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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Indicações reais para parto cesárea


Muitas são histórias sobre como a mulher precisou recorrer a cesárea pois o médico recomendou dizendo que o bebê corria risco de vida por causa de falta de dilatação, cordão umbilical enrolado no pescoço, ter feito cesárea anterior, bacia estreita. Contudo, nenhum desses motivos é considerado, pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, como justificativas reais de cirurgia cesariana. A gestante precisa saber quais são as reais indicações para que possa argumentar e conversar com seu obstetra para então fazer escolhas conscientes sabendo dos riscos que a cirurgia pode acarretar.


Quando a cesárea é necessária?


Existem indicações absolutas e relativas (aquelas que depende de cada caso individualmente). Antes do início do trabalho de parto, existem duas indicações absolutas que são a Desproporção céfalo-pélvica e a apresentação de Placenta Prévia. 

Desproporção céfalo-pélvica - A desproporção ocorre quando a ossatura da bacia da mãe é incompatível com a da cabeça do bebê. Isso acontece em casos de mães que possuem alguma deformidade ou desalinho nos ossos, por conta de um acidente ou deficiência física. Ou em casos em que o bebê tem a cabeça maior que o normal, devido a problemas de saúde como hidrocefalia ou diabetes. (Entenda melhor como é feito o diagnóstico da Desproporção céfalo-pélvica)

Placenta Prévia - A placenta se localiza sobre o colo do útero impedindo o parto normal, ou seja, o parto normal não acontece devido à placenta fechar e impedir a passagem do bebê. Os dois casos são considerados de baixa incidência.


As indicações relativas vão depender de avaliação médica como é o caso do sofrimento fetal quando a mulher não tem dilatação completa, descolamento prematuro de placenta, placenta prévia com sangramento intenso, distocia (complicações que atrapalham ou impedem a passagem do bebê) como bebê em situação transversa, ou seja, nem sentado nem de cabeça para baixo, herpes vaginal ativa (por conta do risco de desenvolver cegueira no bebê), mãe portadora de HIV.


Já quando o trabalho de parto iniciou, a cesárea é bem indicada no caso de eclâmpsia (que não pode ser confundida com pressão alta), prolapso do cordão (o cordão umbilical aparece antes da cabeça do bebê e descolamento prematuro da placenta fora do período expulsivo, onde a placenta solta da parede uterina provocando hemorragia intensa).

Infelizmente, mesmo com relação as indicações absolutas, os médicos podem utilizar dessas recomendações de maneira errada. Um exemplo é avaliar a estrutura ossea materna antes do início do trabalho de parto e já determinar que a gestante não terá dilatação suficiente, coisa que apenas durante o trabalho de parto será possível avaliar. Informar a parada de progressão do trabalho de parto, sem tentar meios de ajuda como uso de ocitocina ou mesmo criar um ambiente mais tranquilo para a mulher, já que o estresse pode atrapalhar a progressão do mesmo. 

Há situações em que a mulher, por cansaço físico, posição ruim e situações de distocia em que não é possível usar o fórceps (instrumento cirúrgico semelhante a uma colher que é inserido no canal vaginal para ajudar a retirar o bebê) ou a vácuo-extração (ou ventosa – retira o bebê por sucção) a cesárea é recomendada.

Índice de cesáreas no Brasileira


A Organização Mundial de Saúde (OMS) preve um escore de cesarianas que é de, no máximo, 15% do total de partos realizados no país. No entanto, segundo a pesquisa Nascer no Brasil da Fundação Oswaldo Cruz, a cesariana é realizada em 52% dos nascimentos e no setor particular, chega a 88%. O grande problema é que essa situação não apenas não diminuiu a mortalidade materna e perinatal como também deixou o país entre os piores índices de mortalidade. Embora os obstetras tenham influenciado esse excessivo número de cesariana, muitas vezes o comodismo e até a falta de informação faz com que o uso de cesárea eletiva (agendada) contribua para o nascimento de bebês prematuros (antes de 39 semanas).

Desculpas frequentemente utilizada para induzir uma DESNEcesárea


1. Circular de cordão, uma, duas ou três "voltas" (campeoníssima – essa 
conta com a cumplicidade dos ultrassonografistas e o diagnóstico do  número de voltas é absolutamente nebuloso) 
2. Pressão alta 
3. Pressão baixa 
4. Bebê que não encaixa antes do trabalho de parto 
5. Diagnóstico de desproporção cefalopélvica sem sequer a gestante ter entrado em trabalho de parto 
6. Bolsa rota (o limite de horas é variável, para vários obstetras basta NÃO estar em trabalho de parto quando a bolsa rompe) 
7. "Passou do tempo" (diagnóstico bastante impreciso que envolve 
aparentemente qualquer idade gestacional a partir de 39 semanas) 
8. Trabalho de parto prematuro 
9. Grumos no líquido amniótico 
10. Hemorroidas 
11. HPV (só há indicação de cesárea se há grandes condilomas obstruindo o canal de parto) 
12. Placenta grau III 
13. Qualquer grau de placenta 
14. Incisura nas artérias uterinas (aliás, pra que doppler em uma gravidez normal?) 
15. Aceleração dos batimentos fetais 
16. Cálculo renal 
17. Dorso à direita 
18. Baixa estatura materna (o tamanho do canal não está ligado à altura de uma pessoa.)
19. Baixo ganho ponderal materno/mãe de baixo peso 
20. Obesidade materna
21. Gastroplastia prévia (parece que, em relação ao peso materno, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come) 
22. Bebê "grande demais" (macrossomia fetal só é diagnosticada se o peso é maior ou igual que 4kg e não indica cesariana, salvo nos casos de
diabetes materno com estimativa de peso fetal maior que 4,5kg. Não se 
justifica ultrassonografia a termo em gestantes de baixo risco para 
avaliação do peso fetal). 
23. Bebê "pequeno demais" 
24. Cesárea anterior (existem estudos que comprovam a possibilidade de uma mulher que fez um parto cesárea voltar a ter filhos pelo método natural.)
25. Plaquetas baixas 
26. Chlamydia, ureaplasma e mycoplasma 
27. Problemas oftalmológicos, incluindo miopia, grande miopia e descolamento da retina 
28. Edema de membros inferiores/edema generalizado 
29. "Falta de dilatação" antes do trabalho de parto 
30. Inseminação artificial, FIV, qualquer procedimento de fertilização assistida (pela ideia de que bebês "superdesejados" teriam melhor prognóstico com a cesárea) – motivo pelo qual os bebês de proveta aqui no Brasil muito raramente nascem de parto normal 
31. Gravidez não desejada 
32. Idade materna "avançada" (limites bastante variáveis, pelo que se observa, mas em geral refere-se às mulheres com mais de 35 anos)
33. Adolescência 
34. Prolapso de valva mitral 
35. Cardiopatia (o melhor parto para a maioria das cardiopatas é o vaginal) 
36. Diabetes mellitus clínico ou gestacional 
37. Bacia "muito estreita" 
38. Mioma uterino (exceto se funcionar como tumor prévio) 
39. Parto "prolongado" ou período expulsivo "prolongado" (também os limites são muito imprecisos, dependendo da pressa do obstetra). O diagnóstico deve se apoiar no partograma. O próprio ACOG só reconhece período expulsivo prolongado mais de duas horas em primíparas e uma hora em multíparas sem analgesia ou mais de três horas em primíparas e duas horas em multíparas com analgesia. Na curva de Zhang o percentil 95 é de 3,6 horas para primíparas e 2,8 horas para multíparas) 
40. "Pouco líquido" no exame ultrassonográfico sem indicação no final da gravidez
41. Artéria umbilical única 
42. Ameaça de chuva/temporal na cidade 
43. Obstetra (famoso) não sai de casa à noite devido aos riscos da violência urbana 
44. Fratura de cóccix em algum momento da vida 
45. Conização prévia do colo uterino 
46. Eletrocauterização prévia do colo uterino 
47. Varizes na vulva e/ou vagina 
48. Constipação (prisão de ventre) 
49. Excesso de líquido amniótico 
50. Anemia falciforme 
51. Data provável do parto (DPP) próximo a feriados prolongados e datas festivas (incluindo aniversário do obstetra) 
52. Trombofilias 
53. História de trombose venosa profunda 
54. Bebê profundamente encaixado 
55. Bebê não encaixado antes do início do trabalho de parto 
56. Endometriose em qualquer grau e localização 
57. Prévia exérese de pólipos intestinais por colonoscopia 
58. Insuficiência istmocervical (paradoxalmente, mulheres que têm partos muito fáceis são submetidas a cesarianas eletivas com 37 semanas SEM retirada dos pontos da circlagem) 
59. Estreptococo do Grupo B (EGB) no rastreamento com cultura anovaginal entre 35-37 semanas 
60. Infecção urinária
61. Anencefalia 
62. Qualquer malformação fetal incompatível com a vida 
63. Síndrome de Down e qualquer outra cromossomopatia 
64. Malformação cardíaca fetal 
65. Escoliose 
66. Fibromialgia 
67. Laparotomia prévia 
68. Abdominoplastia prévia 
69. Ser bailarina 
70. Praticar musculação ou ser atleta 
71. Sedentarismo 
72. Miscigenação racial (pelo "elevado risco" de desproporção céfalo-pélvica) 
73. Uso de heparina de baixo peso molecular ou de heparina não fracionada 
74. Datas significativas como 11/11/11 ou 12/12/12 (ainda bem que a partir de 2013 precisaremos esperar o próximo século) 
75. História de cesárea na família
76. Feto com "unhas compridas" 
77. Suspeita ecográfica de mecônio no líquido amniótico 
78. Hepatite B e hepatite C 
79. Anemia ferropriva 
80. Neoplasia intraepitelial cervical (NIC) 
81. Tabagismo 
82. Varizes uterinas 
83. Feto morto (aqui é importante preservar o direito da mãe decidir como quer o parto)
84. Cirurgia gastrointestinal prévia 
85. Qualquer procedimento cirúrgico durante a gravidez 
86. Colostomia 
87. Gestação gemelar com os dois conceptos em apresentação cefálica (apenas em caso de complicações ou posicionamento que impeça de qualquer forma a saída natural pelo canal)
88. História de depressão pós-parto 
89. Uso de antidepressivos ou antipsicóticos 
90. Hipotireoidismo 
91. Hipertireoidismo 
92. História de natimorto ou óbito neonatal em gravidez anterior 
93. Colestase gravídica 
94. Espondilite anquilosante 
95. História de câncer de mama ou câncer de mama na gravidez 
96. Hiperprolactinemia 
97. Síndrome de Ovários Policísticos (SOP)
98. Não há vagas nos hospitais da cidade para partos normais
99. Septo uterino/cirurgia prévia para ressecção de septo por via histeroscópica
100. História familiar de fibrose cística do pâncreas
101. Asma
102. Evitar comprometer vida sexual (o medo de ter o canal "alargado" ou de não agradar mais o parceiro é muito difundido. Há formas de fortalecer os músculos pélvicos com exercícios específicos)

Ufa!!! Como vemos há um grande número de desculpas para tentar induzir a mãe a fazer uma cesárea. Apenas o conhecimento prévio pode ajudar a mulher a não se por em risco (pois sim cesárea tem grandes riscos) apenas para garantir o conforto do médico!

Cesárea não é culpada


É importante deixar claro aqui que a cesárea não deve se colocada como a vilã da história, já que quando bem utilizada, ela é uma excelente ferramenta para salvar vidas. A cesárea é muito cômoda já que pode ser programada desde a entrada no hospital até a saída. O mesmo não ocorre com o parto normal já que não se pode determinar quanto tempo irá durar e quais as intercorrências que possam surgir. Mas o que deve ser levado em conta não é o tempo de duração do procedimento mas qual deles garante mais saúde para a mãe e para o bebê. A vida deve ser levada mais em conta e não apenas os honorários médicos. Conheça mais sobre a Cesárea Humanizada! Até a próxima!



Leia também:








quarta-feira, 7 de junho de 2017

Motivos para esperar o trabalho de parto


"Esse bebê não nasce nunca?!"
"Ainda na barriga?!" 
"Não nasceu ainda?!"

Essas perguntas são muito comum na reta final da gestação. Muitas gestantes passam então a ficar aflita por estar com 39 semanas e ainda não terem entrado em trabalho de parto. Soma-se a isso os médicos que amam agendar a cesariana e tem-se então uma chuva de bebês nascidos antes de completar as 40 semanas de gestação. Mas o fato é que se tudo estiver correndo bem na gravidez, essas últimas semanas, são super importantes para os bebês! É importante respeitar o tempo do bebê, e aguardar o sinal dele de que está totalmente formado e pronto para nascer.



A importância de esperar o trabalho de parto


Quando a mulher entra em trabalho de parto, o bebê passa por uma preparação para nascer que começa com as contrações uterinas. Elas funcionam como um alerta para a criança, que passa a liberar substâncias para o amadurecimento final do próprio organismo, como o hormônio corticoide, que age no pulmão – se você estiver em trabalho de parto e for preciso uma cesárea de emergência, a criança já vai estar com o organismo mais pronto. Além disso, o seu corpo também estará mais preparado para amamentar graças a hormônios liberados no trabalho de parto. A ocitocina, também conhecido como "hormônio do amor" ajuda não apenas na conexão entre a mãe e o bebê, como também ajuda na amamentação (Saiba mais sobre a Ocitocina). A segunda etapa ocorre no parto. Quando o bebê passa pelo canal vaginal, os pulmões dele sofrem uma compressão que ajuda a eliminar líquidos e fluídos que possam causar algum desconforto respiratório posterior. É por tudo isso que não vale a pena agendar uma cesárea.


Razões para dar 40 semanas de gestação para o seu bebê! 


#1 Bebês nascidos com 40 semanas, são mais capazes de sugar e engolir, graças aos músculos da face mais desenvolvidos. 

#2 Essa habilidade de sugar e engolir melhor, torna a amamentação muito mais possível! 

#3 Bebês nascidos com 40 semanas são mais capazes de controlar a temperatura corporal, isso por conta da gordura extra que eles possuem.

#4 Num geral, quanto mais tempo o bebê fica na barriga, menos tempo ele fica no hospital. 

#5 O desenvolvimento do cérebro acelera nas últimas 5 semanas de gestação. 

#6 Os bebês ganham mais peso nas últimas semanas de gravidez, esse peso extra, prepara eles para o nascimento e o primeiros dias de vida.

#7 Bebês prematuros têm mais chances de terem icterícia, pois o fígado dos prematuros pode não estar totalmente formado. 

#8 Bebês prematuros têm mais chances de terem problemas respiratórios, pois o pulmão do prematuro pode não estar totalmente formado. 

#9 Bebês prematuros têm maiores chances de hemorragias cerebrais. 

#10 Bebês prematuros têm mais chances de terem convulsões nos primeiros dias de vida e mais chances de desenvolverem epilepsia. 

#11 Bebês prematuros têm mais chances de terem problemas de audição, pois seus aparelhos auditivos podem não estar totalmente desenvolvido no nascimento. 

#12 Nos últimos meses de gestação os bebês fazem um estoque de glicogênio para regular o açúcar no sangue. Bebês prematuros podem não ter o tempo suficiente de estocar o glicogênio, e por isso eles têm mais chances de terem problemas com baixa glicemia. 

#13 Bebês nascidos com 40 semanas têm melhores resultados, do que bebês nascidos com 38 semanas nos exames de protocolo realizados em recém-nascidos.

#14 Bebês nascidos com menos de 37 semanas têm mais chances de terem problemas comportamentais. 

#15 Bebês prematuros não são capazes de ficarem acordados o tempo necessário para uma mamada completa. 

#16 Bebês nascidos antes de 38 semanas têm mais chances de serem readmitidos no hospital. 

#17 O cérebro de um bebê de 35 semanas pesa apenas 2/3 do cérebro de um bebê com 39, 40 semanas. 

#18 Mais de 25% dos bebês que nascem de cesáreas eletivas entre 37 e 39 semanas precisam ser admitidos em Unidades Intensivas neonatal. Comparado a 1 em cada 20 bebês que nascem depois de 39 semanas. 


#19 Os números de mortalidade infantil são 4 vezes maior para bebês nascidos entre 34 e 36 semanas. 

Razões para a mãe esperar 40 semanas: 


#20 Você está prestes a deixar de ser o centro das atenções, então segure a ansiedade e aproveite para ser a número 1 por um pouquinho mais de tempo! 

#21 Aproveite esse tempinho extra para curtir uma babymoon (viagem antes do nascimento) com seu marido. 

#22 Lembre-se que você  já está se relacionando com seu bebê mesmo com ele na barriga, então aproveite para curtir ele na barriga, enquanto ele não regorgita na sua blusa e chora noite e dia no seu colo. 

#23 Você pode não acreditar agora, mas você ainda vai sentir muita falta dessa barriga, dos chutinhos, dos soluços, de saber que seu bebê está dentro de você. 

#24 Aproveite esse tempinho extra para curtir seu marido, vocês não terão muito tempo sozinhos nos primeiros meses após o nascimento do seu bebê. Aproveite para ir ao cinema, jantar fora. 

#25 Aproveite este tempinho extra para deixar tudo pronto para o bebê! 

#26 Esperar para entrar em trabalho de parto naturalmente, geralmente faz com que você consiga seguir seus planos do plano de parto. 

#27 Aproveite para dormir!!!!! Você não imagina como vai sentir saudade do tempo em que podia deitar e dormir. 

#28 Você não imagina quantas trocas de fralda pode deixar de fazer nessas semanas extras com seu bebê na barriga. 

Razões para esperar 40 semanas para ter um parto mais tranquilo: 


#29 Aguardar o trabalho de parto natural, significa não induzir o parto. Induzir o parto aumenta os riscos para o bebê e as chances de hemorragia pós-parto. 

#30 Induzir o parto aumenta os riscos de você precisar de uma cesárea. 

#31 A cesárea é uma cirurgia de grande porte, que oferece riscos e com uma recuperação difícil. 

#32 Aguardando o trabalho de parto natural, você diminui muito os riscos do parto e de intervenções. 

#33 Induzir o parto pode fazer com que seu parto seja mais longo. 

#34 Especialistas acreditam que o parto induzido é mais doloroso, isso porque a ocitocina artificial provoca contrações fortíssimas. 

#35 Tanto o parto induzido, quanto a cesárea aumentam os riscos de infecção.

Coisas para se lembrar: 


#36 Como muitas vezes a contagem das semanas não é exata, por ser baseada no ciclo menstrual, que não é exato. Muitas vezes o que você pensa que é 38 semanas, pode ser 36 na verdade. 

#37 Dê esse tempo extra para o seu bebê amadurecer, confie nele, ele saberá quando estará pronto para o mundo do lado de fora da barriga.

#38 Bebês não são muito convenientes, eles querem mamar o tempo todo, regorgitam assim que você colocou uma roupa limpa neles, e fazem cocô assim que você sair de casa. Aproveite a conveniência de ter o seu bebê dentro da sua barriga! 

#39 Devagar e forte é que se vence a corrida! 

#40 Se existe algo na vida que vale a pena esperar, é por isso! Você se alimentou bem, não bebeu álcool, você evitou medicamentos nesses meses todos e tudo pela saúde do seu bebê. E se existe algo super importante para a saúde do seu bebê, é isso, esperar o tempo certo dele chegar, para que ele possa começar a vida bem, forte, saudável e pronto!  

O parto consciente


Ninguém quer aqui dizer que a cesárea não deve ser feita ou que apenas o parto natural ou normal é bom. Na verdade, quando realizado de forma consciente, todos eles podem ser muito bem aproveitados (Leia mais sobre os diferentes tipos de partos). Não adianta querer ter um parto normal se a criança já apresenta sofrimento fetal. claro que seria maravilhoso que o parto fosse sempre o mais natural possível, mas felizmente, a cesárea veio para ajudar nos momentos em que tudo não saiu como o esperado. Cesárea bem indicada salva vidas e deve ser um recurso utilizado quando necessário! Cesárea Humanizada existe, conheça mais a respeito neste post!

É fundamental que a mulher entenda tudo o que está se passando com ela, os prós e contras de escolher o tipo de parto que deseja e acima de tudo, optar por garantir sempre a saúde e segurança não apenas dela mas também do bebê. Muitas mulheres escolhem cesárea por não entenderem os motivos reais ou ainda por acreditarem estar fazendo o melhor para si e para o bebê, quando na verdade apenas estão sendo conduzidas para essa decisão pelo bem estar do médico.

A gestante que deseja o parto normal ou ao menos deseja esperar o trabalho de parto, deve conversar com seu médico a esse respeito e caso não se sinta segura dos motivos apresentados para ter que agendar uma cesariana, o melhor é procurar uma segunda opção ou mesmo trocar de médico. 


E o que fazer com a ansiedade?


Vamos cuidar dela. Ansiedade maternal não é motivo para adiantar o parto. Imagine que  parto não é um fim, é apenas o começo de uma vida nova e bastante cansativa. Porque tanta pressa de chegar lá? O bebê virá no tempo dele. Curta o silêncio, durma à tarde, ponha músicas legais para o seu bebê ouvir. Vá ao cinema, leia todos os livros que você sempre quis e nunca teve tempo, caminhe no parque, saia para jantar, namore  seu companheiro, encontre suas amigas ou  visite as que já tem filhos pequenos. Cuide de você,  conecte-se  com a sua essência, sua família, seus desejos, sua missão. Uma parte importante dela está prestes a começar. Até a próxima!







quinta-feira, 1 de junho de 2017

Cesárea Humanizada


Muito se fala hoje na humanização do parto, onde a mãe e o bebê devem ser tratados como protagonistas do parto, respeitando sempre o que for melhor para os dois. Nem sempre é possível seguir o plano com um parto normal. Algumas complicações pedem que medidas urgentes sejam adotadas para garantir a segurança da mãe e do bebê. Mas, o que muitos desconhecem, é que mesmo uma cesárea pode ser feita de forma menos traumática para a mãe e o bebê. Estamos falando da Cesárea Humanizada.


O que é Cesárea Humanizada?


A cesárea é uma cirurgia de grande porte que deve ser feita apenas em casos específicos em que o bebê e/ou a mãe correm risco de saúde. No caso da cesárea humanizada há uma preocupação em que seja feito todo o possível para que o parto seja tranquilo. Para ser considerada uma cesárea humanizada alguns requisitos devem ser observados:


Necessidade cirúrgica - A cesárea só é considerada humanizada em caso de real necessidade. Algumas mulheres preferem agendar a cesariana mesmo que sua saúde ou a do bebê não tenha nada que indique essa necessidade. São as chamadas cirurgias eletivas, e nesse caso não é considerada como cesárea humanizada pois essa preconiza que não tendo problemas médicos que indiquem a cirurgia, a mesma não deve ser realizada.  


Diferença entre a cesárea convencional e a humanizada


Trabalho de parto iniciado - Outro fator que é levado em conta é com relação ao trabalho de parto iniciado. Salvo em caso de urgência médica, é importante esperar que a mulher entre em trabalho de parto. Quando a mulher entra em trabalho de parto, a criança costuma estar pronta para vir ao mundo. 




Também é importante que sempre que der, a mãe e o bebê fiquem juntos após o parto e que ela tente amamentar o bebê já nesses primeiros momentos. Entenda a importância da amamentação neste post


Participação familiar - A cesárea humanizada defende a participação do pai ou de um familiar ou acompanhante escolhido pela mãe no centro cirúrgico. Garantir um ambiente tranquilo e seguro é importante para que a gestante se sinta amparada. Também é possível reduzir a iluminação já que a mesma no campo operatório é total, o que não acontece é a luz ao redor da mesa. Existe a possibilidade de se diminuir a luminosidade da sala, mas o campo cirúrgico (mesa cirúrgica) tem que ser iluminado. Para deixar o ambiente mais confortável ao bebê e à mãe, o ar condicionado também deve ser reduzido.

Participação materna - A mãe é mais valorizada, tendo uma participação maior no parto. O médico informa sobre tudo o que está acontecendo e caso deseje, o campo cirúrgico (pano colocado elevado para que a mãe não veja os procedimentos cirúrgicos) pode ser abaixado para que a mãe veja o bebê nascendo. Alguns médicos permitem que a mãe leve um CD com músicas calmas para serem tocadas durante o parto.

Corte menor - O corte para o parto é feito com o mesmo diâmetro de dilatação de um parto normal. O bebê é retirado com calma (é importante que o bebê finalize quase sozinho a saída) e o cordão umbilical não é cortado imediatamente, os médicos esperam ele parar de pulsar. De acordo com evidências científicas cortar o cordão umbilical enquanto ele pulsa aumenta a incidência de anemia na infância. Após isso, o bebê vai diretamente para o colo da mãe.


Como garantir uma cesárea humanizada?


A única forma de garantir um parto humanizado, ainda que tenha necessidade de fazer uma cesariana, é escolhendo uma equipe humanizada e também através do plano de parto. Fazer um plano de parto e colocar no papel suas preferências ajuda muito também na hora de reivindicar seus direitos se o médico ou a instituição não fizer o que estava combinado. No plano de parto que visa uma cesárea humanizada, a mulher pode optar, por exemplo, por entrar em trabalho de parto antes de fazer a cesárea (normalmente, essas cirurgias já são agendadas) e também amamentar assim que o bebê nascer. As preferências da paciente são respeitadas e o bebê nasce em segurança. Aprenda aqui como fazer um plano de parto.

Veja um vídeo de cesárea humanizada





O parto é um momento único na vida de uma mãe e nada mais justo que este momento seja lindo, ainda que tenha que haver intervenção médica para garantir a saúde do bebê e da mãe. A maior ferramenta que a gestante tem é o conhecimento. Converse com seu médico e indique desde cedo seu desejo de um parto tranquilo e que mesmo que haja necessidade de cesariana, não precisa deixar de ser um momento de alegria e que será lembrado de forma positiva. Até a próxima!

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sexta-feira, 24 de março de 2017

Tampão Mucoso


Logo nas primeiras semanas de gravidez o corpo trabalha para proteger o bebê. Assim, é criado um monte de estruturas que irão ajudar no desenvolvimento da gestação e do bebê. O útero é um lugar que deve ser muito bem protegido e para isso o corpo cria uma substância que sela o útero. O tampão mucoso tem como finalidade impedir que bactérias atinjam o útero e o bebê em desenvolvimento. Conheça mais a respeito do Tampão Mucoso.

O que é o Tampão Mucoso?



Também chamado de "Rolha de Schröder", o tampão mucoso se forma a partir da secreções das glândulas cervicais do útero, que, por ação da progesterona, tornam-se mais espessas durante a gestação. Este tampão tem a função de isolar e proteger o feto em seu ambiente intra uterino do ambiente externo. 

Qual o aspecto do tampão mucoso?



O aspecto do tampão mucoso é bem variável. É como um corrimento mais grosso, um catarro, mas pode ser em pouca ou em muita quantidade, é opaco esbranquiçado, e até mesmo com coloração rosa, marrom ou vermelha, com sangue ou sem sangue. Também pode sair tudo de uma vez ou ficar saindo por alguns dias. O sangue no tampão pode ocorrer devido ao sangramento de pequenos vasos sanguíneos, algo que se deve às alterações no útero. 

É importante reconhecer as características do tampão mucoso, pois caso haja sangramento, mas não com aparência de corrimento/catarro, a gestante deve ser examinada, pois o descolamento prematuro da placenta causa sangramento e é motivo de uma cirurgia cesariana de emergência.

Quando o tampão mucoso deve sair?


A saída do mucoso varia de gestante para gestante. Normalmente o tampão é liberado até 2 semanas antes do nascimento do bebê. Existem mulheres que pularão esta etapa, outras que sairá apenas pequenos pedacinhos da mucosa, e outras que sairão grandes pedaços do tampão.

Como notar a saída do tampão mucoso?


O tampão mucoso pode sair quando se limpa depois de ir ao banheiro, sair na calcinha ou no protetor diário, ou mesmo pode acontecer da gestante nem perceber a saída do tampão.

O que fazer ao notar a saída do tampão mucoso?


O momento em que o Tampão mucoso sai ainda não é a hora da aflição. Este sinal representa que está quase na hora, mamãe! É importante manter a calma pois a saída não indica necessariamente que o trabalho de parto irá começar. A gestante deverá ficar atenta a outros sinais de trabalho de parto como contrações ou o rompimento da bolsa. (Conheça mais sobre o trabalho de parto.)

Qualquer dúvida em relação a saída do tampão deve ser tirada junto ao médico. Lembre-se que no final da gestação é preciso estar atenta a tudo que acontece com o seu corpo, pois a qualquer momento o seu bebê pode chegar. Não custa nada a mãe checar na maternidade caso em caso de haver sangramento sem as características do tampão mucoso. Até a próxima!

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quinta-feira, 9 de março de 2017

Como induzir o parto naturalmente


A ansiedade para a chegada do bebê é comum, principalmente quando se aproxima ou mesmo passa da data prevista para o parto. Uns dos principais receios da gestante é com relação ao bebê "passar da hora". A hora do parto será no momento em que o bebê estiver pronto para vir. Descubra aqui a importância de esperar o trabalho de parto. Contudo, a mamãe poderá usar algumas ideias podem ajudar a incentivar o pequeno ou pequena a conhecer o mundo fora da barriguinha da mãe. 

Namore bastante



Durante o sexo, o corpo libera substâncias que são semelhantes aos medicamentos usados para induzir o parto. A ajuda está no sêmen do parceiro, que deve ejacular dentro da vagina, pois ele contém prostaglandinas, as substâncias semelhantes a hormônios. A prostaglandina ajuda a amadurecer o colo do útero (amaciar) e incentivá-lo a se abrir. E como a natureza é sábia, não há riscos de partos prematuros se namorar no final da gravidez. O esperma só poderá ter algum efeito se o colo do útero estiver já em processo de amadurecimento.

Além disso, o orgasmo feminino estimula o útero através da produção e liberação do hormônio ocitocina. Este hormônio também é responsável por desencadear contrações.

Importante: O sexo é contra-indicado se a bolsa tiver rompido, porque há risco de infecção. O sexo também deve ser evitado no caso de placenta baixa ou sangramentos vaginais. 

Estimule os mamilos


Aproveite o namoro para estimular os mamilos. Da mesma forma que o orgasmo feminino, o estímulo dos mamilos conduz a produção de ocitocina e às contrações uterinas. O estímulo pode ser feito sozinha ou com a ajuda do parceiro, ou se ainda amamenta, pode deixar que a criança mame no peito até sentir as contrações.


Estimule os mamilos por cerca de 5 minutos e, em seguida, aguarde 15 minutos ou mais para ver se as contrações começam. 

Tome banho quente


O efeito da água quente promove o relaxamento dos músculos, a circulação sanguínea, além de ser relaxante. Portanto, pode ajudar no desencadear do parto. Se estiver com contrações irregulares, experimente uma ducha quente e demorada. Pode ser o suficiente para as contrações se tornarem mais fortes e regulares.

Apimente a comida



Muitas mulheres recorrem à pimenta quando querem induzir o parto naturalmente, embora algumas tenham apenas conseguido uma indigestão, outras juram que comida bem condimentada funciona. A certa altura, não custa nada ir a um restaurante indiano ou tailandês. Apesar de não haver estudos científicos que comprovem o dito popular, acredita-se que a pimenta e outras substâncias picantes podem aumentar a produção de endorfinas que são presentes quando o corpo está relaxado e dão bem-estar. Não custa tentar, sobretudo se for fã de comida apimentada.

Comer abacaxi


O abacaxi tem a enzima bromelina, e segundo acredita-se que ajuda a amadurecer o colo do útero e facilitar o trabalho de parto. Como a quantidade dessa enzima é pouca, teria que ser consumido em grande quantidade, o que poderia causar dor de barriga ou mesmo com crise de azia. Além disso, o consumo deve ser da fruta, pois se for transformada em suco ou doce, perde-se essa propriedade. 

Tomar chá de canela e/ou gengibre



Existe a ideia de que o chá de canela deixa o útero mais sensível, mas não há provas científicas. 
Se o chá for muito concentrado, ou tomado em grande quantidade, pode irritar o trato digestivo, o que pode acabar provocando alguma desidratação e deixar o útero mais irritável. E desidratação nunca é aconselhável para ninguém, especialmente para uma grávida.


Faça uma sessão de acupuntura



Na Ásia, a acupuntura foi, durante muito tempo, uma maneira popular de induzir o trabalho de parto, e sua eficácia está sendo estudada. Em uma pequena Universidade da Carolina do Norte, um estudo foi realizado em mulheres com 39,5-41 semanas de gravidez; 70% daquelas que receberam apenas três sessões de acupuntura entraram em trabalho de parto de forma natural, em comparação com 50% das que não receberam tratamento.

Segundo a mediciona oriental, há certos pontos do organismo que quando pressionados desencadeiam contrações uterinas. Tal como pode ajudar no desenrolar do parto, a acupunctura pode ajudar a iniciar o processo. Mas só deve ser feita por um profissional experiente e credenciado.

Tente tratamentos de acupressão



A acupressão é parecida com a acupuntura mas utiliza-se os dedos ao invés de agulhas. Pressionando pontos específicos pode ser usada para tentar iniciar as contrações e promover a dilatação cervical.

Pontos a serem pressionados:
  • Pressione firmemente a curva localizada entre o polegar e o dedo indicador por cerca de 1 minuto e, em seguida, solte. 
  • Pressione ou esfregue o músculo grande localizado entre a nuca e o ombro. 
  • Outro ponto de pressão que você pode tentar: a área acima das nádegas e região lombar. 
  • E por fim, encontre o ponto de pressão na parte interna da perna acima do tornozelo, ou na parte exterior do tornozelo logo atrás do osso "pontudo" do tornozelo.


Faça uma caminhada



Se você sente que a hora está chegando, a caminhada pode ajudar a induzir o parto ou estimular contrações mais fortes e regulares quando chegar a hora do trabalho de parto. Andar a pé usa a força da gravidade para puxar o bebê para baixo e colocar uma leve pressão sobre o colo do útero, o que estimula a dilatação. Caminhar também ajuda a mover o bebê na posição correta para o nascimento. A equipe de enfermagem na maternidade provavelmente vai encorajá-la a andar bastante para ajudar o progresso do trabalho.

Faça atividades físicas ou arrume a casa



A atividade física ou mesmo os esforços físicos das atividades diárias, como arrumar a casa, aumenta a pressão da cabeça do bebê sobre o colo do útero. Assim, estimula a produção de ocitocina. 

Lembre-se de não exagerar na dose das atividades, principalmente se sua gravidez não foi muito ativa. Caso arrumar a casa não seja o que você deseja nesse momento, pode aproveitar para fazer um passeio no parque ou na praia ou ainda no supermercado. 

Uma curiosidade é que muitas mulheres, ao aproximar-se do momento do parto, sentem necessidade de arrumar a casa. Esse momento é conhecido por muitos como síndrome do ninho arrumado. É o momento em que muita mães sentem o desejo de deixar tudo bem arrumado para quando o bebê nascer.

Tente uma massagem



A massagem é ótima para relaxar, e para uma mulher no final da gravidez, um corpo relaxado, respiração profunda e diafragma aberto proporcionado pela massagem podem criar uma sensação de segurança e definir o cenário para o trabalho de parto começar naturalmente.

Cuide das emoções



Estar preparada emocionalmente para a chegada do bebê é um pressuposto essencial para que o parto se inicie. A preparação para o parto deve ser feita não apenas na cabeça mas também no coração. Muitas vezes, são bloqueios emocionais que impedem o trabalho de parto. É importante ter alguém da sua confiança para conversar e acalmar a gestante, como o marido ou mesmo uma doula.

Não se aflija com o tempo



Quem ultrapassa as 40 semanas de gestação, parece que fica, de repente, com um problema. Quando na verdade, é uma situação perfeitamente normal. Já ultrapassar as 41, conseguindo evitar uma indução, é uma verdadeira raridade no nosso país.


É importante ter um bom acompanhamento médico e jamais tentar comparar sua gravidez com ninguém. Haverão mulheres que com 39 semanas já estarão prontas para o parto. Outras poderão chegar às 42 semanas sem problemas. Quem determina o tempo de gestação é a saúde da mãe e principalmente do bebê. Se ambos estão bem não há motivos para apressar o parto. Até a próxima!

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