ml) de capuccino = 80 mg a 100 mg
1 xícara grande (180 ml) de chá preto ou mate coado = 30 mg a 100 mg
1 lata de 300 ml de refrigerante à base de cola = 30 mg a 60 mg
1 lata de 250 ml de bebida energética = 80 mg
1 barra de 60 g de chocolate ao leite = até 50 mg

Com a ajuda das medidas acima dá para ver como somando apenas duas xícaras de café, uma latinha de refrigerante e um tablete de chocolate já é possível ultrapassar a dose máxima recomendada por dia.

Para reduzir o consumo procure bebidas alternativas às com cafeína: em vez de um refrigerante a base de cola, você pode tomar uma água com gás com rodelas de limão, por exemplo. Chás de ervas como camomila, erva doce e erva cidreira não contêm cafeína. 

Até a próxima!

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Estresse atrapalha engravidar


Muitas mulheres que planejam engravidar já ouviram a frase: "Deixe a ansiedade de lado que você engravida!". Mas quanto o estresse e a ansiedade podem atrapalhar a concepção? Tentar engravidar já é um ato estressante por si só. Há uma expectativa envolvida, e quando se passam meses sem conseguir engravidar, isso pode criar um ciclo vicioso de estresse que torna a concepção ainda mais difícil.

O que é o cortisol?


O cortisol é um hormônio esteroide produzido pelas glândulas suprarrenais (localizadas sobre cada rim) que em pequenas doses tem efeitos benéficos para o organismo, pois ajuda a produzir energia, a regular o açúcar no sangue e a pressão arterial, a controlar o estresse e a regular o sistema imunológico.
Pessoas que têm níveis altos de cortisol no corpo, podem sofrer aumento de peso - principalmente na área abdominal -, envelhecimento avançado, aparecimento de úlceras no estômago e um sistema imunológico bem mais frágil.


Causas do cortisol alto


Níveis elevados de cortisol no sangue podem ser causados principalmente por estresse ou por se sentir frequentemente depressivo e/ou com ansiedade. Além disso, também pode ser resultado de tensões no ambiente da pessoa e estresse físico, como por exemplo uma lesão.
Outras possíveis causas da síndrome de Cushing (nome dado para quem sofre com nível elevado de cortisol) são os problemas suprarrenais, tomar medicamentos esteroides, consumir bebidas alcoólicas de forma excessiva ou sofrer de uma depressão severa.

Como estresse afeta a fertilidade


Um estudo realizado por seis meses com 247 mulheres britânicas que tentavam engravidar e estavam em idade fértil (18 a 40 anos) mostrou que aquelas mulheres com maiores níveis de Cortisol tinham 12% menos chances de engravidar. No caso do cortisol a mulher tem dificuldade para desenvolver e liberar o óvulo, o cortisol impediria a comunicação entre espermatozoide e óvulo, esse hormônio atrapalha o momento da fertilização, quando o gameta masculino caminha pelas trompas de Falópio, fazendo com que ele não reconheça sua célula alvo. Vale lembrar que somente o cortisol não é obstáculo para o propósito de ter filhos, mas pode ser prejudicial à reprodução se estiver muito elevado ou abaixo do ideal (tanto para mulher como para o homem). Os pesquisadores também afirmaram que mesmo níveis baixos de estresse têm um impacto na fertilidade. 



Quando o organismo esta sob o estado de estresse passa a liberar grandes doses de um hormônio chamado alfa-amilase (é um tipo de adrenalina que diminui a produção de progesterona que é o hormônio responsável pelo ciclo menstrual e pelas transformações no organismo durante a gravidez). Sem a progesterona as chances de o embrião se implantar no útero diminuem.

Cuidando do estresse


É comum ouvir histórias de mulheres que engravidaram após diminuir a pressão para engravidar pode estar relacionada com a redução dos níveis de cortisol. Portanto, é de extrema importância observar o que, além das tentativas, está causando estresse e tentar reduzir ou eliminar esses fatores.

A dificuldade de engravidar não é um problema sem solução, é preciso acalmar os nervos que estão à flor da pele, entender que sua vida tem sido prejudicada por uma constante agitação, é preciso diminuir o ritmo de trabalho, pratique atividades relaxante como ioga, por exemplo, inicie uma boa leitura, mude seus hábitos, cuide de você, assuma um novo estilo de vida!

Alimentação ajuda na saúde reprodutiva


Comer equilibradamente, dando atenção ao valor nutricional dos alimentos pode contribuir para a diminuição do excesso de cortisol, especialmente nos casos em que ele é decorrente do estresse, e consequentemente ajudar no emagrecimento.

Fenilalanina - trata-se de um aminoácido que é precursora da dopamina. Quando você aumenta os níveis de fenilalanina, a pessoa se sente bem e então os níveis do cortisol, caso estejam elevados por causa do estresse, diminuem. Alguns alimentos ricos neste aminoácido são: frango, ovos, arroz integral, brócolis, abóbora, couve manteiga, agrião e alcachofra.

Triptofano - é um aminoácido e percursor da serotonina, que proporciona o prazer e o bem-estar.Alimentos ricos em triptofano são: arroz integral, soja, oleaginosas, carne, ovos, leite e derivados. Entre eles, as comidas de origem vegetal são uma fonte mais garantida de triptofano. 

Vitamina B5 - é importante para regular cortisol. Esse nutriente é um cofator para a produção de serotonina. E quanto mais serotonina, maior a sensação de bem-estar e menor a produção do cortisol. Alguns alimentos ricos neste nutriente são: damasco, amêndoa, leite, salmão, gérmen de trigo e farinha de aveia.

Além desses alimentos, o ideal é diminuir os fatores que atrapalham a fertilidade como consumo de álcool e cigarro. Aumentar a prática de exercícios ou de atividades físicas que tragam satisfação e bem-estar. Encontre aqui outras dicas de fertilidade! Até a próxima!

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segunda-feira, 27 de março de 2017

Alimentos e a Fertilidade


Sabemos que o corpo é uma máquina incrível. Absorvendo os elementos necessários para sua manutenção, retira da alimentação as substâncias vitais para a sobrevivência: respiração, circulação sanguínea, eliminação de resíduos, e assim por diante. O desequilíbrio nessas substâncias, seja pela ausência ou excesso, ocasiona desequilíbrio no funcionamento do corpo. Assim, manter um bom hábito alimentar é importante, principalmente para quem deseja engravidar. 

Qual a relação entre a alimentação e a fertilidade?


A reprodução, assim como outras funções vitais do organismo, depende das vitaminas, minerais e outros nutrientes que fornecemos através da alimentação. Por exemplo, zinco é a única substância encontrada em grande quantidade no esperma. Cientistas descobriram uma forte conexão entre vitamina B6 e o equilíbrio entre o estrógeno e a progesterona, essenciais para que as mulheres possam engravidar.

Dieta saudável para engravidar


É muito comum a indicação de uma boa dieta alimentar para aumentar as chances de engravidar, mas você conhece a influência de cada vitamina ou nutriente na fertilidade? 

Vitamina B6 - A deficiência de vitamina B6 pode causar desequilíbrio hormonal, síndrome pré-menstrual, acne pré-menstrual e depressão. Tanto as mulheres que sofrem de síndrome pré-menstrual como as que tomam pílulas
anticoncepcionais têm níveis baixos de vitamina B6 em seus organismos.
Uma dieta com alimentos ricos em vitamina B6 devolve o equilíbrio entre os hormônios e promove o retorno da fertilidade.
Alimentos fontes de vitamina B6: Carnes de aves, peixes, rim, fígado,
ovos, grãos de soja, aveia, produtos com trigo integral, amendoim e nozes.
Vitamina E - Estudos têm mostrado que a vitamina E pode melhorar a motilidade dos espermatozoides.
O uso da vitamina E pode ser indicado também para prevenir o aborto, desenvolvendo uma parede do útero mais forte e uma placenta mais saudável.
Alimentos fontes de vitamina E: alimentos crus, com sucos de frutas e vegetais,  germe de trigo, grãos integrais e noz crua. Também recomenda-se ingerir uma colher de chá de óleo de germe de trigo, três vezes ao dia.

Zico - Além de contribuir para a fertilidade da mulher, especialmente se combinado com vitamina B6, a adição de zinco na alimentação, melhora a contagem e a motilidade dos espermatozoides. 
Alimentos fontes de Zinco: as melhores fontes são as ostras, carne bovina, fígado de galinha, carne de peru escura, feijões, germe de trigo e leveduras.

Vitamina C - Assim como o zinco, a vitamina C melhora a contagem e motilidade espermática. Na mulher, atua protegendo a função ovariana e o desenvolvimento dos óvulos. 
Alimentos fontes de vitamina C: encontrado em frutas cítricas como laranja, limão, goiaba, kiwi, acerola, morango, tomate e folhosos, como brócolis, couve-flor e pimentão.
Bioflavonoides - são substâncias parecidas com vitaminas, encontradas na parte clara de frutos com casca, no brócolis, na batata, no repolho e no pimentão verde. Esses nutrientes estão envolvidos na formação de veias sanguíneas saudáveis, importante para preparar o útero para implantação do embrião. Por tonificar e aumentar a resistência das paredes dos vasos capilares, os bioflavonoides fortalecem a mulher contra o aborto.



Vitamina A - A deficiência de vitamina A pode levar a degeneração e queda do número de espermatozoides. Mas cuidado! O excesso dessa vitamina pode ser tóxico. Por isso, o melhor é garantir o acesso a essa vitamina através da ingestão de beta-caroteno. 
Alimentos fontes de beta-caroteno: cenoura, mamão, abóbora, batata-doce, aspargos, ervilhas, brócolis, espinafre e couve-flor. Outra excelente fonte é o óleo de fígado de bacalhau.

Dicas para uma Dieta Saudável


  • Reduzir a ingestão de açúcar e carboidratos refinados, como doces, biscoitos, bolos, chocolates, geleias, sorvetes e bebidas doces. São alimentos pobres em vitaminas e minerais.
  • Reduzir a ingestão de gordura animal.
  • Aumentar a quantidade de frutas e vegetais – cinco generosas porções por dia são consideradas desejáveis.
  • É muito importante ingerir uma razoável quantidade de fibras, incluindo grãos, frutas vegetais e cereais integrais.
  • Diminuir a quantidade de bebidas alcoólicas.
  • Manter um peso corpóreo adequado.
  • Beber água todos os dias.


Essas são algumas dicas para ajudar na conquista do positivo. Contudo, é importante não pensar que a simples ingestão dessas vitaminas irá fazer com que você engravide no ciclo seguinte. Vários são os fatores que contribuem com a fertilidade (Conheça mais a respeito) mas, quanto mais fatores temos a nosso favor, melhor! Uma alimentação saudável, equilibrada e nutritiva é uma boa forma de contribuir com a fertilidade do casal. Até a próxima!

Fonte: Fertilidade Natural









quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Como aliviar os enjoos na gravidez


Viver a gravidez muitas vezes não é fácil. Embora a felicidade de estar gerando uma vida seja grande, lidar com as intercorrências que isso significa pode dar um certo desânimo. É o caso dos conhecidos enjoos. Cerca de 50% a 70% das mulheres grávidas sofrem disso no primeiro trimestre. A náusea não só é normal como é geralmente um sinal de que sua gravidez é saudável.

Muitas pessoas chamam de "enjoo matinal", porque é geralmente o horário quando os sintomas estão piores, mas infelizmente ele pode ocorrer a qualquer horário do dia ou da noite.


O que causa os enjoos na gravidez?


Sabemos que a gravidez significa uma grande mudança hormonal. Acredita-se que um desses hormônios, o hCG - Gonadotrofina Coriônica Humana que é produzido pelo desenvolvimento da placenta e que ajuda a manter a gravidez - seja responsável pelos sintomas incômodos. Mas outros fatores, como baixo nível de açúcar no sangue, maior quantidade de ácido estomacal, tensão e fadiga também podem contribuir.


Como prevenir os enjoos?


Algumas dicas de como melhorar os enjoos durante a gravidez são bastantes conhecidas, como:


Comer de três em três horas


O organismo da gestante trabalha dobrado para manter tudo funcionando e ainda garantir um bom desenvolvimento da gestação. Comer regularmente e em períodos curtos ajudará nesse processo e também garantirá que as taxas de açúcar não caiam exageradamente, além de evitar que a gestante tenha refluxo, gastrite ou náusea.


Manter bolachas de água e sal, bolinhos de arroz ou mesmo chocolate no criado mudo e comer algo assim que acordar, para elevar a taxa de açúcar no sangue antes de se levantar é uma ótima estratégia para lidar com os enjoos. Experimente um copo de leite ou dois comprimidos de cálcio para neutralizar o ácido em seu estômago.

É importante também manter uma dieta equilibrada durante as refeições, incluindo uma quantidade suficiente de proteína como carne, peixe, ovos, queijo e também carboidratos complexos como frutas, vegetais, grãos para atender as exigências de desenvolvimento do seu bebê.

O consumo diário de certos alimentos ricos em magnésio, como feijão preto, grão de bico, azeitona, abobrinha, sementes de abóbora, tofu ou iogurte desnatado também ajudam a diminuir os episódios de enjoo na gravidez, pois o magnésio diminui a contração muscular.


Evitar ingerir líquidos durante as refeições


A digestão durante a gravidez é mais lenta e levando isso em conta, ao ingerir líquido durante as refeições, cria-se um bolo alimentar ainda maior, dificultando ainda mais o processo digestivo. Também deve-se ter mais atenção com a ingestão de molhos, caldos e condimentos, como também alimentos picantes ou gordurosos nesta fase. 



Evitar os odores fortes


Durante a gravidez a mulher pode desenvolver um olfato mais apurado, com isso é comum que os enjoos sejam desencadeados por odores fortes e variados. Dessa forma, o melhor é evitar o contato com o cheiro que tenha desencadeado a náusea, bem como evitar consumir alimentos que causem o mesmo efeito, enquanto o mesmo for incômodo para a gestante.


Comer gengibre


O gengibre atua na região do cérebro onde estão os neurotransmissores que são responsáveis pela parte do enjoo, agindo como estabilizador desses neurotransmissores. A Febrasgo (Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia) divulgou uma normativa, baseada em evidências científicas, sobre o tratamento mais indicado para as gestantes. A recomendação oficial prevê a adoção da prescrição de piridoxina com extrato de gengibre, única combinação disponível no Brasil considerada classe A, ou seja, que não apresenta risco algum para a gestante nem para o bebê. Mesmo assim, o tratamento só poderá ser indicado pelo obstetra.


Relaxar o máximo que puder


Se não tiver de acordar a uma hora específica, então aproveite e descanse o máximo que puder e tenha um dia mais relaxado. Fique relaxada. Respire lentamente — com o ar entrando pelo nariz e soltando pela boca — ou tente a imaginação virtual, concentrando-se em algo agradável.

Alguns fatores psicológicos como estresse e ansiedade podem desencadear enjoos, de forma que quanto mais relaxada for a rotina, melhor para a gestante. Além disso, quando estamos em repouso, nosso corpo consegue direcionar o fluxo sanguíneo para funções específicas do corpo, como a digestão, acelerando o processo.


Tomar suplementos de vitamina B6


Alguns especialistas em nutrição recomendam ingerir de 50 a 100 miligramas de suplemento de vitamina B6, para evitar a náusea. Tome suas vitaminas pré-natal regularmente, também.


Experimente atividades alternativas


A gestante pode optar por fazer tratamentos alternativos como a acupuntura, ou atividades como caminhada, Yoga ou Pilates que ajudam no alívio do estresse, além de que ao se fazer uma atividade física prazerosa, nosso corpo libera endorfinas, substâncias que melhoram nossa disposição física e mental, inclusive aliviando dores e mal-estar. Contudo, é importante consultar o obstetra antes de iniciar qualquer atividade física. 


Trocar os produtos de higiene


Algumas vezes os cheiros, antes agradáveis, dos produtos de higiene como xampus, condicionadores, antisséptico bucal ou creme dental podem causar náuseas fortes, e como algumas pessoas preferem fazer a higiene antes do café da manhã, os enjoos podem ser potencializados. 

O creme dental infantil costuma ser uma ótima opção para as gestantes que não conseguem escovar os dentes como antigamente. Também pode ser usado com mais frequência para manter a boca fresca.


Pulseira anti-enjoos


Uma nova opção para combater o enjoo na gravidez é usar uma pulseira anti-enjoos que se compra em algumas farmácias, drogarias, lojas de produtos para grávidas e bebês ou pela internet.

A pulseira anti-enjoo possui um botão que deve ser posicionado um ponto específico no pulso, que é um ponto de reflexologia chamado Nei-Kuan, que quando é estimulado consegue combater a sensação de enjoo. Para que se tenha o efeito esperado, deve-se utilizar uma pulseira em cada pulso.


Comer alimentos frios


Algumas vezes não é apenas o sabor do alimento que pode ocasionar enjoos mas também sua temperatura. Dessa forma, a grávida também pode experimentar comer alimentos frios, como iogurte, gelatina, picolé de fruta, saladas, água com gás.

Deixar disponível cubos de gelo para que a gestante possa chupar ou mastigar também ajudará a diminuir os efeitos do enjoo. Pode-se optar por fazer cubinhos de gelo com o suco de sua preferência como limão ou abacaxi.


Tomar suco de abacaxi ou limão


Tanto o limão como o abacaxi, além de diminuírem o enjoo e a ânsia de vomitar, são uma rica fonte de vitamina C, que ajuda a fortalecer o sistema imune e a placenta, garantindo uma gestação mais saudável para a mãe e para o bebê.

No entanto, é importante beber este suco em goles pequenos durante o dia porque os líquidos no estômago podem favorecer o refluxo, uma vez que o estômago sofre uma maior pressão que favorece o retorno ácido do seu conteúdo.

Pode-se optar também por ter fatias de limão ou abacaxi para chupar ao invés de tomar o suco se os enjoos forem mais persistentes.


Quanto tempo os enjoos duram?


Para a maioria das mulheres, os enjoos costumam acabar pelo quarto mês de gravidez, quando os níveis de hormônio começam a reduzir um pouco. Embora para algumas esses enjoos possam durar mais tempo.

Lembre-se que embora seja chato, ter enjoos é normal mas logo passam. Sentir enjoo também é um sinal de que está tudo bem com a gravidez. Alguns especialistas dizem que existe uma relação muito forte entre esse desconforto e um hormônio produzido pela placenta. Assim, o enjoo acaba funcionando como um indicativo de que a produção está equilibrada e que não há motivos para se preocupar. 



Mulheres com gestação gemelar têm níveis hormonais mais altos, por isso tendem a ter enjoos durante os nove meses. Até a próxima!








sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Ácido Fólico e sua importância antes e durante a gravidez


Todas as tentantes (ou quase todas) sabemos da importância da alimentação e de seus cuidados na gravidez. O que poucas sabem é que alguns desses cuidados devem ser iniciados antes da chegada do positivo. A suplementação de Ácido Fólico é uma delas. Algumas pré-mães ficam preocupadas se podem fazer uso do ácido fólico ou se o mesmo irá ajudar a engravidar ou ainda se ele engorda. Essas e outras questões serão respondidas nesse post.

O que é Ácido Fólico?


O ácido fólico é uma vitamina do complexo B, também chamada de B9, é a forma mais eficiente de prevenir a má formação no tubo neural do feto. O tubo neural é a estrutura embrionária que dá origem ao sistema nervoso central do bebê. Durante as primeiras 4 ou 5 semanas de gestação que o sistema nervoso primitivo do feto se desenvolve, com a formação do cérebro e da medula espinhal do bebê. Após esse período, o tubo neural se fecha na presença do ácido fólico, é daí que vem sua importância já nos meses anteriores a concepção. 

Existe contra-indicação no consumo?


Lembre-se que consumimos ácido fólico diariamente na nossa alimentação. Contudo, a suplementação de Ácido Fólico não é terapia apropriada para anemia perniciosa e anemias megaloblásticas causadas por deficiência de vitamina B12. É preciso lembrar sempre do potencial de tratar erroneamente um paciente que tenha deficiência de vitamina B12 com o ácido fólico. O folato não impede nem elimina os defeitos neurológicos da deficiência de vitamina B12, que podem progredir e se tornar irreversíveis.

Um estudo realizado em 2013 por pesquisadores brasileiros do Centro de câncer AC Camargo, em São Paulo (Brasil), diz que o consumo de ácido fólico pode ajudar a prevenir o câncer colorretal, mas se esta vitamina é ingerida em EXCESSO, especialmente sob a forma de suplemento alimentar, o ácido fólico pode promover o câncer colorretal. É aconselhável procurar um médico ou um nutricionista para saber a dose recomendada de ácido fólico de acordo com as necessidades do seu organismo. O uso de ácido fólico durante a gravidez é prescrito e aconselhado por todos os médicos.

O que a falta de ácido fólico causa?


A simples ingestão do ácido fólico serve para prevenir a anencefalia (ausência parcial do encéfalo e da calota craniana e/ou de estruturas como as meninges). Outro problema que pode ser evitado é a espinha bífida (doença em que o canal espinhal não é fechado), que pode provocar paralisia de membros inferiores, incontinência urinária e intestinal e até diferentes graus de retardo mental e dificuldades de aprendizagem escolar. 

O suplemento ajuda também na formação da placenta e no desenvolvimento do DNA do bebê, além de diminuir o risco de pré eclampsia (cerca de 70%) durante a gestação.



Onde encontrar e como tomar?


O suplemento pode ser encontrado facilmente em farmácias e também é distribuído gratuitamente nos postos de saúde. A indicação é que seja ingerido 1 comprimido (4 ou 5mg) de 2 a 3 meses antes de engravidar até o 3º mês de gestação ou de acordo com a indicação do obstetra. 

O ácido fólico pode ser tomado diariamente em forma de comprimidos, mas também através da ingestão de alimentos ricos em B9.

Alimentos ricos em ácido fólico



Vegetais escurosRicos em fibras, os vegetais escuros possuem também alimentos ricos em ácido fólico. É importante incluir na alimentação vegetais como espinafre, couve, brócolis, nabo e alface.

Aspargos - O aspargo é talvez um dos alimentos mais ricos em nutrientes dentre todos os alimentos do reino vegetal. Consumir apenas uma xícara de aspargos cozidos pode fornecer 262 mcg de ácido fólico, que corresponde por aproximadamente 65% de suas necessidades diárias.

Frutas cítricas - Muitas frutas contêm ácido fólico, mas frutas cítricas tem teor ainda mais alto. As laranjas são uma fonte especialmente ricas em ácido fólico. Uma laranja detém cerca de 50 mcg de ácido fólico e um grande copo de suco pode conter ainda mais. Outras frutas ricas em folato incluem mamão, uva, banana, melão e morangos.

Feijões, lentilhas, ervilhas e grão de bico - Sabe-se que uma tigela pequena de qualquer tipo de grãos pode fornecer a maioria de suas quantidades diárias recomendadas de ácido fólico. Os grãos podem ser consumidos em sopas, cozidos e misturados em saladas ou como acompanhamentos.

Abacate - Além de ser um dos melhores alimentos ricos em ácido fólico, é também uma excelente fonte de ácidos graxos, vitamina K e fibras alimentares. Pode ser consumido com leite em alguma vitamina, em forma de guacamole e colocado em sanduíches e saladas, bem como utilizado em sobremesas.

Quiabo - O quiabo também se destaca como uma grande fonte de vitamina. Apenas uma xícara de quiabo cozido pode fornecer cerca de 37 mcg de ácido fólico.

Couve de Bruxelas - Além de uma boa fonte de ácido fólico (cerca de 25% da dose diária recomendada), a hortaliça é rica em vitamina C, vitamina K, vitamina A, manganês e potássio.

Sementes e Nozes - Pode ser de abóbora, gergelim, girassol ou sementes de linhaça, consumir sementes cruas, germinadas ou salpicadas sobre uma salada irá adicionar uma porção saudável de ácido fólico à sua dieta alimentar. As nozes também são muito ricas em ácido fólico, bem como as amêndoas.

Abóbora - A abóbora contém 57 mcg de ácido fólico (14% do valor diário recomendado) em uma xícara, já a abobrinha contém 36 mcg de ácido fólico (9% do valor diário recomendado) em uma xícara. 

Cenoura - Muito popular nos lares brasileiros, as cenouras são vegetais facilmente encontrados nas feiras livres e supermercados. Apenas uma xícara de cenouras cruas fornece quase 5% de suas necessidades diárias recomendadas de ácido fólico.

Aipo - Conhecido por auxiliar na eliminação de pedras nos rins, pode ser uma boa fonte de ácido fólico. Apenas uma xícara de aipo cru fornece cerca de 34 mcg, sendo responsável por 8% das suas necessidades diárias da vitamina.

Milho - Uma xícara de milho cozido possui cerca de 76 mcg da substância, respondendo por quase 20% de suas necessidades diárias. Evite as versões enlatadas e opte pelos frescos e orgânicos, prefira o consumo do milho cozido do que a pipoca que pode vir acompanhada de muito óleo, sal ou manteiga, sendo um inimigo para a saúde.

Beterraba - Uma xícara de beterraba cozida irá fornecer cerca de 136 mcg de ácido fólico, sendo responsável por 34% de suas necessidades diárias, além de ser fonte de antioxidantes e também ajudam no processo de desintoxicação, tornando-os um dos melhores purificantes naturais do fígado do mundo. 

Couve-flor - É considerado como um dos melhores alimentos com vitamina C, mas também é uma grande fonte de ácido fólico. Ingerir apenas uma xícara de couve-flor pode fornecer ao seu corpo cerca de 55 mcg de ácido fólico, sendo responsável por 14% de seu valor diário recomendado.


Tabela com algumas fontes de ácido fólico e seus valores


Desde 2002, as farinhas de trigo e de milho também são obrigatoriamente fortificadas com ácido fólico por determinação da  Anvisa. Mas a quantidade de vitamina fornecida por essas fontes é insuficiente e, para complicar, o processo de cozimento dos alimentos ainda diminui o teor da vitamina. De forma que além do consumo de alimentos a suplementação com comprimidos é de grande importância para a futura mamãe e principalmente para o bebê. Até a próxima!