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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Bebê pode dormir junto com os pais?


Preparar o quarto do bebê com todos os detalhes e até com a poltrona de amamentação é o sonho de muitas mães. Outras preferem que o bebê compartilhe com elas a cama do casal. Aqui temos um ponto de grande discussão. Será que dormir com os pais atrapalha o desenvolvimento do bebê? Deixá-lo no próprio berço será mais adequado? É melhor dormir com o bebê junto (ajudando no cuidado e amamentação) ou deixar que ele fique no seu quarto separado? Vejamos algumas considerações:


Dormir junto sempre é perigoso?


Cuidado com esse tipo de questão. Depende muito do significado desse dormir junto... Dormir junto com o bebê no sofá, por exemplo, é perigoso pois ele pode sufocar nas almofadas, cair no chão ou mesmo o responsável pode sufocá-lo sem perceber. Então quando alguém diz que o bebê faleceu por dormir junto de alguém, tenha cuidado de saber que forma era esse "junto"! Um relato que não esclare esses fatos podem conduzir a uma conclusão equivocada. 


O sono e o risco de morte súbita


Entidades dedicadas ao estudo da morte súbita do lactente desaconselham a cama compartilhada, assim como a Academia Norte-Americana de Pediatria (AAP), citando riscos como o de sufocamento. 

A síndrome da morte súbita pode ser compreendida como o óbito de crianças entre 1 a 12 meses de vida sem causas esclarecidas após a autópsia completa. A incidência maior acontece com bebês entre 2 e 4 meses. Por esse motivo a recomendação é de a criança não durma junto com os pais. Novamente, aqui devemos ter cuidado com o termo JUNTO utilizado, já que dormir no mesmo quarto dos pais mas no berço separado também pode ser denominado de dormir junto com os pais, mas que não representa o mesmo risco para o bebê.


Criança deve crescer independente


Para aqueles que defendem que a criança deve ter seu próprio quarto, além da questão relacionada com a saúde do bebê, prevenindo a morte súbita, está a construção da independência e autonomia da criança além de manter a própria privacidade do casal, que, segundo eles, é afetada com a presença do filho no quarto. Outro argumento utilizado é que a criança precisa aprender a ficar sozinha construindo intimidade com seus brinquedos e com seu próprio ambiente. 

Esses argumentos são bem intecionados mas até que ponto esse tipo de argumento não está tentando apressar o desenvolvimento do bebê? Afinal, um bebê deve ter o direito de ser um bebê e não um mini adulto que já sabe o que quer da vida! 


Dormir sozinho cria independência?


Na realidade, crianças que dormem sozinhas tendem a ter dificuldades de ser independentes pois não se sentem seguras para explorar e conhecer o mundo. Como isso é possível? Para entender isso, basta pensar em um dia estressante. Quando se teve um dia difícil, você prefere tomar um vinho e desestressar sem a menor interação possível a fim de que o dia acabe ou prefere ir falar com pessoas que nunca viu na vida para compartilhar sua vida? A grande maioria prefere o isolamento ao convívio com novas pessoas em momentos de estresse. Da mesma forma, a criança passa por um momento de estresse na hora de dormir. A criança foi gerada em um ambiente barulhento (pelos sons do coração e dos órgãos da mãe) e esse é o ambiente em que ela se sentia segura. Num quarto separado, o ambiente é novo, em geral tranquilo e isso traz muita insegurança para o bebê. Esse estresse faz com que a criança produza mais cortisol (hormônio que dificulta o relaxamento) o que irá impedir um sono tranquilo. Um bebê estressado irá sentir-se mais retraído e com menos ânimo para explorar o mundo a sua volta. 


O outro lado da moeda


Bebês que dormem com os pais passam a sentir-se mais seguros pois sabem que terão apoio a qualquer momento. O contato com os pais promove mais ocitocina, hormônio relacionado ao bem estar. Assim a criança terá mais segurança fazendo com que seja mais fácil explorar melhor o ambiente em que vive. Como isso é possível? Devido ao conforto de ser socorrido em momentos estressantes como em caso do reflexo de Moro

Todos os recém-nascidos possuem o reflexo de moro, que o faz se assustarem e costuma ocorrer enquanto dormem. (Para aqueles que não têm mais um recém nascido, até os 3 meses de idade, enquanto dorme, os braços e pernas do seu bebê tremem como se ele estivesse caindo. Esse é o reflexo de moro). Se a sua criança estiver no colo de um adulto ou estiver por perto (como em um berço grudado à sua cama, com a grade lateral abaixada), é muito mais fácil controlar o reflexo e acalmá-lo antes que acorde e entre em pânico. Contudo, se você não estiver segurando o bebê, o reflexo de moro vai acordar seu bebê em pânico. O cortisol estará então circulando pela sua corrente sanguínea e vai demorar bem mais tempo até você conseguir acalmá-lo. Muitos pais passam por isso quando são acordados por um bebê que está gritando. Quando isso acontece, o que o bebê aprende a partir dessa experiência? Que o mundo não é um lugar seguro e que deve estar sempre alerta. Quando seus níveis de estresse estão constantemente altos, você aprende a estar mais vigilante para conseguir manter-se longe de perigos em potencial. Ao contrário dos bebês que são acalmados imediatamente pelos pais (já que estão por perto) que aprendem que o mundo é um lugar seguro!


Como dormir junto de forma segura?


Algumas medidas devem ser tomadas por quem deseja compartilhar as noites de sono com o bebê:

Berço separado - Para evitar a preocupação de sufocar a criança, o melhor é dá preferência ao berço separado da cama. Existe a opção de berço acoplado à cama ou ainda com a grade abaixada encostado à cama. Tome cuidado para que não fique um vão onde o bebê possa cair ou ficar preso. Além de permitir que o bebê fique bem perto, ainda traz mais tranquilidade aos pais por ter risco reduzido de sufocamento ocasionado pelos pais. 



Berço livre de bichinhos e decorações - Apesar de lindinhas, as decorações e protetores de berço na verdade trazem mais riscos ao bebê. Além de juntar poeira, eles trazem mais riscos de atrapalhar a respiração da criança. O mesmo acontece com excesso de roupinhas (Aprenda aqui: Como agasalhar o bebê?) e bichinhos de pelúcia. Não embrulhe o bebê com nenhuma manta. Os bracinhos dele precisam ficar livres para se movimentar, assim a mãe vai conseguir notá-lo melhor. Mesmo lençóis devem ser bem ajustados para que não se soltem em caso de puxados.

Barriga para cima - É a posição mais segura para o bebê. A criança respira melhor e tem menos risco de engasgo – caso vomite, ela vai girar a cabeça para o lado. De barriga para baixo, só quando ele estiver acordado para ajudar o desenvolvimento motor e muscular e a minimizar o risco de plagiocefalia – quando o crânio do bebê tem alguma deformidade pela pressão que sofre em apenas um dos lados. Mas sempre, sempre, sempre com um responsável ao lado dele!

Posição da cama - Em casos de cama compartilhada, ela deve ser posicionada contra a parede ou outro móvel para garantir maior segurança. Lembre de verificar também se não há nenhum vão por onde a criança possa cair ou ficar presa. Uma maneira barata de evitar que o bebê fique preso entre a cama e a parede é enfiar um travesseiro comprido nesse espaço, de modo que a superfície fique firme ao toque.


Considerações para cama compartilhada:


O bebê deve ficar entre a parede ou móvel e a mãe. Esta tem um instinto natural que garante que acorde mais rapidamente em casos de eventualidades onde o bebê precise de socorro. Caso a mãe não tenha essa sensibilidade ao dormir, o melhor é que a criança fique no berço separado.  

Embora o berço separado seja uma opção mais segura em comparação com a cama compartilhada, alguns pais podem preferir essa opção ao invés de adquirir um berço (seja por razões financeiras ou não!). Nesse caso, deve-se considerar alguns cuidados:

Sua cama deve ser absolutamente segura para seu bebê. Se possível prefira o colchão no chão, com a certeza de não existir nenhum vão onde seu bebê possa ficar preso. O colchão deve ser plano, firme (superfícies macias podem facilitar o sufocamento) e liso. 

Cama grande e confortável - Utilize um colchão bem grande para fornecer amplitude de espaço e conforto para todos.

Não durma com seu bebê se você tiver bebido álcool, se tiver usado qualquer droga ou medicação, se você em especial costuma dormir profundamente ou se está sofrendo privação de seu sono e acha difícil acordar-se.

Não durma com seu bebê se você for uma pessoa grande, uma vez que um pai acima do peso constitui-se em risco provado para o bebê, na situação da cama compartilhada. Ele pode rolar na direção da inclinação.

Nunca deixe seu bebê sozinho em uma cama de adulto a não ser que esta cama seja perfeitamente segura para ele, tal como um colchão firme no chão de um quarto à prova de criança, e somente quando você estiver por perto ou atenta, escutando o bebê através de um monitor (babá-eletrônica) confiável. 

Proteja ao redor da cama - Eventualidades podem acontecer e para isso o melhor é assegurar que há uma proteção ao redor da cama. Se o quarto tiver um piso muito rígido, coloque tapetes perto da cama para amortecer possíveis quedas.

Não fume! -  Algumas pesquisas comprovam que o risco de morte súbita aumenta em recém-nascidos que dormem junto com mães fumantes. Se você se encaixa na categoria, NÃO é recomendado dividir a cama com o seu filho.


Relacionamento do casal


Para alguns casais, a presença do bebê na cama torna mais difícil encontrar tempo para momentos de intimidade e sexo. Outros, porém, acreditam que isso os força a ser mais criativos na busca de soluções para ficarem sós. 

Se o seu filho dormir na sua cama, é bem provável que você precise planejar a hora de estar a sós com seu parceiro, em vez de esperar que ela aconteça espontaneamente. Dependendo da forma como você esteja se sentindo, isso pode ser um peso ou uma diversão. 

De qualquer maneira, a decisão de levar o bebê para dormir na cama ou no quarto dos pais precisa ser conjunta do casal, para que não haja risco de afetar a relação dos dois. Toda decisão feita com base no amor, respeito e entendimento mútuo só trará benefícios para toda a família! Até a próxima!

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A rotina de sono do bebê


"Aproveite para dormir antes do bebê nascer, pois depois não vai dormir mais!" Essa costuma ser uma das frases que muitas gestantes ouvem bastante. Mas será que a hora do dormir pode ser realmente um problema para os pais ou será que há alguma coisa que possa ajudar a enfrentar a hora de dormir de forma mais tranquila? Vamos passar algumas dicas para tornar a hora do soninho mais um momento feliz junto ao bebê.


Por onde começar?


O primeiro passo é estabelecer uma rotina para o bebê. Essa é uma importante estratégia que irá organizar não apenas a rotina do bebê como também facilitará o dia dos pais. 

Ao contrário do que se possa imaginar, bebês gostam de rotina, gostam de saber o que irá acontecer a seguir. Ao criar uma rotina passamos a indicar ao bebê o que virá a seguir e ele entenderá que está chegando a hora de dormir. 


Por que a rotina é importante?


Quando se cria um ritual para dormir, informamos ao cérebro que é hora de diminuir o ritmo para descansar. E isso também acontece com a criança. Com o tempo o sono será mais fácil, acordando menos a noite e dormindo melhor. Quando o bebê tem um horário para dormir sempre igual, ele entra naturalmente na rotina durante o dia, e a maneira mais fácil de estabelecer esse horário é criando uma rotina noturna que você e o bebê possam seguir facilmente todas as noites. 


Criando a rotina do sono



É importante ressaltar antes de tudo que a rotina é algo pessoal. Isso significa que mesmo que seja sugerido um roteiro, o mesmo pode e DEVE ser alterado de acordo com a personalidade da criança. A recomendação básica é que a rotina da hora de dormir seja simples com um banho quentinho e relaxante, vestir um pijama, mamar e ir para a cama. Algumas crianças podem ficar mais agitada após o banho e nada impede que os pais alterem a rotina com uma massagem após o banho, por exemplo. Nesse momento, a intuição dos pais é que vai definir o que atende melhor às necessidades do filho. Estas são apenas sugestões que poderão ser testadas até que se encontre a melhor.


Diferenciando dia da noite



Antes de nascer, o bebê está habituado a viver num determinado ambiente, ao seu próprio ritmo. Ele não conhece ainda as diferenças entre dia e noite. É importante que durante o dia a rotina da casa seja mantida. Abrir as janelas, deixar a TV ligada e tudo como acontece normalmente. Muitos mudam a rotina da casa com a chegada do bebê, deixando o ambiente tranquilo durante o dia e é isso que confunde a criança já que dia e noite passa a ser igual. 

Durante o dia, é importante que o bebê tire suas sonecas com a menor alteração possível no ambiente, o que significa que a claridade deve ser mantida, bem como o ritmo da casa com os ruídos normais (telefone, televisão, aspirador de pó), mesmo que o bebê estiver dormindo. A providência ajuda eles a entender que o sono do dia é diferente do da noite, o que facilita a adoção de bons hábitos para dormir.

Quando a noite for chegando o ritmo vai diminuindo naturalmente, diminuindo os estímulos, criando um ambiente tranquilo e agradável, propício ao sono, evitando barulho e claridade. Esse é o primeiro indicativo que a hora de dormir se aproxima. Estabeleça qual a sequência que funciona melhor para que a criança relaxe. Pode-se incluir na rotina básica (banho, pijama e cama) uma música calma, massagem relaxante (Conheça aqui a massagem ideal para bebês: Shantalaou mesmo uma historinha para dormir. 


Com que idade se pode começar com a rotina de sono?


Nos primeiros meses não tem muito como forçar uma rotina. Nessa fase o melhor é apenas a indicação de quando é dia e quando é noite, através da rotina do ambiente. Nada impede que se faça todas as noite o roteiro banho, pijama e cama, mas você pode começar a treinar com seu bebê a partir dos 2 meses de idade. 

Com o tempo, as rotinas vão ajudá-lo a perceber que existe o dia e a noite e que se espera atividade numa altura do dia e repouso na outra.


Qual horário começar a rotina de sono?


A rotina deve começar por volta do mesmo horário. Contudo, isso não requer pontualidade britânica! Não precisa ser muito rígido com o horário do bebê. Observe se o bebê está mais cansado ou mais animado, de forma que talvez haja necessidade de antecipar ou atrasar por 15-30 minutos, mas não passe muito disso. O ideal é que a criança durma antes das 21h, pois este é o período que biologicamente sentimos mais sono. Depois disso, a criança volta a ficar alerta e fica mais difícil para ela adormecer.

Os especialistas aconselham a deitar o bebê sonolento, mas ainda acordado, para que se vá habituando a adormecer sozinho (o que não quer dizer que tenha que sair do quarto ou não mexer no bebê se ele chorar).

Os horários vão ficando cada vez mais certos, no começo pode ser um pouco difícil, podendo levar uns 15 dias para que o bebê se acostume com a nova rotina, mas com paciência e insistência, tudo entra no eixo.

Roteiro do sono


Como falamos anteriormente, a rotina do sono deve ser criada com base nas características de cada bebê. A seguir deixamos algumas dicas para a criação da roteiro do sono:

Diminuindo o ritmo - As atividades serão menos estimulantes conforme se aproxima a hora do soninho. Deixe as atividades mais agitadas para o dia! Aproveite esse momento para bater um papo com seu bebê e conte como foi seu dia e pergunte como foi o dele. Uma "conversa" olho no olho é sempre relaxante!

Banho relaxante - Nada mais gostoso e relaxante do que um banho quentinho. Esse momento também é ideal para que os pais sintam-se mais próximos aos filhos. Contudo, se o bebê fica agitado demais no banho ou simplesmente odeia a banheira, não use essa estratégia. Em vez disso, dê o banho bem mais cedo, e no ritual noturno passe algum tempo juntinho dele ou leia uma história. 


Massagem acalma - Se a criança relaxa durante uma massagem, essa pode ser uma boa forma de ajudar na chegada do sono. Caso esse não seja o caso, pule esse item. Aprenda a fazer massagem aqui



Colocando o pijama - Embora muitas pessoas não deem importância ao pijama, é ele quem ajuda ao bebê a sentir-se confortável e relaxado. Deve ser adequado a temperatura do ambiente, sem apertar e que não deixe que a criança sinta frio ou calor. É um bom momento para dar carinho ao bebê, aproveite para deixá-lo seguro e sentindo-se amado! Aprenda como agasalhar o bebê

Ler historinha - Se a massagem não funciona ou se preferir ler uma história para a criança, nada melhor que fazer isso antes dela dormir. Além de estreitar os laços com os filhos, isso também ajudará no aprendizado da criança. Outra atividade que pode ser feita é o canto. Aproveite para ninar o bebê ou mesmo deixar uma musiquinha tranquila tocando baixinho. 

Amamentação - A mamada antes de dormir vai entrar na rotina conforme a mãe sinta essa necessidade. Alguns especialista dizem que a criança não deve adormecer no peito mas no berço. Entretanto, ninguém melhor do que a mãe para entender essa característica do bebê. 

Naninha na caminha - A naninha nada mais é do que um objeto que ajude o bebê a sentir-se seguro. Além disso fica mais fácil associar o objeto com a hora de dormir. Pode ser uma fraldinha, um bonequinho ou bichinho de brinquedo. Ao se encontrar com ele, o bebê sabe que é hora de dormir. 


Perseverança e paciência


Em se tratando de criança, nada dito aqui é definitivo. Algumas vezes a expectativa é muito grande com relação a rotina. Alguns bebês irão se adaptar mais facilmente que outros e é preciso muita perseverança e paciência dos pais em manter a constância na rotina do sono. Tenha em mente que não há tempo certo para que a rotina funcione. O importante é manter a rotina como um ritual de carinho e aproximação com a criança. Por isso lembre de envolver o papai nesse momento! E mesmo depois da rotina estabelecida é bom ter mente que ela mudará! Isso mesmo! A medida que a criança vai crescendo mudanças na rotina serão necesárias, seja porque bebê vai pular uma soneca, ter mais fome ou acordar antes de o sol nascer. Em alguns momentos a rotina pode ficar de pernas pro ar. Use o amor pelo seu filho para que as interações possam ser adaptadas sem muito estresse. Até a próxima!

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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Distúrbios do sono na gravidez


As mudanças no padrão de sono da gestante são chamadas de Distúrbios do sono, mas não são necessariamente uma doença, mas sintomas que indicam que algo está errado e precisa ser corrigido. Esses distúrbios podem afetar muito a vida da futura mamãe pois podem causar alterações de humor, brigas com o parceiro, crises de angústias, aumento da ansiedade e até queda da imunidade da mulher. Conheça alguns deles:

Pesadelos podem surgir


A gravidez traz muitos sentimentos à tona, alguns podem nem ao menos serem notados pela gestante. Medos e dúvidas podem atrapalhar a rotina de sono, muitos deles tem origem em situações do passado ou com assuntos mal resolvidos. O sonho atua como um mecanismo do corpo para tentar entender o que estamos vivendo. Com tanta mudança ocorrendo é natural que receios e inseguranças acabem por despertar sonhos desagradáveis. Nem sempre esses medos são conscientes, muitos deles podem ter origem num passado tão distante que nem a mãe consegue entender o motivo desses acontecimentos. A gestante então deve tentar entender o que está originando suas angústias conversando com o parceiro ou com quem se sinta mais a vontade, ler livros sobre o assunto, trocar experiências com outras mães são formas de sentir-se mais segura com a transformação que está passando, de forma a deixar para trás tudo o que possa fazer com que a mãe duvide de si mesma.


Grávida ronca


É possível que com a gravidez a mulher passe a ter distúrbios respiratórios do sono. A respiração durante o sono é uma das mudanças físicas mais profundas, onde o ronco é cerca de duas a três vezes mais comuns em grávidas. Embora ninguém saiba exatamente o que leva às grávidas a roncarem, várias alterações fisiológicas podem predispor esses distúrbios respiratórios do sono. O ganho de peso, a diminuição da capacidade respiratória, devido ao deslocamento do diafragma pelo crescimento da barriga, e edemas na faringe são alguns exemplos. Esses sintomas podem estar relacionados a problemas mais graves, por isso leve sua queixa ao obstetra para que ele avalie a necessidade de tratamento específico. Contudo, essa é uma situação que tende a melhorar muito no pós-parto, onde a maioria das mães deixam de roncar. 

Dificuldade de respirar


Não é apenas durante o sono que a respiração pode ser mais difícil para a gestante. Geralmente, há um esforço maior no final da gestação (por volta do 3º trimestre) onde o tamanho do bebê no útero faz com que os outros órgãos fiquem comprimidos, dificultando a respiração, principalmente quando a mulher está deitada. Uma forma de aliviar o peso da barriga e melhorar a respiração é deitar-se do lado esquerdo usando alguns travesseiros como apoio. Quando esse tipo de medida não ajuda, o ideal é conversar com o obstetra a esse respeito já que pode ser sinal de dispneia noturna, que é uma falta de ar que costuma aparecer em gestantes hipertensas ou com pré-eclâmpsia

Dificuldade para dormir


Diante de tantas mudanças e muitas preocupações com o bem estar da criança e da família, pode acontecer de haver uma dificuldade maior para conciliar o sono. É muito comum relatos de pacientes com insônia durante a gravidez. A insônia na gravidez não prejudica o bebê, no entanto, é importante para a saúde da grávida dormir no mínimo 10 horas por dia e não dormir de barriga para cima após os 5 meses de gestação.


A gestante pode tomar remédio para dormir?


Essa é uma questão que deve ser avaliada com muita calma, principalmente se a gestante ainda estiver no primeiro trimestre de gravidez, já que há grande preocupação com o desenvolvimento do bebê. O uso de medicamentos podem interferir no desenvolvimento fetal, causando malformações. Dessa maneira, deve-se avaliar o risco e o benefício de adotar medicamentos que interfiram no sono, ainda que a mulher já estivesse habituada a qualquer medida assim. Qualquer medicamento, sendo para o sono ou não, deve ser liberado pelo obstetra durante a gestação. O ideal é adotar medidas naturais que ajudem a relaxar e assim, contribuir para um sono tranquilo. Conheça algumas dicas para dormir bem na gravidez.

Medidas que ajudam a dormir bem


Para que a grávida possa dormir melhor, é importante identificar o que está causando as alterações do sono, de forma a controlar sua causa. Utiliza-se assim o pré-natal para que fatores que contribuem para o bem estar da gestante sejam monitorados como manter pressão e peso estáveis, seguindo uma dieta adequada, praticando exercícios físicos, e, se necessário, administrando medicamentos para ansiedade.

Até a próxima!






domingo, 21 de maio de 2017

Gravidez: Como dormir bem


Sono muito sono! É o que todos imaginam que a gestante sente durante os 9 meses da gravidez. Embora seja verdade, muitas mulheres podem sentir dificuldade nesse simples tarefa. Mas afinal, qual o problema de dormir quando se tem sono? Apenas quem já passou por isso entende que mesmo para aquelas que sentem muito sono, essa não é uma atividade simples de ser executada, principalmente no final da gestação. Saiba agora algumas dicas que irão ajudar com noites mais tranquilas!


O sono no início da gravidez



É natural ter muito sono no início da gravidez. Essa é uma fase de mudanças no corpo da mulher e os hormônios trabalham a todo vapor para garantir o bom desenvolvimento do bebê. Por causa desse trabalho todo, o sono passa a ser um mecanismo do corpo para que a mulher reponha suas energias. Então não tenha receio de escolher uma posição confortável e descansar sempre que puder!

Adaptações do sono



A sonolência excessiva costuma desaparecer a partir do segundo trimestre gestacional pois a produção de hormônios se estabiliza e a mulher costuma estar mais tranquila com a gravidez. 

Não há necessidade de mudar a posição em que a mãe goste de dormir desde que o crescimento da barriga assim o permita. Em geral, até a 20ª semana a mulher consegue dormir em sua posição preferida. Depois disso, a posição de lado é a mais confortável. Alguns obstetras aconselham dormir do lado esquerdo para melhorar a respiração.

A partir do terceiro trimestre o formato e o tamanho da barriga podem começar a atrapalhar, além da preocupação com o momento do parto e a ansiedade de conhecer o bebê não ajudam a relaxar na cama.

Por que dormir é uma tarefa difícil?


Ainda que dormir bem seja o sonho de toda gestante, esse é um dos principais desafios da gravidez. Isso ocorre pois acompanhada do sono vem as dores nas costas e nas pernas, além de que fica difícil encontrar uma posição em que o tamanho e o peso da barriga não incomode. Soma-se a isso tudo um bebê mexendo no momento em que tudo o que a mãe deseja é descansar! 


Algumas mulheres podem apresentar um sintoma que pouco é mencionado, que é a insônia na gravidez. Quando há a necessidade de acordar cedo para trabalhar esse pode ser um fator muito estressante para a mulher. 

Preparando-se para dormir



O corpo costuma responder muito bem à rotina. Por isso, o ideal é que você estabeleça uma rotina regular de descanso e preparação antes de dormir, de modo a garantir que seu corpo e o bebê desacelerem e se preparem para uma noite tranquila.

Quando for chegando a hora de dormir, tome um banho morno, use roupas confortáveis e comece a relaxar. Também é benéfico que você vá se deitar e acorde todos os dias no mesmo horário, já que o corpo começa a se acostumar. Com o hábito, dormir e acordar se torna mais fácil e as noites são mais revigorantes.

Crie um ambiente relaxante



Lembre-se que um ambiente arejado, roupas de cama e pijamas limpos e cheirosos ajudam também a relaxar. 

É normal a gestante sentir mais calor que o habitual, então deixe o quarto o mais fresco possível. Se possível, evite estímulos visuais como eletrônicos, celular, tablets, abajures ou mesmo as luzes de standby dos aparelhos de TV podem atrapalhar (nada que uma fita isolante não resolva!).

O quarto deve ser um santuário de descanso e prazer. Deixe que outras atividades sejam feitas em outros ambientes, assim o cérebro associa melhor a ida ao quarto como momento de relaxamento.

Aprenda a relaxar



É importante aprender e praticar técnicas que ajudam no relaxamento. Meditação e Alongamento são ótimas! Ao alongar-se a mulher alivia as tensões e ainda elimina algumas dores comuns nas costas e nas pernas. Com a meditação a mulher relaxa a mente e fica mais tranquila, facilitando que o sono apareça. Técnicas de respiração, de automassagem e de alívio da ansiedade em geral também são bem-vindas para que a noite de sono seja mais tranquila.

Faça refeições leves



Apesar de que algumas grávidas podem sentir desejo de comer uma bela feijoada, antes de dormir, essa não é a melhor opção. Quanto mais pesada a refeição, maior será o trabalho que o corpo terá para fazer a digestão, o que resultará em uma noite mal dormida. 

Alguns alimentos podem fazer com que o bebê se mexa excessivamente — e, com isso, descansar torna-se mais difícil. Por isso, o melhor é fazer um lanche leve antes de se deitar. E vale ressaltar: evite ir dormir sem comer, já que pode causar náuseas e atrapalhar o sono da mesma forma.

Evite beber muita água antes de dormir



Sabemos que é muito importante que a mãe beba muita água durante a gravidez. Contudo, antes de dormir deve-se evitar consumir muito líquido já que eles farão com que a mãe tenha que acordar mais vezes para ir ao banheiro devido ao aumento da quantidade de líquidos circulando e à compressão da bexiga pelo útero em expansão.

Uma forma de evitar levantar muito durante a noite é fazer xixi assim que o sono chegar, adiando dessa forma a ida regular ao banheiro.

Não se estresse com a insônia



É natural que a ansiedade e o medo do que está por vir possam tirar seu sono (apesar dele ser abundante nessa época). Uma boa maneira de lidar com as emoções é ficar bem informada sobre o assunto para ter mais segurança sobre a própria gestação. Converse com seu médico, com amigas que já passaram por isso, leia livros e sites especializados. Mas, tudo isso durante o dia. À noite, relaxe, leia um bom livro ou assista uma comédia romântica.



Se ainda assim não conseguir dormir levante-se e ande um pouco. Vá para outro cômodo, ouça uma música suave ou leia um livro. Não se preocupe com as interrupções do sono pois são perfeitamente normais na gravidez. Assim que sentir-se sonolenta, volte para a cama. 

Deixe os maus hábitos



Alguns hábitos, além de fazerem mal ao bebê costumam comprometer uma boa noite de sono. É importante se livrar desses "inimigos" durante a gravidez (ou mesmo antes de engravidar). Aproveite esse momento para deixar o cigarro e cortar o consumo de álcool. 

Evite o excesso de cafeína na gravidez, bebidas como café, alguns chás e refrigerantes devem ter o consumo reduzido principalmente a noite. 


Durma sempre que puder



Quanto mais cansada a gestante chega para dormir à noite, menos reparador será o seu sono. Com a gravidez é comum ter dores nas costas, nos pés e nas pernas, enjoos e indisposições. Manter uma rotina sem descansar pode afetar o sono noturno. 

Dessa forma, a gestante deve descansar durante o dia sempre que puder. Isso pode significar colocar os pés para cima ou cochilar por 30 minutos. Seja como for, pequenos momentos de descanso ajudam seu sono a vir mais rápido e a acontecer de maneira mais confortável.

Encontre posições confortáveis para dormir



A melhor posição para dormir é aquela que a mãe se sinta confortável. Isso pode mudar de pessoa para pessoa. Há mulheres que preferem dormir de bruços e isso não tem problema nenhum desde que a mãe se sinta confortável e não tenha problemas com dores ou para respirar. 


Algumas mulheres podem preferir dormir com a barriga para cima e até certo tempo de gravidez é até uma posição confortável. Ocorre que ao final da gestação essa posição tende a comprimir a veia cava, tornando o sono mais difícil. 

Ao final da gravidez, dormir do lado esquerdo costuma ser mais confortável pois é a posição que ajuda a transportar melhor os nutrientes para o bebê, de forma que ele tende a ficar mais calmo, possibilitando assim a mãe dormir melhor independentemente do tamanho da barriga. 

Use os travesseiros a seu favor



Os travesseiros são os grandes amigos de toda gestante na fase final da gravidez. A quantidade necessária quem decide é a gestante. 

As melhores posições para o terceiro trimestre são:


  • Colocar um travesseiro a mais na cabeça – para algumas mulheres, isso equilibra a posição do corpo na cama, além de ajudar na respiração;
  • Usar um travesseiro entre as pernas, para que o quadril fique mais encaixado;
  • Apoiar um travesseiro embaixo da barriga para "segurá-la" durante o sono;
  • Lançar mão de um travesseiro para abraçar toda a lateral do corpo – já existem no mercado travesseiros em formato de rolo para essa finalidade.

Travesseiro especial para o final da gestação

Eventualmente, mais perto do final da gravidez, esses travesseiros terão outra utilidade: eles formarão uma pilha para que você durma razoavelmente sentada. Para muitas gestantes, essa é a única posição adequada para o momento e, se for o seu caso, pode ser a forma de dormir bem — ou, ao menos, melhor do que de outros modos.

Respeite seu tempo


Vale lembrar que as vezes a gestante quer manter a mesma rotina de antes da gravidez e é normal que tudo seja mais lento do que o usual e não há motivos para ficar mal com isso. Respeite o limite do seu corpo e essa nova fase de vida. Estar grávida não significa estar doente, no entanto, não significa ter que se transformar numa super mulher que deve fazer tudo como qualquer pessoa. 

Se a gestante sentiu sono após o almoço, não há motivos para não tirar um cochilo, mesmo que ela nunca tenha feito isso antes de engravidar. 

Mantenha uma rotina de sono de 8 a 10 horas por noite, pode incluir, se possível, algumas sonecas curtas durante o dia. Até a próxima!