quarta-feira, 17 de maio de 2017

Translucência Nucal - Importância do exame de TN


Todas sabemos da importância dos cuidados pré-natais para garantir que o bebê e a mamãe estejam bem. Há alguns exames que são feitos por especialistas durante toda a gestação que podem dizer se está ou não tudo bem com o bebê em desenvolvimento. Um desses exames é a medida de Translucência Nucal (TN).

O que é Translucência Nucal?


A translucência nucal (ou TN) é uma medida realizada na região da nuca do feto. Esta medida ajuda a estimar o risco do feto ter algumas doenças, entre elas a Síndrome de Down e as cardiopatias congênitas. Fetos com malformações ou doenças genéticas possuem uma tendência a acumular liquido na região da nuca. Portanto uma medida aumentada significa um aumento de risco.

Quando e como é feito o exame de TN?


A Translucência Nucal é medida durante a ultrassonografia realizada entre a 11ª e 13ª semana gestacional. Alguns médicos permitem que se faça o exame até a 14ª gestacional, contudo, como a medida da TN deve ser realizada quando o feto tem entre 45 e 84 mm de comprimento (medindo da cabeça à nádega), o exame poderá não ser feito se o bebê cresceu muito.  A ultrassonografia geralmente é abdominal, mas se a medida não for possível, pode ser necessária a realização da ultrassonografia transvaginal.  Se houver um acúmulo excessivo de líquido na região da nuca do feto, aumenta o risco do bebê ter uma alteração cromossômica, mal-formações ou alguma síndrome genética.

Quais os valores normais?



Os valores abaixo de 2,5 mm são considerados normais. Alguns softwares utilizam outros parâmetros além da medida da translucência nucal e, nestes casos, o resultado não é dito como positivo ou negativo, mas representam numericamente qual a porcentagem de risco de ter Síndrome de Down.

A taxa de eficácia do exame de translucência nucal está entre 80 e 90%. Contudo, vale lembrar que esta análise não traz diagnóstico, apenas avalia o risco. Fatores como doenças genéticas ou de alterações cromossômicas na família, além da idade da mãe são importantes para calcular o risco de o bebê apresentar alguma síndrome. Por isso, mamães, não deixem de relatar nada que julguem importante sobre seu histórico familiar.

O que fazer se a TN estiver aumentada?


No caso de alterações, sempre é indicado à gestante realizar outros exames mais específicos para comprovar ou não o diagnóstico. Os mais comuns são: amniocentese ou biópsia de vilosidades coriônicas. Estes exames permitem que seja feita uma análise dos cromossomos do bebê chamado cariótipo. O cariótipo permite diagnosticar não só a síndrome de Down mas uma série de outras doenças dos cromossomos. Caso o resultado do cariótipo seja normal, ainda assim o bebê pode ter outras doenças (como por exemplo malformações cardíacas). Portanto a conduta sugerida nestes casos é realizar um exame morfológico detalhado entre 20 a 24 semanas e um exame do coração do bebê chamado ecocardiografia fetal.

O exame de TN é confiável?


O exame de TN não tem fiabilidade total, ou seja, ele ajuda apenas a classificar como baixo ou alto risco para Síndrome de Down. O que isso significa? Isto significa que um exame "normal" não garante que o bebê é normal, apenas significa que o risco para a Síndrome de Down é baixo. Da mesma forma um exame "alterado" informa que o risco é alto, porém mesmo quando a translucência nucal está aumentada encontramos fetos normais.

O exame de TN é simples e não há riscos para a mãe ou para o bebê, portanto é muito importante que todas as gestantes façam o exame. Além disso, o exame permite verificar com mais precisão a idade gestacional da mulher, facilitando o acompanhamento do crescimento fetal. Até a próxima!

Leia também:

Ultrassom Morfológico





segunda-feira, 15 de maio de 2017

Descobrir o sexo do bebê - Método Ramzi



Depois de anunciar a gravidez, a pergunta que os pais mais escutam é se é menino ou menina. Felizmente, hoje em dia, há muitas formas de confirmar o sexo do bebê logo nos primeiros meses de gestação. No mercado há kits em que usa-se a urina (a partir 10 semanas de gestação), como nos testes de gravidez, para saber o sexo ou pode-se optar por fazer o exame de Sexagem Fetal (a partir de 8 semanas de gestação), neste caso, a percentagem de acerto é mais de 99,9% dos casos. 


Recentemente ganhou destaque o método que utiliza a ultrassom para determinar o sexo do bebê, é o Método Ramzi. A vantagem desse método é que pode-se saber o sexo do bebê a partir da 6ª semana gestacional.


O que é Método Ramzi?


Um estudo feito pelo médico canadense Saad Ramzi Ismail (publicado em 2007) analisou 5.376 gestações ao longo de um período de dez anos. Através desse estudo, identificou-se que os embriões de meninos, em 97,2% dos casos, tendem a ficar do lado direito do útero e os de meninas tendem a se localizar à esquerda, o que aconteceu em 97,5% dos casos estudados. Em uma pequena percentagem de casos, o saco gestacional foi localizado no centro. O médico supõe que isso se deve à polaridade dos óvulos (todos os seres vivos possuem uma carga elétrica e, ao que parece, ela é diferente de um sexo para outro).

O Método Ramzi é confiável?


Mesmo não sendo 100% comprovado, o percentual de 97% de acerto é muito bom para já ir preparando o enxoval. Contudo, algumas coisas devem ser consideradas. É importante observar o lado em que o saco gestacional está localizado. O tipo de ultrassom e a colocação do aparelho pode alterar a imagem e acabar confundindo o resultado. Então o melhor é perguntar para médico durante o exame em qual lado está. Observe as imagens abaixo e veja que há alterações na imagem quanto ao lado esquerdo e direito por causa do aparelho de ultrassom.


(Esquerdo= Menina | Direito = Menino).


Imagem espelhada inverteu os lados esquerdo e direito
Imagem espelhada inverteu os lados direito e esquerdo


Placenta a direita indicando menino

Placenta a esquerda indicando menina


Localizando a placenta


Normalmente, é preciso perguntar ao profissional que realiza o ultrassom em qual lado está posicionada placenta. É muito difícil alguém que não tenha conhecimento técnico localizar o saco gestacional.

Mas, se você descobriu o Método Ramzi somente depois de passar pelo exame, pode tentar identificar buscando a área mais clara ou brilhante do ultrassom. Geralmente, ela faz um formato de U ou C em volta do saco gestacional.




Lembre-se que o ultrassom pode estar espelhado e dar errado. Para evitar isso, é importante identificar corretamente se o ultrassom está realmente mostrando o lado certo.

Caso queira conhecer com mais detalhes sobre o método Ramzi, neste link pode ler (em inglês) o artigo a respeito. E então? Quem já usou o método e deu certo? Deixe seu comentário a respeito.

Até a próxima!


Leia também:






segunda-feira, 8 de maio de 2017

O ultrassom na gravidez


A gravidez é um acontecimento que traz muitas emoções e mexe inteiramente com o dia a dia não apenas da gestante mas de toda a família, causando uma verdadeira revolução. São meses preparando a chegada do baby. Preparação que vai desde o enxoval, quartinho, roupas, alimentação até o acompanhamento pré-natal. Este último sendo fundamental para garantir um bom desenvolvimento da gravidez sem problemas para a mãe e para o bebê. Algumas dúvidas podem surgir quanto ao acompanhamento da gravidez. Dentre as dúvidas está a monitoração através do exame de ultrassom, quando fazer, quantos exames são necessários, existe um limite ou se é seguro são as questões mais frequentes. Vamos esclarecer algumas delas!

Quando fazer a primeira ultrassom?


Logo no comecinho da gravidez é possível identificar o embrião a partir de 5 semanas, isso se o exame for feito por via transvaginal. Quando o exame é realizado via suprapúbica (região acima do músculo ilíaco; superior a Púbis) só é possível identificar o embrião a partir de 6 semanas de gestação. Contudo, é mais comum o acompanhamento através do exame via transvaginal. 

Ultrassom Transvaginal
Ultrassom Suprapúbico


Nessa fase, o embrião mede apenas alguns milímetros e já se identifica seu batimento cardíaco. Alguns dias antes de ver o embrião, podemos identificar o saco gestacional e a vesícula vitelina.

A contagem das semanas de gravidez é feita a partir do 1º dia da última menstruação (aprenda a contar o tempo de gestação aqui).

Existe uma quantidade ideal de ultrassons a serem feitos durante a gravidez?


Não há uma quantidade ideal de quantos exames devem ser feitos durante a gestação. Na verdade o número de ultrassons deverá ser definida pelo médico, que determinará a necessidade conforme a gravidez progride ou caso precise de um acompanhamento mais detalhado. Contudo, há um mínimo necessário para o acompanhamento que são ao menos 3 exames de ultrassom, sendo uma em cada trimestre da gravidez. 

Primeiro Trimestre - Realizado entre a 11ª a 14ª semanas da gravidez, serve para medir a translucência nucal. Essa medida possibilita avaliar o risco do feto ter algumas doenças, entre elas a Síndrome de Down e as cardiopatias congênitas. Fetos com malformações ou doenças genéticas possuem uma tendência a acumular liquido na região da nuca. Trata-se de um exame de rastreamento e não um exame de diagnóstico. 


Segundo Trimestre - Realizado entre a 20ª e a 24ª semanas. Esse exame ajuda a avaliar a morfologia do bebê, ou seja, além de calcular a idade gestacional do bebê, pode-se avaliar o tamanho do bebê, medindo a cabeça, tórax, abdômen e do fêmur, avaliar o crescimento e o desenvolvimento do bebê, mostrar os batimentos cardíacos do bebê, localizar a placenta, e também mostrar anormalidades no bebê e possíveis doenças ou malformações. Normalmente nesse exame também pode-se ter mais certeza do sexo do bebê, isso claro se as perninhas permitirem! 

Terceiro Trimestre - Pode ser realizado entre a 33ª e 34ª semanas. Trata-se de uma revisão da ultrassom morfológica do segundo trimestre. Algumas mães podem também fazer o exame caso não tenham feito no segundo trimestre. Nesse exame há o acompanhamento do crescimento, quantidade de líquido amniótico e também o aspecto da placenta. 




Qual das 3 ultrassons é a mais importante?


Todos os três exames são importantes. O primeiro exame confirma a gestação, identifica o local da implantação, determina a idade gestacional e pode ainda medir a translucência nucal. O segundo exame também determina a idade gestacional, avalia o crescimento e principalmente a morfologia fetal. O terceiro exame avalia o crescimento, a quantidade de líquido e a placenta, e revisa a morfologia. Tudo isso pode ser avaliado também no segundo trimestre, mas patologias típicas do terceiro trimestre podem levar a alterações de líquido e da placenta, daí uma maior importância nesta fase.

Qual o limite máximo de ultrassons recomendados?



Embora não haja uma recomendação exata, o médico obstetra deverá indicar o número que acredita ser necessário. Porém é importante evitar esse recurso de forma excessiva, já que pode deixar a gestante muito ansiosa, e em alguns casos, o resultado não é definitivo, podendo angustiar a mãe sem necessidade. 

A gestante de alto risco necessita de acompanhamento de perto do seu obstetra. O ultrassom é um complemento do exame clínico e fica a critério do obstetra. É possível que a gestante de alto risco faça alguns exames a mais e o Doppler teria indicação no acompanhamento dessas gestantes.

Quais problemas ou doenças o ultrassom pode detectar?


Existe muitos tipos de problemas de malformações, sendo impossível listar a todos. Alguns exemplos são:  alterações do encéfalo (anencefalia ou ausência do cérebro), alterações da coluna vertebral (mielomeningocele), alterações da face (fenda labial ou lábio leporino), alguns tipos de malformações cardíacas, malformações da parede abdominal, de órgãos internos ou dos membros.

É importante destacar que o ultrassom tem sensibilidade por volta de 85% na detecção de malformações estruturais. Há malformações muito discretas, de difícil identificação, além de limitações inerentes ao método, à posição fetal etc. Assim, pode acontecer do bebê nascer com uma malformação não identificada no exame, também pode ocorrer do diagnóstico de uma malformação ser equivocado. Nesse caso, recomenda-se a confirmação do diagnóstico com outro ultrassonografista especializado na área de Medicina Fetal.

Todos os ultrassons são iguais?


Ultrassom 4D
Há diferenças entre os exames de ultrassom. Alguns permitem que sejam avaliados mais detalhadamente patologias do fluxo útero-placentário e do fluxo feto-placentário, onde há necessidade de avaliação com o Doppler. É importante em casos de diabetes, hipertensão, retardo do crescimento fetal, entre outras. O ultrassom 3D permite mais detalhes da anatomia da superfície e pode ser indicado em casos de malformações. Esse ultrassom permite que os pais visualizem melhor o rostinho do bebê. Também existe o ultrassom em tempo real, chamado de 4D.

Intervenções intra-uterina e cuidados pós-parto


Há casos em que o ultrassom indicará a necessidade de cuidados ainda dentro do útero como transfusões sangüíneas, derivações (ventriculares, renais), punções de líquido amniótico, com finalidade terapêutica. Em outros casos, o exame ajudará na detecção de problemas que necessitarão de cuidados logo ao nascer. Nesses casos pode-se já optar pela internação em centro de referência onde exista UTI neonatal e especialistas na área de pediatria como cardiologistas pediátricos e cirurgiões cardíacos, aptos para atender o recém-nascido cardiopata. 

Quando pode-se saber o sexo do bebê?



O sexo do bebê é determinado no momento da concepção, contudo apenas será possível visualizar a genitália do baby com a determinação adequada do sexo a partir da 16ª semana de gestação. Lembre-se no entanto que isso só é possível quando a posição do bebê permite. Alguns bebês ficam "sentados" sobre as pernas, ou pernas cruzadas, o que dificulta ou impossibilita a avaliação da genitália. Contudo, existe um método que permite determinar o sexo do bebê a partir da 6ª semana de gestação. Saiba mais sobre o método Ramzi.



Preparação para o exame de ultrassom


Em caso de exame de ultrassom por via transvaginal é necessário estar com a bexiga vazia. Quando o exame é via suprapúbica, se não chegou a 12ª semana de gestação, é necessário beber de quatro a cinco copos de água uma hora antes do exame. A partir do 2º trimestre não há necessidade de beber água para o exame.

O exame não é doloroso e o único desconforto é ficar de barriga para cima na fase final da gravidez. Não há nenhum estudo que comprove efeitos nocivos ou contra-indicações para a realização do exame.

Gravar o exame de ultrassom



Guardar esse momento tão bonito, quando é possível ver o bebê que ainda não nasceu, tem importância não apenas afetiva, como também pode ajudar em caso de síndromes fetais complexas, onde a discussão com outros colegas especialistas é de grande valia, para chegar a um diagnóstico preciso e determinar o prognóstico daquele bebê afetado.


Até a próxima!

Fonte: Feminíssima

Leia também:






sexta-feira, 5 de maio de 2017

O que é vesícula vitelina?


Após a confirmação da gravidez com exame de sangue (Beta hCG) ou como teste de farmácia, fazer exame de ultrassom é o momento mais esperado. Algumas vezes, por ser feito muito cedo, não há possibilidade de ver o embrião. Quando isso acontece, a primeira observação para saber se a gravidez está encaminhando bem é a presença do saco gestacional e também da vesícula vitelina. 

O que é vesícula vitelina? 


A vesícula vitelina ou vitelínica, ou saco vitelínico, é uma bolsa constituída de um nutriente, denominado vitelo. Ligada ao intestino embrionário e ao embrião por meio de ductos, este auxilia nos processos relativos à alimentação do indivíduo em formação. Isto é possível porque ele envolve o vitelo; as células derivadas do mesoderma digerem seus componentes e estes são distribuídos para os vasos sanguíneos do embrião, formados a partir do mesoderma.



Imagem de ultrassom transvaginal de um embrião de cerca de 5 semanas. O embrião é apenas o pequeno ponto branco! O anel branco sobre o qual o embrião está é uma estrutura chamada vesícula vitelina, responsável pela nutrição do bebê nesta fase.


Formação da vesícula vitelina


A vesícula vitelina se forma no início do desenvolvimento embrionário e no final da segunda semana de desenvolvimento embrionário já adquiriu uma forma definitiva, sendo formado por endoderma revestido externamente por mesoderma extra-embrionário. No início do terceiro mês, observa-se que a vesícula vitelina diminui e adquire um aspecto periforme, estando ligada ao intestino médio pelo pedículo do saco vitelino. No inicio do 5º mês a vesícula vitelina é muito pequena e posteriormente é praticamente impossível visualizá-la.

Funções da vesícula vitelina:


1 – transferência de nutrientes para o embrião, na 2ª e 3ª semanas de desenvolvimento enquanto se processa a circulação uteroplacentária;

2 – da 3ª a 5ª semana de desenvolvimento a vesícula vitelina tem função hematopoiética, isto é, formadora dos elementos do sangue. Somente na 6ª semana é que o fígado inicia sua função hematopoiética;

3 – durante a 4ª semana, parte dorsal da vesícula vitelina é incorporada ao embrião como intestino primitivo;

4 - na 3ª semana, a parede da vesícula vitelina forma as células germinativas primordiais que posteriormente migram para as gônadas onde originam as células germinativas (espermatogônia ou ovogônia).

Vesícula vitelina hidrópica


A vesícula vitelina realiza a transferência de nutrientes para o bebê antes de o cordão umbilical ser desenvolvido. A partir do momento em que o cordão aparece (em torno da 12ª semana), a vesícula vitelínica desaparece. Na quinta semana, ela mede cerca de 3 mm de diâmetro. Em casos de vesículas vitelínicas hidrópicas (maior que 7 mm), elas não somem e o embrião não faz a ligação com o cordão umbilical e não se desenvolve.

Quando o médico faz esta constatação por meio de um ultrassom, ele costuma pedir outro exame para confirmar o diagnóstico. De qualquer forma, é o médico quem determinará o que deve ser feito quando se tem o diagnóstico de vesícula vitelina hidrópica ou de gravidez anembrionária.

O que esperar no ultrassom nas primeiras semanas de gestação?


05 semanas – o saco gestacional é visível à ultrassonografia transvaginal.

06 semanas – a vesícula vitelina é visível à ultrassonografia transvaginal.

O encontro da vesícula vitelina, que é uma estrutura fetal, confirma a gestação intrauterina.

07 semanas – o embrião é visível à ultrassonografia transvaginal. O batimento cardíaco fetal já poderá ser ouvido.

No início, a frequência cardíaca permanece por volta de 100 batimentos por minuto e após passa a 180 batimentos por minuto. Com o avançar da gravidez, se localiza na faixa de 120 a 160, normalmente utilizada para o acompanhamento da gestação.

07-08 semanas – movimentos fetais suaves e discretos podem ser vistos.

11-12 semanas – a cabeça fetal já pode ser visualizada.

12 semanas – a placenta é visível à ultrassonografia transvaginal.

Leia também:





quarta-feira, 3 de maio de 2017

A Cafeína na Gravidez


Durante a gravidez é comum aumentar os cuidados com a alimentação e com a saúde da mãe e do bebê. Assim como é comum ter dúvidas quanto ao que pode ou não ser consumido durante a gestação. E muitas vezes nem sempre é fácil de tirar essas dúvidas já que uma hora algo faz mal, noutra um estudo comprova que faz bem ou não afeta como se pensava. Dentre as dúvidas, está o consumo ou não de café pela gestante. Afinal, café faz mal ou não para o bebê?

Entendendo a ação da cafeína


Uma das substâncias que mais se consome no mundo, inclusive pelas gestantes, é a cafeína. A cafeína não é encontrada apenas no café, mas também nos refrigerantes de cola, nos chás, chocolates e algumas medicações.

O organismo leva de 4 a 6 horas após o consumo da cafeína para metabolizar a substância, ou seja, leva quase 6 horas para eliminar o seu efeito no corpo. No entanto, a mulher grávida demora muito mais tempo para fazer o mesmo, cerca de 18 horas para conseguir metabolizar a cafeína.

Durante a gravidez, após a ingestão e absorção, a cafeína atravessa a barreira placentária com facilidade. Isso ocorre pois a placenta e o feto não possuem a principal enzima que é responsável por metabolizar esse composto. Dessa forma, existe uma exposição maior ao acumulo de cafeína nos tecidos fetais. 

Riscos do consumo da cafeína


Segundo especialistas, o consumo excessivo pode afetar o crescimento do bebê, o desenvolvimento das células fetais e podem alterar seu fluxo de oxigênio e sangue, podendo fazer com que o bebê nasça com alguma anormalidade.

Há estudos que sugerem que o consumo elevado de cafeína durante  a gravidez pode aumentar em duas vezes o risco de aborto espontâneo, parto prematuro, retardo  de crescimento intra-uterino do feto, bebês com baixo peso, a cafeína não é recomendado para  mulheres que estão grávidas.

A gestante deve parar de consumir cafeína?


Na verdade, o fato de que uma mulher grávida tem tomado uma ou duas xícaras de café por dia, não  significa que seu bebê terá problemas. Não há necessidade de levar tudo tão a sério. A cafeína  em pequenas quantidades não vai trazer problemas para a gravidez, nem para o  desenvolvimento do bebê. Uma mulher grávida pode consumir até 300 mg de cafeína por dia, o  que corresponderia a quatro xícaras de café instantâneo ou três de café puro, ou seis xícaras de  chá ou oito latas de refrigerante, ou 400 gramas de chocolate. No entanto, se uma mulher  consome cafeína  você deve discutir com seu médico para saber a sua opinião.
A cafeína age como um estimulante para o nível central. O primeiro sinal de toxicidade é a  sonolência. Em maior consumo, irritabilidade, stress, dores de cabeça, gastrite e anormalidades cardíacas ocorrer. No entanto, para que isso aconteça a mãe teria que consumir muita cafeína.

Moderando o consumo


Caso a gestante não consiga ficar sem seu cafezinho, o melhor é diminuir seu consumo, trocando a cafeína por chás como o de camomila ou de menta que não contém a substância. 

Quem ainda não está grávida mas já está preocupada com esse assunto, a indicação é diminuir o consumo da cafeína antes mesmo de engravidar para não sofrer depois e para que seu organismo se habitue com a menor quantidade.
Agora se a gestante decidiu que o melhor é esquecer o café pelo menos até o bebê nascer, vá diminuindo o consumo ao poucos para evitar sinais de abstinência, como cansaço e dores de cabeça. 

O consumo de cafeína deverá ser limitado também quando a mãe está amamentando, porque pode passar ao bebê. Nesse caso, a mãe deverá substituir a cafeína por água, sucos naturais de fruta e leite. 

Quantidade de cafeína em alguns alimentos e bebidas



Consumir cafeína é bem mais fácil do que parece por ser um ingrediente super comum em uma série de alimentos e bebidas.

Confira a seguir um guia básico de dosagens presentes em produtos comumente encontrados nas prateleiras das nossas casas (lembrando que a quantidade de cafeína muda muito conforme se faz um café mais forte ou fraco, e dependendo da marca e do lugar, em especial no caso do café expresso): 

1 xícara (50 ml) de cafezinho coado = 25 mg a 50 mg
1 xícara (50 ml) de cafezinho expresso = 50 mg a 80 mg
1 xícara (80 ml) de café instantâneo = 60 mg a 70 mg
1 xícara (80 ml) de capuccino = 80 mg a 100 mg
1 xícara grande (180 ml) de chá preto ou mate coado = 30 mg a 100 mg
1 lata de 300 ml de refrigerante à base de cola = 30 mg a 60 mg
1 lata de 250 ml de bebida energética = 80 mg
1 barra de 60 g de chocolate ao leite = até 50 mg

Com a ajuda das medidas acima dá para ver como somando apenas duas xícaras de café, uma latinha de refrigerante e um tablete de chocolate já é possível ultrapassar a dose máxima recomendada por dia.

Para reduzir o consumo procure bebidas alternativas às com cafeína: em vez de um refrigerante a base de cola, você pode tomar uma água com gás com rodelas de limão, por exemplo. Chás de ervas como camomila, erva doce e erva cidreira não contêm cafeína. 

Até a próxima!

Leia também:



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Gravidez Anembrionária


Basta a confirmação da gravidez para que a mulher fique ansiosa para a primeira ultrassom, onde poderá visualizar o bebê e saber que está tudo bem. Em alguns casos, esse exame traz a frustração do médico não conseguir visualizar o embrião. Quando isso ocorre há a apreensão da mãe pois apenas repetindo o exame com alguns dias haverá certeza se está tudo bem ou se trata-se de gravidez anembrionária. A gestação anembrionária é muito comum mas não é tão conhecida, sendo que dificilmente encontramos alguém que sabe o que isso significa ou já passou por essa situação. Mas nos hospitais e clínicas isso é visto com certa frequência, sendo que é importante que a mulher saiba que esse tipo de gravidez existe e o que ela significa.

O que é gravidez anembrionária?


Também conhecida como ovo cego ou gravidez sem feto, a gestação anembrionária acontece quando o óvulo fertilizado se implanta no útero, mas o embrião não consegue de desenvolver. A mulher apresenta todos os sintomas de gravidez, mas não existe crescimento fetal. 


Quais as causas da gravidez anembrionária?


As causas desse fenômeno não são totalmente explicadas pela maioria dos especialistas, e a gestação anembrionária é, na maioria das vezes, considerada como um mero capricho da natureza, e apenas são consideradas as possibilidades naturais de um feto se desenvolver, vencidas todas as barreiras para isso.

A gravidez anembrionária pode acontecer com mulheres de todas as idades e não é considerada um fator de infertilidade. Contudo, quando a mulher se aproxima dos 40 anos, problemas como esse se tornam mais frequentes. O mesmo se aplica aos homens, pois assim como os óvulos, os espermatozoides mais velhos estão sujeitos a defeitos genéticos.

O embrião pode vir a não se desenvolver por erros naturais ou não no processo de fertilização, e em alguns casos a união do óvulo com o espermatozoide simplesmente não produz os frutos que deveriam produzir. Como o hormônio ainda é produzido, o aborto não ocorre, e a expulsão do saco gestacional não ocorre nas primeiras semanas, e muitas vezes até o final dos primeiros meses da gestação.

Durante a ultrassonografia, o médico mede o saco gestacional e procura sinais do embrião. Se o saco gestacional medir mais de 25 mm e não houver indícios do embrião, o diagnóstico provavelmente será de ovo cego. 

Gestação sem visualização do embrião



Gestação com visualização do embrião

No caso de o diâmetro do saco ser menor que 25 mm, pode ser que a gestação esteja em um estágio menos avançado do que você imaginava, e um novo ultrassom será realizado em uma ou duas semanas para tirar a dúvida. Se nessa etapa o embrião ainda não aparecer, o diagnóstico será confirmado.

Quais os sinais que indicam gravidez anembrionária?


Antes de fazer o ultrassom que confirma a gravidez anembrionária, a mulher pode ter sangramentos que indicam que algo está errado. Além disso, pode haver a diminuição dos sintomas clássicos da gravidez, como náuseas e inchaço das mamas. em outros casos pode não haver qualquer sinal de que algo está errado, e muitas vezes a mulher pensa que ainda está grávida como antes. Não há dor nem qualquer sangramento, e a mulher se sente grávida como antes, já que os hormônios continuam a agir e a preparar a mulher para as mais variadas situações da gravidez e do parto.

Como confirmar que se trata de gravidez anembrionária?


Quando se trata de gravidez anembrionária, normalmente a mulher pode sentir uma diminuição dos sintomas de gravidez e dos níveis de hormônios. Contudo, é uma situação que algumas mulheres podem não perceber ou ter certeza.
O problema costuma ser identificado no exame de ultrassom feito no primeiro semestre da gestação, quando o médico visualiza o saco gestacional vazio. Se a mulher já apresenta sangramento, uma das alternativas é deixar que ela expulse o embrião naturalmente, como em um aborto espontâneo. Contudo, devido ao estado emocional da paciente, muito médicos preferem recorrer a alternativas cirúrgicas, como a aspiração uterina, que retira o material do útero à vácuo, ou a curetagem. Medicamentos para induzir as contrações uterinas e estimular a eliminação natural também podem ser utilizados.

A gravidez anembrionária indica um problema com o corpo da mulher?


Ao contrário de muitos outros problemas com o desenvolvimento e crescimento do embrião, a gestação anembrionária não significa qualquer descuido, mau hábito ou incidente durante a gravidez, e não há qualquer indício de que a mulher terá dificuldades em engravidar em uma próxima vez. Por isso, apesar do choque ao constatar que a sua gravidez não está progredindo e que nenhum feto será gerado no seu útero, a mulher poderá engravidar novamente sem problemas.

Existe prevenção?


Uma boa maneira de se precaver, no caso de quem planeja engravidar, é ingerir ácido fólico, durante dois meses, antes de tentar a concepção. Sob orientação médica, é claro. A substância ajuda a prevenir malformações e acidentes genéticos. Conheça mais sobre o ácido fólico.

Visualização da vesícula vitelina


A vesícula vitelina realiza a transferência de nutrientes para o bebê antes de o cordão umbilical ser desenvolvido, ou seja, ela é a marmita que promove os nutrientes para o bebê. Com relação a gravidez anembrionária, não será visualizada em momento algum. 

Algumas pessoas poderão dizer que tiveram gravidez anembrionária e viram a vesícula vitelina. Na verdade, o que ocorre é que a gestação não desenvolveu para que o embrião fosse visível pela ultrassom. Nesses casos, apenas um exame do saco gestacional poderia confirmar que havia um embrião, o que dificilmente é feito por quem sofre um aborto. 

Então, caso a mulher tenha feito um ultrassom e tenha visto a vesícula mas não o embrião, fique tranquila que há grandes chances da gravidez continuar normalmente. 


Lidar com o medo de engravidar


Ter medo ou receio de uma nova gestação é completamente natural, mas não há qualquer indicação de que esse é um evento que se repetirá em outra gravidez. Muitas mulheres que passaram por uma gravidez anembrionária não apresentam qualquer problema com a segunda gravidez. Pelo menos não ocorre qualquer associação entre uma gravidez e outra. A gestação anembrionária é uma fatalidade mas dificilmente irá se repetir. Mas, se isso acontecer mais duas vezes, é recomendado que haja uma investigação do cariótipo - conjunto de cromossomos - do casal. Em caso de gravidez o melhor é aguardar um pouco mais antes de realizar o primeiro ultrassom, já que com 5 ou 6 semanas o exame pode trazer mais dúvida que tranquilidade. Até a próxima!

Leia também:

Fator Rh e Gravidez