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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Ovários Policísticos e Multifoliculares: Entenda a diferença.


Ovários com cistos, ovários policísticos, ovários micropolicísticos, síndrome dos ovários policístico (SOP), síndrome dos ovários micropolicísticos (SOMP), ovários multifoliculares... Com frequência esses termos são usados e muitas pessoas não conseguem entender o que cada expressão significa, se são as mesmas coisas ou se são coisas diferentes. Muitas mulheres que tiveram cistos nos ovários podem acreditar que tem a síndrome dos ovários policísticos (SOP), embora isso nem sempre seja correto.  Vamos tentar esclarecer esses termos e diferenciá-los. 

O que é cisto?


O cisto é uma espécie de bolsa de tecido, que pode ser cheia de ar, líquido, pus ou outro fluido. Tem um crescimento lento e normalmente não apresenta sintomas. 

Os cistos ovarianos são bolsas cheias de líquidos que se formam sobre ou dentro do ovário. Existem vários tipos de cistos conheça quais são aqui


Cistos nos ovários X ovários policísticos



A primeira grande confusão é acreditar que quem tem cistos nos ovários tem a síndrome dos ovários policísticos. A diferença entre cisto no ovário e ovário policístico está no tamanho e no número de cistos. Na verdade, na síndrome existem de 10 a 20 pequenos cistos com meio centímetro de diâmetro, os cistos de ovário são únicos e bem maiores, medindo de 3 a 10 cm. Essa é a grande diferença. Mesmo que uma pessoa um dia apresente o ovário policístico não significa que esta tenha a síndrome. Para que haja um diagnóstico da síndrome, sintomas como menstruação irregularobesidade, resistência à insulinaacne entre outros devem ser averiguados. Saiba mais sobre a síndrome dos ovários policísticos aqui!

SOP X SOMP


Síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou Síndrome dos ovários micropolicísticos (SOMP) são na verdade duas nomenclaturas para a mesma patologia. Ou seja, alguns profissionais podem descrever o problema como SOP e outros vão preferir utilizar o termo SOMP. Em ambos os casos referem-se aos múltiplos cistos pequenos (daí o termo micro!) causados pela síndrome. 


Ovários policísticos X Ovários multifoliculares



Dentro dos ovários existem vários folículos, que se desenvolvem, dando origem aos óvulos. Em condições normais, a mulher ovula quando um folículo cresce dentro do ovário e libera um óvulo maduro. 

No ovário multifolicular há mais folículos se formando, contudo isso não afeta o tamanho do ovário. Os folículos não se desenvolvem e permanecem nos ovários, isto ocorre por um desajuste hormonal. Os folículos se encontram em menor número e espalhados de forma mais organizada, e os distúrbios hormonais são menos significativos em relação aos ovários policísticos.


A SOP impede que os folículos cresçam. Eles vão se acumulando no ovário e formam múltiplos cistos pequenos e benignos (folículos não rotos), mas que ficam liberando estrogênio. Esses folículos não desenvolvidos ficam espalhados de forma irregular e na maioria dos casos (embora não seja uma regra), as taxas hormonais são alteradas. Conheça mais sobre os Cistos Foliculares.

Como vimos os termos às vezes podem confundir e é importante saber o que cada um significa. Em resumo, as diferenças são:

Ovários com cistos - são os que apresentam 1 ou 2 cistos nos ovários com tamanho um pouco maior.

Ovários policísticos - são vários microcistos que não se desenvolvem e ficam durante um tempo nos ovários. Ter microcistos nos ovários não significa que a mulher tenha a SOP.

Síndrome dos ovários policísticos ou micropolicísticos - um dos sintomas da síndrome é a presença de microcistos nos ovários. Contudo, para que seja considerado como síndrome, outros sintomas precisam se constatados. É possível ter SOP sem que os ovários se apresentem com micropolicísticos.

Ovários multifoliculares - presença de múltiplos folículos do que normalmente mas com tamanho do ovário normal. 


Lembre-se que independente do tipo de cisto ou microcisto, se o desejo é engravidar, quanto antes buscar um tratamento melhor! Até a próxima!

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sua História... Erica venceu os anos e conquistou o positivo

Entre os altos de baixos da vida de tentante está lidar com várias aflições. São muitas vezes meses e até anos lutando contra os obstáculos físicos e psicológicos. 

Embora muitos achem que podem entender esses sentimentos, apenas quem passa por isso sabe como as batalhas são diárias e por mais que se tenha o apoio da família e de amigos, nos sentimos sozinhas em nossas angústias. A história de hoje mostra como é importante jamais desistir, pois a felicidade vem como grande recompensa. Erica tentou por 12 anos e passou por 2 perdas antes da sua felicidade chegar. Conheça sua história do positivo e a vitória contra a SOP:


"Fui 12 anos tentante, com 10 anos de tentante, depois de um tratamento, engravidei. Isso foi em 2015 mas infelizmente perdi e em 2016 novamente engravidei, mais uma tristeza pois perdi as 2 gestações com 1 mês. Antes de tentar a 3 gestação o médico fez toda uma investigação para saber o porquê dos abortos e não deu nada. E com 1 ano depois da última perda o médico me liberou para tentar. Foi quando me deu uma alergia muito forte, fiquei muito ruim e foi aí que nem percebi que a M [menstruação] tinha atrasado, quando eu estava melhorando dessa alergia foi que percebi que a M não apareceu. Comprei o teste no qual era pra fazer pela manhã mas como estava tão ansiosa e não estava conseguindo dormir, fiz às 2:30 da madrugada. E para minha alegria positivo! Fiquei muito feliz e o maridão também pois é nosso grande sonho se realizando e para a honra e glória do Senhor já estou no 3º mês. Deus é fiel e sou muito grata a Ele. 


Erica Santos


Seguir com um sonho depois de tantos anos de tentativas é uma escolha que apenas um grande amor pode explicar. É importante considerar o que a fará mais feliz, se é esquecer o sonho ou esperar por ele o quanto for preciso. Jamais desista se for para ficar triste, enquanto não houver tranquilidade com a ideia de desistir da maternidade então ainda não é hora de esquecer. Confie em si e saiba, que toda luta tem sua recompensa. Até a próxima!

Leia outros depoimentos aqui!


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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Medicamento para fertilidade


Faz pouco tempo que descobri um medicamento que auxilia na fertilidade e como esse é um dos principais interesses de toda tentante, resolvi pesquisar a respeito e hoje vou contar um pouco mais sobre Inositol ou Mio-inositol (Myo-inositol), que recebe alguns nomes comerciais como INOFOLIC, PREGNITUDE, OVUSITOL e no Brasil é conhecido como FertiSop. 

Qual a função do mio-inositol?


Mio-inositol é um composto fisiológico que pertence ao complexo vitamínico B. Ele pode ser sintetizado pelo corpo humano e também esta presente numa grande variedade de alimentos como cereais com alto conteúdo de fibras, nozes, carnes, frutas e vegetais. É considerado um mensageiro secundário de regulação de muitos hormônios, tais como: TSH, FSH e insulina. O mio-inositol no organismo é responsável por regular a captação de glicose e sinalização de FSH. Estudos mostram que a presença de níveis elevados de enzimas mio-inositol no fluido folicular é considerado um marcador de boa qualidade dos óvulos.

Como esse medicamento ajuda na fertilidade?


Trata-se de uma substância que é mediadora de vários processos celulares, com efeitos positivos no metabolismo das mulheres. Como resultado, melhora as desordens metabólicas e hormonais, regula o ciclo menstrual e, por isso, também melhora a fertilidade. Este medicamento é indicado principalmente a mulheres com a síndrome dos ovários policísticos (Conheça mais sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos).

Ação no organismo


Recentes estudos têm demonstrado que a qualidade dos óvulos e dos embriões depende não só da formação genética e cromossômica, mas também do ambiente onde os óvulos se desenvolvem (fluido folicular que envolve os oócitos antes da ovulação). Muitas vezes, esse ambiente pode ter variações importantes. O INOSITOL faz parte deste ambiente e dados da literatura médica demonstram que a presença de altos níveis de MIO-INOSITOL no fluido folicular está relacionada com boa qualidade dos óvulos e sua suplementação nos tratamentos melhoram a divisão celular e os resultados de gravidez.
Mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) costumam ter deficiência da enzima que produz o inositol no corpo. Assim, neste grupo de mulheres, a suplementação de mio-inositol apresenta os melhores resultados, tanto na regulação do ciclo menstrual (normalmente alterado nas mulheres com SOP) como na fertilidade.


Mio-inositol no organismo


O mio-inositol provoca a diminuição de hormônios como LH, androgênios, glicemia e HOMA IR (indica se o corpo apresenta algum nível de resistência à insulina), e aumenta a sensibilidade à insulina, melhora a atividade ovariana, diminui a quantidade necessária do FSH (Hormônio Folículo Estimulante) na estimulação ovariana e melhora a qualidade e a quantidade dos óvulos coletados, além de proporcionar maior taxa de gravidez e menor incidência de abortos.


Mio-inositol nos tratamentos de fertilização


Se utilizado durante o tratamento de fertilização (Conheça mais sobre FIV - Fertilização in Vitro) ajuda a restaurar a função ovariana induzindo a ovulação. Segundo alguns especialista, trata de um medicamento que é 100% seguro em caso de ocorrência de gravidez. Também ajuda a reduzir as chances de hiperestimulação ovariana. Outros benefícios são a redução da quantidade de FSH necessária para estimulação ovariana e também a reduz o número de dias de estimulação. Além de melhorar a qualidade dos óvulos e embriões.

Mio-inositol para quem tem SOP


A Síndrome de Ovário Policístico é uma desordem hormonal e metabólico que está associada à disfunção ovariana e à irregularidade menstrual, causas comuns de infertilidade. A hiperinsulinemia (excesso de hormônio insulina na corrente sanguínea), consequência da resistência insulínica, contribui para o desenvolvimento de hiperandrogenismo (excesso de andrógenos como a testosterona), típico marcador da SOP.



No ovário de mulheres portadoras da SOP, ocorre um aumento da atividade da enzima epimérase, o que leva a uma diminuição de mio-inositol. Este desequilíbrio pode ser a causa de má qualidade dos oócitos e do prejuízo na sinalização de FSH.

Os benefícios para quem tem síndrome dos ovários policísticos é a redução da resistência insulínica (grande problema de quem sobre com SOP), redução de hiperandrogenismo (excesso de hormônios masculinos), restaurando o equilíbrio hormonal e o equilíbrio metabólico. Auxilia também na redução do hirsutismo (excesso de pelos) e acne.

Onde encontrar o medicamento?



Embora este medicamento não esteja disponível nas drogarias brasileiras, ele poderá ser manipulado em farmácias de manipulação com receituário médico ou comprado pela internet proveniente de outros países. 

Nos Estados Unidos é vendido como Mio–Inositol e pode ser associado em separado com o ácido fólico.

Os nomes comerciais mais conhecidos são INOFOLIC, PREGNITUDE, OVUSITOL e no Brasil é encontrado com o nome FertiSop. Em pesquisas nas drogarias onlines encontra-se entre 77 e 200 reais, dependendo da região. 

Tratamento natural


É possível encontrar Inositol naturalmente na alimentação. Vários tipos de alimentos como fígado, lecitina (principalmente de soja), trigo integral, germe de trigo, levedura de cerveja, amendoim, batata doce, repolho, melão e laranja contém essa substância, contudo, deve-se dar preferência aos alimentos que não foram industrializados, já que o processo destrói essa substância.

Fonte de pesquisa: Site IPGO e outros artigos da internet.





segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Resistência à insulina atrapalha engravidar



Quem tem a Síndrome dos Ovários Policísticos provavelmente já ouviu falar que o aumento dos níveis de insulina causado pela SOP dificulta a ovulação e faz com que o organismo produza hormônios masculinos. Isso ocorre devido à resistência à insulina que é um sintoma da SOP. Para entender como isso interfere na vida da pré-mãe e principalmente, nas tentativas de engravidar, montamos esse post. Conheça melhor o que é e como tratar esse problema.


O que é a insulina?


A insulina é um hormônio produzido naturalmente pelo seu pâncreas. Ela ajuda a mobilizar o açúcar no sangue, ou a glicose, em suas células. Como o corpo utiliza o açúcar no sangue como combustível, fica fácil entendermos porque a insulina é um hormônio tão importante.

Sem a quantidade certa de insulina, o açúcar que está no sangue não pode entrar em suas células. Neste caso, ela permanece em sua corrente sanguínea. Quando os níveis de açúcar no sangue estão muito altos, ocorre o que chamamos de hiperglicemia.

A hiperglicemia pode levar a sinais e sintomas de diabetes, como perda de peso, sentir muita sede ou fome, ou a necessidade de ir ao banheiro com mais frequência. Se estiver sentindo estes sintomas procure um médico tão cedo quanto possível.

O que a insulina faz no nosso corpo?


A insulina tem várias e amplas ações no corpo como por exemplo:

Com aumento do açúcar no sangue, causado pela alimentação, nosso corpo começa a produzir e secretar insulina. Por sua vez o fígado responde a este excesso de açúcar no sangue convertendo em glicogênio. Glicogênio é uma fonte de energia que pode ser convertida de novo em glicose, quando necessário. O glicogênio é armazenado no fígado e nas células musculares.
A insulina também evita a utilização de gordura como fonte de energia. Na ausência de insulina ou em condições em que a insulina é baixa a glicose não é absorvida pelas células do corpo, e o corpo começa a usar a gordura como fonte de energia. É por isso que algumas pessoas treinam em jejum para emagrecer. 
A insulina controla também outros sistemas do corpo e regula a absorção de aminoácido pelas células do corpo. Tem vários efeitos anabólicos em todo o corpo também.

O que é Resistência à insulina?



A resistência insulínica é uma situação onde há um desequilíbrio entre a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas e o funcionamento desta quantidade de insulina. Para simplificar, em uma pessoa sem resistência insulínica, é como se uma molécula de insulina tivesse a capacidade de colocar uma molécula de glicose dentro da célula, porém, na pessoa com resistência, fosse necessário duas ou mais moléculas de insulina para realizar o mesmo trabalho. No organismo, a conta não é bem esta, mas a perda de funcionamento de insulina ocorre de forma bem semelhante quando esta resistência aparece.


Quais as causas?


A principal causa da resistência insulínica é o ganho de peso. Com o ganho de peso e o aumento do tecido adiposo, há maior necessidade do pâncreas produzir insulina e, com isso, o ciclo da resistência insulínica se inicia. Quanto mais insulina é produzida, mais as células tendem a se proteger do excesso dela, e mais aumenta a resistência insulínica. Em determinado momento o pâncreas não consegue produzir mais insulina, e é neste ponto que os níveis de açúcar no sangue começam a ficar elevados e o diabetes tipo 2 surge.

Outras condições como gestação, síndrome metabólica, hipertensão arterial, colesterol elevado, síndrome do ovário policístico, esteato-hepatite não alcoólica (esteatose hepática, mais conhecida como gordura no fígado) também podem levar à resistência insulínica ou serem consequência dela.


Quais os sintomas?


Geralmente a resistência insulínica é assintomática, porém se está associada com outras causas, pode vir a ter sintomas.

Se está associada com ovário policístico, a resistência insulínica pode se apresentar como a Síndrome Hair-na, que é caracterizada por:

  • Aumento de pelos pelo corpo
  • Acne e oleosidade na pele
  • Escurecimento da pele em regiões de dobras de braço, axilas e pescoço, chamado de acantose nigricans.

A acantose nigricans não é um achado restrito da síndrome Hair-an, ela pode ser vista em casos de resistência insulínica sem associação com ovário policístico.



Outro achado bastante comum é a presença de pequenas protuberâncias de pele, chamadas de acrocórdons, vistas mais comumente em axilas e na região posterior do pescoço. Elas são frequentemente confundidas com pequenas verrugas, mas na verdade são pequeninas estruturas formadas por crescimento da pele em excesso, ocasionadas pela resistência insulínica.




Como diagnosticar?


A resistência insulínica é geralmente identificada nos exames laboratoriais de rotina, e também nos casos em que há suspeita clínica. Nos pacientes que estão com sobrepeso e obesidade, ou que apresentam alterações de colesterol, pressão alta e nos casos de gestantes com alterações de glicemia, a resistência insulínica deve ser sempre pesquisada.

Os exames de sangue são os principais aliados no diagnóstico da resistência insulínica. A dosagem de glicose de jejum, insulina de jejum e o cálculo do marcador chamado de HOMA-IR fazem com que o diagnóstico seja relativamente simples.

O HOMA-IR consiste em uma fórmula padronizada que calcula o nível de resistência insulínica de uma pessoa a partir dos valores de glicemia, insulina e uma constante.

Um outro teste bastante usado é o teste oral de tolerância à glicose, que vai nos mostrar a resposta do pâncreas em produzir insulina a partir da sobrecarga com glicose. Nele a pessoa recebe uma quantidade predeterminada de glicose e são dosados os níveis de glicemia, e se necessário de insulina em tempos predeterminados após a ingestão da glicose.

Como fazer o tratamento?


O tratamento começa com mudanças no estilo de vida. A primeira delas é a troca dos alimentos de alto índice glicêmico por alimentos de baixo índice glicêmico. Ou seja trocar alimentos que fornecem açúcar rapidamente para a corrente sanguínea, como os pães brancos, batatas e açúcar refinado, por alimentos que a fornecem mais lentamente, como o pão integral, arroz integral, vegetais como brócolis ou cenoura, entre outros.

Além da troca de alimentos, deve-se evitar o ganho de peso ou, se necessário, buscar manter o peso dentro do índice de massa corporal adequado, que é entre 18,5 e 25 kg/m2.

A prática de atividades físicas é essencial para o controle da resistência insulínica. As células musculares são grandes utilizadoras da glicose no sangue, e quando fazemos exercícios estas células absorvem a glicose muitas vezes, até sem precisar de insulina. Quando o músculo fica em repouso, ele precisa de uma quantidade menor de glicose e passa a depender da insulina para absorvê-la. Com menos atividade física, gera-se um ciclo vicioso que vai fazer com que a célula muscular precise cada vez mais de insulina.

Em alguns casos, há possibilidade do uso de medicamentos para melhorar o funcionamento da glicose no organismo e também para o controle do peso. A avaliação médica será fundamental para definir qual o tratamento mais adequado caso a caso.

Melhorando a sensibilidade à insulina:

Use e abuse da Canela



A canela é uma ótima opção para temperar muitos alimentos. A boa notícia é que a canela pode aumentar a sensibilidade à insulina e manter níveis mais baixos de glucose no sangue.

Você pode adicionar a canela nos alimentos de muitas maneiras diferentes. Você pode adicionar na sua aveia, no seu shake de proteína, no café, enfim, use a criatividade.

Torne o exercício físico parte do seu estilo de vida



Estudos apontam que o exercício físico provoca uma redução da glicose no sangue e também dos níveis de insulina após dias da prática de atividade física.


Coma carboidratos de baixo índice glicêmico



Para quem não conhece ainda o termo, o índice glicêmico é uma medida para o impacto de um determinado alimento sobre a glicemia. Alimentos com alto índice glicêmico provocam um rápido aumento da glicose no sangue fazendo com que seu corpo libere rapidamente grandes quantidades de insulina.

Se você costuma comer muitos alimentos com alto índice glicêmico, você está liberando altas cargas de insulina no corpo fazendo com que seu corpo se torne insensível aos efeitos da insulina ao longo do tempo – o que significa mais e mais insulina é necessária para alcançar um resultado similar.

Comer uma dieta de baixo índice glicêmico pode melhorar a captação de glicose e aumentar a sua sensibilidade à insulina, é o que diz um estudo publicado na Europe PubMed Central.

Garanta o ômega 3 na sua alimentação



Os ácidos graxos essenciais não podem ser fabricados pelo corpo, por isso eles precisam ser ingeridos através de sua dieta.

O ômega 3 tem efeitos na inflamação, nos hormônios, no humor, no metabolismo, no comportamento e em muitos outros fatores. Uma dieta suplementada com ácidos graxos ômega 3 melhora a sensibilidade à insulina e reduz os níveis de triglicerídeos.

Alimentos como salmão, atum, semente de linhaça, nozes e ovos são ótimas opções para incluir na alimentação. 

Beba chá verde



Chá verde é uma opção excelente para melhorar sua sensibilidade a insulina.

Semelhante ao exercício, o chá verde reduz significativamente a absorção de glicose pelo tecido adiposo, e estimula significativamente a captação de glicose no músculo.

Evite gordura trans



As gorduras trans usadas ​​para aumentar a vida útil de produtos na prateleira e também para mudar a consistência de gorduras insaturadas tornando-as mais saturadas.

As gorduras trans causam ganho de gordura abdominal – mesmo quando o alimento é baixo em calorias, e estão associados com a resistência à insulina.

Consuma vitamina E



A vitamina E é um antioxidante solúvel em gordura que elimina os radicais livres. Pessoas que têm baixas concentrações de vitamina E no sangue têm um maior risco de resistência à insulina.

A suplementação de vitamina E aumenta a disponibilidade de glicose e melhora a ação da insulina. A boa notícia é que você não tem que tomar suplementos para a obtenção de vitamina E. Você pode obtê-lo comendo alimentos integrais, como nozes e sementes.

Limite o consumo de frutose



A maioria das pessoas conhece a frutose como sendo o "açúcar da fruta". A grande verdade é que a fruta contém quantidades variáveis ​​de frutose.

No entanto, também é ingerida frutose a partir de fontes de alimentos processados ​​que contenham xarope de milho com alto teor de frutose, e também a partir do próprio açúcar. O açúcar é feito de frutose e glicose, e é uma fonte importante de consumo de frutose.

A frutose é metabolizada pelo fígado. Expondo o fígado em grandes quantidades de frutose leva a uma rápida estimulação de lipogênese (formação de gordura) e de acumulação de triglicerídeos, o que por sua vez contribui para a reduzida sensibilidade à insulina.

Não vá largar de mão as frutas da sua dieta. Pequenas quantidades de frutose são benéficas, e pode diminuir o índice glicêmico da sua refeição.

Evite alimentos processados, e você deverá estar salvo dos efeitos negativos da frutose.

Evite Fast Food




Nem precisa dizer que o consumo de fast-food é fortemente associado com o ganho de peso e resistência à insulina, ou seja, o fast-food aumenta o risco de obesidade e diabetes tipo 2.

Praticamente todo Fast food é rico em gorduras trans e carboidratos com alto índice glicêmico – ambos os quais reduzem a sensibilidade à insulina através de diferentes métodos. 

Aumente a ingestão de fibras



Segundo estudo publicado no American Diabetes Association, aumentar a ingestão de fibra alimentar insolúvel durante 3 dias já pode melhorar significativamente todo o corpo com relação a sensibilidade à insulina.

Ingestão de fibras também possui uma relação inversamente proporcional com o risco de desenvolvimento da resistência à insulina e diabetes tipo II, é o que aponta o estudo publicado no American Medical Association .

Em outras palavras, quanto maior a ingestão de fibras, melhor sensibilidade à insulina menor o risco de diabetes você terá. E para quem luta a muito tempo contra a SOP, nada melhor que aumentar as chances de conquistar o positivo! Até a próxima!

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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Femara (Letrozol) como indutor de ovulação


Quando se trata de medicamento para engravidar, sempre recomendo muita cautela. Muitas vezes ouvimos alguém que usou determinado remédio e conseguiu engravidar, então a pessoa fica tentada a usar também. Confesso que não conhecia nada a respeito, quando uma amiga perguntou sobre o Femara (Letrozol). Aqui vão as informações que encontrei a respeito:

Para que serve o Femara (Letrozol)?


Femara (Letrozol ou Letrozole) é um medicamento utilizado no tratamento de alguns tipos de câncer de mama em mulheres após a menopausa. Trata-se um inibidor da aromatase de terceira geração, enzima responsável por converter os androgênios produzidos nas adrenais em estrógenos. São usadas na terapia adjuvante e no tratamento do câncer de mama metastático, principalmente naqueles com receptor de estrógeno positivo. Essa droga têm efeito na diminuição da quantidade de estrogênio sintetizada pelo organismo, suprimindo os níveis de estradiol sérico. Em outras palavras, ele funciona através da redução da quantidade total de estrogênio produzido no corpo. Isso ajuda a matar de fome as células cancerosas, privando-os de estrogênio.

Uso do Letrozol como indutor de ovulação


O uso do Letrozol como indutor de ovulação é devido ao efeito de feedback negativo no eixo hipotálamo-hipófise ou pelo aumento da sensibilidade dos folículos ao FSH ao acumular androgênios intra-ovarianos. Ou seja, com a diminuição do estrogênio, o FSH é mais estimulado e esse hormônio faz com que os folículos ovulatórios cresçam mais. Assim ele tem efeito indutor de ovulação. (O que são indutores de ovulação?)

Letrozol versus Citrato de Clomifeno


Alguns pacientes pode apresentar maior resistência ao citrato de clomifeno, sendo mais sensíveis para indução da ovulação com inibidores da aromatase, como o Letrozol, que apresenta menores efeitos colaterais no espessamento endometrial comparado ao clomifeno e um possível risco diminuído de gravidez múltipla. Em outras palavras, o Letrozol deixaria o endométrio mais grosso que o clomifeno e também teria menos risco de gravidez de mais de um bebê. Um estudo controlado randomizado mostrou que o letrozol possui menor estimulação ovariana quando comparado ao clomifeno, o que poderia contribuir para um menor número de gestações múltiplas. 


Letrozol como indutor para quem sofre com SOP



As mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) possuem diversos cistos pequenos nos ovários que impedem os óvulos de amadurecer de forma adequada. Assim, geralmente a infertilidade é tratada com clomifeno (Clomid, Indux, Serophene) para estimular a produção de óvulos. Porém, alguns médicos acreditam que o tratamento com Letrozol apresentaria melhores resultados. 


Um estudo publicado no periódico The New England Journal of Medicine, dividiu de forma aleatória 750 mulheres inférteis com SOP em dois grupos, cada grupo tomou um dos medicamentos. Elas realizaram até cinco ciclos de tratamento.

Após controlar os fatores como histórico de fertilidade, raça e diversos níveis de hormônios no sangue, os pesquisadores descobriram um aumento significativo da ovulação, fecundação e gestação nas mulheres que tomaram o letrozol.

As diferenças em relação aos efeitos colaterais e eventos adversos graves foram poucas entre os dois grupos, e as participantes que tomaram o letrozol estavam 44% mais propensas a dar à luz.

Riscos do uso do Letrozol como indutor



Muitas meninas referem-se ao Letrozol como indutor de ovulação, o que tecnicamente está incorreto, já que até o momento, seu uso não é indicado pelo fabricante para induzir a ovulação, embora seus efeitos tenham essa característica. Disponível no Brasil, o uso do letrozol para estimular ovulação é o que se chama de "off label" – quando um medicamento para um determinado fim é usado para outro propósito. 


Alguns países não recomendam o uso dos inibidores da aromatase pela possibilidade de malformações fetais. Em dezembro de 2005, o laboratório Novartis divulgou um aviso mundial baseado num estudo canadense que diz que o medicamento letrozol (Femara) pode causar defeitos congênitos e abortos se usado na reprodução assistida. O mesmo alerta foi distribuído aos médicos pelo governo canadense. Embora, muitos profissionais tenham contestado esse estudo, devido ao mesmo ter sido feito a partir de um número pequeno de gestações e por não ter uma base adequada de análise. Essa contestação se deve ao fato de que a droga seria eliminada do organismo antes mesmo do óvulo ser fertilizado, portanto sem ter como causar má-formação no bebê. Alguns especialistas avaliam ainda que o estudo que motivou o alerta é frágil, pois não exclui outros fatores de risco que podem gerar má-formação fetal e abortos, como a gravidez em idade avançada.

Pessoalmente, acredito que o uso de uma medicação que não conta com bons estudos de base, pode trazer prejuízos, mas que cabe a cada mulher avaliar se os riscos valem a pena e também se desejam usar um medicamento dessa forma. Fazer uso de um remédio por indicação de amigas e mesmo de artigos da internet (como é o caso deste post!) é correr um risco de obter mais complicações do que benefícios. Portanto, o melhor é contar com um médico de confiança e que avalie se determinado tratamento vale mais que possíveis danos que sejam derivados deste. Ainda que alguém tenha sido beneficiada por determinada medicação, nem sempre os efeitos no seu organismo será o mesmo que no nosso. Consulte sempre um médico! Até a próxima.

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sexta-feira, 11 de março de 2016

Sua História...Priscila e a conquista do positivo após 3 perdas

Apenas quem passou pela terrível sensação de perder um bebê pode ter uma ideia da enorme dor e vazio que ficam no coração. Não gostaria de sentir isso mais de uma vez. Esse é o depoimento de uma guerreira que conseguiu não apenas continuar sua luta pelo positivo apesar de passar por tanta dor como também conseguiu vencer a SOP conquistando seu positivo. Essa é a história da Priscila:


"Então tive três gestações e dois abortos. O primeiro foi em 2009 e o segundo foi em 2012. Depois do primeiro aborto fiquei um tempo tomando remédio e em 2011 decidi parar, só que não conseguia engravidar... foi quando, depois de uns exames, fui diagnosticada com SOP [Síndrome dos Ovários Policísticos].


Depois disso fiquei um ano tomando remédio e depois engravidei, mas infelizmente perdi. Foi quando fiquei quase um ano sem menstruar e fazia vários exames e não tinha nada. Foi quando coloquei na mão de Deus e em 2015 nasceu minha princesa, sem medicamentos sem nada, só por Deus mesmo. Mas minha gestação foi meio complicada, nos primeiros meses tive hematoma e tive que fazer repouso absoluto, mas valeu a pena.

A vida de mãe no começo é muito difícil. Meus pontos inflamaram, meu peito rachou, mas agora estou tirando de letra rs. Minha bebê está com dois meses e é muito gratificante cuidar dela. Não desista, pois no tempo de Deus cada uma vai ter seu tão sonhado positivo."

Priscila Acioli


Muitas vezes nós cansamos e pensamos em desistir mas devemos continuar em frente para realizar esse sonho e são pessoas como a Priscila que nos inspiram a continuar, pois se ela conseguiu você também consegue! Até a próxima.


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SOP - Síndrome dos Ovários Policísticos

terça-feira, 1 de março de 2016

Maca Peruana para engravidar


Quando se fala de apressar a chegada da cegonha, o tratamento natural é a alternativa mais procurada por quem não pode ou não quer passar por um tratamento convencional. Uma das opções de tratamento para casos em que há uma alteração hormonal é a conhecida Maca Peruana.

O que é Maca Peruana?


A Maca peruana é uma planta originária do Peru, que parece um rabanete e cresce no alto das cordilheiras dos Andes. Conhecida como um super alimento, ela traz vários benefícios à dieta alimentar, dentre eles seu potencial como afrodisíaco, mas que vai além, aumentando a contagem de espermatozoides nos pré-pais e diminui a mortalidade dos embriões nas pré-mães, ou seja, contribui muito para a fertilidade. 

Como a Maca Peruana funciona?


Ela atua como um repositor hormonal, equilibrando os níveis de estrogênio de forma a proporcionar o aumento de LH que é responsável pela liberação do folículo ovariano. Isso ocorre pois estamos constantemente expostos a grande quantidades de fito estrógeno que ocupam os receptores de nossas células contribuindo para o desequilíbrio hormonal, ou seja, há uma deficiência no processo ovulatório. Quando o estrogênio aumenta ou abaixa muito nos períodos errados, ele impede a mulher de ficar grávida ou de levar sua gestação até ao fim. O excesso de estrogênio também faz com que a progesterona fique baixa demais. Tomar maca pode ajudar a aumentar os níveis de progesterona que são essenciais para uma gestação saudável (sem precisar ficar tomando hormônios).

A Maca peruana então ajuda a equilibrar os níveis hormonais nas mulheres, além de aumentar a libido tanto no homem quanto na mulher. Também contribui para a melhora da saúde dos óvulos e aumenta o volume de líquido seminal, contagem de espermatozoides por ejaculação e motilidade dos espermas.

Onde encontrar e como tomar?


É encontrada facilmente em farmácias de manipulação ou casa de produtos naturais. Algumas farmácias também já vendem o produto em cápsulas ou em pó. Outra forma de adquirir é através de sites especializados em produtos naturais. 

No caso de cápsulas, recomenda-se ingerir 2 por dia, juntamente com algum líquido, podendo ser no café da manhã e no fim da tarde. Para quem prefere a farinha de maca, recomenda-se consumir uma colher de sopa (10g) ao dia. Como seu sabor não é marcante pode ser adicionada a sucos ou a alimentação normalmente. Uma dica é utilizar a maca com cacau em pó ou ainda com canela, proporcionando assim um maior aporte de antioxidantes, e com isso consegue-se até mesmo diminuir a compulsão por doces, controlando a glicemia. Embora não haja nenhum estudo que mostre que a utilização da maca peruana em comidas quentes preserve suas propriedades, então o ideal é utilizá-la em alimentos frios.


Para quem é indicado?


É indicado para mulheres que tem uma má qualidade dos óvulos, também nos casos de endometriose, SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) ou para quem sofre de abortos de repetição ou está em preparação para FIV (Fertilização in vitro) ou ainda nos caso de infertilidade devido ao estresse ou de causas desconhecidas (ISCA). 

Não existe nenhuma contraindicação com relação à maca, no entanto, como ela age estimulando a produção hormonal, sua administração não é indicada para gestantes, para quem esteja amamentando e, claro, para crianças. Também não há contraindicação para casos de pré-mães ou pré-pais hipertensos. 

Eu ainda não tentei a Maca Peruana mas sempre gosto de ter opções de tratamentos naturais. E você já tomou? Conte sua experiência com ela... Até a próxima. 

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