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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O riso ajuda a engravidar



O estresse e a ansiedade são sentimentos constantemente presentes na vida da mulher que tenta engravidar (na maioria delas pelo menos!). Há preocupação com o ciclo regular, o período fértil, quando é o melhor momento para engravidar, quanto tempo vai levar para conseguir... Algumas vezes, essas preocupações todas podem afetar negativamente até a vida do casal. Já falei aqui sobre como o estresse atrapalha engravidar, mas afinal, há algo a mais que se possa fazer a respeito? Quase todo mundo já ouviu aquela frase que diz que "Rir é o melhor remédio". E a grande maravilha dessa afirmação é que isso também pode ser aplicado para aquelas mulheres que desejam engravidar. Mas como isso é possível? Entenda os efeitos do riso no organismo e passe a utilizar mais essa ferramenta em busca do tão sonhado positivo.

Por que nós rimos?


O riso é um comportamento emocional que tem como função comunicar o nosso estado de espírito, além de nos permitir uma conexão com os nossos interlocutores durante uma conversa. É uma mensagem que nós enviamos às outras pessoas, comunicando disposição para brincar, ligar-se a elas, ficarmos felizes e fazê-las felizes, mostrarmos que somos pacíficos, promovendo efeitos positivos em nossos contatos sociais. Contudo, mais do afetar nossas relações sociais, o riso também tem um efeito muito positivo em nosso corpo. 

O efeito do riso no organismo



O riso inicia uma série de reações fisiológicas por todo corpo. No cérebro, o hipotálamo, centro de controle situado na base do cérebro, libera do organismo endorfina, com propriedades analgésicas e calmantes. No nariz e na garganta, o ar proveniente dos pulmões bate nas cordas vocais, e são responsáveis pelos sons mais engraçados já ouvidos!. Os músculos do rosto se contraem, especialmente o risório e o zigomático. O coração bate mais rápido. Após terem se estreitado, as artérias se dilatam, provocando uma sensação de bem-estar. Os pulmões expelem enormes quantidades de ar, a grande velocidade. O diafragma se move, provocando fortes espasmos respiratórios em toda a caixa torácica. Os músculos abdominais se contraem com força, o que é bom para a vesícula. Às vezes, o esfíncter se relaxa, sendo responsável pelo uso da frase "Mijei de tanto rir". Os músculos das pernas relaxam e a pessoa se curva de tanto rir. Até os dedos dos pés se agitam!

Lendo toda essa descrição parece até uma minimaratona ocorrendo dentro de você sem que se tenha dado conta disso. 

O riso ajuda também a reduzir os riscos de doenças cardíacas, aumenta os níveis de HDL (colesterol bom) no sangue, promove a diminuição da pressão arterial em paralelo com a limpeza dos vasos sanguíneos, ajudando na desintoxicação do organismo. Melhora a digestão e trabalha o ritmo cardíaco o que aumenta a oxigenação de todas as células. Ele também é responsável por baixar os chamados "hormônios do estresse" (cortisol e adrenalina) ajudando o corpo a produzir mais células de defesa, fortalecendo o  sistema imunológico e blindando o organismo contra doenças.

O riso também atua como um exercício físico. Isso mesmo! Vinte segundos de risada equivalem a pouco mais de três minutos de exercício intenso. Durante o processo, nosso corpo exercita mais de 400 músculos simultaneamente.

Então, alguns podem se perguntar o que isso tem a ver com as tentativas para engravidar? 

O riso e as tentativas para engravidar



Como falei anteriormente, o estresse costuma está presente no dia a dia da tentante. Infelizmente, isso traz inúmeros efeitos negativos para o corpo da mulher, já que provoca a liberação no corpo de hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação, arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades na digestão e irritabilidade... e mais importante, pode afetar seu ciclo menstrual, pois o estresse libera também maior quantidade de cortisol, dificultando até mesmo a ovulação! Não é a toa que muitas mulheres dizem que engravidaram quando relaxaram nas tentativas. 

Como se não bastasse todos os efeitos positivos já mencionados, um estudo realizado em Israel e publicado na revista "Fertility and Sterility" (Fertilidade e Esterilidade) com 219 mulheres, sendo que 110 delas fizeram fertilização in vitro, revelou que o riso aumenta em 15% as chances de engravidar.

Incorporando o riso no dia a dia


Depois de todas essas informações, é natural que esteja disposta a incorporar o riso no seu cotidiano, não é verdade? (Se respondeu não, releia o texto novamente rs!) Comece pela manhã com umas boas gargalhadas. Ainda que seja um Ha!Ha!Ha! sem vontade. Se ainda não está com humor para isso, dê apenas um belo sorriso para o espelho. Mesmo sem vontade, esse simples gesto já irá mudar todo o seu humor. Se preferir, separe uns minutos do seu dia e "force" um sorriso! Ria por 3, 5 ou 10 minutos onde estiver. Veja filmes, séries, escute uma boa música! O importante é levar o riso para o seu cotidiano. E o melhor de tudo isso, é que não há contraindicação nem riscos, apenas o risco de levar uma vida muito mais leve e feliz até a chegada da tão desejada gravidez! Até a próxima!

Texto feito com base nas informações obtidas em Guia Infantil e Psique.

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Barriga Tremendo: será gravidez?


É gravidez ou não? Essa é uma pergunta recorrente dentre as mulheres que desejam engravidar (e até aquelas que não pensam no assunto). Enjoos, tonturas, falta ou excesso de apetite, sono, aumento da vontade de fazer xixi... Esses são os "sintomas" clássicos que nos fazem pensar em gravidez. Mas e quando o sintoma é a barriga mexendo ou tremendo? Primeiramente, sentir a barriga tremer como se fosse um bebê é normal e várias são as explicações para isso, principalmente para quem já engravidou antes. Vamos conhecer as causas das mexidinhas na barriga:

Superconsciência corporal


Isso mesmo! A verdade é que as mulheres que já engravidaram antes ou aquelas que desejam muito engravidar passam a observar e conhecer muito melhor seu corpo. Essas mulheres, por prestarem atenção demais no próprio corpo, percebem mais facilmente coisas que para outras pessoas passariam desapercebidas. Esse tipo de percepção em conjunto com a ansiedade pode fazer com que a mulher se preocupe demasiado com situações completamente normais.


Gases intestinais


Eis aqui uma das explicações para essa sensação de movimentos na barriga. Os gases intestinais são produzidos por bactérias que habitam o intestino e atuam na digestão dos alimentos. Quando produzidos em excesso, eles podem mesmo fazer a barriga mexer, como se estivesse "algo" lá dentro. 

Além disso, os gases intestinais podem deixar a barriga dura e inchada, causando dor abdominal e flatulência.

A principais causas de gases intestinais são:

  • Alimentos como feijão, ovos, leite, batata, milho, brócolis, couve-flor, grão-de-bico, ervilha
  • Falta de atividade física
  • Prisão de ventre
  • Intolerância à lactose


Na maior parte dos casos, a produção excessiva de gases intestinais não está associada a nenhuma doença. No entanto, se surgirem outros sintomas, como emagrecimento, diarreia crônica, falta de apetite, anemia e sangramentos, deve-se consultar o/a clínico/a geral ou médico de família.


Movimentos intestinais ou peristálticos


Esse movimento é típico do processo completo da digestão e está presente ao longo de todo tubo digestório, desde o esôfago, estômago e intestinos. Esse movimento é frequente e são como pequenas fisgadas ou tremores que podem ser sentido até no baixo ventre, o que pode explicar que se confunda com movimentos no útero.

Normalmente, o movimento se dá pela presença das secreções que se misturam com a comida ingerida pela pessoa. Algumas vezes esse movimento pode gerar um barulho na barriga causado pela mistura de fezes líquidas e gases produzindo sons que são percebidos pela pessoa ou até por alguém que estiver perto.

Movimentos das Trompas


A trompa é um órgão que pode fazer com que a mulher sinta a barriga tremendo. Isso ocorre por se tratar de um órgão parcialmente solto na cavidade abdominal. Parte da trompa está ligada ao útero, a outra parte fica solta. No período fértil, ela se movimenta suavemente e pode dar sensação de pulsação e tremor. Isso acontece para permitir que as trompas possam coletar os óvulos dos ovários, de forma que ela vai se aproximando do ovário durante o processo de ovulação. Os músculos são também um fator a levar em consideração, quando se desconfia que os movimentos não são efetivamente de gravidez. O músculo pode sofrer contrações e relaxamento, assim dá a sensação de tremor e de barriga mexendo.

Mãe do Corpo


Os antigos têm uma explicação não científica para os movimentos que as mulheres sentem. Trata-se da Mãe do Corpo. Segundo a crença popular, a mãe do corpo vive no corpo da mulher durante a gestação e após o parto tenta encontrar o bebê, causando os movimentos iguais ao bebê. A barriga pode tremer por longos períodos após o parto ou mesmo anos. 

Já a ciência explica a crença da mãe do corpo como sendo o reflexo dos movimentos dos órgãos retornando aos seus lugares. Trata-se apenas de uma forma que os antigos encontraram para explicar as mudanças que o corpo passa após o parto. Quando a mulher sente esses movimentos após um longo período do parto, como um ano, pode ser pelo movimento do útero que possui um maior volume, além de ocupar um espaço maior dentro do abdome. 


E se for gravidez, quando o bebê começa a mexer?


Os primeiros movimentos do bebê começam a partir da 7ª semana de gestação. Infelizmente, ainda não é possível, nessa fase, para a mãe sentir esse movimento. Apenas mais tarde, por volta da 16ª semana é que será possível perceber as conhecidas borboletas na barriga. Para as mães de segunda (ou mais) viagem essa sensação pode aparecer mais cedo, mas não no primeiro trimestre. Ou seja, é preciso estar com pelo menos 4 ou 5 meses de gestação para sentir o bebê mexer.


A ansiedade aliada ao desejo de conseguir o positivo pode dar a mulher a impressão de que aquela sensação de barriga tremendo é o tão sonhado positivo, mas é mais provável que muitos outros sintomas apareçam antes que o bebê possa se anunciar através dos chutinhos. Até a próxima!







segunda-feira, 19 de junho de 2017

Gravidez Psicológica - Como reconhecer?


Engravidar é uma jornada em que as emoções estão totalmente à flor da pele. Algumas mulheres tem a grande sorte de conseguir realizar o sonho da maternidade logo que decidem engravidar, mas para muitas outras, essa é uma longa caminhada. Em alguns casos, esse desejo de engravidar é capaz de desencadear sintomas físicos e emocionais, como se realmente houvesse uma gravidez em curso. Chamada de Pseudociese, a gravidez psicológica, é um problema emocional que acontece quando os sintomas indicam uma gravidez que não existe.

O que é gravidez psicológica?


Como o nome indica, a gravidez psicológica é um transtorno psicológico que apresenta a manifestação de todos (ou quase todos) os sintomas que indicam uma gravidez, incluindo o aumento do abdômen, sem no entanto haver um feto em desenvolvimento. 

Quais as causas da gravidez psicológica?


A Pseudociese geralmente está ligada ao grande desejo de engravidar ou, por incrível que pareça, ao medo extremo de engravidar (como acontece durante a adolescência, por exemplo). Em muitas situações, ocorre quando a mulher enfrenta sucessivas tentativas de engravidar, sem sucesso. Assim, pode somatizar este desejo, apresentando um quadro orgânico, comportamental e também de sensações, tal como se estivesse grávida.

A gravidez psicológica parece ocorrer devido a estímulos do sistema neuroendócrino provocados por fatores psicológicos. Casos de estresse, ansiedade e/ou intensa pressão social/familiar poderiam agir sobre eixo hipotálamo-hipófise-ovário, desregulando a produção hormonal, o que levaria a sintomas semelhantes aos da gravidez.

Dentre as outras causas mais frequentes de gravidez psicológica estão:


  • Depressão e baixa auto-estima
  • Período pós-histerectomia
  • Desejo intenso de ter um companheiro ou de segurar o namorado
  • Problemas conjugais, que fazem a mulher acreditar que a gravidez pode salvar o casamento.


Embora seja mais frequente em mulheres, os homens também podem sofrer com gravidez psicológica, geralmente ocasionada pela intensa ligação com a gravidez da parceira. Ainda que os homens tenham consciência de que não há feto em desenvolvimento em seu corpo, podem passar a sentir enjoos, tonturas e até vontade de comer algo diferente.

Como reconhecer os sintomas?


A pseudociese é um distúrbio psicológico, que nada tem a ver com fingimento ou farsa. Uma mulher que finge estar grávida não tem gravidez psicológica. Para ser pseudociese, a mulher tem que realmente acreditar que está grávida.

Infelizmente, distinguir a gravidez psicológica de uma gravidez real com base apenas nos sintomas não é possível. Apesar de não haver um bebê se formando, a mulher pode apresentar todos os sintomas comuns de uma gravidez, como:
  • Enjoos
  • Sonolência
  • Desejos alimentares
  • Ausência da menstruação
  • Crescimento da barriga e das mamas
  • Produção de leite materno.


Esses sintomas são devidos a estímulos psicológicos que geram um aumento na produção dos hormônios da gravidez, como a prolactina, o que resulta em sintomas iguais aos de uma gravidez verdadeira. Veja os primeiros sintomas de gravidez.

Há casos, inclusive, de mulheres que chegam ao pronto-socorro com sintomas de trabalho de parto. As mulheres sentem dores terríveis, como se estivem parindo, e depois melhoram do quadro. Nem sempre elas entendem o que ocorreu. É comum ouvir a paciente dizer que teve um aborto ou que o filho foi levado embora por Deus.

Como diagnosticar uma gravidez psicológica?


O diagnóstico da gravidez psicológica é feito através de exames como o teste de farmácia de gravidez e o exame de sangue Beta HCG, que irão dar resultado negativo, ou pelo exame de ultrassom, o qual irá mostrar que não existe feto no útero na mulher.

Contudo, em algumas situações, apenas os resultados dos exames não são suficientes para convencer a mulher de que não existe gravidez real, sendo necessário nesses casos acompanhamento psicológico para tratar o problema.

Como evitar desenvolver a gravidez psicológica?


Algumas dicas podem ajudar a lidar com a ansiedade que a mulher pode passar durante as tentativas de engravidar, mas não se pode garantir que não desenvolverá uma gravidez psicológica. É importante que as tentativas para engravidar não sejam as únicas preocupações da mulher. Dividir o tempo com outras ocupações ajudam a não focar muito nos sintomas que o corpo deveria estar mostrando caso já houvesse uma gravidez. Evitar pensar que um sintoma, por mais comum que seja em caso de gravidez, pode também indicar outras situações que também devem ser investigadas. Mesmo o atraso menstrual tem várias causas que não apenas gravidez. Ao evitar focar em gravidez como único motivo para os sintomas apresentados ajuda a mulher a não desenvolver a gravidez psicológica. Atividades como Ioga, Hidroginástica, Natação, Pilates, Meditação e outras ajudam não apenas a não ficar ansiosa, como também contribuem para engravidar mais rapidamente. 

Tratando a gravidez psicológica


O tratamento para gravidez psicológica pode ser feito com o uso de medicamentos hormonais para regularizar a menstruação e para parar a produção de leite materno, mas também é fundamental o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra para eliminar as causas que levaram ao desenvolvimento desse problema.
Assim, alguns dos remédios que podem ser indicados pelo médico podem ser a pílula anticoncepcional para regular a menstruação e o outros para cessar a produção de leite materno, para o controle do humor e tratamento da depressão se for o caso. 

A duração do tratamento depende da compreensão e da colaboração da mulher e dos familiares, mas pode demorar meses para que o problema seja totalmente superado. É importante lembrar que parte essencial do tratamento é o apoio de amigos e familiares, que ajudam a criar um ambiente seguro no qual a mulher sente-se amada mesmo sem ter um bebê. Sessões de psicologia também podem úteis para ajudar a enfrentar esta situação. Até a próxima!






quarta-feira, 7 de junho de 2017

Motivos para esperar o trabalho de parto


"Esse bebê não nasce nunca?!"
"Ainda na barriga?!" 
"Não nasceu ainda?!"

Essas perguntas são muito comum na reta final da gestação. Muitas gestantes passam então a ficar aflita por estar com 39 semanas e ainda não terem entrado em trabalho de parto. Soma-se a isso os médicos que amam agendar a cesariana e tem-se então uma chuva de bebês nascidos antes de completar as 40 semanas de gestação. Mas o fato é que se tudo estiver correndo bem na gravidez, essas últimas semanas, são super importantes para os bebês! É importante respeitar o tempo do bebê, e aguardar o sinal dele de que está totalmente formado e pronto para nascer.



A importância de esperar o trabalho de parto


Quando a mulher entra em trabalho de parto, o bebê passa por uma preparação para nascer que começa com as contrações uterinas. Elas funcionam como um alerta para a criança, que passa a liberar substâncias para o amadurecimento final do próprio organismo, como o hormônio corticoide, que age no pulmão – se você estiver em trabalho de parto e for preciso uma cesárea de emergência, a criança já vai estar com o organismo mais pronto. Além disso, o seu corpo também estará mais preparado para amamentar graças a hormônios liberados no trabalho de parto. A ocitocina, também conhecido como "hormônio do amor" ajuda não apenas na conexão entre a mãe e o bebê, como também ajuda na amamentação (Saiba mais sobre a Ocitocina). A segunda etapa ocorre no parto. Quando o bebê passa pelo canal vaginal, os pulmões dele sofrem uma compressão que ajuda a eliminar líquidos e fluídos que possam causar algum desconforto respiratório posterior. É por tudo isso que não vale a pena agendar uma cesárea.


Razões para dar 40 semanas de gestação para o seu bebê! 


#1 Bebês nascidos com 40 semanas, são mais capazes de sugar e engolir, graças aos músculos da face mais desenvolvidos. 

#2 Essa habilidade de sugar e engolir melhor, torna a amamentação muito mais possível! 

#3 Bebês nascidos com 40 semanas são mais capazes de controlar a temperatura corporal, isso por conta da gordura extra que eles possuem.

#4 Num geral, quanto mais tempo o bebê fica na barriga, menos tempo ele fica no hospital. 

#5 O desenvolvimento do cérebro acelera nas últimas 5 semanas de gestação. 

#6 Os bebês ganham mais peso nas últimas semanas de gravidez, esse peso extra, prepara eles para o nascimento e o primeiros dias de vida.

#7 Bebês prematuros têm mais chances de terem icterícia, pois o fígado dos prematuros pode não estar totalmente formado. 

#8 Bebês prematuros têm mais chances de terem problemas respiratórios, pois o pulmão do prematuro pode não estar totalmente formado. 

#9 Bebês prematuros têm maiores chances de hemorragias cerebrais. 

#10 Bebês prematuros têm mais chances de terem convulsões nos primeiros dias de vida e mais chances de desenvolverem epilepsia. 

#11 Bebês prematuros têm mais chances de terem problemas de audição, pois seus aparelhos auditivos podem não estar totalmente desenvolvido no nascimento. 

#12 Nos últimos meses de gestação os bebês fazem um estoque de glicogênio para regular o açúcar no sangue. Bebês prematuros podem não ter o tempo suficiente de estocar o glicogênio, e por isso eles têm mais chances de terem problemas com baixa glicemia. 

#13 Bebês nascidos com 40 semanas têm melhores resultados, do que bebês nascidos com 38 semanas nos exames de protocolo realizados em recém-nascidos.

#14 Bebês nascidos com menos de 37 semanas têm mais chances de terem problemas comportamentais. 

#15 Bebês prematuros não são capazes de ficarem acordados o tempo necessário para uma mamada completa. 

#16 Bebês nascidos antes de 38 semanas têm mais chances de serem readmitidos no hospital. 

#17 O cérebro de um bebê de 35 semanas pesa apenas 2/3 do cérebro de um bebê com 39, 40 semanas. 

#18 Mais de 25% dos bebês que nascem de cesáreas eletivas entre 37 e 39 semanas precisam ser admitidos em Unidades Intensivas neonatal. Comparado a 1 em cada 20 bebês que nascem depois de 39 semanas. 


#19 Os números de mortalidade infantil são 4 vezes maior para bebês nascidos entre 34 e 36 semanas. 

Razões para a mãe esperar 40 semanas: 


#20 Você está prestes a deixar de ser o centro das atenções, então segure a ansiedade e aproveite para ser a número 1 por um pouquinho mais de tempo! 

#21 Aproveite esse tempinho extra para curtir uma babymoon (viagem antes do nascimento) com seu marido. 

#22 Lembre-se que você  já está se relacionando com seu bebê mesmo com ele na barriga, então aproveite para curtir ele na barriga, enquanto ele não regorgita na sua blusa e chora noite e dia no seu colo. 

#23 Você pode não acreditar agora, mas você ainda vai sentir muita falta dessa barriga, dos chutinhos, dos soluços, de saber que seu bebê está dentro de você. 

#24 Aproveite esse tempinho extra para curtir seu marido, vocês não terão muito tempo sozinhos nos primeiros meses após o nascimento do seu bebê. Aproveite para ir ao cinema, jantar fora. 

#25 Aproveite este tempinho extra para deixar tudo pronto para o bebê! 

#26 Esperar para entrar em trabalho de parto naturalmente, geralmente faz com que você consiga seguir seus planos do plano de parto. 

#27 Aproveite para dormir!!!!! Você não imagina como vai sentir saudade do tempo em que podia deitar e dormir. 

#28 Você não imagina quantas trocas de fralda pode deixar de fazer nessas semanas extras com seu bebê na barriga. 

Razões para esperar 40 semanas para ter um parto mais tranquilo: 


#29 Aguardar o trabalho de parto natural, significa não induzir o parto. Induzir o parto aumenta os riscos para o bebê e as chances de hemorragia pós-parto. 

#30 Induzir o parto aumenta os riscos de você precisar de uma cesárea. 

#31 A cesárea é uma cirurgia de grande porte, que oferece riscos e com uma recuperação difícil. 

#32 Aguardando o trabalho de parto natural, você diminui muito os riscos do parto e de intervenções. 

#33 Induzir o parto pode fazer com que seu parto seja mais longo. 

#34 Especialistas acreditam que o parto induzido é mais doloroso, isso porque a ocitocina artificial provoca contrações fortíssimas. 

#35 Tanto o parto induzido, quanto a cesárea aumentam os riscos de infecção.

Coisas para se lembrar: 


#36 Como muitas vezes a contagem das semanas não é exata, por ser baseada no ciclo menstrual, que não é exato. Muitas vezes o que você pensa que é 38 semanas, pode ser 36 na verdade. 

#37 Dê esse tempo extra para o seu bebê amadurecer, confie nele, ele saberá quando estará pronto para o mundo do lado de fora da barriga.

#38 Bebês não são muito convenientes, eles querem mamar o tempo todo, regorgitam assim que você colocou uma roupa limpa neles, e fazem cocô assim que você sair de casa. Aproveite a conveniência de ter o seu bebê dentro da sua barriga! 

#39 Devagar e forte é que se vence a corrida! 

#40 Se existe algo na vida que vale a pena esperar, é por isso! Você se alimentou bem, não bebeu álcool, você evitou medicamentos nesses meses todos e tudo pela saúde do seu bebê. E se existe algo super importante para a saúde do seu bebê, é isso, esperar o tempo certo dele chegar, para que ele possa começar a vida bem, forte, saudável e pronto!  

O parto consciente


Ninguém quer aqui dizer que a cesárea não deve ser feita ou que apenas o parto natural ou normal é bom. Na verdade, quando realizado de forma consciente, todos eles podem ser muito bem aproveitados (Leia mais sobre os diferentes tipos de partos). Não adianta querer ter um parto normal se a criança já apresenta sofrimento fetal. claro que seria maravilhoso que o parto fosse sempre o mais natural possível, mas felizmente, a cesárea veio para ajudar nos momentos em que tudo não saiu como o esperado. Cesárea bem indicada salva vidas e deve ser um recurso utilizado quando necessário! Cesárea Humanizada existe, conheça mais a respeito neste post!

É fundamental que a mulher entenda tudo o que está se passando com ela, os prós e contras de escolher o tipo de parto que deseja e acima de tudo, optar por garantir sempre a saúde e segurança não apenas dela mas também do bebê. Muitas mulheres escolhem cesárea por não entenderem os motivos reais ou ainda por acreditarem estar fazendo o melhor para si e para o bebê, quando na verdade apenas estão sendo conduzidas para essa decisão pelo bem estar do médico.

A gestante que deseja o parto normal ou ao menos deseja esperar o trabalho de parto, deve conversar com seu médico a esse respeito e caso não se sinta segura dos motivos apresentados para ter que agendar uma cesariana, o melhor é procurar uma segunda opção ou mesmo trocar de médico. 


E o que fazer com a ansiedade?


Vamos cuidar dela. Ansiedade maternal não é motivo para adiantar o parto. Imagine que  parto não é um fim, é apenas o começo de uma vida nova e bastante cansativa. Porque tanta pressa de chegar lá? O bebê virá no tempo dele. Curta o silêncio, durma à tarde, ponha músicas legais para o seu bebê ouvir. Vá ao cinema, leia todos os livros que você sempre quis e nunca teve tempo, caminhe no parque, saia para jantar, namore  seu companheiro, encontre suas amigas ou  visite as que já tem filhos pequenos. Cuide de você,  conecte-se  com a sua essência, sua família, seus desejos, sua missão. Uma parte importante dela está prestes a começar. Até a próxima!







segunda-feira, 1 de maio de 2017

Gravidez Anembrionária


Basta a confirmação da gravidez para que a mulher fique ansiosa para a primeira ultrassom, onde poderá visualizar o bebê e saber que está tudo bem. Em alguns casos, esse exame traz a frustração do médico não conseguir visualizar o embrião. Quando isso ocorre há a apreensão da mãe pois apenas repetindo o exame com alguns dias haverá certeza se está tudo bem ou se trata-se de gravidez anembrionária. A gestação anembrionária é muito comum mas não é tão conhecida, sendo que dificilmente encontramos alguém que sabe o que isso significa ou já passou por essa situação. Mas nos hospitais e clínicas isso é visto com certa frequência, sendo que é importante que a mulher saiba que esse tipo de gravidez existe e o que ela significa.

O que é gravidez anembrionária?


Também conhecida como ovo cego ou gravidez sem feto, a gestação anembrionária acontece quando o óvulo fertilizado se implanta no útero, mas o embrião não consegue de desenvolver. A mulher apresenta todos os sintomas de gravidez, mas não existe crescimento fetal. 


Quais as causas da gravidez anembrionária?


As causas desse fenômeno não são totalmente explicadas pela maioria dos especialistas, e a gestação anembrionária é, na maioria das vezes, considerada como um mero capricho da natureza, e apenas são consideradas as possibilidades naturais de um feto se desenvolver, vencidas todas as barreiras para isso.

A gravidez anembrionária pode acontecer com mulheres de todas as idades e não é considerada um fator de infertilidade. Contudo, quando a mulher se aproxima dos 40 anos, problemas como esse se tornam mais frequentes. O mesmo se aplica aos homens, pois assim como os óvulos, os espermatozoides mais velhos estão sujeitos a defeitos genéticos.

O embrião pode vir a não se desenvolver por erros naturais ou não no processo de fertilização, e em alguns casos a união do óvulo com o espermatozoide simplesmente não produz os frutos que deveriam produzir. Como o hormônio ainda é produzido, o aborto não ocorre, e a expulsão do saco gestacional não ocorre nas primeiras semanas, e muitas vezes até o final dos primeiros meses da gestação.

Durante a ultrassonografia, o médico mede o saco gestacional e procura sinais do embrião. Se o saco gestacional medir mais de 25 mm e não houver indícios do embrião, o diagnóstico provavelmente será de ovo cego. 

Gestação sem visualização do embrião



Gestação com visualização do embrião

No caso de o diâmetro do saco ser menor que 25 mm, pode ser que a gestação esteja em um estágio menos avançado do que você imaginava, e um novo ultrassom será realizado em uma ou duas semanas para tirar a dúvida. Se nessa etapa o embrião ainda não aparecer, o diagnóstico será confirmado.

Quais os sinais que indicam gravidez anembrionária?


Antes de fazer o ultrassom que confirma a gravidez anembrionária, a mulher pode ter sangramentos que indicam que algo está errado. Além disso, pode haver a diminuição dos sintomas clássicos da gravidez, como náuseas e inchaço das mamas. em outros casos pode não haver qualquer sinal de que algo está errado, e muitas vezes a mulher pensa que ainda está grávida como antes. Não há dor nem qualquer sangramento, e a mulher se sente grávida como antes, já que os hormônios continuam a agir e a preparar a mulher para as mais variadas situações da gravidez e do parto.

Como confirmar que se trata de gravidez anembrionária?


Quando se trata de gravidez anembrionária, normalmente a mulher pode sentir uma diminuição dos sintomas de gravidez e dos níveis de hormônios. Contudo, é uma situação que algumas mulheres podem não perceber ou ter certeza.
O problema costuma ser identificado no exame de ultrassom feito no primeiro semestre da gestação, quando o médico visualiza o saco gestacional vazio. Se a mulher já apresenta sangramento, uma das alternativas é deixar que ela expulse o embrião naturalmente, como em um aborto espontâneo. Contudo, devido ao estado emocional da paciente, muito médicos preferem recorrer a alternativas cirúrgicas, como a aspiração uterina, que retira o material do útero à vácuo, ou a curetagem. Medicamentos para induzir as contrações uterinas e estimular a eliminação natural também podem ser utilizados.

A gravidez anembrionária indica um problema com o corpo da mulher?


Ao contrário de muitos outros problemas com o desenvolvimento e crescimento do embrião, a gestação anembrionária não significa qualquer descuido, mau hábito ou incidente durante a gravidez, e não há qualquer indício de que a mulher terá dificuldades em engravidar em uma próxima vez. Por isso, apesar do choque ao constatar que a sua gravidez não está progredindo e que nenhum feto será gerado no seu útero, a mulher poderá engravidar novamente sem problemas.

Existe prevenção?


Uma boa maneira de se precaver, no caso de quem planeja engravidar, é ingerir ácido fólico, durante dois meses, antes de tentar a concepção. Sob orientação médica, é claro. A substância ajuda a prevenir malformações e acidentes genéticos. Conheça mais sobre o ácido fólico.

Visualização da vesícula vitelina


A vesícula vitelina realiza a transferência de nutrientes para o bebê antes de o cordão umbilical ser desenvolvido, ou seja, ela é a marmita que promove os nutrientes para o bebê. Com relação a gravidez anembrionária, não será visualizada em momento algum. 

Algumas pessoas poderão dizer que tiveram gravidez anembrionária e viram a vesícula vitelina. Na verdade, o que ocorre é que a gestação não desenvolveu para que o embrião fosse visível pela ultrassom. Nesses casos, apenas um exame do saco gestacional poderia confirmar que havia um embrião, o que dificilmente é feito por quem sofre um aborto. 

Então, caso a mulher tenha feito um ultrassom e tenha visto a vesícula mas não o embrião, fique tranquila que há grandes chances da gravidez continuar normalmente. 


Lidar com o medo de engravidar


Ter medo ou receio de uma nova gestação é completamente natural, mas não há qualquer indicação de que esse é um evento que se repetirá em outra gravidez. Muitas mulheres que passaram por uma gravidez anembrionária não apresentam qualquer problema com a segunda gravidez. Pelo menos não ocorre qualquer associação entre uma gravidez e outra. A gestação anembrionária é uma fatalidade mas dificilmente irá se repetir. Mas, se isso acontecer mais duas vezes, é recomendado que haja uma investigação do cariótipo - conjunto de cromossomos - do casal. Em caso de gravidez o melhor é aguardar um pouco mais antes de realizar o primeiro ultrassom, já que com 5 ou 6 semanas o exame pode trazer mais dúvida que tranquilidade. Até a próxima!

Leia também:

Fator Rh e Gravidez





quarta-feira, 12 de abril de 2017

Teste do Cotonete


É claro que acompanhar o ciclo menstrual quando estamos tentando engravidar causa uma certa ansiedade. Principalmente quando chega o período de início do fluxo menstrual. Nesse momento, existem alguns métodos que ajudam ao menos  a driblar a ansiedade. Um desses métodos é o Teste do Cotonete

O que é o teste do cotonete?


O teste do cotonete ajuda a determinar se a menstruação está próxima ou não. Pode ser feito em caso de atraso da menstruação ou ainda nos dias em que deveria ocorrer o fluxo, para saber se a possibilidade de gravidez deve ser descartada. 

Como fazer o teste do cotonete?


Antes de tudo a mulher deve lavar muito bem as mãos antes de qualquer observação da região íntima. Depois, a mulher pode introduzir uma haste de algodão (cotonete) através do canal vaginal e raspar delicadamente a parede do colo do útero. Não é necessário introduzir muito a haste, cerca de 2 cm ou metade do cotonete já é suficiente. Se a haste sair avermelhada ou com tonalidade marrom a menstruação está próxima. Se sair branquinho ou seco, sinal que a menstruação está distante.

O cotonete saiu branco, então é gravidez?


Muitas mulheres acreditam que esse teste vale para indicar a gravidez. Contudo, ele serve apenas para conferir se a menstruação está vindo. É importante observar também que não é um teste que funcionará para todas as mulheres já que esses sinais podem variar de mulher para mulher. 

Antes de descer a menstruação, existe um tempo em que o sangue desce pelo colo do útero, algumas mullheres conseguirão observar o cotonete sujo mais cedo, outras tem um fluxo mais intenso, fazendo com que não tenha tempo de sujar o colo pois já terá o fluxo com sangue vivo.

Caso o teste do cotonete aponte que sua menstruação não está vindo, busque um teste de farmácia, que é muito mais confiável e pode servir para esclarecer a situação.

O cotonete saiu sujo, então não estou grávida?


Esse é o problema com esse tipo de teste, muitos fatores podem comprometer o resultado. Haverão casos em que a mulher está grávida mas durante o processo de nidação teve um leve sangramento que, se feito o teste neste período, poderá gerar a ideia de que a menstruação está vindo, quando na verdade o bebê já se implantou. 

Riscos ao fazer o teste do cotonete


Devemos lembrar que a região íntima da mulher é um lugar muito sensível. Dessa forma, um pequeno desequilíbrio nesse ambiente já pode haver consequências. Os riscos ao introduzir um cotonete na vagina:

Se machucar - isso mesmo! Algumas mulheres podem sem querer machucar o colo do útero ao introduzir de mal jeito o cotonete. Além disso, não precisa inserir o cotonete inteiro para observar o muco, nem usar força para isso. Então esteja atenta e calma se decidir fazer o teste, seja delicada e não haverá problemas.

Infecções - a higiene é algo primordial nesse tipo de teste, mas ainda assim existe o risco do próprio cotonete estar contaminado pelo ambiente, já que em geral, guardamos ele no banheiro, então temos fungos, bactérias, umidade pairando pelo ambiente. Um verdadeiro festival para um organismo com imunidade baixa. Lave bem as mãos e só use o cotonete se ele não estiver exporto no ambiente, de preferência em um recipiente seco, tampado e limpo.

Posso perder o bebê ao fazer o teste?


Esse é um tema delicado, já que inclusive debati a poucos dias sobre isso. Vejamos alguns fatores a considerar:

Logo que ocorre a fecundação, como proteção natural, o colo uterino se fecha e se eleva. Assim, a distância da entrada do colo e a entrada da vagina aumenta. Para que o cotonete cause risco, teria que se inserido com força, pressionando o útero. Imagino que ninguém queira fazer dessa forma. 

Caso seu colo esteja baixo e aberto, então o organismo já não está desenvolvendo bem a gravidez, dessa forma, já há risco iminente de abortamento. Pode acontecer de fazer o teste e em seguida abortar, mas não necessariamente o uso do cotonete seria o fator determinante. 

Geralmente a mulher antes de saber que está grávida continua mantendo relações sexuais, faz exame de ultrassom transvaginal e até exame de toque, sendo assim, o cotonete teria os mesmos riscos de aborto quanto essas situações. 

O risco de infecção é o que seria, a meu ver, o mais sério nesse tipo de teste. Isso porque a infecção aumenta o risco de parto prematuro. No final da gravidez a mulher pode ter que fazer o chamado Exame do Cotonete, que é para detectar a a presença ou a ausência de micro-organismos que podem ser perigosos para o bebê. Esse é um exame feito pelo médico e muitas mulheres o confundem com o teste do cotonete feito em casa.

Deve-se assim, tomar o máximo de cuidado ao realizar o teste, tentando ser o mais delicada possível e não usar qualquer material suspeito. Evite também ficar repetindo o teste com frequência. Espere uns dias caso a menstruação continue atrasada e dê preferência pelo teste de gravidez. Até a próxima! 

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O que NÃO dizer a uma gestante


Ao preparar-se para a gravidez a mulher muitas vezes não imagina que além das diversas mudanças físicas e emocionais terá que lidar com o aumento da atenção de todos a sua volta. E muito mais do que isso, as pessoas não sabem lidar com essas mesmas alterações. Infelizmente, o que acaba ocorrendo é um monte de palpites sobre como a gestante deve ou não se comportar. É uma carga emocional que nem sempre a pessoa tem ideia que está depositando na futura mamãe. Dessa forma, o post foi criado com algumas dicas para que tanto a gestante como os amigos e familiares possam passar por essa linda fase sem machucar (mesmo sem querer) a gestante. Isso vale também para aqueles que encontram a grávida e desejam embarcar num bate-papo sem constranger com comentários embaraçosos. 


Palpitar sobre quando contar da gravidez



"Conta só para o pai..."

"Nossa... é cedo pra contar?!"

"Antes dos 3 meses não pode contar!"

"Espera para ver se vinga..." 

Embora muitas pessoas queiram apenas ajudar a gestante, deve-se ter noção que quando e para quem contar é escolha da própria mãe em conjunto com o pai do bebê. Muitas mulheres tem receio de contar da gravidez antes dos 3 meses de gestação pois esse é o período com um risco maior de aborto. Contudo, algumas mulheres estão tão felizes que não veem a hora de contar a grande novidade e tudo bem com isso! Cada uma conta no momento que quiser e quando sentir-se mais confortável com a notícia. Não é uma regra que deve-se esperar pelos 3 meses para informar aos amigos e familiares.

Palpitar no tipo de parto



"Parto normal pode matar a criança, cesárea é melhor..."

"Não escolha por cesárea pois demora a recuperação..."

"Parto normal de Gêmeos? Não pode! Tá doida?"

"Devia fazer cesárea já que é um avanço da tecnologia..."

"Parto normal é coisa de pobre..."

"Parto normal? Vai acabar com o playground do teu marido..."

"Parto normal é horrível! O filho de fulana ficou com paralisia cerebral por causa de um parto normal..." 

"Parto normal? Mas tu é muito pequena! Se fosse eu fazia logo uma cesárea"

"Parto normal!? Sabe que o bebê pode morrer e a culpa vai ser tua."

"Parto humanizado? Você é doida?"

"Para quê morrer de tanta dor no parto normal? Você vai se arrepender!"
É importante que a gestante escolha o tipo de parto que melhor lhe convém. Sabemos que há defensores de cada modalidade, contudo é melhor que a mãe chegue ao final da gravidez segura e feliz com sua escolha. O que se pode indicar é apenas que a grávida tenha acesso às informações sobre os benefícios e riscos de cada tipo de parto e que  
tenha um médico que aceite os desejos dela e que a acolha em sua decisão!


Falar sobre o peso da gestante



"Você já está toda redondinha, com cara de mãe..."

"Nossa, como você engordou!" 

"Tem certeza que não são dois?"

"Você está enorme! Na minha gravidez não fiquei assim!"

"Você está gorda ou grávida?"

"Se sua barriga crescer mais um centímetro você vai explodir."

"Não pode engordar mais..."

"Olha a dieta. Neném já vai nascer com obesidade."

"Você está tão gorda que nem parece que está grávida"

Gravidez é o momento em que a mulher encontra-se extremamente sensível. E muita delas já encontram-se diariamente se questionando a respeito de sua aparência física. Ainda que possa parecer um elogio, como dizer que está com carinha de grávida, falar do peso da mulher, além de indelicado é deixar a grávida ainda mais fragilizada. Mesmo que lhe pareça um elogio ou preocupação genuína, não fale a respeito do peso dela, deixe isso para seu obstetra!

Contar histórias de partos ou gravidez que não terminaram bem



"Sabe a amiga/vizinha/prima/irmã/conhecida de fulana que perdeu o bebê durante o parto?"

"Fulana esperou demais e o bebê morreu..."

"Com esse tempo de gravidez o coração do bebê de fulana parou..."

"Minha amiga descobriu que o bebê tava morto na ultra..."

Ao ter uma conversa com a gestante tenha em mente que contar as piores e mais assustadoras não é o melhor tema. Na verdade, ainda tenho dúvidas se esse é realmente o tipo de conversa que se queira ter com alguém! Não importa o lugar, mas principalmente, nada de investir em histórias de partos traumáticos, violentos e com desfechos terríveis durante a espera da consulta e exames pré-natais. 

Infelizmente existem pessoas que se sentem confortáveis em compartilhar esse tipo de história com mulheres num momento tão delicado. A gravidez deveria ser um momento de felicidade e planejamento de um futuro familiar tranquilo. Embora existam, infelizmente, situações que não acabam bem, esse não é um tópico que uma mãe queira imaginar para sua gravidez. Além disso, esse tipo de relato traz uma carga muito negativa e faz com que a mãe possa transmitir sua ansiedade para a criança. 

Já passei por uma situação em que uma senhora me relatou sobre a sobrinha, que perdeu o bebê por sofrer um descolamento de placenta. Imagina minha alegria com tal história, sendo que me encontrava na fila para atendimento para perícia médica pois estava com descolamento de placenta e deveria ficar um tempo em repouso absoluto! 

Assim, não puxe esse tipo de tema ao conversar com uma grávida. Existem muitos outros temas mais alegres que a gestante ficará muito mais animada em conversar! Se ainda não tem ideia do que falar tente:
  • Roupinhas
  • Decoração do quarto
  • Nomes
  • Desejos de grávida
  • Partos com finais felizes!

Dar palpite na vestimenta



"Essa roupa não ta apertando a barriga?"

"Grávida não deve mostrar a barriga!"

"Grávida tem que mostrar o barrigão!"

"Tem que comprar roupa de grávida!"

"Não gasta dinheiro com roupa de grávida!"

Parece até piada mas há sempre quem é a favor ou contra determinada roupa. A grande questão é que a gestante é a única que deve decidir se um tipo de roupa está ou não confortável para ela! Ainda que a roupa pareça curta ou apertada, não é da conta de ninguém! Quanto a gastar ou não com roupas especiais de grávida, essa decisão cabe apenas a ela e ao bolso dela. Pessoalmente eu acho roupa de grávida lindas e se tivesse condições (e grávida!) compraria para mim também! Caso você ache que não pode usar roupa curta ou não pode mostrar (ou pode mostrar) a barriga, só não fazer ou fazer isso quando estiver grávida! Portanto, a menos que seja a gestante a pedir opinião, deixe esse assunto na gaveta!

Dar "dicas" sobre gravidez



"Ahhh, cuidei do meu filho assim e deu certo..." 

"Não passa em cima do fio se não o cordão vai pro pescoço..."

"Não bota amarelo pois o bebê nasce com icterícia"

"Você tá com mau olhado."

"Tem que tomar canjica, sopa ou caldo senão teu leite vai ser fraco."

"Você precisa comer em dobro! São dois agora!"

"Tem que aproveitar, nunca mais vai poder viajar, sair, vida social já era..."

Essa é uma das questões mais delicadas, já que se a grávida não aceitar a "sugestão" pode ser taxada de grossa. Mas a verdade é que é muito chato ouvir uma opinião que não foi pedida. Deve-se ter em mente que a mãe já está fazendo o pré-natal (e tem que fazer!) e seu médico irá orientar em todos os cuidados, vitaminas e tudo mais para que o bebê tenha a melhor saúde possível. Muitas dicas são mais crendices e costumes antigos sem qualquer fundamento científico. Então o melhor é apenas opinar se esse for o desejo da grávida!


Duvidar da gravidez



"Tem certeza que está grávida? Sim.
Cadê a barriga?"

"O exame não tá errado?"

"Pode ser gravidez psicológica."

"Sua barriga devia estar maior..."

Salvos alguns casos de problemas psicológicos, uma gestante não irá sair por ai anunciando uma gravidez que ela não tenha certeza. Conheça mais sobre a Gravidez Psicológica.
Em grupos de mulheres que desejam engravidar é comum que haja dúvida quanto ao exame mas se a mãe já confirmou a gravidez não há motivos para duvidar da sua palavra.

Discutir o sexo do bebê



"Como assim ainda não sabe o sexo?..."

"Não sabe o sexo? Deve ser menina você está preguiçosa."

"É menino ou menina?... como assim você não quer saber? E o enxoval?!" 

"Tomará que você seja abençoada e que agora tenha um menino, pra formar um casalzinho"

"Ah que pena... ia ser legal se fosse uma menina né?" 

"Que chato que é menino... menina é melhor pois é mais calminha"

Não se deve julgar a felicidade dos pais baseados naquilo em que você deseja! Não importa se é menino ou menina desde que venha com saúde. Ainda que os pais tenham alguma preferência não se deve opinar na situação, até mesmo por que não irá mudar em nada. Ter um filho é uma benção e não importa se é menino ou menina ou se você prefere um ao outro. É muito triste (e chato) alguém diminuindo o valor da criança com base no sexo do bebê. 

Falar da disposição física da gestante



"Para de frescura que quando eu tava grávida não passava mal."

"Gravidez não é doença não!!!"

"Larga de ser mole! Você quase nem tem barriga ainda e esta reclamando. Quem vê pensa que está com um barrigão enorme!" 

"Nossa mas você não deve ficar deitada não, tem que se mexer..."

"Na minha gravidez eu trabalhei até os 9 meses..."

"Enjoo nem é tão ruim assim..."
Quando não estamos vivenciando uma situação fica fácil julgar e dizer que a situação não é tão chata ou complicada quanto parece. Cada mulher é única e da mesma forma, cada gravidez é única. Mesmo uma mulher pode vivenciar gravidezes diferentes. E como não estamos vivendo a situação, não se pode dizer se a gestante está ou não consumida pelo cansaço ou se ela poderia se "esforçar" mais. Simplesmente não tente se por no lugar dela pois será bem difícil de entender a situação. Outro ponto é que o fato de alguém ter trabalhado até o final da gestação a outra pessoa deveria aguentar e viver a mesma coisa. Há muito mais implicações que podem complicar a gestação do que uma barriga grande, por exemplo. Haverá situações médicas específicas que não se enquadrarão em todas as gestações.

Falar do tempo de gravidez



"É para quando?... Ainda tudo isso?"

"Não tá passando da hora?" 

"Tá passando da hora desse bebê nascer! Vai ver, vai nascer com paralisia cerebral e você vai viver com a culpa por não agendar a Cesárea."

"Cuida pra não passar da data!"

"Nossa, ainda não nasceu?"

"Nossa, ainda grávida. Esse bebê não vai nascer não?"

Uma vez li uma frase que dizia: Bebê não é bolo para passar do ponto! E essa é uma verdade. Cada bebê tem seu tempo de desenvolvimento e de atingir o tempo do parto. Há bebês que com 39 semanas estão bem desenvolvidos, outras gestações irão chegar a 42 semanas. Não se deve apressar um nascimento só porque um bebê veio a óbito com determinada semana de gestação. Ao final da gravidez deve-se apenas monitorar como está o bebê e esperar até que ele possa nascer... Apenas em casos em que o bebê não esteja bem é que se deve apressar o parto. Muitos são os fatores que podem complicar um parto e não apenas o tempo de gestação.

Palpitar sobre a barriga



"Nossa, mas já tá assim sua barriga? Vai dar estria heim?"

"Sua barriga tá muito grande heim?? Melhor fazer cesárea, pois essa criança aí não nasce de parto normal!!!"

"Nossa que barriga pequena, será que não errou nas contas?"

"Nossa, tua barriga tá tão baixa..."

Não importa o que a pessoa acredita mas sempre haverão diferenças na barriga das gestantes pois são pessoas diferentes. Comparar o crescimento ou a forma da barriga só deixará a gestante alarmada acreditando que há algo de errado e não é assim! Nem todo mundo é igual e ainda bem que é assim pois seria muito chato um mundo sem que houvesse qualquer surpresa, inclusive com uma diversidade de barrigões por ai!

Amedrontar a gestante



"Agora você vai ver o que é bom!"

"Você vai ter normal?! Corajosa!"

"Quero só ouvir os gritos, quando ele for nascer...."

"A mãe de fulana quase morreu quando teve filho..."

"Nossa a dor do parto normal é a dor da morte, cuidado para não desmaiar..."

"Nossa... cesárea é tão arriscado, você pode morrer de hemorragia..."

"Na sua idade gravidez é muito perigoso, não pode ter normal..."

"Não compra nada cedo, espera vê se vinga..."

"Dorme agora, pois depois o bebê não deixa!"

"Cuidado...gravidez com certa idade a criança pode nascer doente."

"Sua bacia é muito estreita. O bebê não vai conseguir passar e terá que fazer uma cesárea."

Felizmente, nada na gravidez e após ela acontecerá da mesma forma para todo mundo. Nem todo parto normal será dolorido, nem todas terão hemorragias ao fazer cesárea, muitas mulheres com mais de 40 conseguem ter uma gravidez totalmente saudável e muitas de 25 passam a gravidez sob cuidados médicos por risco de parto prematuro. Muitos tem a tranquilidade de dormir bem pois os bebês dormem a noite todas e outros precisam de mais tempo até conquistar uma rotina. Dar ouvidos aos falatórios sobre o que acontecerá na gestação só deixará a mãe sobressaltada e muita coisa pode nem chegar a acontecer ou ser completamente diferente do que descreveram... E vale ressaltar que dilatação só é possível avaliar no momento do parto, dessa forma, não há como dizer que uma pessoa conseguirá ter parto normal ou não apenas com base na sua estrutura óssea. Assim sendo o melhor é evitar esse tipo de comentário enquanto estiver conversando com a gestante pois nada é 100% garantido.

Questionar sobre a família



"Vai parar nesse?"

"Cadê o pai do bebê?"

"Por que separou do pai do bebê?"

"Se não queriam casar deveriam ter se prevenido..."

"Cuidado para não engravidar de novo..."

"Nossa, com dois filhos nessa idade? Vê se fecha a fábrica..."

"Você é muito nova para engravidar, mas agora já foi, né?"

"Agora vai fechar a fábrica né?"

"Nossa engravidou com 40 depois de uma filha criada?"

"Esse é o nome? Acho mais bonito ...."

Solteira, casada, tico-tico no fubá, enrolada, com filho, sozinha... Não interessa a mais ninguém! Não podemos viver a vida de outra pessoa e apenas a ela cabe definir como quer viver e se está bom um filho ou cinco. Se engravidou com 18 ou com 40 anos também não é da conta de ninguém. E tratar um filho como um simples produto (fechar a fábrica) é errado. Caso a mãe queira discutir esse aspecto da vida dela deixe que ela pergunte a sua opinião. Embora ao final deste post possa parecer que a grávida é um ser intocável que não se pode conversar sobre nada, a verdade é que se deve ter bom senso e saber quais aspectos dizem respeito apenas a gestante e o que ela quer ou não debater. E grávida ama sim falar sobre a gravidez mas deixe que ela faça isso! Se deixar a futura mamãe a vontade, sem perguntar nada ela dirá tudo o que planeja e ai... caso pergunte... você poderá contribuir com sua opinião a respeito. Bom senso e ponderação são palavras de ordem! Até a próxima!