Mostrando postagens com marcador recém-nascidos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recém-nascidos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A rotina de sono do bebê


"Aproveite para dormir antes do bebê nascer, pois depois não vai dormir mais!" Essa costuma ser uma das frases que muitas gestantes ouvem bastante. Mas será que a hora do dormir pode ser realmente um problema para os pais ou será que há alguma coisa que possa ajudar a enfrentar a hora de dormir de forma mais tranquila? Vamos passar algumas dicas para tornar a hora do soninho mais um momento feliz junto ao bebê.


Por onde começar?


O primeiro passo é estabelecer uma rotina para o bebê. Essa é uma importante estratégia que irá organizar não apenas a rotina do bebê como também facilitará o dia dos pais. 

Ao contrário do que se possa imaginar, bebês gostam de rotina, gostam de saber o que irá acontecer a seguir. Ao criar uma rotina passamos a indicar ao bebê o que virá a seguir e ele entenderá que está chegando a hora de dormir. 


Por que a rotina é importante?


Quando se cria um ritual para dormir, informamos ao cérebro que é hora de diminuir o ritmo para descansar. E isso também acontece com a criança. Com o tempo o sono será mais fácil, acordando menos a noite e dormindo melhor. Quando o bebê tem um horário para dormir sempre igual, ele entra naturalmente na rotina durante o dia, e a maneira mais fácil de estabelecer esse horário é criando uma rotina noturna que você e o bebê possam seguir facilmente todas as noites. 


Criando a rotina do sono



É importante ressaltar antes de tudo que a rotina é algo pessoal. Isso significa que mesmo que seja sugerido um roteiro, o mesmo pode e DEVE ser alterado de acordo com a personalidade da criança. A recomendação básica é que a rotina da hora de dormir seja simples com um banho quentinho e relaxante, vestir um pijama, mamar e ir para a cama. Algumas crianças podem ficar mais agitada após o banho e nada impede que os pais alterem a rotina com uma massagem após o banho, por exemplo. Nesse momento, a intuição dos pais é que vai definir o que atende melhor às necessidades do filho. Estas são apenas sugestões que poderão ser testadas até que se encontre a melhor.


Diferenciando dia da noite



Antes de nascer, o bebê está habituado a viver num determinado ambiente, ao seu próprio ritmo. Ele não conhece ainda as diferenças entre dia e noite. É importante que durante o dia a rotina da casa seja mantida. Abrir as janelas, deixar a TV ligada e tudo como acontece normalmente. Muitos mudam a rotina da casa com a chegada do bebê, deixando o ambiente tranquilo durante o dia e é isso que confunde a criança já que dia e noite passa a ser igual. 

Durante o dia, é importante que o bebê tire suas sonecas com a menor alteração possível no ambiente, o que significa que a claridade deve ser mantida, bem como o ritmo da casa com os ruídos normais (telefone, televisão, aspirador de pó), mesmo que o bebê estiver dormindo. A providência ajuda eles a entender que o sono do dia é diferente do da noite, o que facilita a adoção de bons hábitos para dormir.

Quando a noite for chegando o ritmo vai diminuindo naturalmente, diminuindo os estímulos, criando um ambiente tranquilo e agradável, propício ao sono, evitando barulho e claridade. Esse é o primeiro indicativo que a hora de dormir se aproxima. Estabeleça qual a sequência que funciona melhor para que a criança relaxe. Pode-se incluir na rotina básica (banho, pijama e cama) uma música calma, massagem relaxante (Conheça aqui a massagem ideal para bebês: Shantalaou mesmo uma historinha para dormir. 


Com que idade se pode começar com a rotina de sono?


Nos primeiros meses não tem muito como forçar uma rotina. Nessa fase o melhor é apenas a indicação de quando é dia e quando é noite, através da rotina do ambiente. Nada impede que se faça todas as noite o roteiro banho, pijama e cama, mas você pode começar a treinar com seu bebê a partir dos 2 meses de idade. 

Com o tempo, as rotinas vão ajudá-lo a perceber que existe o dia e a noite e que se espera atividade numa altura do dia e repouso na outra.


Qual horário começar a rotina de sono?


A rotina deve começar por volta do mesmo horário. Contudo, isso não requer pontualidade britânica! Não precisa ser muito rígido com o horário do bebê. Observe se o bebê está mais cansado ou mais animado, de forma que talvez haja necessidade de antecipar ou atrasar por 15-30 minutos, mas não passe muito disso. O ideal é que a criança durma antes das 21h, pois este é o período que biologicamente sentimos mais sono. Depois disso, a criança volta a ficar alerta e fica mais difícil para ela adormecer.

Os especialistas aconselham a deitar o bebê sonolento, mas ainda acordado, para que se vá habituando a adormecer sozinho (o que não quer dizer que tenha que sair do quarto ou não mexer no bebê se ele chorar).

Os horários vão ficando cada vez mais certos, no começo pode ser um pouco difícil, podendo levar uns 15 dias para que o bebê se acostume com a nova rotina, mas com paciência e insistência, tudo entra no eixo.

Roteiro do sono


Como falamos anteriormente, a rotina do sono deve ser criada com base nas características de cada bebê. A seguir deixamos algumas dicas para a criação da roteiro do sono:

Diminuindo o ritmo - As atividades serão menos estimulantes conforme se aproxima a hora do soninho. Deixe as atividades mais agitadas para o dia! Aproveite esse momento para bater um papo com seu bebê e conte como foi seu dia e pergunte como foi o dele. Uma "conversa" olho no olho é sempre relaxante!

Banho relaxante - Nada mais gostoso e relaxante do que um banho quentinho. Esse momento também é ideal para que os pais sintam-se mais próximos aos filhos. Contudo, se o bebê fica agitado demais no banho ou simplesmente odeia a banheira, não use essa estratégia. Em vez disso, dê o banho bem mais cedo, e no ritual noturno passe algum tempo juntinho dele ou leia uma história. 


Massagem acalma - Se a criança relaxa durante uma massagem, essa pode ser uma boa forma de ajudar na chegada do sono. Caso esse não seja o caso, pule esse item. Aprenda a fazer massagem aqui



Colocando o pijama - Embora muitas pessoas não deem importância ao pijama, é ele quem ajuda ao bebê a sentir-se confortável e relaxado. Deve ser adequado a temperatura do ambiente, sem apertar e que não deixe que a criança sinta frio ou calor. É um bom momento para dar carinho ao bebê, aproveite para deixá-lo seguro e sentindo-se amado! Aprenda como agasalhar o bebê

Ler historinha - Se a massagem não funciona ou se preferir ler uma história para a criança, nada melhor que fazer isso antes dela dormir. Além de estreitar os laços com os filhos, isso também ajudará no aprendizado da criança. Outra atividade que pode ser feita é o canto. Aproveite para ninar o bebê ou mesmo deixar uma musiquinha tranquila tocando baixinho. 

Amamentação - A mamada antes de dormir vai entrar na rotina conforme a mãe sinta essa necessidade. Alguns especialista dizem que a criança não deve adormecer no peito mas no berço. Entretanto, ninguém melhor do que a mãe para entender essa característica do bebê. 

Naninha na caminha - A naninha nada mais é do que um objeto que ajude o bebê a sentir-se seguro. Além disso fica mais fácil associar o objeto com a hora de dormir. Pode ser uma fraldinha, um bonequinho ou bichinho de brinquedo. Ao se encontrar com ele, o bebê sabe que é hora de dormir. 


Perseverança e paciência


Em se tratando de criança, nada dito aqui é definitivo. Algumas vezes a expectativa é muito grande com relação a rotina. Alguns bebês irão se adaptar mais facilmente que outros e é preciso muita perseverança e paciência dos pais em manter a constância na rotina do sono. Tenha em mente que não há tempo certo para que a rotina funcione. O importante é manter a rotina como um ritual de carinho e aproximação com a criança. Por isso lembre de envolver o papai nesse momento! E mesmo depois da rotina estabelecida é bom ter mente que ela mudará! Isso mesmo! A medida que a criança vai crescendo mudanças na rotina serão necesárias, seja porque bebê vai pular uma soneca, ter mais fome ou acordar antes de o sol nascer. Em alguns momentos a rotina pode ficar de pernas pro ar. Use o amor pelo seu filho para que as interações possam ser adaptadas sem muito estresse. Até a próxima!

Leia também:






segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Perfume pode causar alergia em bebês


Existe coisa mais gostosa que cheirinho de bebê? Hoje em dia, há uma grande variedade de produtos para o bebê como xampus, sabonetes, perfumes, loções, cremes e hidrantes... Um mais cheiroso que o outro... Embora muitas marcas ofereçam produtos feitos especialmente para o seu bebê, deve-se ter muito cuidado, inclusive com os produtos que a mamãe e o papai usam, pois ainda assim a criança pode sofrer com alergias aos perfumes e maquiagens! 

Qual o problema de usar perfume?


O bebê é ainda sensível, mesmo o cheiro do perfume da mãe pode desencadear processos alérgicos. O uso de perfumes deve ser evitado enquanto estiver amamentando, já que o cheiro do produto pode atrapalhar a mamada. Caso não esteja amamentando, o uso do perfume pode ser feito desde que em pequenas quantidades e cuidando para não passar em áreas que entrem em contato com o bebê. O uso de desodorante e cosméticos devem ser feitos distante da criança, pelo menos até ela completar 3 meses, sendo 6 meses um período mais seguro. 

Os cuidados também se estendem para os produtos de limpeza, já que os aromas artificiais podem causar intoxicação. Da mesma forma, amaciantes com cheiro também podem causar reação respiratória ou na pele.

O que pode acontecer?


A reação de um bebê pequenininho ao contato com perfumes fortes e maquiagem por parte da pessoa que o segura no colo depende muito de cada criança. Pode simplesmente não acontecer nada ao bebê, na maioria dos casos. Em alguns casos ele pode apresentar alguma manifestação alérgica ao perfume ou maquiagem (tosse, chiado no peito, espirros, coriza ou manchas vermelhas na pele).

Há casos em que o bebê não apresenta nenhuma manifestação alérgica em um primeiro contato (ou vários contatos), mas ficar sensibilizado à alguma substância da maquiagem ou do perfume, podendo manifestar alguma reação alérgica em qualquer contato futuro do bebê com a mesma substância.

Cabe ressaltar que bebês com antecedentes alérgicos na família têm mais chances de desenvolver manifestações alérgicas. 

Além da questão da alergia, há que se considerar que o olfato do recém-nacido é muito sensível, e ele pode estranhar cheiros fortes a que não esteja acostumado.

Sinais de possível reação alérgica



Entre os principais sintomas de alergia estão congestão nasal, irritação na garganta, tosse, chiado no peito, dificuldade respiratória por fechamento da glote, diarreia (algumas vezes com sangue nas fezes, principalmente se for alergia à proteína do leite de vaca), coceira no nariz e nos olhos e lesões de pele (urticária).

Mesmo os produtos específicos para crianças podem irritar a pele e causar alergias, por isso devem ser usados sempre com cautela. E a maioria deles só tem a indicação para crianças a partir de seis meses, não para recém-nascidos.

Conselhos para perfumar o bebê


Evite contato direto com a pele do bebê - Tenha cuidado na hora de aplicar o produto. Caso a mãe deseje usar colônia, perfume ou fragrância, não use diretamente sobre a pele ou cabelo do bebê, aplique uma  pequena quantidade sobre a roupa que o bebê vai vestir. Não é recomendado o uso por longos períodos nem durante a noite.

Escolha com cuidado - É fundamental que a colônia não tenha álcool e que seja hipoalergênica. Conserve o produto em local seco e arejado. Existe uma lista de 26 aromas naturais e sintéticos considerados alergênicos pelo Comitê Científico da Comunidade Européia, são eles: Cinamal amílico - Álcool bencílico - Álcool cinamílico - Citral - Eugeno - Hidroxicitronelal - Isoeugenol - Álcool amilcinamílico - Salicilato bencílico - Cinamal - Cumarina - Geraniol - Hidroximetil-pentil¬ciclohex-enocarbal¬dehído - Álcool 4-metoxibencílico - Cinamato bencílico - Farnesol - 2-(4-terc-butilbencil) propionaldehído - Linalol - Benzoato de bencilo - Citronelol - a-hexilcinamaldehído - d-limoneno - Heptino carbonato de metil - 3-metil-4-(2,6,6-trimetil-2-ciclohexen-1-il)-3-buten-2-ona - Evernia prunastri, extrato - Evernia furfuracea, extrato.

Cuidados no banho - O ideal é usar xampus e sabonetes neutros, pois os que contém perfumes e corantes aumentam os riscos de irritação da pele. 

Uso de hidrantes - Os hidratantes específicos para bebês (a partir dos 6 meses) estão liberados, independente de prescrição médica. Especialmente no inverno, quando os banhos mais quentes acabam deixando a pele mais ressecada, a hidratação precisa ser reforçada. Lembre-se apenas de usar de acordo com a faixa etária descrita na embalagem. Alguns bebês nascem com a pele um pouco ressecada parecendo estar descamando nos pés e nas mãos e isto é absolutamente normal, acontece principalmente quando o bebê nasceu um pouquinho depois do tempo e não há necessidade de passar creme hidratante a pele vai trocando sozinha e em pouco tempo o bebê já estará com a pele lisinha.

Filtro solar - O filtro solar é recomendado a partir dos seis meses. Ainda assim, o sol nessa faixa etária deve ser restrito – antes das 10h e após às 16h – e nunca deve ser uma exposição prolongada, pois bebês apresentam desidratação mais facilmente. 

Outro cuidado importante é evitar produtos com aditivos que simulem cores e aromas de fruta e doces, pois podem estimular a criança a ingerir os cosméticos.

Alternativas para perfumar o bebê


É preciso ter muito cuidado ao usar talco, quando a mãe vai passar no bebê o talco produz uma névoa que quando aspirada pela criança pode causar ou piorar problemas alérgicos e respiratórios, além disso o talco resseca a pele, por isso deve ser usado apenas em locais específicos. O amido de milho pode ser usado no lugar do talco, pois é mais natural e não tem aroma. Para hidratar, a dica é o óleo de girassol.

Posso usar gotas de lavanda na banheira? 


Deve-se evitar qualquer tipo de perfume para o bebê. Se desejar um cheirinho gostoso, faça um chá forte de camomila e misture na água do banho. Além de perfumar, acalma. Mas, sempre converse com o pediatra do seu bebê.


O cheiro aumenta o vínculo mãe e bebê


O vínculo entre mãe e bebê também se cria pelo cheiro. Isso mesmo! O bebê aprende a reconhecer a mãe pelo toque, pelo tom da sua voz, pelo jeito de pegar no colo e de embalar, pelo cheiro que o corpo da mãe tem, por isso é importante que a mamãe evite perfumes, cremes e desodorantes com cheiros fortes.

Se a mamãe desejar muito usar uma colônia ou perfume no bebê espere ele completar seis meses e mesmo assim não passe o produto direto na pele do bebê, procure passar na roupinha e de preferência na peça que não está em contato com a pele do bebê. Além disso, os bebês têm um cheirinho naturalmente gostoso, diferente de qualquer outro no mundo, um cheirinho natural, curta esse momento! Até a próxima!







terça-feira, 18 de julho de 2017

Shantala - Uma massagem de amor


Nada mais gratificante para uma mãe do que passar alguns momentos curtindo o seu filho e nada melhor que aproveitar os benefícios que uma massagem pode proporcionar. A massagem Shantala é uma técnica que permite estimular e acalmar o bebê, melhorando a sua tonicidade muscular ao mesmo tempo que proporciona momentos únicos entre os pais e o seu bebê.

Como surgiu a Shantala?


O médico francês Frederick Leboyer foi o responsável pela popularização da massagem Shantala no Ocidente. Após observar uma mulher chamada SHANTALA massageando seu filho, Gopal, no meio da rua de Calcutá, ficou encantado com a troca entre mãe e filho e com os benefícios da massagem, assim, ele documentou o momento e homenageou a indiana com o nome da massagem e fundiu a arte através do livro "Shantala" da Ed. Ground (Em inglês "Lovings Hands").


Assista o vídeo original da Shantala:



Quais o benefícios da Shantala?


O primeiro benefício proporcionado pela massagem Shantala é o aumento do vínculo entre a mãe (ou quem aplica a massagem) com o bebê. O toque suave traz conforto ao bebê e dá segurança, deixando mais relaxado e ajudando com o sono profundo e contínuo. A massagem alonga e também estimula o desenvolvimento do sistema psicomotor do bebê, além de proporcionar consciência corporal do bebê. Outro ótimo benefício da massagem é que ela ajuda na diminuição das cólicas e alívio dos gases. (Saiba mais sobre como aliviar as cólicas do bebê aqui)


Posso fazer massagem Shantala enquanto o bebê estiver dormindo?


O sono é um momento em que o bebê está relaxando e a massagem irá atrapalhar seu sono. Também é importante não acordar o bebê apenas para realizar a massagem. Escolha um momento um pouco antes da soneca para que a massagem ajude no relaxamento do bebê. Agora se começar a massagem e a criança adormecer enquanto a faz, não há problema e pode continuar até o final. Neste caso, quando terminar a Shantala, ao invés de acorda-lo ao tentar colocar a roupa, apenas embrulhe-o em algum cobertor bem quentinho e o deixe descansar.


Qual o melhor momento para fazer a massagem Shantala?


Não há regras quanto ao horário específico para se executar a massagem. Algumas pessoas preferem ao final do dia, para ajudar no sono da noite e outras preferem pela manhã. Cada família deve encontrar o melhor momento do dia para a massagem. Uma dica é não começar muito próximo do horário da mamada, pelo menos uns 30 minutos antes e antes do sono chegar ou como o pediatra recomendar.


Bebês prematuros podem receber a massagem Shantala?


Geralmente é indicado iniciar a Shantala em bebês que já tenham completado o primeiro mês de vida. Em alguns casos o melhor é conversar com o pediatra a respeito para confirmar que não há problema. 

No caso dos bebês prematuros, é recomendado esperar um pouquinho mais do que um mês. Para saber quando é o momento ideal de começar, faça o seguinte cálculo: Quando meu bebê completaria um mês se estivesse nascido à termo? A partir desta data, se o desenvolvimento dele estiver normal e não houver contra indicação por parte do pediatra, já pode fazer a massagem no seu bebê tranquilamente.

Mas lembre-se sempre, apesar de ser importante esperar um pouquinho para fazer a Shantala, o TOQUE é fundamental e muito importante para qualquer recém nascido. Portanto, faça muito carinho no seu bebê, passe óleo e creme hidratante no corpinho dele, mesmo sem saber uma sequência exata, independente de quantos dias ele tenha!


Existe idade limite para receber a massagem?


Apesar da Shantala ser uma massagem muito conhecida pelo seu benefício para os bebês, ela pode ser feita também em pessoas de qualquer idade. Entretanto é necessário que ela seja adaptada para o desenvolvimento de quem irá recebê-la.

Por exemplo, os bebês ficam paradinhos durante 30/45 minutos recebendo a massagem, mas, quando aprendem a andar (por volta de 1 ano), querem explorar o mundo e podem se mostrar menos pacientes durante o momento Shantala.

O que fazer então? Fragmente a massagem! Faça um pouco por vez. Vai trocar uma fralda? Faça na barriguinha. Vai dar banho? Faça no bracinho e assim por diante.

A única restrição de idade para aplicar Shantala é em relação à idade mínima de quem receberá a massagem: não pode ter menos do que um mês de vida.

Preparando o ambiente


O ambiente onde se faz a Shantala deve ser tranquilo, contribuindo assim para o relaxamento do bebê. Pode-se colocar uma música tranquila ao fundo e diminuir um pouco a luz de acordo com a preferência. Lembre-se de priorizar o contato visual durante a massagem, bem como falar ou cantar para o bebê. A técnica não é recomendada em dias frios (apenas se tiver como manter o ambiente bem aquecido) ou se a criança estiver com fome, de barriga cheia, gripada ou apresentar quadro febril, com diarreia e cólica. Também o bebê não deve ser acordado para receber os exercícios. A posição original dos pais é sentada sem encosto, com o filho sobre as pernas esticadas. Uma opção é encostar-se em almofadas e dobrar as pernas com a criança entre elas.
O "material de apoio" para a aplicação da shantala é muito simples: uma toalha, óleo antialérgico (no Brasil utiliza-se o de amêndoas com camomila) e amor, profundo amor…

Como fazer a massagem Shantala?


1- Sente-se com as pernas esticadas para frente e deite o bebê sobre elas. Comece fazendo uma limpeza energética, esfregando uma mão na outra, para que as palmas fiquem aquecidas. Faça essa fricção com as mãos no alto da sua cabeça, para que a energia flua. Inspire e mentalize energia positiva para o seu bebê. 

2- Faça um triângulo com as mãos e leve até a altura do peito do bebê (sem tocá-lo com a distância de um palmo). Separe as mãos e vá contornando todo o corpinho da criança, sem tocá-la, e expire. A cada contorno terminado, chacoalhe as mãos (como se elas estivessem molhadas e você quisesse eliminar o excesso de água). Repita o procedimento por três vezes, mantendo a respiração. 

3- Passe o óleo em suas mãos e esfregue-as. Lembre-se de passar o óleo novamente, sempre que começar a massagear uma nova região (exceto o rosto do bebê). 

4- Com as mãos bem relaxadas e os dedos unidos, posicione-as no centro do peito do bebê. Deslize, horizontalmente, a mão esquerda até a axila de mesmo lado. Simultaneamente, faça o mesmo movimento à direita. 

5- Novamente, comece o movimento no centro do peito do bebê e, dessa vez, termine em cada um dos ombros dele. 

6- Começando o movimento pelo centro do peito da criança, suba uma mão de cada vez (formando um X), até o final do ombro. Deixe seus dedos chegarem embaixo da orelha dele. Sempre que a massagem for feita em movimentos alternados, inicie pelo lado esquerdo do bebê, que é o lado mais receptivo. 

7- Faça um círculo com as suas mãos, como se fosse um bracelete. Com uma delas, segure o pulso do bebê. Enquanto isso, a outra mão vem de encontro àquela que está segurando o pulso, partindo do ombro. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as, dando continuidade o movimento funciona como se o bracinho do bebê fosse uma corda, que você puxa para escalar uma parede. 

8- Faça um movimento de rosca (uma torsão suave) com as duas mãos, iniciando pelo ombro e descendo até o pulso do bebê.

9- Apoie a mão do bebê, com a palma virada para cima, em uma das suas mãos. Use o seu polegar da outra para massagear a mãozinha dele, partindo do pulso e chegando até a ponta dos dedinhos. 

10- Deslize sua mão espalmada e com os dedos unidos por toda a mãozinha do bebê. 

11- Aperte delicadamente os dedinhos do bebê, um a um, começando pelo polegar. 

12- Faça um movimento com as suas mãos em concha, da base das costelas até o começo dos genitais dele. Essa técnica é ótima para aliviar as dores da cólica. Se as dores forem muito fortes, intensifique o movimento. 

13- Segure as perninhas para o alto e, com o ante-braço, continue massageando a região abdominal. Repita o mesmo movimento com as mãos. 

14- Faça um círculo com as suas mãos, como se fosse um bracelete. Com uma delas, segure o tornozelo do bebê. Enquanto isso, a outra mão vem de encontro àquela que está segurando o tornozelo, partindo da virilha. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as, dando continuidade ao movimento, como no passo 7. 

15- Apoie o pé do bebê em uma das suas mãos. Com a outra, deslize o polegar, massageando a sola do pezinho. 

16- Deslize sua mão espalmada e com os dedos unidos por todo o pé do bebê, tanto a sola como o peito. 

17- Aperte delicadamente os dedinhos do pé do bebê, um a um, começando pelo polegar. 


Veja como fazer a Shantala:





Leia também:








sexta-feira, 30 de junho de 2017

Como agasalhar o bebê?


Na hora de agasalhar o bebê muitas mães preferem pecar pelo excesso. Mas será que agasalhar demais o bebê pode causar algum problema? Então como saber se a criança está muito ou pouco agasalhada? Os bebês sentem mais frios que os adultos? Essas e outras dúvidas costumam afligir as mães de primeira viagem e até aquelas com mais experiência. Embora não exista uma fórmula de quantas roupas colocar, que se aplique a todos os bebês, algumas dicas podem ajudar a vestir seu rebento com conforto sem deixá-lo com frio ou com calor.

Bebês sentem mais frio que adultos?


Grande parte das vezes, o equívoco mais comum é agasalhar demais o bebê, pois os pais imaginam que as crianças sentem mais frio do que os adultos, principalmente os recém-nascidos. O que devemos compreender é que, dentro de um quarto fechado, os bebês sentem tanto frio ou calor quanto os adultos. Acontece é que o adulto tem a capacidade de manter a temperatura corporal relativamente constante, independente do grau externo. No caso do bebê, seu sistema termorregulador necessita se adaptar, daí esse conceito de que precisam ser mais protegidos. 

Problemas de super agasalhar o bebê


O excesso de roupas pode levar o bebê a ter febre (hipertermia) pelo excesso de aquecimento e diminuição de área de troca de calor. Como isso ocorre? A pele tem duas funções: dificultar a passagem de microrganismos, substâncias químicas e agentes físicos nocivos, e regular a temperatura. Se o corpo produz calor, é necessário eliminar o excesso. Quando estamos muito quentes, os vasos se dilatam, transpiramos e o suor é evaporado, fazendo com que a temperatura caia. O organismo do bebê, quando muito aquecido, tenta regular essa temperatura, e como o sistema do recém-nascido ainda está imaturo pode não responder adequadamente, ultrapassando os limites razoáveis, deixando a criança superaquecida. 

O risco é que caso a criança esteja agasalhada demais, a pele não respira e suas funções ficam comprometidas. Como a umidade não é eliminada adequadamente, podem surgir infecções. Podem aparecer brotoejas no corpo. Isso porque há o rompimento do conduto de suor da glândula sudorípara e, dessa forma, a água extravasa na derme, causando uma inflamação.

Como o bebê regula a temperatura?


Até os 6 meses de idade, os bebês não tem capacidade de controlar sua temperatura interna. Isso significa que ele irá tentar adequar sua temperatura interna com a externa. Isto quer dizer que se a temperatura estiver 40º e ele ficar agasalhado, ele vai entrar em equilíbrio com essa temperatura e vai ter febre. Vale o mesmo para deixar o bebê sem roupa num ambiente com ar condicionado a 20º - ele não controla a sua temperatura, que vai caindo e ele pode morrer por hipotermia. 

Mas e os resfriados? 


Muitos pais temem que ao não agasalhar bem o bebê, o mesmo poderá pegar um resfriado ou gripe. Mas o que causa doenças é um agente infeccioso, ou seja, vírus e bactérias. Portanto, o frio NÃO PROVOCA infecções. Algumas pessoas, independentemente da idade, são mais sensíveis às mudanças climáticas e aí desenvolvem crises de alergias respiratórias (como rinites e bronquites).

Como saber se o bebê está desconfortável?


Bebês, independente de idade, sentem frio e calor e conseguem, por várias formas, demonstrar essa sua sensação, mesmo como recém-nascidos. Os menorzinhos tentam se fazer entender através de choro (que nem sempre é só de fome), de incômodo e de reações orgânicas (suor, por exemplo).



Como reconhecer os sinais


Além do aparente desconforto expressado com choro ou inquietação, o bebê poderá apresentar o rostinho vermelho, além da transpiração, sono inquieto ou febre. Para saber se o bebê está aquecido, observe o tórax, pois a cabeça é sempre mais quente e as extremidades mais frias. 



Se o bebê está com febre, a primeira providência é desagasalhá-lo (não deixa-lo pelado), aguardar 30 minutos e medir novamente a temperatura. Ela deve baixar. Se não acontecer, entre em contato com seu pediatra. Problemas decorrentes do aquecimento exagerado podem ser agudos e precisam ser corrigidos logo. Nesse caso, os pais devem procurar um médico com urgência.

Dicas para agasalhar o bebê


  • Quando os dias estiverem mais frios, use um gorro para sair, pois a cabeça é área em que primeiro se perde calor.
  • Mãos e pés frios nem sempre representam que a criança está com frio. Da mesma forma que alguns adultos dormem com os pés frios, o bebê pode ter essa característica. Caso o bebê esteja dormindo sem reclamar, não há necessidade a agasalhar mais.
  • As roupas devem ser quentes mas sobretudo confortáveis, sem botões ou enfeites, de preferência com fibras naturais, como o algodão. O algodão absorve melhor o suor, evitando que a criança fique molhada.
  • O melhor é usar uma roupa mais quente do que usar um cobertor. O motivo é que o cobertor aumenta demais a temperatura, além de aumentar o risco de sufocamento. 
  • O quarto precisa ser arejado, mas não deve ter corrente de ar.
  • No berço de um bebê, não deve ter nada solto, por questão de segurança. Assim, travesseiros, cobertores e lençóis não devem fazer parte da "decoração" do berço. Dessa forma, se for usar cobertor, ele tem que ficar preso embaixo do colchão.
  • Quando o bebê se mexe demais durante a noite é melhor colocar uma roupinha a mais, meia e luvas, mas SEM EXAGERO.
  • Se for usar aquecedor, mantenha-o na temperatura para aquecer (é para isso que se usa um aquecedor) até 2 horas após o bebê adormecer. Vale o mesmo para umidificadores, quando necessário. Até a próxima!


Leia também:








quarta-feira, 28 de junho de 2017

Sangramento vaginal em recém-nascidas


Com chegada do bebê em casa, tudo é novo e a família tenta se adaptar a toda nova rotina. Nesses primeiros momentos é normal ser surpreendido por situações que assustam, como é o caso de papais e mamães de menina, que podem se deparar com sangue na fralda da bebê. Mas calma! Antes de entrar em pânico, vamos juntos entender o causa isso e se é motivo de preocupação.

Por que a recém-nascida está tendo sangramento?


Meninas recém-nascidas podem ter um sangramento vaginal, uma espécie de "mini menstruação"! Os hormônios estão presentes em todas as fases de nossas vidas e estão sempre muito ativos no corpo feminino. Devido à alta exposição e variação brusca de hormônios nos quais os bebês estão expostos no útero da mamãe (o que é natural e necessário para o desenvolvimento saudável do bebê e prosseguimento da gestação).

Durante a gravidez, a mãe passa para a bebê uma grande quantidade de estrogênio, e após o parto, esse fluxo é interrompido e então há uma queda brusca no nível desse hormônio, podendo haver o processo natural de descamação uterina. Esse sangramento é bastante comum nas menininhas e freqüentemente confundido com sangramento anal ou cocô com fezes. No entanto, vale relembrar que é um acontecimento extremamente natural que desaparecerá em um ou dois dias.

Quais cuidados que se deve ter?


Um pouco de sangramento vaginal é natural, mas devemos ter atenção às características do sangue: observe se a quantidade é muito grande ou se está muito claro ou muito escuro, se a menina apresenta sinais de dor. 
Lembre-se: em um bebê, o que importa são os detalhes!

Caso você perceba que isso é muito recorrente, passou de um ou dois dias e não desapareceu, o ideal é você procurar o pediatra de seu bebê e se informar!

A higiene deve ser feita normalmente com água e sabão mas não se deve utilizar nada na parte interna da vagina, como cotonete ou nada do tipo. 

O que esperar nos primeiros dias da bebê? 


Inchaço na região dos grandes lábios - nos primeiros dias após o nascimento a região dos grandes lábios podem ficar inchadas e até mesmo estar desproporcional ao corpinho da menina. Isso acontece tanto pela retenção de líquidos (já que a bebezinha vivia em ambiente líquido dentro da barrida da mãe) e também pela ação dos hormônios maternos durante a gestação. Eles vão progressivamente desinchando com o passar dos dias. 

Secreção Vaginal - É normal notar a saída de secreção esbranquiçada e espessa da região genital, por até dois meses depois do nascimento. A causa é a mesma: ação dos hormônios maternos durante a gestação. A única recomendação é limpeza local a cada troca de fraldas. Não é necessário fazer uso de cotonetes para limpezas dentro da vagina! A secreção vai ficando progressivamente menos espessa até desaparecer!

Outras causas de sangramentos 


Existem muitos outros motivos que podem causar o sangramento em bebês recém-nascidos, independente do sexo, como:

Ingestão de pequena quantia de sangue através da amamentação: Pode acontecer com os bebês de ambos os sexos. Algumas a mamãe não percebe, mas podem surgir pequenas fissuras em seus seios, que liberam pequenas quantias de sangue que serão ingeridos pelo bebê juntamente com o leite. O sangue poderá ser eliminado no cocô e provavelmente terá um cor mais escura.

Assaduras ou fissuras anais: Bebês recém-nascidos passam por uma fase de adaptação intestinal, que pode causar as famosas cólicas. Algumas vezes junto com essa fase de cólicas fortes surgem as assaduras e as fissuras anais, que são pequenos cortes na região do ânus do bebê provocados pela saída do cocô (principalmente se o cocô estiver mais duro do que pastoso).

Alergias: Alguns bebês têm alergia a leite de vaca, de caixinha ou leite em pó próprios para crianças. Mesmo os bebês que mamam no peito, podem apresentar alergia ao leite de vaca ou derivado, que são ingeridos pelas mães.

Conheça melhor o bebê recém-nascido neste post!






segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Conselhos que toda mãe (NÃO) quer ouvir


A maternidade envolve várias experiências maravilhosas e algumas outras situações não tão boas assim. É o caso de ter que ouvir vários conselhos do que deve ou não fazer com relação a criação do seu baby. Aqui resumimos alguns conselhos que toda mãe escuta:

Não dê colo



É comum muitas mães ouvirem que bebê no colo fica mal acostumado, manhoso e vai ficar mimado. O grande problema é que muitas pessoas esperam um super desenvolvimento da criança. Depois que nasceu, quando vai sentar... depois que sentou, quando vai andar... Mal uma etapa foi alcançada e já começa a corrida para a próxima fase. Poucos são os que curtem cada etapa. 

O bebê passou nove meses ouvindo o coração da mãe, num lugar quentinho e não tinha nada para se preocupar. Depois ele se vê num ambiente novo, não tão quentinho e sem aquele barulhinho que lhe trazia bem estar. Ele não sabe falar, não sabe como indicar que está com medo, com fome ou sujo. Chorar é sua única forma de indicar que algo não está bem. Agora imagina se há algo com você e ao pedir ajuda (o choro do bebê) e a pessoa apenas ignora... o que você faria? Se está com medo, ele irá aumentar, ou se está com fome, poderá achar que vai continuar com fome. Aproveite esses momentos com seu filho. Dê carinho, proteção e aconchego pois esse tempo passará muito rápido e os momentos não voltarão jamais. O mundo precisa de pessoas que cresçam conhecendo o que é ser amado e acalentado pois assim poderão fazer o mesmo pelos seus semelhantes.


Dê água, dê chá, dê leite... só leite materno não sustenta



Muitas mães já ouviram ou mesmo pensam que o leite materno não sustenta a criança pois em algumas horas e a criança já está pedindo para mamar novamente. Aqui vão algumas considerações:

1 - O estômago do bebê não tem a mesma capacidade de um adulto. Dessa forma, é lógico que ele esfazie mais rapidamente, o que irá fazer com que ele necessite mamar mais vezes do que uma criança maior. 

2 - O bebê se desidrata mais rapidamente do que um adulto, nesse caso, nem sempre a vontade de mamar é por ter fome mas sede. Nesse caso, também há possibilidade de que ele não mame todo o leite mas já se vê ele satisfeito. Leve em consideração também o clima da cidade em que vive ou que está visitando. Dias mais quentes poderão requerer mais tempo amamentando. 

3 - O peito acalenta. Passar um tempo com alguém especial é maravilhoso. Da mesma forma, é maravilhoso para o bebê passar um tempo com alguém que ele gosta da voz, do cheiro e do calor. Sei que há muitas atividades a serem feitas mas a mãe deve priorizar aquelas que considerar mais importantes. Pessoalmente, acho que passar um tempo com o baby é insubstituível e há outras pessoas que podem contribuir para que a mãe curta esse momento. 

4 - O leite materno tem todos os nutrientes que o bebê precisa. Apenas em alguns casos é necessário um complemento. Então se a criança está ganhando peso não há motivos para introduzir qualquer complemento à amamentação.

5 - Não critique quem não consegue amamentar. Muitas mulheres sofrem pois desejam amamentar e por qualquer motivo não podem e sofrem mais ainda com pessoas que não sabem o que está se passando e simplesmente acham que a mãe escolheu passar por isso. 


Dê mingau, comida ou papinha



Da mesma forma que o leite materno, a alimentação é indicada para a criança a partir de 6 meses mas não vivemos a vida dessa família. É claro que se fosse possível, a mãe alimentaria o filho com leite materno até 2 anos e ele só a partir dos 6 meses comeria alimento orgânico. Infelizmente a realidade nem sempre é simples. Como criticar uma mãe que viu seu filho perder peso, mesmo com leite materno exclusivo, e que não tem dinheiro para comprar fórmula? Cada caso é um caso e deve-se assumir que a mãe fará o que sua realidade permite. É muito fácil julgar o outro sem saber o que ele passa. Para aquelas mães que conseguiram alimentar exclusivamente no peito ou que podem comprar fórmula ou ainda que só alimentam seus bebês após os 6 meses com papinha orgânica, parabéns!  

O contrário também deve ser levado em conta. Não é porque seu filho tomou mingau com 2 meses que a mãe deve fazer o mesmo. Evite julgar pois o grande problema hoje é deixar de viver sua vida para palpitar no do outro.


Deixe o bebê na creche e ajude seu marido nas despesas da casa



Cada pessoa conhece bem as necessidades financeiras da sua família. É óbvio que a criança trouxe novas despesas mas não cabe a ninguém mais além do pai e da mãe identificarem a necessidade ou desejo ou não da mãe trabalhar. Apenas em caso da sua opinião ter sido solicitada deixe esse tipo de comentário fora da conversa. 


Tire seu bebê da fralda



Cada criança se desenvolve de forma única. Alguns vão conseguir não usar fralda com 2 anos, outros irão precisar de mais tempo. Mais uma vez é a necessidade de atingir uma etapa do desenvolvimento o mais rápido possível como se fosse uma competição velada. Muitos pais ouvem que filho de fulano já usa o banheiro desde antes de 2 anos e a melhor resposta nesse caso é: Que bom pra ele! 


Filho não deve compartilhar cama dos pais



Essa é uma questão delicada. Muitos são contra e muitos são favoráveis. Tem a preocupação com o bem estar da criança, como se os pais fossem elefantes e iriam esmagar o bebê no meio deles. A verdade é que depende muito do que os pais acham melhor. Há riscos de bater o bebê a noite sem perceber mas também há riscos do bebê sozinho no berço. Infelizmente não é uma coisa que possa se comprovar a eficácia em 100% dos casos. Alguns vão contar algo horrível que ocorreu com o filho na cama do casal, já outros poderão contar algo terrível que o bebê passou sozinho no berço. Deixe que os pais decidam o que acreditam ser melhor. Se decidiram compartilhar a cama, provavelmente estão cientes dos cuidados que terão para garantir que nenhum acidente ocorra durante o sono do bebê.  
Ainda nesse tópico há a questão de que criança atrapalha a relação sexual dos pais. Alguns pais irão preferir namorar enquanto os filhos dormem em outro ambiente e alguns poderão aproveitar para namorar no banho. Novamente, deixe que a relação sexual do casal seja resolvida pelo casal... 


Bebê (NÃO) deve usar chupeta ou mamadeira



Já vi muitas mães que antes pensavam de uma forma mudarem completamente de opinião ao precisar cuidar da casa e o bebê querer chupeta ou mamadeira. 

A verdade é que a mãe tem um instinto sobre se filho e é ele que deve ser levado em conta nas tomadas de decisão. Algumas crianças vão indicar que necessitam de alguns artifícios como chupeta ou um brinquedo para se acalmar e a mãe é a única que conseguirá decifrar os sinais que indicam isso. Outras mães vão preferir não usar desses artifícios, e tudo bem! Se houvesse uma fórmula que funcionasse  para todos os bebês, provavelmente já estaria sendo disponibilizada na maternidade. Então deixe que a mãe ou o pai decida, ainda que isso tenha funcionado para você, não significa que funcionará para esse bebê.


O bebê tá com fome, com sede, com frio...



Quando dizemos que a mãe tem um sexto sentido é justamente nesse caso. O cérebro da mulher muda durante a gestação e uma dessas mudanças é justamente para conseguir identificar as necessidades do seu filho a partir do choro e também de outros barulhinhos. Muitas vezes a pessoa quer apenas ajudar, mas acredite, a mãe reconhece o que seu bebê deseja e até se ele está apenas remusgando sozinho. Muitas mulheres poderão não acreditar nisso mas a verdade é que a natureza é sábia. Cada estímulo do bebê é reconhecido pela sua mãe e quanto mais passa o tempo mais esse vínculo de amor vai se estreitando. 

A menos que você seja pediatra ou que os pais tenham pedido sua opinião, deixe que as decisões com relação à alimentação, vestimenta ou costumes sejam tomadas pelos pais. É muito chato ouvir um conselho que não se pediu. Espere até que você tenha um filho e ai sim faça tudo da maneira que achar melhor e ai talvez não tenha que conviver com aqueles que acham que criam melhor seu filho do que você. Até a próxima!

Leia também: