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quarta-feira, 30 de março de 2016

Diferentes tipos de partos



Em se tratando de gravidez, a hora do parto é um tema que gera muitas conversas, discussões, medos, dúvidas e todo tipo de ansiedade por parte, principalmente, da mãe. A ansiedade é maior por parte das mães de primeira viagem que não têm ideia do que acontece de verdade (pessoalmente) nesse momento tão marcante. Em um mundo onde a informação é acessível tão rapidamente, alguns cuidados devem ser tomados para que, ao optar por um parto ou outro, ela saiba quais os prós e contras de sua escolha. 

Parto Natural, Parto Normal e Parto Humanizado


O parto natural é o mais antigo modo do homem vir ao mundo. Muitas pessoas confundem parto natural com parto normal. Ambos ocorrem via vaginal depois de um determinado tempo de trabalho de parto. 



No parto natural não há intervenções médicas, sejam elas medicamentosas ou não (uso de objetos que auxiliem na retirada do bebê, como o fórceps por exemplo). Nesse tipo de parto os enfermeiros e obstetras estão acompanhando o trabalho de parto a fim de garantir que tudo ocorra bem mas sem lançar mãos de intervenções quaisquer. Todo parto natural é normal mas nem todo parto normal é natural. 




Acontece que, ainda que o parto seja via vaginal, no parto normal, a mulher tem a opção de tomar medicamentos que irão ajudar com as dores do trabalho de parto ou o obstetra pode necessitar utilizar instrumentos que ajudem no trabalho de parto. O obstetra exerce a função de conduzir o trabalho de parto e pode intervir, realizando incisão no períneo para alargar o trajeto de saída do bebê, a chamada Episiotomia; administrando medicações para acelerar as contrações; recorrendo à analgesia, incluindo anestesia peridural; e até mesmo ajudando na expulsão do bebê manualmente. É devido a número de intervenções feitas no parto normal que, apesar do nome, deixa sua normalidade normalidade e passa a um evento repleto de procedimentos e interferências realizadas de forma rotineira e, muitas vezes, desnecessária.

O parto humanizado é um parto em que, além de não haver intervenções desnecessárias, há uma participação maior da família da parturiente, ou seja, o familiar que estiver acompanhando o trabalho de parto também tem relevância no mesmo. Toda a equipe médica, a família e a mamãe então interagem de forma que, o tempo e a segurança do bebê sejam respeitados. Nada é feito sem conhecimento dos demais e ainda que sejam necessárias medidas médicas, a opinião da família é levada em conta, mas essa é feita com base em informações pertinentes para a saúde da mãe e da criança. 




No parto humanizado, a grávida decide se quer um parto normal ou cesárea, anestesia, na cama ou na água, por exemplo, cabendo apenas à equipe médica respeitar essas decisões, desde que não coloquem em risco a mãe e o bebê. 



Muitas pessoas acham que a cesárea não é um parto humanizado já que há intervenção médica, mas se ela for feita de forma a respeitar a família, mantendo-a esclarecida e ciente dos riscos, ela também pode ser considerada humanizada. Digo isso pois há muitos casos de indicar cesárea porque "o bebê é grande ou pequeno demais", "a mãe tem bacia estreita" ou "o bebê virou de posição durante o parto".

Cesariana



Algumas pessoas não gostam de nomear a cesárea como um parto pois é uma cirurgia, mas há aqueles que dizem se tratar de um parto cirúrgico. Feito quando, por algum motivo, o parto não pode ser normal. 

A grande questão nesse tipo de procedimento é a sua real necessidade, já que muitas mães (não julgo aqui!) preferem optar por esse tipo de intervenção no momento do parto, embora muitas vezes os riscos não são colocados de forma clara para a paciente. 



É um procedimento relativamente rápido, dura cerca de 30-40 minutos (quando não há complicações) mas que tem um pós-operatório mais demorado, momento em que as energias da mãe são mais necessárias, que é quando ela e o bebê vão para casa. 

Diferenças entre os partos



É claro que se você está grávida ouvirá muitas histórias sobre partos, ainda que algumas sejam proibidas (ou deveriam ser), independente do tipo de parto que você preferir, existirão histórias felizes e outras tristes. Isso não significa que seu parto será igual ao da tia da comadre da amiga da vizinha... Informe-se e opte por aquilo que você se sentirá feliz. Não importa qual seja sua escolha, desde que faça consciente e não apenas por causa do seu médico que tinha férias planejadas bem na sua data de parto! Cada parto apresenta riscos em diferentes níveis... Minha torcida é para seu parto, seja ele qual for, lhe traga seu baby em segura pois é isso que importa! Até a próxima. 






quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Anticoncepcional: perigos escondidos.

Esse é um assunto delicado, principalmente por sempre ter um exemplo de alguém que nunca teve nada usando anticoncepcional. Gosto de destacar que vale a pena ficarmos atentas aos perigos que nem sempre conhecemos do uso de AC (anticoncepcional). Muitos médicos ignoram o histórico familiar da paciente antes de prescrever um medicamente e isso é um problema muito sério! Cabe a nós estarmos mais conscientes dos perigos e tentar evitar riscos desnecessários nos tratamentos.

Riscos conhecidos


Segundo estudo publicado pela BMJ, os anticoncepcionais mais recentes, chamados de terceira e quarta geração, apresentam mais riscos de trombose do que os mais antigos (de primeira e segunda geração). Isso ocorre pois os AC recentes são feitos combinando substâncias como drospirenona, o desogestrel, o gestodeno e a ciproterona (tem efeito semelhante ao da progesterona) como é o caso do Diane 35 e do Yaz. Essas substâncias aumentam em 4 vezes os riscos de trombose comparado a quem não usa nada, e aumenta 2 vezes os riscos comparados a quem usa os AC de primeira e segunda geração. 

O que é trombose?


Trombose Venosa Profunda ou apenas Trombose é a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas da parte inferior do corpo, geralmente nas pernas. Esse coágulo bloqueia o fluxo de sangue e causa inchaço e dor na região. O problema maior é quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, em um processo chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.

Embora possa não apresentar sintomas, em metade dos casos, alguns sinais podem indicar que há algo errado acontecendo, como dor nas pernas, principalmente nas panturrilhas, podendo chegar até o pé e o tornozelo, ou ainda uma sensação de queimação na região afetada. Outro sintoma seria mudança na cor da pele da região afetada pela doença, que começa a ficar vermelha ou azul, ou também pode haver um edema (inchaço) na perna afetada.

Quais anticoncepcionais são mais perigosos?


As pílulas Yaz, Elani Ciclo, Yasmin e Diane 35 são os que contém substâncias que aumentam os riscos de trombose. 

Na França, em 2013, o uso do anticoncepcional Diane 35 foi proibido após a confirmação de mortes por causa de trombose devido ao uso do medicamento. Apesar da medida francesa, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão responsável por avaliar os riscos dos medicamentos no Brasil, apenas determinou que fosse mantido um aviso na bula do medicamento indicando os riscos. 

O uso do Diane 35 no Brasil se deve por ser a base de ciproterona, conhecida por melhorar a pele e o cabelo, sendo muito utilizado no tratamento de mulheres com SOP (síndrome de ovários policísticos) já que o excesso de espinhas tende a ser um dos sintomas da síndrome. 

Cabe ao médico informar os riscos as pacientes (o que quase nunca ocorre) e a paciente ler a bula (nem todas fazem). Embora uma investigação do histórico familiar a respeito também é uma medida eficiente de prevenção, já que mulheres com histórico trombolítico ou que fumam estão no grupo de risco. 

Existe um grupo no facebook com depoimentos de mulheres que sofreram algum dano pelo uso do AC e eles podem ajudar você a entender melhor os riscos e pesar os custos benefícios dos mesmos. 

Minha experiência com Diane 35


Em outubro de 2012 minha ginecologista passou o AC Diane 35 como tratamento da SOP. Teria que utilizar por 8 meses (um tormento para quem quer engravidar) para só depois tentar um baby. 
Já nos primeiros dias eu comecei a sentir muita dor de cabeça e muitas cólicas. Enjoos e tonturas também me acompanharam durante todo o tempo. Cheguei a tomar 5 comprimidos de paracetamol para aguentar as dores. Isso mesmo! Não ficava muito tempo sem tomar o analgésico sem que quisesse bater minha cabeça na parede. Foi um verdadeiro tormento mas achava que seria apenas nos primeiros dias. Infelizmente chegou a data da pausa e nada mudou e foi então que decidi parar o tratamento pois já não aguentava viver a base de remédio. Fico feliz pelas mulheres que conseguem tomar sem sentir nada, mas eu não recomendo o uso desse remédio por nada! 

Apesar dos riscos, não precisa correr para parar o medicamento se já faz uso do mesmo e não apresentou sintomas. Contudo, vale a pena avaliar junto com o seu médico qual a necessidade de utilizar a marca de AC (Diane 35 ou outras) ou se há possibilidade de optar por outro com menos riscos. 

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