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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Engravidar sem muco fértil é possível?


Um grande aliado para quem deseja engravidar é o muco fértil. Conhecido como muco clara de ovo, ele é responsável por ajudar o espermatozoide a alcançar o útero durante o período fértil da mulher. Assim sendo, podemos imaginar o quanto ele é importante para quem sonha com o positivo! Contudo, algumas mulheres sofrem por não conseguir visualizar esse muco durante o período fértil. Será que isso atrapalha ou mesmo impede a gravidez? Qual a relação do muco fértil com a fertilidade? Não ver o muco fértil significa que a mulher não está ovulando? Pode-se fazer algum tratamento para melhorar a produção do muco fértil? Essas e outras questões serão tratadas mais adiante.

O que é muco fértil?



O muco fértil nada mais é do que o muco produzido no canal cervical. Também chamado de muco cervical, ele é considerado muco fértil quando se apresenta no período em que a fertilidade da mulher está mais alta, ou seja, quando as chances de engravidar são grandes. 

A função do muco fértil é de sustentar, nutrir e proteger o espermatozoide, a pouca quantidade ou mesmo a sua ausência dificulta a sobrevida do mesmo, nesta circunstância o casal terá poucas chances de conseguir engravidar.

Problemas na produção do muco fértil


A produção de muco é variável.  Existem casos de mulheres que não produzem muco cervical, contudo apresentam ciclo ovulatório com padrão hormonal normal. Nesses casos, torna-se muito difícil que os espermatozoides sobrevivam ao ambiente vaginal, já que o mesmo é bastante hostila menos que adotem medidas de auxílio à produção do muco fértil, que veremos mais adiante. Em outros casos, as mulheres ovulam normalmente mas produzem muco somente em alguns ciclos e outras que ovulam normalmente mas produzem pouco volume de muco, tão pouco que a sua visualização é imperceptível. 

Causas da ausência do muco fértil


A ausência do muco pode ocorrer sem razão aparente, e é um problema que se observa também em mulheres jovens. Estudos hormonais com padrões ovulatórios normais, demonstram que a cérvix simplesmente não respondeu aos estímulos hormonais em alguns ciclos, comprometendo a produção de muco. A outra causa comum relacionada na falha da resposta cervical é o seu envelhecimento, situação comum da pré-menopausa em diante.

A produção do muco está relacionada ao hormônio estrogênio e sua baixa pode levar a pouca ou nenhuma produção do muco fértil. A utilização de alguns medicamentos, como indutores de ovulação, podem afetar a produção do muco fértil. 

Procedimentos cirúrgicos na cérvix como cauterização, conização e criocirurgia, podem danificar ou "arrancar" as glândulas cervicais, eliminando a produção de muco e causando infertilidade. Em geral nesses procedimentos, as glândulas que estão localizadas na parte superior da cérvix, responsáveis pela  produção do muco que realiza o transporte dos espermatozoides, são preservadas, porém se observa uma redução significativa no volume do mesmo.

Nas condições de diminuição do volume de muco ou falha na sua produção em alguns ciclos, o Método de Ovulação Billings pode colaborar significativamente para a mulher reconhecer seus sinais de fertilidade.

Posso engravidar sem ver o muco fértil?


A gravidez sem a presença de muco fértil é possível embora um pouco mais difícil. Uma das funções do muco cervical do período fértil é proteger o espermatozoide da acidez vaginal. Quando a quantidade de muco é diminuída, é possível que um número reduzido de espermatozoides consigam chegar às trompas, diminuindo as chances de gravidez. Contudo, é importante lembrar que nem sempre o muco fica visível sem que se faça a colheita direto do colo do útero. Então pode ser que se tenha muco fértil mas não consiga visualizar.


Identificando a fertilidade sem a presença do muco fértil


Mesmo sem a presença do muco fértil é possível identificar os sinais que o corpo emite durante o período fértil.

É importante estar muito atenta em seu ciclo, para conseguir identificar as mudanças que ocorrem na vulva, que ajudam a reconhecer melhor a fertilidade, são elas:

  • Umidade (mesmo que pequena, é perceptível que algo mudou na sensação)
  • Sensação de lubrificada (algo escorregadio), ainda que não consiga visualizar o muco
  • Inchaço na região vulvar, apesar de fácil identificação, pode ser ocasional e de curta duração
  • Maciez vulvar, ao perceber a região vulvar inchada e palpá-la, se observa que essa está "molinha", em mulheres mais velhas se reconhece uma diminuição da flacidez
  • Desenvolvimento de um linfonodo palpável e sensível na virilha/ sinal do linfonodo (um gânglio inchado/ um carocinho)


Todos estes são indicadores valiosos da fertilidade.

Podemos utilizar-se de outros métodos para saber se estamos ovulando, como:



Como melhorar a produção de muco fértil


Existem algumas medidas que podemos tomar para ajudar nosso corpo com a produção de muco fértil:

Beber água - O muco cervical é basicamente composto de água, sem hidratação não existe produção de muco cervical. Aumente a sua ingestão de líquidos, especialmente água (pelo menos 2 litros), e colha os frutos da hidratação adequada do seu organismo.

Alimentos saudáveis - uma boa alimentação ajudará o corpo a manter-se funcionando corretamente. Linhaça, inhame, óleo de prímula, óleo de copaíba, óleo de gérmen de trigo são algumas das boas alternativas que estimulam a produção de muco cervical. 

Lubrificante amigo da concepção


Quando há pouca ou nenhuma produção de muco fértil, a alternativa é o uso de lubrificantes feitos especialmente para as mulheres que desejam engravidar. Diferente dos lubrificantes comuns, que criam uma barreira e impossibilitam a movimentação dos espermatozoides e fazem com que morram mais rápido, os lubrificantes para concepção tem uma fórmula que os deixam com a mesma consistência do muco fértil, ajudando os espermatozoides a chegarem vivos e bem mais rápido ao útero. Entenda em detalhes como eles funcionam nesse post
Como vimos, mesmo que haja pouca ou nenhuma produção de muco fértil, sempre se pode fazer algo a respeito. O importante é manter o foco e seguir em frente na conquista do positivo! Até a próxima!

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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Femara (Letrozol) como indutor de ovulação


Quando se trata de medicamento para engravidar, sempre recomendo muita cautela. Muitas vezes ouvimos alguém que usou determinado remédio e conseguiu engravidar, então a pessoa fica tentada a usar também. Confesso que não conhecia nada a respeito, quando uma amiga perguntou sobre o Femara (Letrozol). Aqui vão as informações que encontrei a respeito:

Para que serve o Femara (Letrozol)?


Femara (Letrozol ou Letrozole) é um medicamento utilizado no tratamento de alguns tipos de câncer de mama em mulheres após a menopausa. Trata-se um inibidor da aromatase de terceira geração, enzima responsável por converter os androgênios produzidos nas adrenais em estrógenos. São usadas na terapia adjuvante e no tratamento do câncer de mama metastático, principalmente naqueles com receptor de estrógeno positivo. Essa droga têm efeito na diminuição da quantidade de estrogênio sintetizada pelo organismo, suprimindo os níveis de estradiol sérico. Em outras palavras, ele funciona através da redução da quantidade total de estrogênio produzido no corpo. Isso ajuda a matar de fome as células cancerosas, privando-os de estrogênio.

Uso do Letrozol como indutor de ovulação


O uso do Letrozol como indutor de ovulação é devido ao efeito de feedback negativo no eixo hipotálamo-hipófise ou pelo aumento da sensibilidade dos folículos ao FSH ao acumular androgênios intra-ovarianos. Ou seja, com a diminuição do estrogênio, o FSH é mais estimulado e esse hormônio faz com que os folículos ovulatórios cresçam mais. Assim ele tem efeito indutor de ovulação. (O que são indutores de ovulação?)

Letrozol versus Citrato de Clomifeno


Alguns pacientes pode apresentar maior resistência ao citrato de clomifeno, sendo mais sensíveis para indução da ovulação com inibidores da aromatase, como o Letrozol, que apresenta menores efeitos colaterais no espessamento endometrial comparado ao clomifeno e um possível risco diminuído de gravidez múltipla. Em outras palavras, o Letrozol deixaria o endométrio mais grosso que o clomifeno e também teria menos risco de gravidez de mais de um bebê. Um estudo controlado randomizado mostrou que o letrozol possui menor estimulação ovariana quando comparado ao clomifeno, o que poderia contribuir para um menor número de gestações múltiplas. 


Letrozol como indutor para quem sofre com SOP



As mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP) possuem diversos cistos pequenos nos ovários que impedem os óvulos de amadurecer de forma adequada. Assim, geralmente a infertilidade é tratada com clomifeno (Clomid, Indux, Serophene) para estimular a produção de óvulos. Porém, alguns médicos acreditam que o tratamento com Letrozol apresentaria melhores resultados. 


Um estudo publicado no periódico The New England Journal of Medicine, dividiu de forma aleatória 750 mulheres inférteis com SOP em dois grupos, cada grupo tomou um dos medicamentos. Elas realizaram até cinco ciclos de tratamento.

Após controlar os fatores como histórico de fertilidade, raça e diversos níveis de hormônios no sangue, os pesquisadores descobriram um aumento significativo da ovulação, fecundação e gestação nas mulheres que tomaram o letrozol.

As diferenças em relação aos efeitos colaterais e eventos adversos graves foram poucas entre os dois grupos, e as participantes que tomaram o letrozol estavam 44% mais propensas a dar à luz.

Riscos do uso do Letrozol como indutor



Muitas meninas referem-se ao Letrozol como indutor de ovulação, o que tecnicamente está incorreto, já que até o momento, seu uso não é indicado pelo fabricante para induzir a ovulação, embora seus efeitos tenham essa característica. Disponível no Brasil, o uso do letrozol para estimular ovulação é o que se chama de "off label" – quando um medicamento para um determinado fim é usado para outro propósito. 


Alguns países não recomendam o uso dos inibidores da aromatase pela possibilidade de malformações fetais. Em dezembro de 2005, o laboratório Novartis divulgou um aviso mundial baseado num estudo canadense que diz que o medicamento letrozol (Femara) pode causar defeitos congênitos e abortos se usado na reprodução assistida. O mesmo alerta foi distribuído aos médicos pelo governo canadense. Embora, muitos profissionais tenham contestado esse estudo, devido ao mesmo ter sido feito a partir de um número pequeno de gestações e por não ter uma base adequada de análise. Essa contestação se deve ao fato de que a droga seria eliminada do organismo antes mesmo do óvulo ser fertilizado, portanto sem ter como causar má-formação no bebê. Alguns especialistas avaliam ainda que o estudo que motivou o alerta é frágil, pois não exclui outros fatores de risco que podem gerar má-formação fetal e abortos, como a gravidez em idade avançada.

Pessoalmente, acredito que o uso de uma medicação que não conta com bons estudos de base, pode trazer prejuízos, mas que cabe a cada mulher avaliar se os riscos valem a pena e também se desejam usar um medicamento dessa forma. Fazer uso de um remédio por indicação de amigas e mesmo de artigos da internet (como é o caso deste post!) é correr um risco de obter mais complicações do que benefícios. Portanto, o melhor é contar com um médico de confiança e que avalie se determinado tratamento vale mais que possíveis danos que sejam derivados deste. Ainda que alguém tenha sido beneficiada por determinada medicação, nem sempre os efeitos no seu organismo será o mesmo que no nosso. Consulte sempre um médico! Até a próxima.

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Qual a melhor frequência sexual para engravidar?



A frequência com que se deve manter relações é uma grande dúvida das tentantes. Muitas vezes nos deparamos com afirmações como: sexo demais atrapalha a concepção. A primeira reação é sempre de estranhamento, mas depois de repetir algumas vezes qualquer um pode acabar acreditando nisso. Afinal, será que namorar todo dia pode interferir na conquista do positivo?

Sexo demais atrapalha?


É sabido que o organismo masculino leva de 3 a 4 dias para repor o esperma completamente. Então é lógico pensar que quanto mais relações sexuais, menos chances de engravidar, correto? Não é bem assim! (Descubra mais sobre o tempo de vida do espermatozoide!)

Há uma certa confusão entre as informações. Primeiro que um grande volume seminal não significa que as chances de engravidar são maiores. Isso tudo se deve ao fato de que com o passar do tempo, a qualidade dos espermatozoides vão caindo. A explicação para isso pode estar no DNA do espermatozoide, que ao passar do tempo fica mais exporto às substâncias que podem danificar seu material genético - os chamados radicais livres. Um dos resultados desse dano é a piora no funcionamento do espermatozoide, que talvez não consiga chegar ao óvulo e fecundá-lo. 

De forma simples, apesar de levar um certo tempo para que o volume seminal seja recuperado, a maior frequência nas ejaculações vão contribuir para que a qualidade desse sêmen seja melhor, já que eles estarão sempre sendo renovados. Um esperma de qualidade tem maiores chances de chegar ao útero do que um grande volume seminal formado com espermatozoides com baixa motilidade. 

Além disso, o sêmen tem substâncias que estimulam o útero a ficar mais receptivo a passagem dos espermatozoides, ou seja, quanto maior frequência de namoros, mais o útero fica receptivo à fecundação.

Sexo nos dias certos



Existe uma certa confusão com relação a expressão "namorar nos dias certos". É claro que para engravidar é necessário que a mulher tenha relações durante seu período fértil. Contudo, muitas mulheres interpretam essa informação como sendo indicação de que devem "economizar" nas relações fora do período fértil. 

Quanto mais o homem ejacula, mais ele estimula a produção de espermatozoides, e quanto mais novos, mais fortes e rápidos eles são. É sim verdade que o volume de sêmen vai diminuindo quando há várias relações sexuais seguidas, mas isso não quer dizer que diminuam as chances de espermatozoides saudáveis chegarem às tubas uterinas, que é onde acontece a fecundação. 

Assim, manter relações sexuais diárias ao longo da semana que antecede a ovulação pode aumentar as chances de engravidar. 

Toda regra tem exceção


Nem sempre ter uma maior frequência no número de relações sexuais ajudará na conquista do positivo. Isso tudo por que em alguns casos, o homem já tem uma baixa qualidade espermática e se o sêmen já é de baixa qualidade, ejacular todos os dias pode até ser pior, por diminuir a contagem de espermatozoides. Em casos em que o homem tem uma qualidade espermática normal, não deve haver diferença, pois os danos ao DNA já estarão controlados. 

Da mesma forma, em casos em que hajam doenças como varicocele e infecções de uretra, obesidade, hábito de fumar e beber, e uso de drogas, que causam mais danos ao DNA dos espermatozoides, uma vez que levam a um desequilíbrio na quantidade de radicais livres no organismo, o ideal é tratar o problema que está danificando as células reprodutoras. 


Então qual a melhor frequência sexual?


Ficar muito tempo sem ejacular pode aumentar a quantidade de células reprodutoras, mas diminui sua motilidade (capacidade de alcançar o óvulo e fecundá-lo). Por outro lado, um intervalo de tempo muito menor melhora a qualidade do sêmen, mas pode resultar em uma queda no número de espermatozoides.

Nessa caso, o que irá indicar a melhor frequência de namoros do casal é o equilíbrio entre a quantidade produzida pelo homem e sua qualidade espermática. Devemos então preferir que a avaliação seja individual e não apenas uma indicação genérica. Haverá casos em que o marido não produz espermatozoides de boa qualidade, sendo necessários namoros menos frequentes e outros casos, em que a qualidade é boa, podendo ser beneficiado pela maior frequência dos namoros. 

Em geral, a indicação de dias alternados funciona muito bem, mas não precisa restringir ao período fértil da mulher! Independente de qual a frequência o casal terá, é importante que ela seja feita pelo desejo do casal de estar junto e não apenas para tentar engravidar. Até a próxima!

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Infertilidade Sem Causa Aparente - ISCA


Durante o processo de tentar o positivo é comum ter medo de que apareça algum resultado que indique um problema de fertilidade. Apesar de ser bem chato saber que terá que fazer algum tratamento se quiser ter seu sonho realizado é a decepção de não ter nada de errado e simplesmente a coisa não acontece. Por mais duro que seja receber um diagnóstico que irá atrasar o sonho ou mesmo que indicará que apenas a adoção é possível, pelo menos as questões do que há de errado foram respondidas. Não saber o motivo da demora só aumenta aflição e a frustração do casal. 

Então é que vem um diagnóstico que é não ter um diagnóstico. Chamado de Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA), esse diagnóstico é recebido por cerca de 10% dos casais que tentam engravidar. 

O que é Infertilidade Sem Causa Aparente?


É diagnosticado com infertilidade sem causa aparente o CASAL que após exaustiva maratona de testes, não apresentou nenhuma alteração (fisiológica ou orgânica) nos exames feitos que explique o motivo da gravidez ainda não ter ocorrido. 

Quando se recebe o diagnóstico de ISCA na verdade é recebendo a afirmação que por enquanto a medicina ainda não consegue identificar qual o fator que está dificultando a gravidez. Então é importante ter em mente que é uma limitação temporária e que pode mudar a qualquer momento. 

De cara já percebemos que para receber esse diagnóstico não basta ter feito um par de exames. Felizmente, com o avanço da medicina é mais fácil identificar o motivo do atraso no positivo. Contudo, vale lembrar que os exames devem ser feitos não apenas pela pré-mãe, mas também pelo pré-pai e também só deverá contar após o prazo de no mínimo um ano de tentativas efetivas. 

O que fazer a respeito?


Devemos ter em mente que mesmo que tenhamos feito todos os exames e nada foi encontrado, há a necessidade de refazer alguns de forma mais completa e aprofundada possível. Isso tudo por causa de que pode ocorrer falhas durante o processo que precisam ser averiguadas, como por exemplo, um médico (mesmo que competente) poderá ignorar um resultado ou apenas não dar o devido valor para uma alteração que não é ruim mas também não é boa e que merece ser reavaliada para confirmação. Pode ocorrer um equívoco de interpretação do resultado ou mesmo um erro no processo de realização do exame que poderá comprometer o resultado. Alguns laboratórios não realizam um exame mais profundo em seus processos habituais e alguns diagnósticos só podem ser realizados diante de exames mais minuciosos, então refazer o exame de forma mais cautelosa é o primeiro passo a ser seguido. 

O médico deve ter a ética de continuar a investigação enquanto houver aspectos que não foram estudados ou foram estudados superficialmente. Não se pode simplesmente dizer que não há respostas enquanto todas as possibilidades não foram exploradas. 


Ainda assim não foi identificado problema, o que fazer?


O próximo passo dependerá dos fatores relativos a idade do casal, ansiedade em ter filhos e disponibilidade econômica. Um casal jovem (menos que 35 anos) com baixa ansiedade em conseguir engravidar e/ou pouca disponibilidade econômica poderá iniciar as tentativas pelos meios mais simples (e baratos) de indução, começando com alteração do estilo de vida com implementação de alimentação saudável e atividade física, podendo chegar ao coito programado com indução de ovulação, Inseminação Intrauterina (IIU) ou Fertilização in vitro (FIV) para casais em que a paciente tem mais de 35 ou com grande ansiedade em ter filhos ou ainda que prefiram e tenham disponibilidade econômica para seguir com esses tratamentos. 



O que é o coito programado com indução de ovulação?



O coito programado nada mais é que a avaliação do período exato em que ocorrerá a ovulação. Normalmente feita através de exame de ultrassom, poderá saber a data certa para o namoro e mesmo se existe (e quantos) folículos estão se desenvolvendo. 

No caso de coito programado com indução, é dada a paciente um indutor de ovulação que aumentará a produção de folículos dominantes e haverá maiores chances de gravidez já que mais óvulos poderão ser liberados. (Saiba mais sobre indutores aqui!)

Como funciona a Inseminação Intrauterina (IIU)?



Na IIU é verificado o período de ovulação da pré-mãe e ao invés de indicar os dias de namoros, é feita uma coleta (via masturbação) dos peixinhos do pré-pai e os mesmos são preparados em laboratório (escolhidos os melhores) para então serem inseridos no fundo do útero, ficando assim mais perto das trompas e dos óvulos, aumentando de 18 a 20% as chances de gravidez. 


O que é a FIV?



A fertilização in vitro é a sofisticada forma de conseguir a gravidez, de forma que tem maiores chances de sucesso. 

É feita indução de ovulação para que haja um grande número de óvulos que serão coletados para preparação em laboratório. No laboratório será feita a fertilização (junção dos óvulos com os espermatozoides) e após alguns dias (de 2 a 5) são implantados no útero já em fase adiantada de desenvolvimento do embrião. 

Em mulheres com menos de 35 anos as chances de gravidez são de 55% dos casos. 


Caso ainda não encontre resposta para a não chegada do positivo, tenha em mente que é importante que haja uma relação de confiança com seu médico. Caso não sinta que todas as possibilidades tenham sido exploradas, o melhor é procurar um outro especialista para verificar melhor o seu caso. Mas como vimos, ainda que não haja uma resposta, existe várias possibilidades da realização do seu sonho, ainda que seja a adoção. Vale sempre lembrar que o importante é exercer o amor de mãe, seja ele vindo através da gravidez biológica ou do coração. Espero que tenham gostado, até a próxima. 




quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Lubrificantes para engravidar


Não é novidade para ninguém que para haver a concepção os peixinhos do parceiro devem chegar em boas condições junto ao óvulo. Mas para que isso ocorra, o ideal é que sua jornada seja o mais curta e rápida possível. O que muitas pré-mães não sabem é que o caminho até a chegada ao útero é um ambiente muito hostil para os espermas. Então esse caminho não é nada fácil. Esse é uns dos motivos para a demora em conseguir um positivo.

 Um longo caminho


Que o sistema reprodutor da mulher é algo sagrado ninguém duvida. E é por ser especial para a mãe natureza que há um "sistema de segurança" para garantir que ele fique a salvo de ataques (sejam de infecções, coceiras, ardências ou qualquer coisa que represente perigo).



O sistema que garante a segurança reprodutiva é chamado de flora vaginal. Ele é formada por micro-organismos posicionados e organizados para impedir a entrada de qualquer corpo estranho que possa causar problemas. Contudo, para que ela funcione adequadamente, deve haver um equilíbrio entre esses micro-organismos. Infelizmente, muitas vezes só lembramos que devemos cuidar desse órgão quando algo vai mal ou no caso das pré-mães, quando ele pode estar afetando as chances de engravidar.

Como a flora vaginal pode atrapalhar


Muitas já ouviram falar de alimentos ácidos (são os que costumam dar azia) e alimentos básicos (os que ajudam a acabar com a azia). Isso tem relação com o pH deles. De forma simples, o pH é uma escala que define a concentração de hidrogênio de uma solução (onde 7 é o valor neutro da escala, abaixo de 7 são ácidas e acima de 7 são alcalinas ou básicas). Não quero me deter nas explicações químicas, mas isso é apenas para que possamos entender como funciona com a flora vaginal.



Da mesma forma ocorre com a flora vaginal, para manter o ambiente seguro "contra intrusos", o corpo mantém o pH dessa região ácido, fazendo com que qualquer corpo estranho não consiga se manter vivo por muito tempo e é nessa hora que isso pode complicar as tentativas da pré-mãe.


Os bacilos de Döderlein são os responsáveis pela acidez natural da flora vaginal. Eles vivem na parede da vagina e alimentam-se de glicose que se transforma em ácido láctico criando um ambiente pouco favorável à instalação de micróbios responsáveis por causar doenças. O que ocorre é que sua alimentação (a glicose) é a mesma utilizada pelos micro-organismos invasores para sobreviver, protegendo assim a região íntima da mulher. Infelizmente, isso também ocorre com os espermatozoides, de maneira que poucos são rápidos e fortes o suficiente para chegar até o útero.


Equilíbrio é tudo


Existem formas de ajudar então a equilibrar o pH da vagina facilitando a vida (literalmente) dos peixinhos do marido. Uma delas é manter uma vida saudável, além claro, de manter uma boa higiene íntima. Isso faz com que nossa imunidade esteja assegurada, dificultando a promoção de doenças. Devemos lembrar que alguns fatores como menstruação, sexo, remédios e anticoncepcionais podem acarretar o desequilíbrio do ambiente vaginal, o que faz com que o corpo trabalhe mais para restabelecer a ordem.

Algumas doenças como insuficiência renal e lúpus podem afetar muito a imunidade do corpo, contribuindo então para desregular o sistema de proteção vaginal. Diabetes e estresse também podem afetar o equilíbrio da flora vaginal, bem como o uso de cremes vaginais. Doenças como Candida sp (candidíase), chlamydia trachomatis (clamídia) e Streptococcus B requerem cuidados redobrados pois podem acarretar em maiores danos que desequilíbrio da flora vaginal.

Alimentos que regulam a flora intestinal contribuem também no equilíbrio vaginal pois estão interligados. A ingestão de iogurte com lactobacilos, alimentos ricos em vitamina C são úteis para a recuperação do pH da região. Lembre-se que coceira, odor, ardência ou corrimento persistente devem ser motivos para procurar ajuda médica.


Lubrificantes: quais ajudam e quais não ajudam


A grande questão é como ajudar que os espermatozoides cheguem bem ao útero? Para isso, além de sobreviverem ao pH da vagina, eles devem conseguir se locomover até o mesmo. Existem diversos tipos de lubrificantes, de acordo com a substância principal usada em sua formulação. Dentre os mais comuns estão os lubrificantes à base de petróleo, à base de óleo, à base de água e à base de silicone. Vale salientar que quanto mais artificial sua fórmula, mais ele irá prejudicar a chegar do esperma até o útero.

Quando estamos no período fértil, temos o muco cervical (leia mais a respeito aqui) que ajuda naturalmente a locomoção dos peixinhos. Mas algumas vezes, podemos não ter muco natural suficiente, então alguns lubrificantes ajudarão nesse processo. Porém não é qualquer lubrificante que vai ajudar, na verdade, alguns podem mesmo atrapalhar a concepção.


Lubrificantes a base de água


Alguns fabricantes descrevem que por ser um lubrificante a base de água, não interferem na concepção, já que não contém espermicida em sua fórmula. Contudo, há estudos que garantem que apesar de não conter espermicida, ele interfere muito na consistência do muco cervical, fazendo com que os espermatozoides não consigam se locomover adequadamente.

Lubrificantes amigos da concepção


Esses são os que mais interessam à nós pré-mães. Muitas nunca ouviram falar a respeito, mas eles são uma ótima ajuda para os peixinhos.

Feitos com a consistência que imita o muco cervical fértil (o conhecido clara de ovo), contribuem para que os espermatozoides fiquem mais tempos vivos pois equilibram o pH da vagina. Eles envolvem os espermatozoides igual o muco fértil natural, protegendo sua locomoção até o útero. Os mais conhecidos são:


Yes Baby


Diferente dos demais lubrificante do gênero que são utilizados apenas na fase pré-ovulatória, segundo o fabricante, foi criado para ser utilizado nas fases pré e pós-ovulatória. O lubrificante vem já no aplicador, que facilita muito o uso, e também vem definido quais deles são para utilizar antes da ovulação e quais são para depois. Ele combate a secura vaginal, ajuda na locomoção dos espermatozoides e os aplicadores pós-ovulação ajudam na fecundação pois contém lubrificante orgânico hidratante que restaura a vagina para seu pH natural, garantindo um ambiente saudável para o implante do óvulo fecundado e ainda, segundo o fabricante, protege contra infecção vaginal.


Pre-Seed



Pre-Seed também encontra-se na categoria de lubrificantes amigos da fertilidade, foi projetado para imitar o muco cervical fértil no seu pH, concentração de íons e consistência. Pre-seed é formulado com antioxidantes para ajudar a apoiar o esperma em sua jornada para fertilizar o óvulo com glicerina livre para permitir que os espermatozoides nadem livremente. Também é fácil de usar pois acompanha aplicador, mas tem que colocar o lubricante em cada um antes de usar, não é como o Yes Baby que os aplicadores já vem com a dose pronta para uso.

Conceive Plus


O mais conhecido por nós brasileiras. Muito comum na europa, ele possui na sua composição íons de cálcio e magnésio que são compatíveis com o sêmen e com o muco da vagina, mantendo o esperma viável e as chances de engravidar aumentam, pois estes iões são essenciais para a fertilização.

Sua textura facilita com que os espermas possam chegar mais rapidamente ao óvulo aumentando as chances de gravidez.
Sua fórmula imita as secreções naturais da mulher durante o período ovulatório, osmolalidade e viscosidade (espessura) do muco cervical fértil e equilibra o pH vaginal, tornando o ambiente ideal para a sobrevivência dos peixinhos.

Existem outros lubrificantes que ajudam na concepção mas confesso que não ouvi relatos ou quem os tenham usados, de forma que deixo apenas os que eu conheci por usar ou por conhecer relatos de pessoas próximas que engravidaram com ele. Ah e só para constar, a saliva também pode contribuir para a acidez da vagina, de forma que é bom evitar utilizá-la para ajudar na lubrificação íntima. Qualquer dúvida só perguntar e até a próxima.

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Como sentir o colo do útero