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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O que é coletor menstrual?


Algumas pessoas já ouviram falar de Coletor Menstrual, o famoso copinho! Se ainda não conhece, hoje o post fala sobre essa maravilha que já existe desde a década de 30 mas que só se tornou mais divulgada nos últimos anos.

O que é o coletor menstrual?



O coletor menstrual é um copinho, parecido com um pequeno cálice, feito de silicone hipoalérgico e antibacteriano, que se ajusta ao corpo e que coleta o sangue da menstruação. Feito de material maleável que facilita na hora de colocá-lo na vagina. Possui diferentes tamanhos, cores e marcas. Ao contrário do absorvente interno, que é inserido ao fundo do canal vaginal, o coletor fica na entrada da vagina. 

Pouco conhecimento


O fato do coletor menstrual só estar sendo amplamente falado nos últimos tempos, tem relação com o tabu que ainda existe com relação à sexualidade feminina e o baixo conhecimento que a mulher tem do próprio corpo. 

Muitas mulheres tem vergonha ou dificuldade de lidar com a própria vagina e como utilizar coletor necessita de contato com a genitália, pode levar um certo tempo para aderir ao copinho. 


Onde encontrar e quanto custa?


No Brasil, os preços variam R$ 75 e R$ 155, contudo é quase impossível encontrá-lo em farmácias. É mais fácil encontrar algumas empresas ou revendedores pela internet. 

Qual o tamanho do coletor?



O tamanho costuma variar em até quatro tamanhos de coletor menstrual, mas a maioria vende apenas dois tamanhos: um para a mulher que já teve filhos ou com mais de 30 anos e o outro para quem não tem filho ou com menos de 30 anos. A descrição do tamanho depende da marca escolhida, podendo ser de A ou B, 1 ou 2 ou S e L... 


Quais marcas existem?



Quando ouvi falar de coletor menstrual, só conhecia duas marcas: Inciclo e Fleurity, mas ao começar a pesquisar mais a respeito vi que são inúmeras. Dentre outras marcas conhecidas estão DivaCup, Lunette, Meluna e MissCup. Para escolher qual o melhor depende do que você prefere. Algumas preferem mais molinho, outras preferem mais firme, outras ainda preferem que sejam coloridos, outras que sejam transparentes. A chave aqui é pesquisar e buscar a opinião de quem usa e conhece melhor.

Quem não pode usar?


Como é feito com material hipoalergênico, não vi depoimentos de alguém que tenha tido problemas com a composição do coletor. Há quem não aconselhe para mulheres que nunca tiveram relações sexuais, pois há risco de romper o hímen. Também não é recomendado usar nos primeiros dias após o parto.

Existe inúmeros benefícios para aderir ao coletor menstrual, desde a questão ecológica até um ciclo menstrual mais livre para fazer as atividades do dia-a-dia. Conheça alguns deles:

Melhor adaptação e menos riscos para saúde


Quando colocado corretamente, o coletor se adapta ao corpo, de maneira que muitas mulheres afirmam esquecerem que estão menstruadas. 

O coletor oferece baixo risco de infecções (não há nenhum caso de Síndrome do Choque Tóxico registrado com seu uso, por exemplo) já que é hipoalergênico. Diferente do absorvente interno que absorve os a lubrificação vaginal, gerando sensação de secura e ardor ou mesmo causando infecção. 

Opção ecológica


Considerando que uma mulher menstrua, normalmente, dos 12 até os 50 anos, uma mulher usa, em média, mais de 10 mil absorventes, seja ele externo ou interno. O externo leva 100 anos para se degradar na natureza, enquanto o interno leva até um ano. O coletor menstrual é ecologicamente correto, já que dura, no mínimo, 5 anos. Caso seja bem cuidado e higienizado, a vida útil do coletor pode chegar até 10 anos. 

 O bolso agradece


 Apesar de parecer um alto preço para comprar um produto e usar uma vez por mês, deve-se ter em mente que é um investimento que irá compensar ao final com a economia de não gastar todos os meses com absorventes.

 Se considerarmos que a mulher gasta cerca de R$ 100 por ano com absorvente interno, a troca pelo coletor, que custa cerca de R$ 75 reais, já se justifica. Incluindo a economia feita com um bom cuidado, entre 5 e 10 anos de duração, esse valor aumenta consideravelmente. Além disso, é muito mais comodo não necessitar levar absorventes extras para possíveis eventualidades do cotidiano.

 Higiênico e sem cheiro


 Uma das coisas desagradáveis do ciclo menstrual, sem dúvidas, é o cheiro forte do fluxo, causado pelo contato do sangue com o oxigênio. Esse contato faz com que as bactérias se proliferem rapidamente, produzindo o odor característico. 

 Como o coletor menstrual não deixa o sangue entrar em contato com o ar, não há a formação desse odor, na verdade, o cheiro fica pouco perceptível. 

 Livre, leve e solta


 Nada mais chato que passar os dias menstruadas sem poder ir a praia ou a piscina sem se preocupar. Mesmo com o uso do absorvente interno, caso o fluxo esteja intenso, é necessário ficar atenta a possíveis vazamentos. 

 Com o coletor a mulher pode malhar, nadar, correr. No caso de fluxo intenso, é aconselhável esporte com menor impacto, contudo, como o coletor pode ser utilizado por mais tempo, pode-se relaxar mais nas atividades de lazer, ou mesmo, relaxar durante a noite, quando as chances de vazamentos são maiores. 

Como colocar coletor menstrual?


Lave bem as mãos e higienize o produto. (Caso o produto seja novo, melhor ferver uma primeira vez antes de utilizá-lo) 

Escolha uma posição confortável antes de inserir o coletor no canal vaginal. Há quem prefira ficar agachada, em pé, ou sentada no vaso sanitário.

Depois escolha uma das formas de dobrá-lo, (Veja mais abaixo algumas opções de dobras!)

Relaxe bem os músculos da vagina e, devagar, insira o coletor começando pela parte arredondada, até ele permanecer completamente dentro do canal. Insira a aproximadamente 1cm da entrada da vagina, de forma que fique mais baixo do que o absorvente interno.

Posição do coletor em relação ao absorvente interno


Verifique se o coletor está totalmente aberto e inserido corretamente. Para isso, você pode segurá-lo pela haste e girar o copinho. Se isto acontecer sem dificuldade, a inserção foi bem sucedida.

Ao colocar ele todo, o coletor vai abrir e fazer um barulhinho, o que significa que foi colocado corretamente. Qualquer incomodo com o coletor pode indicar a colocação incorreta. 

Se colocado bem em cima da saída do sangue não ficará bem posicionado, podendo vazar. O coletor deve ficar mais embaixo para coletar o sangue todo.


O cabinho do coletor


O coletor vem com um cabinho entre 7 e 9 cm, para ajudar na remoção, mas algumas mulheres preferem cortar um pedacinho para não incomodar, e não há problema nenhum nisso. Dessa forma, o melhor é ir experimentando e cortando o cabinho até que não incomode mais. Nas primeiras vezes, pode se sentir desconfortável ao colocar, mas isso tende a passar com o tempo. Também não atrapalha ao urinar e nem ao dormir com ele.

Algumas pessoas optaram por virar o coletor menstrual do avesso de forma que o cabinho fique para dentro, deixando de incomodar, sem a necessidade de cortar a haste.

Como higienizar?


O coletor pode ficar até 12 horas sem esvaziar dependendo da intensidade do fluxo menstrual. A frequência de limpeza será determinada por cada mulher com o tempo de uso, mas o ideal é não passar de mais de 12 horas sem limpá-lo. 

Em locais públicos, pode-se levar um copinho, encher com água da pia, e dar uma enxaguada no vaso mesmo com o coletor entre as pernas. Pode-se usar lenços umedecidos íntimo e, em último caso, pode só esvaziá-lo no vaso e limpá-lo com papel higiênico. O importante é é lavar bem as mãos quando manuseá-lo e higienizar com água e sabão neutro assim que possível. A cada ciclo, o ideal é limpar com água fervente. 

Como retirar o coletor?


Sente no vaso sanitário para facilitar. Puxe segurando primeiro na haste e, em seguida, na base do coletor. Mantenha a boca virada para cima para evitar respingos.

Para retirá-lo a dica é tentar apertá-lo na base para o vácuo sair. O ideal é, com os dedos, alcançar a borda e quebrar o vácuo, pressionando levemente. Importante lembrar que a vagina não desemboca no colo do útero. O canal vaginal não é vertical, ele é inclinado em direção as nossas costas e continua um pouco depois da entrada do colo do útero (ou cérvix). 

Se tiver dificuldades para retirar, é sinal de você colocou mais fundo do que devia. Nesse caso, faça força com o músculo, como se fosse expulsar o xixi.


É fundamental que os furinhos da lateral não estejam obstruídos, ou não vai formar o vácuo que impede o sangue de vazar. Pra isso, recomendo encher o copinho de água e apertar forcando que ela saia pelos furos (como mostrado na imagem).

Desobstruindo os furinhos do coletor


Dificuldades com o uso do coletor


O coletor necessita de um período de adaptação. E algumas mulheres, por não ter intimidade com seu corpo, podem sentir muita dificuldade na colocação do coletor. Com isso, pode haver vazamentos, deixando-as frustradas pelo coletor "não cumprir seu papel". 

Nesse vídeo a JoutJout, youtuber, fala um pouco sobre o coletor de maneira bem divertida e fácil:


Posicionamento correto



Posição correta do coletor

Maneiras de dobrar o coletor


Há várias formas de dobrar o coletor para facilitar a colocação. Dentre as formas estão:

Dobra em C ou U


Origami
Dobra para baixo ou Punch-Down
Diamante

Dobra 7
Duplo 7


Existe algumas outras dobras que encontrei pelo youtube, aqui tem um vídeo mesmo que não seja legendado é bem fácil de entender e que poderá ajudar caso alguma dessas que mostrei não sirva para você:


A ordem é ter paciência


Quando não estamos habituados com determinadas coisas é normal um certo receio e até momentos de frustrações. O importante é manter a paciência e também a perseverança. Experimente antes do ciclo menstrual, daí não terá a ansiedade de resolver logo a situação. 

Mude de posição até que encontre uma que se sinta melhor para colocar e tirar, talvez duas posições diferentes para retirar e para colocar. 

O mais importante de tudo é não deixar que os "acidentes" impeçam as tentativas de acertar o uso do coletor. Com paciência e perseverança, logo estará ajudando outras pessoas com o coletor. Aos poucos você pega o jeito! Até a próxima!

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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Como aliviar os enjoos na gravidez


Viver a gravidez muitas vezes não é fácil. Embora a felicidade de estar gerando uma vida seja grande, lidar com as intercorrências que isso significa pode dar um certo desânimo. É o caso dos conhecidos enjoos. Cerca de 50% a 70% das mulheres grávidas sofrem disso no primeiro trimestre. A náusea não só é normal como é geralmente um sinal de que sua gravidez é saudável.

Muitas pessoas chamam de "enjoo matinal", porque é geralmente o horário quando os sintomas estão piores, mas infelizmente ele pode ocorrer a qualquer horário do dia ou da noite.


O que causa os enjoos na gravidez?


Sabemos que a gravidez significa uma grande mudança hormonal. Acredita-se que um desses hormônios, o hCG - Gonadotrofina Coriônica Humana que é produzido pelo desenvolvimento da placenta e que ajuda a manter a gravidez - seja responsável pelos sintomas incômodos. Mas outros fatores, como baixo nível de açúcar no sangue, maior quantidade de ácido estomacal, tensão e fadiga também podem contribuir.


Como prevenir os enjoos?


Algumas dicas de como melhorar os enjoos durante a gravidez são bastantes conhecidas, como:


Comer de três em três horas


O organismo da gestante trabalha dobrado para manter tudo funcionando e ainda garantir um bom desenvolvimento da gestação. Comer regularmente e em períodos curtos ajudará nesse processo e também garantirá que as taxas de açúcar não caiam exageradamente, além de evitar que a gestante tenha refluxo, gastrite ou náusea.


Manter bolachas de água e sal, bolinhos de arroz ou mesmo chocolate no criado mudo e comer algo assim que acordar, para elevar a taxa de açúcar no sangue antes de se levantar é uma ótima estratégia para lidar com os enjoos. Experimente um copo de leite ou dois comprimidos de cálcio para neutralizar o ácido em seu estômago.

É importante também manter uma dieta equilibrada durante as refeições, incluindo uma quantidade suficiente de proteína como carne, peixe, ovos, queijo e também carboidratos complexos como frutas, vegetais, grãos para atender as exigências de desenvolvimento do seu bebê.

O consumo diário de certos alimentos ricos em magnésio, como feijão preto, grão de bico, azeitona, abobrinha, sementes de abóbora, tofu ou iogurte desnatado também ajudam a diminuir os episódios de enjoo na gravidez, pois o magnésio diminui a contração muscular.


Evitar ingerir líquidos durante as refeições


A digestão durante a gravidez é mais lenta e levando isso em conta, ao ingerir líquido durante as refeições, cria-se um bolo alimentar ainda maior, dificultando ainda mais o processo digestivo. Também deve-se ter mais atenção com a ingestão de molhos, caldos e condimentos, como também alimentos picantes ou gordurosos nesta fase. 



Evitar os odores fortes


Durante a gravidez a mulher pode desenvolver um olfato mais apurado, com isso é comum que os enjoos sejam desencadeados por odores fortes e variados. Dessa forma, o melhor é evitar o contato com o cheiro que tenha desencadeado a náusea, bem como evitar consumir alimentos que causem o mesmo efeito, enquanto o mesmo for incômodo para a gestante.


Comer gengibre


O gengibre atua na região do cérebro onde estão os neurotransmissores que são responsáveis pela parte do enjoo, agindo como estabilizador desses neurotransmissores. A Febrasgo (Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia) divulgou uma normativa, baseada em evidências científicas, sobre o tratamento mais indicado para as gestantes. A recomendação oficial prevê a adoção da prescrição de piridoxina com extrato de gengibre, única combinação disponível no Brasil considerada classe A, ou seja, que não apresenta risco algum para a gestante nem para o bebê. Mesmo assim, o tratamento só poderá ser indicado pelo obstetra.


Relaxar o máximo que puder


Se não tiver de acordar a uma hora específica, então aproveite e descanse o máximo que puder e tenha um dia mais relaxado. Fique relaxada. Respire lentamente — com o ar entrando pelo nariz e soltando pela boca — ou tente a imaginação virtual, concentrando-se em algo agradável.

Alguns fatores psicológicos como estresse e ansiedade podem desencadear enjoos, de forma que quanto mais relaxada for a rotina, melhor para a gestante. Além disso, quando estamos em repouso, nosso corpo consegue direcionar o fluxo sanguíneo para funções específicas do corpo, como a digestão, acelerando o processo.


Tomar suplementos de vitamina B6


Alguns especialistas em nutrição recomendam ingerir de 50 a 100 miligramas de suplemento de vitamina B6, para evitar a náusea. Tome suas vitaminas pré-natal regularmente, também.


Experimente atividades alternativas


A gestante pode optar por fazer tratamentos alternativos como a acupuntura, ou atividades como caminhada, Yoga ou Pilates que ajudam no alívio do estresse, além de que ao se fazer uma atividade física prazerosa, nosso corpo libera endorfinas, substâncias que melhoram nossa disposição física e mental, inclusive aliviando dores e mal-estar. Contudo, é importante consultar o obstetra antes de iniciar qualquer atividade física. 


Trocar os produtos de higiene


Algumas vezes os cheiros, antes agradáveis, dos produtos de higiene como xampus, condicionadores, antisséptico bucal ou creme dental podem causar náuseas fortes, e como algumas pessoas preferem fazer a higiene antes do café da manhã, os enjoos podem ser potencializados. 

O creme dental infantil costuma ser uma ótima opção para as gestantes que não conseguem escovar os dentes como antigamente. Também pode ser usado com mais frequência para manter a boca fresca.


Pulseira anti-enjoos


Uma nova opção para combater o enjoo na gravidez é usar uma pulseira anti-enjoos que se compra em algumas farmácias, drogarias, lojas de produtos para grávidas e bebês ou pela internet.

A pulseira anti-enjoo possui um botão que deve ser posicionado um ponto específico no pulso, que é um ponto de reflexologia chamado Nei-Kuan, que quando é estimulado consegue combater a sensação de enjoo. Para que se tenha o efeito esperado, deve-se utilizar uma pulseira em cada pulso.


Comer alimentos frios


Algumas vezes não é apenas o sabor do alimento que pode ocasionar enjoos mas também sua temperatura. Dessa forma, a grávida também pode experimentar comer alimentos frios, como iogurte, gelatina, picolé de fruta, saladas, água com gás.

Deixar disponível cubos de gelo para que a gestante possa chupar ou mastigar também ajudará a diminuir os efeitos do enjoo. Pode-se optar por fazer cubinhos de gelo com o suco de sua preferência como limão ou abacaxi.


Tomar suco de abacaxi ou limão


Tanto o limão como o abacaxi, além de diminuírem o enjoo e a ânsia de vomitar, são uma rica fonte de vitamina C, que ajuda a fortalecer o sistema imune e a placenta, garantindo uma gestação mais saudável para a mãe e para o bebê.

No entanto, é importante beber este suco em goles pequenos durante o dia porque os líquidos no estômago podem favorecer o refluxo, uma vez que o estômago sofre uma maior pressão que favorece o retorno ácido do seu conteúdo.

Pode-se optar também por ter fatias de limão ou abacaxi para chupar ao invés de tomar o suco se os enjoos forem mais persistentes.


Quanto tempo os enjoos duram?


Para a maioria das mulheres, os enjoos costumam acabar pelo quarto mês de gravidez, quando os níveis de hormônio começam a reduzir um pouco. Embora para algumas esses enjoos possam durar mais tempo.

Lembre-se que embora seja chato, ter enjoos é normal mas logo passam. Sentir enjoo também é um sinal de que está tudo bem com a gravidez. Alguns especialistas dizem que existe uma relação muito forte entre esse desconforto e um hormônio produzido pela placenta. Assim, o enjoo acaba funcionando como um indicativo de que a produção está equilibrada e que não há motivos para se preocupar. 



Mulheres com gestação gemelar têm níveis hormonais mais altos, por isso tendem a ter enjoos durante os nove meses. Até a próxima!








segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Infecção Urinária


É raro encontrar uma mulher que não tenha sofrido ao menos uma vez na vida com a infecção urinária. Isso não é à toda, já que é um problema que afetará cerca de 40% das mulheres ao longo da sua vida. A infecção urinária é uma infecção que afeta os órgãos que produzem a urina e que a transportam para fora do corpo. Estas estruturas incluem os rins, os ureteros (os tubos longos e finos que ligam os rins à bexiga), a bexiga e a uretra. Não sendo, geralmente, uma situação grave, contudo tem impacto na vida destas pessoas, pelo desconforto que provoca. 


O que causa infecção urinária?


As infecções do trato urinário podem ser causadas por bactérias, vírus, fungos e outros parasitas. A forma mais comum de contaminação se dá pela penetração pela uretra das bactérias presentes na pele dos genitais, em geral, originárias do próprio intestino da pessoa. A maioria das infecções urinárias de origem bacteriana são causadas, pela bactéria E. coli. Isso se deve à anatomia do trato urinário feminino que tem a uretra mais curta, sendo assim mais exposta e mais suscetível às infecções. 


Os microrganismos responsáveis pela infecção geralmente invadem o trato urinário através de duas vias, uma delas (muito mais comum que a outra) é a uretra, extremidade inferior do trato urinário (no homem, o orifício localizado na glande; na mulher, o orifício localizado na vulva). O resultado é uma infecção que se dissemina através da uretra. A outra via possível, embora mais rara, é a corrente sangüínea, quando é mais provável afetar diretamente os rins.

A mulher também deve ser ensinada desde cedo como fazer a higiene das partes íntimas, já que problemas na higiene anal após as defecações, especialmente em crianças, são causas freqüentes de infecção urinária por esta via de contaminação. 


Fatores que contribuem para a infecção urinária


Atividade sexual: o coito facilita que as bactérias da bexiga e da uretra "subam" penetrando ao longo das vias urinárias.

Não urinar quando se tem vontade: a retenção voluntária da urina facilita a aderência das bactérias às paredes da bexiga e vias urinárias.

Uso de espermicidas (produtos em creme, gel ou "esponjas", na vagina com intuitos contraceptivos) ou de diafragmas que vão alterar a ecologia local ou impedir o esvaziamento eficaz da bexiga.

Predisposição genética: Algumas mulheres estão geneticamente mais predispostas a sofrer este tipo de infecções.

Constipação: Na famosa prisão de ventre, os problemas vão além do desconforto abdominal. Pela anatomia feminina, as bactérias do trato gastrointestinal, empacadas, têm facilidade em migrar para a uretra, contaminando-a.

Menopausa porque altera a flora vaginal local.


Sintomas de Infecção Urinária


Infecções no trato urinário nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem incluir:
  • Frequente vontade de urinar - Uma terrível vontade de urinar, embora se tenha acabado de o fazer há poucos minutos. 
  • Sensação de ardor ao urinar - Sintoma mais comum que sinaliza uma possível infecção, embora também possa se sentir dor além da ardência ou desconforto ao urinar.
  • Vontade de urinar, mas sempre em pequenos volumes - Embora tenha ido ao banheiro em poucos minutos a vontade de urinar volta a aparecer com frequência, bem como a urgência de voltar ao banheiro. 
  • Urina com a cor avermelhada ou rosa - representa um sinal da presença de sangue na urina, bem como a pouca ingestão de água, que contribui para o agravamento dos sintomas.
  • Cheiro forte da urina
  • Dor pélvica em mulheres
  • Sensação de peso ou mal estar no fundo da barriga, abaixo do umbigo


Tipos de Infecção Urinária


Cada tipo de infecção pode ter sintomas mais específicos, dependendo também de qual parte do trato urinário está infectado.



Rins (pielonefrite aguda) - Infecção bacteriana de um ou de ambos os rins. Normalmente, os sintomas iniciam subitamente com tremedeira e calafrios, febre, dor na região lombar (dor na parte superior das costas e dos lados), náusea e vômito. Pode ocorrer em cerca de um terço dos pacientes, micção freqüente e dolorosa. Um ou ambos os rins podem apresentar aumento de volume e dor à palpação. Nas crianças, os sinais e sintomas são geralmente mais discretos, o que pode dificultar o diagnóstico.

Bexiga (cistite) - Infecção mais comuns em mulheres, sobretudo durante os anos férteis. As manifestações podem se apresentar em forma de pressão pélvica, desconforto na região do abdômen, frequente dor ao urinar e sangue na urina. Em aproximadamente 30% dos indivíduos, a urina comumente é turva e contém sangue visível. A cistite pode ser assintomática e ser descoberta por acaso num exame de urina de rotina.

Uretra (uretrite) - Trata-se da infecção do canal que conduz a urina da bexiga para fora do corpo. Pode ou não haver secreção uretral na etapa inicial da doença, mas os sinais e sintomas mais freqüentes são a urgência miccional (necessidade premente de urinar), polaciúria (micções freqüentes com eliminação de pequena quantidade de urina a cada micção) e disúria (dor para urinar). Febre e odor forte da urina podem também estar presentes.

Qual o tratamento?


O medicamento usado para infecção urinária depende da causa da doença. Quando uma bactéria é responsável pela infecção, o tratamento é feito com antibióticos. Mas, se for causada pelo vírus do herpes simples, por exemplo, deve ser tratada com um remédio anti-viral específico.

Os esquemas de tratamento de três dias são feitos em casos mais simples das infecções mas são tão eficazes como os velhos tratamentos de 10 dias em mulheres jovens com infecções não complicadas.

Nas mulheres com mais de 45 anos é prudente fazer tratamentos de 7 dias e obrigatório se tiver mais de 65 anos.

Não é necessário fazer controle após tratamento nas doentes com infecções urinárias não complicadas que permaneçam assintomáticas.

As infecções que não dão sintomas, na mulher adulta, só devem ser tratadas em mulheres grávidas ou que vão ser submetidas a exames às vias urinárias.

Há perigo em não tratar?


O perigo em não tratar a infecção está na possibilidade dela evoluir. Uma infecção urinaria simples, como uma cistite, quando não tratada adequadamente ou no tempo certo, pode se transformar em uma pielonefrite, que pode gerar um quadro de infecção generalizada, conhecido como sepse. Além disso pode levar a formação de abscessos no rim.

Como diagnosticar a Infecção urinária


Alguns exames que podem feitos para diagnosticar infecções urinárias são:

  • Exame de urina: é o método mais frequente usado para realizar o diagnóstico. A urina é analisada a procura de leucócitos e traços de sangue, sinais de infecção. Fica pronto em torno de duas horas.
  • Cultura de urina: Uma análise de urina feita em laboratório geralmente é seguida de uma cultura de urina, em que o médico usará a amostra do paciente para cultivar a bactéria causadora em laboratório. Esse exame ajuda a identificar a bactéria e quais medicamentos são mais eficazes na ação contra ela. Este é o melhor exame para identificar a infecção e a bactéria causadora dela, no entanto, os resultados demoras de três a sete dias para ficarem prontos.
  • Exames de imagem: o médico também poderá optar por realizar uma tomografia ou um ultrassom para identificar possíveis anormalidades em seu trato urinário. Também para esse fim, o especialista pode solicitar o exame com utilização de contraste para destacar as partes do sistema urinário que apresentam problemas.
  • Cistoscopia: para analisar as partes internas da bexiga e da uretra, a fim de identificar a causa da infecção.


Como prevenir a infecção urinária


Algumas dicas podem ajudar a evitar o aparecimento de infecção urinária, como:
  • Beber muita água de forma que a urina saia de forma límpida. Quanto mais transparente a urina melhor!
  • Urinar depois da relação sexual.
  • Não segurar urina por muito tempo.
  • Manter a imunidade preservada com boa alimentação, bom sono e menos estresse.
  • Ter boa higiene para as bactérias não entrarem em contato com a uretra e nunca ter relações sexuais anais sem preservativo.
  • Usar absorventes externos em vez de internos, pois alguns médicos acreditam que isso aumente a probabilidade de infecções. Fazer a troca de absorvente cada vez que for ao banheiro.
  • Evitar o uso ducha nem sprays ou pó para a higiene feminina. Como regra geral, não utilizar nenhum produto que contenha perfumes na área genital.
  • Evitar o uso calças muito apertadas por longos períodos pois dificulta a respiração da pele e facilita o acúmulo de bactérias.
  • Usar calcinha e meia calça de algodão para facilitar a respiração da pele.
  • Corrigir alterações intestinais como diarreia ou obstipação.
  • Estrógeno para as mulheres na pós-menopausa sem contraindicação hormonal.
  • Tratar adequadamente a paciente com diagnóstico de diabetes mellitus.
  • Procurar um médico em caso de infecção urinária de repetição.

Entenda um pouco mais:




Algumas mudanças em seus hábitos do dia a dia serão importantes, tanto para recuperar de uma infecção urinária quanto para evitar que pegue outra infecção. Não deixe de buscar ajuda médica em caso de qualquer desconforto ao urinar e em caso de gravidez o melhor é acompanhar com exames pois uma infecção urinária, ainda que não apresente sintomas, pode levar ao parto prematuro. Até a próxima! 






segunda-feira, 25 de julho de 2016

Como acabar com as cólicas no bebê


Nada mais angustiante para uma mãe que ouvir seu bebê chorando. Os primeiros três meses são de aprendizagem. A mãe passa a perceber se o choro é por fome, por sono ou simplesmente porque o bebê está com saudade da mamãe. Quando não há motivos para o choro do bebê, ele já comeu, está sequinho e devia estar dormindo mas não para de chorar, é hora de avaliar se ele não está sofrendo com as cólicas. 

O que causa as cólicas no bebê?


Nos primeiros meses é muito comum que o bebê tenha cólicas, porque o sistema digestivo ainda não está pronto, os movimentos peristálticos (que empurram o alimento através do tubo) ainda são desordenados. As cólicas também são causadas devido a formação de gases - eles surgem porque, quando o bebê mama, acaba engolindo ar ou por causa da fermentação, mais acentuada ainda na digestão do leite de vaca. 

Como saber se é cólica?


Um bebê com menos que 5 meses, chora mais que três horas seguidas mais que três vezes por semana, e isso já dura ao menos três semanas, há boas chances de ser cólica. 

A cólica costuma aparecer por volta de duas a três semanas após o nascimento (no caso de crianças prematuras, de duas a três semanas após a data prevista para o parto). 

É normal que bebês chorem quando estão com fome, molhados, assustados ou cansados, mas crianças com cólica choram sem parar e nada consegue lhes dar conforto ou consolo. 

Os principais sintomas da cólica são:

  • Crises de choro intenso e difícil de acalmar
  • O bebê encolhe as perninhas e arqueia as costas para trás, estica-se e se espreme enquanto chora.
  • O bebê se "espreme" e se contorce, e parece ter alívio quando solta um pum ou quando consegue fazer cocô. 
  • Começar a chorar no meio de uma mamada.

As cólicas podem acontecer geralmente no final da tarde e fazem o abdome do bebê se contrair. Uma forma de evitar a tristeza de ver seu bebê sofrendo com as cólicas é preparar-se para cuidar delas com alguns métodos indicados por especialistas:


Dê preferência ao leite materno



Além de ser um ótimo calmante, restringir à dieta ao leite materno nos primeiros seis meses de vida ajudará nessa fase de amadurecimento do sistema digestivo e de cólicas mais fortes. Diferentemente da mamadeira, o bebê ao mamar no seio engole menos ar pois ao encaixar a boca no seio, cria-se uma maior vedação evitando a formação de gases. Além disso, o leite materno também fermenta menos no sistema digestivo do recém-nascido em comparação com o leite de vaca. (Como é produzido o leite materno)

Coloque o bebê para arrotar



É muito importante fazer com que a criança arrote para expelir o ar engolido durante a amamentação. Essa prática faz com que os gases, causadores das cólicas, saiam do estômago da criança e sejam eliminados. Isso ajuda a amenizar as dores, mas não deve ser tratado como regra. Caso a criança não arrote em mais de cinco minutos, a mãe pode deitá-la sem problemas. Para os pequenos que não mamam no peito, existem mamadeiras especialmente projetadas para evitar a cólica.

Banho morno



Para ajudar a acalmar o bebê o melhor é dar um banho morno, mais para quente, regulando a temperatura da água entre 36ºC e 37ºC. A temperatura amena relaxa o corpo todo, até o sistema digestivo, que passa a sofrer menos com os movimentos peristálticos irregulares. Esse recurso pode ser utilizado ainda que seja de madrugada pois evita as contrações dolorosas que não deixam o bebê dormir. Pode-se manter preparado os produtos para o banho, cuidando para que o ambiente esteja silencioso ou pode-se colocar uma música suave tocando baixinho, usando luz indireta. Faça com que seu bebê escute sua voz, seja através de uma conversa ou mesmo uma música de ninar.A percepção de uma atmosfera calma ao redor tranquiliza o bebê, e a água na temperatura do corpo proporciona uma sensação muito próxima à que a criança experimentava no útero.

Coloque o bebê na posição aviãozinho



Segure o bebê de bruços, apoiando seu braço embaixo da barriguinha dele. Quando deitado de bruços o bebê consegue expelir mais facilmente os gases que o incomodam e agravam a cólica. Os bebês adoram essa posição diferente do tradicional e o aquecimento na barriga ameniza a dor. Também vale deitar o bebê de bruços na cama ou no berço, sobre o peito do pai ou da mãe, sempre com o cuidado de deixar o rosto livre para respiração.


Lembre de aquecer levemente o quarto para que o bebê não senta frio. Tire sua blusa e a roupa dele, deixando-o apenas com a fralda. O contato pele com pele aconchega, enquanto o cheiro e a voz da mãe ou do pai transmitem calma e segurança. 


Estimule o funcionamento do intestino



Normalmente uma caminhada faz com que o intestino preso seja estimulado. Como o bebê não anda, esse estímulo pode ser feito através de movimentos feitos pela mãe. Basta flexionar as perninhas do bebê em direção ao peito, primeiro com as duas perninhas juntas, depois alternando as perninhas, movimentando-o como se ele estivesse pedalando uma bicicleta imaginária. O exercício manda embora os gases que provocam o desconforto.


Pode-se massagear o abdômen do bebê, que além de aquecer a região e aliviar a dor, favorece a movimentação intestinal, além da eliminação de gases e fezes. A massagem deve ser feita em movimentos circulares ao redor do umbigo no sentido do relógio. Utilizar técnicas de massagem como a Shantala previne as cólicas, além de aumentar o vínculo entre mãe e filho. 

Massagem Shantala ajuda a acalmar

Aqueça o abdômen



Bolsas de água quente e até o aquecimento com cobertores ou fraldas ajudam a aliviar a cólica, principalmente porque o bebê relaxa o corpo todo e acaba com a tensão também do tubo digestivo.





O calor favorece a vasodilatação, facilita o fluxo sanguíneo e relaxa a musculatura, diminuindo o desconforto abdominal. Deve-se apenas ter o cuidado de testar a temperatura do tecido ou da bolsa para não queimar a pele delicada do bebê. Use o lado de dentro do braço, que tem a pele mais fina, para saber se a temperatura não está muito alta.



Envolva o bebê 



Embrulhe o bebê como se fosse um pacotinho, envolvendo todo seu corpo. Ao embrulhar o corpo do bebê, a criança passa a sentir uma sensação de aconchego e segurança, diminuindo sua irritabilidade e a agitação. Aproveite para distrair o bebê com uma caminhada pela casa, segurando-o de bruços, com a barriguinha apoiada nas suas mãos - esse contato aquece o abdome e traz o conforto do toque.





Controle a alimentação



Embora não haja pesquisas conclusivas sobre a relação da dieta da mãe com as cólicas do bebê, convém a mãe observar e diminuir o consumo de alguns alimentos que podem estar relacionados com os episódios de cólicas do bebê. Normalmente, produtos industrializados podem dificultar a digestão, já que os mesmos contêm muitos conservantes, corantes e estabilizantes com os quais um intestino imaturo não consegue lidar, como é o caso do bebê. A mãe também deve evitar comidas com muitos condimentos ou muito temperadas. Alimentos como brócolis, couve-flor, repolho e cebola, apesar de serem ricos nutricionalmente, podem alterar o sabor do leite e causar desconforto e irritação ao bebê. Leite e derivados (queijos, iogurtes e até a manteiga) podem causar reações alérgicas no bebê, manifestadas de minutos a horas após a mamada, com sintomas como diarreia, irritações de pele, desconforto e gases. O chocolate, por conter cafeína e estimular a liberação de serotonina, também pode causar irritabilidade e aumentar os movimentos intestinais do bebê. Carnes vermelhas, por serem digeridas mais lentamente, podem ocasionar gases. E as leguminosas - feijões, grãos, favas e lentilhas, apesar de serem bastante nutritivas, podem ocasionar formação de gases.

Uso de medicação



Essa é a última medida a ser tomada e apenas com a recomendação do pediatra do bebê. Lembre-se que embora possa prometer alívio das cólicas, alguns remédios, ainda que naturais, contém componentes que a longo prazo podem prejudicar muito a saúde da criança. Um exemplo disso é a Funchicória, que além dos extratos de plantas, possui sacarina, um adoçante muito usado por adultos com diabetes e que pode ter efeitos graves nos bebês. A ação calmante da funchicória teria então relação com a sacarina, que estimula a liberação do neurotransmissor serotonina (gatilho natural de bem-estar). 

Existem também outros medicamentos que podem ser usados para reverter as cólicas nos bebês, como o uso de antigases, como a dimeticona. Mas administre esses medicamentos apenas com recomendação médica, evitando efeitos colaterais que podem prejudicar a saúde e o desenvolvimento do seu bebê.

Encha-se de paciência



Embora as cólicas e seu choro típico sejam comuns nesse fase, é importante que a mãe esteja preparada que isso pode durar horas e horas. Ao tentar acabar com o sofrimento do bebê, a mãe muitas vezes muitas vezes sofre muito mais, deixando o sentimento de tensão e impotência tomar conta. Infelizmente, isso torna-se um ciclo vicioso onde o bebê, supersensível, percebe a impaciência da mãe, fica inseguro e reage sentindo mais dor. A mãe segue com os cuidados e, sem sucesso, vai ficando mais tensa e impotente. Nesse momento é importante a mãe perceber isso antes de perder o controle da situação. 


O apoio da família torna-se um alívio para que a mãe possa tirar um tempo para se tranquilizar, sendo mais fácil voltar a cuidar do filho. Não pense que é uma má pessoa por perder um pouco da paciência, afinal ninguém gosta de ver alguém tão importante em nossa vida sofrendo, ainda mais um bebê. O sentimento de impotência então pode se manifestar em forma de raiva, impaciência ou mesmo tristeza. Ter conhecimento desses sentimentos e saber que eles são perfeitamente normais é uma forma de estar preparado para agir da melhor forma para você e o bebê. Até a próxima!